Rescue Me

2 And The Dream Becomes Real...


Notas iniciais
Como assim a fic já tem uma recomendação? Não acreditei quando li, obrigada do fundo do meu coração Carol por ela. Fiquei até emocionada. Esse capitulo é dedicado a você!!
Obrigada também a todas que comentaram, não esperava que a fic teria essa repercussão toda kkk'.
Como todos sabem - eu acho - hoje é niver do Robert *soltando fogos* e em comemoração a isso nas notas finais deixarei um spoilers do próximo capitulo ok? Esse está sem previsão de ser postado, então comentem muito ok?
Bjks ♥

- Merda — praguejou Isabella quando o despertador tocou.

Não havia dormido nada naquela noite, como na maioria delas. De fato ela nunca tinha sonhado com sua "morte". Desde que chegou a Forks — 2 anos atrás — para morar com seu pai, parecia que Isabella vivia uma vida dupla. De dia, Isabella Swan, a nerd, sem sal e doente do colégio. A noite, Isabella Cullen, a vampira, poderosa e que podia contra todos.

Ela não se lembrava quando tivera seu primeiro sonho. Mas sabia que isso lhe acompanhava por todos os seus 17 anos. Desconfiava até que por esse motivo, sua mãe havia lhe mandando para Forks.

No andar de baixo, Charlie, admirava a filha descer as escadas devagar. Sabia que ela não havia dormido direito. Ele escutou seus gritos na noite passada. Como fora pedido por ela, não foi ao seu socorro, mas queria tirar aquelas dores de sua menina, de uma forma ou de outro.

- Bom dia, Bells — sorriu em sua direção, a mesma apenas balançou a cabeça, sem condição de falar — Bem, acho que você já pode ter seu carro de volta. O médico disse que você não pode ter uma crise dirigindo...

- Charlie, todo mundo sabe que eu nunca teria uma dirigindo... Eu tenho 17 anos, sei quando posso ou não fazer as coisas — bufou um pouco irritada — Porque não confia em mim? Sei a hora de parar... Também saberei quando vou morrer.

- Isabella, não diga isso...

Mas já era tarde e ela já havia saido de casa. Era triste para Charlie escutar aquelas palavras sendo ditas com tanta dor.

...

Isabella chegou ao colégio no mesmo momento em que o sinal tocou. Ao lado de sua vaga de sempre havia uma Volvo prata estacionado. Ela riu internamente, era cômico ver aquele carro no mesmo dia em que viu sua Isabella vampira, morrer. Seguiu pelo longo corredor colocando seu capuz na cabeça. Desde que havia se mudado, nunca arrumou amigos. Algumas vezes conversará com Angela, uma menina que era sua dupla na maioria das matérias. Mas era sempre a menina que puxava assunto, que por muitas vezes, Isabella nem sabia como responder.

Seu primeiro tempo era de biologia, aula que particularmente Isabella mais gostava. Ao chegar na sala sentiu olhares em suas costas e bufou internamente ao escutar o professor chamar seu nome.

- Espero que isso não volte a acontecer senhorita Swan, sinto que terei que lhe dar uma advertência — disse sério fazendo com que ela apenas assentasse — Agora faça-me um favor e sente-se ao lado do senhor Cullen.

Os olhos de Isabella se arregalaram. Seria coincidência demais, o carro, o nome. Deus só devia estar brincando com ela. Devagar ela se virou olhando por toda sala — sem se importar com as risadas — e encontrou aqueles olhos dourados. Ela não precisou olhar mais porque conhecia muito bem aqueles traços. Em seus sonhos eles haviam se amado de todas as formas possíveis e impossíveis. Agora ele estava ali. A encarando com um olhar de ódio como se a quisesse morta.

Tudo ao redor de Isabella rodou e logo ela se viu na escuridão não sem antes sentir braços frios e fortes ao seu redor.

...

- ELA NÃO É IMORTAL — gritou Carlisle

Nessie se enroscou mais um pouco em minha perna e senti Edward estremecer. Algo que eles estavam pensando havia o deixado irritado.

- Não nos trate como tolos, Carlisle — disse Caius ironicamente, podia até ver ele sorrindo — Podemos ver esse monstro...

Dei um passo para frente rosnando assim como a maioria de nossos amigos. Pude ver Jacob se abaixar como se fosse atacar Caius.

- Paz meus amigos, teremos tempo para ouvir todos os lados sobre a... criança — disse Aro de uma forma séria — Edward, vejo que a criança está agarrada a sua esposa recém-criada, você deve estar envolvido não é meu caro? Deixei-me ver...

Ele esticou sua mão para Edward e o mesmo nos encarou dando um demorado beijo na testa de Nessie. Tentei forçar meu escudo ir além de mim mesma, mas fora impossível e eu o vi partir, como um sensação ruim, como se tudo pudesse piorar.

- Isabella?

Abrindo seus olhos, Isabella encarou o teto branco. Não posso estar no hospital, pensou fechando os olhos novamente. Algo em sua cabeça doía, lembrou do que havia acontecido. Lembrou-se dos olhos ameaçadores daquele homem e estremeceu.

- Tudo bem, Isabella. Ninguém irá machuca-la, pode abrir os olhos.

Mesmo não querendo, Isabella o fez dando de cara com outra pessoa que ela não podia tirar de sua mente. Era ele, parado ao seu lado, sorrindo, com aquele ar de pai/protetor que só Carlisle Cullen possuía.

- Olá, meu nome é Carlisle Cullen e você está no hospital — ele continuou a falar sem enxergar o quanto havia mexido com Isabella — Você teve uma queda de pressão no colégio e meu filho te trouxe para cá...

Isabella estremeceu mais uma vez, imaginando Edward a trazendo para o hospital, se tudo fosse igual ao seu sonho ele não conseguiria se controlar ao sentir o cheiro de seu sangue. Charlie entrou no quarto desesperado indo para o lado de sua filha.

- Bells? Tudo bem? O que aconteceu doutor? Eu disse mil vez para que se sentisse mal tomasse os remédios...

- Pai...calma — pediu colocando a mão em cima da sua.

- Senhor Swan? Meu nome é Carlisle Cullen sou médico novo aqui do hospital, mas já sei de toda a situação de sua filha e devo dizer que fora apenas uma queda de pressão... Causada por uma surpresa ou algo assim.

- Viu Charlie? — Charlie bufou para filha — Eu já posso ir embora... Drº Cullen?

- Claro, mas tente não ter emoções fortes ok Isabella?

Isabella assentiou mesmo sabendo que seria impossível já que sabia que muitas surpresas viriam por ai. De fato ela estava confusa, não sabia como eles haviam saído de seus sonhos e se transformassem em pessoas reais. Primeiro cogitou a ideia de ainda estar sonhando, mas no momento em que viu os Volturis percebeu que aquela era a realidade.

A volta para casa fora silenciosa. Charlie estava cansado de ver a filha daquela forma. Já havia ido em sua escola — claro sem que ela soubesse — e viu que ela era solitária. Queria saber os motivos dos gritos a noite, mas ela não contava. Então decidiu ligar para Renné. A mamãe claro que surtou quando soube de todos os problemas de Isabella, mas não aceitou que a filha voltasse para "casa". Isabella nunca aceitou aquele lugar como casa. Ela amava a mãe, mas odiava com todos as suas forças o seu marido James. Não pelo fato dele ser mais nova que sua mãe ou por ele tentar ser legal com ela. Pelo simples fato que em seus sonhos — James — era tratado como vilão. Claro que não eram a mesma pessoa, na época Isabella achava aquilo impossível, até aquele momento. Mas ela teve o sonho antes de sua mãe anunciar o namoro e ela se manteve longe, já que ele a queria morta em sua realidade alternativa.

- Bells — Charlie chamou enquanto parava o carro enfrente a uma pequena casa — Eu sei que você vai querer me odiar eternamente, mas isso é para o seu bem...

- Onde estamos, Charlie? — perguntou tentando enxergar por trás do pai — Diga-me onde estamos?

- Essa é uma casa de psicologia Bells...

Sem acreditar nas palavras do pai, Isabella soltou uma risada irônica.

- Não, definitivamente NÃO

- É para você entender seus pesadelos, eles me disseram que pode ser algum trauma...

- Eu não tenho nenhum trauma. NÃO SOU DOENTE....

Dizendo isso a menina saiu do carro batendo a porta com toda força e ignorando os gritos do pai seguiu para floresta escura. As lagrimas inundaram seu rosto. O pai achava que ela era doida. De fato, ela mesma se achava maluca. Sem conseguir mais correr Isabella se sentou em uma pedra fria e um grande relâmpago explodiu no céu. Aquela noite teria tempestade, tanto fora como no coração de Isabella.

...

Edward andava de um lado a outro da casa. Ela estava vazia. Todos haviam ido caçar, ele não. Estava com a cabeça naquela garota de sangue tão cheiroso. La Tua Cantante. Por tantas vezes escutou história sobre isso, mas nunca imaginou que fosse algo tão forte.

Fora no momento que ela entrou na sala que tudo mudou. Sua cadeira era afastada dos demais, mas seu cheiro chegou rapidamente a ele.

Tentando ignorar a dor em sua garganta ao lembrar da forma em que o cheiro saia de trás de seu cabelo marrom. Um grito fez com todo seu pensamento fosse desviado.

Ele sabia que sua família não caçava seres humanos e muito menos mataria alguém atoa. O gritou voltou a sair e logo Edward correu para floresta atrás a pessoa que sofria tanto.

No chão frio embaixo de toda aquela chuva Isabella tinha um dos seus piores pesadelos, senão o pior. Ele havia morrido nas mãos de Caius. Seu Edward havia morrido e aquilo acabou com ela.

...

Isabella abriu os olhos esperando encontrar a imensidão da noite, mas se surpreendeu ao ver um teto liso. De inicio ela demorou a se recordar do que havia acontecido na noite passada, mas logo as imagens de seu Edward pegando fogo não saiam de sua mente. Uma nova onda de choro estava preste a começar quando sentiu uma mão fria pegar a sua.

Edward andava de um lado a outro sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo. Havia salvado Isabella da floresta, mas agora tudo estava mais tenso. No momento que a pegou nos braços cenas passaram em sua mente, como em um filme. Mas o pior era ver a sua morte, ali como se ela fosse real e dolorosa. Ele podia sentir o que Isabella sentia. Podia ver que ela sofria pela dor dele.

- Ela acordou — avisou Alice ainda sentada na mesa enfrente ao computador — Edward eu não vi...

Edward decidiu ignorar a irmã. Não estava a culpando por nada, também não tinha esse direito. Mais ver sua própria morte, havia mexido com ele. Subindo as escadas ele pode escutar a fina voz da menina.

- Onde estou? — perguntou Isabella nervosa.

- Calma, Isabella, não precisa se apavorar ninguém aqui vai te machucar...- Esme disse em uma voz tão doce que fez com que Bella lembra-se de seus sonhos e um alto soluço escapasse por seus lábios — O que foi porque está chorando?

- Eu... eu preciso ir embora... — disse tentando se levantar da cama, sendo parada novamente por Esme.

- Olha a chuva que está lá fora, não tem como você sair assim, fique aqui, durma eu ligo para seu pai e ...- Esme foi interrompida quando Edward entrou no quarto fazendo Bella estremecer com as lembranças do seu sonho a dor em seu peito fez que fosse difícil respirar.

- Eu tenho que ir... Estou com medo — confessou olhando para as próprias mãos.

- Não precisa ter medo — Esme olhou apreensiva para Edward, mas o mesmo eu de ombros sem compreender nada — Não iremos lhe fazer mau...

- Não tenho medo de vocês, tenho medo do que vai acontecer...

- O que vai acontecer? — perguntou Edward se aproximando pela primeira vez.

- Todos vamos morrer... Pelas mãos dos Volturis.

Isabella viu a surpresa passar pelos olhos dos dois, mas ela não pode se controlar, era como se estivesse forçada a dizer aquilo...

Agora por quem?

Notas finais
Spoiler:

Aquela lembrança fora interrompida quando os lábios gelados de Edward tocaram os de Isabella. A menina não esperava aquilo.

Nem ele próprio esperava. Da mesma forma rápida que começou ele terminou. Edward levantou nervoso e passou a mão pelos cabelos.

- Isso não devia ter acontecido. Droga, não devia..

Então ele saiu do quarto deixando Isabella perdida em pensamentos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.