Resiliência

16 Capítulo 16 - Have courage and be kind


Notas iniciais
Olá, tudo bem com vocês? :) Hoje eu já estava com tudo prontinho para postar, mas tive um compromisso de última hora que me deixou fora de casa até agora a pouco! Então por isso a demora, mil desculpas gente! Mas assim que cheguei em casa corri para atualizar pois sei que vocês estão esperando! Já comentei o tanto que eu fico agradecida e emocionada sempre que entro no grupo do facebook aos domingos e vejo vários posts lembrando sobre a atualização? Se não falei, aproveito para falar agora! GENTE, é muito carinho que eu vou morrer e virar purpurina! ❤❤❤❤❤ Vocês são, sem dúvida alguma, os melhores leitores do universo! Não digo isso apenas por estarem sempre lembrando das atualizações, mas por sempre recomendarem, por favoritarem e por deixarem os comentários mais incrivéis que me motivam cada vez mais! Mesmo não estando com muito tempo eu leio cada um e sempre que posso vou respondendo em um bloco de notas, para que ao final eu possa responder todos de uma vez ❤ Enquanto isso não acontece, eu agradeço de coração cada um de vocês que tiraram um tempinho para deixar um comentário aqui ❤ Eu sou verdadeiramente agradecida ❤ (e a essa altura vocês já devem me conhecer e sabem que eu estou demorando, mas vou sim responder cada um deles, não é? ❤) Por falar em agradecimentos, eu não acreditei quando Resiliência bateu a marca de 600 favoritos lá no Spirit! Foi assim... Sem palavras!!! Eu que achei que se tivesse dez pessoas lendo minha história já estaria de bom tamanho, imaginem só como fiquei? Eu só posso agradecer muito muito muito! E claro, continuar me empenhando para escrever as aventuras desse Oyabun da melhor maneira possível ❤ Enfim, MUITO OBRIGADA PELOS 87 FAVORITOS YAAAAAAAAAAAAAAY :D Um super obrigada também para hikari_hana e GuaruDaAmora, pelas recomendações maravilhosas, cada palavra que vocês deixaram recomendando minha história me deixaram muito feliz, de verdade! Eu sempre dou uma surtada com recomendações, rola até dancinha em comemoração HAHAHAHA Muito obrigada gente, de verdade ❤ E é isso, obrigada por serem os melhores e mais pacientes leitores do universo todo, vou guardar cada um de vocês em um potinho e nunca mais soltar ❤ Nós vemos no domingo que vem! :D Boa leitura :*

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”
— Maria Julia Paes de Silva.

Dizer que não sonhou com aquilo durante muito tempo seria uma grande mentira.

Da mesma forma que dizer que seu coração não acelerou ou sentiu as tão faladas – e esquecidas por ela a muito tempo – borboletas voarem desenfreadas por seu estomago, também seria uma mentira.

Mas a maior mentira de todas seria dizer que já havia esquecido tudo o que Sasuke fez de errado.

E isso foi o que a impediu de se deixar levar.

Quando sentiu o aperto dele se intensificar em sua cintura – com aquela pegada que ela lembrava muito bem – e os lábios entreabrirem prontos para aprofundar o beijo, sabia que ainda era cedo demais.

A risada infantil foi o que precisava para despertar e se afastar, antes que as coisas saíssem do controle.

Sempre admirou como Sasuke era uma pessoa controlada. Não importava a situação, ele pouco expressava o que sentia de verdade. Eram apenas os pequenos sinais que o denunciavam – como as sobrancelhas arqueadas ou unidas, os olhos que volta e meia semicerravam, os lábios que se comprimiam ou então as mãos que iam para os cabelos sempre que estava nervoso. Mas era sempre algo rápido, sutil e pouco aparente. Segundos e aquela máscara estava lá novamente, austeridade e poder.

Mas completamente assustada, Sakura viu que aquele singelo beijo – tão simples comparado com os outros que já haviam trocado tempos atrás – havia realmente mexido com as estruturas do Uchiha.

Podia ver como a respiração estava levemente alterada, os músculos rígidos e as sobrancelhas unidas. Mas o que chocava a Haruno eram os olhos, sempre tão frios e misteriosos, e agora pareciam brilhar.

Ela não sabia se era o reflexo dos últimos raios de sol que ainda não haviam desaparecido completamente por trás dos altos prédios de Tóquio, ou então sua mente sonhadora pregando alguma peça, mas Uchiha Sasuke parecia verdadeiramente abalado.

Pela primeira vez na vida aqueles olhos ônix expressavam para ela tantas coisas.

Os segundos que levou analisando o homem a sua frente quando se separaram ao ouvir a risada de Sano, foram o suficiente para ela perceber que sim, havia beijado Sasuke.

E o pior: Não estava surtando como achou que estaria.

Como reflexo deu um passo para trás, querendo criar mais espaço entre eles, mas Sasuke ainda segurava sua cintura possessivamente e não parecia ter a mesma intenção.

Ainda completamente chocada com o que havia acabado de acontecer, apenas prendeu a respiração quando ele se aproximou de seu rosto. Mas diferente do que achou que aconteceria, ele apenas encostou a cabeça na dela.

— Não vou me desculpar por isso – Disse com a voz rouca ao pé do ouvido dela, fazendo com que todos os pelos do corpo de Sakura se arrepiassem – E não me arrependo.

Ela arfou, sem saber como agir. As bochechas esquentaram e ela sabia que corava, principalmente quando ele se afastou e olhou fundo em seus olhos.

— Se me permitir farei novamente – Informou sério, sem desviar os olhos dos dela. Segundos se passaram e, depois de beijar a testa dela da forma que aos poucos se tornava um habito, andou tranquilamente para fora da sala.

As mãos nos bolsos da calça e os cabelos bagunçados como sempre, as costas largas foram alvo dos olhos verdes até que sumisse pelo corredor.

O que havia acabado de acontecer?

— Mamãe! – Foi despertada de seus pensamentos conflitantes com o chamado de seu filho.

Sanosuke puxava a barra do vestido de Sakura, olhando curioso para a mãe, que ao invés de lhe dar atenção encarava o nada.

— Desculpa, o que foi querido? – Perguntou se abaixando na altura do filho.

— Foi igualzinho os filmes do Mickey*! – Disse sorrindo – Você e papai deram beijo.

Sakura quase foi parar no chão ao ouvir as palavras do filho, corando até o último fio de cabelo.

Gaguejou projetos de frases completamente desconcertada.

Na hora nem lembrou da presença do pequeno. Tudo o que percebia era as mãos grandes dele em seu corpo, o cheiro do perfume masculino e os olhos ônix que não desviavam dos seus.

E então acabou beijando Sasuke na frente do filho deles.

O filho que ela com muita conversa e historinhas ao longo dos seus poucos anos de vida fez entender, em partes, que nem sempre papai e mamãe moram juntos. O filho que, por mais que ainda fosse novo demais para compreender de verdade, teria que explicar que um beijo não queria dizer que iam ficar juntos.

— Vamos morar com o papai ‘pra sempre? – Perguntou esperançoso. Em sua cabeça quando os papais se beijavam queria dizer que moravam juntos, assim como viu os papais de seus amiguinhos fazerem.

E ele queria muito morar com o seu papai e com sua mamãe!

— Não querido, não vamos – Suspirou assistindo o rostinho dele se contrair em uma carinha de choro – O papai tem a casa dele e a mamãe a dela. Já conversamos sobre isso, lembra? Quando quiser, vai poder ficar um tempo com seu papai...

— Eu queria ficar ‘pra sempre – Choramingou esfregando os olhos com as mãozinhas, impedindo que as lágrimas caíssem.

“Desculpa filho”, Sakura pediu em pensamento ao abraçar o pequeno e levantar com ele em seu colo, “Ainda não estou pronta, desculpa”

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Na manhã seguinte todos os meios de comunicação; seja revista, jornal, site ou programa de televisão noticiavam a novidade: O pequeno herdeiro do império tecnológico Uchiha.

A foto que os três tiraram durante o jantar de fim de ano organizado por Mikoto estampava as primeiras capas da mais famosas revistas. Na televisão não se falava de outra coisa, visto que não era apenas uma fofoca sobre celebridades, mas algo que influenciava diretamente na tão lucrativa Uchiha Corp., sendo Sanosuke agora o herdeiro de tudo o que rendia dinheiro relacionado a família.

"A família Uchiha por meio desse comunicado oficial apresenta com muita alegria Uchiha Sanosuke, filho querido de Uchiha Sasuke e Haruno Sakura.

Por motivos particulares Sanosuke não esteve conosco em seus primeiros anos, mas chegou para encher a família de felicidade e pretendemos compensar os anos longe. Estamos muito felizes e nosso pequeno herdeiro já é muito amado.

Pedimos encarecidamente que respeitem sua privacidade e a de toda família. Esse momento é muito importante para estreitar os laços recém descobertos e fortalecer ainda mais o amor presente em nossa família. Agradecemos o apoio e a compreensão."

Leu mais uma vez a nota que ele mesmo havia redigido com a ajuda de Izumi, e que agora circulava o país.

Sasuke estava incomodado e irritado.

Desde os infelizes acontecimentos envolvendo Karin seu nome e o da Uchiha Corp. se mantinham afastados dos holofotes no quesito fofoca. As únicas menções eram sobre as novidades eletrônicas ou então os eventos de lançamentos de algum aparelho celular. Fora isso, Sasuke viveu completamente reservado durante esses últimos anos.

Por esse motivo, ver todas aquelas especulações e matérias tendenciosas sobre ele, Sakura e seu filho estava o tirando do sério.

O que falavam da Haruno então, o deixavam a ponto de assassinar alguém.

Ah, como tinha que se controlar!

Por mais que tivesse consciência que ao fazerem as contas e ligarem os pontos, as pessoas descobririam que Sanosuke era fruto de um relacionamento fora do infeliz casamento, não pensava que as opiniões contra Sakura seriam tão agressivas e pejorativas.

Tinha a ingenua certeza que a opinião pública cairia em cima dele por ter sido o canalha da história.

Estava prestes a golpear seu computador – havia acabado de ler uma matéria ridícula sobre como Sakura era uma golpista e Sanosuke um bastardo sem futuro – quando Naruto entrou em seu escritório. Sem bater como já era o esperado.

— Cara, que loucura! – O loiro exclamou, já se jogando em uma das cadeiras em frente a mesa – Tem um mar de repórteres lá embaixo!

— Mande reforçar a segurança – Ordenou passando as mãos pelos cabelos.

Sua real vontade era pegar uma de suas armas e se distrair usando os malditos repórteres como alvos.

— Se aqui está assim, imagina lá na empresa – Comentou o loiro enquanto enviava uma mensagem para Sai solicitando ajuda com a segurança.

Sabendo que a situação seria complicada, Sasuke decidiu não ir para a Uchiha Corp. naquele dia. Se instalou em seu escritório particular e tentava trabalhar, mesmo que os emails e telefonemas não parassem de interromper.

Mas acima de tudo, estava perto de Sakura e Sanosuke.

— Sakura-chan já viu tudo isso? – O Uzumaki perguntou interessado, ignorando o fato de Sasuke estar mexendo furiosamente no computador e não lhe dando atenção.

— Não sei – Respondeu sério, enquanto fechava mais uma aba com um site de fofocas.

Por mais que estivesse muito preocupado com Sakura lendo todas aquelas merdas, não estava pronto para encara-la. Não a via desde o beijo e só o faria quando tivesse certeza que não a atacaria como um animal.

Seu desejo por ela apenas aumentou.

Nem foi um beijo muito profundo, mas foi o suficiente para acordar tremendamente excitado de um dos vários sonhos eróticos que costumava ter com ela.

A única diferença é que daquela vez a sensação dos lábios dela nos seus, o gosto e a delicadeza da cintura estavam mais vividos em sua memória.

O que causou muita dor e irritação logo pela manhã, alem de um banho gelado em pleno inverno.

Por isso instruiu Chiyo para aconselhar Sakura a ficar longe de qualquer meio de comunicação, e também manter Sanosuke entretido com outras coisas, por mais que ele ainda fosse muito novo para entender o que acontecia.

— Talvez fosse uma boa ideia soltar mais uma nota – Naruto opinou preocupado – Algo sobre o que aconteceu entre você e Sakura-chan...

— O que aconteceu não é da conta de ninguém – Cortou irritado.

— Eu sei que não é! – Se apressou em dizer – Mas me tira do sério as coisas que estão falando dela!

“E você acha que me deixam como?”, apertou os punhos olhando para a janela do escritório.

— PUDIM! – Escutou a voz de Sanosuke ao longe, acompanhada dos passinhos dele pelo corredor — Vamos comer pudim!

— Não corre! – Escutou Sakura logo em seguida, em seu tom de mãe— Sanosuke! – Conseguia imagina-la o repreendendo, e ela ficava adorável daquela maneira.

Sabendo o que deveria ser feito, mesmo que isso fosse alem dos seus limites, Sasuke pegou o telefone discando rapidamente.

— Escolha um programa ou jornal para que eu possa dar uma entrevista – Falou sério assim que Izumi atendeu o telefone.

— Tem certeza? – Ela perguntou incerta, já sabendo da aversão que o cunhado e patrão tinha a essas situações.

— Sim – Respondeu firme – O mais rápido possível – E desligou o telefone.

Não deixaria que difamassem a pessoa mais bondosa que conhecia.

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A foto de vocês três está em todos os lugares!— Ino praticamente gritou ao atender o telefone – Você já viu?!

— Ainda não – Respondeu enquanto cortava alguns morangos. Estava preparando uma salada de frutas para Sano, e por esse motivo mantinha o celular preso entre o ombro e a orelha – Chiyo-san me aconselhou a não ver, mas sei que estão falando coisas ruins.

E ela está certíssima!— Concordou com um tom preocupado em sua voz – A primeira coisa que fiz hoje foi tweetar sobre como minha melhor amiga é a pessoa mais legal do universo e teve vários retweets! Meus seguidores estão do seu lado!

— Queria que fosse fácil assim – Suspirou chateada – Da noite para o dia minha vida foi exposta...

Não tinha redes sociais – para o horror de Ino – e nem costumava mexer na internet com frequência, por isso só soube de tudo ao ligar a televisão e ver a tão falada foto já no jornal da manhã.

Você já sabia que seria assim— Ino pontuou mais séria dessa vez – Seu filho agora é um Uchiha.

— É muito esquisito isso! – Desabafou – Não que seja ruim, mas agora é Uchiha Sanosuke!

Achei tendência!— Opinou sincera – Esse Uchiha de olhos verdes vai fazer muitas garotinhas suspirarem por aí no futuro!

— Meu filho tem apenas quatro anos – Resmungou incomodada – E você já está querendo arranjar namoradas para ele.

Só estou prevendo o inevitável— Pontuou divertida. Conseguia visualizar direitinho um Sasuke de olhos verdes e de personalidade mais aberta. Era exatamente como imaginava Sano no futuro.

— Mas não foi por isso que te liguei! – Resolveu mudar de assunto – Aconteceu uma coisa...

O que diabos pode ter acontecido de mais importante?!— Perguntou interessada.

Sakura largou o que fazia, pegando o celular nas mãos e olhou para os lados, se certificando que a cozinha estava realmente vazia.

Conseguia escutar o filho cantando junto a um desenho que passava na televisão e o barulho do aspirador de pó no corredor, que era onde Chiyo estava.

Sasuke estava trancado no escritório com Naruto.

Tudo limpo para fofocar.

— Ontem o Sasuke me beijou! – Falou de uma vez, completamente nervosa.

Alguns segundos de silêncio.

MENTIRA!— Teve que afastar o celular para que não ficasse surda com o grito da amiga – Como assim?! Conta tudo! Quero todos os detalhes!— Exigiu ansiosa.

— Não tem muitos detalhes – Começou a falar sem jeito – A gente estava dançando e...

DANÇANDO?!— Berrou chocada – O lorde das trevas dança?!

— Sim! E surpreendentemente bem! – Acrescentou rindo da forma que a amiga chamou o Uchiha.

O momento que viveu com Sasuke no dia anterior não saia de sua cabeça.

Daria todos os meus sapatos para ter visto essa cena— Disse rindo – Mas então vocês dançaram, ele te beijou e vocês transaram?

— INO! – Tão desconcertada que derrubou um dos bancos que compunham a bancada – Nós não... Não aconteceu nada demais! – Exclamou envergonhada enquanto colocava o banco novamente de pé.

Eu sei, estou só brincando com você!— Riu mais ainda. Adorava provocar a amiga e achava muito bonitinho como ela ficava envergonhada – Mas agora— Cessou a risada e mudou a conversa para um tom mais sério – Como você está com isso?

Sakura suspirou e sentou no banco que havia acabado de levantar.

— Sinceramente não sei – Desabafou angustiada – É como eu me sentia anos atrás, quando comecei a conhece-lo, lembra? Quando comecei a me sentir diferente perto dele e não conseguia entender o que era – Lembrou com carinho de quando o conheceu. Antes que tudo mudasse completamente na sua sempre tão pacata vida.

Naquela época, qualquer interação com o Uchiha a davam um frio na barriga e a faziam ter vontade de sair dançando por aí.

E era exatamente assim que começava a se sentir novamente.

Ah... Sakura, você está se apaixonando de novo! — Acusou preocupada – Isso quer dizer que desculpou ele?

— Não é bem assim! – Respondeu rapidamente – Ainda estou com o pé atrás, claro, mas ele está tão diferente... Parece que ele finalmente está deixando eu conhece-lo de verdade.

E isso é bom, não é?— Questionou observando o teto do seu quarto.

Estava jogada na cama desde que havia chegado em Konoha.

Já sentia saudades de Sakura, Sano e... Sai.

Mas se tudo desse certo, aproveitando as férias, poderia voltar para Tóquio e curtir um pouco mais.

Principalmente a presença daquele Uchiha.

Não contaria nada para Sakura, é claro. Adorava fazer uma entrada triunfal.

— Eu ainda não sei – Foi sincera. Definitivamente estava balançada com tudo o que estava vivendo naqueles dias dividindo um apartamento com Sasuke, mas ninguém podia culpa-la por estar tão insegura – Ele deixou claro que pretende repetir o beijo, e eu ainda estou confusa sobre como responder a isso.

Possa ser sincera?— Perguntou, mas não esperou a resposta – Você sabe que o Uchiha não é das minhas pessoas preferidas não é? E que eu nunca te aconselharia a deixa-lo se aproximar se achasse que fosse te fazer mal, não é?

— Sim – Murmurou confusa, não entendendo onde a amiga queria chegar.

No pouquíssimo tempo que fiquei por aí percebi algumas coisas— Começou a falar o que já tinha vontade a algum tempo, mas não tinha tido oportunidade ainda – Durante todo o tempo ele não tirava os olhos de você. Onde você ou Sano fossem lá estava ele olhando, como se só existissem vocês dois— Contou realmente admirada ao lembrar das atitudes do Uchiha – Quando estávamos todos sentados e conversando durante o jantar, sempre que eu olhava ele estava te olhando, e parecia admirado no pouco que dava para ler daquela cara de bunda dele— Fez uma careta. Uma pedra era mais expressiva que aquele homem as vezes – Sempre que você andava para algum lugar com Izumi ou dona Mikoto ele vigiava e juro que parecia disposto a levar um tiro por você se fosse necessário!— Parou um instante e suspirou – E o mais importante, que foi o que me fez olha-lo com outros olhos... Estava claro como água o tanto que aquele homem amava o Sano.

Sakura permaneceu em silêncio absorvendo as palavras da melhor amiga.

Aquele pequeno discurso de Ino, junto com seus pensamentos confusos, lembranças e tudo o que viveu nesses dias junto com ele – e no dia anterior principalmente – a fez perceber o inevitável.

— Ino – Chamou chocada, com a voz embargada – Acho que estou me apaixonando por ele novamente— Sussurrou como um segredo.

• • • • • • •

Sasuke desligou o celular depois de ter a confirmação sobre a entrevista que daria naquela noite mesmo.

Infelizmente o programa escolhido por sua assessoria de imprensa foi o famigerado – e infelizmente tão conhecido por ele – Goshippu.

Aparentemente aquela porcaria era realmente o mais famoso no país, tendo assim maior alcance. E teria que aturar aquele ambiente desagradável e aquela apresentadora que apenas lhe trazia más recordações.

Mas por Sakura e seu filho ele faria.

— Vai ser muito engraçado ver você em um programa de fofoca! – Naruto zombou assim que foi informado.

— Vá a merda! – Xingou irritado e saiu do escritório, com o loiro vindo dando risadas logo atrás.

— Papai! – Sanosuke chamou assim que colocou os pés no corredor.

Se forçou a suavizar a expressão, que sabia que estava a pior possível e se aproximou do pequeno.

Mas tudo o que ele queria era atenção, já que esticou os bracinhos pedindo colo.

O pegou imediatamente. Ele parecia demasiadamente carente naquela manhã, e depois que resolvesse tudo o que tinha naquele dia, conversaria com Sakura a respeito.

Talvez fosse mais uma daquelas coisas sobre paternidade que ainda desconhecia.

— Fique com Naruto enquanto tomo banho – Disse colocando o filho na cama de casal de seu quarto. Sabia que Sanosuke havia acabado de tomar banho, então não precisava preocupar com isso daquela vez.

O Uzumaki se jogou ao lado do moreninho e começou a cutuca-lo, provocando risadinhas pelas cocegas.

Sasuke entrou no banheiro um pouco mais relaxado. O filho realmente fazia bem a ele, assim como Sakura.

Apenas um tempinho com ele no colo foi o suficiente para tirar de foco todas as preocupações.

Tomou um banho rápido e se trocou no closet, colocando um de seus vários ternos feitos sob medida. O relógio no pulso, as semi automáticas por dentro do paletó e os sapatos sociais elegantes.

O cabelo nunca tinha jeito, mas passou um pente mesmo assim.

— Onde vai papai? – Sanosuke perguntou assim que saiu do closet.

A cama estava toda bagunçada e Sasuke olhou feio para Naruto por permitir – e contribuir – com a situação.

— Seu pai vai aparecer na televisão – O loiro tomou a palavra, vendo que o Uchiha não sabia o que responder para o filho.

— Quero também! – Pediu ficando de pé na cama e estendendo os braços para o pai.

— Não – Respondeu – Faça companhia para sua mãe enquanto estou fora – Acrescentou vendo o biquinho se formar, mostrando a chateação do pequeno.

Ainda lhe faltava sensibilidade em alguns momentos.

Por mais que não pudesse levar Sanosuke, se condenava por não conseguir ser mais carinhoso.

— Mas... – Tentou argumentar, mas a expressão rígida no rosto do pai o fez entender que não era não.

Mesmo contrariado balançou a cabeça acatando a ordem do pai.

— Não vou demorar – Disse se aproximando da cama e pegando o filho no colo, sem se importar com possíveis amarrotados no terno.

— Promete? – Olhou para o pai.

— Sim – Respondeu e beijou a testa do filho.

Sanosuke então abraçou o pescoço de Sasuke até ser colocado no sofá da sala, onde o desenho ainda passava na televisão.

Naruto ficou por ali, tentando distrair o pequeno que realmente estava bem carente, enquanto Sasuke ia até a cozinha se despedir de Sakura.

A primeira coisa que o Uchiha viu ao entrar foi ela.

Estava sentada na bancada, olhando para o nada com os olhos meio arregalados e as bochechas coradas.

— Sakura? – Chamou se aproximando.

— Sasuke! – Se assustou e levantou rapidamente do banco alto, quase jogando ele no chão novamente.

— Algum problema? – Perguntou, vendo como ela parecia sem jeito.

— Não – Suspirou deixando os pensamentos confusos de lado. Não podia ficar daquela forma só por ter percebido que os sentimentos que tinha por ele estavam mais voltando a tona com força total – Estava apenas conversando com Ino.

— Ela já foi? – Se aproximou um pouco, discretamente.

— Sim – Suspirou, gostaria muito de ter a amiga ali naquele momento.

Para se distrair um pouco voltou a mexer com a salada de frutas que preparava para Sano.

Sasuke sabia que ela estava nervosa pelo beijo. Sua presença devia estar contribuindo para isso também.

Não queria deixa-la desconfortável, mas ansiava poder avançar mais um pouco.

Focou seus olhos na figura bonita dela, distraída cortando algumas frutas.

Não cansava de admira-la, mesmo que ainda vestisse pijamas e estivesse com os cabelos presos para cima, meio bagunçados. Daria tudo o que tinha para ter aquela visão todas as manhãs.

— Eu vou sair – Informou se aproximando mais das costas dela.

Ela parecia tão pequena e delicada.

Discretamente, para não assusta-la, apoiou as mãos na bancada, deixando o corpo dela entre seus braços.

Na mesma hora viu a faca cortar com um pouco mais de força a maça que ela tinha em mãos e todo o corpo travar,

Podia jurar que ela prendia a respiração também.

Aguardou por um tempo qualquer movimento que demonstrasse aversão ao que estava fazendo, mas apenas viu quando ela soltou um suspiro, relaxando.

Se aproximou mais, encostando levemente seu corpo no dela, apreciando como se encaixava bem ali entre seus braços.

Tão pequena.

Com toda a delicadeza que não sabia possuir, se abaixou até deslizar levemente o nariz pelos cabelos rosados. Foi sutil, mas o suficiente para o coque se soltar e os fios rosados caírem soltos, o inebriando com o perfume que tanto gostava.

Eram tão macios e cheirosos que ele deslizou o nariz por ali por algum tempo, em um carinho meio desajeitado, mas que sentia necessidade de fazer.

Aspirou com satisfação o cheiro doce e por fim beijou levemente o topo da cabeça dela, antes de se afastar e sair da cozinha.

Se ficasse mais tempo ali não resistiria.

Já Sakura largou a faca e olhou para trás, esperando encontra-lo ainda ali. Mas ao fundo o som da porta de entrada batendo a indicou que ele já havia partido.

Levou as mãos aos cabelos soltos e bagunçados, podia jurar que ainda sentia ele ali.

Completamente atordoada, com as bochechas vermelhas e o coração acelerado, deslizou pela madeira escura da bancada até sentar no chão.

A mão desceu dos cabelos até onde o coração batia desenfreado, como se pudesse segura-lo.

— Caramba! – Sussurrou assim que encontrou a voz.

• • • • • • •

— Sakura-sama, já vai começar! – Chiyo chamou e a Haruno veio correndo do quarto.

Os cabelos estavam molhados por não ter tido tempo de secar após o banho, mas ela não se importava.

Não conseguia acreditar que Sasuke ia dar uma entrevista.

Ele não havia informado nada a respeito, mas não se sentia chateada. Estava estranhamente segura sobre toda a situação, pois – mesmo que parecesse loucura – confiava em Sasuke para resolver.

De alguma forma tinha a certeza que ele protegeria sua integridade e a de Sano também.

Talvez aos poucos estivesse voltando a confiar nele.

Um passo de cada vez.

A grande televisão da sala estava ligada no canal famoso por seus programas de entretenimento. Não demorou muito para que a logo do programa preenchesse a tela com uma música animada de fundo, que continuou tocando enquanto a apresentadora sorridente e toda trabalhada em cirurgias plasticas entrava no cenário.

Bem vindos a mais um Goshippu! Sua fonte de noticias mais quente sobre o mundo dos famosos!— Saudou de maneira animada a plateia – Eu sou a Kaede e estou muito feliz de estar mais uma vez aqui com vocês!

A plateia aplaudiu com entusiasmo enquanto a apresentadora falava sobre as pautas do dia e fazia algumas propagandas sobre produtos variados.

Sakura, assim como Chiyo, estava ansiosa. A última vez que havia visto Sasuke na televisão – infelizmente naquele mesmo programa – foi quando teve uma das maiores desilusões de sua vida.

Por mais que agora soubesse que tudo era mentira, olhar para aquele cenário e para aquela apresentadora – que se mantiveram os mesmos ao longos dos anos – a fazia lembrar como foi desconfortável perceber que não conhecia nada a respeito do homem que amava.

Mas foi apenas Sano sentar no sofá, atraído pelas cores e músicas tocadas na televisão, que teve as lembranças ruins ofuscadas por todas as outras boas que estava acumulando durante os dias em que passava convivendo com o Uchiha.

Finalmente estava conhecendo o verdadeiro Sasuke, e estava cada vez mais encantada.

Hoje temos um convidado muito especial— Kaede falou verdadeiramente empolgada, o sorriso sem ter mais como alargar – Pela primeira vez em um programa de televisão— Apontou para a lateral do palco – Uchiha Sasuke!

A música animada, o cenário colorido e todo o alvoroço da platéia contrastava com a figura soturna e imponente de Sasuke.

Ele andava pelo estúdio como se fosse o dono.

Exalando poder.

— Olha o papai! – Sano exclamou e correu para perto da tela, colando o rostinho ali até que Sakura o puxasse de volta para o sofá.

Sem se importar com a empolgação da apresentadora, e sem olhar para a plateia ou para as câmeras, Sasuke caminhou até a poltrona branca. Com toda a elegância Uchiha, desabotoou o paleto – as semi-automáticas haviam ficado no carro – e sentou, as pernas ligeiramente abertas e os braços fortes cruzados, em uma postura intimidante.

O semblante frio de sempre estava presente em seu rosto másculo, completamente indiferente a alegria da apresentadora que o venerava com o olhar.

Uchiha-san!— Ela praticamente gemeu o nome dele, os olhos brilhando na direção do homem com quem dividia a poltrona – O senhor veio até aqui para falar a respeito das últimas novidades, não é mesmo?

Sim— Respondeu depois de um tempo, achando a pergunta ridiculamente obvia.

Conseguia enxergar Izumi por cima da cabeça da apresentadora, em uma abertura entre o cenário, escondida nos bastidores. Ela gesticulava e conseguia ler os lábios dela com clareza, “Seja simpático seu idiota”.

Para quem está por fora das últimas— Kaede virou para uma das câmeras para explicar – Ontem a família Uchiha, em um comunicado oficial, informou sobre a existência de um herdeiro!— No telão atrás da poltrona a foto tão divulgada era exibida – Uchiha Sanosuke, filho do nosso querido convidado Uchiha Sasuke.

Apontou para o moreno e a plateia aplaudiu mais uma vez.

Aparentemente ela aguardava alguma interação da parte dele, mas tudo o que Sasuke fez foi continuar olhando de maneira indiferente para ela, aguardando que fizesse algo útil.

Então Uchiha-san, fale sobre seu filho! Quanto anos tem, o que gosta de fazer... — Instigou tentando faze-lo falar.

Sanosuke tem quatro anos, daqui dois meses completa cinco e é um bom garoto— Começou a falar tentando elaborar algo sobre o filho.

A verdade é que Sanosuke era a criança mais incrível que já havia visto na vida, e por esse motivo simplesmente não conseguia encontrar palavras para descreve-lo.

“Se Sakura estivesse aqui...”, pensou tendo a certeza que a Haruno tiraria de letra a situação em que estava.

Adorava ouvi-la falar sobre o filho.

Obediente, feliz e tem preferência por dinossauros— Concluiu sem ter conseguido pensar em algo melhor.

Owwwn, que gracinha!— A plateia acompanhou em coro, todos encantados – Mas a pergunta que não quer calar é, por que só agora a existência de Sanosuke foi revelada?

Sasuke descruzou os braços, o corpo ligeiramente mais rígido. A mão boa foi até os cabelos, os deixando mais bagunçados.

Gesto que foi apreciado pelo público feminino que soltou um suspiro coletivo.

Ele ficava absurdamente sexy fazendo aquilo.

Por mais que tivesse recebido ajuda de Izumi e de seus assessores de imprensa para elaborar as respostas de acordo com as perguntas passadas pela equipe do programa, estar na situação de fato era bem mais complicado.

Sua vontade era de mandar a apresentadora e todos que assistiam a merda e voltar para casa logo.

O que diabos eles tinham a ver com sua vida?

Infelizmente durante minha vida tive alguma atitudes pouco honrosas e uma delas me fez perder os primeiros anos de meu filho.— Falou tentando ocultar sua irritação – Me arrependo e estou me esforçando para compensar meus erros e os anos de ausência. – Foi sincero nessa parte, principalmente por ser algo que não se aplicava somente a Sanosuke.

E no apartamento, Sakura percebeu isso também.

Uchiha-san, julgando pela idade podemos concluir que foi concebido enquanto ainda era casado com Karin-san— Emendou com outra pergunta já tendo percebido que não adiantava tentar forçar alguma interação com o Uchiha – Sanosuke foi fruto de um caso extra conjugal?— Perguntou o que todos estavam especulando.

Na tela da televisão a mensagem “CEO Uchiha Sasuke, multimilionário e recém descoberto papai abre o jogo!” piscava em kanjis coloridos para chamar atenção.

Por conta do teor da entrevista, Chiyo fez o favor de levar Sano para o quarto, mesmo a contra gosto do pequeno.

Mesmo triste por ver o filho chateado, Sakura achou melhor assim do que deixa-lo ver o pai falar sobre coisas tão erradas como traição.

Como já disse, infelizmente me arrependo de várias atitudes pouco honrosas que tomei. Não fui uma boa pessoa e só posso me desculpar com todas as pessoas atingidas pelas minhas irresponsabilidades.— Respondeu depois de um tempo – Estou me esforçando para compensar meus erros.

"E como estava!”, pensou Sakura.

Todas as coisas que Sasuke vinha fazendo nos dias que estavam convivendo eram impressionantes para alguém como ele. Por saber como era difícil para o Uchiha, apreciava cada esforço que ele fazia.

Está dizendo que se arrepende de ter tido Sanosuke?— Perguntou algo que não estava combinado.

Simplesmente deixou sair na empolgação, e se arrependeu no mesmo instante.

O olhar que o moreno lhe lançou foi congelante.

Tinha certeza que se aquele homem tivesse uma arma, teria sido assassinada, tamanho era ódio que ele conseguiu expressar em alguns segundos antes de voltar a seriedade habitual.

Não sabia o que era pior, o olhar assassino ou o de agora que a fazia se sentir o pior inseto do planeta.

Nunca — Respondeu com firmeza, sem se esforçar para ocultar o tanto que ficou irritado com a pergunta – Sanosuke foi a coisa mais certa que já fiz na minha vida.

E para Sakura foi como se Sasuke falasse “Amo meu filho”, e isso aqueceu o coração dela de uma maneira inexplicável.

Nos bastidores do programa, Izumi gesticulava e movimentava a boca desesperada, “Se mantenha calmo! Não mate ninguém!”

Na platéia Naruto, Itachi e Sai já apostavam quanto tempo demoraria para Sasuke simplesmente levantar e sair.

A apresentadora sorriu sentindo o suor descer por seu rosto. A aura assassina que agora rondava o entrevistado era algo inédito para ela.

Respirou fundo e resolveu voltar para as perguntas combinadas, apesar da próxima provavelmente não ser exatamente uma boa escolha no momento.

A mãe de Sanosuke contribuiu para sua separação?— Perguntou de maneira cautelosa, os pés firmes no chão prontos para levantar e correr por sua vida.

E talvez fosse necessário, constatou ao ver o corpo grande do Uchiha tencionar e as mãos apoiadas nas pernas apertarem com força.

De maneira nenhuma— Iniciou a resposta que julgou mais sensata, quando na verdade queria xingar todos os palavrões que conhecia – É impossível manter um casamento sem sentimento e com alguém que não é o que aparenta ser, já estávamos fadados ao divorcio. E o fato de minha ex-esposa me trair e engravidar de outro foi apenas mais um agravante.

Aproveitando a deixa, ela foi logo para a próxima pergunta.

Quem é Haruno Sakura? O que ela é para você?— Perguntou ansiosa por uma resposta.

Sasuke retesou, um pouco desconcertado.

Sabia exatamente o que Sakura representava em sua vida, mas não sabia como colocar em palavras e se queria fazer isso.

Sabia que ela estava assistindo e isso estava pesando na escolha das palavras. Tudo o que havia sido instruído a falar parecia insuficiente quando assunto era ela.

Por fim, fechou os olhos e quando os abriu olhou diretamente para a câmera.

Depois de minha mãe, Sakura é a mulher mais incrível que já conheci — Disse com toda a certeza que tinha, como se estivesse olhando para ela – É a mãe do meu filho e a responsável por ele ser essa criança cheia de qualidades que é.

No sofá do apartamento de Sasuke, Sakura estava com as mãos tremulas tampando a boca e os olhos cheios de lágrimas.

Seu celular começou a tocar insistentemente – provavelmente Ino para falar do que havia acabado de acontecer – mas tudo o que conseguia fazer era olhar para a tela da televisão, para os olhos dele que expressavam apenas uma única coisa: sinceridade.

Sasuke havia acabado de praticamente se declarar para ela em rede nacional.

E pelo visto a apresentadora teve a mesma impressão, já que perguntou novamente algo que não estava combinado.

Vocês ainda mantem o romance?— Não conseguiu conter a curiosidade, e mesmo com o olhar nada amigável do Uchiha, aguardava ansiosamente a resposta.

“Estou tentando”, foi a primeira coisa que veio a mente de Sasuke, mas não era algo que podia dizer.

Preferiu então a abordagem mais evasiva.

No momento Sakura e eu estamos apenas focados em Sanosuke e tudo que é relacionado a ele. Em primeiro lugar somos pais e é a isso que estamos dando prioridade— Finalizou com as palavras que Sakura usou tantas vezes.

Um pouco frustrada, mas sem perder o sorriso – mesmo que fosse forçado – Kaede se apressou para fazer a última pergunta e acabar logo com a entrevista.

Pelo visto tocar no nome da mãe de Sanosuke era uma má escolha.

Todos sabemos que a família Uchiha é bem tradicional, como foi a aceitação de Sanosuke?— Perguntou tentado manter o tom simpático e não amedrontado, como sabia que provavelmente sairia.

Todos estão muito felizes — Respondeu na mesma hora, igualmente ansioso para que tudo acabasse – Sanosuke foi recebido de braços abertos.

Dando um suspiro de alivio, a apresentadora já estava mais que preparada para sair da presença daquele homem tão intimidante.

Gostaria de comentar mais alguma coisa, Uchiha-san?— Perguntou o de costume ao fim de uma entrevista.

Apenas que parem de especular absurdos sobre a mãe de meu filho — Foi categórico, quase como se ameaçasse os telespectadores já que olhava diretamente para a câmera – Espero respeito e compreensão nesse momento.

Olhou por um tempo para a câmera e depois desviou os olhos para a apresentadora, maneando a cabeça em um cumprimento e então saindo do cenário sem mais nada dizer.

Nos bastidores Izumi bateu na própria testa, inconformada com os modos do cunhado. Ser secretária de Sasuke era um desafio diário, pensava enquanto já ligava para a assessoria de imprensa para ver o que ia resultar isso.

— Mandou bem! – Naruto invadiu o camarim onde Sasuke estava acomodado – Não sei qual parte foi a melhor... Se foi a sua cara quando a apresentadora perguntou se arrependia de ter feito o Sano ou quando você foi todo fofo e se declarou para a Sakura-chan!

— Eu li certa vez que homens não gostam de serem chamados de fofo – Sai se intrometeu, parando de olhar para um quadro na parede e dando atenção à conversa – Você podia mudar sua abordagem – Aconselhou pensativo – Talvez dizer que Oyabun-sama foi de uma sensibilidade graciosa para com a Senhorita Haruno!

— Isso é pior – Itachi opinou rindo – O importante é que ninguém saiu ferido!

— Acredito que o orgulho do Oyabun-sama tenha saído prejudicado – Sai acrescentou sincero.

E bastou um olhar de Sasuke para que ele percebesse que devia ficar calado.

— Vamos embora então, que você provavelmente tem muito o que se explicar em casa – Itachi cutucou a testa do irmão com dois dedos e sorriu.

• • • • • • •

AMIGA SUA GOSTOSA!— A voz estridente de Ino quase deixou Sakura surda ao atender o celular – Ele quer seu corpinho nu!

— Exagerada! – Acusou envergonhada – Não é bem assim...

Ah, é sim!— Retrucou maliciosa – O cara se declarou para você ao vivo para todo o Japão!— Elevou a voz em meio a empolgação – Só não viu quem não quis!

Sakura suspirou e sentou na cama.

Tinha se trancado no quarto para atender Ino. Sano estava emburrado por não ter visto o pai na televisão direito e por sorte Chiyo tinha experiência e paciência com crianças. Antes que a Haruno percebesse ela já havia inventado uma atividade para o pequeno na cobertura do apartamento.

Ah, como teria sido bom ter uma Chiyo quando o filho nasceu!

— Não sei como agir – Desabafou cansada. Desde o beijo e a última ligação da Yamanka estava mais confusa ainda.

Eu sei amiga— Deixou as brincadeiras e provocações de lado ao ver o quão abalada Sakura estava – Sei que isso vai soar muito como um filme da Disney mas... Apenas siga o seu coração!

— Isso foi muito conselho de fada madrinha! – Riu sendo acompanhada pela loira.

Você não sabia?— Perguntou retoricamente – Sou sua fada madrinha nas horas vagas!

— Sim, você é! – Concordou, e mesmo que usasse um tom de brincadeira não deixava de achar que era a mais pura verdade.

Como diria a Cinderela... Have courage and be kind!— Citou gentil, sentindo vontade de abraçar a amiga que estava tão distante.

Mas isso ela logo logo poderia fazer.

“Aguente amiga, estou chegando!”, pensou sorrindo empolgada.

— Have courage and be kind – Sakura repetiu com um sorriso – Obrigada Ino!

• • • • • • •

Já era tarde quando Sasuke chegou em casa.

O apartamento escuro e silencioso como sempre foi – mas que agora o incomodava quando dessa forma – sendo iluminado apenas por alguns pontos de luz baixa e pela a exuberante árvore de natal que piscava no canto.

Se irritou por ter perdido mais um dia ao lado do filho, mas nada pode fazer a respeito. Depois da maldita entrevista foi para a empresa cuidar da loucura que estava por lá devido a repercussão de tudo, e depois ainda teve que ir até a Sharingan para saber as últimas sobre Orochimaru.

Ele estava quieto demais, e isso não era bom.

Como bom chefe da Yakuza que o infeliz era, Sasuke aguardava no minimo uma ameaça.

Mas até agora nada.

Depois de tirar os sapatos e as meias, andou em direção ao quarto já afrouxando a gravata. Não tinha sono, mas sabia que precisava dormir.

Passou pela porta do quarto de Sanosuke e não conseguiu deixar de entrar, como sempre acabava fazendo todas as noites.

Lá estava sua miniatura, completamente esparramado na cama. Os bracinhos para cima e uma das perninhas caídas para fora. A coberta como sempre embolada em qualquer lugar que não fosse o certo.

Era indescritível a sensação que tinha ao olhar para o filho. Pensar que aquele serzinho tão cheio de energia e felicidade havia sido feito por ele.

"Tão perfeito”, pensou ao abaixar e passar os dedos levemente pelos cabelos tão iguais aos seus.

Viu o Sanosuke sorrir de leve, como se apreciasse o carinho mesmo dormindo e virar em sua direção, soltando uns resmungos adoráveis.

Pelos anos de treinamento e experiência tinha os sentidos mais apurados, tendo sido fácil perceber a aproximação de alguém pelo corredor.

Os passos eram leves e não precisava de muito esforço para saber a quem pertencia.

Tinha total consciência – como em todos os outros dias – que Sakura estava parada na porta, o observando pela fresta.

Como virou costume, desembolou a coberta e cobriu o filho com cuidado para não acorda-lo. Antes de levantar, deixou um beijo na testa dele.

Sakura não estava mais na porta. Como de praste, sabia onde encontra-la.

— Você sempre acorda esse horário – Disse ao entrar na cozinha e visualiza-la tomando o copo de água de toda noite.

— E você sempre me assusta – Resmungou inflando as bochechas e deixando o copo dentro da pia, antes que o deixasse cair.

— Você que é distraída demais – Provocou apenas para que ela continuasse fazendo aquela expressão adorável.

Ela não respondeu, mas estreitou os olhos o repreendendo.

— Você assistiu a entrevista? – O Uchiha perguntou tentando se manter indiferente. Não queria que ela percebesse o quão sem graça estava pela situação.

— Sim – Respondeu desconcertada, desmanchando a expressão emburrada – Foi... Você foi muito bem! – Disse tímida só então percebendo o quão perto ele estava.

Desde o beijo Sasuke parecia ter atualizado as suas definições de espaço pessoal para: quanto mais perto melhor.

— Hn – Resmungou como agradecimento se aproximando mais, até que fosse possível sentir o cheiro doce dela – Tudo o que eu disse foi verdade.

Com delicadeza, deslizou suas mãos grandes pela cintura dela, tomando cuidado para não levantar a blusa do pijama e passar a impressão errada

— Eu sei – Sakura respondeu, sentindo o corpo todo arrepiar pelo toque, mesmo que por cima do tecido.

Inconscientemente fechou os olhos para apreciar a leve caricia que ele fazia.

Sasuke inclinou o corpo, beijando o topo da cabeça e depois deslizando o nariz pelos fios rosados. O cheiro de baunilha era igualmente nostálgico e excitante.

Anos sonhando em poder senti-lo novamente, e ali estava.

Finalmente.

Apreciando o momento, e não vendo nenhum sinal que demonstrasse descontentamento da parte dela, continuou deslizando o nariz por trás da orelha de Sakura, mordiscando um pouco ali, bem de leve.

Ela ofegou baixo, mas ele escutou e foi algo que o deixou completamente consciente da situação.

Todo o seu corpo ficou alerta.

Sem conseguir se conter, apertou com um pouco mais de força a mão na cintura dela. A outra, enfaixada e escondendo a falta do dedo, se mantinha apoiada na bancada atrás dela.

Satisfeito com as reações da Haruno, abandonou a orelha descendo o nariz para o pescoço alvo e cheiroso. Inspirou com gosto o perfume e depois distribuiu beijos leves, apenas um encostar de lábios sem a intenção de marcar.

Fechou os olhos apreciando o momento quando ela gemeu baixinho. As mãos pequenas segurando o paleto com certa força, e ele tinha certeza que se não a tivesse segurando, Sakura iria ao chão.

— Cada palavra que eu disse é verdade – Reforçou entre os beijos, subindo novamente, mas dessa vez em direção as bochechas coradas – Não existe ninguém que eu queria mais – Depositou um beijo na bochecha direita e então afastou o rosto, encostando as testas e olhando fundo nos olhos verdes – Nunca existiu e nunca existirá – A voz saiu rouca enquanto ele tentava dizer em outras palavras o que sentia – Apenas você.

Foi como escuta-lo falando "Eu te amo".

Não houve tempo para expressar o choque que aquelas palavras lhe causaram, pois no instante seguinte Sasuke já tomava seu lábios em um beijo definitivamente mais intenso que o anterior.

O corpo grande dele a empresou na bancada, e o aperto na cintura ficou mais forte, de uma forma que sabia que ficaria marcado. A mão enfaixada foi para o pescoço, se enrolando nos fios rosados que ali ficavam.

Sonhou tanto tempo com esse momento, e os lábios dela eram tão mais macios e deliciosos do que se lembrava, que não conseguia ir mais devagar.

Movimentava a boca com sofreguidão, deslizando a língua pela dela, e hora ou outra mordendo os lábios macios.

Sentiu as mãos dela, que antes apertavam seu paletó, subirem até envolver seu pescoço, emaranhando em meio aos seus cabelos.

Grunhiu quando ela puxou um pouco mais forte e em resposta mordeu o lábio inferior dela.

Sakura revidou na mesma hora, deslizando a língua por seus lábios antes de sugar com vontade ali e depois a língua, fazendo os resquícios de sanidade o abandonar e um gemido rouco escapar por sua garganta.

Encostou a testa na dela, apenas para recuperar o fôlego antes de tomar novamente os lábios agora inchados e vermelhos. A mão que antes estava na cintura desceu com vontade para o bumbum, apertando ali e puxando o corpo dela mais junto ao seu – se é que havia como.

Entre o beijo intenso e cheio de desejos, ela gemeu sentindo a mão grande dele, apertando com vontade e a excitação chamar a atenção por baixo da calça social.

Estava completamente consciente do quão excitado ele estava, e não se encontrava em situação muito diferente.

Assim que Sasuke desceu a mão para a coxa, na intenção de levanta-la, o barulho de um celular tocando assustou os dois.

No mesmo instante a bolha de prazer em que estavam estourou e eles se afastaram, mais rápido do que gostariam.

Sasuke passou as mãos pelos cabelos de forma nervosa, sem conseguir desviar os olhos de Sakura, e sentindo o incomodo de sua excitação.

Já Sakura estava envergonhada, confusa, assustada, mas nem um pouco arrependida. Tinha consciência do que estavam prestes a fazer, e por mais que parecesse loucura, não sentia como se fosse recusar.

O toque do celular fez os dois se sobressaltarem mais uma vez. Sasuke xingou baixo e puxou o celular do bolso, vendo que não era ele que tocava.

Se dando conta disso e só então percebendo o toque – bonitinho demais para pertencer ao Uchiha – procurou o seu pela bancada, encontrando o aparelho.

A foto de Ino aparecia na tela, enquanto ele tocava incessantemente.

— Ino? O que foi? – Pigarreou para ajustar a voz que ainda falhava por conta do que havia acontecido a pouco – Sabe que horas são?

Sasuke assistiu ela atender o celular, e até se divertiu em como ela pareceu genuinamente mau humorada ao faze-lo. O peso que sentia por talvez ter avançado demais desapareceu ao perceber que ela não estava arrependida, e sim irritada por ser interrompida.

Viu o exato momento que ela arregalou os olhos e saiu da cozinha em disparada.

Sem perder tempo, se apressou em segui-la.

Alguns segundos depois chegou até a sala para ver o que acontecia, discretamente tentava acomodar seu membro, que não parecia disposto a esquecer as sensações que aquela mulher o provocava.

Sakura desligou o celular e então abriu a porta de entrada de uma vez.

A loira, Ino, estava parada no hall com as mãos na cintura e um sorriso que, a medida que passava os olhos pelos dois, se tornava malicioso.

— Que bonito hein! – Disse com humor, cruzando os braços – Será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí?

Ela arqueou a sobrancelha achando graça.

Sakura estava com o cabelo revolto, os lábios inchados, as bochechas coradas e a blusa do pijama amarrotada, tendo os primeiros botões abertos.

Já Sasuke estava com os cabelos mais bagunçados do que o normal, os lábios também inchados e antes que ele, o mais discretamente que conseguiu, fechasse o paletó, viu nitidamente algo bem evidente ali.

— Acho que interrompemos – Sai surgiu pelo corredor, carregando uma bolsa que claramente pertencia a loira – Pelo visto estavam prestes a ter uma relação sexual.

Sakura corou até o último fio de cabelo, enquanto Sasuke fechou a cara e lançou seu pior olhar para Sai, que mantinha um sorriso nos lábios.

— O que vocês fazem aqui? – Perguntou de maneira rude.

— Que educação é essa? Credo! – Reclamou a loira, sem dar importância e, no ápice da folga, simplesmente passou por Sasuke, arrastando Sakura apartamento a dentro.

— Que merda é essa? – Sasuke puxou Sai pelo colarinho com raiva.

Não que Sai fosse um homem pequeno ou fraco. Apesar de ser um cara tranquilo, era tão habilidoso quanto os outros membros do clã, e assim como todo Uchiha tinha a ajuda da genética para manter a boa forma, acentuada com os exercícios físicos regulares, o que fazia ter músculos proporcionais. Mas comparado ao Oyabun, era consideravelmente mais baixo e menos forte, e somado ao respeito que tinha pelo homem a sua frente, apenas se manteve em silêncio enquanto era ameaçado.

— Peço desculpas Oyabun-sama— Disse sem tirar o sorriso dos lábios – Ino quis ver a amiga assim que chegou. Não entendi, mas li certa vez que devemos agradar as mulheres por quem estamos interessados – Explicou verdadeiramente arrependido – Não foi minha intenção interromper sua pratica sexual! Eu também tinha planos de iniciar tal ato com Ino, mas como disse anteriormente, ela queria ver Sakura-sama!

— Idiota – Resmungou irritado e soltou Sai, que tranquilamente desamarrotou sua própria roupa antes de sentar no sofá.

— Sugiro um banho gelado – Aconselhou de repente – O senhor me parece bem... Animado – Comentou apontando descaradamente para a ereção que Sasuke tentava esconder com o paletó.

Por um segundo Sasuke perdeu a compostura, ficando completamente sem graça pelo comentário, mas no seguinte já arremessava com força uma pequena escultura na direção de Sai, que com reflexo rápido pegou antes que fosse atingido.

— É uma belíssima obra senhor, obrigada por me mostrar – Comentou enquanto girava o objeto nas mãos, admirado.

Sasuke bufou e marchou furioso em direção ao próprio quarto, amaldiçoando a loira e o primo sem noção.

• • • • • • •

Sakura foi arrastada até o quarto que indicou como seu.

Ino entrou afoita e fechou a porta, antes de virar sorrindo de orelha a orelha para a amiga.

— Então finalmente a senhorita resolveu liberar para o bonitão? – Perguntou maliciosa.

— O que?! Que absurdo! – Respondeu se fazendo de desentendida – Isso não importa! O que eu quero saber é o que você esta fazendo aqui?

— Vim ficar com minha melhor amiga e curtir o melhor sexo que já tive – Falou sem vergonha nenhum – Menina, o que é Sai na cama? – Perguntou retoricamente – Todo tranquilo mas... UAU, achei que não fosse mais andar!

Sakura passou a mão pelo rosto desacreditada. Ino não tinha jeito mesmo!

— Se você queria isso, por que não ficou direto? – Cruzou os braços e arqueou a sobrancelha, para a loira que parecia estar lembrando dos momentos com o moreno.

— Ainda faltam dois dias para Tsunade liberar a gente – Explicou enquanto andava pelo quarto, admirando cada detalhe e mexendo em tudo que conseguia alcançar – Trabalhei ontem direitinho e consegui convence-la a me deixar tirar as férias mais cedo! – Abriu o closet e soltou uma exclamação pelo tamanho – Hinatinha toda fofa se ofereceu para me cobrir nesses últimos dias restantes e por fim, aqui estou! – A voz saiu bafada por ela ter entrado para mexer nas roupas.

— Onde você vai ficar? – Sakura perguntou sentando na cama e passando as mãos pelos cabelos bagunçados. A lembrança do que causou aquilo a fez corar e se arrepiar.

— Na casa do Sai! – Respondeu saindo do closet com uma lingerie na mão – Mas agora – Levantou as peças e fechou a cara – Você pretende mesmo tirar o atraso usando calcinhas com estampa de bichinhos?!

— INO! – Exclamou envergonhada e indignada, levantando rapidamente e tomando as peças da mão da amiga – Não mexa nas minhas peças intimidas!

— “Peças intimas” – Zombou achando graça – Sakura, você já é uma coisinha rosa muito fofa, não precisa de usar lingeries fofas também!

— Eu sempre usei e ele não parecia incomodado antes – Resmungou guardando de volta na gaveta de onde a loira havia tirado.

— Isso foi cinco anos atrás – Retrucou acertando o quadril em Sakura e tomando o lugar dela, mexendo novamente na gaveta – Você precisa ser sexy!

— Eu tenho algumas assim... – Comentou massageando o quadril onde a loira acertou – Mas não são tão confortáveis.

— Essas são bonitas – Comentou puxando duas peças mais adultas – Conselho de amiga – Apontou para a calcinha minuscula – Use!

— Sua boba – Riu e pegou a calcinha jogando de volta na gaveta – Nem sei se vai acontecer alguma coisa – Suspirou cessando a risada – Está tudo um pouco confuso ainda.

— Você não sabe se está pronta para perdoa-lo, não é? – Perguntou compreensiva.

— Sim – Respondeu sentando no chão do closet e sendo imitada pela loira – Mas sei que aos poucos ele está reconquistando o espaço dele no meu coração.

— Vou reforçar o que já te disse – Ino ficou de joelhos em frente à Sakura e puxou o rosto dela, olhando nos olhos verdes da melhor amiga – Se ele está te fazendo bem, se está provando que é um bom homem e se ele está se esforçando, não tenha medo! – Aconselhou – Se deixe ser feliz!

— Será? – Suspirou já cansada da confusão que estava seu coração e seus pensamentos.

— Se eu que sou eu estou te aconselhando a fazer isso – Tentava passar toda a confiança que tinha em sua voz – É porque acho que ele provou ser merecedor de uma chance.

Sakura fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, encostando em algumas gavetas. As lembranças de tudo o que viveu desde o momento em que reencontro o Uchiha pela primeira vez em anos até agora passavam por sua cabeça.

Ele estava se esforçando, sendo respeitoso e sincero. No tempo que ficaram juntos no passado nunca sentiu tantos sentimentos bons vindos dele como acontecia agora.

Se sentia segura e... Amada.

"Uchiha Sasuke me ama”, pensou ao lembrar da declaração discreta que ele fez na cozinha.

Tendo a certeza do sentimento, abaixou a cabeça e abriu os olhos.

Ino viu na mesma hora que a Haruno havia tomado sua decisão.

— Eu vou dar uma chance para ele – Disse ao mesmo tempo que derrubava o muro que havia erguido para não deixa-lo entrar.

Iria se permitir tentar novamente.

• • • • • • •

Ino e Sai acabaram ficando para dormir, mesmo contra a vontade de Sasuke, que deixou isso bem claro ao trancar os quartos de hóspedes fazendo com que Sai fosse obrigado a dormir no sofá, enquanto Ino se acomodava na cama de Sakura.

O Uchiha de pele pálida não se importou, apreciando a variedade de canais pornos que a televisão de Sasuke tinha.

Passou a madrugada assistindo os mais variados filmes para maiores, sempre analisando interessado.

No dia seguinte, logo cedo, a Haruno recebeu uma ligação de Mikoto sobre o erro gravíssimo de ainda não ter comprado nenhum brinquedo para o neto.

Apreciava muito como a senhora Uchiha estava sendo gentil e receptiva. Desde que foram apresentadas ela fazia questão de ligar para Sakura e inclui-la em tudo.

Para falar a verdade, toda a família Uchiha estava sendo maravilhosa com ela e com Sano.

E mesmo que tenha tentado recusar, acabou por aceitar fazer parte de um dia de compras com dona Mikoto, que avisou ter convidado Izumi também.

Aproveitando que estava por ali mesmo, chamou Ino que prontamente aceitou, correndo de volta para o apartamento de Sai em busca de se arrumar para o passeio. O Uchiha apenas foi arrastado, fazendo alguns comentários sobre a necessidade curiosa das mulheres de se arrumarem tanto para sair e de como apreciava mais a Yamanaka completamente nua.

As 10h da manhã, Sakura já estava na sala, junto de Sano, Ino e Sai, todos prontos para sair.

Naruto logo apareceu também, sem desgrudar do celular – onde a todo tempo notificações do contato "Doçura" chegava – e Sasuke tratou de inclui-lo no passeio mesmo que o loiro resmungasse sobre o Oyabun ficar andando desprotegido.

Mas preferia isso a deixar Sakura e Sanosuke andando por aí sem alguém que soubesse ser realmente capaz de mante-los protegidos.

— Desculpa a demora gente! – Izumi falou assim que entrou no apartamento – Sair com bebê pequeno as vezes pode ser uma luta! – Apontou para Ryou em seu colo, que deu um de seus sorrisos banguelas para quem estivesse olhando.

— Sei bem como é – Sakura comentou, lembrando de todas as aventuras que viveu com Sano quando ainda era um bebê.

As duas sorriram cúmplices. A Uchiha também vinha sendo maravilhosa no pouco tempo que se conheciam, sempre atenciosa e gentil, já podia arriscar dizer que eram amigas.

— Uchiha-sama – Chamou assim que viu o patrão e cunhado aparecer na sala, pronto para o trabalho – Sua agenda já está certinha e qualquer dúvida consulte a secretária de Itachi!

— Hn – Assentiu e passou os olhos pela sala, vendo as mulheres empolgadas e apreciando a beleza de Sakura.

Se estivessem sozinhos já teria tomado os lábios dela mais uma vez.

E a Haruno pareceu ter ouvido seus pensamentos, pois na mesma hora foi alvo dos olhos verdes brilhantes e viu com satisfação ela sorrir delicada e colocar uma mecha do cabelo atrás da orelha, corando de forma adorável.

— Papai! – Sanosuke chamou interrompendo a troca de olhares – Vem também! Vem! – Pediu abraçando as pernas do pai e olhando para cima, com os olhinhos verdes tão brilhantes e puros quanto os de Sakura.

Sasuke olhou para o filho e abaixou ficando mais próximo da altura dele.

Como já havia reparado anteriormente, Sanosuke andava mais carente de atenção ultimamente e isso o incomodava profundamente.

A preocupação que sentia pelo filho era absurda.

E vendo ele olhando com tanta expectativa e felicidade em sua direção, não conseguiu pensar em outra resposta.

— Sim – A voz rouca atraiu a atenção de todos que olharam chocados para o Uchiha.

Sanosuke dava pulinhos em volta do pai, comemorando.

— Você vai com a gente, querido? – Mikoto perguntou desacreditada.

— Sim – Respondeu sério e depois olhou para Izumi – Desmarque todos os meus compromissos.

— Ok – Ela falou pegando o celular, ainda meio chocada com a atitude do cunhado.

— Então vamos! – A matriarca Uchiha levantou do sofá, com Ryou no colo – Acho que precisaremos de mais carros – Comentou ao fazer uma contagem rápida de todos que iriam no passeio.

Como Izumi estava ocupada ao telefone, desmarcando tudo o que tinha agendado para aquele dia, Sasuke pegou o próprio celular e requisitou a limousine, no lugar do costumeiro rolls-royce.

— Está aguardando lá embaixo – Disse guardando o celular no bolso e pegando Sanosuke no colo.

Esperou que todos passassem e se aproximou de Sakura, que sorriu em sua direção um pouco tímida.

Discretamente, sem que os outros percebessem, roubou um discreto selar de lábios dela, antes que entrassem no elevador.

E a satisfação que sentiu por não ter sido rejeitado foi algo inexplicável.

• • • • • • •

A limousine preta estacionou na rua mais próxima da Chuo Dori, a principal do bairro Ginza.

O motorista se apressou em abrir a porta enquanto dois seguranças também saiam do veículo, se posicionando de maneira estratégica por ali enquanto, um a um, os ocupantes desciam para a rua.

Sanosuke praticamente pulou para fora do carro, completamente eufórico por seu primeiro passeio em família. Sasuke veio logo atrás e bastou um olhar, para que um dos seguranças fosse atrás do pequeno.

Rapidamente buscou com os olhos os outros três carros estacionados mais afastado que transportava mais seguranças. Os encontrou e se sentiu mais seguro para estender a mão para dentro do carro e receber a pequena de Sakura, a ajudando a sair.

Acariciou por um momento com o dedão a pele delicada dela antes de soltar e se afastar, indo atrás de Sanosuke, que dava certo trabalho para o segurança.

Sakura acompanhou Sasuke se afastar até ser despertada de sua admiração por uma cotovelada divertida de Ino.

As duas riram juntas e seguiram o grupo.

Os olhos azuis de Ino brilharam ao ver as fachadas bonitas das lojas – Chanel, Carolina Herrera, Dior, Gucci, e Louis Vuitton. Tudo exalava luxo, inclusive as pessoas que ali transitavam, bem vestidas e abarrotadas de sacolas de grifes famosas.

A Yamanaka – ao contrário de Sakura – sabia muito bem onde estavam.

A rua principal do bairro de Ginza, onde apenas quem tinha muito dinheiro fazia compras. Possuía um dos metros quadrados mais caros do mundo e apenas respirar ali já devia custar uma fortuna.

Andar com Uchihas era definitivamente outro nível.

Já Sakura olhava admirada o local, não sabia de sua existência, mas observava com curiosidade as lojas, as vezes se assustando com o valores dos produtos dispostos nas vitrines.

Viu Ino correr para todos os lados, puxando Sai pela mão e parando vez ou outra para admirar alguma vitrine ou posar para fotos. O Uchiha pacientemente segurava sua bolsa e tirava a foto quando necessário, inclusive posando para selfies junto com a loira.

— Vamos na Matsuya Co. depois daqui – Mikoto informou apontando para um prédio que se destacava por cima das lojas.

Izumi, apesar de estar olhando as lojas e empurrando o carrinho do filho, tinha escondida em um bolso externo da bolsa de fraldas sua arma, pronta para qualquer infeliz eventualidade.

Ela também achava suspeito todo esse silêncio de Orochimaru.

E naquele simples passeio, praticamente todas as pessoas importantes para o Oyabun estavam presentes. Não podia descuidar.

Sasuke ignorava as lojas, mantendo os olhos de falcão atentos a cada movimento do filho, que corria a frente do grupo seguido de perto por Naruto e um segurança.

Apesar da tensão de estar tão exposto aos seus inimigos, se sentia recompensado pela empolgação do filho com o passeio.

Sanosuke olhava para trás o tempo todo, a cada novidade que encontrava, para ter certeza que Sasuke e Sakura também estavam vendo.

E a cada passo pelo grande calçadão da rua, Sasuke ia se aproximando mais da Haruno, até que, discretamente estivessem andando lado a lado.

As mãos se tocaram levemente e por fim estavam unidas.

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Olhou de canto de olho para Sakura e viu ela sorrir, corando adoravelmente.

Logo atrás, Ino parou no meio do caminho para uma loja e sacou o celular, tirando uma foto do casal.

“SasuSaku está de volta!, a mensagem com a foto anexada foi enviada para o grupo que mantinha com as amigas.

• • • • • • •

Matsuya Co. era uma grande loja de departamentos. O prédio onde ficava tinha vários andares, cada um dedicado a um tipo de produto, sendo dois apenas dedicados a alimentação.

Mikoto, Konan e Ino pareciam super a vontade no lugar, sabendo exatamente onde ir sem se perder.

Já Sakura tinha a impressão que se não estivesse de mãos dadas com o Uchiha, já teria se perdido. O lugar era enorme!

Sanosuke agora andava no colo de Naruto, para que não acabasse perdido em meio ao mar de consumidores.

Subiram pelas escadas rolantes até o andar dedicado à brinquedos e outros artigos para crianças. Os olhos de Sanosuke brilharam e ele aprontava para todos os lugares com empolgação.

Izumi avisou que iria até a parte de bebês e se afastou empurrando o carrinho de um Ryou adormecido. Ino informou que não tinha interesse naquele tipo de produto e voltou para a escada rolante, acompanhada por Sai.

Já Mikoto olhava tudo com interesse, pensando no que comprar para o neto.

Sakura, percebendo que a atividade seria tediosa e cansativa, olhou para Sasuke apertando um pouco a mão junto da sua para chamar a atenção do moreno.

— Acho que iremos demorar um pouco aqui – Disse e apontou para Mikoto, que testava a macies de dois ursos de pelúcia quase do tamanho dela – Você poderia levar Sano para lanchar? Já faz um tempo do café e ele deve estar com fome – Pediu tentando deixar a timidez de lado.

Ainda estava voltando a se acostumar com o Uchiha e a intimidade que tinham anos atrás com certeza demoraria um pouco para voltar.

— Sim – Respondeu antes de inclinar um pouco e beija-la.

Aproveitando a prateleira abarrotada de brinquedos, Sasuke não se importou de fazer aquilo em público. Sua língua tocou a dela assim que Sakura entreabriu os lábios levemente.

Mantinham um ritmo lento, apenas reaprendendo como o beijo do outro funcionava e redescobrindo cada canto dali com a língua.

Entretanto o Uchiha preferiu não se aprofundar demais por medo de não ter forças para parar.

Roçou os lábios mais um pouco por ali antes de se afastar de vez, no mesmo momento que Naruto e Sanosuke entravam no corredor em que estavam.

— Mamãe! Papai! – Ele veio correndo totalmente desengonçado – Tem um dinossauro! Ele é maior que o papai! Gigante! Eu quero muito – Pediu empolgado, apontando para o caminho de onde vieram.

— O bicho é enorme! – Naruto concordou, virando o celular na direção dos dois.

Na tela uma foto de Sanosuke abraçado ao bicho, que de tão alto alcançava o teto.

— Você já tem um dinossauro, lembra? – Sakura perguntou atenciosa, se abaixando para ficar da altura do filho – Então não precisa de outro.

— Mas esse é diferente! – Insistiu pegando a mão da mãe e tentando puxar em direção ao brinquedo – Eu quero muito!

— Quanto é o tal brinquedo? – Sasuke perguntou para Naruto, sem conseguir resistir aos pedidos do filho.

Já tirava a carteira do bolso, pronto para sacar seu cartão de crédito quando foi impedido pela mão delicada de Sakura.

— Sasuke! – Ela chamou, ficando imediatamente em pé – Ele já tem um, não precisa de mais – Explicou em voz baixa para que Sano não escutasse – Já conversamos sobre isso, não é? – Olhou séria para o Uchiha, o lembrando da conversa sobre mimar demais o filho.

Achando Sakura terrivelmente sexy toda autoritária daquela maneira, Sasuke não teve outra saída a não ser acatar o pedido.

Ainda tinha muito o que aprender.

• • • • • • •

— Caramba, aqui tem de tudo mesmo! – Naruto comentou ao chegarem na praça de alimentação, que ocupava todo o espaço de um dos dois andares destinado a isso.

No segundo andar, vários restaurantes requintados serviam as mais diversas opções culinárias, prontos para agradar os paladares mais exigentes. Lugar que Sasuke apreciaria, caso não fosse pai e tivesse um filho que ficasse repetindo “Medonald” o tempo todo.

Sua experiência com fast food se resumiam a sua adolescência e o dia que oi atrás de batatas para Sakura, fora isso era a primeira vez que de fato sentava em um praça de alimentação para consumir algo de uma lanchonete.

A fila estava bem grande visto a proximidade com o horário de almoço, por isso concluíram que seria mais prático Naruto fazer os pedidos enquanto Sasuke aguardava sentado com Sanosuke.

— Batata grande e refrigerante? – Naruto perguntou desconfiado assim que escutou o pedido do pequeno.

— É tio! Batatas bem croc croc! – Bateu os dentinhos um no outro como se estivesse mastigando alguma coisa.

— Sakura-chan deixa ele comer essas coisas? – Perguntou dessa vez para Sasuke, que observava o lugar com certo desconforto.

— Não faço ideia – Respondeu olhando para o filho.

— Eu quero batata e refrigerante, papai! – Pediu sorrindo e foi o suficiente.

— Pode comprar – Autorizou e Naruto deu de ombros, não seria ele a levar bronca.

Viu o loiro sumir na multidão e voltou a atenção para seu pedaço de gente, que estava entretido com um joguinho da memória no celular.

Estava tranquilo mesmo estando pela primeira vez totalmente resposável por ele, seu filho era uma criança agitada como qualquer outra nessa idade, mas extremamente obediente, ainda mais quando com ele.

Não havia com o que se preocupar.

E acima de tudo, era relaxante observar Sanosuke.

Cada detalhe do rostinho, o modo como ele mexia o nariz e unia as sobrancelhas quando achava algo mais complicado. As bochechas coradas que o faziam ficar adorável e os cabelos bagunçados, apontando para todos os lados coberto pela touca com orelinhas.

Trazia uma paz tão grande, que podia ficar horas olhando Sanosuke.

— Papai! – Sanosuke chamou soltando o celular na mesa – Xixi!

Sasuke suspirou e passou a mão boa pelos cabelos.

— Vamos – Disse guardando o celular e segurando o filho pela mão.

Trocou apenas um olhar com um dos seguranças, que prontamente sentou na mesa que haviam acabado de desocupar, para guarda-la até que voltassem.

Como o Uchiha nunca havia frequentado o local, teve um pouco de dificuldade para encontrar, mas não demorou a estarem de frente para a porta do banheiro.

Sasuke entrou junto com o filho e conferiu se estava vazio, depois disso ofereceu ajuda, que foi prontamente recusada, e saiu dando privacidade ao pequeno.

Encostou ao lado da porta, com os braços cruzados e o olha desinteressado na multidão que andava pelo local.

Sentiu o celular vibrar no bolso da calça social, e o atendeu se afastando um pouco para um canto afim de escutar melhor.

Nosso informante disse que a Akatsuki está agindo de maneira suspeita— Itachi disse em tom preocupado – Aparentemente estão se preparando para alguma coisa.

— Mande que ele informe qualquer outra novidade e reforce a segurança nas entradas da cidade, nos aeroportos e no porto também – Ordenou depois de pensar a respeito – Também mande reforçar na minha rua, não quero niguém suspeito perto de Sakura e de Sanosuke.

Pode deixar irmãozinho!— Responde agora já mais bem humorado – Aproveite o passeio com sua família e vê se não gasta demais!

Sasuke bufou e então desligou o telefone, o guardando de volta no bolso.

Olhou para trás, só então se dando conta que havia demorado demais na ligação, deixando a porta desprotegida enquanto Sanosuke ainda estava lá dentro.

Rapidamente entrou no banheiro, escancarando a porta e assustando o único ocupante, que usava o mictório.

Correu os olhos pelo lugar e abriu porta por porta, constando que o filho não estava em lugar algum.

Paralisou no lugar e fechou os olhos.

Inspirou e expirou algumas vezes, contou até dez e virou puxando o homem que já havia terminado suas necessidades e se preparava para fechar as calças.

— Cadê o garotinho que estava aqui? – Perguntou entredentes enquanto levantava o pobre homem pelo pescoço, pressionando o corpo desajeitado do desconhecido na parede. Sua mão forte fazendo pressão no pescoço dele.

— Que garoto?! – Perguntou já ficando sem ar, o rosto se tornando vermelho gradativamente.

— Quatro anos, moreno, olhos verdes – Olhou tão ameaçadoramente para o homem que sentiu vontade de ir ao banheiro novamente – Touca de urso na cabeça.

— Ele passou por mim quando entrei – Falou já com o rosto completamente vermelho, a voz falhando pelo aperto em seu pescoço – Eu lembro porque ele correu e esbarrou em mim ao sair – Explicou com dificuldade – Depois correu em direção as escadas.

Sasuke então soltou o homem na mesma hora, o fazendo cair no chão de mármore do banheiro.

Ignorando a presença debilitada do infeliz, o Uchiha pegou o celular e com a voz carregada de raiva deu a ordem.

— Quero todos aqui na Matsuya Co.— Saiu do banheiro já olhando para os lados tentando achar Sanosuke – Meu filho desapareceu.

• • • • • • •

— O que está acontecendo? – Mikoto perguntou ao ver uma movimentação próximo as escadas rolante.

— Será alguém famoso? – Sakura perguntou curiosa.

As pessoas abriram caminho e vários seguranças entraram se espalhando por todos os cantos do lugar.

— Não – A Uchiha respondeu e trocou um olhar significativo com Izumi – Não é ninguém famoso.

— Vamos comer? – Izumi perguntou forçando animação na fala, mesmo que na verdade estivesse preocupada pelo motivo que levou Sasuke a convocar tantos homens – Acho que consigo devorar um hambúrguer inteiro!

— Seria bom algumas batatas fritas – Sakura opinou sorrindo – Vamos então!

A cada passo em direção ao local, mais seguranças eram vistos. Pareciam afoitos, revirando cada canto do lugar e interrogando pessoas. Enquanto subiam a escada rolante viram até mesmo a policia entrando em peso pela porta da frente.

— Merda – Izumi xingou tirando o celular discretamente do bolso e enviando uma mensagem para o cunhado, “Que merda está acontecendo?”

“Perdi Sanosuke, distraia Sakua”, Sasuke respondeu.

— Sakura – Chamou a Haruno assim que saíram da escada rolante – Você poderia me ajudar a trocar o Ryou? – Perguntou sorrindo.

— Claro! – Respondeu gentil, mas distraída o suficiente para não ver a troca de olhares entre as duas Uchihas – Só precisamos ter cuidado, estou achando que algo perigoso aconteceu – Comentou observando os policiais começarem a ajudar os seguranças no que quer que estivessem fazendo.

Izumi sorriu amarelo e puxou a Haruno pela porta, tendo como última visão o semblante da senhora Uchiha mudar para apreensão e depois frieza, uma das mãos dentro da bolsa pronta para retirar a arma, caso fosse necessário.

Se alguém tivesse feito algum mal ao pequeno estava bem encrencado com a matriarca.

Enquanto isso, Sasuke gritava com o gerente do lugar. Naruto olhava atento as câmeras de segurança e o segurança que antes cuidou de guardar a mesa para eles, agora cuidava da segurança da porta.

— Meu filho sumiu aqui e ninguém sabe dele – Rosnou de forma ameaçadora, olhando nos olhos amedrontados do funcionário – Se vocês não o encontrarem logo eu vou colocar essa merda abaixo!

E ninguém naquela sala de segurança duvidava que ele faria.

— Estamos fazendo o possível Uchiha-san, se acalme por favor! – Implorou aflito. Se aquele homem quisesse poderia arruiná-lo!

— Te dou meia hora para encontra-lo – Sentenciou frio.

Bateu a porta com força e voltou ao local onde tinha visto o filho pela última vez. Entrou mais uma vez no banheiro – agora interditado – e procurou por qualquer indicio do que teria acontecido com Sanosuke.

Sua cabeça gritava apenas uma palavra: Akatsuki.

Sentia a cabeça doer e tentava não imaginar o que poderia estar acontecendo com o filho naquele momento.

Saiu daquele banheiro sentindo o sangue ferver, completamente ensandecido pela raiva e o desespero que pouco a pouco aumentava.

— PAPAI! – O sopro de alivio que sentiu ao escutar a voz infantil de Sanosuke foi o suficiente para dispersar tudo de negativo que sentia.

Praticamente ajoelhou no chão para receber o abraço do filho, que veio correndo em sua direção, sorrindo e segurando em uma das maozinhas um balão grande, o dinossauro flutuava e sacudia para todos os lados pela corrida.

Sentiu o corpo de Sanosuke entre os seus braços e aspirou o cheiro de pêssego, sentindo o coração voltar a bater e a respiração normalizar.

“Ele está bem” repetia sem solta-lo.

Levantou do chão com o pequeno no colo e fez um sinal para um segurança próximo, que tratou de avisar a todos os outros que o garoto havia sido encontrado.

— Onde estava? – Perguntou ao colocar Sanosuke sentado na praça de alimentação agora mais vazia.

— Fui pegar um balão! – Informou inocentemente apontando para o animal flutuante – Esse eu posso, não é? – Perguntou um pouco inseguro.

E então Sasuke entendeu.

Não tendo conseguido o dinossauro que queria, o pequeno foi atrás de outro.

— Quem te deu? – Questionou. Tentava não demonstrar sua irritação pela atitude impensada do filho.

“Ele tem apenas quatro anos”, sua mente lembrava a todo momento.

— O tio dos balões! – Explicou sorrindo – Tinha vários, até do Relâmpago McQueen! – Começou a tagarelar empolgado com a pequena aventura – Mas eu quis o Totó! – Apontou para o balão com orgulho.

— Com que dinheiro comprou isso? – Quis saber, uma criança daquela idade não podia ter roubado um balão.

— O tio me deu! – Respondeu sacudindo o bracinho para que o dinossauro rodasse pelo ar – Disse que eu era esperto e me deu.

— Hn – Resmungou passando a mão pelos cabelos rebeldes do filho, em um carinho desajeitado.

Não sabia o que fazer naquela situação.

Devia repreende-lo? Era o momento para castigo? Ele tinha idade para ficar de castigo?

Tantas dúvidas que foi, ao mesmo tempo, um alívio e um desespero ver Sakura e as outras mulheres chegarem. Ino e Sai também, estando a loira com várias sacolas nas mãos, e muitas outras nas do Uchiha.

— Mamãe! – Sanosuke levantou, ficando de pé na cadeira – Olha meu balão! – Agitou o bracinho freneticamente – RAAAWR – Reproduziu o que julgava ser o barulho de um dinossauro.

— Que lindo filho! – Elogiou carinhosa – Já agradeceu seu papai?

O pequeno piscou por um tempo confuso.

— Mas não foi papai – Explicou balançando o dedinho negativamente – Foi o tio dos balões!

— Tio dos balões? – Estranhou e olhou para Sasuke – Como assim?

Todos ficaram em silêncio, olhando de um para o outro sem coragem de revelar o que havia acontecido de verdade.

— Preciso falar com Sakura em particular – Informou, fazendo assim com que todos se afastassem até outra mesa.

— Você está me deixando nervosa – Disse sentando de frente para o Uchiha e deixando as sacolas que tinha em mãos de lado – O que aconteceu?

— Sanosuke precisou ir ao banheiro e sumiu logo depois – Falou de uma vez – Achei que algo de ruim tivesse acontecido – Por um segundo Sakura conseguiu ver o medo estampado nos olhos escuros de Sasuke – Mas ele estava atrás de um balão – Concluiu passando a mão pelos cabelos em sinal claro do nervosismo que sentia.

Fechou os olhos aguardando a reação de Sakura.

Mesmo que estivessem... Tentando alguma coisa, não esperava uma reação boa.

E foi por isso que se surpreendeu com o abraço inesperado.

— Não vou mentir – Começou a falar sem soltar do abraço – Estou sim chateada com a situação – Admitiu e Sasuke fechou os olhos resignado – Mas acima de tudo, eu consegui ver em seus olhos o quão preocupado você ficou! Então está tudo bem – Passou as mãos pelos cabelos bagunçados dele com carinho – Só seja sincero comigo sempre e vai ficar tudo bem! – Sussurrou.

Aquelas palavras atingiram Sasuke em cheio.

A consciência de que estava escondendo um grande segredo daquela mulher incrível, que estava começando a lhe dar chance e voltar a abrir seu coração, o fez ficar com medo.

Medo de perde-la.

— Hn – Sem saber o que respondeu apenas, resmungou e levantou a cabeça, trazendo o rosto dela para perto e trocando um leve beijo, cheio de significados.

"Logo você vai saber de tudo, só não me deixe”, a abraçou com força antes de levantarem e se juntarem ao grupo.

Sakura prontamente repreendeu o filho pela atitude e o puxou para uma conversa sobre andar sozinho.

Enquanto isso, Sasuke refletia sobre tudo o que havia vivido naquele dia e concluiu facilmente onde tudo poderia ter sido evitado.

— Naruto, compre o tal dinossauro e mande entregar lá em casa – Ordenou para o Uzumaki, sem se abalar pelas piadinhas feitas a respeito do pai babão que era.

• • • • • • •

Podia escutar a conversa em tom animado na sala de seu apartamento, mas tudo o que queria era observar o filho dormindo.

Desde que chegaram não conseguiu se manter muito tempo longe de Sanosuke.

A memória do que sentiu ao achar que o havia perdido o assombrava.

Pela primeira vez passou pela experiência de ler um livro para o filho, como Sakura fazia todas as vezes. Se em outros tempos consideraria aquilo algo vergonhosa, no momento só conseguia se sentir realizado por ter dado mais esse passo nesse mundo tão novo que era a paternidade.

Os momentos que passou lendo a historinha e interagindo com o pequeno curioso, que tinha opinião sobre tudo e sabia o nome de todos os personagens, foram extremamente gratificantes.

Ajeitou a coberta próximo ao rostinho adormecido dele e deixou o livro no baú que servia de criado ao lado da cama. A luz fraca vinda da iluminação noturna deixava o ambiente aconchegante e por fim, resolveu sair após beijar a testa do filho.

— Eu só não entendo a necessidade de comprar essa coisa horrorosa! – Escutou Naruto falar zombeteiro – Eu que não ia querer um homem nu na minha parede.

— Mas é um belo homem – Ino opinou e Sasuke a viu analisar uma tela de tamanho médio – Bem dotado...

— Naruto está com inveja – Sai pontuou sorrindo – Já que o modelo tem um pênis maior que o dele.

— MENTIRA! – Ino exclamou largando a obra na mesa de centro – Um homão desses – Apontou para o loiro – Tem pau pequeno? É isso?

— Minúsculo! – Sai fez questão de frisar, demonstrando com os dedos o tamanho.

— Que desperdício! – A Yamanaka lamentou olhando diretamente para o meio das pernas de Naruto.

Sakura tinha o rosto escondido nas mãos e apesar da vergonha, não conseguia deixar de rir.

Sabia que a loira estava se contendo para não pedir para ver o tamanho e tirar a prova.

Já Naruto ficava cada vez mais vermelho de raiva.

Sasuke viu o exato momento em que ele inflava o peito para gritar uma resposta – provavelmente um palavrão – contra Sai, e foi aí que o segurou pelos ombros, apertando forte e fazendo com que o loiro gemesse de dor, se contorcendo todo.

— Não grite – Alertou indiferente à dor do melhor amigo – Sanosuke acabou de dormir – E então soltou Naruto, se afastando, enquanto o Uzumaki massageava o local dolorido.

Provavelmente a mão de Sasuke ficaria marcada ali.

— Teme maldito! – Resmungou inconformado.

— Quando vocês vão embora? – O Oyabun perguntou sem rodeios, sentando ao lado de Sakura e discretamente passando o braço por cima dos ombros dela.

— Sasuke! – Ela repreendeu horrorizada – Não fale assim – Pediu envergonhada.

— Pode deixar que eu sei muito bem quando não sou bem vinda – A loira lançou um olhar furioso para o Uchiha e catou suas sacolas, sendo auxiliada por Sai – Mas é bom você fazer a Sakura gozar no minimo umas quatro vezes, ok? – Apontou para o casal e saiu pela porta como um furacão.

— Agradeço pelo dia agradável, Uchiha-sama – Sai fez uma mesura atrapalhada por conta das sacolas e o quadro que tinha nos braços.

E você trate de me fazer gozar no mínimo o dobro! — Escutaram a Yamanaka exigir antes que as portas do elevador se fechassem.

— Que fogo o dessa mulher! – Naruto comentou divertido, se acomodando melhor no sofá.

Já procurava o controle da televisão, quando encontrou o olhar cortante de Sasuke, praticamente gritando para que fosse logo embora.

O loiro paralisou no lugar, olhando do Uchiha para a Haruno, alternando algumas vezes entre os dois até finalmente perceber.

— OPA! – Levantou em um pulo sorrindo abertamente – Não vou atrapalhar mais o... casal! – Falou a última palavra com gosto – ‘Tô indo!

E saiu pela porta também.

— O que aconteceu com o Naruto? – Sakura perguntou inocentemente, mas ao virar o rosto na direção de Sasuke foi envolvida em um beijo intenso.

O Uchiha devorava os lábios macios de Sakura de forma voraz, ao mesmo tempo que as mãos grandes foram para seus quadris, a puxando para seu colo.

Sem interromper o beijo, Sasuke foi deitando no sofá com ela em seu colo. As pernas grossas uma de cada lado de seu corpo e as mãos passeando por todos os lugares, reconhecendo o corpo que a muito tempo não tocava.

Subiu a mão boa pelas costas até alcançar a alça do vestido, começando a desliza-lo pelo ombro enquanto sentia as mãos delicadas dela passearem por seu abdômen até roçarem onde mais queria ser tocado.

O frio era intenso lá fora, mas dentro daquele apartamento as coisas esquentavam cada vez mais, ainda mais quando Sakura abriu o cinto com um mão, enquanto com a outra já puxava a camisa social.

Mamãe!— Escutou a vozinha do filho chamar ecoando pela casa vazia e silenciosa.

Completamente ofegantes, afastaram os rostos mas sem desviar o olhar, observando cada traço um do outro. Com uma delicadeza inesperada, Sasuke levou a mão até os cabelos bagunçados da Haruno e começou a arruma-los. Ela fechou os olhos apreciando, não apenas o gesto, como também o pulsar do membro completamente ereto em contato com sua intimidade.

Inconscientemente rebolou, escutando um grunhido rouco da parte dele, que jogou a cabeça para trás e levou as mãos imediatamente para a cintura dela, apertando.

Mamãe!— Escutou chamar mais uma vez quando já abaixava para beijar o pescoço exposto do Uchiha.

— Já estou indo querido! – Respondeu quando encontrou sua voz.

Com dificuldade desceu do colo de Sasuke, sentindo as pernas fraquejarem. Teria ido ao chão se ele não tivesse levantado rapidamente e a amparado.

— Obrigada – Sussurrou envergonhada por toda a situação.

— Vamos ver o que ele quer – Sasuke disse, e a puxou pela mão em direção ao corredor.

— Papai! – O pequeno disse aliviado o ver o Uchiha entrando no quarto – Mamãe – Sorriu ao ver os dois juntos.

— O que aconteceu? – Sakura perguntou se aproximando da cama, onde o filho estava sentado abraçado ao dinossauro de pelúcia.

— Quero dormir com você! – Pediu abraçando a mãe com força.

— Foi um pesadelo? – Perguntou ao levantar da cama com ele e o dinossauro no colo.

O pequeno se limitou a balançar a cabeça positivamente.

— Está tudo bem – Tranquilizou distribuindo beijinhos no rostinho do filho – Estamos aqui com você! – Disse olhando para Sasuke, que assistia a cena de longe.

— Sim – Se forçou a dizer, aproximando dos dois e passando a mão pelos cabelos do filho.

— Dorme com a gente também papai? – Pediu manhoso segurando a mão grande do Uchiha.

Sem saber como responder, olhou para Sakura que permanecia sorrindo carinhosa e ninando o filho como se fosse um bebê.

— Tudo bem por mim – Sussurrou tranquila.

Não era como se fossem continuar o que começaram na sala ou qualquer coisa do tipo, apenas estariam cumprindo seus papéis de pais.

— Hn – Deu de ombros por fim e pediu para que fosse na frente.

Sem desconfiar de nada, Sakura saiu do quarto indo em direção ao de Sasuke, com Sano no colo.

Já o Uchiha, ficou para trás e se aproximou do balão em formato de dinossauro que se mantinha flutuando próximo ao teto do quarto.

Amarrado na ponta, um papel chamou sua atenção assim que havia entrado no quarto.

Soltou com cuidado e abriu;

“Parabéns pelo filho!
Uma criança adorável, assim como Suigetsu foi um dia!
Felicidades papai Uchiha!”

A mão tremeu violentamente ao terminar de ler. Amaçou o papel com ódio e olhou para o balão pensando seriamente em fura-lo, para descontar toda a raiva que sentia.

Mas foi se aproximar, que a lembrança do filho feliz pela aquisição o freou. Não podia fazer aquilo com Sanosuke.

Tentando se acalmar, abriu novamente o bilhete, completamente amaçado dessa vez, e tirou uma foto.

“Resolvam isso, agora”, ordenou através da mensagem enviada para todos os membros relevantes do clã.

Sua vontade era de sair imediatamente atrás daquela cobra e elimina-la com suas próprias mãos.

Mas não podia fazer mais merdas do que já havia feito.

Se aquilo estava acontecendo, era apenas resultado de seus atos impensados. E foi pensando nisso que deitou na cama de casal de seu quarto.

A visão que tinha o fazia esquecer os problemas e relaxar.

Sakura estava ali, onde a imaginou diversas vezes. Os cabelos rosados espalhados pelo travesseiro, a expressão tranquila e o pijama cor de rosa com estampa de coelhinhos.

Tão maravilhosa.

Era como um dos vários sonhos que teve ao longo dos anos.

— Ele já dormiu – Ela sussurrou sem parar o carinho que fazia nos cabelos do filho.

Sanosuke estava confortavelmente acomodado entre os dois, dormindo tranquilamente abraçado ao dinossauro de pelúcia.

Aos poucos ela foi parando o carinho e por fim descansou a mão no corpo do pequeno, como se o abraçasse.

Ficaram se olhando por um tempo, até que ela bocejou.

— Durma bem... – Começou a falar sorrindo de forma carinhosa – ... Sasuke-kun.

E ele arregalou os olhos ao escutar, pela primeira vez em muito tempo, ela o chamar da forma carinhosa que fazia antigamente.

Mesmo que ela já houvesse fechado os olhos, aproximou os dedos da testa coberta por fios rosados e bateu levemente com dois dedos, em um gesto que em sua família – tão acostumados a serem frios e sem sentimentos – representava seu verdadeiro sentimento por aquela mulher.

Amor.

Deslizou a mão pelo rosto de boneca, pelo braço coberto pelo pijama e por fim encontrou a mão pousada no corpo do filho deles.

E antes de se entregar ao sono entrelaçou seus dedos aos dela.

“Não vou permitir que nada aconteça com vocês"

Notas finais
Capítulo cheio de sasusaku, não é? Gente, enquanto escrevia esse capítulo fui percebendo como estava enferrujada para escrever sobre os dois juntos! Foi mais complicado do que eu esperava! Tudo o que escrevia parecia ruim demais, principalmente as partes mais... Quentes (!) Estou completamente fora de forma para essas coisas e espero que não tenha ficado ruim! Por isso, peço a opinião sincera de vocês para duas coisas: Primeiro: Enquanto escrevia, não apenas esse como os capítulos anteriores, eu achei que estava em uma velocidade ok o romance! Mas mesmo assim, não consegui deixar de ficar com a impressão que talvez estivesse apressando as coisas! :/ O que vocês acharam? Eu sinceramente achei que fez sentido no contexto e que já era um bom momento para a Sakura abaixar as defesas e deixar o Sasuke se aproximar. Isso não quer dizer que no próximo já estão trocando juras de amor e no outro casando... Não, esse capítulo foi ela aceitando estar com ele, mas com cautela. Eles estão se descobrindo novamente e é apenas o inicio das coisas. Espero que tenha feito sentido para vocês como fez para mim! ❤ Segundo: Eu me empenhei bastante para escrever tudo da melhor maneira possível, mas como disse antes, não fiquei muito satisfeita, por isso peço que me falem o que acharam, e qualquer coisa que acharam muito errado podem ficar a vontade para avisar! (mas sejam carinhosos, ok? ❤) Sobre o resto do capítulo: • Vocês repararam em como o Sano estava um pouco mais carente por atenção? Isso foi proposital! Foi a forma que encontrei para mostrar a reação dele ao beijo entre os pais e também abordar um pouco sobre como a Sakura lida com a situação, tendo que explicar para o filho como funcionam as coisas entre ela e o Sasuke. • E olha quem apareceu novamente! O programa de fofocas Goshippu! Lembram dele? Foi bem complicado desenvolver essa entrevista, pois tudo o que eu escrevia parecia fora da personalidade do Sasuke! Eu só conseguia imagina-lo mandando todo mundo à merda e indo embora HAHAHAHA Mas espero que tenha ficado bom! Ela foi extremamente importante para a Sakura decidir dar uma chance para ele, já que o boy se declarou para ela ao vivo para todo o Japão! ❤ • A Ino teve um papel muito importante na volta de Sasusaku também! Minha intenção foi realmente faze-la uma fada madrinha, para aconselhar e escutar tudo o que a Sakura estava pensando e sentindo. Também foi de extrema importância a Ino começar a confiar no Sasuke, pois assim a Sakura também se sentiu mais segura para começar a fazer! Afinal, a nossa Kardashian loira odiava muito o Uchiha :) • Ah, e por falar na Yamanaka, eu mandei ela de volta para Konoha para só depois voltar para ficar mais tempo em Tóquio por um simples motivo: Não acho que faça sentido as pessoas largarem tudo do nada como já vi acontecendo em algumas fics. Eu queria que fosse justificado e fizesse sentido para vocês também, apesar de ainda estar tendo dificuldade com o calendário japonês e alguns costumes, mas aos poucos pego o jeito! Acho que no próximo capítulo as coisas a respeito dos dias vão ser melhor explicadas! • E que susto esse desaparecimento do Sano, não é? Sasuke ainda tem muito o que aprender sobre ser pai, e uma das lições do dia com certeza foi sobre não deixar o filho sozinho. Acho que depois desse susto ele entendeu! HAHAHAHA • E por fim, mesmo não tendo sido sequestrado, o pequeno acabou exposto ao inimigo, trazendo junto com o balão uma ameaça. Orochimaru deixou claro que não esqueceu tudo o que Sasuke fez! GLOSSÁRIO: Have courage and be kind: Tenha Coragem e Seja gentil Foram as últimas palavras da mãe da Cinderela, filme lançado recentemente, antes dela morrer. *¹ Meu sobrinho sempre fala que é filme do Mickey quando vai falar sobre algum filme da Disney, porque passa no Disney Channel que é onde ele assiste os desenhos do Mickey também HAHAHA Por isso achei que combinava com a cena :) *² Foi completamente sem intenção, mas quando eu revisei o capítulo e reli essa parte achei muuuito parecido com uma cena de Crepúsculo! HHAHAHA Não foi proposital, mas talvez vocês também percebam a semelhança! (Sim, eu curto a Saga Crepúsculo!) Ginza: É conhecida como uma área chique de Tóquio, como inúmeras lojas de departamento, butiques, restaurantes e cafés. Ginza é reconhecida como um dos distritos de compras mais luxuoso do mundo. Com um dos mais caros preços por metro quadrado do planeta - US$22,000/m² - as principais grifes mundiais, como Louis Vuitton, Rolex, Dior Channel e Salvatore Ferragamo se encontram em Ginza. (FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ginza) Matsuya Co.: É uma lojas de departamento. Cada andar é dedicado a um tipo de produto, como vestuários, cosméticos e utilidades domésticas. Possui um balcão de informação em vários idiomas, troca de moeda de vários países, e serviços de entregas em hotéis e aeroportos. (FONTE: http://www.ipc.digital/121096-2/) Medonald: Apenas McDonald's falado de maneira errada HAHAHAHA Achei fofo! Relâmpago McQueen: É um personagem fictício e o personagem principal do filme de animação gráfica, Carros da Disney/Pixar. Outra paixão do Sano alem dos dinossauros HAHAHA IMAGENS DE REFERÊNCIA: Roupas para dia de compras da Sakura e Sanosuke: https://www.polyvore.com/resili%C3%AAncia_shopping/set?id=215365658 Roupa do Sasuke: https://www.polyvore.com/resili%C3%AAncia_sasuke/set?id=210375283 A de sempre, porque ele não varia muito o guarda roupa HAHAHAHA Roupas de dormir família Uchiha: https://www.polyvore.com/resili%C3%AAncia_dormindo_juntinhos/set?id=215366452 ✩°̥࿐୨୧ Ufa! É isso por hoje! ❤ Desculpa mesmo pela demora, mas postei o mais rápido que consegui! Espero que vocês não fiquem chateados comigo! AH! E só quero deixar duas coisas aqui para vocês amarem junto comigo: A leitora linda Gabriela Lopes fez dois memes maravilhosos, que eu amei muito! Chegada triunfal da Ino no capítulo passado: http://68.media.tumblr.com/f5638f12bd812d0c5b008e5d46be6959/tumblr_ojw736QKeR1ugrfa4o2_540.jpg E Sai sofredondo por conta da mesa: http://orig15.deviantart.net/4d7e/f/2017/020/4/d/resiliencia_cap_10_sai_e_a_mesa_by_uppsalice-daw45so.jpg Gente, eu apenas morri de rir quando ela me mandou! Obrigada Gabriela, por todo esse carinho que você tem com Resiliência! ❤ No próximo capítulo: Vocês não estão achando que está tudo tranquilo demais? Eu estou achando! Preparem seus corações para a grande verdade! :) Muita emoção e pancadaria no próximo capítulo! Obrigada a todos pela paciência e por continuarem acompanhando ❤ Qualquer coisa errada, dúvidas, sugestões e etc comentem que eu respondo assim que possível! Obrigada por lerem, beijos e até domingo :*