Notas iniciais
Fui para o bar The Open Doors. Ele literalmente abria as portas para homens e mulheres "brincarem" no hotel ao lado, ou no pátio do bar. De cabeça baixa, vou até o fundo do bar e me sento na bancada ao lado de um loiro. Ele fita o copo vazio, parece perdido em seus pensamentos. Pela primeira vez encontro um loiro, forte sozinho neste bar. Peço uma cerveja.
-Se me der seu telefone podemos...
-Não. — interrompo o atendente e pego a cerveja
Uma ruiva se aproxima do homem ao meu lado. Com o canto do olho consigo observar.
-Que tal você me levar ao hotel? — ela pergunta a ele
-Que tal você evaporar? — ele pergunta
A ruiva vai embora e ele continua a fitar o copo.
-Perdeu uma grande chance. — sussurro.
-Acho que não. — ele falou se virando para mim. — Sou Leon. Leon Kennedy.
-Melissa. Melissa Strider. – falo
-O que traz uma moça jovem e casada para cá. – ele fala olhando o meu anel
-Na verdade, nos separamos. – falei
Eu sabia que não seria para sempre a Senhorita Redfield. Mas não culpo Chris e sim a B.S.A.A. Não suporto o fanatismo pela Umbrella Corporation. Já não freqüento a Igreja para não me deparar com fanáticos religiosos e no meu próprio trabalho, tem vários fanáticos.
-O que traz um homem jovem e... Bonito aqui? – pergunto
-Nada para fazer. – ele fala
-Você parece preocupado com algo.
-Acho que sempre nos reocupamos com besteiras. Ou com o ex que fica ligando. – ele fala quando meu telefone toca
Olho no viso e vejo que é Chris. Desligo e acabo me sentindo ruim por isso. Ele deve estar preocupado, já faz uma semana que não volto para casa nem atendo telefonemas. E se aconteceu algo?
-É verdade. Mas... – sou interrompida quando vejo um jornal com uma matéria que me chama atenção
UMBRELLA CORPORATION IRÁ
ABRIR UMA FILIAL EM CRYSTAL FALLS.
-Merda. – diz Leon
-O que sabe sobre a Umbrella? – pergunto
-Tudo. – ele fala pegando o jornal
-Até de Raccoon City? – o questiono
-Principalmente. – ele responde
-Estava lá?
-Sim. – ele fala lendo o jornal. – Como sabe de Raccoon?
-Acho que todos sabem. Principalmente quem estava lá. – falei
-Você estava lá? – ele pergunta me olhando
-Sim. – falei
-O que diabos você estava fazendo lá? – ele pergunta
-Eu era da S.T.A.R.S. – respondi – Você sabe dos vírus?
-Sim, o que sabe?
-T-virus, G-virus, C-virus, T-Veronica... Antes que perguntei, ajudei a desenvolver o T-virus, mas pensava que era uma vacina contra algo. Passei um ano na Umbrella e fui para R.P.D. e depois fui chamada para S.T.A.R.S. – falei
-Entrou para B.S.A.A. ou...
-Entrei para B.S.A.A., mas fiquei cinco anos. – falei
Eu sabia que boa parte das pessoas que estavam em Raccoon City, iriam no futuro, serem agentes, militares, mortos ou fariam parte de ONGs. Leon não tinha aparência de cara que ajuda uma ONG e sim quem é militar ou agente. Aposto na primeira opção. Mas é claro que eu não podia confiar nele. Nem contar muita coisa sobre mim. Quer dizer, contar mais coisas sobre mim. Idiota, nem sabe se ele se chama Leon e fala tudo!
Tomei a cerveja sem dizer mais uma palavra. Leon continuava lendo o jornal. Sua mão fechada em cima do balcão. Será que ele havia perdido a família em Raccoon City?
-Vou sair daqui. – ele falou – Quer vir?
-Para onde? – pergunto
-Andar por ai... Sei lá. – ele falou pensativo
-Claro. – falei me levantando.
Deixei o dinheiro no balcão e o segui. Então me dei conta. Isso é pior do que falar sobre você! E se ele for um serial killer? Mas a besteira já estava feita. Eu não iria dizer que iria para casa – porque eu estria mentindo, eu iria para o hotel, e ele já sabia que eu era... Separada. Mas o que eu faria naquele quarto pequeno e inútil?
Saímos do bar e andamos nas ruas escuras o bairro. Eu estava do lado dele, mas sabia que não podia confiar. Não o conheço nem há 30 minutos!
-Você não me conhece, nem sabe se eu menti o tempo todo porque me convidou para... Andar? – perguntei
Ele deu de ombros.
-Sei lá... Fiquei curioso. – ele falou
-Curioso...?
-Sobre você, não caiu à ficha ainda? – ele perguntou virando para mim e me prensando contra parede.
Ooops... Ferrei-me.
-Hã... Ehr... Não entendi. – falei confusa
Ele se aproximou mais ainda de mim. O que iria fazer? Estuprar-me? Não. Eu sentia sua respiração perto de mim, abri a boca para perguntar algo, mas Leon – ou seja lá quem for – selou meu lábios.
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