Resident Evil: Armageddon
2 Apocalypse - Part 1
Notas iniciais
Faltava 1 hora para o fim do expediente. Zachary e seu melhor amigo, Connor, estavam de guarda na sede da Corporação. O Sol já estava se pondo e Zachary podia sentir os seus últimos raio de luz penetrar em seus olhos. O dia tinha sido cansativo e Zach daria qualquer coisa para voltar para a casa e comer a comida preparada por seu irmão. Estava tão perdido em seus pensamentos que não conseguia escutar a maioria das palavras que seu amigo falava.
— Meu Deus, que dia difícil!
— Difícil? Connor, praticamente nós somos pagos para não fazer nada.
— Por isso que meu by InstantSavings\">emprego é chato! Ninguém para barrar, nada pra fazer...
— É isso ou by InstantSavings\">trabalhar no Drive-Thru.
— Quem se deu bem foi a agente 325. by InstantSavings\">Trabalhando na Mansão Avelan... Quem não queria guardar a entrada para a Colmeia? — disse Connor
— Shhh! Cala a boca! Ninguém de fora da empresa pode saber da Colmeia! Nós nem devíamos estar falando disso — falo Zachary, nervoso.
— Tudo bem, Sr. Nervosinho. Sabe, eu queria mesmo era ser promovido e ir para a matriz em Raccoon City. Lá é que as coisas acontecem.
—Bom, mas com essa atitude, você não vi ser promovido tão cedo. Além do mais, recrutas só são mandados pra Raccoon para transportar produtos e matérias-primas.
— Mesmo assim eu... — Connor foi interrompido pelo som da sineta. Acabara o expediente.
Connor nem se preocupou em terminar a frase. Foi logo para seu armário e pegou os seus pertences. Zach, ansioso em ir para casa, fez o mesmo.
Os dois entraram em seus respectivos carros e foram para as suas casas. Zachary pensava alto enquanto adentrava a pista que atravessava a floresta de Warren Falls, uma pequena cidade localizada na Floresta Amazônica, na fronteira ente Brasil e Venezuela. Ele dirigia pensando no que daria para a sua namorada no seu aniversário, daqui a alguns dias.
Dentro da Colmeia, muitos cientistas ainda permaneciam trabalhando, apesar de ser tarde da noite. Todos eles se vestiam de branco e usavam luvas e máscaras de proteção. O laboratório era cheio de salas restritas e dutos de ventilação, pelo fato de ser subterrâneo. A Colmeia se localizava sob a cidade de Warren Falls e era uma imitação menor e menos complexa do projeto da matriz. Nela se realizavam experimentos para desenvolver cosméticos e outros produtos derivados da grande floresta. William Forrest, juntamente com dois outros cientistas de Raccoon City, Lord Spencer e Edward Ashford, trabalhava na criação de um vírus que pudesse rejuvenescer a pele e ressuscitar as células mortas, criando um cosmético que revolucionaria o mercado. Após a saída de vários cientistas, William estabeleceu contato com os cientistas, que estavam na matriz da Umbrella.
— Como vai a nossa experiência Dr. William? — perguntou Edward.
— De vento em popa. — Disse o cientista— Nossa amostra sofreu pequenas mutações para se adaptar ao ambiente, mas não foi nada de grande by InstantSavings\">importância. Daqui a alguns dias, ele terá as condições necessárias para o primeiro teste em humanos.
— E o resultado em animais? — perguntou Lord Spencer.
— Os animais? — falou Dr. William, nervoso. Ele vinha testando o vírus escondido dos outros, a fim de aperfeiçoá-lo e poder usá-lo para conseguir o próprio mérito. Contudo, os testes em animais foram falhos, pois duas horas após a injeção do vírus, as cobaias morriam e seu corpo ficava degenerado. — Vão bem. Tendo algumas reações ao composto viral, mas nada muito grave.
— Não está escondendo nada, doutor? — perguntou Edward, desconfiado.
— De maneira nenhuma. Você é meu superior e eu não minto para você.
— Então está certo. — falou Edward — vou consultar o Sr. Wesker e vou enviar um agente de Raccoon até aí para buscar a amostra do nosso vírus. Vamos manipulá-lo aqui e observar suas evoluções.
— Muito bem, Senhor. Considere entregue. Nossa pesquisa irá mudar a vida das pessoas!
— De fato, vai mesmo — Lord Spencer falou e riu logo em seguida.
Assim que o holograma se foi, William começou a ficar preocupado. Como ele iria entregar esse vírus mortal na mão dos chefes da Umbrella? Se descobrissem os efeitos colaterais, provavelmente ele seria expulso da Corporação e mandado para a cadeia por crime biológico. O Dr. Forrest virou-se para abancada, onde tinha uma jaula cheia de cobaias. Os camundongos estavam agitados e o Dr. Pegou um pedaço de carne fresca e jogou na jaula. Os bichos comiam enlouquecidamente. William observava aquilo e falava pra si mesmo: O que foi que eu fiz?
Zachary chegou em casa por volta da 19 horas. Estacionou seu carro e passou pela porta ainda mergulhado em pensamentos. Chegou até a sala e se jogou no sofá. Zach já sabia que sua família não estaria lá. Eles nunca estavam. Seu pai, um homem de negócios, estava sempre viajando, sua mãe sempre ficava até tarde na sede do jornal e sua irmã estava na casa das amigas. Sempre ficavam em casa ele e Jack, seu irmão de 15 anos. Era vergonhoso para um homem de 22 anos que trabalhava para a grande Umbrella Corporation morar com os pais e com o irmão. Zach pensava nisso constantemente. Ele desejava ter dinheiro suficiente para casar logo com Jennifer e morar em um grande apartamento na área nobre da cidade. Um dia eu irei ser promovido, pensava Jack.
Antes de poder pensar em mais alguma coisa, seu irmão chegou à sala e lhe perguntou:
— E aí mano, tá com fome?
— Estou. Com muita fome.
— Posso preparar algo para nós. Eu ainda não jantei.
— Ótimo! — Jack era um ótimo cozinheiro. Ele aprendera a cozinhar devido ao fato de nossa mãe não parar em casa e nós não termos uma empregada. — Vou só tomar banho.
* * *
Após o banho, eu desci para comer o que Jack havia preparado. Ele tinha feito um estrogonofe de frango suficiente apenas para nós dois. Eu achava estranho ele ter feito aquilo tão rápido, mas estava com tanta fome que nem perguntei.
Depois do jantar, subi para o meu quarto e despenquei na cama. O trabalho de chefe de segurança parece fácil, mas ficar em pé durante dez horas e meia é cansativo.
Zach acordou após uma barulhenta chamada de celular.
Era Connor ligando. Zack sabia que se não atendesse, ele iria passar o dia incomodando.
— Oi Connor — falou Zack, com uma voz sonolenta.
— Onde está você? Já são quase sete e meia! A chefe vai fazer uma vistoria hoje, lembra?
— Mer... Espera Connor. Eu já estou indo.
Zachary saiu correndo do quarto muito rápido. Pegou sua roupa e vestiu às pressas. Não comeu nem bebeu nada. Pegou a chave do carro e saiu em alta velocidade.
Dez minutos depois, Zachary chegou à sede da Umbrella. Estacionou o carro de qualquer jeito e foi para o seu posto. Chegou exatamente na hora em que sua chefe, Dra. Ingrid Watsford, estava atravessando a porta de vidro.
Ingrid tinha 25 anos, mas aparentava ter a mesma idade de Zach. Era muito bonita, mas seu rosto era sério e fazia qualquer um tremer de medo. Zach e Connor a cumprimentaram, mas ela fingiu que não viu.
— Quero seu melhore agentes preparados para amanhã irmos à Colmeia. Escolha os mais eficientes e os mais... — ela disse e olhou para Zach — Os mais bem vestidos.
Ela entrou acompanhada de investidores e Zach teve vontade de airar seu sapato naquela cara esnobe dela. Antes que fizesse, Connor perguntou:
— Cara, por que você se atrasou hoje? Se a Dra. Carrasca te pega, você estava frito.
— Foi a primeira e última vez que isso aconteceu. Não vai se repetir.
— Você disse isso semana passada.
— Ei, você não devia cuidar da sua vida. — Zach falou. Depois, ao ver a reação do amigo, ele mudou de assunto. — Você não está animado para visitar a Colmeia amanhã?
— Claro que estou. Quem sabe ela não promove um de nós para ser guarda daquele superlaboratório?
Connor sonhava em entrar naquele laboratório. O que ele mais desejava era trabalhar na mansão Avelan, uma luxuosíssima casa que guardava a entrada para a Colmeia. Ela tinha sete quartos, quatro banheiros, duas salas, uma enorme cozinha e um grande salão de festas.
Enquanto eles conversavam, as atividades na Colmeia se iniciavam. Os cientistas e auxiliares já estavam em seus postos, carregando maletas com nitrogênio líquido ou copos com café. O Dr. William Forrest havia virado a noite, mas mesmo assim estava trabalhando. Ele e sua equipe estavam desenvolvendo um cosmético chamado Regenerate, cuja fórmula iria restaurar o colágeno da pele e iria combater linhas de expressão e rugas por meio da ressuscitação de células mortas. Durante dias, as amostras dos medicamentos apresentavam falhas e todos os cientistas não sabiam o porquê. Todos, exceto William, que sabia que o ingrediente principal era um soro à base do T- Vírus. Ele sabia que poderia ganhar muito dinheiro com a amostra, mas sabia que não valeria a pena causar uma mutação na população global. O cientista estava em seu laboratório estudando maneiras de como alterar a estrutura genética do vírus. Ele passara a noite pesquisando e acreditava estar à beira de uma descoberta.
Uma assistente entrou em seu laboratório e começou a falar sobre o projeto e suas respectivas falhas. Ela dizia várias coisas, mas o doutor não ligava para nada que ela dizia. Ela continuou falando até que ele pulou da cadeira e gritou:
— Eu descobri! Eu descobri!
— Descobriu o quê, doutor? — perguntou a moça, sem entender.
— Eu descobri porque o nosso trabalho não dá certo. É por causa disso aqui. — William pegou um frasco com um líquido azul dentro do espiral – era o T-Vírus.
— O que é isso, Dr. William?
— Esse é o Tyrant Vírus. Eu o desenvolvi juntamente com outros cientistas de Raccoon City. Eu o modifiquei geneticamente e quando ele for adicionado ao composto Regenerate, obteremos sucesso em nossa pesquisa.
— Isso é uma ótima notícia! — disse a mulher — Vamos fazer isso agora!
— Ainda não. Ele ainda está na fase de testes. Precisa ser experimentado para depois usá-lo — falou Wiliam e depois bocejou.
— Amanhã faremos isso, doutor. Vá se deitar.
— Mantenha isso em segredo, Alexandra. Não espalhe pelo laboratório.
O doutor saiu acompanhado pela assistente. Ele realmente esperava que o Tyrant Vírus funcionasse de verdade sem causar mutações.
Os garotos estavam conversando sobre garotas quando o celular de Zachary toca.
— Alô — disse o garoto.
— Olá — falou uma voz doce do outro lado.
— Jennifer é você?
— Sim. Sou eu — falou a garota com uma voz sexy — Minha tentativa de sedução funcionou?
— Não muito — falou Zach — Então, qual é o motivo dessa voz sensual?
— Vou te fazer uma surpresa hoje. Na sua casa.
— Não Jennifer. Não, olha... — Zach tentou argumentar, mas a garota tinha desligado o telefone.
Zachary e Jennifer namoravam a mais de um ano. Eles se entendiam muito bem e gostavam muito um do outro. O problema é que ela exagerava às vezes.
— Era a super namorada? — Perguntou Connor .
— Sim, era ela. Quer fazer uma surpresa quando eu chegar em casa.
— Huummm. Ela comprou roupa de borracha e algemas — caçoou Connor — Ah, e não pode faltar a calcinha comestível.
— Cala a boca, Connor
Zach estava prestes a voar para cima de Connor quando seu superior chegou e chamou a atenção dos dois.
— As duas mocinhas parem de brigar. A Srta. Ingrid mandou recrutar os melhores agentes para visitarem a Colmeia. Vocês foram escolhidos, mas pelo que vi aqui, estou prestes a mudar de ideia.
— É só fingir que isso não aconteceu — falou Connor.
O homem deu um sorriso sádico e falou:
— A Srta. Ingrid quer uma equipe eficiente. Por isso, vocês estão dispensados pelo resto do dia. Vão antes que eu mude de ideia.
Eles dois saíram correndo para os seus carros e partiram. Como era muito cedo, eles decidiram ir para o Grill da cidade se divertir um pouco. Jogara sinuca, riram, comeram e conversaram bastante. Depois, Zack pegou o carro e foi para casa.
Em exatos 15 minutos, Zack chegou. Estacionou o carro e entrou em casa. Quando entrou, se surpreendeu com o silêncio. Mesmo ficando só ele e o irmão em casa, aquele local ainda tinha o barulho do Playstation 3 de Jack. Ele jogou suas coisas no sofá e foi até a cozinha. Pegou uma lata de refrigerante e subiu para o quarto.
No corredor para os quartos, tinham várias pétalas de rosa. Zach seguiu e viu que elas terminavam na porta de seu quarto. Ele abriu a porta e viu um ambiente totalmente diferente: perfume de rosas no ar, flores pelo chão, champanha na mesa e Jennifer deitada na cama só de lingerie. Quando viu aquilo, Zach pensou: Do jeito que Connor disse. Ela olhou para Zach e falou suavemente:
— Venha, meu príncipe.
Zach ficou pasmo com aquilo. Tentou responder, mas Jennifer agarrou suas mãos e o puxou para a cama. Começou a beijá-lo e ele falava:
— Jennifer, não!
Ela continuava a beijá-lo. Descendo pela nuca.
— Jennifer, para. Eu tenho que acordar cedo amanhã.
Ela empurrou-o na cama e subiu em cima dele e começou a rasgar sua roupa.
— Quer saber? Dane-se — falou Zach, se entregando à tentação.
Eles se beijavam loucamente e rasgavam suas roupas, até que Zachary perguntou:
— Mandei ele ir dormir na casa de um amiguinho. Philip.
Eles se beijaram cada vez mais intensamente e isso iria durar à noite toda. Ninguém dormiria.
De manhã, foi Jennifer que acordou Zach.
— Café na cama! — falou a garota, enrolada apenas em uma toalha.
— Huum! — murmurou Zach. Ao sentar na cama, percebeu que estava sem roupa. — O que...
— Aconteceu ontem? Aconteceu simplesmente a noite mais incrível da minha vida! — falou a garota.
Zach arregalou os olhos ao se lembrar da noite anterior. Bebeu um pouco de café para acordar, já que não tinha dormido muito, e comeu dois pães e duas fatias de bolo. Depois foi para o chuveiro tomar banho. Quando saiu, começou a se vestir.
— Você tem que trabalhar mesmo? — perguntou Jennifer — Você podia ficar comigo e...
— Não. Eu tenho que ir. Especialmente hoje. Quem sabe eu sou promovido?
— Eu preferia ficar com você o dia todo, mas...
Zack riu e deu um beijo em sua namorada. Ela trabalhava em um spa durante o fim de semana e ficava com resto dos dias livre. O garota beijou ela e se preparou para sair.
— Quer uma carona até a casa de seus pais? — ele perguntou.
— Não. Eu vou de carro.
— Você veio de carro? Eu nem vi ele ontem.
— Foi para não estragar a surpresa.
Ele deu mais um beijo nela e saiu.
Quando Zach já estava perto da sede, Connor envia uma mensagem dizendo que é para ir direto para a mansão. Ele dá a volta no carro e se dirige à mansão. Ela se localizava perto da floresta, longe do centro de movimento urbano da cidade. Ao chegar, Zach estacionou o carro e foi para perto do seu grupo. Na porta da casa estava a agente 325 e o Dr. William Forrest. Eles apresentavam um discurso sobre cuidados que se deviam ter lá em baixo.
Zachary e o grupo foram direcionados até uma porta grande que continha uma espécie de trem. A equipe entrou e em 15 minutos eles chegaram à Colmeia. A equipe desembarcou e foi para o saguão principal, onde havia muitos cientistas esperando por eles. A partir daí começou a excursão pela Colmeia. O grupo foi apresentado às salas confinadas, tanques de nitrogênio líquido. Zachary via muitos cientistas entrando em portas de acesso restrito. Teve curiosidade de entrar lá, mas Connor segurou o seu braço e fez um gesto com a cabeça dizendo que não. Eles foram apresentados a vários locais do grande laboratório. Zach já estava ficando entediado. Porém, o Dr. William Forrest começou a falar:
— Bom, como essa é uma ocasião especial, eu vou mostrar a vocês o projeto que a Umbrella esta desenvolvendo. Ele se chama Regenerate e sua função será eliminar rugas — Várias mulheres falaram “Oh!” ao mesmo tempo — Sua produção se iniciará hoje e vocês vão testar o primeiro estágio: o teste.
O doutor estendeu a mão e um homem se dirigiu a ele. Eles entraram uma sala e o resto do pessoal entrou log em seguida. Eles tiveram que vestir jalecos para impedir a contaminação. O home que seria usado no teste deitou-se em uma maca e as enfermeiras pegaram frascos azuis e começaram a injetar nele.
— Esses frascos contém o princípio ativo do Regenerate. Ele foi aperfeiçoado para agir imediatamente aqui, mas quando for para o mercado, ele não vai agir tão rápido — o Dr. William riu.
Alguns minutos depois da injeção o homem começou a se contorceu e gemer. O monitor mostrava que seus batimentos estavam muito acelerados. Os enfermeiros se aproximaram e tentaram controlar o paciente, mas ele parou de se mexer e o monitor revelou que ele estava morto. Todos na sala abriram a boca e ficaram horrorizados. Dr. William tentou explicar:
— Bom, todo projeto tem suas falhas. Ele ainda estava na fase de testes. Agora vou testar em animais — riu o doutor — Mas o Tyrant...
Dr. William foi interrompido pelo barulho que veio dos monitores. As linhas demonstravam que o paciente estava vivo. Todos viraram para a maca e o homem estava se debatendo. Os enfermeiros foram em direção ao homem, pensando que era uma convulsão, mas o homem agarrou um deles e começou a mordê-la. A enfermeira caiu sobre uma bancada e derrubou umas amostras de T-Vírus no chão, espalhando o caos e aterrorizando William Forrest. O doutor pega o microfone e começa a dizer:
— Periculosidade máxima! Vírus mortal vazou! Exterminem essa praga o mais rápido possível e a qualquer custo!
Alguns enfermeiros foram ajudar aquele que tinha siso mordido enquanto alguns agentes de Umbrella tentavam acalmar o homem que tinha voltado à vida. A enfermeira mordida se rebelou dos outros e voou no pescoço de um agente, que pegou a arma e deu um tiro na barriga da enfermeira. Esta caiu, mas logo se levantou e atacou o agente novamente. Outro tiro foi disparado, desta vez contra o homem contaminado. O tiro pegou em sua perna, mas ele não caiu. A assistente de William gritou:
— Ai meu Deus! Eles não morrem.
Os soldados abriram fogo na enfermeira, atirando em tudo que é lugar no seu corpo. Finalmente ela caiu e não se levantou mais. Connor e Zach estavam atirando no homem, que acabara de morder outra pessoa, um cientista. O agente mordido começou a se transformar e atacou os outros. Connor esbarrou em Zach e este disparou contra a cabeça do homem contaminado. O homem caiu morto. Zach parou e disse:
— A cabeça.
— O quê? — perguntou Connor.
— A cabeça. Atira na cabeça.
Connor atirou na cabeça do agente contaminado no momento em que ele estava prestes a morder Dr. William. O homem caiu no chão, inerte. Tudo estava calmo outra vez, até que William se lembrou de algo.
— O T-Vírus... Ele é transmitido pela saliva — nesse momento, ele pegou a arma de Connor e atirou na cabeça do cientista que fora mordido.
Todos estavam boquiabertos com o que tinha acontecido naquele laboratório. Zachary estava prestes a perguntar o que foi aquilo, mas foi interrompido pela assistente do Dr. William.
— Doutor, a sala está contaminada pelo líquido. Temos que ativar a desinfecção total do laboratório!
— Sim, minha cara. — falou o doutor. Depois, se virou e dirigiu-se a nós — Todos vocês serão encaminhados à sala de desinfecção. Esse composto é muito poderoso e vocês podem estar com as roupas contaminadas.
Quando o doutor parou de falar, três enfermeiras os enviaram à sala de descontaminação enquanto cinco homens vestidos de branco e com máscaras também brancas entraram no laboratório infectado, retiraram os corpos do chão e começaram a lançar fogo e ácido em cima das coisas. Zach estava em estado de choque pelo que havia acontecido. Meu Deus! O que houve lá? , pensava Zach. O garoto tinha certeza que nunca tinha ficado tão assustado quanto ficou nesse dia. O que mais o havia intrigado era o fato de o homem ter morrido e depois ter voltado e as pessoas contaminadas só morrerem depois de um tiro na cabeça. O que está acontecendo comigo? , perguntava para si mesmo.
Durante a desinfecção a enfermeira havia retirado as roupas de Zach e queimado-as, deixando o garoto somente de cueca coberto por aquela roupa de hospital. Ela vasculhava cada canto do corpo de Zach, desde o nariz até locais desagradáveis. Por último, ordenou que ele fosse toar m banho de água fria e álcool, para completar a descontaminação. Quando estava saindo do banho, o garoto encontrou na sala a Dra. Ingrid Watsford, acompanhada pelo Dr. William Forrest e por Connor. O garoto ficou desconfortável por estar na frente da sua chefe só de toalha. Antes que pudesse argumentar, Ingrid falou:
— Apesar de o momento não ser muito agradável e conveniente, eu tenho uma coisa para dizer para você.
— Hã? — falou Zach.
— Pare de ser idiota, Zachary. Como eu ia dizendo, essa vinda à Colmeia não foi em vão. Nós escolhemos os melhores seguranças para vim para que pudéssemos avalia-los e decidir quem era o melhor.
— Eu não sei se entendi — falou Connor, que recebeu um olhar feio de Ingrid.
— Essa excursão foi decidir quem merecia uma promoção — falou Dr. William — E você soube se portar e se saiu bem naquele caos.
— Mas... — falou Zach, mas foi interrompido pela chefe.
— Você foi promovido a chefe de segurança e vai começar a trabalhar na Colmeia. A partir de amanhã.
Depois da notícia, Dra. Ingrid e o Dr. William saíram da sala sem dizer nada. Connor estava boquiaberto, sem reação. Estava chocado pelo fato de seu amigo ter sido promovido e ele não.
— Como você pode ter feito isso comigo? — falou Connor, com os olhos vermelhos.
Zachary ainda estava sem reação, mas mesmo assim conseguiu reponder:
— Feito o quê? Você acha que eu...
— Cala a boca! — gritou Connor — Você sabe que esse emprego era tudo o que eu mais queria na vida!
— Connor, a culpa não é minha. Eles que me deram o emprego.
— Eles perguntaram onde você estava e eu os guiei, mas seu eu soubesse que era para isso... Eu achei que você era meu amigo.
— Cara, eu...
Connor se virou e saiu, deixando Zach sozinho. Hoje tinha sido o dia D. Tinha visto algo que não tinha entendido, fora promovido e perdera o seu melhor amigo. O que mais faltava acontecer?
CONTINUA...
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