Notas iniciais
Olá leitores! Sinto muito por este tempo fora. Estou tão ocupada com outras coisas, que mal tenho tempo de pensar em escrever. Mas espero não deixá-los sozinhos agora. LilaS.

Capítulo 7

Atravessar o oceano em minha mente.” Evanescence, Oceans.

“Estou tremendamente preocupado com o garoto.” Rossi sibilou quando saiu do carro. Os agentes tinham viajado novamente e estavam em Denver, no estado do Colorado.

“Reid está passando por algo muito pior do que ele mesmo passou.” Hotchnner comentou ao ver a expressão preocupada do outro agente. “Ele está revivendo tudo. Aparentemente, Tobias o afetou muito mais do que eu imaginava.”

“Gideon não falou com ele sobre isso?” David questionou novamente. Ele esperava que Jason Gideon, como mentor de Reid, pudesse ter tido alguma conversa com o jovem doutor afim de ajudá-lo quando passou pelo trauma. De certa forma, talvez por ser o mais velho da equipe, Rossi sentia-se responsável; podia considerar cada um deles como membro de uma família, mas tinha grande apreço por Reid, por ser o mais novo (embora tivesse seus trinta e poucos), o considerava como um filho.

“Gideon tinha uma maneira peculiar de tratar as coisas. Ele ajudou Reid, entretanto, Reid se ajudou muito mais do que recebeu ajuda.” Aaron comentou. “Não se preocupe, vamos encontrar uma maneira de ajudá-lo também. Mas o importante é nos focarmos em Christine Beauford, ela está em algum lugar nessa cidade.”

Rossi concordou a contragosto, e entrou no prédio da sede do FBI, juntamente com Aaron. Morgan, Jennifer e Alex estavam em uma sala de reuniões e discutiam com Garcia — via webcam — sobre como reduzir listas de suspeitos para o caso.

“Onde está Reid?” Perguntou Hotch.

“Banheiro.” Morgan fez um sinal com o dedo indicador. “Reid está um zumbi. O forçamos a comer um pouco, mas nada está ajudando.”

“Vamos lá, Garcia. Precisamos encontrar qualquer pista que nos leve á nossa vítima.” Rossi disse novamente. “Reid falou qual o próximo passo de Raphael?”

Algum lugar em Denver, Colorado.

A consciência de Christine ia e vinha de maneira inconstante e, felizmente ou não, já não sentia mais dores no corpo. Havia apenas uma sensação de dormência estranha e pesada. Algo que a puxava para baixo, como uma corda amarrada a uma pedra levando-a para o fundo de um rio. Agitou vagarosamente a cabeça de um lado ao outro e, finalmente, juntou forças para abrir os olhos.

Viu-se no mesmo lugar de antes.

— O que aconteceu? — Perguntou baixo em um fio de voz.

— Lhe dei algo para ajudar. — Respondeu o algoz.

— Raphael?

— Sim. — Sibilou e continuou remexendo em algo que ela não podia enxergar. — Os pecadores verão.

— Verão o quê, Raphael? Por que faz isso?

Raphael manteve-se em silencio. Não diria suas motivações para uma mera mortal. Ele era o anjo em uma missão na Terra e, aquela ali, encararia a face do anjo e, talvez, se sobrevivesse poderia ser digna de uma resposta. O anjo permaneceu em silencio. Precisava ordenar seus pensamentos para dar o próximo passo em sua missão na Terra. Era essencial que tudo saísse da maneira como ele planejava.

A agente continuava lenta. Sentia leves dores e constatou que algo a mantinha daquele jeito. Levou um choque quando percebeu as picadas em seu braço.

— Vamos.

Raphael arrastou a cadeira para o centro do cômodo. Ela viu a luz vermelha da câmera, indicando o funcionamento do aparelho. Percebeu uma tira fina, não era um graveto e nem um cinto, em uma das mãos do algoz e desejou nunca ter acordado.

— Você é como o outro. Vê dentro da minha mente. É dotada pelo dom da inteligência. — Sentenciou ele. — Mas é uma pecadora.

Christine Beauford engoliu seco.

Colorado, Denver. Sede do FBI.

— Pessoal! Pessoal! — JJ saiu pelo corredor e passou correndo entre os agentes, gritando e acenando. — Ele está online! Agora!

Todos correram para o salão central. Inúmeros agentes e analistas tentavam encontrar pistas sobre o suspeito, mas ninguém encontrava uma migalha sequer sobre Helen Douglas e seu filho desaparecido. Reid estava próximo ao monitor, ao lado de Hotch e Rossi. Morgan e JJ estavam do outro lado á sua frente. O gênio sentia-se acuado.

Não sou uma pecadora. — Dizia a agente. — Sou uma agente do FBI e você é um assassino.

Christine sequer teve tempo para piscar, pois a tira fina de couro desceu avidamente até a lateral de seu braço. A ponta enrolou-se no pulso e deixou um vergão avermelhado e intenso. Quando mal sentiu as dores do golpe, ela entendeu que tinha sido drogada. Naquele instante, entendeu que aquilo fazia parte do jogo dele, que seu sequestro não era meramente um acaso.

Seu amigo sacrificou-se em prol de uma causa. Não era digno de conhecer o anjo. — Disse categoricamente antes de dar-lhe outro golpe.

Eu não vou ceder aos caprichos de um maníaco psicopata como você. — Ela respondeu brava.

Então não cederei aos impulsos humanos de lhe ajudar e continuaremos nosso trabalho. — Deu-lhe outro golpe.

Ótimo! Enquanto o sobrevivente ao anjo não for encontrado, a agente Christine Beauford não será libertada e sofrerá as consequências.

Reid correu para o banheiro com uma mão em sua boca. Rossi e Hotch foram atrás dele e o encontraram vomitando em uma das cabines. O agente lavou a boca e o rosto, mas não conseguia sequer encarar a si mesmo, quanto mais aos superiores.

— Ele é um fantasma. Garcia ainda não encontrou nada. Mas sabemos que está aqui, se encaixa no perfil. — Hotch tentou consolá-lo.

— Não sei se acredito no perfil. — Resmungou.

— O que mais consegue pensar sobre Tobias? — Rossi perguntou.

— Eu o conheço mais do que você pode imaginar. Mais do que eu mesmo imaginava. — Sibilou próximo aos agentes, enquanto dirigiam-se a sala de conferências. — Tobias era fraco, sofria com o pai abusivo e teve que matar o próprio pai.

— Estava pensando... — Sibilou JJ. — Estamos pensando apenas no filho de Helen Douglas, como um suspeito. Mas não estamos considerando outros fatores da vitimologia. Reid conhece o caso, foi vítima de Tobias, mas e se considerarmos apenas que ele foi vítima de Raphael e não de Tobias?

Alex Blake encarou-a, seguindo a mesma linha de raciocínio, continuou:

— O que ela tem em comum com Reid? — Questionou os agentes.

— Q.I., é uma agente nova. — Respondeu Rossi. — Talvez seja essa a premissa que nosso novo Raphael parte. Ele não poderia ter o Reid, mas poderia conseguir a melhor substituição possível: Christine.

— Que vamos admitir: é sua versão em saias. ­— Morgan brincou.

— Então o que ele quer exatamente? — Hotch encarou-os.

— Ele quer a mim. — Respondeu Reid, estupefato com a clareza com que sua voz soou. — Ele precisa de mim para concluir sua tarefa.

— Quê tarefa?

— Ele precisa ter os dois para saber que não é o único. Se anjos vêm à terra em forma humana, ele acredita que somente quem sobrevive aos seus métodos, será capaz de evoluir para uma forma avançada. — Jennifer Jareau respondeu. — O que faremos?

Reid deu alguns passos e parou em frente ao monitor, com a imagem da agente desacordada e com vergões pelo corpo.

— Vamos dar à ele o que quer. — Respondeu.

Notas finais
E aí, o que acham que a equipe irá fazer? Comentem! xoxo LilaS
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.