Rescue Me
21 A calmaria depois da tempestade
Notas iniciais
(piadinha que surgiu no meu msn e eu ri horrores)
Se você quer que o Saffron morra, ligue para 0800-739-01
Se você quer que o Saffrom viva, ligue para 0800-739-02
E lembre-se: VOCÊ DECIDE
-------------------------
Ok, sem brincadeiras agora. Primeiramente, obrigada pelas reviews, mesmo aquelas que diziam que iam me matar de um jeito lento e doloros 8DDDD Fico feliz de ter conseguido escrever algo que tenha mexido com vocês.
Eu comecei a planejar esse ataque aos dois muito antes, mais ou menos em fevereiro/2011, então não tem comentário que faça o rumo da história mudar. Esse também é o motivo de os capítulos saírem mais rápido, tive quase um ano pra refinar tudo e as cenas tão prontinhas na minha cabeça...
E sem mais delongas, o (quase) desfecho da história... esse (provavelmente) é o penúltimo capítulo!
Se você quer que o Saffron morra, ligue para 0800-739-01
Se você quer que o Saffrom viva, ligue para 0800-739-02
E lembre-se: VOCÊ DECIDE
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Ok, sem brincadeiras agora. Primeiramente, obrigada pelas reviews, mesmo aquelas que diziam que iam me matar de um jeito lento e doloros 8DDDD Fico feliz de ter conseguido escrever algo que tenha mexido com vocês.
Eu comecei a planejar esse ataque aos dois muito antes, mais ou menos em fevereiro/2011, então não tem comentário que faça o rumo da história mudar. Esse também é o motivo de os capítulos saírem mais rápido, tive quase um ano pra refinar tudo e as cenas tão prontinhas na minha cabeça...
E sem mais delongas, o (quase) desfecho da história... esse (provavelmente) é o penúltimo capítulo!
A moça entrou no hospital, sorridente, sentindo o coração leve ao ver que as nuvens de chuva finalmente haviam ido embora. Após a tempestade intensa da madrugada anterior, onde ela tinha estado de plantão em outro hospital, era quase um alívio ver o céu sorrindo assim tão alegremente pra ela.
Após vestir o jaleco rosa que ia por cima de seu uniforme de enfermeira, ela checou rapidamente a lista de pacientes e começou a preparar a medicação. Cumprimentou rapidamente as amigas, enquanto ia colocando doses perfeitas de remédios em seringas e preparando agulhas e esparadrapos.Pegou a lista novamente para começar as medicações das 11 horas. O primeiro quarto era o 280, onde um paciente tinha dado entrada durante a madrugada, vítima de ferimentos a bala e esfaqueamento. Nas seringas dele, iam basicamente analgésicos e antibióticos. Ela teve um calafrio enquanto se perguntava o que alguém teria feito pra merecer tal coisa.Mas as surpresas não pararam por aí. Ao abrir a porta do quarto, ela observou que o tal paciente baleado e esfaqueado era apenas um garoto. “O que será que aconteceu com ele?”, pensou, estranhando bastante a escuridão do quarto. “É só um garoto, e ainda por cima nesse hospital de adultos... deviam ter pelo menos transferido ele para a ala pediátrica...”.– Bom dia, flor do dia! – sem hesitar, ela se aproximou dele abrindo um largo sorriso e se adiantando até a janela para deixar um pouco de luz entrar. – Como estamos nos sentindo hoje?Ao clarear o recinto, ela viu que o garoto, que não devia ter mais de dez anos, tinha um curativo relativamente grande no ombro direito. Já ele, além de não olhá-la, também não respondeu; apenas continuou observando vidrado a tela da televisão, onde uma repórter não muito bem produzida estava parada diante de um beco.“Mais duas mortes ocorreram na madrugada de hoje, no bairro de Santa Isabel.”, dizia ela, como se estivesse narrando a previsão do tempo. “Os corpos foram encontrados em um beco nas proximidades da rua Carajás, uma das transversais da Marechal Deodoro, a menos de um quilômetro de uma delegacia de polícia e do Tribunal de Justiça da comarca local.”– Ei, por que está assistindo isso? – disse ela, pegando o controle remoto e ameaçando trocar de canal. – Esse tipo de coisa não faz bem pra você, temos que pensar em coisas boas pra nos recuperarmos mais rapidamente!O garoto finalmente a olhou – e seu olhar, apesar de carregado de dor, era tão frio e seco que a pobre enfermeira quase caiu dura que nem pedra ali mesmo. Isso só não aconteceu porque a porta se abriu, e outra enfermeira entrou no quarto.– Paola! – disse ela, assustando a mais nova e fazendo o menino voltar a atenção para a tevê novamente. – Por que essa demora? Daqui a pouco passa da hora da medicação dos outros!– Ah... d-desculpe, dona Josefa! – respondeu Paola, apressando-se a preparar as seringas para aplicar no punção do jovem paciente.Josefa também não deixou de perceber o jeito do menino. Mesmo assim, não comentou nada nem tentou alegrá-lo: apenas esperou Paola terminar a medicação.– Assim que voltar ao posto mande uma das encarregadas da limpeza trocar o lençol dele. Ele teve muita febre de noite, não pode ficar assim o dia todo.– C-certo. – mesmo hesitante, a mais nova comentou baixinho com a superior: — Dona Josefa, não acha que esse menino tem alguma coisa errada? Digo, o que aconteceu com ele?– Ora, sua tonta, não é a toa que ele está assim. Não sabe que hoje vai ser o enterro? Se duvidar daqui a pouco aparece alguém pra vir buscar o moleque.Paola fez uma expressão confusa, e a superior apenas suspirou.– Olhe, apenas termine a medicação. Lá no posto eu te explico tudo.Ela assentiu, olhando Josefa ir embora. Porém, não ficou sozinha com o menino, pois bem na hora que a mais velha ia deixando o quarto um rapaz a substituiu.Aquele definitivamente devia ser o rapaz mais esquisito que ela já tinha visto na vida. Era um adolescente, alto demais para a idade, mas ainda assim não devia passar dos 16 anos. Ele tinha cabelos compridos até o pescoço em um tom de azul marinho, um brinco na orelha esquerda e uma cara de poucos amigos. Sua expressão de ódio era igual ou até pior que a do garoto que estava internado.– Oi, Leon.– Oi...O rapaz se aproximou do jovem paciente e lhe deu um beijinho na testa. Em seguida, sentou-se na beira da cama e ficou assistindo o noticiário também. Paola, ainda curiosa e levemente triste por aquilo, encarou os dois, pensativa.– ... Vem cá, tá olhando o que, ô retardada? – respondeu o mais velho, sem um pingo sequer de remorso. – Anda, termina o que você tá fazendo e vai logo embora! Cai fora daqui! Chispa! Escafede!Assustada com a reprimenda, Paola terminou de injetar o medicamento mais rapidamente do que deveria, recolheu as coisas e correu até a porta, quase chorando. Ao sair, na pressa esbarrou com um homem alto, mas sequer olhou para ele e desapareceu porta afora.– Vadia... – rosnaram baixinho os dois garotos.– Ei, o que deu nela? – disse o homem, um ruivo um pouco mais velho e bem mais cordial que os outros dois rapazes no quarto. – Shian, não vai me dizer que assustou outra enfermeira?
– Ah, mano, essas daí não tem mais o que fazer, ficam abelhudando tudo! – reclamou Shian, furioso. – É por isso que eu odeio as pessoas!– Desse jeito o Leon vai acabar ficando sem enfermeiras, vocês assustam todo mundo...– É o Leon que vai ficar sem enfermeiras ou você que vai ficar sem ninguém pra dar em cima, hein, Mille?– Ah, qual é, Shi, aquela lá era bonitinha...– Sou comprometido. – resmungou o mais novo de volta, erguendo a mão para mostrar um anel dourado no dedo.- Por mim, elas que se explodam.– Ei, tio, já tá na hora? – perguntou Leon, com uma expressão não exatamente alegre, mas bem mais suave que a que usava pra se dirigir aos funcionários do hospital.– Já, já sim. – assentiu Mille, o mais velho. – Eu vou levando o seu soro, não precisa ficar preocupado que nós vamos cuidar bem de você.– E o Sven? O ruivo suspirou. Em seguida, olhou seriamente pro menino, fazendo um sinal de não com a cabeça. Ele concordou, sinalizando que tinha entendido a mensagem, e olhou pra baixo, respirando fundo pra não chorar.– Tá...– Bom, agora levanta. Chegou a hora de dar tchau pro seu pai.Leon respirou bem fundo e, com a ajuda de Shian, desceu da cama e calçou o chinelo. – Posso ir no banheiro antes?– Pode, vai lá. Tá precisando de ajuda?– Não, eu vou sozinho.Ele puxou o carrinho e foi andando até a outra porta do quarto. Assim que saiu da vista dos dois mais velhos, Shian deu um longo suspiro.– Mi... – ele disse, num tom não muito maior que um sussurro, temendo que seu sobrinho ouvisse. – E se não der certo? E se der tudo errado, o que vai ser do Leon?– Relaxa, maninho. – a resposta do ruivo foi num tom descontraído, mas ele era a preocupação em pessoa. – Não era o próprio Saffron que dizia que “o jogo só acaba quando o juiz apita”? Agora a única coisa que dá pra fazer é esperar...E, dito isso, ele deu um passo à frente e abraçou o irmão mais novo, que a essa altura do campeonato estava bem longe do rapaz revoltado e assustador que entrara minutos antes naquele quarto de hospital.– Tio, tô pronto! – gritou Leon, e os dois se afastaram devagar. “Não deixe ele perceber” foram as últimas palavras de Mille para seu irmão mais novo antes que o garotinho se juntasse a eles.Os dois foram andando pra fora do quarto, cada um acompanhado de seus próprios pensamentos.–---------– Ei.Silêncio. Estranho. Sinto que alguém tá me chamando...– Ei. Tá me ouvindo?Essa voz... quem é? Não sei se te conheço...– Ele está esperando você. Trate de não deixá-lo esperando muito tempo.Abro os olhos devagar, e me deparo com luz branca. Muita luz, na verdade.E tem uma pessoa me olhando.– Ei, vejam só... não é que deu certo?Ele sorri. É incrível como eles são idênticos mesmo.– Melhor voltar a dormir. Você precisa estar bem de saúde, e rápido.Não sei porque, mas acho que ele tem razão. Talvez seja melhor escutar, pelo menos uma vez na vida.Aceno com a cabeça muito lentamente e volto a fechar os olhos.
Notas finais
E no próximo capítulo... o fim da história e mais uma novidade! /o/
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