Notas iniciais
Me desculpem pela imensa demora. Tive provas de recuperação pra estudar e fiquei tão aflita esperando os resultados que acabei tendo bloqueio criativo na hora de escrever. Enfim, boa leitura.

Aerosmith — Janie's got a gun

Finalmente estávamos chegando em casa. Não aguentava mais aquela escola. Claro que é totalmente diferente de uma escola normal do Brasil. Não só porque é em Paris, mas até as aulas estão meio direcionadas para música, mesmo sendo ainda o ensino médio.

Brina e Bruh estavam entretidas com uma conversa normal delas. Sabe aquela coisa de livros e garotos. Eu ainda estava indignada com aquela garota estúpida da minha aula. Minha mente estava com o modo vingativo ativado então provavelmente meu olhar estava como se eu fosse matar o primeiro que me tocasse.

Havíamos pegado um táxi para voltar para a república. Assim que chegamos vimos que todos estavam de volta. Estranhei o carro da Mariana não estar ali, mas ela deve ter ido ao mercado ou algo do tipo.

Logo ao entrar na sala vimos as três esparramadas nos sofás olhando para a televisão.

-- Que irmãs queridas temos. Ninguém teve consideração de ir nos buscar. – cutucou Sabrina

-- Ah, é né! Esqueci de ir buscar vocês! – Maritza nos olhou como se um cachorrinho estivesse pedindo um pedaço do lanche do dono – Desculpa meninas, amanhã juro que não esqueço.

-- Ah,ta. Claro. Vou fingir que você já não disse isso antes e sempre acabava esquecendo. – Disse Bruh dando um peteleco na orelha de Marih e depois revirando os olhos. – Ao menos na próxima nos dê mais dinheiro para o táxi.

-- Suas folgadas, peguem ônibus – provocou Lah mostrando a lígua de jeito travesso.

-- Não mesmo. Garotas lindas como nós corremos sempre sério risco nesses ônibus. Ainda mais porque somos celebridades e tal – esnobou Sabrina

Todas caímos na risada da atuação exagerada de Sabrina

-- Eu não sei vocês, mas eu estou com fome. – disse já a meio caminho da cozinha

-- Trás um sanduíche pra mim. – Gritou a Drih da sala. Podia jurar que ela estava dormindo já

-- Preguiçosa – resmunguei enquanto abrindo a geladeira. Ao menos Mariana havia deixado alguns sanduíches naturais prontos e embrulhados em papel filme.

Peguei um para mim e um para Drih. Fui ao armário e alcancei um latinha de chá gelado. Eu ia direto para meu quarto, então ao passar pela sala lancei o sanduíche para Drih, que ainda estava deitada no sofá.

Estava quase chegando no meu quarto quando escutei alguém me chamar. Olhei por cima do ombro para saber quem me chamava, mas me surpreendi com as mãos em minha cintura me abraçando e alguém beijando meu rosto.

-- Oi – disse a voz rouca em meu ouvido – sentiu minha falta?

Me soltei dos braços dele e me afastei reconhecendo o loiro que me agarrara.

-- Você é doido, menino? Quem você pensa que é pra sair agarrando a primeira garota que aparece na sua frente? – eu estava quase dando de dedo na cara dele. E tudo o que ele fazia era sorrir malicioso pra mim

-- Ah, corta essa PS. Não adianta bancar a difícil. Não é como se eu estivesse pedindo nada sério. – ele tentou se aproximar, mas eu dei alguns passos para trás

-- Eu conheço muito bem a sua fama, garanhão. Pode guardar essas mãos nos bolsos e tirando esse olhar de conquistador. Você não é meu tipo. – disse já me virando para meu objetivo novamente.

Estava quase alcançando a maçaneta da minha porta quando senti ele segurar meu braço e me virar de costas para a parede. Ele se colocou em minha frente e aproximou seu rosto do meu com aquele sorriso sem vergonha no rosto e o olhar de safado.

-- Um beijo não mata.

-- Mas um chute pode te deixar estéril. – empurrei ele – Me deixe em paz, Tom.

Entrei em meu quarto e fechei a porta com força. Coloquei meu lanche em cima da escrivaninha e joguei minha bolsa com o material na cadeira. Tinha até perdido a fome, depois dessa.

-- O que esse projeto de rapper estava pensando? Acha que pode sair agarrando o primeiro rabo de saia que vê pela frente e todas vão estar caindo aos pés dele de pernas abertas? Nem em um puteiro as mulheres abrem as pernas para qualquer um. Claro que no caso delas, elas esperavam receber bem por seus serviços

A mente de PS trabalhava revoltada com o atrevimento do alemão. Acabou indo ligar o computador e deixar AC/DC tocando a todo volume em seu fone. Queria apenas se livrar do mundo exterior por algum tempo.

--x--

-- Caras, vocês tinham que ter visto. A baixinha é revoltada – Tom entrava novamente no quarto rindo do fora que levara.

Os amigos o olharam sem entender nada

-- Fumou Tom? Ou só endoidou de novo? – zombou Georg

-- Não. Eu estava indo na cozinha quando encontrei a PS no corredor indo para o quarto. Tentei roubar um beijo dela. Ela até me ameaçou de me chutar – continuava rindo das expressões nervosas que ela fez quando se encontraram

-- Você é retardado? Pra que fazer isso com ela? Ela não é o tipo de garota com quem você costuma dar uns flertes simples e já a leva pra cama, Tom. – Bill parecia muito mais nervoso que os outros com isso. Os motivos eram óbvios. Eles ali já sabiam que ela era a sua favorita na banda das Vampires Brides.

-- Relaxa Bill. Eu sei disso, mas queria muito ver como ela reagia. Achei mesmo que fosse levar uns tapas ali hahahahaha – Tom continuava com o sorriso atrevido e o olhar travesso, o que estava deixando Bill irritado.

-- Então no fim você levou outro fora dela e ainda por cima não trouxe os refrigerantes que pedimos – Gustav estava acostumado com essas atitudes de Tom, mas até ele esperava que ele não tentasse nada de muito ousado com essas meninas.

-- Verdade. Eu tinha que contar como que foi e até esqueci das bebidas. – falou fazendo menção de ir novamente tentar buscar as bebidas.

-- Não, melhor tu ficar ai. Bill, vai você la. Vamos poupar a PS de ter mais um encontro desagradável com o womanizer aqui. – provocou Georg

Bill se levantou e saiu. A verdade é que ele já queria acertar a cara do irmão por essa brincadeira de mal gosto, então seria melhor mesmo que saísse do quarto.

Quando chegou ao andar do dormitório feminino ficou indeciso se passava dar uma olhada em PS. Conferir se estava bem e se desculpar pelo seu irmão babaca. Continuou a andar enquanto se decidia e acabou se dando conta de que já estava em frente a porta do quarto dela. Deu algumas batidas na porta, mas não houve resposta.

Será que ela esta no banho? Pensou tentando imaginar alguma possibilidade.

Resolveu que pegaria as bebidas e depois voltaria a tentar.

PS removeu os fones imaginando ter ouvido alguém chamar, mas como não houve nenhuma nova insistência recolocou os fones e continuou viajando em pensamentos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.