Resiliência

21 Capítulo 21 - Cinco anos


Notas iniciais
Olá, tudo bem com vocês? :) É a primeira vez que estou postando pelo celular, e por isso talvez alguma coisa fique estranha ou tenha mais erros que o normal, mas foi a única forma que achei de atualizar, já que não estou em casa e nem tive como trazer o computador, então peço desculpas por isso ❤ Maaaas, o que eu realmente quero falar hoje é sobre como Resiliência passou a marca de 900 favoritos no Spirit!!!!!!!!!! #autoramorta Eu acho que nada que eu escreva aqui vai ser o suficiente para expressar o tanto que estou agradecida e emocionada. Queria escrever alguma coisa bem legal, mas sabe quando faltam palavras?! O que quero falar é: MUITO OBRIGADA ❤ Obrigada de coração por cada favorito, por cada comentário e por me acompanharem, vocês não imaginam como me faz bem cada um dos comentarios maravilhosos que recebo! Eu não tenho tido tempo de responde-los (gente, que loucura que anda a vida ultimamente!), mas leio e sinto vontade de a abraçar cada um de vocês que tiram um tempinho para comentar! As vezes eu acho que não vou conseguir postar no domingo, mas aí vem um comentário incrível e eu sinto que vale a pena o esforço! (Hoje foi assim, mas o comentário da aana-chann me deu uma animada, que eu empolguei mais ainda para atualizar! Obrigada aana-chann, você é uma querida e eu amei o comentário!) ❤ Aproveitando esse momento de agradecimento, não posso deixar de agradecer a recomendação maravilhosa que recebi da Haruma Hyuka, obrigada por tudo que você escreveu, por dar uma chance para minha fic e acompanhar sempre ❤ Antes de parar de tagarelar e deixar vocês lerem o capítulo, tenho duas ultimas coisinhas para falar: — Bia Briefs, seu prêmio por ter sido a primeira a acertar a identidade do traidor está em algum lugar no capítulo e espero que você goste da surpresa. Não é nada demais, mas foi de coração ❤ — E eu tinha falado no ultimo capitulo que nesse já seria o casamento Sasusaku, maaaas a medida que eu escrevia senti que realmente ficaria gigante, pois tinha coisas que eu gostaria de abordar antes do grande dia, e por isso decidi deixar para o proximo, que vai ser praticamente todo sobre isso! Espero que vocês não fiquem chateados ou decepcionados comigo. Estou dando o meu melhor para o próximo compense a espera! :) Sem mais enrolação, aqui vai o vigésimo primeiro capitulo! Boa leitura :* OBS: Como estou pelo celular tive que deixar as imagens de referencia nas notas finais, peço desculpas a todos e assim que estiver em casa eu arrumo!

Sakura não sabia exatamente quem era aquele homem, e muito menos o que significava Wakagashira, mas de uma coisa ela tinha certeza: Ele era desagradável.

O tal Madara ficou olhando em sua direção ligeiramente estupefato, os olhos escuros – como parecia ser uma característica daquela família – arregalados, a expressão incrédula, como se Sakura tivesse três cabeças e fosse verde.

O viu abrir e fechar a boca algumas vezes, provavelmente procurando algo para retrucar a altura, mas os olhos dele desviaram dela, olhando agora apreensivo por cima de seus ombros.

A Haruno virou o rosto na mesma direção, como por curiosidade, e encontrou a expressão nada boa de Naruto, parado ali como se fosse um guarda costas, pronto para pular e proteger sua honra caso fosse necessário. Era curioso ver o loiro tão sério, e apesar de ainda não entender muito bem o papel dele no clã, Sakura sabia que era algo como isso mesmo; alguém que tinha como função proteger.

— Sakura... ? – A porta de correr das salas de reunião se abriu, e Sasuke surgiu, momentaneamente confuso, olhando para os três parados no corredor e por fim focando em Naruto, que parecia tenso – Madara, espero que esteja tratando minha noiva da melhor maneira possível – Falou com a voz fria, olhando agora para o tio. Algo no olhar do Uzumaki o dizia que algo havia acontecido.

Os anos de parceria e amizade fizeram palavras desnecessárias naquele momento, e a forma como Sakura parecia inquieta perto de seu tio, fazia Sasuke ter mais certeza ainda que trata-la bem era algo que ele definitivamente não estava fazendo.

— Estávamos apenas conversando – Sakura voltou a sorrir, ignorando a presença incomoda de Madara e focando no noivo – Acho que ele gostou dos biscoitos! – Alargou o sorriso, e Sasuke suavizou a expressão no mesmo instante. Era impossível se manter irritado diante daquele sorriso – Da próxima vez trarei mais, não imaginava que teria tantas pessoas por aqui – Falou, agora olhando para o Uchiha mais velho, que a olhou surpreso – O senhor tem alguma preferência de sabor?

— Er... Não – Respondeu depois de alguns segundos, ainda paralisado, com medo de fazer qualquer movimento em falso que pudesse irritar o Oyabun. Em sua cabeça era ridiculo temer seu próprio sobrinho, mas sabia que caso quisesse, Sasuke poderia ser o próprio diabo – Com licença, Oyabun-sama – Fez uma mesura, e saiu pelo corredor, sem olhar para trás ou se despedir dos outros dois que também estavam por lá.

— Velho desgraçado – Naruto resmungou, acompanhando com o olhar o Uchiha sumir pelo corredor. Não o odiava de verdade, mas se irritava frequentemente com o jeito prepotente dele. Tinha uma posição de respeito no clã, e isso ninguém poderia negar, mas estava a anos luz de um Oyabun.

E de uma Hime também, e ele teria que se acostumar a respeita-la também.

Sakura era como uma irmã mais nova, a pessoa mais gentil que conhecia e responsável pela melhora de seu melhor amigo. Não permitiria que ninguém a tratasse daquela maneira.

— Está tudo bem? – Sasuke perguntou, atraindo a atenção da Haruno, que olhava também a figura de Madara sumir de suas vistas.

— Oh, sim! – Respondeu, sorrindo mais um pouco e deixando essa situação desagradável de lado. Tinha consciência que talvez não fosse aceita, afinal era alguém de fora, mas o pouco que já havia assimilado dessa nova realidade que tomava para si, era que aparentemente estava em uma posição de grande importância, e teria que se acostumar com aquilo. Se ser Hime era obrigatório, que então fosse da melhor forma possível!

E mesmo que não fosse de sua natureza se irritar ou brigar, não exitaria em usar essa tal autoridade que o futuro título lhe concedia para defender seu filho. Ninguém desrespeitaria Sanosuke em sua frente.

— Hn – Sasuke resmungou, observando as feições no rosto delicado da noiva, sabendo que algo havia acontecido, mas que ela era bondosa demais para contar. Provavelmente, por mais grosseiro que Madara tenha sido, ela ainda estava tentando protege-lo. Teria que trabalhar isso melhor, pois como sua esposa teriam que funcionar como se fossem apenas um no comando do clã, e isso incluía contar tudo um para o outro. Por anos esteve sozinho, visto que Karin não se interessava por tais coisas e nem ele queria ela dando opinião por ali, mas agora que teria Sakura, ansiava por vê-la cuidando de tudo como sua mãe fazia.

Era ridiculo estar excitado apenas com a expectativa de vê-la daquela forma?

Deixou seus pensamentos pervertidos de lado, e a conduziu para o interior da sala. Aproveitaria para começar a introduzi-la nos assuntos do clã, e claro, mostrar o lugar que seria a segunda casa dela.

— Mamãe, mamãe! – Sanosuke chamou com empolgação assim que passaram pela porta – Olha, o papai me deixou sentar na cadeira dele! – O pequeno tinha um sorriso gigante nos lábios, se sentindo o todo poderoso, apenas por estar no lugar do pai.

Kakashi estava sentado ao lado, completamente relaxado e observando cada movimento do pequeno. Ele o lembrava muito de Sasuke, que naquela idade já era seu aluno, passando horas juntos em treinos.

Enquanto Sakura tinha seu pequeno confronto com Madara, Sasuke conversava com seu Sensei sobre treinos, tanto para Sanosuke quanto para sua futura esposa. Como havia sido decidido com a Haruno, Sasuke expôs suas preocupações quanto a pressão em cima do filho, e também deixou claro que tudo seria de maneira mais leve do que foi em sua época. A ideia é que todo o treinamento fosse conduzido como uma brincadeira, para que Sanosuke não se sentisse pressionado a nada.

Apesar de saber que Fugaku, Madara e outros membros mais conservadores do clã não aprovariam tal método, Kakashi apreciou a iniciativa do casal, e já começou a apresentar para o Oyabun alguns pontos que pretendia trabalhar nesse treinamento, quando viu o ex-aluno se mostrar inquieto, olhando vez ou outra para porta, até que por fim foi até lá. O Hatake sorriu ao perceber que, apesar de se mostrar indiferente a tudo, Sasuke não conseguia faz-lo quando o assunto era o filho e a futura Hime. E isso só se mostrou mais concreto, quando ele voltou trazendo a futura esposa, agora mais relaxado por tê-la debaixo de seus olhos.

Era fascinante como ele parecia mais leve com ela ao lado.

— Isso é ótimo! – Ela sorriu amorosa, se abaixando para ficar na altura do filho, e entregando um dos biscoitos que havia sobrado para ele – O senhor também aceita? – Ofereceu para Kakashi, que aceitou de bom grado. Estava adorando assistir a interação daquela pequena família. E os biscoitos eram realmente gostosos!

O modo como ela contrastava com Sasuke, com seu jeito gentil e alegre, como o pequeno era a mistura dos dois, sendo uma criança agradável de se ter por perto, e por fim o Oyabun, que quando junto deles parecia um falcão, sempre atento, sempre acompanhando cada movimento e zelando pela segurança dos seus bens mais preciosos. Kakashi sentia orgulho ao ver aquele que já foi considerado um monstro sem sentimentos, completamente rendido, mesmo que a sua maneira, ao aconchego de uma família.

E na mesma proporção que se alegrou por isso, também temeu, pois a maior fraqueza do Oyabun estava escancarada para qualquer um que visse aqueles três juntos, e Kakashi não podia nem imaginar o que seria daquele homem caso algo acontecesse com a futura Hime e Sanosuke.

Ele viraria um demônio e colocaria aquele país abaixo.

A certeza disso o fez estremecer e pedir a Deus que nada acontecesse.

O Japão não estava preparado para enfrentar a verdadeira fúria do Oyabun.

— Madara está precisando achar algo para fazer! – Naruto reclamou, ainda inconformado com o que havia presenciado minutos atrás – Uma mulher... Adotar um cachorro... Sei lá!

— A vida não foi fácil com ele – Kakashi ponderou, ainda observando Sasuke, que agora puxava uma das cadeiras para Sakura sentar – Entretanto, alguém que sempre pregou o cumprimento das regras, devia respeitar mais o Oyabun – Opinou, apoiando o rosto na mão, bocejando um pouco e tirando um livro do bolso. Ninguém esqueceria tão cedo a reunião daquela noite, onde Madara apanhou, não apenas do Oyabun, como de Mikoto também.

Não se aprofundou muito nos motivos de Madara ser daquela forma, pois Sakura ainda não era oficialmente alguém do clã, e até que isso acontecesse assuntos de maior complexidade e importância deveriam ser mantidos em sigilo, mas reprovava as atitudes do Uchiha mais velho.

— Tento relevar na maior parte do tempo, pois sei que é difícil para ele acatar ordens de alguém muito mais novo – Sasuke falou, pegando Sanosuke no colo e sentando em seu lugar, acomodando o filho em suas pernas. O Uphone foi tirado do bolso e entregue para que o pequeno se distraísse com um joguinho qualquer – Mas não posso admitir que me falte com respeito, não sou qualquer um.

— É o bumbum! – Sanosuke acrescentou, sem tirar os olhos da tela do celular, mas querendo participar da conversa.

— É Oyabun – Sakura tratou de corrigir, ainda sem acreditar nas vergonhas que seu filho a fazia passar – O-Y-A-B-U-N.

Mas também estava positivamente surpresa com a paciência que Sasuke estava tendo com o filho. Pelo que conhecia dele, e pelo que vinha observando quando agia como Oyabun, esperava que ele não tolerasse tal coisa, mas lá estava ele, apenas olhando o pequeno se distrair em um jogo da memória. Arriscava dizer até que em seus olhos o orgulho paterno brilhava.

— Oybu-un-un – O pequeno tentou, desviando os olhos do joguinho e focando na mãe, mostrando realmente estar empenhado – Oy-a-un, Oyabunun!

— Quase – Suspirou conformada, acariciando os cabelos rebeldes do pequeno, que sorriu com sua conquista, voltando a atenção para o celular – Vou tentar praticar com ele mais tarde – Garantiu em voz baixa, olhando para Sasuke, que apesar de um pouco desconfortável com as risadas de Naruto e Kakashi, sentia realmente orgulho do filho. Tinha apenas quatro anos afinal, e o achava muito inteligente. Se sentia ridiculo, mas se via orgulhoso das mais variadas e bobas coisas que Sanosuke realizava.

— Estive conversando com Kakashi a respeito do treinamento – Mudou de assunto, e Sakura olhou rapidamente para o Hatake, que parecia concentradíssimo em um livro de capa laranja – Acredito que os horários vão ser bons, e não sobrecarregara Sanosuke.

Ouvindo seu nome ser citado, Kakashi fechou o livro, o colocando na mesa, antes de voltar sua atenção para o casal.

— Oyabun-sama me deixou a par de suas preocupações quanto aos treinamentos de Sanosuke – Kakashi falou, virando um papel que estava a sua frente de forma que Sakura pudesse ler – Veja bem, eu sou o responsável pelos treinamentos por aqui, e hoje mesmo fui promovido ao chefe de segurança – Trocou um olhar com Sasuke. Com a morte de Danzou, seu lugar havia ficado vago, e o Oyabun pode fazer algo que sempre almejou, que era colocar o Hatake naquela função, cuidando principalmente da Uchiha Corp. – O que me faz uma pessoa ocupada. Entretanto, qualquer questão relacionada ao herdeiro é prioridade – Apontou para Sano, que estava completamente alheio a conversa – E por isso já começamos a elaborar algo, e espero que tenha sua aprovação, Hime-sama.

Sakura, mesmo encabulada com a forma que foi chamada, puxou o papel e viu alguns cronogramas escritos em uma letra desleixada, que provavelmente era de Kakashi, já que conhecia a de Sasuke, e ela era impecável. “Existia alguma coisa nele que não fosse?”, pensou frustrada. Era desconcertante as vezes.

Haviam horários, termos que ela desconhecia – referentes aos treinos – e também anotações sobre estilos de luta. Não entendia muito bem, mas se ateve ao que realmente importava por hora.

— Então os treinos seriam a noite? – Perguntou interessada, pensando em como seriam organizados seus dias futuramente.

Havia se mudado na impulsividade, completamente sem planejamento a não ser ficar ao lado de Sasuke. Largou o emprego, vendeu os móveis que tinha e veio de mala e cuia para Tóquio. Ainda tinha que procurar um emprego – pois não se sentia bem dependendo do Uchiha – e olhar escolinha para Sano. Agora alem de tudo isso teria que encaixar treinamentos e assuntos da Yakuza. Definitivamente era algo que não imaginava que teria que lidar em sua vida.

— Por mais que ainda não tenhamos decidido sobre escolas, imagino que ele estudara de manhã – Sasuke tomou a palavra, como se tivesse lido seus pensamentos – Teria a tarde livre para tarefas que trouxesse da escola e... Atividades que crianças da idade dele costumam ter – Como não teve uma infância comum e não tinha familiaridade com crianças, apenas imaginava que elas precisavam de um tempo diariamente para brincadeiras e outras descontrações. Pelo menos era o que havia percebido ao observar Sanosuke, que parecia necessitar de uma dose diária de brincadeiras para se manter de bom humor – Para então vir junto de você para a sede, onde treinaria por alguma horas – Apontou para o cronograma, mostrando os horários que Kakashi se disponibilizaria a reservar para o pequeno, e também os que ele separaria para ela – Você também vai treinar, e ao final voltaremos juntos para casa.

Parecia a rotina perfeita na opinião do Uchiha.

— Você costuma voltar tarde – Sakura comentou incerta, fazendo algumas contas – Não gostaria que Sano ficasse tanto tempo assim fora, e nem que alterasse seu horário de dormir.

Kakashi apenas observava os dois conversarem, como um verdadeiro casal e pais preocupados. O sentimentos de puro orgulho paterno preencheu o Hatake.

— A sede da Sharingan funciona como um grande casa – Sasuke começou a explicar, tendo total atenção de Sakura – Temos quartos, horários de refeições e muito espaço para que ele possa se distrair. Com o tempo você vai perceber, que aqui será nossa segunda casa, e por isso Sanosuke terá seu próprio quarto e suas próprias atividades.

— Não é perigoso? – Perguntou apreensiva – É tão grande, tem tanta gente e... Eu não conheço todos, me sinto um pouco insegura de deixa-lo solto por aí.

— Não existe lugar mais seguro nesse mundo para nosso filho do que aqui – Foi categórico, olhando seriamente para ela – Ninguém aqui dentro ousaria fazer mal para ele, e isso eu posso te garantir.

— Os caras prefeririam perder um dedo a fazer qualquer coisa contra ele – Naruto acrescentou divertido – Esse pequeno vai reinar aqui.

— A senhorita vai perceber como, apesar dos pesares, somos uma grande família – Kakashi concordou em seu tom calmo – Cada um dos que estão aqui dentro dariam a vida por seu filho sem pestanejar.

— Acredito que será bom para que aos poucos ele vá se familiarizando com todos, e também se habituando aos nossos costumes – Sasuke falou. Já conseguia imaginar o filho correndo pelos vários corredores da mansão.

— Mas... Aqui dentro não existe muita violência? – Perguntou em voz baixa, não querendo soar rude. Ainda não entendia direito como aquele lugar funcionava, e apenas conseguia relacionar a Yakuza com violência.

Era um pensamento preconceituoso, mas que sabia ter um fundo de verdade, ainda mais que ainda tinha fresco em sua memória as lembranças do ataque na Uchiha Corp.

— Interrogatórios e outros tipos de... Obtenção de informações não são frequentes, e quando acontecem é em uma parte restrita da casa, da qual Sanosuke não terá acesso – O Uchiha garantiu, se referindo ao porão onde mais cedo naquele dia havia cuidado de Danzou – As atividades que você pode considerar violentas são realizadas fora.

— A gente costuma voltar meio quebrado, meio sujo de... s-a-n-g-u-e – Naruto soletrou para que Sano não entendesse – Mas quando acontece a gente entra pela parte de trás, indo direto para o banho coletivo.

— Depois vou querer saber melhor sobre isso – Sakura olhou seriamente para Sasuke, e ele soube que mais tarde teria que conversar seriamente com ela sobre a parte indecorosa da Yakuza. Tinha consciência que seria difícil para Sakura acostumar que todos naquele lugar tiravam vidas, lidavam com tráfico, corrupção e outros elementos podres da sociedade, mas estava disposto a ir com paciência, e também mostrar o lado positivo, como as doações para instituições de caridade, causas humanitárias, apoio aos necessitados e ajuda em caso de catástrofes naturais, como terremotos, tsunamis e outras situações de extrema necessidade.

Na mesma proporção que eram ruins, também poderiam ser bons. E a grande realidade é que aquele país não funcionava sem eles.

— Após o casamento te atualizarei sobre cada minimo detalhe da Sharingan – O Uchiha falou por fim, resolvendo encerrar o assunto – Por enquanto o que posso fazer é te mostrar a sede.

Queria poder abordar todos os assuntos logo com ela, mas tinha consciência que já havia desrespeitado muitas regras do clã, e por isso deixaria para respeitar pelo menos essa.

— Quer que chame alguém para fazer o tour com ela? – Kakashi perguntou prestativo, já que era de conhecimento de todos a agenda apertada do Oyabun.

— Eu mesmo irei – Negou já se levantando e colocando o filho no chão. O Uphone que ele tinha em mãos foi imediatamente confiscado pela mãe.

— Vamos passear, depois você joga mais – Ela falou entregando o aparelho para Sasuke, que não via porque não poder presentear o filho com um. Entretanto não iria contra a vontade de Sakura, que afinal tinha mais experiência nessa área de educação do filho.

— Onde a gente vai? – O pequeno perguntou, correndo para segurar a mão de Sasuke antes que saíssem da sala.

Naruto vinha logo atrás, enquanto Kakashi ficou para organizar os papéis e também se concentrar no restante do planejamento dos treinos.

— Passear pelo clube secreto – Sakura respondeu prontamente e Sano sorriu empolgado – Aqui é muito grande, espero não me perder – Comentou dessa vez para si mesma, enquanto desciam a escada até o hall de entrada.

— Qualquer um que você encontrar aqui dentro poderá te ajudar a se localizar – Sasuke garantiu, parando no hall e colocando as mãos nos bolsos da calça social, Sanosuke o imitou prontamente – Também temos câmeras espalhadas estrategicamente – Indicou alguns pontos com a cabeça, onde ela conseguiu ver as lentes apontadas para eles.

Havia uma sala de segurança com vários monitores, que incluíam até a área externa e boa parte da rua onde a sede se localizava, mas Sasuke não pretendia apresenta-la para Sakura ainda.

— Isso parece muito organizado – Ela comentou surpresa. Tudo naquele lugar parecia fluir de maneira organizada e metódica. O esquema de segurança, a forma como as pessoas agiam umas com as outras e até mesmo a forma de se vestirem, fazendo com que de alguma maneira a única palavra a vir à cabeça dela fosse: Profissionalismo.

— Somos uma organização, que muitos classificam como criminosa – Explicou calmamente, sem tirar os olhos do filho que agora explorava o lugar – Através de práticas consideradas ilegais em sua maioria, obtemos lucro e em troca mantemos o país em ordem.

— Você apenas atuam escondidos? – Perguntou sem olhar para ele, estava interessada nos detalhes das duas estatuas que ficavam logo no centro do hall. Pareciam antigas e muito valiosas.

— Depende – Respondeu, vendo agora Sanosuke tentar escalar uma outra estatua mais afastada, e ser amparado por Naruto – O governo segue nossas ordens e a sociedade sabe da existência de um grupo criminoso chamado Yakuza, entretanto a imprensa, nas poucas vezes que fica sabendo de algo a respeito da gente, nos chamam de bōryokudan – Volta seus olhos para Sakura, a encontrando muito interessada no que falava – Eles não tem noção de quem faz parte dessa organização, e muito menos que sou o Oyabun. É uma de nossas maiores regras, a discrição quanto os assuntos do clã.

— Hn, entendo – Ela murmurou pensativa – Todos sabem que vocês existem, mas não quem são – Concluiu. Lembrou então de como o acontecimento no aeroporto e o da Uchiha Corp. foram abafados.

Era realmente fascinante toda a dinâmica que envolvia aquele grupo, e apesar de ainda apreensiva com o lado ruim, estava muito interessada em toda a parte histórica que tinha aquela organização que existia a tanto tempo.

Como um grupo daquele porte se mantinha em segredo? Quais seriam as atividades? Poderia ela lidar com o lado ruim disso tudo?

Eram tantas perguntas que Sakura tinha que parar, respirar, antes que acabasse surtando. Apesar dos pesares, estava mantendo a mente aberta e focando em sua família. Por sua felicidade e a de Sanosuke estava disposta a se acostumar com tudo aquilo.

— Por isso preciso reforçar – Sasuke a olhou mais seriamente agora – Não revele nada a ninguém.

— É bem complicado esconder isso tudo de minhas amigas e principalmente da tia Tsunade, mas entendo que é uma medida de segurança, e sei que terei que me acostumar com isso – Falou um pouco frustrada, mas conformada.

— Pense pelo lado positivo, sua amiga Yamanaka já sabe e Sai está realmente disposto a um compromisso sério com ela – Tentou tranquilizar, deslizando a mão discretamente pelo braço dela, em um carinho singelo.

— Acho que a ficha da Ino ainda não caiu – Comentou sorrindo e fechando os olhos para curtir o carinho – Espero que Sai seja paciente, pois não será nada fácil lidar com ela.

— Sai é o cara mais paciente do clã – Naruto se intrometeu, se aproximando com Sanosuke no ombro. O pequeno resmungava e mexia as perninhas por ter sido tirado de sua brincadeira, mas o loiro não deixaria ele escalar uma das estatuas e correr o risco de cair.

— Fico feliz em saber disso – Sakura sorriu agradecida e pegou o filho no colo, que reclamou sobre querer continuar brincando, até receber um olhar de advertência do pai.

Ainda estavam se adaptando um ao outro, mas Sanosuke já respeitava Sasuke como autoridade máxima, se incomodando profundamente quando era repreendido por ele. O Oyabun já era o herói do pequeno, e Sakura já havia alertado o noivo sobre o filho estar claramente o imitando, nos gestos e repetindo suas falas. E assim Sasuke se via policiando tudo o que falava perto dele, mas também muito satisfeito por ser admirado e respeitado pelo filho.

O lembrava muito da relação que tinha com Fugaku, mas de uma forma infinitamente mais positiva, pois tinha total consciência que Sanosuke não o temia da forma que temia o pai quando naquela idade.

Já Sakura achava um absurdo como ela precisava muitas vezes insistir, brigar e conversar exaustivamente, e com Sasuke bastava um olhar que Sano ficava comportadinho.

— Vamos continuar – Sasuke indicou uma porta.

Quando chegou à Sharingan, Sakura havia ido direto para o corredor da sala de reuniões, então ainda não havia explorado o primeiro andar. E foi uma surpresa extremamente agradável quando o Oyabun abriu a porta dupla e ela viu um corredor aberto, com cercas baixas e vigas de madeira sustentando o telhado. Nunca imaginaria que por dentro daquela mansão teria algo como aquilo, apesar de não ser de todo estranho em construções tradicionais japonesas. Conseguia ver o jardim, o lago e a ponte vermelha, e o tilintar dos furins junto ao bater do bambu da Shishi Odoshi, compunha todo o ambiente agradável. Ela poderia sentar naquele chão de madeira e ficar ali por horas, apenas curtindo a tranquilidade.

— É maravilhoso – Sussurrou hipnotizada com as luminárias espalhadas pelo jardim, iluminando vagamente mas deixando o ambiente quase surreal. Queria muito ver como tudo aquilo ficava a luz do dia, e principalmente na primavera.

— Será seu – Sasuke falou, parando ao lado dela – É responsabilidade da Hime escolher como deve ser cuidado o jardim – Acrescentou quando ela olhou em sua direção sem entender.

A propriedade ocupava um grande quarteirão, completamente cercada por um muro alto e tendo exatamente no meio da mansão aquele jardim. Tudo havia sido escolhido por Mikoto, e agora Sakura poderia cuidar da forma que achasse melhor.

— Não acho que eu tenha habilidades para cuidar de algo tão bonito – Falou insegura, pensando nas flores que volta e meia deixava morrer em casa.

— Dona Mikoto é fera nessas coisas – Naruto se intrometeu na conversa – Ela vai te ajudar.

Sakura olhou para o loiro e depois para o Uchiha, que apenas balançou a cabeça confirmando.

E voltando a observar aquela obra de arte ela concluiu que definitivamente precisaria de ajuda.

— Tem peixe? – Sanosuke perguntou, apontando para o lago.

— Sim, carpas – Sasuke respondeu, tendo que segurar prontamente o filho pela blusa quando ele fez menção de pular a cerca para alcançar a água – Outro dia vamos até lá.

— Tá – Respondeu um pouco emburrado, mas acatando a ordem do pai no mesmo instante.

Empurrando Sanosuke a sua frente, Sasuke resolveu continuar o tour.

— Por aqui temos o salão de festas – O Uchiha falou ao chegarem ao final do corredor, e abrindo outra porta. Era um grande salão vazio, com painéis coloridos, com desenhos em traços antigos e retratando paisagens bonitas. Haviam várias portas de correr que levavam para outros salões, e elas estavam abertas, possibilitando que Sakura visse o filho correr livremente por todo o lugar, com Naruto logo atrás.

— Queria realizar a comemoração do nosso casamento aqui – Sasuke confessou ao chegarem na última sala, onde uma mesa grande com várias cadeiras estava logo no centro e milhares de luminárias pendiam do teto.

Quando Naruto acendeu todas, os olhos de Sakura brilharam. Era maravilhoso!

— Acho que eu também queria – Falou abobada, olhando ao redor com admiração – Ia gostar muito, para falar a verdade!

— Infelizmente como a cerimônia será no templo do clã, não poderemos contar com pessoas de fora, e para compensar isso a festa tem que ser em um local comum – Explicou, apreciando como Sakura estava encantada com o lugar – Suas amigas, sua tia e a imprensa não poderiam ter acesso, caso a festa fosse feita aqui.

— Entendo – Falou, suspirando derrotada. O lugar era incrível e por ela não precisava de extravagância nenhuma, mas também sabia que se quisesse convidar sua família teria que fazer daquela forma mesmo.

Sasuke explicou mais algumas coisas sobre o lugar, falando inclusive que era comum o salão ser usado para comemorações por um missão bem sucedida, e mostrou – ao puxar uma porta de correr – que havia uma varanda, onde os convidados também costumavam ficar. Depois de visto todos os detalhes, o Uchiha conduziu o grupo de volta ao corredor aberto, seguindo agora para outra porta que ele indicou como sendo o refeitório.

— Funciona como um restaurante – Falou ao abrir a porta de correr.

No mesmo instante, todos que estavam acomodados pelo lugar largaram o que faziam e fizeram uma mesura em respeito ao Oyabun. Sasuke nem se mostrou afetado, diferente de Sakura, que ficou chocada, e Sanosuke que devolveu a mesura, antes de começar a explorar o local.

Estava perto da hora do jantar, então muitas das várias mesas estavam ocupadas por homens vestidos de ternos ou roupas escuras. Enquanto passavam entre as mesas, a Haruno observou várias armas dividindo espaço com os pratos de comida, e katanas acomodadas nas cadeiras também. Tudo tranquilamente, como se não fossem um bando de mafiosos.

— Você pode sentar e pedir algo do cardápio – Continuou a falar, entregando para Sakura o cardápio simples, escrito a mão, mas com uma boa variedade de comida – Como Hime, você pode ter sua própria seleção de pratos, que tem prioridade no preparo, assim como os de Sanosuke.

O Uchiha abriu uma porta, e eles entraram na cozinha. O cheiro era delicioso, e os homens trabalhavam a toda, preparando os pratos, parando só quando Sasuke passava, para reverencia-lo.

Era até pequena, simples e sem muita modernidade, mas a agilidade dos cozinheiros era grande, e enquanto estavam por lá uns cinco pratos já haviam sido despachados. As garçonetes usavam quimonos simples, pretos com obi vermelho, e aquele era o único lugar no mundo que até elas andavam armadas, tendo semi automáticas presas a cintura.

— Mamãe, ‘tô com fome! – Sanosuke falou, sentindo a barriguinha protestar diante de tantos cheiros gostosos.

Antes que Sakura pudesse falar qualquer coisa, Sasuke se afastou, abordando o que parecia ser o chef, que imediatamente parou o que fazia para dar total atenção para o Oyabun.

— Prepare algo para meu filho – Falou em tom de ordem, observando a bancada recheada de alimentos, e pensando no que mais agradaria o pequeno – O que quer? – Perguntou para Sanosuke, que se aproximou sorrindo.

— Okonomiyaki – O pequeno exclamou com empolgação – Com muito tomate, tio!

— Será uma honra prepara-lo, Oyabun-sama – Fez uma mesura para Sasuke – Sanosuke-sama – E outra para o Uchiha mais novo, que devolveu.

— Quer alguma coisa? – Sasuke perguntou dessa vez para Sakura, que ainda com o cardápio em mãos, folheou rapidamente e escolheu apenas alguns onigiris. Não estava com muita fome.

Pouco depois estavam sentados em uma das mesas do refeitório, apreciando a deliciosa comida proporcionada pelo Chef do clã. Sasuke aproveitava para tirar mais algumas dúvidas de Sakura.

Sanosuke comeu tudo com gosto, e Sakura fez questão de voltar à cozinha apos terminarem, para elogiar os cozinheiros.

Voltaram para o corredor aberto apenas depois de visitarem o andar de cima do refeitório; que era uma sala de chãs muito agradável, se tornando imediatamente o lugar preferido de Sakura até o momento, com vista para as árvores, grandes janelas abertas e almofadas no chão, rodeando mesas baixas ou estrategicamente acomodadas onde uma brisa boa batia.

— Quando vocês começarem o treinamento, mostrarei onde será realizado – Sasuke falou apontando para o corredor, que continuava seguindo, contornando todo o jardim – Tem também uma academia – Virou e apontou para o outro lado – Na parte de trás da mansão temos o banho coletivo, um ambulatório, a sala de armas e o estacionamento.

— É por lá que a gente chega após uma missão – Naruto complementou.

— Mas tudo você poderá conhecer com mais detalhes depois do casamento – O Uchiha concluiu, voltando a conduzir o grupo de volta ao hall de entrada.

Ao chegarem lá, um grupo estava se preparando para sair. Naruto informou que era alguma missão, e enquanto a Haruno olhava admirada como eles repassavam o que precisava ser feito, o Oyabun se chamou por uma das mulheres que estava entre eles.

— Sakura, quero que conheça uma pessoa – Falou, atraindo a atenção da noiva para a mulher desconhecida ao seu lado – Essa é Bia Briefs, que vai ser a responsável por sua segurança quando você assumir como Hime.

— Sera um prazer, Hime-sama – A jovem fez uma mesura respeitosa e Sakura devolveu, um pouco sem graça com toda a formalidade – Vou dar o meu melhor para que a senhora tenha o melhor esquema de segurança possível.

Da mesma forma que Sasuke tinha um grupo de seguranças, Sakura e Sanosuke também terão, tendo um responsável por organizar tudo e coordenar para que fosse o mais seguro possível.

A escolha de Bia foi uma exigência do Oyabun, que não queria homens o tempo todo com sua futura esposa, mesmo que fossem de sua confiança. Ele nunca admitiria em voz alta, mas tudo não passava do mais puro e completo ciúmes.

— Espero que possamos nos dar bem – Sakura disse amigável, sorrindo e oferecendo os dois últimos biscoitos que tinha guardados, que foram aceitos por uma extremamente agradecida Bia.

— Sim, e vai ser uma honra – Garantiu devolvendo o sorriso, antes de escutar seu nome sendo chamado – Agora preciso ir, com licença – Fez uma mesura rápida e voltou ao grupo, tendo um pedaço do biscoito roubado por um de seus companheiro, e saindo pela porta logo em seguida.

— Gostei dela – A Haruno comentou com Sasuke, que ficou feliz com a noticia. Queria que ela se sentisse o mais confortável possível com tudo aquilo.

Vendo certa curiosidade nos olhos verdes, começou a explicar como funcionária o esquema de segurança preparado para ela, e como, apesar de inicialmente incomodo, ela nunca andaria sozinha.

Sakura escutava atentamente as explicações, quando sentiu o filho encostar em sua perna. O fato de estar tão quieto, as mãozinhas esfregando os olhos, que já estavam meio caídos, alertava que o sono havia chegado para o pequeno.

— Você vai ficar? Sano precisa dormir – Perguntou, passando a mão pelos cabeços rebeldes do filho.

— Vou com você – Respondeu, pegando Sanosuke no colo, que prontamente se aninhou, aconchegando o rosto no pescoço do pai.

Quando chegaram em casa o moreninho já dormia profundamente.

• • • • • • •

— É simples Tsunade, eu estou te fazendo uma ótima proposta – Sasuke falou sério, em sua postura profissional – Praticamente irrecusável.

A loira estreitou os olhos e cruzou os braços, em uma postura desconfiada.

Estavam sentados no escritório do apartamento, e Tsunade começava a se arrepender de ter ficado para trás e não ter se juntado à Sakura, Mikoto e Izumi na saída para buscar os convites do casamento.

— E por que você teria interesse em investir no meu café? – Perguntou desconfiada. Era praticamente um desperdício de dinheiro, já que seu pequeno estabelecimento não era nada perto de tudo que ele possuía.

— Veja bem, obviamente que estou lhe fazendo essa proposta principalmente por Sakura – Resolveu esclarecer seu maior motivo – Entretanto, também vi potencial em seu negócio – Abriu uma pasta e virou em direção à Tsunade, mostrando gráficos e números complexos – Seu lucro é muito bom e não será a primeira vez que vou investir nesse tipo de lugar – Viu a loira pegar a pasta, analisando os números que nunca havia visto tão organizados – O que estou propondo é que você abra uma filial do Byakugou aqui em Tóquio.

— Terá potencial para isso? – Perguntou ainda não muito certa da ideia. Os valores eram expressivos, mas não imaginava que um negócio que começou em uma cidadezinha no interior conseguiria conquistar clientela ali.

— Com o investimento certo, sim – Garantiu, dando seu olhar persuasivo que usava sempre que queria fechar um negócio para a Uchiha Corp. – Sou proprietário de um Café que comprei tem uns cinco anos. É pequeno e acredito que os lucros apenas vão triplicar se fizermos uma fusão – Explicou mostrando agora a pasta referente ao outro estabelecimento – A proprietária, Shizune tem muito interesse nesse negócio, ainda mais por parecer que ela não fica a vontade em minha presença – Comentou, lembrando como a antiga patroa de Sakura ainda guardava ressentimentos com o que ele fez com sua querida funcionária.

— Definitivamente é algo a ser pensado – Admitiu derrotada. Aquele homem sabia negociar.

— Aguardarei sua decisão – Finalizou cordial, tirando a atenção da mulher, que ainda analisava os papéis, ao escutar batidas na porta – Entre.

— Oyabun-sama – Sai fez uma mesura respeitosa – Vim informar que estou de volta e que...

— Onde está a Sakura?! – Ino empurrou o Uchiha para o lado e entrou no escritório, como se estivesse em sua própria casa – Tsunade, oi! – Sorriu amarelo ao ver o olhar reprovador da Senju.

— Quem está cuidando do meu Café? – Levantou da cadeira e colocou as mãos na cintura.

— Hinata! Hinatinha é super responsável, não é? Não tem com o que se preocupar! – Garantiu rapidamente, temendo a bronca – Olha Tsunade, eu sei que estou abusando da sua bondade vindo para cá, mas entenda meu lado, minha melhor amiga vai casar e eu preciso fazer parte dos preparativos!

— Ino comentou que é algo de extrema importância quando se está em uma amizade – Sai se intrometeu – Aparentemente existe algo como um código de melhores amigas – Pareceu realmente pensativo e Ino revirou os olhos, ignorando o rapaz.

— Quebra essa para mim, Tsunade – Praticamente implorou.

— Se Hinata está cuidando de tudo, e ainda tem Tenten, tudo bem! Mas depois que tudo estiver decidido você volta imediatamente – Se deu por vencida, pegando as pastas e olhando para o Uchiha, que até o momento apenas assistia tudo – Vou pensar – Avisou, balançando a mão que segurava as pastas e Sasuke assentiu.

— São os maiores seios que já vi – Sai comentou quando Tsunade passou ao lado dela – Muito bonitos, são naturais? – Perguntou inocentemente, levando o dedo indicador até o decote da loira e cutucando interessado.

— SEU TARADO! – Tsunade gritou furiosa, e acertou as pastas na cabeça do Uchiha – Só tem tarado nessa família! – Olhou para Sasuke, que arqueou a sobrancelha – Bando de vulgares! – Saiu resmungando e bateu a porta com força.

— Fiz algo errado? – Perguntou para Ino, que o olhava com raiva.

— Você nunca falou que os meus seios são bonitos! – Acusou revoltada, e acertou um tapa no rosto de Sai, saindo do escritório também.

— Você tem que aprender a controlar o que fala – Aconselhou o Oyabun.

— Mas pensei que ser sincero fosse uma boa coisa – Falou confuso – Veja, os seios de Ino são maravilhosos, mas o da senhora Tsunade são realmente espetaculares – Comentou sincero – Entretanto, prefiro os menores, cabem melhor nas mãos – Fez um gesto com as mãos, como se estivesse os segurando – O senhor deve entender disso, afinal Sakura-sama tem uns seios incríveis também – Tinha um sorriso nos lábios, que foi sumindo a medida que via o rosto de Sasuke se contorcer.

E tudo o que Ino e Tsunade, que estavam sentadas na sala junto com Sanosuke, viram foi Sai correndo porta a fora, completamente aterrorizado.

— Tem certeza que você quer manter um relacionamento com esse Uchiha? – Tsunade perguntou para a Yamanaka.

— Sim – Suspirou, sorrindo – Ele é um amor, e também uma loucura na cama – Confidenciou em voz baixa, para que Sano não escutasse.

• • • • • • •

— Ino! – Sakura exclamou feliz, assim que entrou no apartamento.

As duas se abraçaram, olharam uma nos olhos da outra, e começaram a gritar e pular de mãos dadas. Empolgado com as duas, Sano começou a pular também, enquanto Mikoto e Izumi ajudavam os seguranças a entrarem com as caixas.

— VOCÊ VAI CASAR TESTUDA! – Ino gritou empolgada.

— EU VOU CASAR PORQUINHA – Sakura gritou de volta, e as duas continuaram pulando, sem se importar com a plateia.

Sasuke veio até a sala, atraido pela bagunça e encontrou duas mulheres e uma criança saltitando por todo o lugar, que parecia ter saído de uma revista de casamentos. Haviam caixas espalhadas por todos os cantos, um painel com tecidos e até alguns arranjos de flores. Sua mãe coordenava tudo, instruindo onde gostaria que as coisas ficassem e Izumi anotava tudo em uma agenda.

— Sasuke querido, como você está? – Mikoto se aproximou do filho, assim que notou sua presença.

— O que é tudo isso? – Perguntou, pegando uma caixa cheia do que pareciam ser forminhas de doces.

— Planejando seu casamento, o que mais seria? – Perguntou divertida, beijando a bochecha do mais novo com carinho.

— Sasuke-kun, os convites ficaram maravilhosos! – Sakura falou, se aproximando com um envelope branco na mão, era simples e lacrado um um selo de cera, com o brasão da família.

Abriu e leu rapidamente, era simples, sucinto e elegante. O papel branco com uma textura, as letras cursivas em preto, seus nomes em vermelho e o brasão da família no topo. Tinha certeza que havia sido escolha de Sakura, pois conhecendo sua mãe, seria muito mais luxuoso.

Passou os dedos pela data e sentiu o coração aquecer. Dois meses e Sakura seria oficialmente sua esposa, sua Hime.

— Você gostou? – Perguntou esperançosa, os olhos verdes brilhando em expectativa.

— Sim – Respondeu e foi agraciado com um sorriso gigante de sua noiva.

— Vamos escolher alguns detalhes da decoração hoje – Falou ainda com empolgação – Você quer ajudar? – Perguntou, mesmo que já soubesse a resposta.

— Infelizmente estou de saída para a Uchiha Corp. – Informou, devolvendo o convite para a noiva – Mas confio em você para escolher tudo – Sakura sentiu as bochechas esquentarem por isso, ainda mais sendo alvo dos olhos tão escuros dele – Só peço que não deixe minha mãe exagerar, apreciaria mais algo não tão luxuoso.

— Pode deixar – Olhou para trás rapidamente, vendo todos entretidos com as coisas do casamento, e voltou a olhar para o Uchiha – Bom trabalho – Beijou rapidamente os lábios dele.

Naquele dia, mesmo sua casa tendo virado uma bagunça e a palavra “casamento” sendo repetida exaustivamente, estava feliz por proporcionar isso à Sakura.

O sorriso que ele viu iluminar o rosto dela antes de fechar a porta, fazia tudo valer a pena.

• • • • • • •

Sasuke saiu do banho completamente relaxado, havia sido um dia exaustivo na empresa e tudo o que queria agora era passar um tempo com sua família e descansar.

Estavam prestes a abrir uma filial nos Estados Unidos, e as reuniões o estavam estressando. Não queria lidar com aquilo no momento. E para piorar, por mais que Orochimaru esteja incapacitado e refugiado na China, ainda havia algumas pedras em seu caminho, e elas estavam se materializando como os poucos remanescentes da Akatsuki, que agora não possuía um Oyabun e se resumia em um grupo de bandidos, tentando de tudo para assumirem o cargo deixado pelo antigo. E pelo que foi informado na reunião da Sharingan daquela noite, Sasuke, Sakura e Sanosuke eram os principais alvos, para que o autor de suas mortes conseguisse chegar até o cargo de Oyabun.

Já havia mandado reforçar a segurança, mas só se sentia aliviado agora que estava no apartamento. Não admitia nem para Naruto, mas temia chegar um dia em casa e encontra-los mortos.

Infelizmente era o preço que estava pagando por assumir sua família.

— Fiz pipoca! – Sakura falou, levantando o balde assim que o Uchiha chegou na sala.

Ela estava espalhada no sofá, folheando uma revista sobre casamento e comendo as pipocas com gosto. Um copo gigante de refrigerante também estava na mesinha ao lado, e volta e meia Sanosuke ia até a mãe para pegar da comida também.

Ainda estava se acostumando com aquele ambiente tão familiar. Mesmo quando morava com os pais e com o irmão, não tinha algo daquela forma, todos eram extremamente ocupados e mesmo quando juntos, Fugaku dava um jeito de falar sobre assuntos do clã.

— Que filme hoje, papai? – Sanosuke perguntou assim que viu o Oyabun.

— Escolha você – Falou, observando por um tempo o pequeno mexer no controle da televisão, com grande habilidade e conhecimento, e selecionar o filme que queria.

Sanosuke estava sentado no chão, rodeado por brinquedos e já concentrado na televisão, enquanto Sakura ainda se mantinha em sua leitura.

— Resolveram muita coisa hoje? – Perguntou, retirando um dos gatos que estava deitado e sentando no sofá, puxando os pés pequenos de Sakura para seu colo, e iniciando uma massagem.

Ela estava totalmente a vontade, sem maquiagem, com o cabelo preso no alto da cabeça e vestindo um pijama confortável.

— Já está tudo resolvido, escolhido e contratado – Respondeu, deixando a revista de lado e fechando os olhos para apreciar as mãos do noivo apertando seus pés – Os convites vão ser enviados amanhã, mas só os da festa, os da cerimônia sua mãe disse que vai cuidar pessoalmente – Parou para pensar por um momento e olhou um pouco receosa para o futuro marido – Ela não me explicou muito bem, mas aparentemente vamos poder casar no templo mesmo você já tendo sido casado.

— Sim – Suspirou, se ajeitando no sofá e olhando mais seriamente para ela – Quando me casei da primeira vez, eu ainda não era Oyabun, então por opção de Karin casamos no Caribe, na praia.

— Definitivamente não combina com você – Comentou divertida, tentando imaginar como Sasuke se sentiu. Lembrava vagamente da foto que viu na internet cinco anos atrás, onde ele aparecia com a ex-esposa no dia de seu casamento. Ele usava terno, mesmo estando na praia, e ela estava linda em um vestido sereia bem justo e decotado.

— Karin não costumava se preocupar muito com minha opinião – Deu de ombros, um pouco incomodado com o assunto – Se ela estivesse satisfeita, já era o suficiente.

— Isso é bem triste – Suspirou, tentando imaginar como era o casamento daqueles dois – Vocês não eram felizes? – Arriscou perguntar. A curiosidade sobre isso vinha desde que viu a ruiva no programa de fofocas anos atrás.

— Não – Nem precisou pensar muito a respeito – Quer dizer, não era exatamente um casamento – Abaixou a voz, para que o filho não escutasse – Não existia sentimento, era apenas sexo e dinheiro, e isso a fazia feliz, então imagino que pelo menos ela deva ter aproveitado alguma coisa dos anos que ficamos juntos.

— Mas ela te traiu – Argumentou confusa. Como Karin poderia estar feliz e mesmo assim trair?

— Simples, ela tinha dinheiro mas não tinha mais sexo – Falou com tranquilidade. Aquele assunto não o incomodava tanto mais. O fim daquele casamento foi a melhor coisa que aconteceu em sua vida – Eu não a procurava mais, porque eu tinha você.

E as bochechas de Sakura se avermelharam, e ela se mexeu no sofá, envergonhada e incomodada.

— De certa forma me sinto mal por ter ajudado a acabar com o casamento de vocês – Admitiu sem graça.

— Meu casamento com Karin estava fadado ao fracasso desde o inicio – Foi categórico, não querendo deixar margem para a Haruno se sentir culpada – Não havia respeito, e muito menos sentimento.

— E no nosso vai ter? – Perguntou, de repente se sentindo insegura.

— Sim – Respondeu prontamente, tão sério e confiante que Sakura até ofegou – Muito.

— Sim, muito – Ela sussurrou e se inclinou, apoiando as mãos nas coxas dele e encostando seus lábios, em um beijo cheio de sentimentos.

Esquecendo de tudo, inclusive do filho que estava na sala, Sasuke a segurou pela cintura, pronto para puxa-la para seu colo, quando o celular de Sakura avisou que havia chegado uma mensagem.

O clima foi cortado no mesmo instante, e eles se afastaram.

Sakura pegou o celular e sorriu.

— Está confirmado o buffet! – Falou mostrando a tela do celular para o Uchiha, que viu ser uma mensagem de sua mãe, contando maravilhada que haviam contratado o melhor buffet do país – Agora está oficialmente tudo organizado e contratado! – Declarou satisfeita.

— Isso é bom – Foi sincero e ela sorriu – Já estava um pouco irritante toda essa bagunça de preparativos.

— Bem, então talvez você não goste do que vou falar agora – Sorriu sem graça e Sasuke parou a massagem, olhando para a futura esposa, aguardando explicações – O aniversário de Sano é mês que vem, e eu gostaria de fazer uma comemoraçãozinha.

E na mesma hora Sasuke percebeu que não estava lembrando do quão perto estava a data. Seu pedaço de gente faria cinco anos de idade.

Agora entendia a expressão, “Eles crescem tão rápido”. Ainda mais que havia perdido quatro anos da vida do filho

.Observou então que a revista que Sakura estava folheando, não era de casamentos, e sim de festas infantis.

— O que você está planejando? – Perguntou passando as mãos pelos cabelos, suspirando enfadado.

— Algo simples, aqui mesmo se você estiver de acordo – Começou a falar, e ele percebeu que ela realmente queria muito fazer aquela festa.

Seus aniversários sempre eram eventos formais, um almoço ou jantar, nem bolo tinha, já que dispensava doces, mas gostaria de proporcionar aquilo para o filho se fosse da vontade dele.

— O mais legal é que quando chegar o dia, ele já vai estar na escolinha, e assim poderemos convidar os coleguinhas! – Sakura continuou, começando a anotar tudo o que vinha à sua cabeça referente aos planejamentos – Precisamos de convites, eu vou fazer o bolo e os doces... Um tema, qual o tema você quer na sua festa, Sano? – Parou de escrever e olhou para o filho, que até então estava concentrado na televisão.

— DINOSSAUROS! – Exclamou, levantando do chão com seu dinossauro de pelúcia e pulando em cima dos pais no sofá – RAWWWR – Mordeu a perna de Sakura, que fingiu estar com medo.

— Oh, meu Deus, um dinossauro – Levou a mão à testa teatralmente, o rosto contorcido em uma expressão exagerada de dor – Sasuke-kun, tem um dinossauro na nossa casa.

Sasuke arqueou a sobrancelha para a cena, não entendendo o que acontecia. O filho continuava a grunhir e mostrar os dentinhos, e quando menos esperou, Sanosuke o mordeu no braço. Não foi forte, mas foi definitivamente uma mordida.

— Ele te mordeu! – Sakura exclamou se fingindo de assustada – Não vamos sobreviver a esse ataque, Sasuke-kun! – Caiu dramática no sofá, fechando os olhos, encenando sua morte.

Sasuke contiuou observando o filho mordendo seu braço e grunhindo, olhou dele para Sakura, que apenas abriu um dos olhos e falou, apenas movendo os lábios sem voz alguma, “Entra na brincadeira, se finge de morto!”

E Sasuke jogou a cabeça para trás, fechando os olhos.

Havia morrido em um ataque de dinossauro em sua própria sala.

O que não fazia por seu filho, não é mesmo?

• • • • • • •

Sasuke estava em sua sala na Uchiha Corp. quando escutou batidas na porta. Tirou os óculos de leitura e autorizou a entrada.

— Mandou me chamar, Oyabun-sama? – Sai perguntou, fazendo uma mesura antes de se aproximar e sentar em uma das cadeiras que ficavam dispostas em frente a mesa.

— Sim – Respondeu, entrelaçando os dedos das mãos e apoiando os cotovelos na mesa – Acredito que já esteja ciente do que aconteceu com seu pai.

Sai ficou em silêncio por um tempo, pensando a respeito. Quando voltou de Konoha junto com Ino, foi informado que seu pai havia cometido alta traição contra o clã e sido executado por isso.

De acordo com seus livros, deveria se sentir triste e passar por um período de luto, entretanto, Danzou não foi alguém que lhe parecia uma referência paterna. Nunca recebeu carinho ou atenção, e isso o fez apenas passar por um momento de melancolia ao saber da noticia. Agora só tinha seu irmão mais velho.

— Fui informado, e já passei pelo interrogatório – Disse por fim, mais sério do que costumava estar – Itachi-sama mesmo o conduziu, e estou aqui hoje com a aprovação dele.

— Você entende porque fiz isso, não é? – Sasuke matinha sua expressão séria, e olhava atentamente para o primo.

— Perfeitamente – Fechou os olhos e depois abriu – Meu pai errou e pagou por isso – Afirmou em tom mais baixo, sentindo um pouco de incomodo em falar aquilo – Entretanto, posso garantir ao senhor que sou totalmente fiel ao clã.

— Aprecio isso – O Oyabun suavizou um pouco a expressão rígida. Sai era próximo a ele, e não gostaria que ele seguisse os passos do pai.

— TEME! – Naruto abriu a porta com tanta força, que ela bateu na parede em um estrondo, e fez até as janelas tremerem.

No mesmo minuto, tanto Sai quanto Sasuke tiraram suas armas e apontaram na direção do loiro, por reflexo.

— Abaixa isso, caralho! – O Uzumaki levantou as mãos imediatamente, temendo ser acertado por um tiro.

— Eu sinceramente desisto – Sasuke bufou, guardando sua semi automática – O que foi agora?

— Neji ta vindo aí! – Exclamou horrorizado, começando a andar de um lado para o outro – Falei com ele sobre minha Doçura, e ele está vindo! – Passou as mãos pelos cabelos loiros – Ele vai cortar minhas bolas fora! O que eu faço?

— Tudo teria sido mais fácil se você não colocasse seu pinto pequeno na herdeira Hyuuga – Sai comentou com sinceridade.

— Olha como falar comigo! – Foi para cima do Uchiha, que desviou rapidamente – Fica quieto seu merda! – Esbravejou, odiando como o moreno era mais ágil.

— Chega – Sasuke bateu a mão na mesa, sem paciência para aquela cena – Sai, pode voltar aos seus afazeres! – Disse para o primo, que após uma mesura, e um dedo do meio vindo de Naruto, saiu da sala – E você, senta e me escuta.

— Me ajuda Teme! – Implorou, morrendo de medo do que o futuro Oyabun de Osaka faria.

— Você não tem com o que se preocupar. Não importa o quão furioso Neji esteja, aqui ele não pode fazer nada – Garantiu com seriedade – Enquanto ele não chega, planeje bem o que vai dizer! Você está desafiando um dos clãs mais tradicionais da Yakuza... E dependendo do que for decidido, eu e Minato teremos que desafiar Hiashi por você, e isso é algo que eu não gostaria de fazer.

— Eu já disse que te amo? – Perguntou com os olhos azuis brilhando.

Naruto levantou e contornou a mesa, abraçando a cabeça de Sasuke, que começou a xingar todos os palavrões que conhecia.

— Me larga, porra! – Ordenou furioso.

• • • • • • •

Os dias seguintes se arrastaram para Sasuke.

Não conseguia um tempo para passar com Sakura sozinhos, sempre havia alguém querendo falar do casamento ou da festa de Sanosuke. Nas noites em que tudo o que mais desejava era se perder nas curvas da futura esposa, o pequeno pedia para dormirem juntos.

O Uchiha estava subindo pelas paredes.

Felizmente o dia havia chegado, e mesmo recebendo olhares reprovadores de todas as mulheres envolvidas na organização, foi trabalhar na parte da manhã, apenas para escapar da confusão que se tornou seu apartamento.

Quando saiu pela manhã, tinha várias pessoas entrando e saindo, carregando decorações e enchendo balões. Nem em seu escritório particular conseguiu fugir da confusão, visto que Sanosuke também estava incomodado com tanta agitação e se instalou por lá com meia duzia de balões, que ele jogava para todos os lados.

— Vê se faz uma cara melhor, se não a Sakura-chan vai ficar chateada – Naruto sugeriu, antes de entrarem no apartamento.

E Sasuke forçou a suavizar a expressão. Não estava bravo com Sakura ou Sanosuke, e nem se importava de fazer a festa, mas o que desandou sua paciência foi Mikoto ter descoberto dos planos e os feito ficarem mais elaborados, tendo no final uma super produção em matéria de festa infantil acontecendo em seu apartamento.

Assim que entrou, pensou ter errado de porta. Não havia um único canto sem decoração. Tudo tinha balões, dinossauros e muito verde, crianças corriam e gritavam por todos os lados, assim como convidados espalhados, conversando e bebendo. Uma pilha de presentes considerável se acumulava ao lado da porta, e a mesa de comidinhas estava sendo reposta, pois toda hora uma criança ou um adulto passava por ela para pegar alguma coisa que ele sabia que Sakura havia virado a noite preparando.

Fluffykins e Aoda passaram por ele, praticamente pedindo socorro dentro de suas fantasias de dinossauro, desviando o olhar dos gatos, conferiu se os seguranças escalados para cuidar da festa estavam a postos, e quase teve um infarto, quando reconheceu seus homens de confiança, posicionados em seus lugares estratégicos, mas usando chapeuzinhos de festa.

— Que bom que vocês chegaram! – Sakura os alcançou, segurando em suas mãos uma bandeja com canapés – Sano esteve perguntando por você desde que a festa começou.

Naruto deixou um beijo carinhoso na cabeça dela e roubou alguns canapés bates de se misturar com os convidados.

— O que achou? – Sakura mordeu o lábio inferior, apreensiva – Mikoto-san se empolgou um pouco, e bem, não é como se eu estivesse chateada – Admitiu, deixando a bandeja em uma mesa proxima e chegando mais perto do noivo.

— Tenho certeza que Sanosuke está muito feliz – Falou, segurando a mão dela e com a outra capturou uma mecha rosada, a colocando de volta no penteado.

Ela estava linda, com um vestido verde rodado, sapatos de salto e um chapeuzinho de festa na cabeça. A maquiagem era leve e o sorriso que não saia de seu lábios apenas comprovava o quanto a Haruno estava feliz em realizar tudo aquilo para o filho.

Naruto o havia confidenciado dias atras, que Sakura se sentia uma péssima mãe por não ter tido condiçōes de fazer uma festa mais elaborada para o filho. Aparentemente por estudar em uma escolinha particular lá em Konoha, o pequeno era convidado para os aniversários do coleguinha e já havia pedido uma festa de dinossauros, coisa que infelizmente era completamente fora do orçamento apertado que tinham.

E saber daquilo apenas o fez se sentir melhor ainda por estar dando aquela possibilidade aos dois.

— PAPAI! – Sansouke veio correndo, sendo seguido por um grupo de amiguinhos – Achei que não viesse, como fez nos outros aniversarios! – se jogou nos braços do pai, que o pegou no colo imediatamente. Estava arrependido por ter fugido dos preparativos, e decidiu que nos outros anos não se importaria de enxer uns balões.

Os amiguinhos de Sano ficaram mais afastados, olhando acanhados para o Uchiha. Ele era uma visão grande e intimidante.

— Aceitam? – Sakura perguntou gentil, oferecendo os canapés para as crianças, que encheram as mãos, antes de voltarem a corre atrás de Sanosuke.

— Ele está realmente feliz – Sasuke comentou, enlaçando a cintura de Sakura pelo lado, e a acompanhando pela festa.

Tiveram que cumprimentar várias pessoas, posar para fotos e parar a todo momento para atender um empolgado Sanosuke, que queria que os pais participassem de tudo.

Mesmo tentando relaxar, a cabeça de Sasuke estava no sistema de segurança, a cada vez que aporta abria ou que alguém entrava. Tantas pessoas em seu apartamento o deixava inquieto, desconfiando de todos. Entretanto, deveria confiar em seus homends, que estavam fazendo um bom trabalho apesar de Sakura insistir para que eles comessem e se divertissem.

— Vamos cantar prabéns! – A Haruno o puxou para a mesa do bolo, onde o Uchiha recusou veemente o chapeuzinho de festa que Sakura tentou colocar em sua cabeça.

Mesmo se sentindo extremamente desconfortável, ficou parado ao lado do filho, que estava de pé em uma cadeira, com Sakura do outro lado, o impedindo de enfiar o dedinho no bolo.

As pessoas começaram a bater palmas e cantar a melodia animada, vozes desafinadas e interpretações exageradas de Naruto e Itachi, que fotografavam o Oyabun em tão inusitada sitação.

— Sopra as velinhas e faz um pedido! – Ino gritou, focando o celular no três, filmando cada movimento.

Sanosuke sorriu abertamente antes de tomar fôlego e soprar com toda sua força. Algumas velas não apagaram e por isso Sakura se abaixou, puxando Sasuke pela gravata, o fazendo abaixar também, e assim ajudaram o filho a apagar tudo.

— O que desejou? – Mikoto perguntou gentil, segurando o braço de um mau humorado Fugaku, que tinha em sua cabeça um chapeuzinho que o neto havia colocado.

— Um irmãozinho! – Falou em alto e bom tom, fazendo todos olharem imediatamente para Sasuke e Sakura.

A Haruno estava mais vermelha que o batom que Ino usava, e desejava mais que tudo que um buraco se abrisse e ela pudesse sumir.

— Quem sabe, não seria uma má ideia – Sasuke falou, e Sakura o olhou escandalizada, atingindo um tom ainda mais intenso de vermelho.

— Sasuke! – Repreendeu alarmada, mas o Uchiha apenas de de ombros. Na atual situação em que estavam, um filho não seria algo ruim.

Passando o momento confrangedor, Sakura se apressou em partir o bolo, que havia feito exatamente do modo que o filho mais gostava.

— Para quem vai o primeiro pedaço? – Naruto perguntou, no claro interesse de ser o felizardo. Os olhos azuis nem desviavam da massa e recheio de chocolate.

Sanosuke pegou o pratinho com a fatia e pareceu pensar por um tempo.

— Vou dar o bolo 'pro papai e 'pra mamãe – Falou estendendo o doce para os pais – Por que são os que eu mais amo no mundo todo!

Sasuke sentiu o coração se aquecer se uma forma, que o sentimento quase se transformou em lágrimas, mas conseguiu segurar, apenas mostrando atraves de um sorriso de lado e um afago nos cabelos bagunçados do pequeno. Já Sakura não ss segurou, chorando emocionada e abraçando o filho com força.

A Haruno pegou um pedaço e comeu, antes de pegar outro e levar a boca de Sasuke, que apenas pelos dois mastigou sem esboçar seu desagrado.

Itachi sorriu orgulhoso, trocando um olhar com Izumi e mostrando para a esposa a fota que havia tirado. O grande Oyabun recebendo bolo de chocolate na boca.

No final da festa, Naruto levou uma envergonhada Hinata para sua casa – Ela veio de Konoha, junto de Tenten para a festa – Ino foi junto de Sai, e por fim Tenten e Tsunade se acomodaram no quarto de hospedes.

Felizmente para Sasuke, Sanosuke estava completamente esgotado da festa e também do tempo que passou abrindo os presentes, e dormiu em um sono profundo em sua propria cama.

O Uchiha, ao ver a casa silenciosa e concluir que todos dormiam, não exitou em pegar a futura esposa nos braços e levar até a cama que dividiam.

• • • • • •

Era madrugada quando Sasuke abriu os olhos.

Por todos os anos que passou treinando e adquirindo experiência como Oyabun, tinha os sentidos mais aguçados, e foi por conta deles que havia despertado.

Apurando a audição, entrou em estado de alerta. Sakura dormia profundamente entre seus braços, e com o máximo de delicadeza que conseguiu, se desvencilhou do corpo pequeno e delicado dela, tomando o cuidado de cobri-la.

Sem produzir um único som, caminhou até a calça de moletom que estava jogada no chão e a vestiu sem preocupar em colocar uma cueca. Pegou suas duas semi automaticas, colocando uma delas nos cos da calça e a outra segurou com firmeza.

Ainda em completo silencio, entreabriu a porta, vendo o apartamento semi iluminado, apenas com um ou outro abajur acesso. Não havia mais vestígios de que uma festa havia acontecido por ali, e tomando o cuidado para não produzir nenhum som, caminhou até a sala, atento e preparado.

Suas suspeitas foram confirmadas, quando viu duas figuras se mexendo pela sala. Tinha o primeiro já na mira, pronto para atingi-lo na cabeça, quando Fluffykins passou por suas pernas pedindo carinho, o fazendo tropeçar e pisar no rabo de Aoda. O gato miou alto, alertando os intrusos.

Em um reflexo alto, Sasuke disparou na direção de um deles, antes de se jogar no chão escapando dos tiros disparados por eles. Com força pegou os gatos, os jogando dentro do banheiro e fechando a porta, antes de voltar a ficar de pé, a tempo de ver os dois correndo porta a fora.

Sem pensar duas vezes, correu atrás, atirando e tentando acerta-los. Eles foram para as escadas e antes o ultimo deles conseguisse descer, Sasuke acertou um tiro certeiro em suas costas. O homem caiu debruçado na grade de proteção antes de despencar no vão. Sem se abalar, o Oyabun tratou de correr escada abaixo, tentando acertar os tiros no homem que já estava uns andares na frente.

O inimigo escancarou a porta e correu em alta velocidade, antes que os seguranças notassem sua fuga.

— SEGURA O DESGRAÇADO! – Sasuke chegou no hall gritando.

Na mesma hora os seguranças se apressaram atras do homem, mais tiros foram trocados até que ele acabou capturado.

— Leva para a Sharingan – Ordenou irado – Eu mesmo cuidarei do interrogatório.

Os seguranças se movimentavam para todos os lados e um número considerável já estava em seu apartamento.

— Sasuke-kun – Escutou Sakura chamar e olhou para trás, a vendo se aproximar vestindo um hobby de seda e trazendo um par de chinelos e uma camisa nas mãos. E só então se deu conta que estava descalço no meio da rua.

A Haruno gentilmente colocou os chinelos para que ele calçasse, assim como entregou a camisa.

Tsunade e Tenten também surgiram pela porta de entrada, assim como Naruto e Hinata, que carregada Sanosuke.

— Faça uma mala – Falou ao terminar de passar o tecido pela cabeça – Vamos para a Sharingan – Pegou o filho adormecido em um dos braços e envolveu Sakura com o outro, e não os soltou até entrarem na sede do clã.

Alguém iria pagar caro por aquilo.

Notas finais
Tentei ao máximo não atrasar, mas como disse nas notas iniciais, não estou em casa e estou postando pelo celular, e NOSSA, admiro muito quem consegue, porque eu levei muito mais tempo para montar as partes do capítulo e revisar, e visto isso eu já to muito feliz e orgulhosa de mim mesma por ter conseguido! E tudo isso apenas por saber que vocês estão esperando ❤ Tudo isso é por vocês, melhores leitores do universo ❤ Agora, o principal motivo do casamento não ter acontecido nesse capítulo é que eu tento seguir um calendário que eu criei, então o atentado à Uchiha Corp. aconteceu em dezembro, Sakura voltou para Tóquio definitivamente em janeiro, o aniversário do Sano foi em fevereiro e o casamento está marcado para março. Não queria pular nenhum acontecimento importante da vida deles, pois faz parte do desenvolvimento do casal e, principalmente, da família. Espero que vocês não tenham ficado muito chateados com isso! Aproveitando que a Sakura já estava pela Sharingan, eu comecei a explicar melhor sobre como funciona as coisas por lá. Não fiz ela conhecer muitos lugares ainda, pois no próximo capítulo ela vai conhecer mais, principalmente a sala de treinamentos. E sim, a Sakura ia começar a treinar só após o casamento, mas o Sasuke está meio surtado com essa invasão à casa dele, então ela vai começar com o básico, só para ele ficar mais tranquilo mesmo HAHAHA Como eu sempre falo, vocês vão conhecer melhor a Sharingan a medida que a Sakura for conhecendo também e espero que gostem! Por falar em Sharingan, tivemos uma participação especial! A leitora super querida Bia Briefs foi a primeira a acertar a identidade do traídor e por isso ela ganhou um convite para ingressar na Yakuza HAHAHA Agora a Bia vai ser a responsável por organizar toda a segurança da futura Hime, e pode ser que ela apareça mais algumas vezes no futuro. Essa negóciação do Sasuke para abrir uma filial do café da Tsunade em Tóquio é por um único motivo: Fazer a Sakura feliz. Ele não quer que ela fiquei com saudades da tia e das amigas, então ele vai insistir até convencer a Tsunade. AH, e alguns leitores já tinham sugerido juntar ela com Shizune, e eu já tinha pensado em algo assim, mas não tinha certeza se ia fazer. Mas agora, está aí! :) Apesar de gostar muito de escrever sobre Konoha, da um certo trabalho escrever sobre dois nucleos diferentes, sempre pensando em como trazer os personagens que estão lá, para Tóquio, e vindo todo mundo para trabalhar é a melhor solução! Assim me da mais abertura para trabalhar os outros casais. Por falar nisso, muita gente vem cobrando isso, mas eu sempre aviso que minha prioridade é SasuSaku, os outros casais não vão ser muito trabalhados! Mas prometo fazer o melhor possivel dentro do espaço que tenho disponível para eles e espero que isso não chateie ninguém /: E aproveitando que estou falando disso, eu trouxe a Ino de volta! Eu não podia trazer todas, porque não faria sentido deixar o Café sozinho, então escolhi a Ino, já que é a melhor amiga da Sakura e não consigo imagina-la longe durante essa fase da vida da melhor amiga. Com isso, o casal que vai se desenvolver mais por agora é Ino e Sai! Com ela em Tóquio a coisa vai se ajeitar de vez :) (Tenten e Hinata também vieram para Tóquio, mas foi só para o aniversário do Sano) E agora a questão do traidor está finalmente exclarecida. Sai é do bem e vai continuar proporcionando muitos momentos engraçados à todos vocês! E nessa parte também tivemos um pouquinho sobre o desenrolar da situação do Naruto com a Hinata! Ele contou para o Neji, que é amigo de longa data, e ele está vindo tirar satisfações. Esse encontro vocês vão poder conferir no próximo capítulo! A festa do Sano foi um momento de descontração, que junto com o casamento, são os ultimos eventos parados. Passando o casamento, as coisas ficam mais empolgantes! E por ultimo, mesmo com Orochimaru afastado, Sasuke ainda tem que dar um jeito no que sobrou da Akatsuki. Maaas, isso que aconteceu agora é fichinha perto do que o Orochimaru está tramando! (isso conta como spoiler? HAHHAHAH) E eu recebi muuuitas perguntas sobre dois personagens: Sasori e Karin O Sasori está bem perto de aparecer! E lembrado que ele não é um vilão, então podem ficar tranquilos. Já a Karin, anida vai demorar um pouquinho para voltar, mas ela vai ter uma participação importante em um momento critico do futuro da fic! Então calma que eu não esqueci de nibguém! Eu sei que não tenho tido tempo de responder os comentários, mas isso não quer dizer que não estou de olho em tudo o que vocês falam! Eu vejo várias dúvidas e espero que aos poucos eu esteja conseguindo responde-las. O capītulo de hoje foi dividido em dois justamente porque eu queria abordar algunas questões mais a fundo, e bem, qualquer coisa podem comentar que se Deus quiser em algum momento eu consigo tempo para responder! Também podem mandar mensagens privadas que adoro conversar por lá ❤ #GLOSSARIO Shishi-odoshi: presentes em jardins japoneses e/ou paisagismo com estilo oriental. Apesar de ser considerado um elemento que traz uma grande harmonia e beleza a qualquer jardim, essa fonte tem na verdade originalmente outra função: Espantar veados e outros animais que invadiam as propriedades japonesas. O próprio nome já diz tudo: Shishi-Odoshi significa literalmente “Assustar o veado”, mas também é chamado de Sōzu, e assim como outros dispositivos como o kakashi (espantalho) por exemplo, o ruído característico e rítmico desse dispositivo serve também para espantar aves e animais nocivos para as plantações. (FONTE: http://www.japaoemfoco.com/shishi-odoshi-fonte-de-agua-de-bambu/) Furin: Fūrin (風鈴) significa literalmente “Sinos de Vento” e tem origem chinesa. É um objeto simples que se caracteriza na maioria das vezes por uma esfera ou cilindro de vidro, cerâmica, metal, bambu, madeira, etc. Dentro dele tem um pêndulo que balança ao sopro do vento, ecoando um som parecido como o de um sino. (FONTE: http://www.japaoemfoco.com/furin-os-tradicionais-sinos-de-vento-do-japao/) Para quem tiver curiosidade em escutar o som que a Sakura escutou ao sair para a parte aberta da Sharingan: https://www.youtube.com/watch?v=_j3QipIFkNM Acho muito relaxante :) Okonomiyaki: (お好み焼き?) é um tipo de panqueca fina frita japonesa com vários ingredientes. A massa é feita com farinha e acrescenta-se caldo de vegetais ou peixe dashi, ovos e repolho finamente picado, e usualmente contém ingredientes como cebolinha, cebola, carne (geralmente de porco ou bacon), polvo, lula, camarão, vegetais, kimchi, mochi ou queijo e regado com finas tiras de maionese. Por mais que não seja comum na receita tomates, eu não pude impedir de deixar a referência HAHAHA Onigiri: O oniguiri também conhecido como nigiri ou omusubi é um bolinho de arroz japonês geralmente em forma de triângulo, ou de forma ovalada envolto por uma folha de nori. ROUPAS SHARINGAN: — http://68.media.tumblr.com/4ded127425e37abf3702878f5e64da8b/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o10_1280.jpg — http://68.media.tumblr.com/c44160ad4c90ab331b4f0649432c05f2/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o7_1280.jpg — http://68.media.tumblr.com/7c247fdcb0783335ba42b2127eb8532f/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o9_1280.jpg — http://68.media.tumblr.com/876b66b2110406b60236be64d95706db/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o8_1280.jpg — http://68.media.tumblr.com/808cd4547b25c5b42b45da0952c0912b/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o5_1280.jpg — http://68.media.tumblr.com/4af74069994d9e4bca131074a63b9f03/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o4_1280.jpg Sugeridas por Roberta Sanchez lá no facebook! Muito obrigada ❤ É exatamente assim que eu imagino os membros da Sharingan vestidos, as primeiras então são muito Oyabun! Aniversário do Sano: Convite: http://68.media.tumblr.com/305ae0bce0b6a69f9782b9f1ab5e99cb/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o1_400.jpg Decoração: http://68.media.tumblr.com/993d288f18aef583d2047334b4c11e36/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o3_1280.jpg ROUPA SANO E SAKURA: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=217459392 Sharingan: http://68.media.tumblr.com/d3a7f3c0637fa7111445ffc4112bba5d/tumblr_og8s8hyWKW1vsy478o2_1280.jpg Refeitório: http://68.media.tumblr.com/b1be668986ba54bfe84edf0a49dd85bf/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o6_1280.jpg Sala de chá: http://68.media.tumblr.com/3cdd51cde66c964969079c362c88c366/tumblr_inline_olztbuIFa51qb1x4w_1280.jpg NO PROXIMO CAPÍTULO: Vocês estão convidados para o casamento do ano! http://68.media.tumblr.com/5dd3f5ca835c8de01992950c8da4dc9f/tumblr_olztc8pbgD1vsy478o2_1280.jpg http://68.media.tumblr.com/eefacf26ec0a4e349d3902739fa89e7e/tumblr_olnratqL5D1vsy478o1_1280.jpg Em parceria com a JulisBW_, autora da maravilhosa fic Hollywoodiana ❤ https://spiritfanfics.com/historia/hollywoodiana-7525759 Não vou falar muito mais, pois a bateria do celular está acabando e não estou perto da tomada no momento! Se você está lendo isso espero que tenha um ótimo fim de domingo e que minha fic tenha contribuído para terminar o dia bem e começar a semana melhor ainda :) Obrigada a todos pela paciência e por continuarem acompanhando ❤ Qualquer coisa errada, dúvidas, sugestões e etc comentem que eu respondo assim que possível! Obrigada por lerem, beijos e até domingo :*