Resident Evil - A Leon & Ada Side Story

3 Capítulo 3 - Reencontro na Espanha


Outono de 2004, em algum lugar da Espanha



Leon prepara sua bagagem para a próxima missão. Não precisava de muita coisa, só uma maleta e sua arma. Sabia que não seria nada fácil, e que outro agente mandado anteriormente desapareceu sem deixar vestígios.


Com a ajuda de Adam Benford e outros homens de confiança ligados ao presidente, Leon não pertencia mais a CIA, mas sim a um grupo de agentes ultra secretos responsáveis somente pelas operações de combate ao bioterrorismo, cujo muitos membros do próprio governo não sabiam detalhes sobre o seu funcionamento e muitas vezes, nem sobre a sua existência.


Até o presente momento, fora anunciada o fim da empresa Umbrella Corporation, assim como o anúncio de boa parte de suas atividades ilegais resultando na prisão de vários diretores da empresa e a fuga de outros tantos, assim como membros do próprio governo envolvidos em toda a sujeira. Contudo, mesmo o a eleição do atual presidente, do mesmo partido e amigo de Adam Benford, o caminho dessa nova divisão ainda era tortuoso, sentiam que ainda era cedo de mais para confiar em boa parte dos membros da Casa Branca.


A missão de agora era bem delicada. O sequestro da filha do presidente, Ashley Graham. As pistas levam a um pequeno vilarejo na Espanha. Um agente fora mandado anteriormente para verificar essas mesmas pistas, e não mais voltou.


*************



Depois de muito tempo em contato com Wesker, Ada Wong fora finalmente recrutada pelo ex-capitão dos S.T.A.R.S para uma missão importante. A organização secreta para a qual trabalha já havia lhe orientado sobre a extrema importância de sucesso nesta missão, e o quão delicada ela era. Deveria conseguir uma amostra de Las Plagas, assim como Wesker deseja, porém, esta seria entregue a própria organização, e não a ele. Para Wesker já estava reservada uma segunda amostra, que seria aprimorada a partir de estudos com Las Plagas, e assim sendo entregue uma segunda versão, falsa para ele. Ele não podia desconfiar, ou colocaria tudo a perder.


Poderia dizer que essa ultima parte, Ada já havia conseguido em parte, afinal, mostrou grande valor ao conseguir a maldita amostra do G-virus. Mas isso ainda não era o suficiente. Wesker não esqueceu de sua enorme falha em Raccon City, quando quase botou tudo a perder por causa de seu envolvimento com Leon. E para piorar a sua situação, sua ultima missão em espionar Albert Wesker em seus negócios com Javier Hidalgo havia sido um verdadeiro fracasso, retornou contato com a Organização com pouquíssimos detalhes sobre as intenções de Wesker e até que ponto ele fora bem sucedido. Ada respirou fundo enquanto observava os moradores do pequeno vilarejo completamente inquietos devido a contaminação com a praga. Dessa vez seria impecável, e Wesker morderia a isca!


Empunhou a sua Grapple Gun e se preparava par um grande salto para um telhado, quando viu os infectados se acumularem em torno de alguém, cada vez mais agressivos. Usou o seu binóculo e então o viu...


“ — Leon!”


Eram muitos, e sabia que estava sendo monitorada por Wesker, tinha jurado para si mesma que desta vez seria tudo diferente, mas todos esses pensamentos pareciam ter desaparecido, quando deu por sí, já estava lutando contra dois ou três deles. Eram Ganados, contaminados por uma praga que os colocava sobre controle de Osmund Saddler, o líder de uma seita chamada Los Illuminados, e eram muitos, muito mais do que ela e Leon juntos poderiam enfrentar juntos. “ — O sino, o sino da igreja!” — Atirou com sua Grapple Gun, e saltou para o telhado da casa mais próxima, outra, e depois outra. Se livrou de alguns ganados. Subiu na torre do sino...


Do outro lado da vila, Leon se encontrava trancado em um casebre, se livrando como podia dos invasores que o atacavam, quando ao som de um sino, todos eles simplesmente se retiraram, um a um, deixando-o para trás numa vila tomada por um silencio mortal.


Sem entender nada, ele ele correu para o lado de fora, olhou envolta e se viu num lugar deserto. Sem qualquer explicação razoavel, exclamou:


“ — Para onde foram todos? Ao bingo?”


*******************************


Ada atendeu a um chamado de Wesker em seu celular, ele foi bem claro, as ordens eram para eliminar o agente que se encontrava na vila, assim ela poderia executar o plano original que era o que roubar uma amostra da praga sem nenhum contratempo, e segundo, Wesker teria uma importante queima de arquivo em relação a tudo o que aconteceu em Raccon City, afinal, Leon era um dos que “sabiam demais”. E quanto a Luis Serra, não deixá-lo morrer ate conseguir a amostra da praga.


Parece que tudo o que fez até agora não agradou muito ao ex-capitão dos S.T.A.R.S. Primeiro salvou Leon dos ganados lá na vila, depois atirou em Bitores Mendez para que o mesmo o solta-se eu agente pudesse fugir. Sabia que o principal motivo da ordem era mais uma prova de lealdade do que qualquer outra coisa. O vilão queria ter certeza de que ela estava mesmo ao seu lado. Era hora de ser esperta, fria, calculista, pensar em uma maneira de fazer o que queria – e precisava – sem se submeter a qualquer capricho todo de Wesker, afinal, ele nem era o chefe de verdade. Talvez de provar essa lealdade de alguma outra maneira. Mas e se precisasse mesmo matá-lo? E se...?


Leon se encontrava em um quarto na casa de Bitores Mendez, ele não percebeu a sua presença:


“ — Ponha as mãos aonde eu possa vê-las.”


Leon sentiu o cano gelado de uma arma encostada contra as suas costas, e aquela voz... já fazia tanto tempo... mas nunca deixaria de reconhecê-la. “ — Me desculpe, mas seguir ordens de uma dama não faz o meu estilo.”


“ — Mãos para o alto. Agora.”


Tudo aconteceu em uma fração de segundos, mal teve tempo de recuar alguns passos para trás quando sentiu seu braço ser violentamente puxado e seu ombro torcido, soltou um grunhido de dor, atirou a própria arma para trás, Leon já estava fora de sua mira, virou uma cambalhota para trás, pegou a arma de volta, precisava de alguns segundos, só mais alguns segundos e...


“ — Da próxima vez, use uma faca. São mais rápidas quando o inimigo está perto.” — Ja era tarde. Ada engoliu em seco quando sentiu a lamina afiada da faca de combate pressionada contra a sua garganta e a mão firme de Leon segurando a sua com toda força. Ele simplesmente lhe arrancou a arma, pôde sentir a respiração quente dele contra seu rosto, aquele perfume de sabonete tipico do bom menino limpinho... e ele estava bufando! Leon jogou o pente de balas para um lado e a arma para o outro enquanto lhe virava as costas de maneira bruta.


Tá, por essa ela esperava ou até por coisa pior. Cá entre nós, era merecido, depois de tudo o que houve entre os dois, o que mais ela iria querer, flores, bombons? Contudo, não era hora de perder a pose. “ — Leon, há quanto tempo não nos vemos.” Ela sorriu enquanto tirava seu óculos escuros de maneira quase que cinematográfica deixando com que fossem ao chão.


O olhar do agente a percorreu de cima a baixo em silêncio, num primeiro instante era raiva, no segundo era o de alguém que tentava desesperadamente simular desprezo. “ — Então, é verdade?”


“ — Verdade? Sobre o que?”


“ — Você está trabalhando com Wesker!”


“ — Vejo que tem feito o seu dever de casa.” — Como sempre irônica, sua expressão impassível e seu tom de voz inalterado.


E num terceiro instante, aquele olhar se transformou em mágoa. Ele abaixou a guarda e deixou que seus ombros caíssem. “ — Ada... Por quê?”


“ — Não é assunto seu.”


Ele rosnou. “ — Por quê você veio até aqui? O que você quer?” — Leon só teve tempo de vê-la desviar o olhar e soltar uma risada nervosa antes que algo explodisse entre os dois.


Quando a fumaça abaixou e ele voltou a enxergar algo, Ada já estava na janela pronta para fugir.


“ — Nos vemos por aí!”


“ — Ada! Espera!”


E ela se foi.


“ — Merda!” — Exasperou. Por um momento se sentia o mesmo idiota em Raccon City que corria atrás dela, pedindo que o esperasse, enquanto a pessoa em questão simplesmente desaparecia sem qualquer explicação. “ — Ada espera, Ada espera, Ada espera...” — ele se imitava de maneira ridícula. Chutou uma cadeira partindo-a em vários pedaços — “ — Porra! Essa vai ser a história da minha vida?!”


Do Lado de fora da casa, a espiã recebe outra chamada de Wesker. “ — Ada Wong, mudança de planos. A presença do agente Kennedy tem distraído os ganados e chamado a atenção dos membros da seita, por enquanto, ele nos serve mais vivo que morto. Concentre-se em roubar uma amostra da praga. Assegure-se de que ele continuará sendo o alvo mais caçado desse lugar e aproveite-se disso para seguir com a sua missão mais tranquilamente, pelo andar da carruagem... esse sujeito não vai durar muito tempo de qualquer maneira.”


“ — Pobre Wesker, se julga tão esperto, mas possui o pior dos defeitos. Sempre subestima as pessoas erradas...”... “ — Principalmente aqueles que adorar ser o herói..”


*************



Leon sentia dor por todo os cantos de seu corpo. Estava aterrorizado. Era pior, era muito pior que em Raccon City, lá pelo menos, sabia que se morresse, morreria como humano, enquanto nessa Ilha, se acostumava aos poucos com a ideia de estar se transformando em um monstro! Fora contaminado pela praga, e nem ele mesmo sabe explicar como tem resistido até então, a sensação é de que Saddler é quem decide em que momento e em que minuto se dará o seu fim, até lá, está apenas brincando com ele.


Oscilando entre momentos de coragem, determinação e confiança, com momentos de medo e desespero de sentir seu corpo ser tomado aos poucos, Leon pensava em sua missão, em Ashley contaminada e sem voltar pra casa de ele falhasse, na morte de Luis Serra, em vão... e em Ada. Mais uma vez... não conseguia decifrar aquela mulher. Ela não precisa enganá-lo mais. Já estava mais do que desmascarada como uma espiã do Wesker, não era como em Raccon que precisava se fazer de frágil e inocente, não, era assumidamente autossuficiente para se proteger e não precisava dele para absolutamente nada, então, se não era por fingimento, porque ela o estava ajudando tanto?


Se não fosse por ela teria sido degolado por Krauser, ela lhe salvou a vida. Assim como em Raccon, quando enfrentou o Tyrant. Será que...?


“ — Precisa de uma carona, Bonitão?” – Lembrava da mulher deslumbrante com uma lancha a sua espera, pronta para levá-lo diretamente até a Ilha aonde Ashley estava, de quase uma hora sentado ao lado dela enquanto ela o guiava mar a dentro, sessenta minutos, cada um com sessenta segundos nos quais ele não teve nenhuma coragem de perguntá-la nada. Apoiou o queixo contra a mão esquerda e se dignou somente a admirá-la enquanto ela sorria e pilotava a lancha, como um casal a passeio.... “ Precisa de uma carona, Bonitão?” ele lembrou novamente, principalmente a parte do “Bonitão”.


E para completar, o fim do passeio de barco. Ela parou próximo a uma enorme rocha, e de lá atirou com a sua Grappe Gun para o alto, a fenda se seu vestido vermelho era enorme ia até a altura dos quadris. A mulher agora de pé e com um movimento rápido, porém indescritivelmente sexy, ergueu uma perna contra volante da lancha, e Leon ainda sentado na cadeira ao lado e completamente atordoado, ficou com uma visão privilegiada sobre quase tudo que estava ali embaixo daquele vestido vermelho... antes de saltar para o alto.


“ — Merda... era preta... e de renda...” — ela fez de proposito e ele sabia disso. O mais ousado jogo de sedução que ela fez até agora antes de fugir e largá-lo em algum lugar. E dessa vez o deixou tão estupefato com tamanho descaramento que mal teve forças para chamá-la, muito menos pedir para que ela esperasse....


Lembrou-se da bilhete em forma de aviãozinho, marcada com um batom vermelho bem no meio de uma missão!


Ela estava brincando com ele e isso era obvio. Mas por que? Por quê ela o estava ajudando? A essa altura essas perguntas já eram mais importantes para Leon dos que outras como: Que diabos ela está fazendo aqui?” E se por trás de todos esses joguinhos estivesse a verdade? E se o que ela disse em Raccon City for verdade? Sim, ela estava apaixonada... seria possivel esse sentimento resistir todo esse tempo? — Que pergunta estupida! É claro que seria. Olha para você mesmo, seu idiota. Ela te colocou de quatro outra vez!


Caminhou com dificuldade até um casebre, precisava se esconder por alguns minutos, sentia que ia perder a consciência a qualquer momento e não podia ficar exposto. Trancou a porta atrás de sí e caiu de joelhos no chão, gemendo de dor.


“ — Leon, você está bem?” — Era Ada à porta. Ela entrou e correu em direção a Leon.


“ — Argh... uh...” — o que é isso, ela esta me seguindo? Idiota, claro que ela está te seguindo... — O agente se curvou sentindo o peito rasgar como uma dor do enfarto! Evitou a mulher e virou de costas para ela... olhou para o próprio braço e ficou paralisado pelo terror, cada uma de suas veias se tornando mais e mais proeminentes, enegrecidas com a plaga, tomando cada centímetro de seu corpo. Sentiu quando deitou no chão, e da mulher de vestido vermelho tomá-lo em seus braços antes de ver tudo preto.....


…. AHHH!!! — Berrou. Olhou para sua coxa ensanguentada mas não sabia se dava alguma atenção a ela graças a dor insuportável que sentia entre as pernas. — Ahhhh! Gemeu enquanto segurava as próprias bolas. Depois de alguns momentos viu Ada arfando, com as mãos no pescoço.., buscando ar... “ — Não... argh... Ada, eu sinto muito.” — Disse ele entendendo o que havia acontecido.


“ — Nós temos que tirar o parasita de você. Rápido!”


“ — Mas antes eu preciso salvar a Ashley.”


“ — Você não vai salvar ninguém quando finalmente tiver se transformado em um deles, Leon. Além do mais, ela esta infectada também!”


Leon ficou de pé novamente, tomou mais alguns comprimidos que Luis lhe deu. Ao sentir-se novamente dono de sí, olhou novamente para Ada, e para as marcas no pescoço que ela esfregava com força. “ — Deixe-me ver...” — ele pediu.


“ — Não se preocupe, eu estou bem. Preocupe-se com você.”


“ — Por favor.” — Se aproximou sem esperar um sim como resposta e tocou a pele frágil que agora possuía a marca vermelha de seus dedos cravados nela, e que mais tarde se tornariam roxas. “ — Oh meu Deus. Eu podia ter te matado.”


“ — Não me subestime, foi você quem quase perdeu as...” — Não completou a frase quando levantou o olhar e percebeu o quão perto ele estava, agora com as duas mãos – de novo – em volta do seu pescoço, com os polegares um de cada lado do seu rosto.


“ — Ada...”


Não disseram mais nem uma palavra. Ada evitou encarar aqueles olhos azuis mudando o foco apara a boca dele... má ideia. O beijo foi inevitável. Com uma das mãos ele lhe segurava pelo cabelo e a outra desceu para a sua cintura prendendo-a contra ele. E ela também queria, ah, como queria, retribuiu o beijo com a mesma intensidade e volúpia, o beijo molhado e sedentos de duas pessoas que esperaram tanto tempo.


Ela aproveitou que as duas mãos de Leon agora a seguravam pela cintura para se alavancar do chão e envolver o corpo do agente entre as pernas. E agora as mãos dele a agarravam pelas nádegas. E Ada o beijava, o mordia, sugava-lhe os lábios. Percebeu que foi posta sobre uma superfície lisa... uma mesa, sim era uma mesa.


“ — Eu senti tanto a sua falta.” — ele repetia com a voz rouca quanto suas mãos percorriam cada parte do corpo dela que estava ao seu alcance. Cabelos, coxas, seios — “ — Meu amor...”.


Ada arfava nos braços daquele homem, era como se gritasse de prazer dentro da boca dele cada vez que ele pressionava o quadril contra o dela... não, não. De novo não... Ali não era a hora, e nem o lugar. E talvez essa hora e esse lugar nunca virão a existir.


“ — Leon...”


“ — Ada...”


“ — Não! Não é isso. Leon espera!”


Ele parou, ainda com o corpo completamente grudado no dela, com a sua boca à pouquíssimos centímetros da sua. — “ — O que foi, eu te machuquei?”.


“ — Você é sempre tão doce e preocupado?” — Ela sorriu enquanto o afastava dela com a palma das mãos no peito forte do agente. — “ — Vejo que está tudo funcionando aí embaixo, eu estava preocupada, a joelhada foi forte.”. Agora ambos recuperavam o folego. A expressão decepcionada de Leon não passou desapercebida. — “ Agora não é a hora. Você tem um trabalho a fazer, e eu também.”


Esse assunto... “O Assunto”. Rosnou contrariado, e saiu de cima dela. “ — Sim, o trabalho que você está fazendo para aquele bandido, como eu iria esquecer?”


“ — Leon, as coisas são bem mais complicadas do que parecem e eu não vou pedir que confie em mim. Então eu só vou te passar três recados. 1 – Eu vou ajudar a tirar essa coisa de você. 2 – Quando recuperarmos a amostra da Plaga, ela será minha e não tenta me impedir caso, contrario nós dois seremos mortos. 3 – Essa ilha vai pelos ares e quem colocou os explosivos fui eu,vocês não poderão sair comigo, fique atento ao meu comando porque eu já pensei em algo para tirar vocês dois daqui a salvo.


“ — O... o que? Devagar Ada!”


“ — Aceite a minha oferta, saia dessa ilha com a menina e se eu achar que você foi um bom menino, nós terminamos esse assunto uma outra hora. Até lá não me faça perguntas e não me deixe sem saída. Você terá algum tempo para pensar, eu sei que você é esperto e entenderá o que eu quero dizer.


Ada se dirigiu até a porta sem olhar para trás. — Nos vemos em breve.


*************


Conforme o prometido, lá estava o passaporte de saída dele e de Ashley para fora da ilha que conforme o prometido, iria explodir em alguns minutos. Um chaveiro em forma ursinho, e a coordenadas de onde Ada teria deixado um jetski preparado.


“ — Um ursinho, que fofo!” — ele resmungou ainda sem acreditar que ela teve mesmo coragem de armar a bomba com ele ainda na ilha!


De colocar uma arma em sua cabeça e ameaçar atirar caso ele não entregasse a Plaga.


Poderia ter lutado. Será mesmo que ela teria coragem de atirar? Optou por deixá-la ir, as palavras dela não saiam da sua cabeça: “ — não tenta me impedir caso contrario nós dois seremos mortos.”. Chantageada, será? Não pode ser. Gostaria de pagar pra ver, dizer a ela que confiasse nele, que juntos achariam uma saída, que ele a protegeria de qualquer um... mas daí lembrou que ela era Ada Wong, a toda poderosa e autossuficiente, que sempre tem uma carta na manga, e se ela tinha um plano, contrariá-la talvez não fosse a coisa mais inteligente a ser feita.


Sim... depois que tudo, mesmo com a própria confessando que trabalhava para o Wesker, ele simplesmente... confiou nela. Afinal ela cumpriu com com a parte dela do trato. Salvou ele e Ashley mais uma vez, ajudou-os a se livrarem das plagas, foi capturada por isso e precisou ser salva por ele. E por ultimo, lhe jogou um lança-foguetes, sem a ajuda dela nunca teria derrotado Saddler.


Com Ashley abraçada contra sí, ele pilotou o jetski a toda velocidade para fora da ilha, que não demorou a explodir. Estavam sãos e salvos.


“ — Leon... o que você acha de, depois que chegarmos, nós irmos para a minha casa e... passarmos um tempo juntos?” — Perguntou Ashley.


“ — Me desculpe.” — O agente rejeitou de maneira educada


“ — Bem, não custava perguntar...” — Ela sorriu. — “ — e já que perguntar não dói... quem era aquela mulher de vermelho?”


“ — Ora, porque essa pergunta?”


“ — Ah, por favor. Me fala!”


Resignado, ele responde: “ — Ela é como uma parte de mim, e eu não posso simplesmente deixar ir embora.” — Essa era a sua resposta mais honesta, e a mais pura verdade. Se sentia aliviado até por partilhar essa verdade com alguém, e assim a tornar ainda mais real. E sozinho, com tempo, iria finalmente racionalizar tudo o que aconteceu na Espanha entre ele e Ada.



Continua...