Faziam alguns meses desde o problema com o replicador e embora nada daquilo realmente foi para frente, John Curtis ainda estava determinado a fazer Penelope sofrer.

Ele havia conseguido uma revogação do julgamento, se aproveitando de uma brecha no sistema judiciário para sair livre.

Apesar disso, ele havia ganhado uma ordem de restrição. Ele não podia chegar a 300 metros de Penelope e da equipe e isso incluía familiares, amigos e Strauss. Vendo a felicidade da nova gravidez de Penelope que para ele era como um prêmio injusto, seu coração rasgou em raiva.

Apesar disso, ele acabou achando um emprego em um café e quando Pen ia até lá, ele saia e ficava observando de longe.

— John, entrega para você fazer. – O gerente do café o havia encarregado de fazer algumas entregas. – Por favor, não demore muito dessa vez.

— Sim. – Ele estava irritado e pegou o pacote com cuidado.

Olhando para o endereço era a casa de Penelope e Derek. A nova casa do casal. Ele sabia que não poderia aparecer por lá então comprou uma peruca e uma maquiagem teatral fazendo parecer que ele era outra pessoa.

Ele poderia usar isso para se passar por outra pessoa se precisasse e se conseguisse.

— Oi. – Penelope sorriu e massageou sua barriga de grávida. – Obrigada, chegou na hora certa.

Ele assentiu se passando por alguém que não podia falar. Penelope deu o dinheiro e uma gorjeta para o homem e entrou.

Um novo plano foi feito e John sabia que a partir de hoje ele poderia sequestrar Penelope com seu novo disfarce. Adotando o nome de Edgar, ele deixou o emprego no café, pegou seu último pagamento e comprou fita, linha de pesca e uma cadeira.

O velho rancho da família foi o lugar perfeito. Ele sequestraria Penelope, arrancaria o bebê e a deixaria para morrer. No planejamento era um plano perfeito, mas ele decidiu que não sequestraria uma grávida.

Então ele deixou o plano para três meses à frente.

Hotch entrou na BAU com um monte de coisas na cabeça. Ele descobriu que John Curtis havia sumido do radar da polícia e que ninguém sabia para onde ele havia ido.

— Aaron, calma. – Emily equilibrava Isabella e um bolo de aniversário nas mãos. – Eu acho que você deva levar o bolo.

— Sim, desculpe. – Hotch pegou o bolo das mãos da esposa. – É o primeiro aniversário de Bella e eu aqui com segundas coisas na cabeça.

— Estamos fazendo buscas por Curtis. – Emily sabia das coisas. – Vamos encontrar e manter Pen segura. Ela tem o Pantera Negra como seu segurança.

— Ele deu uma overdose logo que ela descobriu que estava grávida de Hank. – Hotch estava com medo. – Se eu não soubesse, diria que Derek está confiando na Black Widow para cuidar de sua filha de nove meses.

— Bem, ela pode ser boa com crianças. – Emily olhou para o marido. – Agora, mude a carranca. É aniversário de Bella e vamos fazer uma festinha com todos.

— Jack dormiu na casa de Henry ontem. – Hotch sorriu. – Diria que aqueles dois juntos são umas fofuras, mas Deus me livre, eu não queria ser JJ e Will.

— Bem, eu realmente amo Jack e ele é muito bom irmão com Bella. – Emily sorriu para a sal bem decorada com o tema de My Little Pony. – Alguém se superou.

— Bem, minha sobrinha merece, não é? – Penelope beijou a menina. – Feliz aniversário, Bella.

— Obrigado Tia Penewope. – A menina pegou o pacote e rasgou como se fosse natal. – É lindo.

Ela havia ganhado patins cor de rosa com Glitter e era o que a garotinha havia pedido a ela alguns antes.

— Agora em vez de ensinar ela andar de bicicleta, vocês podem ensinar ela a andar de patins. – Penelope sorriu para os amigos. – Ora. Não fiquem tão surpresos. Tony me deixou comprar a coisa mais cara da loja, mas eu preferi os patins.

— Você tem um irmão rico, mas não consegue se aproveitar dele. – Hotch sorriu. – Eu entendo isso.

— Seu aniversário está chegando, chefe. – Penelope cantou alegremente.

— Não a deixe me dar um bolo com uma Stripper. – Hotch implorou a escola.

— Não se preocupe querido. – Emily o beijou. – Se tiver uma mulher nua, serei eu.

Hotch ficou desconcertado ao ouvir as palavras da esposa. Suas calças ficaram um pouco apertadas, mas ele respirou fundo e pensou em goiabas.

Quando Isabella entrou na sala, houve um grande número de pessoas, incluindo Tony, Pepper e Anthony.

— Parabéns para você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. – Todos cantaram e Bella ficou com as bochechas rosadas.

Uma salva de palmas e ela apagou as velinhas e houve mais palmas.

— Espero que tenha feito um pedido querida. – Emily beijou a bochecha da filha.

— Hora da foto da família. – Penelope viu Jack e Hotch se aproximarem de Emily e Isabella. – Digam “melão”.

— Melão! – Todos gritaram e sorriram.

Uma foto foi capturada e Penelope sorriu ao receber um chute de seu bebê na barriga.

— Baby Girl? – Derek a ajudou a sentar. – Está tudo bem?

— Sim, querido. – Penelope suspirou. – Seu filho tem tudo para ser um jogador de futebol.

— Ei querido. – Derek se abaixou até a barriga dela. – Será que dá para chutar menos forte? Eu sei que ela está sendo uma doidinha em não ficar sentada, mas eu prometo que ela vai ficar mais sentada.

Os chutes pararam quase instantaneamente e Penelope revirou os olhos.

— Ele é seu filho, Derek Morgan. – Ela brincou. – Agora que tal Isabella abrir os presentes? Primeiro do tio Dave e tia Fran.

Emily ajudou a filha a abrir o presente e ofegou. Era uma boneca de cor negra e ela havia adorado a ideia. Sua filha não gostava das bonecas tradicionais e eles sempre faziam as bonecas dela.

— Obrigado Tia Fan. – Bella abraçou a mãe de Derek. – Obrigado tio Deve.

Ela ainda não sabia falar muito bem, mas nunca ninguém ficou ofendido.

— Agora tio Derek. – Penelope passou um embrulho. – Ele que insistiu.

— Eu tinha uma amiga que tinha uma dessas quando era criança. – Derek falou.

Era uma casinha com bonecos e chaves. E ele não mentiu. Uma de suas amigas na infância sempre brincava com ele, já que todos o desprezavam tinha uma casinha quase igual.

Derek sentia falta dela, que havia se mudado para o Brasil com a família. Ele, no entanto, guardou a peça de brinquedo que ela havia dado.

— Tio, é linda. – Bella o abraçou. – Mamãe, podemos doar aqueles brinquedos que não uso mais para outras meninas?

Hotch e Emily abraçaram a filha. Com um ano ela já pensava em ajudar o próximo.

— Nós podemos sim. – Emily respondeu, agradecendo Penelope por aquilo.

Olhando pelo computador através das câmeras, John Curtis esmagou a lata de cerveja que tinha em suas mãos e a jogou longe. Seriam três meses até ele poder fazer o que mais desejava. Matar Erin Strauss e Penelope Morgan.

E ele estava disposto a esperar.