Rescuing The Past

22 Bad Days Become Good Days.


Com a morte de Justin Hammer, as coisas finalmente poderiam ficar no lugar de novo. Agora tudo o que Tony e Derek queriam era que Penelope passasse pela operação.

Era o terceiro tiro que ela levava. Derek estava quase catatônico no momento enquanto Tony estava com Pepper e seu bebê.

Eles haviam sido liberados para ir para casa, mas a moça não quis sair. Ela adorava Penelope. Um constante entre todos os presentes.

Natasha estava sentada, tentando não chorar. Ela e Penelope trocaram dicas de maquiagem e cabelo e claro, dicas de segurança pessoal. Ela até deu uma aula básica de proteção pessoal.

Os minutos se transformaram em horas e já anoitecia do lado de fora. Nick trouxe Isabella, Henry e Kate para seus pais. Derek segurou a filha de quase quatro meses em seus braços, relembrando de como fora agradável ver Penelope grávida.

Finalmente, no que mais pareceram dias, mas foram apenas quatro horas, um médico e uma médica se aproximaram, fazendo os que estavam acordados, pularem de seus assentos.

— Penelope Morgan? – A médica viu Derek se aproximou. – Você é o marido da senhora Morgan?

— Derek. – Ele apertou a mão dela. – Esta é a filha dela, Kate.

— Bem, a senhora Morgan conseguiu felizmente passar pela cirurgia. – A médica sabia que era hora das más notícias. – Embora não saibamos quando ela vai acordar. Ela tinha uma concussão do acidente e os choques elétricos que ela recebeu apenas pioraram a condição. Ela está na UTI, respirando com aparelhos.

Derek precisou se sentar. Sua esposa poderia nunca mais acordar. E ele não estava pronto para desistir dela.

— Mas ela tem chances, certo? – Tony perguntou, quase receoso. – Digo, quais as chances de ela nunca acordar?

— Na verdade, achamos que ela pode estar em um coma curto. – O médico se sentou. – Só precisamos deixar o cérebro dela se curar.

— Podemos ver ela? – Derek estava com medo de perguntar. – E Eu poderia levar Kate? Talvez Pen sentindo a presença da filha saiba que precisa voltar.

— Claro. – O médico sorriu para a dedicação de Derek. – Apenas não faça barulho.

— Certo. – Derek entrou no quarto de Penelope e suspirou. – Ei querida, olha quem está aqui. A mamãe.

Deixando Kate perto de Penelope e longe dos fios, Derek viu Kate se acalmar quase instantaneamente. Isso quebrou Derek. A dor que Penelope deve ter sentido.

Ela estava aqui, lutando para viver. Sentando perto dela, Derek pegou a mão com o IV e deu um beijo singelo.

— Eu vou estar sempre aqui, Baby Girl. – Derek não desistiria tão fácil. – Eu, Kate, Tony e toda a equipe estaremos te esperando.

Tony olhou para Derek e percebeu que sua irmã encontrou um homem maravilhoso. Alguém que estaria disposto a esperar para que ela acordasse.

— Senhor Stark? – Um homem de jaleco o chamou. – O corpo está pronto.

— Obrigado. – Tony sabia a quem ele estava se referindo.

Seguindo pelo corredor a caminho do necrotério, Tony sabia que era hora de um final. Ele veria o corpo de Justin e tudo estaria finalmente fechado assim que ele fosse recolado na gaveta.

— Fui informado que o senhor quer ver o corpo do Sr Hammer. – O legista não entendeu. – Por que? Você é de algum tipo de polícia?

— Sou só um irmão a procura de um fechamento. – Tony respondeu sincero.

O corpo de Justin foi descoberto e mesmo coberto de marcas de tiros, era a imagem de Stark precisava ver.

— Ele vai ser cremado? – Tony perguntou, curioso com o destino do homem.

— Se ninguém o reconhecer, ele pode ser enterrado, cremado e suas cinzas guardadas. – O legista cobriu de volta. – Por que?

— Eu quero dar um fim para ele. – Tony viu a confusão. – Minha irmã quase morreu por causa dele, não é justo ele ter um final onde ela não possa ver.

— O que vai fazer então? – O médico estava realmente confuso.

— Vou entregar ele para o que restou dos parentes. – Stark viu a gaveta ser fechada. – E enterrar ele em um caixão de aço.

Saindo do necrotério ele encontrou Pepper e deu um beijo nela. Ele precisava disso. Pegando seu bebê, ele foi para sua casa.

A metade do pessoal foi informado e todos sabiam que Derek estaria aqui. Natasha e Bruce ficaram encarregados de cuidar da pequena Katie enquanto Derek estava no hospital.

As duas semanas seguintes foram de muitas incertas e algumas felicidades. Penelope havia se estabilizado e seus testes revelaram que ela finalmente estava pronta para sair do respiradouro.

Derek foi informado que ela deveria acordar a qualquer momento. Ele enfeitou o quarto dela com flores de todas as cores, e um mural com fotos de Kate. Eles haviam tirado várias nos quatro meses em que estiveram com Kate.

Penelope se sentia cada vez mais perto de acordar. Ela podia ouvir o choro de sua pequena garotinha, a voz de Derek e Tony, a voz de Emily e Hotch pedindo que ela acordasse e a de JJ.

Mas a que mais quebrou seu sono foi a de Reid. O jovem agente literalmente implorou que ela acordasse.

— Você precisa voltar, Pen. – Reid segurou a mão dela. – Eu sei que Tony é seu meio irmão ou irmão, porém eu também te considero a minha irmãzinha. Você precisa voltar, Pen.

Então, simplesmente aconteceu. Derek estava arrumando as flores novas e viu a mudança repentina da mão de Penelope e a mudança do monitor cardíaco.

Ele chamou uma enfermeira e se mudou para perto dela, pegando sua mão na dele.

— Vamos Pen, abra seus olhos. – Derek se sentou perto dela. – Volte para mim, Baby Girl.

Penelope percebeu que nada a impedia e ela abriu os olhos, que estavam apenas um pouco embaçados.

— Isso mesmo, Baby. – Derek segurou a mão dela. – Aí está minha garota.

— Derek? – A voz mal saiu acima de um sussurro. – Onde está Katie?

— Tudo a seu tempo, ok? – Derek viu o médico entrar. – Ela está acordada.

— Seja Bem-vinda Senhorita Penelope. – O médico viu Derek se afastar um pouco. – Derek, que tal ficar com ela?

— Sem dúvida. – Derek se sentou com Pen, arrumando seus cabelos.

— Você sabe quem é esse homem ao seu lado? – Ele viu Penelope balançar a cabeça positivamente. – Quem é ele?

— Derek. Meu marido. – A voz de Penelope havia voltado completamente. – Eu tenho uma filha com ele que se chama Kate Nora Morgan.

— Para quem passou duas semanas em coma, a senhora está muito bem. – O médico viu Penelope se assustar. – Qual a última coisa que você lembra?

— Estar amarrada em um porão sujo. – Ela sentiu medo de Justin. – O que aconteceu a seguir?

— Pode me dar um momento? – Derek perguntou gentilmente ao médico. – Baby Girl, eu vou te contar absolutamente tudo o que aconteceu e você pode ficar tranquila.

Penelope olhou para Derek. Ele estava claramente escondendo algo dela agora. Mas ela escutaria primeiro.

Ela só queria sua família, seu time e sobre todas as coisas, sua filha.