Resident Evil - Begins
5 IV - The end?
Notas iniciais
IV — The end?
Nos limites da cidades, pode se ouvir um som limpo de motor, uma motocicleta, praticamente nova...
***
Metade dos S.T.A.R.S, estavam em completo tedio. E a outra metade jogando truco. Na verdade, as investigações estavam bem paradas, e ocorrências eram bem poucas. Quem teve a maldita ideia de levar uma equipe tática especial para uma cidade tão chata? Essa pergunta era mais que costumeira nas mentes de vários daqueles militares. Eles só não sabia o quão perturbador seria a resposta.
Chris esta no grupo que jogava truco, mas também nos do entediados, incomodava-lhe profundamente ser um inútil. Quando chegou em Raccoon, teve uma pequena parcela de ilusão ao pensar que todos iram implorar que eles participem de investigações, só por serem ex-militares do exército, e até alguns ex-membros da SWAT. Quando pensou nisso, direcionou o olhar para Barry, que parecia muito jovial com os rapazes, permitindo-lhe até dar um pequeno sorriso. Os outros que não jogavam, estavam analisando papéis, como se tivessem analisando um menu de lanchonete com desdém. Isso deu fome, o que aumenta mais o tédio.
Os dois capitães das equipes, conversavam, Wesker não parecia interessado. "Quando Wesker fica interessado com algo?" se perguntou Chris. Ele estava tão distraído com tudo, que estava perdido no jogo, fazendo papel de "pato".
Enquanto isso, em frente do prédio, a mesma moto, era estacionada por uma jovem, seu rosto não podia ser visto, mas o corpo em cima da moto era lindo, muito sensual, tinha acabado de sair das Forças Armadas. Era um recomeço. Ela tirou-lhe o capacete e olhou fixamente a faixada do prédio.
"S.T.A.R.S, o que tem para me oferecer?" perguntou a jovem, que num movimento rápido saiu da moto e colocou o óculos estilo aviador.
Andou confiante até a porta, tentando transparecer segurança, queixo pra cima, e sem ser intencional, pareceu um tanto sexy como estivesse desfilando, mas por dentro estava querendo jogar tudo para o alto. Colocou suas duas mãos na porta respirando fundo, empurrou de uma fez só fazendo um certo barulho. O prédio não era muito grande, e nem cheio, nem parecia um departamento de policia. "Onde fui me meter?" se perguntou na porta do departamento, parando um pouco para observar atrás do óculos escuro, reparando que havia alguns olhares curiosos para si, decidiu comprar a imagem que não se importava com o que pensariam dela.
Andou, mais confiante e sexy ainda, por todo o corretor. parecia uma cena de filme, em que por onde ela passava todos tinham obrigatóriamente de olha-la. Seus passos com aquele corduno pesado estilo militar mesmo, ecoava naquele silencio curioso. Parou na primeira mesa que, ironicamente, eram dos rapazes jogando, Barry, Chris, Frost, Sullivan e Brad, todos olharam para ela, dez por cento curioso em saber quem era ela, e os outros noventa completamente bobos com a beleza da jovem. Os 10% no caso, era o Barry.
– Capitão... Albert Wesker? — perguntou a garota, perdida, querendo saber se algum deles era aquele que procurava.
Antes mesmo que um deles abrissem a boca para dizer algo, uma voz ecoou na sala:
– Sou eu. — respondeu, a voz soava atrás de si, fazendo seu corpo virar involuntariamente.
– Eu sou a Jill, Jill Valentine. Fui recrutada, para cá, na verdade, só se for aceita. — deu uma risadinha sem graça. E deu-lhe a mão como comprimento, que recebeu um apertão forte e breve.
– Valentine? Me parece comum. De onde você venho? — perguntou o capitão.
– Da Carolina do Norte, Força Delta. — respondeu, sabendo que a fama de seu sobrenome na verdade surgiu de seu pai, criminoso. Preferiu deixar esse assunto pra depois.
– HM, não conheço ninguém de lá. — mentiu — Bom, pra que seja aceita, será submetida a alguns testes.
– Claro. — tirou seu óculos e pode mostrar seus lindos olhos azuis.
Wesker, como os outros rapazes, reparou minuciosamente em seu corpo, coberto por uma calça jeans de tom escuro, quase preto, e uma regata branca grudada e um tanto pequena, que lhe permitia um curto vislumbre de sua barriga negativa. Seus cabelos eram curtos e negros, e a parte de cima da regata (pode se considerar a parte da manga) era bem pequena e revela um pouco de seu sutiã preto. Para o capitão, Jill era distração demais, o que poderia ser algo negativo, mas para ele parecia que ela tinha caído do céu, não por ser um anjo — embora parecesse — por notar que seu soldado mais competente e que poderia lhe dar mais trabalho, Chris, estava encantado com a moça.
"Uma perigosa e perfeita distração." pensou o capitão, enquanto acena com a cabeça para Valentine, e mostra-lhe o caminho.
***
A equipe Alpha inteira teria que decidir se a moça era capacidada para o cargo. Analisando seus truques de combate, resistência, habilidade com armas e especializações. Jill faz questão de mostra-lhes primeiro suas especialização em arrombamentos: demonstrou com o seu equilamento especial, em alguns dos armários dos S.T.A.R.S, escolheu um aleatóriamente, e abriu o armário de um jeito que ninguém soube como, e revelou um armário cheio de fotos familiares.
– Bonitas fotos — disse a moça querendo saber de quem era.
– Obrigado, — respondeu Barry — Mas como você fez isso? Você é um tipo de mestre da destranca?
– Quase.
O segundo teste, eram os truques de combate, testando seus golpes e movimentos. Numa prova que consistem em várias "pessoas" de papelão que apareciam do nada, algumas velhas inocentes ou crianças e na maioria das vezes bandidos. "Que clichê!" pensou a moça. Mas tinha que acatar as ordens. Testando ao mesmo tempo suas habilidades com armas, tendo que escolher cada arma, adequada a situação.
E o ultimo teste, de resistência, era parecido com o último, mas no caso ela não poderia usar armas de fogos, e sim os próprios punhos. Vendo até onde ela aguentava.
Todos observavam-a a cada movimento ou golpe. Principalmente Chris, que num momento nostálgicos, lembrou de conversar com Claire — quando estava quase entrando no exército — sobre a garota perfeita. Ele lembrava bem da resposta: "Linda, com olhos muito azuis e cabelos pretos. E seria bem forte, e parceira." lembrava até que Claire havia lhe perguntado se ela tinha que ser militar igual a ele, "É a garota perfeita, não uma impossivel" lembrou de sua resposta.
Quando Chris pensou nesta memória, percebeu o quão irônica era ela, fazendo com que abaixasse sua cabeça para esconder seu pequeno sorriso. Olhou novamente a novata, que havia terminado seu último teste, encarando a todos do outro lado da sala e, sorrindo.
– Como me sai? — perguntou a jovem olhando para o capitão.
– Traga seus documentos para mim, amanhã de manhã. O mais cedo possível e sem falta. — afirmou o Albert frio. Virando para a direção contrária e indo a sua sala.
– Isso foi um sim? — se questionou olhando Wesker se afastar.
– Foi. Parabéns, novata — Barry foi o primeiro a se pronunciar, dando-lhe a mão para um apertão, que realmente aconteceu.
– Bem-vinda ao Alpha. — Chris disse sorridente. Jill finalmente pode reparar direito no jovem que tanto a observou, e se sentiu lisonjeada por tal ato, afinal, o rapaz era realmente atraente. Mais um aperto de mão, dessa fez em Chris, uma sorridinha a mais, e até uma piscadela.
Logo depois foi a fez da mão de Brad, que nada falou a ela. Só acenou brevemente.
– Obrigada, colegas. Espero ver vocês amanhã novamente — agradeceu e finalizou sua frase com um breve sorriso. Deu-lhes também um balançar de dois dedos, gesticulando um "até breve".
Comparando com o jeito que Jill chegou nos S.T.A.R.S, havia saído bem mais confiante, colocando de volta seu óculos, como uma superstar que sai de um lugar, e dá de cara com vários paparazzis.
– Já pode parar de sorrir, Chris. A novata já saiu. — brincou Barry, retirando bruscamente seu parceiro dos pensamentos.
– Do que estão falando? — disse recompondo-se.
– Qual é, cara? Você quase ficou de quatro pela garota. Feito um cachorrinho. — completou Brad.
– Não é pra tanto... Mas ela era a maior gata mesmo, vão negar?
– Não — admitiu Brad.
– Barry? — Chris buscou a opinião sobre o assunto de seu parceiro.
– Maior gata é a minha patroa, Chris!
Todos deram uma breve risada, quase unissom. Redfield conseguiu escapar do assunto constrangedor lembrando que todos tinham um jogo pra terminar. Sullivan continuara na mesa esperando informações da garota nova, o que fez lembrar os rapazes do acontecido e dando ao jovem Red mais vergonhas. "Malditos" pensou Chris, mesmo achando engraçada a situação.
A PRIMEIRA INVESTIGAÇÃO
Jill tinha acabado de se mudar para seu apartamento no centro da cidade de Raccoon, era estranho como sua vida tinha ganhado um rumo diferente. Quando se imaginava na casa dos vintes, nunca ousaria pensar que seria uma agente. Agora nos S.T.A.R.S tudo tinha sentido. Só se preocupava com a relações (na verdade a falta dela) que tinha com seus vizinhos e colegas de trabalho, não tinha ninguém pra sair, nem mesmo pra conversar. A única garota no trabalho era tão jovem e introvertida, achou melhor ficar na dela mesmo.
Até que a campainha tocou. "Que inferno pode ser?" se perguntou, só podia ser alguem desconhecido. Tinha medo de quem poderia estar do outro lado da porta. Mas decidiu ver o que rolava. Se aproximou lentamente da porta e a abriu, se deparando com duas garotinhas:
– Olá, o que desejam? — perguntou Jill delicadamente.
– Você é policial mesmo? — perguntou uma das garotinhas de vestido verde escolar.
– Sim, eu sou. — sorriu, mas logo desmanchou o sorriso quando pensou na possibilidade de algo grave ter acontecido — O que aconteceu?
– Nosso cachorrinho sumiu, — disse a garota menor, tirando o dedão da boca, ela estava de macacão. – Papai e mamãe não estão em casa.
– Poderia nos ajudar? — completou a outra com cara de choro.
– Claro. — disse mais aliviada, fechando a porta atras de si — Vãos procurar.
Durante o caminho ela descobriu que a maior era a Becky, e a menor era Priscilla, mas gostava de ser chamada de Pris. As duas garotinhas, que antes eram bem tímidas, se mostraram duas falantes. Valentine, geralmente, não ficava a vontade nessas situações, mas com as duas irmãs ela se sentiu praricamente uma irmã mais velha. "Se você tivesse sido mais malandrinha na juventude, podia ser mãe delas" ironizou para si.
– Doddy! — gritou a pequena Paris quando encontrou o cachorro. No final das contas, o cachorro estava a poucos quarteirões do condomínio, num jardim. Assim que o "resgate" terminou, a bela militar pode levar as irmãs de volta ao lar. Becky e Pris ficaram agradecidas pela atitude e prometeram visitar Jill mais vezes...
S.T.A.R.S e o passado.
Um mês depois...
A novata, Valentine, estava todos os dias cedo no escritório, chegando praticamente junto com o Wesker. Ela tentava se informar de todo tipo de investigação que a equipe já fez. Hoje, quando chegou, Wesker já estava lá, e pra sua surpresa Chris também.
– Bom dia. — disse a jovem simpática.
– Bom dia. — respondeu Chris somente – Caiu da cama?
– Eu ia te fazer a mesma pergunta.
– Jill, — Wesker lhe chamou a atenção – Preciso que me diga se você esteve envolvida nos crimes de seu pai.
– O que? — perguntou abismada – Como você soube?
– Quero a resposta. — disse num tom soberbo.
– Só como cúmplice, não me envolvendo em nada, mas eu sabia o que ele fazia. — respondeu fria – Quer saber mais da minha vida?
– Por enquanto é só. No centro da cidade, vem uma tendência de furtos igual a de seu pai. — justificou — Sabe de algo?
– Não. Mas posso verificar.
Wesker jogou uma pasta de papeladas em sua mesa, Chris permaneceu em silêncio em toda a cena, até seu capitão afastar.
– Não liga para o comportamento dele, ele sempre foi assim. — falou baixo, tentando confortar a garota um tanto cabisbaixa.
– Já lidei com gente pior. — afirmou fria analisando a papelada.
Chris decidiu deixa-la quieta, enquanto também analisa a papelada na sua frente, periodicamente parava sua concentração para admirar as caretas de duvida da jovem, ele achava surreal tamanha beleza, e lhe tava ainda mais tesão ver a jovem concentrada com cara de séria.
Aos poucos o pessoal foi chegando.
– Vai haver um assalto hoje. — disse Jill, quebrando o silêncio.
– Como você sabe se os periodos dos roubos são irregulares? — questionou Barry.
– Eu simplesmente sei, provavelmente no horário de almoço. Períodos trocados, gente indo pagar a conta nos intervalos do trabalho, dia útil... — justificou pensando "perfeito, igual aos planos de meu pai.".
– Barry, Chris e Jill. Se arrumem mais rápido possível, esta havendo uma tentativa de furto quase fracassada no Banco de Raccoon. — Wesker passou acelerado e dando ordens a todos.
Jill tinha razão.
***
Chegando lá, os criminosos estavam presos ao banco apenas com os funcionários de refém. Assim como Dick, eles não tinham experiências com fazer reféns. A viatura dos STARS já estavam estacionados de qualquer jeito do lado das viaturas do RPD. Wesker estava tentando fazer contato com uns dos assaltantes, que o persuadia para se entregarem.
Os assaltantes, com um plano maluco na cabeça planejara se entregar com um acordo.
Dois dos policiais da RPD foram busca-los, Jill esperou ansiosa para ver se reconhecia um dos criminosos, ou saber se eles eram um tipo de fã de seu pai. Nunca sabe o que se pode esperar. Eram dois infratores, de longe podia perceber que um era bem alto e negro, e o seu parceiro era mediano e branco.
Ao longo que os dois iam se aproximando, a ficha de Jill caiu:
– Matt? — perguntou para si. O mediano, era mais que conhecido da militar. Seu pai negociava com o pai dele. Ele estava diferente, mas mesmo com a distancia de uns 3 metros, aproximadamente, pode ter certeza que era ele.
– Jillie, minha princesa, eu procurei tanto por você. — disse o rapaz, deixando todos boquiabertos.
Antes mesmo que a jovem podesse responder algo, o policial o direcionou bruscamente para a viatura do departamento policial de Raccoon City.
**
Na viatura, só houve alguns olhares mas nenhum comentário. Jill só olhava pela janela envergonhada, desejando novamente jogar tudo para o alto e sair correndo. Ninguém a julgaria, talvez nos pensamentos, mas tentariam não demonstrar.
AS PRIMEIRAS VÍTIMAS
Na volta, já no escritório, a jovem ficou bem introspectiva, o que fez Redfield tomar suas dores a sí, e sentir até mesmo a sua angustia. Ele ficou a observando e simplesmente não conseguiu se concentrar no trabalho, não sabia bem o por que de estar acontecendo isso, ele sempre foi tão centrado e responsável, então, entra essa novata e o tira do juízo. Valentine reparava no olhar do colega pra si, mas pensou que era um tipo de julgamento. Os dois tinham mesas próximas, na verdade, uma ficava na frente da outra, ela até tentava se concentrar entretanto aquele olhar não deixou. Chris percebeu seu incomodo, e reagiu:
– Jill, Você quer conversar? — perguntou o rapaz simpático.
– Nao . — respondeu seca.
– Mas... — ele insistiu – Eu sei que só sou seu colega, mas seria bom você se abrir, contar o que houve hoje a tarde.
– É uma longa historia.
– Não tenho nada pra fazer.
Ela olhou em volta, suspirou e pensou: "Por que não?"
–Como você soube mais cedo, meu pai era um criminoso, especialista em arrombamentos e roubos a bancos. Passou 20 anos foragido, e eu o ajudei. Não só em esconde-lo, mas roubando também. — olhou para a mesa com vergonha – Meu pai tinha muito aliadas, principalmente um traficante, pai de Matt, o ladrão de hoje, nós namoramos. Mais para ajudar nos negócios do meu pai na verdade. Ai quando meu pai foi preso eu cortei relações totalmente.
– Parece que ele não superou. — brincou, e esperou por uma resposta, que não teve – O cara venho até aqui pra te procurar, ele sabia que você era uma policial, então cometeu um crime... Muito romântico.
Jill deu uma risada, muito verdadeira e encantadora: – Redfield, por favor, mantenha isso entre a gente — pediu, quase suplicante.
– Relaxa. — proferiu tranquilo e com um leve sorriso confiante – E me chame de Chris. Que tal, depois, se você não tiver ocupada, — gaguejava demais, procurando as palavras perfeitas para não parecer tarado ou desesperado, nisso analisou a expressão divertida dela – Poderíamos ir na lanchonete da frente comer, juntos com os outros.
– Acho melhor não, preparo meu lanche em casa. Mas obrigado. — negou mesmo com a cara dele de cachorrinho pidão. Jill não iria suportar mais olhares estranhos ou silêncios insuportáveis.
– Quer que eu acompanhe você até a sua casa? — pediu um tanto malicioso internamente. Jill achou que ele estava sendo tão atencioso e preocupado que ela se sentisse a vontade entre os STARS, que decidiu acenar positivamente com um sorriso no rosto.
**
No final do dia, os rapazes estavam no vestiários, trocando-lhes para sair do escritório, geralmente, todos seguiam direto para a lanchonete, menos Barry, que preferia jantar em familia. Mas como todos os outros eram uns "fodidos sem mulher" podiam passar o tempo que for fora de casa.
– Hoje eu não vou na lanchonete, caras. — disse Chris, tirando seu colete.
– Por que não, Redfield? — perguntou Sullivan.
– Vou fazer algo melhor. — respondeu com um ar propositalmente de mistério.
– Só deve ser mulher. — surgiu Barry no assunto — Já esqueceu a novata?
Chris continuou quieto, preferiu não dar corda para as brincadeiras dos colegas.
Como sempre, todos saiam do vestiário praticamente ao mesmo tempo. Quando saíram, se surpreenderam ao ver Jill do outro lado esperando.
– Podemos ir? — perguntou olhando para Chris, que ficou um tanto constrangido, afinal, sabia bem que tal atitude serviria ainda mais como motivo para as zueiras.
– Estou. Vamos? — respondeu. Os rapazes do seu lado ficaram abismados com o que acabaram de ver, pensando várias malícias e até questionaram mentalmente a quando tempo eles já saiam assim, sem eles perceber.
Andaram lentamente para a saída do prédio, os rapazes atrás cochichando, e os dois na frente como dois namorados adolescentes na frente dos amigos. Na saída, se despediram de todos e prosseguiram a pé. Jill não morava longe dali, no máximo 2km, e por mais que tivesse a motocicleta, escolhia sempre vir de a pé.
– Está gostando daqui? — Chris quebrou o silencio.
– Ah, no começo foi difícil, mas agora acostumei, — respondeu — E você? Também foi difícil pra você?
– Sempre é. Longe da familia, cidade nova. É tipo recomeçar por milhares de vezes forçadamente. — respondeu lembrando da sua ultima visita a familia, já fazia tempo. Claire até já estava na faculdade.
– Boa metáfora, é assim que me sinto.
– Sente falta da sua família? — perguntou Chris, realmente curioso sobre Jill, ela parecia tão misteriosa, fechada.
– Só tenho meu pai, e ele está preso. — respondeu num tom baixo, triste, olhando para o chão, desejando não chorar.
O resto do caminho permaneceu em silêncio, de vez em quando, o rapaz tentava ser simpático e fazia uma gracinha, conseguia até fazer a garota rir e se agradar da companhia, mas não era nada de muita importância. A bela colega, estava extremamente empolgada ao lado do agente Redfield, ele era bonito, gentil e agradável, ela só tinha que ignorar tudo isso, afinal, não havia possibilidade alguma dela se apaixonar. Não seria certo.
– É aqui, onde vivo. — informou seu acompanhante, que simplesmente continuou parado, como se esperasse um convite – Quer entrar?
– Só se me oferecer um café. — sorriu ao ve-la sorrindo e acenando positivamente.
Os dois prosseguiram até o pequeno apartamento dela. Terceiro andar, numero nove. Abriu a porta e revelou uma moradia aconchegante e íntima, cores básicas, decoração básica, e muitos livros. Muitos mesmo. Logo que entraram, ela permitiu a passagem do jovem e lhe disse para ficar a vontade, a sala era dividida pela cozinha, onde direcionou-se para preparar um café. Agua fervente, café, açúcar. Tudo certo, a não ser o silencio na sala, nem mesmo a TV ligada amenizava o silencio constrangedor.
– Bela casa. — elogiou o garoto. Que recebeu somente um sorriso de agradecimento.
O silencio permanecer por um tempo, até que a campainha toca. "Eu nunca sei quem poder ser" pensou Jill, com o café quase pronto.
– Tava esperando alguém? — questionou o visitante.
– Pior que não, — disse em direção a porta.Virou a maçaneta e abriué a porta, revelando uma mulher, do outro lado, com o olho inchado, que logo identificou, era a mãe de Becky e Pris – Oi. O que houve? Aconteceu algo com as meninas?
– Aconteceu — disse voltando a chorar. Tudo aconteceu tão rápido. – Elas morreram...
– O que?
Fale com o autor