Repentino
22 Um neko abusado e mil surpresas no cinema.
Notas iniciais
Mais emfim, algum dia ela vai ter que voltar, ai eu mato ela. ~ sorriso maléfico ~
Nesse cap o Rin fica um tanto tarado hehehehe
ATÉ LA EM BAIXO !!!!!
–Me convença a ligar . . .- Ih, eu to bêbado e to com o John, isso não vai dar boa coisa.
Junto o resto da minha sanidade e me levanto, ando em direção ao banheiro, mas sou parado antes de entrar, os braços do ruivo rodeiam o meu corpo.
–Aonde você pensa que vai ? — pergunta beijando o meu pescoço.
Ele tá com um cheiro de . . . bebida ? Oh não, o John deve ter bebido enquanto eu tava me trocando.
Um John bêbado, que não pensa nas consequências e eu sem controle sobre o meu corpo, ihhhh, só eu to vendo que vai dar merda ?
Me viro e o empurro, ele me olha pasmo, eu nunca faria aquilo se estivesse sobre pleno controle do meu corpo, o empurro novamente, agora o fazendo cair no chão, o ruivo certamente não esperava que eu fizesse aquilo, e eu não esperava que ele caisse, a bebida deve ter mexido com o sistema motor dele, fico de quatro no chão e . . .
COMO ASSIM EU TO DE QUATRO !?!
Eu juro, nunca mais bebo na minha vida!
Os olhos do ruivo, que até então surpresos, agora transbordavam desejo, começo a engatinhar em direção ao maior, o vejo me acompanhar com os olhos e um sorriso maroto surgir em seus lábios, assim que chego em seu pé, lambo-o.
Alguém me lembra depois de lavar bem a minha boca.
O vejo dar uma pequena risada, subo minha boca, lhe dando vários beijinhos no seu pé, até a bainha da calça, a abocanho e começo a puxar com os dentes enquanto remexo meus quadris, vendo seus olhos acompanharem cada vai vem dos glutios, o ruivo ajuda a me livrar da peça, assim que a calça já esta em marte ( sério, essas roupas tem um poder de desaparecer ) volto a beijar e lamber o pé do John, ( acabei de descobrir que tenho obsessão por pés ) as lambidas começam a subir, passo pela canela do maior, logo depois o joelho e por último, a tão cobiçada coxa, o ruivo me da livre acesso ao seu corpo, não interferindo em nada que eu fazia, afastei suas pernas começando a morder a parte interna de uma das coxas torneadas, ele geme quando subo a minha boca para a altura da virilha, tenho agora total visão do seu membro, que já estava completamente rijido, o olho nos olhos e sorrio pervertidamente, chupei seu membro ainda por cima da cueca, percebendo que o ruivo contia vários gemidos, chupei mais forte, o fazendo abrir a boca e soltar livremente os sons que eu tão cobiçava ouvir.
É isso que a bebida faz com você, te transforma num poeta pervertido.
Ele tenta se livrar da cueca, mais eu empeço colocando minha mão sobre a sua.
–Vai neko, não me tortura . . . — o ruivo diz assim que percebe que eu não vou soltar a roupa.
Volto a engatinhar, paro assim que meu nariz esta quase encostando no do maior, coloco minhas mãos, uma em cada lado de sua cabeça, levanto o quadril, não me importando com umas “certas” mãos que se encontravam la, chego bem perto da orelha do John, o sinto ofegante.
–Meowwww – mio baixinho o vendo, ou melhor, ouvindo dar mais um gemido.
Me sento sobre seu sexo ainda tapado pela cueca, fazendo mais dos sons luxuriosos saírem de sua boca, os mesmos sons saem da minha, afinal, ele não é o único exitado por aqui, entrelaço minhas mãos em seus cabelos e começo a me movimentar em seu colo, fazendo um vai e vem, sentindo nossos membros se rosarem ainda dentro das tão apertadas peças, gotas de suor se formarem em minha testa. O ruivo, que agora geme loucamente, assim como eu, começa a abrir meu vestido, assim que o tira, revelando meu corpete branco com detalhes em preto, a cueca preta e a cinta liga de mesma cor, tenta colocar uma das mãos no meu falo, mas antes que a mão chega-se ao seu destino, eu a peguei, remexendo meu quadril mais uma vez sobre seu membro, chego perto de seu ouvido novamente.
–Eu que mando hoje, mestre.- não me pergunte qual é a do mestre ai no fim, que eu não sei, to bêbado lembra ?
–Se você quer assim, tudo bem, vou deixar você fazer o que quiser comigo essa noite.- fala com um sorriso safado.- desde que não me deixe louco.
Começo a descer as mãos, tiro elas do cabelo ruivo e passo para o pescoço, fazendo um carinho, observo o maior fechar os olhos, logo chego no peito, onde arranho um pouco, aproximo a minha cabeça de um de seus mamilos, o lambo e logo depois começo a chupá-lo, faço movimentos circulares com a língua no botão rosa, o sinto se contrair, continuo os movimentos circulares, mas acrescento algumas mordiscadas.
Assim que escuto outro gemido decido descer mais minha boca, passo por seu abdômen, circulo minha língua em seu umbigo, logo já estou na área do seu baixo ventre, coloco minha mão direita no cós da sua cueca e começo a desce-la, assim que a tiro admiro o membro do maior, passo minha língua pela cabeça do sexo dele, vejo-o fazer uma cara de desejo que nunca avia feito antes, muito mais intenso. Começo a lamber o membro como um picolé, passo minha língua por toda a sua extensão, arrancando inúmeros gemidos, quando as gotas do pré-semen começaram a sair, decidi não o maltratar mais ( já tinha estourado a minha cota de bicha má ), abocanho o membro começando uma sucção lenta e firme, os gemidos do ruivo aumentam a cada segundo, sugo o seu membro com mais força, dou uma leve mordida antes de sentir o liquido quente encher o interior da minha boca, engulo sem cerimonias.
Sem eu perceber o ruivo mudou as posições, ficando por cima de mim, sinto suas mãos trabalharem para arrancar de mim o corpete.
–Eu avisei para não me enlouquecer, neko. — em alguns instantes o corpete já esta no outro lado da sala, sinto os lábios do John contra os meus, sua mão percorre todo o meu corpo enquanto seus lábios chupão os meus sem dó nem piedade, seu beijo vem carregado de luxuria e cada vez mais desejo, só aquele pequeno selar de lábios logo não foi mais o suficiente para saciar-lhe, sua língua rosou em meus lábios e eu dei passagem, sua língua estava impaciente, pois entrou numa velocidade incrível, logo já estava a explorar cada canto da minha boca, distribuindo sua saliva por todo canto. Enquanto eu estava aprisionado ao beijo o ruivo tirava minhas últimas peças de roupa, logo já estava nu.
Sua boca desgrudou da minha, deixando pra trás meus lábios vermelhos e levemente inchados, sinto a boca, que até então estava grudada na minha, no meu pescoço, a sucção que ele fazia deixaria marcas vermelhas, que ao longo prazo, ficariam roxas, sinto seus dentes contra minha pele, gemo alto, o sinto sorrir contra a minha pele, sua boca desce devagar até que para no meu mamilo esquerdo, o dando uma atenção especial, sinto sua língua o percorrer, sua saliva quente me fornece um novo prazer, gemi muito alto, ele sabia como me enlouquecer, logo senti algo em meu membro, olho pra aquela área e vejo o John chupando, cinto sua boca trabalhando para me proporcionar prazer, o que ele estava conseguindo, sua língua percorre meu membro inteiro, logo sinto os lábios do maior se movimentar, gemidos, agora roucos, começaram a sair do fundo da minha garganta, entrelaço meus dedos aos fios ruivos, aumentando a intensidade do oral, sinto que o orgasmos esta próximo, mas não aviso o ruivo, minha mente esta submersa de mais no prazer pra fazer isso, cinto os dedos do maior adentrarem minha boca, os chupo e lambo com prazer, ele tira os dedos dentre meus lábios e leva até minha entrada, assim que o seu indicador entrou dentro de mim grito de prazer, jorrando meu sêmen em sua boca, ele logo engole o liquido e lambe os lábios.
–Eu posso comer você pra sempre, sabia ? — coro, mas minha face vermelha não o impede de enfiar o segundo dedo, o sinto gira-los dentro de mim, o maior já conhece cada canto meu, pois logo dirigiu seus dedos até meu “ponto magico”, fazendo-me gemer feito louco, logo o terceiro dedo veio, senti um leve desconforto mais nada absurdo, afinal, não era a primeira vez que eu passo por isso, começo a me empalar nos dedos do ruivo, meu gemido agora esta numa altura absurda, sinto-o retirar os dedos de mim, suas mãos passam pela extensão das minhas pernas até chegar nas coxas, ele as arranha de leve e começa a abri-las, seu sorriso aumenta ao ver meu rosto corado e meus olhos semi-cerrados, transbordando prazer, logo ele se posiciona na minha entrada, sinto a cabeça do seu membro passar por entre minhas nádegas, logo sentindo que ele esta me penetrando, seu membro lateja, o maior põem seu membro devagar no meu interior, cuidando para não machucar nada naquela área, assim que seu falo já esta completamente em mim os movimentos lentos de vai e vem começam, elevo minhas mãos até seus cabelos e os puxo até selarmos nossos lábios, logo o que era apenas uma compressão de lábios já se tornara um beijo quente e apaixonado, nossos corpos se mexiam rapidamente enquanto nossas línguas batalhavam por espaço na boca um do outro, meu membro rosava entre os abdomens, fazendo-me encerrar o beijo para gemer, nossas bocas ficaram ligadas por um fio quase imperceptível de saliva, ele gemeu também, aumentando a velocidade, rebolo em busca de mais prazer assim que ele acerta novamente minha próstata, volto minha atenção para a boca do ruivo, mordo seu lábio inferior, o fazendo sangrar, começo a sugar seu sangue, a velocidade aumenta, não me seguro e solto minhas sementes entre nossos corpos, o orgasmo percorre o meu corpo, grito de prazer, logo sinto algo quente me preenchendo.
John para de se movimentar por algum tempo, mas quando eu penso que ele vai se retirar de mim sinto ele voltar as estocadas.
–Pronto para um segundo round neko ? — to vendo que a noite vai ser longa . . .
No outro dia de manhã . . . .
Desperto com uma puta de uma dor de cabeça, nem me do ao trabalho de abrir os olhos, só me ajeito no peito do John, tive um sonho muito estranho, eu tava de vestido e ia engatinhando ai eu . . . esse sonho tá muito real. Pera. Não me diga que eu . . . não eu nunca faria . . . eu fiz ? EU REALMENTE FIZ TUDO AQUILO !?! Ta legal, se acalma Rin, até parece que você não gosto.
Sim, eu gostei
. E não, nunca vou admitir isso em voz alta.
O problema não foi ter gostado mas sim ter feito tudo aquilo, das outras vezes que eu e o John, hum . . . nos relacionamos, digamos assim, ele fez tudo, eu só curti, mais ontem eu avia tomado a iniciativa e tinha feito MUITA coisa que eu nunca fiz, eu to morrendo de vergonha !
Vo no banheiro, vai ver la tem analgésicos, minha cabeça tá latejando. Abro os olhos e . . . -AHHHHHHHHHH – porque esses urubus de azul tão me encarando ?
–Calma Rin, é só a gente. — o Yamato tinha que tá no meio nee ?
–Ta, e dai ? Eu não dei permissão pra vocês ficarem me encarando. — tem umas quinze pessoas aqui.
–Bom, é que ontem, no final do expediente, a galera aqui escutou uns sons estranhos vindo do escritório . . . — um dos caras de azul disse, eu tenho que perguntar o nome deles. -E hoje de manhã a gente veio ver se tava tudo bem e acabamos encontrando vocês assim, fofinhos. — uma garçonete disse, alguém ai ainda tem duvidas que ele é fã de yaoi ?
–Que barulheira é essa ?- olha o John ai gente, começo a corar quando me lembro da noite passada. Ele me olha, passa um dos braços pela minha cintura e me puxa pra perto, logo me beija, eu to agradecendo com todas as minhas forças por ontem a noite, antes da gente dormir, o John ter pego um cobertor pra nos tapar, o beijo não se aprofunda muito, logo nos separamos.
–Bom dia neko . . . — o John diz acariciando a minha face, coloco uma de minhas mãos sobre a dele.
PLOM.
Alguém, que vai visitar o diabo mais cedo, entra correndo na sala, interrompendo meu momento com o John.
–Consegui ! Consegui ! Consegui ! — o cara entra com um DVD nas mãos, todos vão em direção a TV, enquanto eles estão la, eu vou é me vestir, olho pra cima do sofá, ( sim, eu e o John a essa altura já estamos no chão ) e la esta a minha cueca, a pego discretamente e coloco por baixo das cobertas, parece que o John entendeu o recado, ele põem a dele e depois a calça de abrigo, se levanta e pega uma camisa no seu armário e me joga uma calça, também de abrigo azul e uma camiseta preta grande, prefiro uma roupa enorme do que ficar pelado, as ponho e logo calço os tênis, assim que eu termino de amarrar os cadarços escuto um som familiar vir da TV.
–“Vai neko, não me tortura” — escuto o John dizer de algum lugar, olho para ele, o ruivo esta olhando para o televisor, olho também e . . . Não pode ser, corro em direção ao DVD, aperto no botão de ejetar e tiro o CD de la de dentro. -Como vocês conseguiram um vídeo de mim e do John ontem a noite ?
–Rin, como você é mau. -Ah, eu mato esse homem que hoje se identifica como Yamato, e que num futuro próximo será chamado de defunto dos infernos.
–Neko, eu não te disse que tinha câmera de segurança aqui ?- disse o maior se espreguiçando.
–NÃO, VOCÊ NÃO DISSE. — grito, ele se a próxima de mim e pega o CD da minha mão. — Quebra isso John.
–Não, esse CD vai pra minha coleção especial. — diz ele colocando o CD no armário e fechando a porta.
–COMO É QUE É ?- eu grito, ele não pode fazer isso comigo, e se alguém vê o vídeo ?
Antes que o John pudesse me responder o Yamato se levanta, sua calça laranja e a camisa rosa não deixa ele passar sem ser percebido.
–Onde você vai cara ? — John pergunta, isso foge do assunto enquanto você pode. -Vou buscar o meu par pra aquele compromisso. — what ?
–Mais é só de tarde, e agora são umas dez da manhã, faltam horas .- o ruivo diz.
–Exatamente.- o moreno fala pouco tempo antes de sair da sala.
POV's do Taichi.
Você acha que tem uma vida entediante ? Você só fala isso por que ainda não me conhece.
Eu to sem nada, absolutamente nada pra fazer, já estudei tudo que tinha pra estudar. É, eu estudo nas férias. Não posso mexer no computador antes das cinco da tarde e não posso ficar mais de uma hora no mesmo, tenho um celular sem nenhum joguinho, minha mãe fala que esses jogos atrofiam o cérebro, tcs chata, to sem amigos, a Iore resolveu passar os últimos dias de férias com uma prima lá em Fukushima, traidora, meu pai tá treinando novos soldados e minha mãe disse que não vai sair do escritório até acabar o livro que ela tá escrevendo, sem contar que eu já li tudo que pode ser lido nessa casa, ( isso inclui até rotulo de shampoo ), e a minha TV tem senha. Depois me perguntam por que eu não gosto dos meus pais. Olho pro relógio.
10:30
Ahhhhh, vou fica nesse tédio até as duas da tarde ?
PLIM PLOM.
Algo pra fazer, ebaa, corri e atendi a porta com um sorriso no rosto. -Oi Rapunzel. — o Yamato tá qui ? Eu ia começar a pensar o por que dele ter vindo tão cedo quando vi a sua roupa, quem se veste assim hoje em dia ?
–Oi . . . — volto a mim- por que você veio tão cedo ? — pergunto. -Eu não tinha nada pra fazer, então . . . quer almoçar comigo ?
–Por que não ? Ta legal.- que que é ? Ou eu almoço com ele ou como comida congelada . . . DE NOVO.
–Okay, vamos, eu fiz reservas no Le Fonte. — ele fez reservas no Le . . . Le . . . — LE FONTE ?- ops, acho que eu gritei.
–Sim . . . você não gosta, se quiser podemos ir em outro. — ele não se ligou ainda.
–Esse é o restaurante mais caro da cidade, é meu sonho ir lá ! — digo muito feliz.
–Então vamos. — oh não . . .
–Com você vestido desse jeito não. — seguro o seu braço, se eu vou no Le Fonte que eu va com alguém bem vestido pelo menos nee. Vejo ele ficar furioso, ele respira, sussurra algo como “1,2,3,4,5 . . .” e se a calma.
–Então, o que a madame sugere que eu vista. — madame ? Qual é a dificuldade desse cara de por um apelido masculino em mim ?
–Você tá com o cartão de crédito ai ? — pergunto.
–Sim.- hehehe, começo a puxa-lo pelo pulso até o shopping mais próximo. Corremos uma quadra até entrarmos no meu preferido, la é onde eu compro as minhas roupas, ah, foi nessa loja da esquerda que eu comprei essa camisa polo vermelha e foi naquela loja na direita que eu comprei essa calça azul e o tênis esportivo preto. O arrasto para uma loja Arazzo, ao entrar as atendentes nos olham torto e nem vem nos atender só por causa das roupas do Yamato, ignorantes, as roupas do Yamato são feias mas são de marca, só essa camisa deve ter custado uns mil dólares, pego um monte de roupas, sem nem me preocupar com o preço, se ele tem dinheiro pra pagar mil dólares em uma blusa e fazer uma reserva no Le Fonte com certeza não vai se importar com o preço dessas peças. O empurro no provador e jogo a pilha de roupas lá dentro.
–Experimenta e vem me mostrar, ai só tem peça bonita, quero ver se pelo menos as combinações você sabe fazer. — me sento no sofá na frente do provador e espero ele se trocar.
Depois de alguns minutos ele sai, estava vestindo uma calça preta uma blusa social branca com um blazer marrom, cadê o babador quando a gente precisa ?
–Se você sabe se vestir, por que coloca aquelas roupas ? — pergunto, ainda pasmo.
–Porque eu acho elas mais bonitas, mas fazer o que nee ? As pessoas não tem um gosto tão sofisticado quanto o meu. — ele diz e fecha a porta do provador. Ele avia ficado realmente bem com aquelas roupas, muito bonito. Poucos minutos depois ele aparece de novo, só que dessa vez com uma calça jeans azul, uma camisa gola “V” branca e uma jaqueta preta.
–Não ouse tirar essa roupa, você ficou muito bem nela e é com ela que a gente vai almoçar. — digo já pegando as roupas no provador e indo em direção ao caixa, larguei sobre o balcão e esperei a moça fazer as contas de quanto avia saído, percebo que o Yamato não esta junto de mim, vou o procurar e o acho na sessão dos casacos. -O que você tá vendo ai ? — ele não me respondeu, só tirou um casaco marrom da arara, a peça era bonita.
–Esse é um presente meu pra você – disse pondo o casaco em mim, o visto, a peça vem até o meio das minhas coxas, é lindo, olho o preço e . . . -Eu não posso aceitar. — já ia tirar quando ele fala. -Que isso, eu tenho que te pagar de alguma maneira, afinal você foi o meu consultor de moda particular.- é verdade, tenho que cobrar pelos meus serviços, mas . . . — e além disso, eu não quero ser o único bem vestido na nossa mesa.
–Eu aceito. — falei brabo, ofereceu, agora que pague a conta. Saímos da loja cheios de sacolas, estávamos andando sem rumo pelo shopping, vi que varias mulheres estavam reparando no Yamato, davam risinhos e mais risinhos, eu não tava gostando nada disso. Eu não sou cego nem lerdo, não é a primeira vez que sinto ciúmes de alguém. Sim, eu acabei de admitir que to com ciúmes do Yamato. Não sou burro, eu consigo ver isso, mais não deve ser nada de mais, quem nunca gostou de um amigo ? Isso só deve ser aquelas apaixonites de inicio de amizade, nada que eu já não tenha passado milhares de vezes, como todo o adolescente, mas depois de um tempo esqueço, menos o Rin, ele eu continuo amando. Olho o relógio. 12:24.
–Nossa ! — digo, na rua.
–Que foi ? — o Yamato pergunta.
–Ficamos duas horas naquele shopping, como isso foi possível ? — disse pasmo, não pareceram mais de vinte minutos.
–Dizem que quando se esta com quem ama o tempo voa – ele disse, antes que eu falasse algo ele diz. — Olha, alia tá o meu carro !
O vejo andar até o veiculo e abrir o porta malas. Ele. . . Ele tem . . . Ele tem uma . . .
ELE TEM UM CAMARO !!!
O barulho do porta malas fechando me traz de volta a realidade. -Vai ficar no meio da rua Rapunzel ? — disse, eu corri pro carro e entrei no banco de carona da frente, esse carro é im-cri-vel. Ele da a partida. Olho pra ele e vejo um desastre, o cabelo dele tá preso naquelas trancinhas afro.
Comecei a desfazê-las. -Hei ! O que você tá fazendo ?- dando cambalhota
–Só presta atenção no transito.- digo. Ao contrario do normal, os cabelos do Yamato em vez de fazerem um Black Power eles ficaram lisos, seu cabelo era repicado ate a altura da orelha. -Lindo . . . — deixo escapar, acabei pensando alto. -Você também é. — ele disse me fazendo corar. -Eu disse que o seu cabelo é lindo. — me corrigi.
–Hum, hum, sei, o cabelo.
Pervertido chato. Penteio com os dedos o cabelo dele, nossa, é mais macio do que eu esperava, volto a me sentar normalmente.
–Que filme nos vamos assistir ? — digo curioso, o vejo pegar o celular e enviar uma SMS, logo o telefone vibra, ele olha a mensagem.
–Percy Jackson e o Mar de monstros. — Nossa ! Eu to louco pra ver esse filme ! Claro que o meu gênero favorito de filme é terror mais eu li todos os livros dessa saga, então eu to emocionado, mesmo que os filmes sejam uma merda comparado aos livros.
–To louco pra assistir ! — falei, é bom terem posto o Grouver de vestido ! O carro logo parou na frente do Le Fonte, vi o Yamato descer e logo depois abrir a porta para mim, varias pessoas nos olhavam, ele jogou a chave para o manobrista, e andamos lado a lado, até que entramos no saguão do restaurante, o saguão era extremamente luxuoso e moderno, assim que entramos um homem com esmonquem se aproximou.
–Com licença, qual o nome dos senhores ? — o homem pergunta.
–Eu tenho uma reserva, meu nome é Minomoto Yamato. — Minomoto é o segundo nome do Yamato ?
–Sr. Minomoto ? Vejo que o senhor mudou o seu guarda roupa. — o homem fala enquanto nos leva para dentro do grande restaurante, o restaurante era uma mistura do novo com o antigo, poucas mesas em um grande espaço, muita decoração, musica ao vivo, era tudo perfeito.
–É que um “certo” garotinho não gostava do meu estilo. — ele aponta com a cabeça para mim.
–Ah, desculpe a minha indelicadeza, qual seria o seu nome jovem ? — ele me pergunta.
–Taichi, Yokoyama Taichi. — disse prestando um atenção no homem.
–Sr. Yokoyama, se não me falha a memoria o senhor nunca veio aqui.
–Não, nunca vim, essa é a primeira vez. — digo vendo que passamos da area das mesas e estamos subindo uma escada de vidro. Pra onde nòs estamos indo ?
–Espero que goste, e volte sempre que quiser, fico feliz que o sr. Minomoto tenha trazido alguém, geralmente ele vem sozinho. — ele vem sempre aqui ? Pera um pouco, o “sr. Minomoto” nunca trouxe mais ninguém aqui ? Terminamos a escada e . . .
OH MY SANTO GOD.
O Yamato tá na area VIP do restaurante ? Como assim ? O lugar tem piso de madeira escura, a parede é de vidro, deixando a vista uma bela imagem de Tokyo, tinham algumas poucas mesas, menos de uma duzia, umas bem distanciadas das outras, a melhor mesa do local, e a única vazia, era a que estava bem ao lado da parede de vidro, o Yamato andou em direção a mesa e eu o segui, algumas pessoas nos olharam, principalmente as quatro mulheres da mesa vizinha, o Yamato puxou minha cadeira e eu sentei, as mulheres cochichar algo, logo o moreno sentou, de costas para elas.
–Sr. Minomoto ? O que você faz da vida hein ? — digo curioso.
–Sou advogado criminal, bem famoso viu, e também sou contador e administrador do bar do John.
–Como você ficou tão rico ? Sério, advogados ganham bem mas não tanto assim, a menos que você seja mega famoso, o que não é. — acho que eu fui meio grosso. Ele ri.
– Eu não sou famoso mesmo, mais tenho contatos, por exemplo, eu ajudei o dono desse restaurante a sair da cadeira e ele me prometeu que eu poderia comer todos os dias no restaurante dele, de graça, e aqui estamos nos, o carro, eu ajudei, semana passada, um amigo do John, um mafioso lá, a sair da cadeia e ele me deu um carro, contatos é tudo sr. Yokoyama.- quando ele termina de falar eu fico pasmo, basicamente ele conseguiu tudo que tem com troca de favores ? Dou uma olhada no lugar, percebo que as mulheres da outra mesa ainda olhavam para nos dois.
–Pensei que você fosse gay. — o Yamato disse.
–Eu sou. — digo o olhando agora, ele levantou a mão pedindo os cardápios.
–Então por que esta olhando para as mulheres da mesa atrás da gente ?- Como ele viu ? Eu olhei de uma maneira que nem elas mesmas perceberam. O Garçom chega, o Yamato simplesmente diz “o de sempre, mas, por favor, pra dois.” e o garçom vai embora.
–Eu to vendo a reações delas, pelas maneira em que elas estão agindo, elas estão decidindo qual delas vai vir falar com a gente, enfim, nos acham bonitos. — disse pondo minhas mãos sobre a mesa.
–E elas tem razão. — convencido sim ou claro ? Pera, se fosse uma pessoa normal quem disse isso, eu só ia achar que a pessoa é egocêntrica mas como foi o Yamato quem falou, acho que tem algo a mais, acho que ele me elogiou, coro com a hipótese. Olho para outro lugar para fugir do Yamato, vejo as mulheres novamente, elas já se decidiram pelo jeito, e acho que quem vai vir vai ser a mais jovem da mesa, uma garota que aparenta ter uns quinze anos com cabelos loiros e olhos castanhos, ela esta com um vestido floreado e uma jaqueta marrom de couro, enquanto a outra escolhida é uma mulher de cabelos curtos e lisos pretos azuis, olhos roxeados e um corpo escultural, estava com uma saia preta justa e uma blusa branca social, elas estavam se ajeitando, logo estariam se levantando da mesa.
–Ih, que droga. — digo voltando a olhar pro Yamato.
–Que foi ? — ele fala, o garçom põem os pratos na nossa frente, no prato tem pouca comida, um pequeno bife redondo de carne no meio, três bolinhas de purê de batata numa das pontas e desenharam uma linha com um molho vermelho.
–Umas mulheres estão vindo falar com a gente. — a de cabelos azuis abriu um dos botões.
–E o que isso tem de mais ? — pombas, esse cara é sempre safado assim ?
–Já te disse que eu sou gay ?
–Oh . . . — ele faz uma pausa. — quer que eu espante elas ? — a loira esta arrumando o vestido.
–Quero. — não to afim de dispensar uma garota de novo. Elas se levantam da mesa, mas eu não presto atenção nelas, sinto a mão do Yamato sobre a minha, ele entrelaça nossos dedos, sua pele é tão quente . . . , um calor começa a subir pelo meu braço, até chegar no peito, logo vejo ele por a outra mão na minha bochecha, percebo que ele esta se aproximando cada vez mais do meu rosto, não, ele não vai me beijar nee ? Assim que nossos narizes estão a centímetros meus olhos começam a se fechar sem eu ao menos querer, sinto sua respiração, ele desvia da minha boca e vai em direção ao meu ouvido.
–Aposto que elas já voltaram para a mesa delas. — ele sussurra e volta a se sentar normalmente, ele tira a mão do meu rosto, percebo que as mulheres já voltaram a se sentar, elas parecem decepcionadas, uma delas, a loira, moveu os lábios formando as palavras “quando eu acho um bom partido da minha idade ele é gay !” e as direcionou a uma das mulheres da mesa, varias pessoas nos olhavam, Yamato já estava comendo.
–Não fa-aça mais i-isso !- a intenção era parecer bravo mais por causa da droga da gagueira e da merda da vermelhidão do meu rosto, não deu certo.
–A culpa não foi minha se você pensou que eu ia te beijar.- ele disse abocanhando seu purê, começo a comer o purê também.
–Foi você que deu a entender isso ! — por que eu to comendo com a mão esquerda ? Dane-se eu sou ambidestro mesmo.
–Ah, mas fala a verdade, bem que você queria. — abusado ! — admita, você sente algo por mim.
–Não, não queria não e não sinto nada por você. — disse dando outra garfada no purê e já acabando com ele.
–Então se você não sente nada por mim, por que ainda tá segurando a minha mão ? — olho para a minha mão direita, ela ainda tá entrelaçada com a dele, puxo ela na hora.
–É que eu esqueci ela ai. — disse, mas nem eu acredito nisso, não sei o que aconteceu aqui, mas quer saber ? Nem quero pensar. Começamos a cortar a carne e a comer, logo em seguida já haviamos terminado o almoço, assim que levantamos sinto os braços do Yamato sobre os meus ombros.
–O que você tá fazendo ? — digo.
–Calma, eu não mordo. — ele chega perto do meu ouvido – pelo menos ainda.
Chegamos no cinema mais cedo, ficamos na entrada até vermos o Rin e o John chegarem, nos escondemos, ou melhor, eu me escondi, já que mesmo que os dois vejam o Yamato não vão o reconhecer depois da transformação, os olho. Droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, o Rin tá abraçando o braço do John, devia ser eu ali, não o foguinho, eu gosto dele a mais tempo !!! Pera . . . aquilo no pescoço do Rin, do meu pequeno Rin, não pode ser o que eu acho que é. Aquilo não pode ser um chupão ! O QUE ESSE FILHO DE UMA POTRA ANDA FAZENDO COM O RIN !!! Os dois andam até a bilheteria, compram os ingressos e entram no cinema, eu e o Yamato já compramos os bilhetes, entramos no cinema e sentamos umas duas fileiras atrás deles, você achou perto de mais, pensa comigo, que pessoa olha pra trás durante um filme ?
Logo as luzes apagam, os trailers começam. — Você sabe se o Rin e o John já . . . — começo.
–Já, pra falar a verdade, ontem mesmo eles mandaram ver. — ele disse, sabe aquele momento que você sente uma enorme vontade de chorar, eu queria que a primeira vez do Rin fosse perfeita, que fosse comigo, o moreno me olhou no rosto.- ah, desculpa Taichi, eu não queria . . . sabe, eu não queria te fazer se sentir mal. — ele pôs um dos braços sobre meus ombros. — foi sem querer.
–Não, tudo bem, você não tem culpa.- não o afasto, é como se ele me reconfortasse. Fiquei olhando para o “casalzinho feliz” o filme inteiro, eles só se beijavam, o Rin ainda o afastava de vez em quando dizendo que queria ver o filme, mas o brutamontes do foguinho ficava dizendo que eles tinham coisa melhor pra fazer, e eu ? Me segurei pra não vomitar. Sabe o que é o pior ? Eu esperei esse filme durante DOIS ANOS e não consegui prestar atenção, não entendi nada, a cada frase de um personagem eu tinha que olhar aqueles dois, que merda ! As luzes se acenderam, eu os olhei se levantarem, fiquei os olhando até algo mais chocante aparecer na minha vista.
O que meu pai tá fazendo aqui ?
E quem é aquele cara com ele ? Os dois se levantam. Ai meu deus, eles tão na nossa frente ! Se o meu pai virar e me ver aqui eu morro ! O Yamato me olha e eu formo uma frase com os lábios, sem soltar som nenhum. “Me esconde, meu pai tá aqui”, a ponto pra frente, ele olha o meu pai.
AH MEU DEUS DO SEU PAI DE JESUS CRISTO FILHO DE MARIA !
Ele tá virando pra trás, mas eu não tenho tempo de me desesperar, pois logo os lábios de alguém estão encostando nos meus, arregalo os olhos e vejo. O Yamato tá me beijando.
Notas finais
O que o Pai dele esta fazendo no cinema ?
E quem é aquele homem com ele ?
Veja isso e muito mais aqui em repentino semana que vem !!!!!
ATÉ SEXTA QUE VEM !!!!
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