Resident Evil: Around Shadows
6 Antes de Crystal Falls – Saída da B.S.A.A.
Notas iniciais
POV Melissa
Eu estava sentada em minha cama. Segurando a arma como se aquilo fosse minha vida. Talvez fosse. Mas já não importava tanto. Ouvi um barulho e me levantei, mas logo percebo que é Chris chegando a casa. Deve estar bêbado para chegar a esta hora. Coloco a arma no coldre e percebo que ainda estou com o uniforme da B.S.A.A., mas não dou bola e vou a encontro de Chris.
Ele estava sorrindo e não cai sobre os moveis. Estava com a jaqueta da B.S.A.A. e assim que me viu, me abraçou. Fico paralisada, ele não é do tipo que chega sorrindo e te enche de abraços e beijos.
-Nossa qual o motivo da alegria? – pergunto segurando seu rosto o fazendo para de me beijar.
-Vamos para Crystal Falls! Lembra que abriram uma vaga de comandante lá? Então eu vou comandar! – Chris falar
Fico confusa. Nunca o vi tão feliz. E completamente sóbrio depois de uma missão. Comandar Crystal Falls – uma cidade no meio do nada – talvez salve nosso casamento. Ou o termina de destruir. Aposto na segunda opção. Dou um sorriso e tento me mover para abraçar Chris, mas acabo desistindo quando percebo o quão forte esta me agarrando. Peço para que ele me solte quando começa a me machucar por causa do colete.
(...)
Estava quase tudo pronto para mudança. Chris comprou um cachorro. Meu sonho sempre foi ter um cachorro, mas tenho alergia. E parece que alguém esqueceu.
-Missy! – Chris me chamou
Estávamos indo para Crystal Falls ver uma casa. Segundo um amigo do amigo do Chris o bairro era tranqüilo e perto da base. O que era bom para nós – quer dizer para mim. Fechei a casa e entrei no carro. Nós passamos o tempo inteiro calados. Era assim. Desde... Desde Raccoon. Eu não estava feliz em me mudar. Gostava de onde morávamos e ali eu conseguia subir na carreira. Passava mais tempo em casa, diferente do que aconteceu nas outras bases. Fora as brigas com superiores. Eles me irritavam tanto quanto quando Chris ficava feliz ou empolgado.
A viagem durou três horas. Ao chegarmos em Crystal falls comecei a odiar o local. Em pleno verão aquela cidade era fria. Eu odeio o frio. Estava garoando pelo o que eu me lembre. Fomos até a casa e o suposto amigos do Chris e mais um cara estavam parados em frente a casa. Ela era pequena, dois andares, branca e um imenso jardim. Fiquei encarando a casa por um tempo até Chris abrir a porta do carro. Desci e logo um vento gelado bagunçou meus cabelos.
-E ai Capitão! – falou um homem novo que se parecia com Chris
-Olá Piers. – Chris falou
-Você deve ser Melissa. Não sabe como Chris falou de você. – Piers diz com um sorriso no rosto. Aperto sua mão.
-Cala a boca. – diz Chris – Gostei da casa.
-Não viu o interior. – diz o cara ao lado de Piers – Sou Roger.
-Vamos? – pergunta Piers – A moça bela, primeiro.
Chris da um pigarro e eu rio. Entramos na casa. A sala era grande com paredes brancas. Depois vinha a cozinha com um tom de azul claro. Tinha um quarto e dois banheiros.
-Não sei se a família vai aumentar, mas temos o escritório que pode servir de quarto no futuro. – diz Roger.
Nunca pensei em ter filhos. Odeio crianças.
-Mudando de assunto, e a garagem? – pergunto
-Fica nos fundo e cabe dois carros. – diz Roger
-E o preço? – pergunta Chris
-Como colega você pode ficar com ela por U$$ 100.000 – diz Roger
-Não é muito caro. – falei
Nosso apartamento estava avalizado em mais ou menos U$$ 118.000.
-Pela localização pensei que estaria bem mais caro. O que acha Melissa? – Chris me pergunta
Só pelo brilho em seu olhar sabia que ele queria a casa. Apenas assenti com um sorriso. Para mim não fazia diferença, tínhamos que ficar em algum lugar já que o apressado tinha pedido transferência.
6 MESES DEPOIS
Mantive os olhos fixos naquela papelada em cima de minha mesa. Passei as mãos pelos cabelos e imaginei-me em uma missão qualquer. A papelada sobre minha mesa era sobre relatos de soldados das equipes Bravo e Alpha, sobre a Umbrella abrir uma nova empresa em Crystal Falls. Um dos papeis era o pedido de sair da B.S.A.A., porém precisa ser assinada por Chris. Não havia motivo para ter medo de pedir alguma coisa para ele, mas sim para não querer explicar. Muitos dos relatos eram sobre suas missões e o que estava acontecendo.
Levantei-me segurando o papel e me dirigi para sala de Chris. Entrei sem me preocupar em bater. Parecia que Chris nem havia notado minha presença. Joguei a folha ema sua mesa. Chris pegou e leu. Balançou a cabeça negativamente.
-Não vou assinar. – ele falou
-Motivo? – perguntei
-Não há motivos para sair daqui. – ele falou
Reviro os olhos e retiro a folha de sua mesa seguindo para o outro cara que iria assinar: Parker Luciane. Ele subiu na carreira depois de anos e ele poderia assinar. Alguém segura meu braço e com a mãe livre dou um soco. De repente vejo que é Chris. As pessoas no corredor param olhar e Chris me puxa para uma sala perto dali.
-Você ficou boa nisso. – ele diz pegando a folha e a assinando – Mas continuará fazendo parte da B.S.A.A. e poderá ser chamada a qualquer hora para uma missão Capitã Strider.
Após minha saída da B.S.A.A. o relacionamento com Chris piora. Ele começa a ir seguidamente para missões e começa a ficar distante. Em alguns meses peço divorcio após uma discussão. Mas não pensava que isso iria acabar com a vida de Chris.
Acampamento de segurança da B.S.A.A., quatro horas após o combate com os J’avos.
Acordo em um hospital improvisado. Vários médicos corriam de um lado para o outro cuidando dos feridos. Tento me levantar, mas uma dor em meu abdômen me impede.
-Nem tente se levantar Capitã! – falou uma moça de cabelos curto
Rapidamente a reconheci: Rebecca Chambers. Ela vem em minha direção e me força a deitar ali.
-Onde esta Leon? Chris? – pergunto – Onde eu estou?
-Calma. Estão todos bem, mas numa tentativa heróica, você acabou ferida por um J’avo. – Rebecca fala tentando me acalmar
Então me lembro de tudo. De me atirar na frente de Leon e ser atingida por um J’avo. De ouvir a voz desesperada de Chris dizendo para eu ficar acordada enquanto Leon mata o J’avo.
-Você teve sorte de não estar infectada. Mas já esta o suficiente para ver seus companheiros. – Rebecca fala – Siga reto e no fim do corredor tem uma porta, eles devem estar lá.
Me levanto devagar e caminha – na verdade me arrasto – para a tal sala. Escuto uma discussão. Abro a porta.
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