Resident Evil - Begins
3 II - Redfield
Notas iniciais

Capitulo II -REDFIELD
Chris estava altas horas em um bar, bebendo um pouco e conhecendo algumas garotas. Redfield não era briguento, e nem mulherengo. Mas quando ele queria podia ser as duas coisas. Suas preferências eram nas garotas de cabelo escuro, olhos claros e, forte, como qualquer outra não poderia ser. Na verdade, Chris era exigente demais, e colocava mais empecilhos nas garotas para não se amarrar à elas.
Para ser sincero, ele gostara de ficar sozinho, como alguns heróis. Ele era um militar. Piloto serventes das Forças Armadas Americana, não poderíamos dizer que o trabalho era muito perigoso, mas de certa forma, poderia ser. Chris sempre pensava em ter alguém consigo, e de repente acontecer algo, acabar indo a uma batalha e não voltar mais. Só de imaginar em sua futura namorada sofrendo por isso, já seria doloroso, imagine se houvesse uma de verdade. Era difícil só de pensar. Por isso, quando ele se interessava por alguém, era só algo temporário, ele nem pensava em passar de uma noite. Só que, nunca houve uma garota que ele considerasse ter uma segunda noite, muito menos mais do que isso. Não que ele pensava que aquelas garotas não eram o suficiente para ele, não tirava decisões antecipadas.
Isso é um estorvo.
Deste cedo, Chris apresentara um magnifico e impecável senso de justiça, era aquele tipo de ser humano que tinha sua profissão marcada deste jovem. No colégio ele defendia os mais fracos, e continuamente arranjava brigas com valentões, o que acarretou advertências até a expulsão. Foi então que a Sra. e o Sr. Redfield decidiu colocá-lo num colégio militar, para se disciplinar, mas não adiantou muito. O jovem conseguia encrencas até no novo colégio. A questão era que Chris tinha problemas com seus superiores deste cedo, essa história com superiores na verdade era longa. Na sua nova base militar, na força aérea ele também tinha problemas com ordens. Sua personalidade era muito forte, por mais que ele provavelmente ainda esteja na fase rebelde — é 1995, e Chris tem 21 anos — era difícil se entender com ele.
O único que ele se lembra ter se dado bem foi o soldado Barry Burton. "Aquele cara, ele sim sabe como manusear uma arma, aliás, como ninguém" pensou, Chris. Barry era um pai de família, casado e com duas filhas. Ele tinha muito medo de a profissão levá-lo e não poder ver suas filhinhas crescerem. Foi então que decidiu ser recrutado para uma cidade pacata. Depois de sua saída, Redfield se viu sozinho e mais estressado do que nunca. Há um tempo que não vê sua família, gostaria de dar uma pausa e revê-los.
Não tem muito o que se falar dos pais do garoto, na sua infância e adolescencia eles passaram mais tempo trabalhando do que dando atenção aos seus filhos. Chris não ligava muito, o problema era Claire, sua irmã mais nova e extremamente sentimental. De toda sua família, ele era mais próximo a sua irmã, eles passavam muito tempo juntos, e o mais velho defendia sua irmã com unhas e dentes. Era o jeitão dele, defendia seus companheiros e as pessoas mais próximas a ele.
Tinha uma garota bonita no fundo do bar, e ele sabia direitinho o que faria nesta situação. Ele não pensava nas mulheres o recusando, ele é bem seguro de si, e se elas não quiserem isso não o atinge, afinal, tem outras mulheres por ai. Eles gostava de olhos cor-do-mar, bem expressivos. Mas no final, ele conquistava qualquer uma que o interessava. De todas as garotas, nenhuma delas teve uma importância em sua vida. Nunca se apaixonou.
Chris saiu do bar com uma garota, mas pelo visto não seria hoje a primeira vez que se apaixona.
***
Chris estava no QG, encarando aquelas papelada enfurecido. Aqueles papéis era de sua baixa no exército. Devido todas aquelas advertências que acumulava junto com bons trabalhos, ele teria que sair dali. Buscar outro rumo.
– Buscar outro rumo? — Perguntou Chris incrédulo.
– Sim, Chris. Foi um prazer servir com você, mas seu tempo aqui acabou. — disse seu superior.
– Ah. Vá se danar com todo essa merda! — exclamou alto em resposta.
O jovem com raiva saiu da sala e bateu violentamente a porta atrás de si. Acabara aqui o capitulo de Chris Redfield como piloto servente. Foi realmente um bom trabalho, mas sua personalidade forte, e seu senso aguçado de certo e errado inabalável o prejudicara de novo. "Até quando seria assim?" pensou Chris antes de soltar um palavrão. Antes mesmo de se despedir de grande parte de seus companheiros, ele se sentiu sem rumo. Não sabia para que lado iria, ou se estava fazendo o caminho certo ou não. Sinceramente, ele estava feliz em se despedir de todos eles, afinal, nem sabia quem eram e nem fazia questão, e agora, mas do que nunca poderia ver sua família e curtir realmente um momento, embora não soubesse que momento seria esse. Ele precisa ser mais cuidadoso.
Uma vez que estava para fora, Chris não voltaria mais. E nem sabia por onde iria. Mas pensou em um lugar. A casa dos pais, onde mais seria? O problema é que sua antiga casa fica no outro extremo da cidade e era muita coisa para se fazer de a pé. Mas no momento era a única maneira. Sem sua motocicleta. sem dinheiro suficiente para o táxi. Ele teria que andar até cansar. o que não seria muito difícil. Com uma grande mochila nas costas andava lentamente por ai, pensara em tudo no meio do caminho: a torta de pêssego que sua mãe poderia fazer, as broncas clássicas de seu pai, a boa recepção de sua irmã e as conversas que poderiam ter, entrar em contato com Barry, como aquela garota de ontem era gostosa porém burra...
Foi então que achou uma lanchonete, e parou por ali mesmo para lanchar. O estado do estabelecimento era precário mas o sanduíche era de morrer ou matar, numa perspetiva positiva, claro. Ele tinha dinheiro para um lanche e talvez pegar um ônibus... "Um ônibus! Como você é burro Redfield. Por que não pensou nisso antes, qual é?" A questão era: Onde ele pegaria esse transporte até perto de sua casa? Foi então que seus olhos focaram na balconista que o fitava de leve. Jogou um sorrissinho, e um charme.
Pronto, conseguira as informações que quisera, e ainda por cima, o telefone da balconista gatinha.
***
A moça foi super simpática e prestativa. Ela tinha um sorriso bonito e um corpo aparentemente esbelto. Mas ainda não era a garota de potencial para roubar seu coração. "Prestativa" de um jeito novo para Chris, o ônibus que ela sugeriu, apareceu no lugar indicado. Tudo perfeitamente bem explicado, e o jovem esteve bem satisfeito por tudo estar dando certo.
Descrever a viagem seria extremamente entediante, pois o rapaz dormira durante ela inteira. A cadeira — para quem esteve no exército — era agradavelmente confortável, mas naquela altura, ele topava dormir em qualquer lugar. Ele era um dos poucos a se transportar naquele ônibus, o seu estado geral era relativamente bom. Era mediano, não era o melhor, mas já tinha visto piores. Fora ele, havia mais ou menos uma meia dúzia de pessoas, contando com o motorista. Antes de dormir, pensou em contatar sua familia de que estava voltando, mas já avisa-los que não era por muito tempo. Por mais que sentisse falta do Redfieds em geral, Chris tinha que voltar a sua missão de salvar o planeta, parece exagero, mas é a verdade, o serviço militar era muito importante para o país, tanto quando à Chris.
(...)
O ponto final do ônibus ficava à um quarteirão do seu destino. Enquanto andava, observou a grande mudança de nada houvera na sua cidade, estava exatamente como de quando ele saiu de lá, e por um milésimo de segundo ele sentiu uma nostálgica calma se estabelecer em sua mente e seus sentimentos. Era uma sensação boa, era como estar vivo novamente, como não havia se sentido antes, é uma fato de que o QG não era um lugar para se sentir vivo, muito menos de sentir algo. Nada emocional. Só racional.
Quando avançou mais, percebeu que sua antiga casa já estava a vista, e ironicamente, sua irmã também. Ela estava no quintal, na parte da frente aparentemente brigando com um cachorrinho. o cachorro era novidade, mas o resto não. Mas Chris gostava de como as coisas por lá eram monótonas. Gostava mais de ver sua família feliz e segura. Era nisso que ele pensava quando servia nas forças armadas, deixar sua família segura, para sempre. Ele era muito protetor.
– Chris? — perguntou, Claire para si mesma. Quando viu de longe as feições e o jeitão do seu irmão. Quando mais ele aproximava, ela tinha certeza que era Chris. — Chris! — gritou e correu em sua direção.
O irmão mais velho ergueu os braços para abraça-la e abriu um largo e raro sorriso. Houve uma cena bonita familiar por alguns segundos até começar os insultos.
– Como vai, chorona? — ironizou, Chris, ainda do lado de fora.
– Bem. Mas prefiro ser chorona do que uma pedra humana igual a você, maninho. O que faz aqui?
– Fui dispensado. Me deram baixa.
– Pudera, você se mete tanto em encrenca. — soltou um sorriso irônico. Claire tinha os olhos meigos e azuis, por mais que seu rosto transparecesse irônia, seus olhos sempre teria aquela expressão fofa.
– Para de encher meu saco, sua sentimentalista. Aliás, quantos caras você já se apaixonou... Essa semana?
– Falou o cara que nunca amou.
Houve um silencio, por mais que Chris adorasse a vida de solteiro, ele sempre se incomodara com esse fato. Ele tentava sempre imaginar como era dormir com uma garota, só por dormir mesmo, passar um tempo só conversando e que haja conexão no que eles falam. Amar, saber o significado daquilo. Sentir seu coração acelerar enquanto beijava uma bela boca. Parecia coisa anormais para ele, que ele sentiu é uma certa repulsa por um prazo de tempo, mas agora ele queria sentir. Talvez isso o faria se sentir mais vivo do que agora.
Foi então que uma voz suave surgiu alta para interromper o silencio e romper os pensamentos de Chris. Era a mamãe. Parece estranho um homem daquele tamanho chamar a Sra. Redfiels como "mamãe" mas ele não se sentia culpado, por que de todos os sorrisos femininos que ele já viu na vida... O mais encantador era de sua mae. Ele o amava de verdade e qualquer apelido carinhoso era válido. Novamente ele se perdeu pensando numa possível mulher que poderia roubar seu coração, ela teria que se assemelhar bastante com sua mãe, ter o mesmo olhar doce, que também parece com a de Claire. Na verdade sua irmã era um tipo de Remake de sua mãe, porém, mais jovem. Já Chris, não lembrava sua mãe, nem seu pai, era uma leve mistura dos dois, mais umas misturas em outros cantos pela família.
Era uma bela e unida família.
– Claire, com quem está falando — a voz dentro da casa escapou alto para fora. — Espero que não seja uma daqueles rapazes, seu pai vai ficar furioso. — completou.
– Um daqueles rapazes, Claire? — perguntou Chris com ciúmes da sua irmã adolescente.
– É só caras que me procuram. — respondeu a Chris — Mamãe, é o Chris, ele voltou! — exclamou Claire em resposta a mãe. Ambos foram a direção da casa, e quando iam abrir a porta a dona de casa já estava o esperando com o olho brilhando.
"Que bom te ver, mamãe" pensou Chris. E era bom vê-lo também. A saudade da Sra. Redfield era grandiosa, e ela agradecera muito aos céus por darem a oportunidade de ver seu menino de novo. Salvo. Era angustiante demais ter seu filho no exercito, e ir dormir a noite pensando que ela podia acordar e não ter mais seu filho. Chris correu para abraçar forte sua mãe. "Eu te amo, mãe. Senti sua falta."
***
Ele precisa conversar com Burton, não só para que ele o orientasse, mas também, ele foi seu amigo durante toda a jornada no QG. Achou de bom tom que eles fossem amigos numa situação melhor. Demorou alguns dias para que Chris conseguisse entrar em contato com o seu velho amigo. Mas quando aconteceu ele não demorou a chamá-lo para um café.
O único problema era que Barry agora morava em Raccoon, no Estado vizinho. Por isso o cafezinho iria demorar um tanto.
Chris decidiu esperar um pouco para ir de encontro a Barry. Queria passar mais tempo com sua família, comer um pouco mais da comida de mãe e, deitar na sua antiga cama — o dia inteiro, se pudesse. "Parece que estou deitado em Marshmallow" pensou. Para quem dormiu noites inteiras em uma cama dura, qualquer colchão era como feitas nas nuvens.
(...)
Doeu um pouco para se despedir da família, só que ele iria ficar bem. Disso, ele podia ter certeza. Mesmo assim, despedidas são dolorosas. Claire fez que iria chorar, mas segurou. A Sra. Redfield continuou com sua angústia costumeira. E o Sr. Redfield... Bom, como sempre, ele não estava lá para ver seu filho ir embora novamente.
Mais um ônibus.
Mais uma viagem.
Mais despedidas.
"Onde isso iria parar?" se perguntou.
***
Havia uma lanchonete. E Barry estava lá, ao seu lado havia um cara, uma tanto mal encarado, com cabelos e jeito rebelde. Lá era o ponto de encontro. Ficava em frente ao novo departamento da Raccoon, os S.T.A.R.S, era uma unidade relativamente nova, o capitão do time de Barry, era um parceiro de longa data... "Wesker, Albert Wesker, se não me engano" refletiu Chris ao caminho da lanchonete.
– Hey. Redy. Como vai? — disse Barry ao notar o jovem adentrando pela porta principal, e levantando de seu acento.
– Bem, e você? — retribuiu Chris, e apertou sua mão.
– Também. Este aqui é Forest. Ele é dos S.T.A.R.S, mas não do meu time. — Chris o cumprimentou. — E ai? Soube que te deram baixa. — continuou Barry, assim que todos se sentaram.
– Exatamente. Estou meio sem rumo. Por isso te procurei. Para ver se seu departamento está aceitando novos membros.
– O Alpha Team está quase todo incompleto. Já temos um piloto, mas você pode tentar outra posição.
– Eu só preciso me encaixar em outro lugar. Me sentir útil. E pensei que numa equipe que eu chegasse na vantagem de um amigo seria legal.
– Wesker é meu parceiro de longa data. Acho que podemos te ajudar, Chris. — Barry terminou. Ele era um cara legal, e não recusaria nenhum pedido de amigo.
***
Chris se instalou num hotel em Raccoon City, e se tudo desse certo, lá seria sua nova casa.
Depois de encontrar Barry, Redfield realmente foi ao quartel dos S.T.A.R.S.. E com a recomendação de seu amigo, e com as habilidades que o Alpha precisava, ele já era praticamente do time. Na verdade, ele já estava aceito. Nós já sabemos disso.
Agora só faltava a entrada de mais um membro no Alpha para que tudo ficasse completo...
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