Resident Evil - a Série: Projeto Tyrant

7 Capítulo 6: Saindo da mansão


Notas iniciais
Quase 100 leitores.
Nossos heróis conseguem os quatro medalhões necessários para deixarem a mansão, mas será que esse é mesmo o fim?
Nem pensar, Jill encontra uma misteriosa jovem chamada Kássia que sabe de todos os fatos que ocorreram na mansão antes que qualquer policial do R.P.D. chegasse lá, mas será que ela conseguirá convencer Kássia a lhe ajudar a escapar da mansão?
Parece que muitos mistérios ainda estão para serem descobertos.

Resident Evil — A Série

...

Capítulo 6: Saindo da mansão.

Com alguns minutos de conversa para acalmá-la e ganhar a sua confiança, me atrevi a fazer uma pergunta:

- Qual é o seu nome?

- Meu nome é Kássia...Respondeu a jovem de aparentes 17 anos.

Observando atentamente aquele lugar, eu pude ver uma pequena janela e me aproximando para enxergar o que estava do outro lado dela, consegui ver um enorme heliporto ao longe.

Cheia de esperanças, perguntei a Kássia:

- Você sabe como nós podemos chegar lá?

- Sei sim, mas eu não vou sair daqui de jeito nenhum...Disse a amedrontada garota, com um olhar perdido em tristes memórias dos últimos acontecimentos vividos por ela naquela mansão.

Porém, sabendo que aquela garota conhecia o caminho até lá, e que ela poderia ser a chave da minha salvação e dos outros policiais, eu me esforcei para convencê-la a ir comigo até o heliporto.

Após ela aceitar o convite, quase forçado, eu a perguntei se ela sabia atirar.

- Sei sim, é muito difícil alguém sobreviver aqui se não souber se defender de alguma forma...Respondeu-me.

Então, entreguei uma shotgun que eu carregava para ela.

...

Antes de sairmos da biblioteca, Kássia me entregou uma pedra vermelha preciosa do tamanho de uma mão, que ela havia encontrado ao chegar ali.

- Essa pedra se parece com um rubi, deve valer muito!...Eu disse admirada.

- Muitos já morreram por essa preciosidade, cuide muito bem dela...Alertou-me a garota.

- Como assim? Quem morreu? Aliás, você sabe me explicar o que está acontecendo aqui?...Perguntei a ela.

Se lembrando novamente de alguns fatos passados a garota disse:

- Prefiro não falar disso agora.

...

Kássia me levou até o lugar onde segundo ela, nós encontraríamos a passagem de volta pro primeiro andar.

Mas chegando no local, pude ver que o tal lugar se tratava de uma cozinha, e que a tal passagem, era um elevador velho.

Tudo estava revirado, como em todos os outros lugares da mansão, havia facas, garfos e cacos de vidro caídos no chão, e nas panelas ainda haviam restos de comida, já cheirando mal.

As paredes estavam sujas de sangue, com marcas e rastros de mãos ensangüentadas e no chão, próximo ao elevador, havia um corpo de uma das cozinheiras cheio de mordidas, com uma faca ensangüentada próximo a ele.

Ao ver aquele corpo no chão, rapidamente a garota correu e o abraçou em lágrimas, dizendo:

- Tia Lú, acorda tia, você não pode ter morrido, aqueles monstros não podiam ter feito isso com você!

Lembrando-me que a criatura que fez aquilo com ela poderia estar nas proximidades, eu puxei Kássia, dizendo para ela que já era tarde demais pra sua tia.

Com muita dor no coração, mas percebendo que eu tinha razão, a garota obedeceu e entrou comigo no elevador.

Mas, o elevador não estava funcionando e ao perguntar se havia outra forma de subir para o primeiro andar, a garota me disse que havia as escadas, mas que demoraria um pouco mais.

...

Já no fim das escadas, nós encontramos uma porta, mas quando a abrimos, um daqueles zumbis que certamente foi outro morador da mansão apareceu e nos atacou, me segurando pelo braço, tentando me abocanhar.

Vendo que eu não poderia sacar arma alguma, Kássia pegou sua shotgun e disparou trêmula contra o monstro.

Foram quatro disparos até que ela acertou na testa dele o matando de vez.

Agradecida eu disse:

- Vocês garotas aprendem rápido.

- Como assim vocês? Existem outras pessoas vivas aqui, além de nós duas?...Ela perguntou.

- Oh sim, esqueci de lhe falar isso, mas venha que vou lhe contar tudo direito...Expliquei-lhe.

Depois de alguns minutos de uma longa conversa, a garota falou:

- Então, se vocês estão vivos, eu acho que eu posso encontrar a minha mãe viva em algum lugar daqui também.

- Acho meio difícil alguém mais além de nós, estarmos vivos aqui...Falei.

...

Caminhando mais um pouco, nós chegamos no local onde o policial Burton se encontrava, junto da policial Rebecca.

Logo, fui apresentando Kássia para eles.

Mas quando Chambers iria me dizer algo sobre Barry, rapidamente ele sacou a sua arma, agarrou ela por trás e com a magnum black de Chris apontada pra cabeça dela, ele nos ameaçou dizendo:

- Me entreguem o medalhão, ou ela morre.

Percebendo que as minhas suspeitas sobre a pessoa de Barry estavam certas, eu disse:

- Agora eu entendo tudo, agora eu sei que foi você quem me derrubou pra dentro daquele buraco e que na verdade você fingiu que havia sido um zumbi, disparando tiros pro ar para me enganar, mas porque de tudo isso?

- Eu só estou recebendo ordens, policial...Falou ele.

Surpresa eu perguntei:

- Ordens! Ordens de quem?

Mas o policial ficou calado, como se quisesse falar, mas como se não fosse o momento certo.

- Quer saber, não me importa, porque mesmo se você pegar o medalhão que está comigo, você nunca pegará o que está com Chris...Eu disse.

Porém, com um sorriso sarcástico plantado no rosto, o policial disse retirando do bolso o medalhão que estava com o policial Redfield:

- Quem disse que não?

...

Imaginando o que ele poderia ter feito com Chris, eu disse transbordando em ódio:

- O que você fez com ele, seu desgraçado?

Novamente Burton sorriu.

...

Com todos os medalhões em suas mãos, Barry Burton sabia que ele poderia abrir a porta que o tiraria da mansão, mas ele já havia passado por situações que revelaram a ele, que a mansão estava cheia de armadilhas, então ele decidiu obrigar Kássia a abrir a porta em seu lugar.

Ao colocar os medalhões em seus devidos locais, a porta começou a se abrir vagarosamente, mas um estranho som vindo de fora da mansão fez Kássia se assustar e deixar cair sem querer um molho de chaves de seu bolso.

As chaves do molho eram cópias de chaves que abriam todas as portas da mansão e de outras casas próximas dela também.

.

Barry então pegou as chaves e saiu com todas nós daquela localidade.

...

Fora da mansão, havia um grande pátio com uma linda fonte no meio, e as casas vizinhas da mansão em volta dela.

Estava bem tarde e muito escuro, ao longe podíamos ouvir os uivos dos cães e percebendo que nós poderíamos atrapalhar o policial em sua fuga, ele decidiu nos trancar numa das casas.

- Você não pode fazer isso!...Rebecca tentou convencê-lo.

Mas ele nos deixou lá, trancafiadas.

.

Segundos depois, dentro daquela casa, nós escutamos um grito de dor do policial seguido por vários tiros de sua magnum, vindo do pátio lá fora.

...

Noutro lugar, também fora da mansão, Chris acordara de seu desmaio se deparando trancafiado numa cela de outro local desconhecido.

...

Fim do capítulo 6...Continuará!

Notas finais
Notas finais:
Sei que você deve estar pensando: -*Nossa que revelação do Barry hein!
Mas isso num é nem a metade das surpresas que esse conto lhe propõe. Continue acompanhando, você não vai se arrepender, eu garanto.