Requiem
4 A ponte
Carlos dirige através de uma floresta enquanto André aguarda ansiosamente
– Ei, você sabe que eu sei dirigir, né? – Diz André
– Você acha que eu vou deixar você dirigir meu fusca favorito? – Responde Carlos
– Desculpa. Parece que você gosta muito desse carro.
– Eu amo esse carro. Só tem uma coisa que eu amo mais.
– O quê?
– Minha filha.
Um silêncio desagradável se instala no ar. Então, eles acabam chegando em uma larga ponte, de aproximadamente 2 km de comprimento, cheia de carros vazios. Atrás deles, é possível ouvir gritos vindos da floresta, e, no fim da ponte, uma pequena cidadela, provavelmente abandonada.
– Acho que já sabemos o que fazer – Diz André
– Concordo plenamente – Responde Carlos
– Vamos para a cidadela – Diz André
– Nem pensar! Nós vamos voltar pra floresta – Responde Carlos
– Você está louco? Depois desses berros você quer voltar pra lá? Se você quer morrer, é só se jogar dessa ponte, é mais rápido e menos doloroso.
– Você que é o louco! Nós vamos entrar naquela cidadela abandonada pra quê? Provavelmente ela está cheia deles!
– Ou talvez ela não esteja.
– Isso é praticamente impossível.
– Tem uma pequena chance. Nossas chances de sobrevivência são maiores na cidadela, onde nós não sabemos o que nos aguarda, do que na floresta, onde sabemos que tem uma horda deles.
– Mas...
– Você não quer ver sua esposa e sua filha? – Carlos acena positivamente com a cabeça – Então tire esses carros da frente! Eu vou fazer uma barricada que vai impedir eles de avançar... Por um tempo.
– Certo
André acha algumas barricadas, utilizadas pela polícia na época de protestos, que empilha para bloquear o caminho para a ponte. Na frente dessas barricadas, ele coloca alguns carros, para, como dizem na terra dele, “dar liga”. Enquanto isso, Carlos manobra os carros, para abrir uma passagem para o seu fusca. Depois de 10 minutos, a barricada já está pronta, e Carlos precisa remover mais 5 carros da frente. Porém, os Liches chegaram na ponte.
– Vamos logo Carlos! Tira esses carros da frente
– Estou fazendo o que posso. Não sou jovem como você.
Então, 3 Liches começam a destruir a barricada
– Pelo menos me dá alguma coisa pra impedir eles passar!
– Você tem destreza com armas de fogo?
– Não.
– Então eu acho que eu tenho algo pra você. Pega!
Carlos arremessa uma espada com forma de foice para André.
– O que é isso?
– É uma Kopesh, uma arma inventada pelos egípcios. Use-a bem.
– Pode deixar.
Com um simples movimento da lâmina, André corta a cabeça de um dos Liches, enquanto avança em direção ao outro e o empala com sua lâmina. Porém, esse Lich segura a lâmina e outro chega por trás e... BOOM
– Head shot! – Diz Carlos
E, com um movimento rápido da lâmina, André corta a cabeça do Lich que segurava a lâmina. Quando André chega no carro, Carlos diz:
– Tome cuidado! Essas aberrações são inteligentes!
– Eu sei, e obrigado. Mas por que você me salvou?
– Pra falar a verdade, eu gostei de você, e eu quero que você seja meu genro.
– Pode deixar! Vamos?
– Sim.
– Para a Cidadela Abandonada!
– Desde quando nós damos nomes aos locais.
– É legal, me diz para onde ir.

Fale com o autor