Jill Valentine arrumava a pilha de fichas criminais do departamento de policia que estava no chão.

*Motivo*

Vinha descendo as escadas com

a pasta na mão

quando de repente tropeçou

no degrau, deixando

a mesma cheia de fichas

caírem.

Só não caiu porque se segurou no ferro de apoio da escada que estava exposto ao lado. Enquanto arrumava a pilha, veio as lembranças passadas do tempo de Raccon City. Ficava lembrando-se de todas as coisas boas e ruins. De repente, em meio a seus devaneios, um homem surgiu. Era alto, a cor da pele era pardo, olhos azuis e etc.

– Você está bem? – disse o homem, estendendo a mão para Jill.

– Sim, estou bem. Só deixei cair esse monte de papel.

Quando acabou, subiu as escadas com o homem, amigo dela.

Jill e Edward entraram em uma sala escura, ela ligou a luz e avistou a mesma cheia de estantes contendo fichas e papéis. Procurou a estante correspondente à pasta, colocou-a lá e saiu rapidamente com Edward.

Edward então desceu com Jill, e, puxando assunto, disse:

– Ultimamente tem acontecido muitos crimes aqui em Virginia. A cidade tem sido vítima de mortes constantes. O DPC (Departamento de Policia Civil) disse que vai tomar providências rápido.

– Crimes? Que tipo de crimes?

– Mortes. Mortes horríveis, dilaceramentos. O DPC acha que há algum animal rondando Virginia ou algum canibal.

Jill estremeceu.

– Ca... canibais? – disse Jill, aparentando estar mais interessada no assunto.

– Sim. Mês passado acharam uma menina que, pela cara, deveria ter uns oito ou nove anos. Ela apareceu na estrada principal da cidade horrivelmente dilacerada, com as tripas expostas e a cabeça quase arrancada.

Abriram a porta que dava pra saída à escada.

– Meu Deus! – exclamou Jill, não dizendo mais nada em seguida.

– Bom, chegou o nosso horário de almoço. A gente se vê outra hora.

– Ok.

Jill e Edward saíram do departamento e entraram em seus carros. Os dois foram para rumos diferentes. Ela ficou martelando o assunto na cabeça.

“Raccon City, o retorno”, pensou consigo mesmo, “Não é possível. A cidade foi explodida junto com todos os monstros que ali continham.”

Não pensou em mais nada.

***

“triiiim” era o despertador de Jill dizendo que já era 14h30min da tarde e que ela tinha que voltar ao trabalho e estar lá as 15h00min como de costume.

Voltou para o trabalho.

Todos estavam muito preocupados com algo.

Todos falavam no mesmo assunto.

– O que houve? – Perguntou Jill a Elise, uma amiga que trabalhava com ela.

– É sobre Edward – chorou Elise, querendo contar a Jill a terrível noticia.

– Edward? O que houve, Elise? ME CONTA! – Gritou Jill com Elise, pedindo desculpas em seguida, pois estava muito assustada.

– Encontraram Edward morto na casa dele, ele estava horrível. Rasgaram-no a garganta e a barriga dele estava totalmente aberta, com moscas e larvas rodeando-o.

Jill não aguentou. Chorou junto com Elise. Havia perdido mais uma pessoa, mais um amigo do coração e isso ela não aguentaria mais.

– Elise, quem foi? Alguma pista? – perguntou Jill

– Não, nenhuma. Mas parece que Edward tentou atirar contra o assassino pois estava com a arma na mão e havia três balas no chão.

– Eu vou vingar a morte do meu companheiro, isso eu juro.

Jill foi trabalhar, querendo aparentar não ter nada. Trabalhou normalmente e com persistência obteve êxito em mostrar que estava bem.

– Não precisa fingir. Todos nós estamos em choque. – disse a voz do homem que estava de pé, na porta.

Era Josh, um detetive amigo de Jill também. Ela correu para os braços do amigo, inconsolável.

– Eu sei, eu sei que dói – disse mais uma vez Josh.

– Eu não sei como lidar, não sei mais o que fazer.

– Nenhum de nós sabe. Edward era uma boa pessoa, não fazia mal a ninguém. Mas quem fora capaz de cometer tal atrocidade?

– Não sei, mas eu vou descobrir. E coitado do individuo quando eu o pegar.

– Só não se esqueça de que você é uma detetive também e que não deve fazer o que bem entende. Deve fazer o que a lei manda.

– Claro. – disse Jill, então.

O relógio já dizia ser 23:30 da noite e só estava Jill e mais umas pessoas, funcionários do departamento.

– Beth, você viu o Josh? – perguntou Jill a uma funcionária, Beth.

Beth era uma incrível pessoa. Trabalhava no turno da noite, entrava 23:00 e saia 6:00 da manhã. Ela ficava na porta, anotando quem entra pra fazer algo e quem sai. Era a vigia da noite.

– Josh saiu hoje cedo. Não sabemos onde ele foi.

– Tudo bem.

Jill olhou a bolsa e se deu conta que havia esquecido algo em sua sala.

– Beth, eu esqueci uma coisa na minha sala e preciso que você me espere um pouco, pode ser?

– Claro, vai lá.

Jill subiu, foi até seu escritório e pegou o rádio e colocou-o na bolsa. Quando ia colocando, ouviu chiados de Beth gritando.

– SOCO... SOCORRO, JILL. SOCORROOOO!

Jill não falou nada. Desceu as escadas correndo com uma Beretta na mão, pra atirar em qualquer um ou coisa que viesse tentar machucar.

– Beth? – perguntou Jill, em voz alta, chamando a companheira no último degrau da escada, sem êxito.

Sem resposta.

Só um silêncio.

Jill desceu lentamente, abriu a porta das escadas sem fazer o menor barulho, pois queria pegar o assassino que vinha aterrorizando a cidade há meses. Foi então para o balcão de Beth e encontrou a mesma deitada no chão, com sangue escorrendo pela boca, pela garganta e pela barriga. Totalmente mutilada. Ficou olhando um tempo para o corpo e depois foi procurar pistas.

Havia várias pegadas no chão e Jill seguiu todas elas, em busca do que tinha no final de cada uma delas. Ouviu então o barulho de tiros e um grito em seguida, um grito de um homem. Seguiu o grito. Vinha do estacionamento e foi ela então para o lugar de onde vira o barulho. Viu um monstro horroroso comendo o segurança, que dava tiros no bicho que não morria, e ficou inconsciente quando expirou. Assistiu a cena. Quando o monstro se virou, viu Jill. O monstro era uma mulher, cujo rosto e corpo estavam totalmente apodrecidos por fora e obviamente por dentro.

A mulher veio em direção de Jill pra querer atacar a mesma. Não pensou duas vezes. Jill atirou na cabeça, pois conhecia os zumbis já havia anos.

“Então é isso. Os zumbis que sobreviveram em Raccon vieram se propagar por Virginia também.”, pensou.

Clicou no botão que destravava o carro e, quando o apertou, viu Beth e o segurança mutilado vindo em sua direção, que com certeza haviam se transformado em uma daquelas criaturas. Jill os olhou cheia de pena e atirou neles. Os dois morreram também. Só que o que ela não imaginava é que aquele zumbi ou outros já haviam infectado metade da cidade em uma tardezinha, então não iria demorar pra infectar a mesma toda em menos de um dia. Surgiram mais zumbis na porta do estacionamento e Jill não teve como sair, pois se pegasse o carro e quisesse atropelá-los, as centenas de zumbis que estavam ali iriam fazer o carro capotar e Jill morreria. Jill estava sem saída.