Rescuing The Past
2 King Of Secrets
Aquele final de semana parecia se arrastar, mas finalmente a segunda feira chegou para todos.
Penelope acordou pronta para contar a equipe que ela e Derek Morgan eram namorados finalmente. Ela só teve que largar Lynch na estrada proverbial e Derek fez seu jogo. O técnico substituto havia lhe pedido um encontro, mas ela o recusou, porque Derek estava fazendo seu próprio.
— Baby Girl, você se importaria em usar isso mais vezes comigo? – Ele ostentava um par de algemas pelúcidas. – Você me mostrou que tem jeito para ser uma agente federal com uma arma.
— Oh, Hot Stuff. – Ela virou para ele e sorriu. – Você não namora mulheres armadas.
— Eu namoro uma mulher armada com computadores. – Ele a girou no lugar. – Isso me diz que eu namoro uma mulher armada.
— Eu te amo. – Pen o beijou e sorriu. – Bom dia, amor.
— Eu também te amo, gostosa. – Derek se recostou na cabeceira da cama. – Deus, como eu tive tanta sorte?
Derek sorriu. Ele poderia não acreditar muito nesse negócio de Deus, mas ele tinha que admitir. Ele teve sorte por Deus ter salvo Penelope.
Como ele só tinha que estar na agência depois das nove, Penelope o beijou demoradamente e saiu.
Ligando o carro, ela percebeu que ele não funcionava então pegou um táxi e deixou um recado para Derek levar ele para o mecânico.
Justin Hammer estava com seu plano sórdido pronto e executando.
Penelope parou na cafeteria, a mesma em que Battle a atraiu antes de atirar nela. Alguém havia pago suas contas de hospital naquela ocasião e parecia um constante. Recebendo coisas que ela precisava antes mesmo de pedir e ela nunca conseguiu descobrir quem era essa pessoa.
— Alisson. – Penelope a cumprimentou e entregou sua caneca. – O de sempre.
Justin se aproximou, fingindo estar distraído e derramou café na roupa de Penelope.
— Oh, sinto muito por isso. – Justin fechou o olhar com Penelope ao vivo pela primeira vez. – Oh, droga.
— Tudo bem, eu posso pegar um táxi para casa. – Penelope avaliou o estrago na roupa. – Merda, vou me atrasar.
— Eu posso levar você a uma loja. – Justin armou a primeira isca. – Afinal, você aparentemente não tem um carro.
— Minha querida Esther está com problemas. – Penelope falou. – Eu acho que vou aceitar sua oferta.
— Muito obrigado. – Ele apertou a mão de Penelope. – Justin.
— Penelope. – Ela sentiu algo estranho, mas sabia que depois da primeira vez, sempre desconfiaria de tudo.
Penelope aceitou, sem saber exatamente onde havia se metido. Ela entrou no carro do homem e ele entrou logo em seguida, travando as portas.
— O que está fazendo? – Penelope viu o olhar doce ser substituído por um de raiva. – Não, me deixe sair.
— Foi tão fácil jogar com você. – Ele viu Penelope tentar se afastar dele. – Você sabe que não tem para onde correr.
Justin se aproximou de Penelope, que tentou fugir pela frente, mas o segurança a parou. Voltando para trás, ela acertou um chute nele, mas logo seus pés foram torcidos e ela foi puxada contra o homem.
Garcia até conseguiu acertar um soco antes de gritar o mais alto possível. Se agarrando a maçaneta ela lutou com toda a força sair dessa situação.
Tentando desesperadamente abrir a porta, ela logo foi pega pelo homem e uma seringa foi injetada em seu pescoço. Ela sentiu seu corpo se desconectar dela e caiu nos braços de um homem que ela achava que poderia confiar.
Justin deitou Pen no banco de trás e colocou uma venda em seus olhos e mandou o motorista sair dali. Ele havia jogado o seu telefone, sua bolsa e suas credenciais em uma esquina, torcendo para que Stark ficasse logo sabendo.
Eles estavam longe de lá em pouco tempo.
Chegando ao trabalho, Derek notou o clima estranho que o lugar tinha. Procurando por sua Baby Girl, ele descobriu que ela nunca chegou ao trabalho. Um medo irracional correndo por suas veias, ele sabia que ela nunca faltaria sem avisar.
— Hotch, você viu Pen? – Derek viu a realização nos olhos de seu chefe. – Hotch?
— Derek, eu quero que você se sente e se acalme. – Hotch sentiu o próprio estomago queimar. – Depois que Penelope não deu notícias fizemos Kevin localizar o celular dela.
— Direto ao ponto, por favor. – Derek estava com medo, raiva e ansiedade. – O que aconteceu?
— A bolsa dela foi achada em uma esquina, jogada, com o celular, documentos, dinheiro e suas credenciais. – Hotch entregou os documentos. – Eu não sei o que aconteceu, mas ela não fugiu de nós. Estamos esperando Kevin com as câmeras de monitoramento, mas essa é uma situação de sequestro.
— Como pode ter tanta certeza? – Derek olhou para o bullpen. – Quanto eles sabem?
— Eu não sei se é um sequestro ou Pen está em um perigo que a fez abandonar tudo. – Nem mesmo Hotch acreditava nisso. – De qualquer jeito, se ela não te contatou, então podemos estar lidando com uma situação de sequestro.
Derek se sentou no sofá de Hotch, com as mãos no rosto, ele começou a chorar e o chefe de unidade estava pela segunda vez em sua vida paralisado. A primeira foi quando sua esposa Haley o abandonou por causa de seu emprego e levou Jack com ela.
Ele havia conseguido dar a volta por cima e começado a namorar Emily e sabia o que Derek sentia. Ele adivinhou que o agente de pele escura estava namorando a analista e ele sorriu internamente.
Os minutos se transformaram em horas e Derek já tinha chorado tudo o que podia. Hotch sempre soube que Kevin Lynch e Penelope haviam terminado em maus momentos, mas isso foi um absurdo.
Se levantando, Hotch foi até onde Kevin estava e nem sequer se dignou a bater.
— Kevin, o que afinal está demorando tanto? – Hotch olhou para a tela e ficou irado. – Você está realmente jogando paciência enquanto Penelope está Deus sabe onde? Eu sabia que vocês haviam terminado em maus caminhos, mas eu quero que feche essa merda de jogo e me dê as imagens.
Kevin clicou algumas teclas e fechou o jogo. Entregando as imagens, ele praticamente correu da sala. Ele nunca havia visto Hotch tão transtornado daquele jeito.
Emily observou o namorado dando uma de chefe com Kevin e sorriu. Ela mesma queria dar um soco naquele analista. Depois de tudo o que ele fez com sua amiga.
— É sobre o que houve com Pen? – Emily finalmente perguntou. – Ninguém sabe dela.
— Eu acho que você deveria falar com o pessoal do time. – Hotch se virou. – Preciso de vocês na sala de reuniões para ver esse vídeo.
Ela assentiu e deu um beijo em seu namorado. Ela precisava de algo para as más notícias que ela sabia que viriam.
Hotch se sentou por um momento no escritório de Penelope. Ele nunca contou a ela sobre seu padrinho secreto, mas ele também não sabia onde ele estava.
Caminhando até a sala de reuniões, todos estavam apreensivos. Ele colocou o dvd e deu play.
Derek observou com curiosidade Penelope conversando com alguém. A roupa dela parecia ter uma mancha de café e logo em seguida, ela entrou no carro. Se passaram um minuto e o carro deu partida, a bolsa foi jogada e Penelope não fora mais vista.
Batendo com o punho na mesa, Derek saiu correndo, vomitando no vaso sanitário cada coisa que ele comeu.
JJ começou a chorar, Reid se impediu de divulgar estatísticas de sequestro. Emily estava quase desmaiando. Rossi não falou nada, guardando a emoção para quando encontrasse esse cara.
Hotch estava sem reação até aquele momento. Ele se sentou na cadeira, sentindo seu coração doer.
— Eu vou colocar Penelope em bancos de dados na Interpol. – Emily saiu da sala.
— Vou falar com meus amigos na polícia de Washington. – JJ voou da sala.
— Vou ver Derek. – Reid também saiu, deixando apenas Hotch e Rossi.
— Deveríamos avisar ele? – Rossi perguntou.
— Não agora. – Hotch sabia que Stark veria de qualquer jeito. – Eu sei que ele verá.
Tony entrou no escritório naquele dia. Um grande nó no estomago se formando. Seu computador apitou e ele reconheceu o toque como o alerta configurado para Penelope.
Seu coração parou quando ele viu os alertas para Penelope em todas as agencias possíveis.
— Pepper. – Stark ligou para a secretária. – Chame Steve.
Ele se sentou em sua mesa e pegou uma das múltiplas fotos que ele tinha de Penelope. Era de uma das festas que a equipe deu a ela. Eles estavam em um bar e Stark estava presente de longe.
Agora ele precisava ir até a BAU e descobrir como ajudar.
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