Resistance

8 Capítulo 8 - Começo De Algo Novo


Notas iniciais
Hello Jujubas! Feliz porque hoje não teve aula por causa do 7 de setembro! Cara! A unica razão que eu gosto de colégios militares. Oh Vocês já viram o Ice Bucket Challenge do Chris? E depois ele desafiou Sebastian e o Anthony e eu preciso dizer que o vídeo deles é o MELHOR! Eu ri muito kkk procurem no youtube e assistam! Eu recomendo! Outra coisa que eu vi foi sobre a one shot que a Marvel fez sobre a Peggy! Sério gente, só mostra o quão foda ela é, eu simplesmente amei. Se não me engano se chama Agent Carter. Obrigada as divas que comentaram, mas eu devo dizer que senti falta de muitas das minhas leitoras. Cadê vocês? E para quem queria ver Steve e Bucky, aqui está Enjoy! ; )

Tédio era o principal sentimento que resumia Natasha nesses últimos tempos. A espiã estava localizada em Londres, num hotel qualquer e barato. Ela havia recebido uma mensagem de Nick Fury e ele havia sido muito claro sobre as instruções.

Eram exatamente meia-noite e meia, quando Fury abriu a porta do quarto. A mulher sabia que o ex diretor da S.H.I.E.L.D não a chamou ali para perguntar como estava indo seu novo disfarce. Era um pouco estranho para a espia ver o ex diretor com roupas casuais e com óculos escuros.

– Romanoff – Fury entrou no quarto, colocou a maleta no chão ao lado de seus pés – Como você está?

– Por favor – Nat balançou as mãos, dispensando as formalidades – Vamos direto ao ponto.

– Direta como sempre – um mínimo sorriso apareceu no rosto de Fury.

– Sempre – a ruiva cruzou os braços e levantou uma das suas perfeitas sobrancelhas. Era um claro sinal para o ex-diretor começar a falar.

– Ok – ele andou até a mesa do quarto – Eu quero que você me faça um pequeno favor – o homem em sua frente puxou uma cadeira sentando na frente de Nat.

– Estou ouvindo – disse atentamente a mulher. Nat também puxou uma cadeira.

– Mexendo em alguns arquivos de Pierce, eu descobri um pequeno prédio de pertencente a HIDRA. Ali tem uma sala que pertencia a Alexander Pierce – Fury tirou um pendrive de seu bolso – O que eu quero é simples, invada o computador dele e copie tudo o que estiver lá, pode fazer isso?

– Não sabe com quem está falando? – a mulher sorriu. Para a ruiva aquilo era como tirar doce de criança.

– Natasha – Fury chamou seu nome com tom de aviso – Eu preciso que você chame menos atenção possível – ele falou – Vai haver alguns guardas, mas nada que você não consiga, afinal você já passou por coisas piores.

– Bem mais piores – Nat ainda tinha um sorriso desdenhoso no rosto. Fury considerou que a espia havia aceitado sua proposta. Foi em direção a maleta e a pegou voltando a se sentar na frente da ruiva.

– Talvez isso possa ser útil a você – e dizendo isso, Fury abriu a maleta, a virando para Natasha, a única coisa que a espia fez foi lançar um olhar questionador para o ex diretor – Algumas coisas são boas demais para simplesmente jogar fora.

– Considera seu pequeno favor feito – Natasha se levantou e fechou a maleta, a pegando pela alça. Sem mais palavras a mulher saiu do quarto em direção ao seu destino.


Chegando lá a viúva viu que Fury tinha razão, não seria tao difícil, era um prédio com dez andares, o que lhe interessava estava no quinto andar. A mulher abriu a mochila que carregava e pegou o binoculo de visão noturna e infravermelho, ela viu que tinha guardas em todos os extremos do prédio.

Natasha foi em direção a um guarda colocou uma de suas mãos no pescoço dele e outra na boca do homem e rapidamente ela despejou uma carga elétrica fazendo o guarda cair desmaiado no chão.

A espiã pegou todos as coisas que ele poderia avisar caso ele acordasse, rolando seu corpo até a borda do prédio e com um pequeno chute o homem caiu.

– Desculpe querido – mas o tom que ela usou não era de quem lamentava. Abriu sua mochila mais uma vez, pegou as luvas de alta aderência, as colocando. Natasha ligou as luvas e encostou no vidro, testando para ver se realmente funcionava.

Quando percebeu que as luvas funcionavam perfeitamente, a ruiva deu alguns passos para trás e correu dando um impulso para frente, grudando na parede de vidro do prédio, ela começou a escalar, seus pés apoiados nas duas vigas de metal.

A ruiva escalou, mas sempre tomando o cuidado para não deixar ninguém de fora ou de dentro ver ela. Finalmente ela chegou ao andar destinado, destrancou a janela e entrou silenciosamente.

Não havia ninguém na sala, o que era muito melhor para a espiã. Natasha ligou o computador, pegou seu desconfigurador de senhas, logo apareceu a senha de Pierce na tela, rapidamente digitou no computador, era isso, ela estava dentro.

Injetou o pendrive de Fury na Cpu, copiou tudo o que havia no computador, mas Natasha não era idiota e ela gostava de estar sempre informada sobre as coisas e seja lá o que Fury quer com isso, é algo importante, algo grande, então ela tirou seu próprio pendrive e copiou mais uma vez, só para ela mesma.

Seu objetivo estava feito, desligou tudo rapidamente, guardou as coisas. Abriu a janela, pegou e ajustou o fio com gancho de suas pulseiras e lançou para o outro prédio, puxando se certificando que o gancho estava firme e assim deslisou para fora do prédio pertencente a HIDRA.

Posou perfeitamente, arrumou o fio de volta na pulseira. Desceu pela escada de incêndio externa sem fazer muito alarde. Natasha foi calmamente descendo a escura rua abaixo, mais a frente avistou um homem vindo em sua direção e quando chegou perto, ela estendeu o pendrive a ele. Fury o pegou, deu uma olhada com pequeno sorriso para ela e sem dizer qualquer palavra ele deu as costas e foi embora na direção contraria da ruiva.

A mulher pegou um táxi para o hotel que estava instalada, chegou em seu quarto foi tirando as suas roupas e entrou no chuveiro. Logo sua mente se desviou para o Capitão, não tinha mais falado com ele desde do dia do cemitério.

As únicas notícias que tinha era através de Clint, ela não podia deixar de pensar como era que Steve estaria, não poderia deixar de pensar se ele estava bem, se estava se sentindo bem. A única pessoa que tinha essa preocupação da viuvá era o Barton, mas agora ela pensava no Rogers também.
Natasha não era estúpida, ela sabia perfeitamente o que estava acontecendo, ela estava tão atraída por Steve, a ponto de tentar ajeitar ele em encontros, assim ela teria que matar esse estúpido sentimento dentro dela, mas todo vez que tentava o loiro musculoso negava e por mais que fosse uma merda, ela não pode deixar de sentir uma enorme satisfação por ele sempre negar os encontros.

Desligou e saiu do chuveiro, foi em direção ao quarto se secando, abrindo e ligando seu notebook, enquanto terminou de se secar e colocar suas roupas, a ruiva conectou o pendrive, mas ao lado no notebook estava seu celular. Então o pegou e apertou a tecla número um na discagem rápida, começou a chamar e ela esperou

– Romanoff – saudou Clint.

– Barton – Nat o saudou de volta – Como você está? Como está se sentindo? – ela disparou as perguntas ao seu melhor amigo. Natasha estava tentando ajudar Clint quando o Fury a escalou para ir junto com Steve para Washington.

– Eu estou bem. Não se preocupe – a tranquilizou Clint.

– Novidades? – ela perguntou.

– Eu sei muito bem o que quer saber – exclamou o homem – Eles o acharam – Romanoff soltou um suspiro, não gostava muito dessa notícia.

– E eles vão atrás dele? – era uma pergunta estúpida, por que ela sabia que eles iriam.

– Na verdade – Barton fez uma pausa, mas depois prosseguiu – Eles já foram, logo depois que invadimos o banco.

– E para que lugar eles foram? – a voz da ruiva era calma, mas baixa, bem baixa.

– Para a mansão de Charles Xavier – informou Barton.

– O que? – ela não acreditava, de todos os lugares Yasha foi logo para uma instituição mutante.

– Charles está com ele. Olha eu não sei de mais detalhes – lamentou seu amigo. O silêncio ficou entre eles. Até que Clint tomou coragem e perguntou – Você está com medo? Medo do americano?

– Como o mundo pode ser tão pequeno – murmurou no celular – O passado que eu lutei e ainda luto para esquecer veio mais uma vez à tona. Por que Clint?

– Eu não sei Nat – lamentou Clint de novo – Me desculpe.

– O pior é que Yasha está com Steve, você tem ideia? Ele pode contar tudo ao capitão, tudo de ruim que sabe sobre mim – os olhos da viúva lacrimejavam.

– Uma hora Steve vai saber, uma hora ele vai saber sobre Natalia. Não tem como fugir Nat – Clint sabia que o passado da amiga era nebuloso, ele sabia também que aquilo mexia com ela – Por que você não conta logo de uma vez?

– Não posso – ela balança furiosamente a cabeça – Quando ele souber, quando eu contar ele vai me odiar.

– Nat, não tem como você saber sobre isso – assim que Barton terminou de falar, Natasha vez um som de escarnio.

– Clint! Presta atenção! – a mulher estava meio furiosa – Steve é …

– A melhor pessoa que você conheceu – Clint completou a frase da amiga – Porra sobre a justiça e a lealdade, virtuoso, tão justo e cheio de honra, o primeiro herói do mundo com um passado correto.

– Sim – afirmou. Cada sentença que o arqueiro dizia apertava o coração da ruiva.

– Nat, eu nunca vi você assim antes – Nat reconheceu um pouco de espanto em Clint – Admita e vai ser melhor pra você.

– Não – soltou um sussurro sofrido.

– Natasha Romanoff está apaixonada por Steve Rogers – declarou o amigo na outra linha.

– Não – ela nunca poderia admitir isso.

– Sim. Você está – Clint a pressionou.

– Não – ela não podia, simplesmente não podia.

– Sim Nat – a voz de Barton era suave, mas ainda havia firmeza – Ele é uma pessoa tão boa que acaba trazendo o melhor de você. Acredite, eu sei.

– Ele me faz lembrar – uma pequena lágrima escorregou em seu rosto – Ele traz à tona algo que eu havia enterrado a muito tempo. Ele traz Natalia Alianovna Romanova.

– Eu também estou apavorado Nat – confessou a amiga.

– O que quer dizer? – a ruiva franziu as sobrancelhas.

– Estar apaixonado é algo aterrorizante – afirmou Clint.

– Clint? – poucas coisas pegavam Natasha de surpresa e isso era algo surpreendente.

– Eu estou apaixonado – ela ouviu Clint soltar um grande suspiro no outro lado da linha – Apaixonado pela Skye.

– A agente do Coulson? – perguntou Nat – A 0-8-4?

– Eu não estou surpreso que você sabe sobre isso –resmungou o arqueiro.

– O que vai fazer? – perguntou Natasha ignorando o que seu amigo havia falado.

– Sinceramente – a ruiva percebeu que seu amigo estava nervoso – Eu não sei.

– Me ligue quando você decidir o que fazer – a espia olhou para os nomes dos arquivos e aquilo era muito estranho – Clint, eu tenho que ir.

– Ok. Se cuida – Clint desligou sem sequer obter uma resposta de Natasha.

Quando Natasha abriu o primeiro arquivo e começou a ler ficou espantada. Sempre soube que os nazistas eram loucos e a HIDRA também, mas isso era algo nojento e a ruiva nunca pensou que eles voltariam com aquela ideia escrota.

Ela não poderia manter aquilo só para ela, sabia que Fury não revelaria tão cedo, mas ela não deixaria isso acontecer com outras garotas, não deixaria que passassem pelo que ela passou ou até pior.

Então estava na hora de voltar para Nova York, isso era um caso para os vingadores. Em sua mente veio o rosto de Steve, ela o veria novamente e seu estômago dava voltas só de imaginar isso. Deus! Talvez Clint estivesse certo e ela estava mesmo apaixonada por Steve Rogers.

(…)

Depois da conversa com Natasha, o arqueiro não conseguia dormir e por mais que tentasse, ele apenas ficava se revirando na cama. Clint, suspirou e desistiu de tentar dormir, ele se levantou e foi no banheiro, jogou água no rosto. Se encarou no espelho, algo que nos últimos meses ele evitava. Sua aparência estava bem melhor.

Secou o rosto e foi na sua cozinha, mas no seu piso não havia nada de bom para comer, então ele decidiu ir para o piso comum. Chegando lá o homem pegou os ingredientes necessários para fazer um sanduíche.

Barton estava tão concentrado que nem percebeu a presença de Skye na porta, depois do quase beijo a garota meio que fugia do Gavião, ela estava com receio e não sabia como se portar na frente dele. A única vez que a morena havia sentido isso foi por aquele maldito traidor e muitos meses se passaram desde que tudo aconteceu, mas agora o sentimento voltou e parece que voltou com mais força, esse sentimento que sentia pelo famoso arqueiro.

Tomando coragem, Skye se colocou na frente de Clint e quando ele olhou dentro de seus olhos, um arrepio subia pela sua espinha. Clint pegou uma faca e cortou seu sanduíche, dando a metade para a garota. A hacker colocou sua mão sobre a dele, o fazendo fechar os olhos.

Ao havia mudado no olhar dele quando abriu os olhos novamente, Clint tirou sua mão de baixo da dela e foi em sua direção lentamente, como um predador. Skye sentiu suas pernas fraquejarem e se apoio no balcão.

Barton aproveito e a prensou no balcão, deixando seus corpos totalmente colocados. Clint segurou o rosto dela com as duas mãos, levantou gentilmente a cabeça dela e então encostou seus lábios nos lábios dela, a morena instantaneamente abriu sua boca e, então suas línguas estavam se enroscando, num beijo cheio de desejo.

Clint levantou o corpo da garota, a fazendo sentar sobre o balcão, ele estava nos meio das penas dela, que cruzou suas pernas sobre a cintura do arqueiro. Buscando por ar Clint encostou sua testa na testa dela.

– Garota – Clint estava ofegante – O que você faz comigo?

– Eu? – bufou Skye – O que você faz comigo – Clint a olhou, tirando os fios de cabelo do rosto dela.

– Você me mexe comigo – ele confessou – E é estranho por que eu nunca me senti assim antes.

– Eu já me senti assim antes – Barton não pode evitar fazer uma careta quando a garota na sua frente falou isso – Mas não é nada comparado a força do eu sinto por você. Você é estranho Barton e sua estranheza me conquistou – o arqueiro riu

– Não é como se você fosse muito normal – ele brincou – Mas eu vou aceitar isso como um elogio.

– Talvez seja cedo demais – a morena passou as mãos sobre seus cabelos, ela estava insegura – O que vamos fazer agora? Como vai ser daqui pra frente?

– Eu quero tentar – Clint roçou seus lábios nos lábios dela – Quero tentar fazer isso dar certo – ele a olhou seriamente e perguntou – Você quer tentar?

– Deus! Sim! – a hacker exclamou feliz – Eu quero muito tentar fazer isso dar certo.

– Então vamos tentar – concordou o Barton. E ele voltou a beijar os lábios dele fervorosamente. Clint pensou que Roxanne estava certa, não custava nada tentar.

(…)

Era de manha, umas oito e meia, quando Steve entrou com todo no quarto do Bucky, abriu as cortinas deixando a luz do sol entrar no quarto, o que fez seu amigo resmungar. Steve puxou o cobertor para fora da cama dele, o soldado se contorceu, amaldiçoando em sua mente.

– Vamos acordar – gritou Steve, batendo palmas.

– Não – resmungou James, colocando o travesseiro no rosto – Vai embora.

– Vamos James! – Steve sempre foi muito teimoso – Acorde!

– Eu te odeio Rogers – resmungou novamente o soldado, mas ainda deitado.

– Hurum sei – desdenhou Steve. O loiro foi em direção da cabeceira e pegou o copo de água, puxou o travesseiro de Bucky e virou toda a água do copo no rosto do amigo.

– Argh – Bucky se sentou na cama – Levantei! Satisfeito! – rosnou levantando os braços.

– Muito – o loiro tinha um sorriso de satisfação no rosto – Se vista nos vamos correr – Steve o informou e saiu do quarto.


James foi se arratando em direção ao banheiro. Depois que Weitz e Rogers chegaram na mansão, eles o arrastaram para um quarto que fica do lado do quarto que eles estavam hospedados. Ele protestou, mais seus amigos insistiram, eles falaram que estava tudo bem, mas para deixar o soldado um pouco mais à vontade, os quartos eram no último andar, tinha uma boa distância dos alunos da mansão.

O moreno se vestir e saiu do quarto, ele encontrou Steve pronto na porta do seu quarto, ao lado de Steve estava Roxanne, o soldado engoliu seco quando viu a roupa que a ruiva usava, definitivamente aquelas roupas não fazia bem para a sanidade dele. Por que esses shorts tinham que ser tão curtos e apertados? Era como uma segunda pele.

– Bom dia James – ela sorriu, mas havia algo de estranho no sorriso dela – Dormiu bem?

– Eu poderia dormir melhor – se você estivesse me fazendo companhia, era isso que o soldado pensou – Se o Rogers me deixasse dormir mais.

– Parece uma garotinha reclamando – provocou Steve.

– Vou te mostrar a garotinha Rogers – rosnou Bucky.

– Bom – disse Roxanne sorriso – Eu vou deixar os mocinhos brigando aí – quando Roxie deu as costas e saiu rebolando, James não pode deixar de olhar para a bunda da ruiva.

– Já terminou? – perguntou Steve cruzando os braços.

– Não fala mais nada – grunhiu Bucky, indo em direção a cozinha.

Os dois chegaram na cozinha, tomaram um rápido, porém reforçado café. Havia algumas semanas que eles haviam chegado no instituto, o soldado se surpreendeu como era fácil se relacionar com eles, mas James tinha certeza que ele não era o amigo deles.

James agora tinha uma rotina, professor Xavier havia dito a ele e aos novos convidados que fazer coisas normais, ter algumas atividades poderia ajudar bastante, ajudaria o soldado relaxar. Então de manha ele sempre fazia alguma atividade esportiva com Steve.

Os dois soldados correram dando duas voltas por todo o instituto, agora estavam simplesmente deitados na grama descansando, segundo Steve, esse era o momento de relaxar e desligar a mente. James não queria descansar a mente, havia algo que ele queria muito saber, algo que ele achava que era essencial, mas que não se lembrava.

– Pergunte – disse Steve.

– Como é que nos conhecemos? – James não se espantou quando o amigo adivinhou o que ele queria.

– Você não se lembra? – perguntou Steve ainda olhando para o céu.

– Eu me lembro de muitas coisas, mas ainda tem algumas de que não me recordo – Bucky se sentou – Eu me lembro de cair – Bucky sussurrou a última parte. Seu amigo também se sentou quando ouviu o que ele disse.

– Oh – o rosto de Steve estava sem expressão – Buck… e-eu sinto muito.

– Não é sua culpa Steve – o moreno deu tapinhas no ombro do loiro – Você não pode salvar todo mundo.

– Não, não posso – concordou Steve e logo acrescentou – Mas eu deveria ter sido capaz de salvar você.

– Steve. Eu não culpo você, Roxanne não culpa você, ninguém culpa você – Bucky deu o que parecia ser um sorriso – A única pessoa que te culpa é você mesmo. Agora me conte como foi que nos conhecemos, me responda – Steve suspirou

– Nos três nos conhecemos no mesmo dia – o loiro deu um sorrisinho – Eu estava brigando em um beco, quando Roxanne veio me ajudar, mas os garotos a empurraram e a jogando no chão e então você apareceu.

James Barnes tinha um grande sorriso no seu rosto, ele havia conseguido juntar o dinheiro necessário para comprar o carrinho que tanto queria, para um garoto de nove anos, ele era muito inteligente e muito conquistador. O garoto conseguiu convencer à senhora Tinsley a aceitar sua ajuda, e ele havia conseguido em trocado.

Apesar de ser bastante pobre, o garoto sempre tinha o que desejava, devido ao fato que ele nunca descansaria até conseguir o que queria, normalmente ele apenas precisava sorrir e ser um “bom menino” e as coisas vinham facilmente, ele era feliz, a única coisa que ele odiava era o nome estúpido que seus pais colocaram nele, quem se importa se James Buchanan havia sido um presidente? O nome ainda era estúpido.

O garoto dos Barnes, pensava sobre isso enquanto andava pelas ruas do Brooklyn Heights, perto de seu apartamento quando ele viu uma menina correndo e entrando com todo em um beco, e ele só conseguiu perceber que era uma garota por três fatos, o primeiro fato era o vestido que ela usava, o segundo fato era pelos cachos compridos e ruivos e o terceiro fato era uma boneca que a menina carregava.

James foi em direção e quando chegou no começo do beco, ele viu que tinha três garotos, dois seguravam um menino muito magro e loiro enquanto outro socava o garoto franzino, mas a garota ruiva parecia furiosa e para a surpresa de James, ela pegou sua boneca pelas pernas e bateu com tudo nas costas do garoto que batia no menino loiro.

O garoto não gostou, gritou algo para seus amigos, que largaram o loiro e foram em direção a menina, seja lá o que eles fariam foram interrompidos quando ela bateu a boneca neles, uns dos garotos realmente se irritou por que ele a empurrou fazendo a ruiva cair com todo de bunda no chão.

Aquela cena revoltou James, sua mãe havia ensinado a ele que homens sempre deveriam tratar bem as damas. O menino imbecil, avançou em direção a garota que ainda estava no chão, e sem pensar duas vezes, James tirou seu estilingue do bolso, pegou uma pedra do chão, esticou o elástico mirando na testa do garoto.

Barnes sorriu quando viu a pedra acertando perfeitamente na testa de seu alvo, os dois agressores olharam assustados na direção que James estava, eles fecharam ainda mais a expressão e deixaram a garota ruiva de lado, indo para perto de James.

O garoto que não era bobo nem nada, já havia recolhido várias pedras e sem exitar começou a tacá-las nos garotos, que ao percebem que as pedras eram cada vez maiores e que agora estavam realmente machucando, ambos decidiram que não valia a pena e foram embora do beco.

Mas o garoto maior, o líder ainda batiam no garoto magricela, a ruiva que estava no chão se levantou e pegou mais uma vez sua boneca, ela estava prestar a bater no agressor quando James colocou sua mão direita no ombro da garota, que assustada recuou.

– Ei! – ela observou quando o garoto moreno gritou – Por que você não pega alguém do seu tamanho?

– Quem você? – debochou o garoto. De fato ele era maior do que o James.

– Sim – afirmou o moreno com coragem – Tá com medo? Tipico de um covarde – exclamou provocando, que foi bem-sucedido, pois ele largou a garoto loiro e foi marchando em direção ao James. E pelo quando de olho Barnes percebeu que rapidamente a garota ruiva foi em direção ao loirinho.

Quando o agressor chegou perto e foi dar um soco no rosto de James, o moreno se abaixou e chutou as penas dele, fazendo o se desequilibrar e cair com o rosto no chão, levando a cabeça o garoto tocou em seu nariz e percebeu que sangue escorria ali, seus joelhos ardiam, ele viu que estavam ralados, pensou em tentar mais uma vez bater no garoto de atrapalhou tudo, porém o garoto em si estava apontando para ele um estilingue com uma pedra

– Eu não solto se você sair da minha frente, sair desse beco – James lhe deu uma alternativa. E sem muitas opções o agressor saiu correndo para fora do beco.

O garoto Barnes se sentiu satisfeito com sigo mesmo, para ele seu dia estava cada vez melhor. Guardou seu estilingue em seu bolso e andou calmamente na direção do garoto loiro e da garota ruiva.

– Vocês estão bem? – perguntou James, passando os olhos sobre os dois. O garoto loiro, tinha enormes olhos azuis cor do céu, mas era bem magro e o que o fazia aparecia bem mais novo, já a garota tinha cabelos alaranjados e bonitos olhos verdes claros, mas o que James mais gostou nela foi das poucas sardas que se espalhavam entre seu nariz e a bochecha.

– Sim. Obrigado – agradeceu o loiro, meio ofegante – Mas eu tinha ele nas cordas.

– Claro que tinha, punk – a forma como James falou não foi debochada – Me pergunto o que você fez para eles? Você tem idade para arranjar bricas em um beco?

– Simples – disse tentando limpar sua roupa – Eu não gosto de valentões e eu tenho oito anos – o loirinho deu os ombros fazendo pouca caso da situação, e algo no interior de James dizia que aquilo não foi a primeira vez e nem seria a última – Oh – o loiro ofegou – Você está sangrando – disse ele, olhando para o cotovelo da garota.

– Eu também tenho oito anos – disse a ruiva feliz. E ela apontou para o canto da boca do loiro onde havia sangue – E isso não é nada de mais – ela abriu um imenso sorriso para o loiro. Mas o loiro balançou a cabeça e tirou de seu bolso um pano bem velho e simples, porém limpo e entregou a garota, que pegou e limpou o sangue de seu cotovelo.

– A propósito – continuou o loirinho – Eu sou Steve. Steve Rogers – se apresentou.

– Roxanne Weitz – falou a ruiva – Mas pode de chamar de Roxie, eu não gosto muito do meu nome.

– Por que não? – perguntou James descrente, ele achava que o nome dela era lindo e combinava com seu rosto – Seu nome é muito bonito – ele sorriu para a garota que reatribuiu – É melhor do que meu nome

– E qual é seu nome? – ela perguntou curiosa.

– James Buchanan – o moreno bufou – James Buchanan Barnes.

– Ora! – exclamou o loiro – Não é de todo mal. Se você não gosta do seu nome, você pode editar ele ou usar um apelido – observou o garoto magricela – Meu nome é Steven Grant Rogers, mas eu me apresento só como Steve.

– Sim – concordou Roxanne – Você pode se chamar de Jam, Jay, Jay-Jay Jamie, Jim, Jimmy, Jimmie e entre outros.

– Não – negou James – Já existem muitos garotos com esses apelidos, eu quero algo original – os três começaram a pensar em um apelido para o moreno.

– Bom – Roxie começou a falar insegura – Eu pensei em um, mas talvez você ache que é um pouco idiota.

– Não custa nada ouvir – encorajou Steve.

– Bem – ela suspirou – Que tal Bucky?

– Bucky? – exclamaram James e Steve ao mesmo tempo. Aquile apelido era estranho.

– Sim – ela concordou – Bucky de “Buchanan” – ela olhou para os dois garotos com incerteza.

– Eu gosto – afirmou Steve.

– É meio idiota – disse James – Mas eu gosto também.

– Ok – disse ela feliz – Então de agora em diante você será chamado de Bucky. Ei! Vocês querem brincar de esconde-esconde? – Roxanne questionou os garotos. Steve afirmou positivamente e James, ou melhor Bucky deu os ombros – Ótimo – a ruiva parecia em êxtase, por reflexo pegou na mão de Steve o puxando para fora do beco

– Você vem Bucky? – o menino parou no começo do beco, quando percebeu que seu mais novo amigo não estava vindo.

– Sim – James afirmou sorrindo.

E para James Barnes seu dia estava perfeito, sem querer ele havia feito novos amigos, bom poderia ser cedo para afirmar que eles eram amigos, mas o moreno tinha o pressentimento que eles se tornariam grandes amigos e teriam muitas aventuras juntos, então ele estava feliz.

O soldado sabia que sua memória havia voltada, quando seu amigo começou a contar, deu um clic em sua cabeça, quando olhou para Steve, ele estava o olhando preocupado.

– Você está bem? – perguntou Steve – De repente você ficou uma expressão estranha no rosto.

– Sim – afirmou – É que quando você começou a falar, parece que algo em minha mente de ativou, eu não sei – James balançou a cabeça.

– E então você se lembrou – Cap completou para o amigo – Isso não é ruim, significa que você está cada vez mais se lembrando das coisas – com um pulo Steve se colocou de pé – Vem vamos entrar, eu preciso de um banho

– Essa informação você guarda para si mesmo Rogers – brincou James

– Cara – Rogers bateu seu ombro do ombro de Buck – Você é insuportável, não sei nem porque te aguento.

– Por que você é meu amigo – falou James dando os ombros. Apesar de o soldado ainda achar que ele não era o Bucky, ele se sentia bem perto de Steve e Roxanne era algo novo, algo de ele gostava muito.

– Sim – Steve sorriu – Sim, eu sou.

(…)

O barulho de saltos altos eram ecoados pelos corredores escuros, as postas de metais foram se abrindo e ela entrou na sala de monitoramento e sua expressão não era muito boa. Sua expressão severa, olhos assassinos, caminhou em direção ao homem que olhava os monitores.

– Porque nossos procedimentos pararam? É de extrema importância que continuemos – perguntou a mulher raivosa para o Barão von Strucker – Eu saio por algumas semanas e as coisas começam a desandar. Eu quero o doutor Zieler aqui, agora! – ordenou a mulher.

– Bem ao que parece você não sabe – ele tinha um sorrisinho irônico em seu rosto – Talvez ninguém a informou direito enquanto estava fora.

– Não me enrole Barão – ela praticamente rosnou – Hoje eu não estou com paciência para jogos de adivinhação.

– Zieler foi preso quando Capitão América e seu time de palhaços invadiu uma das nossas localizações – Strucker se encostou em uma mesa – Zieler era o principal cientista do nosso procedimento, agora capturado, nos estamos esperando o doutor que vai substituir ele chegar hoje de Moscou.

– Esse Capitãozinho de merda está quase interferindo nos nossos planos – resmungou a mulher de cabelos pretos esverdeados – E esse cientista é bom? Ele sabe sobre o procedimento?

– Não se preocupe ele vai saber fazer tudo direito – garantiu o Barão a mulher que estava na sua frente.

– Eu espero. Eu espero – ela suspirou.

– O que quer fazer? – perguntou Strucker, com olhos fixos no monitor.

– Aonde Kieler esta? – a mulher estava calculando algo.

– Ele não está em nenhum dos monopólios da S.H.I.E.L.D que nos temos posse, então eu só posso presumir que ele está em um lugar – a mulher revirou os olhos com o ridículo suspense que o Barão estava fazendo – A torre Stark.

– Ok – a mulher chegou perto dos monitores – Me traga Kieler ou o mate antes que ele abra a boca para aquele bando de heroizinhos de merda. Talvez seja hora de você usar suas aberrações – Ao ouvir aquilo o Barão abriu um enorme sorriso, olhando para seus mutantes presos na sela – Os preparem e mandem para aquele troço feio de o Stark construiu, faça eles obedecerem desta fez.

– Eles estão prontos – o sorriso ainda estava no rosto do homem – E eles vão fazer um estrago.

– Ótimo. Eu não deixarei nada estragar meus preciosos planos – quando terminou de falar, um sorriso maligno abriu no rosta da mulher e ela completou – A HIDRA triunfará e todo mundo estará curvado sobre o nosso domínio.

Notas finais
Bucky começando a ter pensamentos maliciosos com Roxanne. Alguém percebeu que Bucky já tinha as habilidades de atirador já novinho? Me diga o que acharam de como os três amigos se conheceram? Adoraria a opinnião de vocês Eu não sei o por que, mas eu vejo a amizade de Steve e Bucky assim, eles se provocando kk Bffs Não se esquecendo que Clint e Skye são alguma coisa agora, eles vão tentar! Eba! Bom é isso! Comentem, me digam o que vocês acharam? O que está bom? O que está está ruim? Eu aprecio muito a opinião de vocês. Feliz 7 de setembro pra que se importa. Beijos e Até logo.