Respiração, foco nos sentidos!
5 Capítulo 5 - Rocha e Jantar
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364 dias depois.
Mundo real: 17:30.
1 dia até o teste.
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Desde o primeiro dia, foi sempre assim. Sair de casa às seis da manhã, entrar no castelo infinito, e só sair quando fosse sete da noite no mundo real. Vinte e oito dias lá dentro, a cada dia no mundo real. Um ano completo, contando no ritmo daquele lugar.
Agora, ele estava aqui, no mundo real. De volta ao ar normal, a gravidade normal. Mas ainda assim... estranho. Ele se desacostumou com esse mundo. Era como se ele tivesse envelhecido sozinho. O mundo tinha passado só treze dias. Mas para ele foi muito mais.
—Você envelheceu um ano em duas semanas. Dá pra sentir os ossos estalando, vovô?
Cala a boca, Kizu.
E foi só minha mente! Meu corpo tá igual...
—Mesma coisa.
Você sabe que você também faz parte da minha mente né?
—...
—Touche.
Katsuki estava em um campo aberto mais afastado da área urbana, a cidade no fundo, poucas árvores ao redor. "Por que estamos aqui?" Ele diz enquanto passa os olhos pelo ambiente. "E o que caralhos é isso?!" Bakugou aponta para uma pedra gigante bem no meio do campo. Parecia cenográfica demais pra ser natural.
"Estamos aqui para ver os resultados do seu treinamento!" Aurora diz ao lado dele, carregando uma pequena caixa nas mãos. E com um corvo no ombro esquerdo, que ficava corvejando a cada alguns minutos.
"A Hashimoto sempre leva seus aprendizes aqui no último dia de treinamento. É uma espécie de ritual pra ela, eu acho." Sakeme diz enquanto carrega uma caixa um pouco maior que a de Aurora, e com mais dificuldade também. "Aonde eu deixo isso?"
"Pode deixar aqui do lado." Aurora deixa a caixa que ela estava segurando no chão, e Rengoku segue o exemplo, deixando-a bem ao lado. "E por favor, eu já disse antes pra você parar de me chamar pelo sobrenome! Isso é formal demais..."
"Desculpe!" Sakeme se curva levemente. "Eu vou me lembrar disso da próxima vez, Aur... senhora!"
Aurora apenas suspira com isso, Sakeme sempre foi assim. Formal demais, ao contrário do seu outro aprendiz. "De qualquer forma... considere esse seu último desafio! Se você o completar, poderá ser oficialmente um caçador!" Ela volta sua atenção para Bakugou, que estava visivelmente meio confuso com tudo isso.
"Eu pensei que eu já era um caçador!" Katsuki cruza os braços.
Quando Aurora ficou sabendo sobre o oni comum que Bakugou matou, ela ficou o parabenizando por muitos dias, além de confiar a ele ir em algumas missões acompanhado de Sakeme. Em geral, ele se responsabilizava principalmente pelos onis comuns, mas, ainda assim, era algo. E hoje em dia ele mata esses mesmos demônios simples com extrema facilidade.
"Bem... Tecnicamente, para ser oficial, você precisaria passar por um teste mais complexo, que se resume em prender muitos de vocês em uma floresta cheia de onis." Disse ela, enquanto coça um pouco a cabeça. "Mas, como uma hashira, eu tenho permissão para fazer testes alternativos!"
"É pra isso que estamos aqui então?" Ele disse. A voz saindo um pouco mais acelerada que o planejado.
Aurora assente. "Exatamente!"
Katsuki não gostou muito disso.
Mas isso não faz sentido!
Ela sabe que eu consigo matar onis, ela já viu eu matando! A Sakeme é a prova disso!
—Acho que ela não concorda muito com isso...
E o que você sabe sobre isso em Kizu?!
—O que eu me lembro bem é das diversas vezes que a Sakeme teve que salvar essa sua bunda da morte.
—Guardei bem essas memórias.
Tsk... ela não me salvou, ela só... matou um oni que por coincidência estava perto de me morder. Só isso!
—Aham... sei.
Sakeme percebeu a cara emburrada de Katsuki, e andou até ele, colocando a mão em seu ombro, como se estivesse apoiando-o. "EI!"
Katsuki virou a cabeça brevemente. "O que é?"
"É impressão minha, ou você tá com medo de um testezinho?" Um sorriso irônico cresce no rosto de Sakeme enquanto ela fala. "Pensei que você fosse melhor, esquentadinho!"
"Hein?! É claro que não!" O apelido fez Katsuki elevar um pouco a voz. Mesmo depois de meses, aquela garota insistia em chamá-lo por esse nome. Isso quase o lembrava de Deku. Quase.
Durante esse um ano de treinamento, Sakeme começou a aparecer muito mais no castelo infinito. Além das dezenas de missões em que ela o acompanhou. Isso deixou eles próximos, colegas, até mesmo amigos talvez. Mas Katsuki nunca admitiria nada disso, obviamente. Mesmo depois de tanto tempo meditando todos os dias, e de uma grande melhora em sua raiva e paciência, algumas coisas continuaram sem mudar. Isso sendo uma delas.
Quer saber?
Foda-se!
—Nossa, que gratuito.
Vai se fuder você também Kizu!
—...
...
"Vocês dois!" Aurora aparece atrás deles, dando um cascudo em cada um.
"A gente fez o que agora?!" Tanto Katsuki quanto Sakeme respondem ao mesmo tempo. Coçando a parte da cabeça que Aurora deu o cascudo.
"Só parem de me interromper!" Ela diz enquanto fica na frente deles. "Agora, voltando ao assunto. Seu desafio, Katsuki, será..."
Aurora fez uma pequena pausa dramática, uma coisa que ela adorava fazer. Katsuki podia apostar que era só pra encher o saco dele.
Ela apontou para a rocha gigante no centro do campo. "...cortar aquela pedra ao meio."
...
—É...
—Isso foi mais anticlimático do que eu esperava.
"Sério?" Katsuki balançou a cabeça em dúvida. "Só isso?" A voz de Katsuki saiu surpreendentemente baixa. Ele esperava algo a mais.
Depois de tanto tempo, se tem uma coisa que ele aprendeu é: respirações são absurdamente fortes. Ele não saberia dizer se é comparável a uma individualidade de verdade, mas com certeza não é de se jogar fora. Principalmente quando eles carregam armas consigo. No corpo a corpo elas já ajudam bastante, mas só ficam fortes de verdade quando os usuários portam armas físicas.
Sem uma arma, seu poder diminui muito. Sim, é verdade. Mas, ele ainda conseguia se manter mesmo sem. Velocidade, força, e resistência principalmente, todas são fortemente aumentadas quando ele ativa a concentração total.
"É, eu sei... também tive uma reação parecida quando foi a minha vez." Disse Sakeme, lembrando das suas antigas lembranças com a Hashira.
Aurora deu de ombros. "É mais um ritual do que qualquer coisa. Mas sim, é isso. É tipo... sei lá, prova de autoescola."
"Você realmente acabou de comparar caçar demónios com fazer baliza?" Sakeme cruza os braços, erguendo as sobrancelhas.
"Sim."
Katsuki quase soltou um sorriso vendo as duas, mas conteve. Precisava focar nessa pedra agora.
Bakugou olhou para a rocha de novo. Tinha dois metros e meio, lisa, centralizada perfeitamente no campo. Pensada para causar impacto. Mas depois de tudo que ele passou... uma rocha era só... uma rocha. Nada mais.
Ainda assim, algo no olhar de Aurora o impediu de relaxar. Ela não estava brincando. "Agora, tá esperando o que? Pode começar!" Disse Aurora, apontando para a rocha.
Bakugou não esperou mais nenhuma palavra, ele andou até uma distância segura da rocha. Quando botou a mão no cabo da katana, ele ouviu Aurora gritando para ele. "E lembre-se, você tem que usar alguma técnica de respiração agora! Faz parte das regras!"
"Você sabe que meu sentido aguçado também é a audição né?! Não precisa gritar, porra!" Katsuki disse... gritando de volta.
Ele agora tinha total controle sobre isso, conseguindo focar sem dificuldade no que importava. Em geral, dava pra 'desligar' na maior parte do tempo, focando nos sons dos próprios passos, ou no ar ao seu redor. Mas, ainda era irritante ouvir gritos, até mesmo os seus próprios. O que acabou fazendo seus gritos diminuírem bastante em frequência.
"Hehe! Foi mal!" Aurora se desculpa, abaixando levemente a cabeça.
Katsuki suspira um pouco com isso, precisa focar na rocha agora. Ele retira a katana da bainha, ficando em sua posição de combate, pés firmes no chão. Se ele tinha que usar alguma das técnicas... ele usaria as técnicas.
Durante esse 'ano', esse foi seu maior foco. Dominar as técnicas de respiração do seu elemento principal. O vento. Ele ainda não tem total controle sobre tudo, mas sabe fazer as primeiras formas bem. A maior prova disso é sua marca. Ela cresceu desde a última vez, agora cobrindo o pulso por inteiro, e boa parte da área inferior do braço. O suficiente para ele sempre ter que andar de casaco agora, ou, com acessórias que impedissem as pessoas de ver aquilo.
Bakugou segurou firmemente o cabo da katana, respirando pesadamente. O mundo ficou silencioso por um segundo, não porque o som parou, mas porque ele parou de ouvir tudo que não importava.
Respiração do vento.
Ele entrou em concentração total, e começou a girar devagar seu corpo. A marca brilhando em branco.
Roku no kata.
Rapidamente, Katsuki lança um golpe de baixo para cima com sua katana, mirando no centro da rocha. No instante seguinte, uma rajada forte explodiu dali, levando poeira, folhas e até pequenas pedrinhas ao redor.
Sakeme instintivamente levantou os braços para cobrir os olhos. "Huh! Exibido..."
Aurora deu um passo pro lado, só por precaução. O corvo em seu ombro começou a bater asas um pouco, tentando não ser empurrado pelo vento.
Quando o vento cessou, e a poeira baixou... a pedra estava partida. Perfeitamente. Simétrica. Como se tivesse sido cortada com um bisturi, e não uma katana.
Bakugou estava em pé na frente da pedra, guardando a katana na bainha, olhando para o resultado de seu ataque. Isso é a coisa que mais lhe surpreendia quanto a essas... respirações. Katsuki lembra de ver Aurora invocar chamas em sua mão quando se encontraram. Mas ver e fazer por conta própria é muito diferente.
Quando Katsuki conseguiu fazer sua primeira rajada de vento com a mão, ele aumentou o ritmo do treinamento em um nível quase preocupante. Ver aquilo, aquele poder, saindo dele. Foi como voltar no tempo. A sensação foi parecida com a primeira vez em que ele usou sua individualidade quando criança. Na verdade... foi até melhor. Por que ele não nasceu com esse poder dessa vez, ele teve que treinar muito para fazer uma pequena rajada. E, agora, ele conseguia fazer essas coisas com a rocha.
Ele tinha uma sensação dentro de si agora. A sensação de que, talvez, finalmente, ele tinha feito alguma coisa certa na vida. Aquilo era poder, um que ele construiu sozinho... quase sozinho.
Bakugou respirou fundo, sentiu o corpo leve. Não por causa da técnica, mas porque... por um segundo, ele não se sentia um fracasso.
Um ano inteiro dentro do castelo infinito, por treze dias no mundo real. Vinte e oito dias por cada manhã em que ele deixava sua mãe dormindo sozinha naquela casa pequena e silenciosa.
—Você não vai chorar, vai?
...Cala a boca.
—Não estou zoando. Só... achei bonito. Sério mesmo.
...Cala. A. Boca.
Suspirando e guardando a katana, ele finalmente se afasta, voltando para onde sua mestra e colega estavam observando.
"Parabéns, garoto!" Aurora diz, se aproximando e bagunçando levemente seu cabelo. Ela sabe que ele não gosta de abraços, então quando queria parabenizá-lo, ela bagunçava o seu cabelo, era o abraço pessoal deles.
"Nada mal, para um novato." Sakeme se aproxima com as duas mãos na cabeça, como se estivesse zombando de Katsuki. "Mas... não foi ruim. Boa, esquentadinho!" Um sorriso aparece no rosto dela, ela estava feliz pelo amigo, mesmo que eles tenham essa pequena rixa.
Até mesmo Kizu o parabenizou.
—Parabéns pelo corte.
Só pra constar, eu sei que você tá sendo irônica.
E isso que eu fiz foi foda, só pra você ficar sabendo!
—Foi mesmo.
...
Tsk... é claro que foi.
—....
Vendo isso, Katsuki responde com um de seus meio-sorrisos arrogantes de sempre. Mas, esse era mais leve, mais natural, não tinha nenhuma arrogância de verdade, ele só estava... feliz. "É claro que eu fui bem, porra!" Ele cruza os braços, o sorriso aumentando ainda mais. "Sou eu, afinal!"
Ah. É, esse era o velho Katsuki de sempre à vista.
"Não fique se achando, ainda falta muito treinamento pra você, garoto!" Aurora olha para seus dois aprendizes. "Pra vocês dois! Mas, vamos focar no mais importante agora... Presentes!"
Os olhos de Katsuki saltaram ouvindo isso. "Você disse... presentes?" Katsuki olha para as caixas agora.
Aquilo é... pra mim?
—Olha ele, ganhando até presente agora!
"Sim! Agora você é oficialmente um caçador, então precisa se portar como tal." Aurora também olha para os presentes. "Vamos, pode abrir!"
—Seria irônico demais se ela botasse uma bomba nessas caixas.
Katsuki olha para as duas caixas, e decide começar pelo menor delas. Abrindo, ele vê uma... roupa? Mas não uma qualquer. Era parecida com a de Aurora. Tecido resistente, predominantemente preto, e com pequenos detalhes em branco, sendo a cor a única diferença. E o haori... idêntico ao da Sakeme.
"Esse... é meu uniforme?" Katsuki perguntou, como se estivesse testando se era mesmo real.
Aurora assentiu. "Você agora é um dos meus. Precisa se vestir como tal!"
Bakugou não respondeu, só ficou olhando a roupa por um tempo, como se ela fosse mais pesada do que parecia.
—Não vai quase chorar de novo, né?
Só, para. Você é muita chata.
"Não se preocupe, nós podemos usar a roupa que quisermos, então sinta-se livre para modificar ao seu gosto." Sakeme disse, tentando tranquilizar seu colega.
"Exatamente, agora, a outra caixa!" Aurora fala, concordando com sua outra aprendiz.
Ele abre a outra caixa. Uma katana. Katsuki pega no segundo seguinte, a lâmina mudando para verde, como sempre. "Tsk... cor de merda." Ele quase consegue ouvir Kizu o chamando de fresco, então ele passa o olho pela katana. O material parecia diferente, e era um pouco mais estilizada. A guarda de mão tinha um formato de chama também, embora verde. Parecia ser uma marca registrada da Aurora, e ela queria passar isso para seus aprendizes também. "Por que a guarda de mão tem esse formato?"
"É tipo a assinatura dela. A minha também tem a mesma guarda." Sakeme diz, tirando brevemente sua katana da bainha, para Katsuki poder ver.
Aurora apenas faz um biquinho vendo isso. "Vocês são meus aprendizes! É considerado respeitoso passar essas coisas de geração a geração, sabia?"
"Eu tenho certeza que você não se importa com isso." Katsuki fala, tirando a antiga katana da bainha, e botando a nova no lugar. "O que eu faço com essa katana agora? Eu não vou deixar essa merda guardando poeira na minha ca-" Aurora dá outro cascudo nele quando ouve isso. "Porra! Foi o que agora?!" Sakeme pode ser vista no fundo, murmurando um 'merecido!' e segurando umas risadinhas.
—Hhahahha, eu amo essas duas!
É claro que ama, elas me infernizam!
—Exatamente!
—Isso é a melhor coisa que eu já vi! Você nem revida mais!
Tsk...
Não seja idiota! Eu não vou revidar algo tão bobo quanto isso!
—Eu sabia! Você se importa com elas!
...
—Ah! Você não negou.
Aurora estalou os dedos na frente de Katsuki, fazendo-o voltar à realidade. Depois de tanto tempo, ela já conseguia identificar facilmente quando ele se perdia nos pensamentos ou com a voz. "Não desrespeite a katana! Nunca se sabe o que pode acontecer, aconselho deixar essa guardada em um lugar seguro, para emergências."
Katsuki não pode negar isso, então apenas resmunga um 'sim' mal proferido por ele.
"E então, o que achou do outro presente?" Sakeme que pergunta dessa vez.
"Outro?" Katsuki pergunta, olhando novamente para a caixa onde a katana estava. Tinha outra arma ali! Ele se abaixou para checar dentro, e encontrou um... leque?
—Isso é um...
Leque?
—...
Bakugou ficou olhando por uns segundos. Como se fosse um pedaço de cocô embrulhado para presente.
"Isso é... sério?" Ele se virou para Aurora. "Você me deu um leque? Um LEQUE?!"
"POW!" Outro cascudo.
"Respeite o leque!" Aurora respondeu como se estivesse defendendo a honra de um ancestral.
—Haha! Esse foi merecido!
Fica do lado dela mesmo, traidora!
Katsuki coça um pouco a cabeça, no lugar dos dois cascudos recentes. Aurora não batia pra machucar, mas ela ainda era extremamente forte fisicamente, então doía um pouco.
"Leques de ferro, usados por caçadores que dominam a respiração do vento. Te ajudam a gerar rajadas, complementam suas técnicas."
"Gerar... rajadas?" Bakugou pergunta, sem pegar o leque.
"Sim. Como você bem sabe, nós podemos gerar certas coisas com nossas marcas, correto?" Aurora diz, gerando chamas leves com sua mão, apenas para exemplificar. Sakeme a imita, também gerando chamas um pouco menores.
Katsuki assente, também gerando um pequeno redemoinho na mão, menor que as duas chamas.
"Alguns caçadores usam armas de apoio para ajudar com essas coisas, e, com os do vento, eles usam leques como esse." Aurora aponta para o leque na caixa. "Vamos, tente fazer isso com o leque, usando a concentração total."
Relutantemente, ele pegou com a mão direita, o leque se abriu sozinho. Os detalhes em metal mudaram para verde, assim como a lâmina da katana.
Quando ele respirou fundo, em concentração total, e bateu o leque em direção às poucas árvores próximas... o vento saiu forte o bastante para empurrar até mesmo alguns galhos caídos nas proximidades. Algumas folhas das árvores também foram levadas na rajada.
...
"Tá. Foi legal." Katsuki admitiu, murmurando, quase sorrindo. Quase.
"Ha! Eu não disse? Guarde o leque no cinto, ele vai te ajudar." Aurora dá um sorriso orgulhoso, ela ama estar certa. E na maioria das vezes ela estava certa.
Katsuki fechou o leque, e guardou no outro espaço do cinto. Ele sempre teve curiosidade para saber pra que aquele espaço livre servia à direita do cinto, e agora sabe. Armas de apoio. Pelo que já viu, Aurora e Sakeme não carregam consigo tais objetos. Isso deixa Bakugou com uma pulga atrás da orelha, mas decide não falar nada sobre.
"E agora?" Bakugou perguntou. Katana nova na bainha, leque no cinto, e a outra katana na mão.
"Agora?" Aurora coloca a mão no queixo, pensando por alguns segundos. "Nós vamos festejar!" Ela levanta os braços, como se estivesse comemorando um ponto em um esporte.
Festa?
—Sim! FINALMENTE!
Você está animada em...
—Eu to esperando uma festa a séculos, eu preciso disso.
Tsk... não seja burra.
A Sakeme não parece ser festeira. Deve ser algum jantar, ou coisa assim.
—Que você esteja errado, por favor!
"Vamos em uma pizzaria de rua!" Aurora confirma.
—...Merda.
Ha!
"Aqui, é nesse endereço." Ela dá um papel com a rua. "Agora, eu vou me vestir! Você e a Sakeme podem fazer o que quiser, ainda tenho outras coisas pra resolver antes disso. Nós encontramos as sete em ponto!" Ao falar isso, o corvo que estava em seu ombro vai até o de Rengoku. "Até!" Aurora invoca uma porta do castelo infinito e entra.
...
"Ela ama fazer essas saídas súbitas né?" Uma gota cômica sai da testa de Katsuki enquanto ele fala.
Sakeme dá de ombros com isso. "A Hashimoto sempre foi assim, ela não sabe se despedir, nunca soube." Os dedos de Sakeme passam levemente pelo queixo do corvo que agora estava em seu ombro. O corvo faz um som que Katsuki não sabe identificar, mas parece ser uma espécie de canto de felicidade, e o pássaro também inclina a cabeça mais pra perto, parecendo querer mais do carinho.
Katsuki olha isso com olhos apertados. Inicialmente, ele achava que esse corvo seria o seu, já que pelo que sabe, todo caçador tem um. Mas, agora ele estava confuso. "É o seu corvo?" Ele aponta para o animal no ombro da colega.
"Hum?" Sakeme gira os olhos para Katsuki, focando nele. "Ah, não!" Ela negou com a cabeça rapidamente, como se estivesse meio ofendida. "É o seu! Vai pra seu novo dono, amiguinho!" Com isso, o corvo bate as asas até o ombro de Bakugou, que quase cai com o impulso repentino.
Cacete! Que corvo rápido!
Katsuki logo tenta se reequilibrar. Ele estava acostumado a carregar uma espada, não duas. Muito menos duas espadas e um corvo no ombro.
"Ah! Humano burro!" O corvo enfatizou batendo ainda mais suas asas, intencionalmente. Isso faz Katsuki se desequilibrar ainda mais, até finalmente cair de bunda no chão.
"Corvo idiota!" Ele tenta dar um soco no bico do bicho, mas ele rapidamente voa para o outro ombro. "Ahhhh! Fica parado seu merdinha!" Mais um soco, mais um desvio. Eles ficam nessa de gato e rato alguns minutos. Até que Katsuki ouve risadas, tanto no mundo real quanto dentro de si.
—Hahahahhaha!
Qual a graça em?!
—Não é óbvio?
—Você tá brigando com um PÁSSARO!
E?
—E?! É um bicho!
Corvos são um dos animais mais inteligentes que existem.
Certeza que esse merdinha tá fazendo isso de propósito!
—...Não deixa de ser burrice.
Vai catar coquinho Kizu.
Sakeme também estava tentando conter algumas risadas com a boca. Na visão dela, aquilo era muito cômico. Katsuki caído de bunda no chão, tentando socar um corvo que fica desviando de todos os socos possíveis. "Hihi...!" Ela tenta parar de rir enquanto tira a mão da boca. "Sério, logo você, o esquentadinho, tá tendo dificuldade em enfrentar um simples corvo?" Sakeme se aproxima, disponibilizando a mão para ele.
Assim que Bakugou vê a mão, murmura um som quase inaudível de xingamento, mas aceita o apoio para se levantar em seguida. "Só pra deixar claro, eu ainda não me acostumei com essa merda...!" Ele segura na mão de Sakeme, se apoiando nela para se levantar.
"Relaxa, com o tempo você se acostuma!" Ela diz enquanto olha para o corvo no ombro de Katsuki. "Também foi estranho quando recebi o meu."
Quando Katsuki finalmente fica de pé, o maldito corvo começa a se mexer de novo em seu ombro. "Porra! Não sabe ficar quieto não é?!"
"Seus ombros são tensos demais! Não dá pra ficar aqui direito!" O corvo bateu ainda mais as asas, com a desculpa de estar tentando achar uma 'boa' posição.
Merda! Que corvo chato do caralho!
—Eu realmente gostaria de saber quando falar com corvos virou normal...
Eu digo o mesmo Kizu. O mesmo...
Pelo que Katsuki sabia, todo caçador tinha um companheiro corvo que se encarregava de mandar mensagens para a sede principal dos caçadores, e vice-versa. E, todos os marcados também tinham a capacidade de entender e falar com esses pássaros. No início, ele também não acreditou, mas depois de ouvir o de Aurora pedindo por comida, Bakugou passou a não duvidar de mais nada nesse mundo, não importa o quão estranho seja.
"Vamos fazer o que agora? Temos pouco mais de uma hora até às sete." Sakeme dá uma olhada de canto de olho no seu relógio, só para checar as informações. "Errei, são cinquenta minutos na verdade!" Ela se corrige, e abaixa a cabeça levemente, por puro reflexo.
"Tsk..." Katsuki resmunga. Odiava essa formalidade da colega, fazia parecer que eles estavam em alguma reunião estranha, ou que eram pessoas minimamente importantes. Nos primeiros meses, isso o atingia quase pessoalmente, mas hoje em dia ele entendeu que ela é assim com praticamente todo mundo. "Vamos logo à porcaria da pizzaria! A gente já se adianta assim."
Sakeme ponderou por alguns segundos. "Pode ser, mas o que fazemos com isso?" Ela aponta para a antiga katana de Katsuki, e sua nova roupa.
"Vamos passar na minha casa, aí depois vamos para a maldita pizzaria. E vamos rápido, tô com fome!" Katsuki exclamou, começando a andar em direção a cidade com alguma urgência. Sakeme o seguia, rindo um pouco enquanto o corvo começava a reclamar, até que ele decide ir novamente no ombro de Rengoku.
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Depois de passarem na casa de Katsuki, foram juntos até a pizzaria. Por conta do tempo que passaram próximos antes, eles acabaram virando algo próximo de amigos. Tanto Bakugou quanto Sakeme tinham quase a mesma idade, com Rengoku sendo só um ano mais velha, ambos eram caçadores, e os dois tinham dificuldade de comunicação com pessoas consideradas 'normais'. Então, embora não pareça, eles conseguem se complementar com alguma facilidade.
"Tá preparado?" Sakeme diz enquanto eles andam juntos até o estabelecimento desejado.
"Hum?" Katsuki pergunta sem desviar o olhar da pizzaria a poucos metros de distância.
"Pra amanhã!" Ela diz como se fosse óbvio. "Vai ser o seu teste pra continuar naquela escola de heróis não é? A melhor do Japão e toda aquela propagando deles."
Bakugou contém um sorriso com isso. Era muito fácil perceber que Sakeme não era nem um pouco fã de heróis, nem Aurora. Na verdade, dos poucos caçadores que ele conseguiu conversar, todos demonstraram não gostar de heróis como um todo. Katsuki até pode entender isso. A forma de agir de heróis e caçadores são diferentes ao extremo. Um tem como trabalho proteger as pessoas prendendo vilões. Já o outro tem como dever fazer o mesmo, mas matando demônios, que, quase ninguém sabe que existe.
"Humph! É claro que sim. Eu to matando demônios, passar nesse teste vai ser fácil comparado a isso!" Ele passa as mãos para trás da cabeça enquanto fala, como se estivesse debochando do teste do próximo dia.
"Você sabe que não vai poder usar a respiração lá não é? Não sei exatamente como você faria pra explicar o porquê de agora você conseguir ter algum controle sobre o vento..." Ouvindo isso, Katsuki apenas resmunga um "Tsk" baixo enquanto continua a andar em silêncio.
—Você sabe que ela tem razão não é?
É óbvio porra!
—Então... vai fazer o que?
Ele começa a olhar pro chão por alguns momentos após isso, pensando em todo o treinamento que teve que fazer. Mesmo que seu corpo não tenha se alterado, a sua mente se fortaleceu. Katsuki aprendeu a usar uma katana com algum nível de expertise, além de seus novos sentidos. Sua audição possivelmente seria sua maior arma em tudo isso. E a respiração de concentração total ainda poderia servir para melhorar suas características mais básicas. Força, resistência, velocidade... tudo em níveis baixos, para ser algo crível.
Ele ainda tinha que ter algum cuidado, afinal, se alguém sequer suspeitasse que ele por qualquer raio de motivo tem uma individualidade, vai ser uma dor de cabeça desgraçada, e ele não está pronto para algo assim.
Humph... eu vou me virar.
—Sei...
Tá duvidando de mim Kizu?!
—Sim.
...
—Você não é conhecido por autocontrole, mesmo hoje em dia.
Mas eu melhorei!
Estou dez vezes melhor que antigamente, no mínimo!
—Zero vezes dez ainda é zero.
...
Vai se ferrar.
—Também te amo.
Sakeme percebeu que Katsuki estava viajando um pouco na própria mente, já que não respondeu sua pergunta. Então, repentinamente ela segura o ombro do colega, para impedi-lo de continuar andando no automático. "Ei, já chegamos na pizzaria."
Katsuki pisca algumas vezes, virando o olhar para o lado. Eles estavam na frente da pizzaria, tinham algumas mesas de madeira, e algumas pessoas estavam reunidas conversando e comendo. O lugar era bem grande, e por dentro parecia ser ainda maior.
Rengoku parecia se adiantar, já sentada na ponta da mesa mais perto dela, bem na frente do estabelecimento. "Vamos ficar por aqui, assim a Hashimoto pode ver a gente assim que chegar." Bakugou apenas concordou, e sentou em uma das cadeiras próxima a Sakeme, em silêncio.
Eles ficaram nesse silêncio por algum tempo. Não era exatamente desconfortável, mas era perceptível a tensão que carregava o ar. Sakeme estava sem saber sobre o que falar, já que seu colega parecia muito preso na própria mente, e Katsuki não queria encher o saco dela fazendo qualquer pergunta merda apenas para quebrar o gelo dessa situação. Aurora que costuma iniciar a conversa entre os três. Quando estavam só os dois adolescentes, eles normalmente ficavam em silêncio nas missões, não conversando.
Bakugou resolve se adiantar, perguntando o que sempre quis saber de Aurora, mas nunca teve uma resposta exata. "Como... você consegue?"
Os olhos de Sakeme saem do cabo da própria katana, e se encontram com o de Katsuki. "Consigo o que?"
"Conviver com essa... voz, que tem no interior de todos nós caçadores." Bakugou começa a apertar a própria roupa com isso. Esse é um assunto que ele nunca conseguiu conversar muito bem com Aurora, muito menos com sua colega. Pelo que viu, isso é algo super pessoal de cada caçador, e nem entre eles era algo muito discutido.
Um sorriso pequeno de canto de boca surge em Sakeme com essa pergunta. "Eu aceito ela."
Katsuki sente o olhar saltando um pouco com isso, como se isso fosse algo impossível de se entender. "Hein?!"
Sakeme suspira um pouco, se preparando. "Pense assim. Essa parte nossa sempre esteve aí, falando, debochando, nos incentivando a fazer... coisas ruins." Ela se mexe levemente na cadeira, tentando achar uma posição mais confortável. "A marca só nos permite interagir com elas. Mas elas sempre existiram, sempre foram parte de nós, só resta pra gente aceitar e... lidar com isso, de algum jeito. Eu tento filtrar o que é bom e o que é ruim do que a minha fala, mas existem muitas formas de lidar com isso, você precisa encontrar a sua."
Ele ouve tudo com uma atenção quase assustadora, tentando absorver suas palavras. Lidar com Kizu estava começando a ficar... confuso.
Não tinha como entender nada. Às vezes, Kizu parecia dizer coisas para ajudar Katsuki e incentivar ele, outras, ela o xingava e o fazia pensar que era uma pessoa horrível. Era basicamente uma relação tóxica, só que pior, já que a opção de se livrar da outra pessoa não existe aqui. Ela era uma incógnita para Katsuki, e do pior tipo possível. Ela sequer tinha gênero? Bakugou a chamava por pronomes femininos, mas nunca entendeu bem o porquê. Só tinha uma sensação de que era assim que tinha que ser.
Então, um pensamento passa pela cabeça dele.
Espera, se Kizu é tudo aquilo que eu escondo de mim mesmo, isso significa que...
—Heheheh.
—Entendeu n-
Oh, não! Não, não e não! Só não.
Katsuki começa a coçar levemente suas têmporas com isso. Hoje não é o dia de lidar com isso, talvez nunca. Se isso estiver certo, isso significa que sua vida teria acabado de ir pra dificuldade máxima rápido demais. Ele não vai lidar com isso, mas não vai mesmo.
"Kacchan?!" "Bakugou?"
Tanto Katsuki quanto Sakeme viram a cabeça assim que ouvem as vozes. Deku, Uraraka, Lida e Tsuyu estavam olhando para eles, prestes a entrar na pizzaria. Todos vestindo uma roupa social.
....Porra!
—Interessante...
Bakugou sente seu olhar se cansando só de ver isso. Normalmente, ele teria xingado primeiramente Deku e depois todos os outros... colegas dele. Mas, ele estava tentando evoluir depois que começou a meditar, então, ele iria fazer a coisa mais lógica depois disso. Perguntar o que eles estavam fazendo aqui xingando todos de uma vez, e não o Deku primeiro.
—...
—Genial, simplesmente genial.
"O que o bando de merdinhas faz aqui?!" Ele quase se levanta no processo, mas apenas vira a cabeça para perguntar, tentando evitar uma briga. A voz se eleva no processo, porém, menos do que seria antes.
Sakeme não parece entender muito bem a situação, mas aquele grupo parece gentil, então ela apenas acena com as mãos para eles.
"Kacchan? O que você faz aqui?" Izuku pergunta, se aproximando só um pouco.
"Bakugou! Não use essas palavras de baixo calão em público, por favor! Você ainda é um aluno da U.A, e deve agir como tal!" Lida tenta convencê-lo, e Katsuki apenas manda um dedo no meio para ele, deixando-o com a boca aberta em indignação.
Uraraka parece notar Sakeme meio perdida, então tenta comprimentar ela. "Huh... oie! Boa noite pra você!" Ela acena de volta.
Tsuyu parece notar as katanas. "Isso são katanas?" Aponta para as armas no cinto de cada um deles. Sim, eles levaram as katanas para uma pizzaria... eles podem ser jovens, mas não são irresponsáveis... na maioria das vezes.
"É óbvio né?! Eu preciso de algo agora que não tenho mais minhas explosões." Katsuki ignora completamente Deku e Lida, respondendo a pergunta de Tsuyu sobre as outras.
"Nós estamos aqui para comemorar o fim do treinamento do esquentadinho." Assim que Sakeme diz isso, Bakugou sente imediatamente o rosto avermelhando.
Essa... maldita!
—Hahahhaha!
—Sério, eu amo essa garota.
"EI! Não me chame assim na frente desses idiotas! Na verdade, não me chame assim nunca mais!" Ele gritou no segundo seguinte, o que fez Sakeme rir um pouco, e isso só irritou Bakugou ainda mais. "Tá rindo de que?!"
Logo, Katsuki começa a xingar Sakeme de tudo que é coisa possível, e ela fica apenas rindo, chamando ele de esquentadinho toda hora, apenas para irritá-lo. Já os outros viam aquilo de boca aberta. Alguém chamando o Bakugou que eles conheciam por esse nome? E saindo vivo disso? Kaminari já fez algumas loucuras assim antes, mas ele é do grupo do Katsuki, então eles não levavam isso em conta.
"Eu não acredito..." Uraraka murmurou para os amigos, tentando não chamar a atenção dos dois adolescentes que parecem crianças brigando nesse momento.
"É impressão minha, ou o Bakugou não está tão agressivo quanto antes?" Lida pontuou, percebendo que a agressividade dele com a garota desconhecida por eles era mais teatral do que real.
Izuku apenas ficou em... silêncio. Ele estava tentando mapear em sua mente quem era essa garota. Mas não tinha nada. Deku não fazia a menor ideia de quem era ela, e ele sabia quem eram todos com quem Katsuki conversava, absolutamente todo mundo. E as katanas então? Nada estava fazendo sentido, dava pra quase sentir as engrenagens do cérebro de Midoriya queimando de tanto girar.
"Vocês são... amigos?" Tsuyu perguntou em alto e bom som, para os dois ouvirem.
Com isso, os dois caçadores param a 'briga' deles dois. Focando o olhar novamente no pequeno grupo. Sakeme é quem toma a dianteira sobre o assunto. "Pode-se dizer que sim. Nós tivemos a mesma mestra!" Ela aponta para a katana dos dois no processo.
Katsuki apenas cruza os braços, mas não nega nada. "Tsk... é tipo essa merda." Ele murmura baixinho, mas o suficiente pra todo mundo ouvir. "Eu treinava com katana faz alguns meses, desde antes de eu perder a droga da individualidade! Agora isso se mostrou útil. Pronto, essa merda já é o suficiente pra vocês?!" Katsuki diz com alguma raiva, ele odiava repetir essa merda.
A cabeça de todos os quatro balançam em uma confirmação rápida.
"Então... como se chama?" Uraraka pergunta para Sakeme.
Sakeme se vira para ela, com um sorriso gentil agora. "Me chamo Sakeme Rengoku! Porque não se sentam com a gente para conversar?"
Bakugou sente o corpo travar com isso, e quase xinga Sakeme. Mas nem tem tempo de fazer isso, já que Lida se apressa em responder. "Claro! Seria uma honra conhecer uma amiga do Bakugou fora da U.A!" Lida diz enquanto pega uma outra mesa de madeira para juntar com a que eles dois estavam, assim todo mundo vai ter um lugar para se sentar.
Todos se sentam em seguida, e Sakeme parece ser a atração principal no lugar de Katsuki agora. E, ela se responsabiliza por responder todas as perguntas, com Bakugou as vezes respondendo uma coisa ou outra. Ele até gosta disso, isso deixa tudo bem mais fácil. Rengoku sabe que ele odeia responder a mesma coisa várias vezes. Surpreendentemente, ele até consegue responder Deku quando ele pergunta algo. As respostas são secas e curtas, mas sem tantos xingamentos quanto o comum... Isso deixa Katsuki quase orgulhoso de si mesmo... quase.
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