Nas ruas vazias do ES, no ano de 2016, um jovem corre desesperado para poder ver o sol nascer mais uma vez. O jovem Ian é perseguido por “um exército de animais”, mas ele tem um plano, virar à esquerda nas duas próximas esquinas e entrar em seu abrigo. E, depois que estiver em segurança, procurar seus pais e seu irmão.

“Ufa! Finalmente resultados. Consegui uma amostra do sangue dessas criaturas.” Pensava o jovem Ian, um dos cientistas mais brilhantes do país, enquanto observava uma seringa com um líquido azul viscoso. “Agora só preciso isolar o vírus e assim posso preparar a cura. Mas não devo pensar nisso agora. Eu sou a última esperança da humanidade. Tenho que me salvar. Tenho que chegar ao abrigo. Será que mamãe, papai e o meu maninho estão bem? Mas é claro, eles estão bem, eles são fortes, mas não devo me preocupar com isso nesse momento, devo fugir e preparar tudo para a minha viagem, o único lugar em que dizem que eles ainda não chegaram, e onde, na teoria, poderei preparar a cura. Se eu não os achar até o fim da semana, ou estão na colônia ou eles estão m...”

E, enquanto pensava, o jovem se distrai e vira na esquina errada, dando de cara com uma grossa parede de concreto.

“Droga! Espero que eles ainda estejam longe” E o jovem vira e se depara com o “exército” em sua frente, com seus olhos grudados nele como os de um leão que acaba de encontrar sua presa.

- Não! – Exclama o jovem – Eu não posso partir agora, eu ainda tenho que achar meus pais.

E, olhando mais atentamente, percebe que seus pais estão no meio da multidão, que se aglomera ao seu redor, babando, pela excitação de ver o desespero de sua nova vítima.

“Então é assim que tudo termina? Vou terminar sendo consumido por meus próprios pais? Não! Não vou ser jantar de ninguém. Eu ainda tenho... isso!”

O jovem pega a seringa e injeta seu conteúdo em seu braço, e, alguns instantes depois, ele se torna mais um daquele "exército”. E, no horizonte, é possível ver um carro se afastando do local. O motorista, horrorizado com a cena, torce para não se tornar a próxima vítima.

Notas finais
Olá caros leitores! Obrigado por lerem minha história. Espero que tenham gostado. Se gostaram, comentem, e, se não gostaram, comentem também. É sempre bom ler seus comentários.
Agradecido
Caio P.