Resident Evil : Death Way
1 2 Meu Primeiro Morto
Constance sempre visitou clubes e outros lugares para treinar sua pontaria, desde os dezoito anos, seus braços e dedos, mesmo magros, tinham se acostumado com o peso do objeto, e hoje em dia ela podia usar a escopeta com uma só mão se quisesse.
Ela saiu do carro, estava armada, muito bem armada, não tinha com o que se preocupar. Pelo menos era o que pensava.
Consty olhou em volta, com o cano da escopeta apontada para o céu escuro, mas o dedo pronto para puxar o gatilho.
Talvez você esteja exagerando, e se for apenas alguém que sofreu um acidente de carro e precisa de ajuda?E mesmo que seja algo perigoso, quem disse que só por que já atirou em alvos falsos, vai ser capaz de puxar o gatilho em qualquer outra situação?
Ela deu a volta no carro, percebendo que a marca do sangue foi se arrastando até o fim do veiculo. Foi até onde a marca terminava, não via nada, olhou para a estrada, pelo caminho por onde havia vindo. Nada.
-Por favor...
Constance se virou bruscamente, a voz vinha de suas costas, uma voz rouca, quase um sussurro desesperado, e ela se assustou ainda mais ao ver a aparência do homem.
Estava com roupas formais, mesmo ensopadas de sangue, ainda era um belo ternoCalvin Klein, talvez tivesse saído de uma festa. Talvez a festa não tivesse sido das melhores, também haviam marcas de mordidas no ombro e do lado esquerdo de seu rosto, o sangue escorria pelos buracos profundas, ele estendeu o braço em direção de Constance, emitindo gemidos de dor.
-Você esta bem?!Venha, temos que ir ao hospital!
-Não...Não...Esta ali...O monstro esta...Esta embaixo...
Ela franziu a testa, Monstros?Bom, esse lugar tem algumas áreas florestais mas não sabia que existiam ursos ou coisa parecida...
-Embaixo?
-No carro...Embaixo do... carro... – Foi realmente difícil entender o que ele dizia, mas apenas ouvindo a palavra carro e embaixo, conseguiu deduzir o que ele queria dizer.
A filha única dos Lecter’s tentou raciocinar, o homem tinha todos os cinco dedos em cada mão, já a marca de sangue no vidro mostrava uma mão sem dois dedos, o mínimo e o anelar...
Constance tremeu, pensando na possibilidade de ter atropelado alguém...E tremeu ainda mais em pensar melhor na situação. Esse homem está ferido, mas são apenas mordidas, e eram mordidas pequenas, e se a pessoa (ou seja lá o que for) que supostamente está embaixo do carro, estivesse ainda mais ferida, afinal, ela já perdeu dois dedos, e se esse homem estivesse tentando ataca-lá e em um ato de desespero, a mesma pessoa tive-se o mordido para se defender, e talvez, quando fosse olhar embaixo do carro, além de ver alguém morto, esse cara me atacar por trás?!
Constance tinha que arriscar, por mais que esse pensamento a fizesse ter vontade de atirar no homem, ela podia estar errada.
Ainda segurando a escopeta firmemente na mão direita, ela se abaixou, usando a mão esquerda para se apoiar em uma das rodas do carro, caso fosse preciso se levantar rapidamente.
Mas antes que pudesse abaixar a cabeça para ver o suposto monstro no qual o homem falava, uma mão sem os últimos dois dedos agarrou seu tornozelo. Uma mão podre, morta.
∞
Constance se jogou para trás, caindo no chão, e olhou para seu tornozelo, a mão completamente cinza havia sido arrancada do corpo, mesmo assim, ainda podia senti-lá se fechando e quase cortando a circulação de seu pé cada vez mais.
Gritando, ela agarrou a mão para se soltar, vendo os nervos saírem do pulso sangrento.
Consty a jogou longe, e ao levantar a cabeça, ela viu a figura molenga que estava embaixo do carro se levantar, a mulher loira andava em sua direção,
o corpo estava queimado em vários lugares, e ainda por cima em estado de decomposição, apesar de tudo Constance viu uma pequena aliança na mão que ainda estava inteira. Um pensamento assustador chegou a sua mente como se fosse sussurrado por alguém...
Ela esta morta. É um zumbi.
Não...Não seja idiota...Deve ser uma doença...Uma doença terrível.
Constance levantou a escopeta apontando para a mulher.
-Parada!
Ela sacudiu braços, seu olhar era de fome e dor, mas principalmente, um pedido de ajuda sem palavras.
-Eu mandei parar! – suas mãos tremiam. A mulher não parou.Mas Constance continuou a segurar firmemente a escopeta.
Estava com medo, maior do que em qualquer momento de sua vida.
Até mesmo maior do que aquela vez...
-AH! – Seu grito agora não era de medo, era de raiva.
Ela levantou a arma a altura do estomago do zumbi.
Isso não é um humano. É apenas um monstro. Então seja educada e chame a desgraçada do que ela realmente é.
Era isso que sua mãe diria.
Ela atirou três vezes na barriga da criatura. A cintura foi estraçalhada, separando o tronco do resto do corpo em uma explosão de sangue, e outras coisas que eram mais fáceis de se ver nos cadáveres do necrotério.
Da cintura para cima o corpo continuava animado, se arrastando na direção de Constance.
Então é que nem nos filmes?
Ela se levantou até ficar na frente do corpo caído que se arrastava desesperadamente no chão, então ela apoiou a ponta da bota na testa do zumbi, que continuava emitindo gemidos grotescos.
-Me mande um cartão postal. – Com a bota, ela empurrou a cabeça para trás, e ouviu o crack dos ossos do pescoço se quebrando. – Lá do inferno.
O silencio dominou a rua. Até ouvir outros gemidos.
Agora o homem de terno havia se transformado naquela coisa.Ele caminhava balançando o corpo para os lados, os olhos estavam brancos.E os braços estendidos, desejando alimento.
Constance não hesitou em levantar a escopeta, apontando para a cabeça do zumbi. E puxou o gatilho. A cabeça explodiu como uma bomba, espalhado mais sangue pela estrada.
Ela abaixou a arma, pensando como aquilo tinha sido bom para o seu ego.
Então entrou no carro, e calmamente dirigiu o que ainda faltava para chegar ao seu apartamento.
∞
Lecter desceu do carro, e usou uma roupa esquecida no porta malas para limpar a marca de sangue na janela (amanhã lavaria o carro e faria um trabalho melhor de qualquer maneira), e colocou a peça manchado de sangue no porta-luvas, amanhã também se livraria dele, mas não podia se arriscar a subir no prédio e deixar alguém ver tecido vermelho.
Enquanto saia do estacionamento para subir as escadas até o seu apartamento, ela ouviu o som do motor de uma moto, Por pura curiosidade ela olhou para a entrada, uma Harley vermelha entrava no estacionamento, uma mulher desceu da moto quando ela parou, usava uma calça legging preta e uma jaqueta de couro vermelha com alguma coisa escrita atrás, mas Constance não conseguia enxergar o que. A mulher tirou o capacete, balançando os cabelos ruivos presos em um rabo-de-cavalo.
Constance escorregou, quase caindo dos poucos degraus que havia subido, fazendo um barulho alto quando a bota bateu no chão de concreto.
A garota ruiva olhou em sua direção, atraída pelo barulho estranho.
-Oi! – Constance gritou envergonhada, produzindo eco.
-Er... Oi! – A garota andou até ficar perto o bastante de Consty para não precisar gritar. – Você é nova no prédio?Nunca te vi por aqui antes?
-É. Eu me mudei faz menos de uma semana.
-Hum... – Ela tinha bonitos olhos azuis, Lecter jurava que já havia os visto antes.
-Ah, eu sou Constance Lecter. – Ela estendeu a mão.
-Haha! – Ela apertou a mão de Consty. – Não torturou nem comeu ninguém hoje não é?
Por um segundo Constance adquiriu um olhar indignado, ao mesmo tempo em que não entendia o que a garota ruiva queria dizer...
-Desculpe, eu não entendi...?
-Anh...Lecter, sabe? Hannibal Lecter… Aquele filme!
-Ah...
-Eu sou Claire Redfield. Do Nº26
Redfield... Onde eu ouvi esse sobrenome... Leon S. Kennedy, Sheva Alomar... Roddie Baxter…Chris…
-Irmã de Chris Redfield?
-Você o conhece?Legal!Nos dois moramos aqui!
-Legal.Alias, eu sou do Nº19
-Bem... – Ela balançou a cabeça – Eu vou indo, senão ele vai bancar o irmão mais velho de novo e daí eu me ferro...
-Ok, meu cachorro deve estar preocupado comigo também. – As duas riram.
Notas finais
E quero uma opinião, sabem o livro "original" que falo na minha página principal? Eu posso posta-lo nesse site? Sendo que é uma criaçao original e não um fan-fic? Se sim o que acham de eu começar a coloca-lo aqui como outra de minhas séries (é um tanto mais violento que RE: Death Way, e se trata mais de um terror.)?
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