Rescuing The Past

20 A Million Little Things


— Tony? – Uma voz ao longe de Stark o chamou. – Tony?

— Mais cinco Minutos. – Ele gemeu acordando.

Ele olhou ao redor de onde estava deitado e percebeu que era seu quarto. A última coisa que ele viu antes de desmaiar era Penelope desmaiada depois do carro cair morro abaixo.

— Tony, nós estamos atrasados para o funeral. – Pepper olhou para ele. – Eu sei que ela era sua irmã e que você odeia perdas, mas vamos. Derek vai precisar de nós.

Isso o fez se levantar, correndo até o espelho. Marcas de cortes e um jornal embaixo do espelho. “Mulher morre em acidente com o empresário e homem de ferro Tony Stark. ”

— Não pode ser. – Tony começou a chorar e desmaiou.

Se ele acordasse e estivesse verdadeiramente naquele mundo, ele não viveria.

— Sr Stark? – Uma voz mais doce perguntou. – Doutor, ele está acordando.

Ele acordou em um quarto de hospital dessa vez. Ele percebeu que Hotch estava olhando diretamente para ele, sentado em uma cadeira na frente dele.

— Por favor, diga que Penelope está viva. – Tony quase exigiu.

— Nós não sabemos. – Hotch se aproximou dele. – Quando J.A.R.V.I.S passou a sua localização e nós chegamos, Penelope já havia desaparecido, você estava desmaiado com uma concussão.

— Tudo o que eu me lembro é a voz dela assustada. – Tony percebeu que tinha uma faixa em seu pulso. – Quão alto foi a queda?

— O suficiente para dizer que é um milagre vocês dois terem sobrevivido. – Hotch puxou uma cadeira. – Derek não está lidando bem com isso. Tudo o que conseguimos com os analistas da Shield foi um vídeo de uma van azul, com placas de New York roubada.

Stark suspirou. Ele sabia que Justin estava agindo agora.

Penelope acordou amarrada à uma parede, em um porão cheirando a mofo e úmido. Ela podia ouvir a própria respiração.

Sua preocupação era com Tony e se ele estaria vivo. Lembrando vagamente dos últimos segundos antes que a van os jogasse direto para o morro e o carro capotou algumas vezes.

Ela esperava que ele estivesse bem. Ele precisava porque ele havia acabado de ser pai de um lindo bebê e ela não queria pensar que Pepper seria forte no momento. Então seus pensamentos caíram de em Derek e em Kate. Se ela saísse daqui ela não perderia tempo e teria outro bebê.

— Eu vejo que você finalmente acordou. – Justin entrou flanqueado por três brutos montes. – Eu acho que precisamos terminar nosso embate.

— O que você quer de mim? – Penelope sentia as correntes a prendendo na parede. – Me mate, mas deixe minha equipe e meus amigos em paz.

— O que faz você achar que eu estou atrás deles? – Justin se aproximou e tocou um dos cachos dela. – Tão macio quanto me lembro.

Penelope retirou seu rosto e sentiu a dor de um tapa que lhe rendeu sangue em seu nariz. Justin estava rindo dela.

— Você vai ser minha. – Justin olhou com desejo para os seios dela. – E depois vou deixar seu corpo ao lado da estrada. Um presente para Tony Stark.

Ela se encolheu ao pensar em Justin a estuprando. Ela havia visto cenas de estupro que terminaram com as mulheres completamente sendo debochadas.

Rossi entrou na sala onde Tony havia se colocado no segundo que foi afastado da cena de crime de volta ao FBI. Eles precisaram conter Derek com uma injeção de sedativos. Ele sabia que Penelope e Derek apenas eram para ficarem juntos.

Derek chegou na cena do acidente, não se importando se ele se machucaria nos galhos e pedras. Ele estava motivado e até certo ponto com esperanças de que Penelope ainda estivesse com Tony.

Chegando ao carro, Derek viu seu cunhado completamente apagado e com cuidado ele o retirou do que sobrou do carro esportivo. Ele chegou a pulsação, tentando inutilmente se acalmar quando seus piores medos se confirmaram.

Quando os paramédicos assumiram os cuidados de Tony, Derek encontrou o telefone de Penelope e sua bolsa de trabalho. Uma trilha de sangue foi o que fez Derek começar a se irritar.

— Ela está ferida, você não vê? – Derek gritou a plenos pulmões. – Eu não posso deixar ela com Justin. Ele vai matar ela!

— Derek, você tem que se acalmar. – Rossi já viu o flash de raiva brilhar.

— Como posso me acalmar quando a mãe da minha filha e minha esposa está com um psicopata em floração? – Derek berrou. – Eu não posso me acalmar.

Derek estava nervoso e sem que ele percebesse um sedativo foi injetado nele. Ele caiu nos braços de Rossi e levado para o hospital também.

— Espero que você tenha se acalmado. – Rossi cruzou os braços na frente de seu peito. – Nick Fury está com uma analista técnica vendo para onde Justin pode ter levado sua esposa.

— Enquanto eu estou aqui no hospital. – Era quase uma acusação. – Eu preciso estar com vocês quando a encontrarem.

— E você será. – Era uma promessa de Rossi. – Porém por enquanto, eu acho melhor você dormir.

— Dave? – Derek chamou o perfilador mais velho.

— Sim, Morgan. – Dave parou ao lado da porta.

— Desculpa por ter gritado com você. – Derek se sentia mal por aquilo. – Eu não pensei em como você se sentia.

— Penelope é quase uma filha para mim nesses quase dois anos que eu estou na unidade. – Dave confessou. – Eu entendo o que você sente. Eu senti o mesmo cada vez que minha ex esposa ficava em perigo e sinto toda vez que sinto que Fran vá me deixar por não estar o suficiente para ela.

— Se serve de alguma coisa. – Derek olhou para o amigo e quase padrasto. – Ela te ama. E sou feliz por você estar com ela.

Dave sorria quando deixou o quarto.

Justin entrou outra vez no porão. Penelope sabia que a cada hora que passava, demorava mais para a equipe a encontrar e ela viver. Mas ela não perderia a fé.

Com uma mesa de metal e um aparelho de eletrochoque, ele a forçou a ficar de pé. As pernas dela cederam e Justin a pegou e colocou Pen na cadeira ao lado da mesinha.

— Vamos começar com nossa diversão. – Ele viu o medo nos olhos dela e gostou disso. – Eu prometo contar ao Derek e ao Stark que você morreu de um jeito bem doloroso.

Natasha viu a foto de Penelope e o alerta sobre Justin na tela da casa de Tony e colocou o casaco. Ela acordou Bruce que dormia no sofá e obrigou Thor a acompanhar os dois.

Se havia algo que Natasha sabia sobre esconderijos secretos era que eles deveriam ser muito isolados e ela havia passado por um lugar assim. Parecia uma casa abandonada, mas ver a antena de rede Wi Fi no telhado a fez passar mais de uma vez.

— Nick, estamos indo para uma casa abandonada. – Natasha estava no carro, com seus dois amigos. – Eu desconfiei dela por causa da antena de Wi Fi no telhado e tinha uma van azul estacionada. Mande reforços.

— Você tem alguém junto, Natasha? – Nick se preocupava com todos, mesmo que as vezes parecesse frio. – Justin não vai pegar leve só porque você é mulher.

— Estou com Thor e Bruce. – Ela olhou para os dois amigos. – Mas eu preciso que mande o FBI, a equipe de Penelope. Eu vou tentar não matar Justin com meu salto.

Ela brincou, mas era a realidade. Ela não hesitaria em matar aquele desgraçado de uma vez por todas.

Justin observou o corpo de Penelope pular outra vez com mais um choque. Era o quarto e ela parecia firme, mas estava lentamente acabando. Mais alguns e ele poderia ter seu caminho com ela e largar o que sobrasse ao lado da estrada.

Natasha, Bruce e Thor observaram os seguranças ao redor da casa. Eles haviam traçado um plano de resgate. Bruce entraria pela frente, ele por si era um perigo quando se transformava no “outro cara”. Natasha apesar de uma aparência frágil, era especialista em matar. E Thor nem precisava de comentários.

Foi assim que cada um sabia que eles mesmos seriam os responsáveis por salvar Penelope se a equipe não chegasse.