Resident Evil - A Leon & Ada Side Story
17 Capítulo 17 - A Eslava Oriental
Notas iniciais
Bem, antes de mais nada, esse é um capítulo curto... BEM curto! Eu queria colocar ele "inteiro", mas isso me tomaria alguns dias... e como eu tenho uma prova na quinta e na mesma quinta meu noivo chega para passar as férias aqui... well... o capitulo 17 só sairia em... hmmmmm.... 18 dias?...:OOOO
Sendo assim, resolvi picotar... cortar... partir... para otimizar a atualização da fic, mesmo que a distribuição dos capitulos fique sem sentido.
Bem, vamos pensar... Resident Evil não faz muito sentindo, então, quem se importa...:DDDDD
República da Eslava Oriental
Ada Wong verificou pela ultima vez todas as suas coordenadas para a missão, antes de destruir todas as cópias dos arquivos e documentos que carregava consigo. Era o procedimento padrão da Organização para o caso de um agente falhar, bem... ela nunca falhou, mas sempre cumpriu o protocolo.
Parte dessa missão, passada em Moscou, foi um sucesso, toda a sua teia estava armada, e agora tudo o que lhe restava era puxar a corda quando Svetlana Belikova estivesse presa a ela. Foram várias reuniões com representantes de vários pequenos países antes pertencentes a grande União soviética, a espiã contava com imunidade para frequentar o local graças a um acordo entre a Inteligência Britânica e o governo russo, os dois maiores interessados em ve-lâ infiltrada, não havia poder mundial, principalmente norte americano que pudesse por as mãos nela naquela reunião....
“ Hn... se bem que isso não foi de tudo verdade...”
Ela lembrava perfeitamente que “mãos” norte americanas a pegaram naquele dia, e exatamente como elas o fizeram...
Memórias... E mais memorias. E até mesmo uma “rapidinha acidental” era o suficiente para marcar a espiã a ferro. No fundo não esperava por nada daquilo, encontrá-lo em Moscou, ficar sozinha com ele numa sala de reuniões... perder o controle. Mas já que aconteceu, sabia que não poderia ter sido melhor... Era uma pena que seus encontros com o agente nunca mais poderiam ser longos ou planejados, muito provavelmente, deveriam ser evitados a todo custo. Pelo menos tirou a prova que dar umas “escapadinhas” não fariam assim tão mal.
Ada lamentou. Lamentou ter que ser assim, lamentou essa sensação de assunto não acabado, muito embora estivesse decidida. Terminou de organizar sua bolsa, e então deixou o quarto de hotel.
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Leon recarregou seu fuzil tático e ajeitou mais uma vez as granadas em seu colete a prova de balas. Amaldiçoou todos os deuses mais uma vez. Quantas vezes pediu férias? Ah... isso mesmo, nunca! E pela primeira vez na vida, quando o fez.... isso.
“ — Para o quê serve a B.S.A.A., Leon? A C.I.A? A Segurança Nacional? Os outros quase cem agentes do governo? Se quando a coisa complica de ultima hora é a você, otário, quem eles chamam?”
Não que tivesse grandes planos para suas férias, seu cabelo estava maior que o de costume, talvez, forçando um pouco, poderia até prendê-lo em um rabo, a barba a três dias sem fazer e por acidente, descobriu que gostava assim, dela mal feita. Tudo o que queria era justamente isso, alguns dias sem se preocupar com nada, em um hotelzinho calmo e bem simpático em Luxemburgo, sem se preocupar em cortar o cabelo ou fazer a barba, saindo para beber até cair enquanto assistia a show de streepers.
“ É pedir demais?”
O loiro observou a movimentação de rebeldes pelas ruas escuras, possuía alguns informantes na cidade, e estava mais do que confirmado... alí estavam sendo usadas armas biológicas. Lembrou-se do homenzinho impertinente que insistiu em conversar, lá... em Moscou. Possuía varias outras lembranças sobre aquele dia, como o de encontrar a sua misteriosa espiã rondando o local como se nada devesse ao resto do mundo, algo que o deixou com a pulga atrás da orelha, fato. E agora... isso.
“ — Ada... não me diga que você sabe de alguma coisa... ou tem algo a ver com essa bagunça...”
Nisso, chegou um chamado em seu celular.
“ — Hunnigan!”
“ — Leon, preste muita atenção, a missão foi abortada. A Casa Branca passou ordens diretas para que qualquer agente norte americano abandone a missão e saia do país, imediatamente!”
“ — Tá maluca?! Vocês me arrancaram a força do meu merecido descanso, me mandaram para esse buraco perdido no cú do mundo, e agora dizem que é para eu simplesmente virar as costas e ir embora quando eu mal comecei?! Tem B.O.W's atacando, o que pde ser mais importante que isso?”
“ — São ordens diretas do presidente! Ele não quer os Estados Unidos envolvido de nenhuma forma com o que está prestes a acontecer aí.”
“Raccoon City, de novo...”
“ — E o que está prestes a acontecer, Hunnigan?”
“ — É uma guerra, Leon, se nos envolvermos, as complicações politicas podem ser mais do que comprometedoras e...”
“ — Pouco me importa a politica! Tenho confirmado o uso de armas bio-orgânicas, se permitimos, logo será o resto do globo, tem certeza que isso não te interessa?”
Leon não podia acreditar. Estava diante de uma revolução armada a base de B.O.W's prestes a explodir a qualquer segundo, sabia dos riscos que isso implicava, não somente ao povo daquele país, mas a todo o globo. Poderia estar diante de uma nova Raccoon City, uma nova tragédia, a Casa Branca sabia disso, o Presidente sabia disso, e no entretanto, estavam pedindo que ele simplesmente virasse as costas?
Sentiu um aperto no peito, uma sensação de impotência... quando lembrou de sua amada espiã, que parecia ter tanta certeza quando dizia que não importa que posição ele ocupe no governo... ele nunca vai saber o que realmente se passa, quais são os reais objetivos, e que no fundo, a Casa Branca não ajuda ninguém sem ter algum interesse. Talvez, sendo o bom moço cumpridor de regras... ele estava muito longe de ser o herói que tantos acreditavam que ele fosse.
“ — Não há mais nada a ser feito, nem mesmo pelos Estados Unidos.”
“ — Bem, talvez seja a hora de eu me livrar da minha cidadania norte americana, nem que por algum tempo...”
“ — Agente Kennedy, devo lembrá-lo que a penalidade para...”
“ — Acabei de destruir o meu passaporte, Ingrid. Não sou mais um cidadão americano, vocês não tem mais qualquer responsabilidade para comigo, nem com o que eu venha a fazer. Pode dizer que me perdi ou caí do avião!”
Sem escutar os protestos do outro lado do aparelho, Leon empunhou seu fuzil com mais firmeza, e se infiltrou naquela cidade, onde um novo inferno estava prestes a se criar.
Seu primeiro informante era um agente da C.I.A. disfarçado, ele não precisava saber da loucura que tinha acabado de cometer, não até vomitar tudo o que sabia. Ao adentrar no ponto de encontro para aquela noite, Leon pode sentir a atmosfera pesada...o cheiro de sangue... o rastro de caos naquele lugar que deveria ser um simples estacionamento... Escutou um gemido. Correu até ele, infelizmente constatou ser o seu informante... ou o que sobrou dele.
“ — Espantalho!”
“ — Agh... Agh...”
Leon o tomou nos braços, sabia que não tinha muito tempo. — “ — Quem fez isso? Me diga rápido, você tem alguma pista sobre o que há entre essa rebelião e o uso de armas bio-organicas?”
“ — Ugh...”
“ — Espantalhos nunca foram famosos por sua conversa...” — Resmungou.
“ — Agh... Agh... A apicultora.” — Foram as ultimas palavras, antes de desfalecer.
O loiro pôs-se de pé, sua experiencia já dizia que aquilo não ia parar alí, as “coisas” que destroçaram aquele homem, não estavam longe, estavam bem alí, rondando-o, ele podia senti-las. Não demorou muito tempo para que suas suspeitas – que eram puras certezas – se confirmassem. Deparou-se de frente com o primeiro Licker, conheceu algo assim em Raccoon city, porém esse era bem maior, bem mais forte e muito mais assustador.
Leon disparou contra a criatura sem poupar balas, descobriu que esse também era muito mais resistente e agil. Se esquivou como pode das investidas da criatura, atirando em fogo aberto sempre que era possível. Descobriu da pior maneira que seja lá quem estiver por trás daquelas B.O.W's, não está para brincadeiras.. soltou nas ruas criaturas extremamente ágeis e resistentes, e que possuíam um grau de inteligencia nunca visto... quase humanas.
Os tiros pareciam não fazer qualquer dano a criatura, porém Leon de algum modo, conseguiu deixar de fugir dos ataques para colocar-se a persegui-lo, sem nunca sessar fogo... em algum momento, sem saber se atirou em algum conduto de gás, ou se fora um ataque de granada, sentiu a forte explosão, e os blocos de concreto arremessados violentamente contra sí.
Depois de levar o primeiro golpe, caiu, com a visão turva, sem respirar direito. Pôde ver o licker se aproximar... seria devorado, partido em pedaços, sem qualquer chance de defesa. Não lamentou ter que morrer assim, realizou dois sonhos antes de finalmente abandonar essa vidinha medíocre, tirou férias, e foi deveras rebelde... faltando pouco para mandar o presidente chupar suas bolas, se tivesse queimado uma bandeira norte americana não teria surtido tanto efeito quanto o que fez hoje há apenas algumas horas atrás. Morreria, com alguma sádica sensação de dever cumprido.
“ Ada, o que você teria dito se visse o que eu fiz?” — Pensou antes de constatar que o licker ainda não o atacara, refreando suas garras há apenas alguns centímetros de seu rosto, que todas as partes de seu corpo ainda permaneciam intactos e devidamente grudados em seus devidos lugares, quando viu um homem surgir a sua frente, com uma postura dominante, sem temer as criaturas, o agente finalmente sucumbiu ao golpe, e desmaiou.
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A Eslava Oriental era um país de temperatura quase sempre fria, muito embora aquela manha parecesse bem ensolarada, tinha luz, mas não tinha calor. Na sede do governo, os principais líderes do país e chefes de segurança se reuniam com a então Presidente daquele país.
Ada Wong sabia das suspeitas a respeito de Svetlana Belikova, bem, os outros suspeitavam, ela, tinha certeza. Sua encenação já estava preparada, e todo aquele discurso sobre a preocupação daquela governante em manter a paz, controlar a rebelião e finalmente ter o reconhecimento daquele país como estado independente e membro da União Europeia, já eram tão esperados que quase não mereciam mais ser ouvidos.
“ — Senhores, deixem que eu faço as honras. Esta jovem que veio a nosso socorro, é uma investigadora especial vinda dos Estados Unidos, e poderá nos esclarecer mais sobre as artimanhas dos rebeldes.”
A espiã não poupou palavras, agradecendo internamente aos britânicos e aos russos por uma missão tão interessante, engraçada e ao mesmo tempo tão fácil. — “ — Muitíssimo bom dia Senhora Presidente. Cavalheiros, eu venho em nome da B.S.A.A. Meu nome, é Ada Wong.”
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Leon se viu amarrado a uma cadeira, tendo como sentinelas um velho moribundo, provavelmente infectado, e um jovem eslavo que visivelmente não fazia a menor ideia da sarna que foi arrumar para se coçar, o coitado mal sabia segurar uma arma.
JD era o seu nome, estava usando o seu colete e o seu fuzil. Leon o observava bebericar um cantil de vodca a cada cinco minutos, enquanto falava sobre filmes norte americanos e fastfood... JD não era muito esperto... ou provavelmente era mesmo só isso que o seu país tinha a oferecer. O agente se divertia com aquela situação, enquanto esperava uma oportunidade de fugir e prosseguir com seu trabalho, estava cada vez mais convencido que aqueles rebeldes inexperientes não passavam de peões no tabuleiro de um jogo muito maior.
O celular tocou mais uma vez contra o peito de JD, provavelmente era Hunnigan. Leon não permitiria que o governo o atrapalhasse.
“ — Haja o que houver, não atenda esse telefone!”
O jovem eslavo sorriu. — “ — Sim, você está certo... não vou permitir que rastreiem essa ligação!” — Esbravejou jogando o celular no chão e pisando em cima do objeto até quebrá-lo e vários pedaços. Como resposta, ganhou um sorriso cúmplice de Leon.
“Bom garoto, agora só preciso sair daqui.”
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“ — Diga-me uma coisa, Ada Wong. Essas armas bio-orgânicas... para mim, parece algo muito pouco prático... em uma guerra, como diferenciar aliados de inimigos?”
“ — Sim, até bem pouco tempo, o uso de algo parecido seria inimaginável em uma guerra... B.O.W's foram frequentemente usadas em ataques terroristas apenas, mas agora existe um pequeno detalhe que faz toda a diferença. A evolução da plaga... gerando uma conexão perfeita entre a criatura, e o hospedeiro humano, numa relação perfeita amo-escravo.”
“ — Então é com isso que estamos lidando lá fora?”
“ — Não há mais dúvidas que sim.”
“ — Conte-nos tudo o que sabe, senhorita Wong, pois com a sua ajuda, vamos limpar essa bagunça e finalmente provar que temos valor como nação.”
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Era noite mais uma vez, e Leon via a cada minuto se desfazer mais sua esperança de evitar uma tragédia. Após fugir do cativeiro com JD, encontrou o caos urbano nas ruas, civis e soldados transformados em algo muito pior do que os ganados na Espanha... era sem duvida uma evolução da plaga.
“ — E se Ada entregou a falsa plaga para Wesker... seria essa então a verdadeira?”
Leon tinha de volta seu colete e seu fuzil, ajeitou-se novamente, lembrou tristemente de JD, como não fazia ideia do que estava fazendo, o terror do rapaz após testemunhar a infecção de tanta gente, a preocupação com o amigo Buddy, que devido a usa sede irracional de vingança estava prestes a se tornar a pior cobaia de toda aquela confusão.
Prometeu encontrar Buddy e evitar o pior, mas ao chegar novamente naquela garagem, de deparou com a maleta vazia, e faltando os frascos da plaga, assim como a pistola de injeção.
“ — Tarde demais...” — Sussurrou quando escutou uma voz feminina ao fundo.
“ — Procurando alguém?” — Ela apareceu de repente, ágil em atacar, Leon sabia quem era, pelo estilo de chegar, ou pela, voz... ou pelo cheiro... mas precisava vê-la.
Mais uma vez participou daquela encenação de luta em que ambos sabiam que nunca dava em nada, até que finalmente encontraram seus olhares mais uma vez, eles sabiam, as armas apontadas para a cabeça um do outro eram apenas um detalhe bobo, quase parte de um fetiche.
“ — Leon... faz tanto tempo.”
“ — Ada, o que faz aqui?”
“ — Eu ia te perguntar a mesma coisa.” — Disse a espiã agora de pé e pondo-se a caminhar, com o seu jeito naturalmente felino.
“ — Você liberou a Plaga!” — Soltou de uma vez, não havia motivos para cerimônias.
“ — Não me faça rir, você sabe que não me interesso por produtos defeituosos...” — Ela parou, e sorriu, sem nunca deixar de olhá-lo nos olhos.
“ — Ada, o que faz aqui?” — Era sempre assim, em todas as suas missões, essa frase era quase tão repetitiva quanto Ada, espera!, perguntaria quantas vezes fosse necessário, mesmo sabendo que não escutaria qualquer resposta lógica.
“ — Se atacarem a capital, vão tornar meu trabalho muito mais fácil... apenas isso.” — Ada não falaria mais, porque não podia, e porque não queria. Mas sabia como distrair o agente, bastava um sorriso malicioso e um olhar lascivo... e essa parte, não era uma mentira. — “ — Hn, Ah... quando é que vamos terminar aquilo que começamos... aquela noite...”
Leon também sorriu por trás da mira do fuzil... Moscou... aqueles poucos minutos estavam longe, muito longe de ser um assunto completo para os dois, não para eles, acostumados a noites intermináveis. Mas se o que ela queria era jogar, que ótimo, podia mostrar que ele também tinha seus truques.
“ — Quando quiser... — sempre que quiser, é só vir - ...mas não agora.”
Ada suspirou longamente, a ideia de outra noite como aquela em Moscou, bem alí no meio daqueles blocos destruídos de concreto, não lhe pareceu assim tão absurda. Ela fez biquinho. — “ — Tsc... você está bravo comigo, não é mesmo? Que pena, se cuida, Leon...” — Ela mais uma vez sacou sua grapple gun... e fugiu, não sem antes alertar. — “ — Saia da cidade rápido, tudo isso está prestes a explodir!”
O loiro a observou indo embora, mais uma vez... e novamente sem saber quando seria o próximo encontro, ou até mesmo se iriam ou não terminar “aquilo”. Por fim, lamentou: “ — Mulheres!”
Continua....
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