Resgatando novos semideuses
6 Um motorista de taxi tenta nos matar
Notas iniciais
Pov Grover
Descemos a colina, prontos para pegar a estrada. Pelo que me lembro, tinha preparado uma mochila com uma muda de roupas e latas, muitas latas. Em quanto esperávamos o táxi que nos levaria até a rodoviária, começamos a conversar:
- Quem são esses mios-sangues? — eu disse puxando assunto
- Não sei. O que Quíron me disse é que um deles é meu meio irmão. — Annabeth respondeu. Agora ela estava com um rabo de cavalo e percebi que ela e Percy estavma de mãos dadas. Só esperava não segurar vela o tempo todo. Ah, Juníper...
- Tomara que não tenha nenhum filho de Ares. — Observou Percy colocando o braço em volta da loira e lhe dando um beijo na bochecha.
- Ai, ai, ai!!!! — Eu gritei chamando a atenção dos dois e provavelmente assuntando também.
- O que foi, cara? — Disse Percy tentando me acalmar
- Sabe, é que a cera da vela que eu tô segurando aqui, tava queimando minha mão. Agora tá melhor. Sabe, vela?
- Menos, Grover. Menos, Menino-bode, bem menos — Disse Annabeth rindo da minha reação
Tudo bem. Eu sei que eles namoram e tals, mas eu não me aguentei. E agora os dois riam descontroladamente até que o táxi chegou.
Entramos e ficamso num silêncio disconfortavel com o motorista. Não falamos nada a viagem inteira. Ninguém puxou assunto, ninguém comentou o tempo ou o trânsito ( o que é a coisa mais comum em um táxi), ninguém ousou perguntar as horas.
Quando o táxi parou em frente a rodoviária, Percy tirava cinquenta dólares da carteira e entregava ao motorista que estava se virando.
Isso foi um erro.
Quando o motorista se virou, pude ver seu rosto. Não era UM motorista, era UMA motorista. Ela era tão feia que pudia ser confundida com um homem e quando Percy entregou o dinheiro, tudo o que ela disse foi:
- Aceito apenas dracmas de ouro, meu bem.
Após isso, a mulher já não era mais humana. Ela se transformava e ganhava asas e sua aparencia ficava estremamente horrível. Ela era uma...
- Fúria. — sussurou Annabeth
Com estranha rapidez, peguei minha faca de bronze celestial e Percy e Annabeth fizeram o mesmo.
- Quero meus dracmas! — berrava a benevolete
Percy investiu contra ela, ferindo apenas seus braço esquerdo. O mostro urrou de dor. Isso deu chance paraque eu e Annabeth pudessemos feri-la em outras partes do corpo monstrengo dela.
Tínhamos alguma vantagem, mas a fúria acabara de ferir seriamente Annie. A loira estava desacordada em quanto Percy dava murros e golpes com a espada. Ele desferiu um golpe contra o monstro, mas a fúria se esquivou e chutou seu peito.
Ela se voltou rápidamente para mim e lhe dei uma bela facada no ombro. Ela gritava, mas não se desfazia em pó. Só vi Percy levantando-se e desferindo um golpe fazendo a benevolete virar chuva de pó dourado.
Eu estava perplexo de mais para dizer algo inteligente. Só me ouvi falando:
- Nossa! De onde tirou tanta raiva?
Ele não me respondeu. Apenas dirigiu um olhar preucupado e triste para Annabeth. Ela estava com um grave corte no braço e no ombro.
- Vamos, me de ambrosia, néctar, qual quer coisa. — disse Percy muito preucupado.
Pensei um pouco e lembrei que tinha deixado a ambrosia e o néctar no acampamento. Mas um pensamento me ocorreu, Juníper havia olhado minha mochila antes de eu partir. Será que...?
Abri minha mochila quase arrancando o zíper fora e vi, uma garrafa de néctar e um pedaço de ambrosia enrolado em um guardanapo.
- Eu amo a Juníper — sussurrei de felicidade. (Nota do Grover: lembrar de sempre mostrar a mochila a Juníper antes de viajar.)
Entreguei a comida divina a Percy e ele levou até os lábios de Annabeth. Ela engoliu e abriu delicadamente os olhos tempestuosos, dando um sensação de alivio, tanto para Percy quanto para mim.
- Annie... — esse era Percy. Ele deu um beijo na testa da loira e continuou — Daqui a pouco logo vai cicatrizar isso ai. Vamos sair desse carro. Você já vai melhorar.
Saimos do taxi e entramos na rodoviária. Daqui algumas horas estaremos em Washington e estaremos mais próximos de encontrar os meios-sangues.
Pov Annabeth
Eu não em lembrava de muita coisa. Apenas que a motorista do táxi era uma fúria, que ela me feriu gravimente e me deixando inconsiente. (N/A: rimou!!! LOL)
Quando acordei, ainda estava no táxi, com um garoto de olhos verdes penetrantes e cabelos morenos bagunçados me olhando atentamente. Ele parecia realmente preucupado comigo e depois vi o porque.
Parte do meu braço e do meu ombro estavam muito maxucados. Estava sangrando muito e eu sentia o efeito do veneno. Meus membros queimavam. Olhei novamente para o garoto a minha frente e me perdi no verde intenso de seus olhos. Tentei dizer algo, mas ele simplesmente beijou minha testa e disse:
- Vamaos sair desse carro.
Em quanto me levantava, sentia a dor aliviar. A ambrosia estava fazendo efeito. Percy em ajudava a sair delicadamente do táxi já que Grover ia comprar nossas passagens.
- Obrigada por me ajudar. Você é maravilhoso Cabeça-de-alga. — Murmurei me apoiando nele.
- Não há de que, Sabidinha. — Ele respondeu em um tom fofo e tirando um pouco de cabelo que eu tinha no rosto e me deu um beijo.
Mas, não foi um beijo. Foi até melhor que o beijo na praia, foi totalmente apaixonado. Meu mundo não só parou, como também fez eu me sentir única. Percy me segurou pela cintura e eu passei as mãos entre seus cabelos negros.
Nos separamos pela falta de ar e ele sussurou em meu ouvido:
- Eu amo você, Sabidinha. Nunca se esqueça disso. Sempre vou estar ao seu lado.
Ele falava e eu ficava toda arrepiada, Percy pareceu notar e me deu um beijo na ponta do nariz.
- Eu amo mais você Cabeça-de-alga. Você é a melhor coisa que já aconteceu comigo.- Ele ia me dar outro beijo quando alguém nos interrompeu e chamou:
- Gente! Bora! Ou vocês vão andando?- Grover disse já entrando no ônibus.
Percy e eu demos as mãos e entramos. Agora, eu penso, acho que podia ter sido melhor termos ido a pé mesmo. Nós não faziamos ideia da conversa que teríamos com alguém meio... distante.
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