Repentino

32 Especial Halloween... pois é.


Notas iniciais
NOTAS INICIAIS : Paola-chan : Yo minaa !!! Cat-chan : Oieee gente ^.^ ! Antes que vocês venham me perguntar, não eu não estou louca. Realmente o cap de dia das bruxas só veio hoje ! Paola-chan : Como a Catarina tá meio – muito- enrolada no colégio ela demorou pacas pra mandar o cap. Cat-chan : E eu ainda fui má e não mostrei nem um pedacinho do cap até ficar pronto pra papah hehehehe Paola-chan : É !!!! Que má . . . ATÉ LÁ EM BAIXO

POV's do John

ALGUM DIA ENQUANTO O JOHN DORMIA E O RIN ESTAVA EM COMA . . .

Abro os olhos devagar, dormi muito e ainda estou cansado. Qual a vantagem de dormir se vai continuar exausto ?

Pera . . .

PELO

MEU

SANTO

NEKO

Onde eu to ?

Eu me lembro bem que dormi no hospital (eita poltrona desconfortável), então por que acordei num campo ? Pra ser mais especifico, num campo azul.

Sim, você não leu errado.

E não, eu não sou daltônico.

A grama é realmente azul, um azul bebe bem fraquinho assim como o céu. As folhas da árvore onde eu estou encostado são verdes, normais no meu ponto de vista. Me levanto e olho pra cima, eu estava encostado numa macieira.

Espera um pouco, eu não posso me distrair, eu tenho que saber como vim parar aqui.

Comecei a andar, eu to no meio do nada, só pode, não tem uma viva alma em lugar nenhum ! E o mais impressionante, eu to com uma roupa diferente da que eu estava no hospital, é uma camisa de botões preta e uma calça de mesma cor jeans.

Só um segundo . . .

É impressão minha ou eu realmente to menor ?

Tipo, pequeno pra caralho, acho que to da altura do Rin. Talvez menor . . .

E o meu cabelo tá maior, passo as mãos nele, esta preso por uma trancinha ruiva. Parei subitamente. Quando eu tinha uns doze/quatorze anos eu tinha um cabelo comprido, é normal os caras terem ou quererem ter cabelos longos em algum momento, também lembro que quando eu tinha essa idade era bem pequeno, acabei tendo um salto de crescimento entre os quatorze e os quinze anos, então uma ideia passa pela minha cabeça.

Mas . . .

Isso é impossível !!!!

Não pode ser !!!!

Puxo um pouco o cós da calça e olho lá dentro . . . PUTA QUE PARIU !!!!

EU TO PASSANDO PELA PUBERDADE DE NOVO !?!?!

POR QUE, DEUS ? POR QUE ? O QUE EU TE FIZ ?

E não, eu não tinha pinto pequeno quando era mais novo, digamos apenas que eu tinha poucos pelos.

Eu voltei a andar, não pode ser, eu voltei aos treze anos ? Sério ? Por que isso e porque agora ?

Ai, ai, desisto de tentar entender, primeiro tenho que achar alguém que possa me dizer, pelo menos, onde eu estou.

Andei mais alguns quilômetros, quando eu estava quase perdendo as esperanças avisto uma cidadezinha. Era pequena e inteiramente de pedra, as mulheres estavam com vestidos compridos e os homens com camisas (tinha do tecido mais refinado ao mais fuleiro) e calças compridas, tudo era em estilo vitoriano e antigo, será que eu voltei no tempo ?

Não, acho que não, que eu saiba a grama nunca foi azul.

Andei pelas ruas da cidade e logo vi uma pequena padaria, resolvi entrar ali. Era um local aconchegante.

–Com licença, você poderia me dizer qual o nome desta cidade ?- perguntei torcendo para que eles falassem a mesma língua que eu.

–Estamos em Synondra, meu jovem, no reino de Melvit.- respondeu o velho senhor na mesma língua que eu, agradeci e sai do estabelecimento.

Que diabos era Melvit ? Parece nome de xarope !

Nunca ouvi falar num lugar desses . . . talvez seja um pais perto da Escandinávia ou algo assim e . . .

PLOFT

Esbarro em alguém, olho em quem bati, era um homem bem mais alto que eu, tinha cabelos negros compridos, vinham até o meio das costas, seus olhos eram de mesma cor que os cabelos, sua pele era branca e seu corpo definido, mas nada exagerado.

–Olha por onde anda e . . . JOHN !?!- o homem exclama ao olhar bem nos meus olhos.

Que estranho, parece que ele me conhece e o pior é que eu tenho a sensação de que também o conheço, espera um pouco, cabelo preto, olhos escuros, pele branca, isso me parece familiar . . .

–Rin ?!? — pergunto pasmo, sim era o neko só que uns dez anos mais velho, eu o reconheceria em qualquer lugar.

–Shiu !!! — o Rin-old (vou chamá-lo assim) colocou o indicador sobre meus lábios.- não faça alarde, você sabe muito bem que eu não posso sair do castelo, venha, vamos para o lugar de sempre.

Disse me puxando pelo braço, logo sua mão foi descendo até pegar minha mão e entrelaçando nossos dedos. Não prestei atenção para onde ele estava me levando só o olhei descaradamente (como sempre), ele estava com uma grande capa verde musgo que tapava desde a cabeça até os pés, enquanto corríamos a capa se abria de leve mostrando as roupas refinadas negras, ele tinha um lenço branco no pescoço e uma pedra vermelha bem no seu interior, olhei para o seu rosto, havia um sorriso estampado, não pude deixar de ficar feliz, estava com saudades desse sorriso.

Corremos por mais algum tempo até que chegamos numa cabana de madeira nos arredores da cidade, era pequena mas não faltava absolutamente nada, tudo mobiliado e de muito bom gosto, tenho que admitir. Assim que entramos o Rin-old tirou sua capa e olhou diretamente para mim e logo percebeu que eu o observava.

–Até parece que nunca me viu !- exclamou e logo depois riu.

–E de certa forma, eu realmente nunca te vi.- disse vendo a risada morrer.

–Ahh, John, pare de brincadeiras.- mandou e logo começou a andar até mim lentamente.

–Mas . . . mas eu não estou brincando.- expus, em seguida sou prensado contra uma parede, a um sorriso em seu rosto.

–Se você esta sofrendo de amnésia, vou ter que lembrá-lo de quem eu sou.- e me beijou, suas mãos foram para minha cintura me prensando contra seu corpo. Fiquei parado, não mexi nem mesmo um único músculo, nunca fui passivo mas agora eu realmente tava um uke e tanto. Ele se afastou. — Espera, você realmente não se lembra ?- perguntou, ele deve ter percebido pela maneira como eu fiquei tenso. O vi sair de perto de mim e sentar-se na poltrona atrás de si.- mas . . . você disse o meu nome antes de eu lhe dizer quem era.

–Acho que tenho que contar umas coisas . . . — me sentei na poltrona a sua frente.

Comecei a contar-lhe toda a história, falei que namorava sua versão mais nova em outra dimensão ou sei lá, também contei que dormi e apareci ali entre outras coisas. A cada palavra ele arregalava mais os olhos, assim que terminei ele chegou bem perto de mim, tão perto que nossos narizes se encostaram, ele olhou bem nos meus olhos.

–Você não esta mentindo, não é ? — perguntou.

–Não, o que eu disse é pura verdade.- respondi.

–Ai, ai, queria que fosse mentira, uma brincadeira, mas seu olho esquerdo não se mexeu um centímetro, então é verdade.- ele pôs a mão na testa, assim como o pai dele sempre faz, ri um pouco. Sobre a coisa do olho, quando eu era mais novo minha irmã me falava que meu olho esquerdo (a pálpebra) tremia quando eu mentia, desde o dia em que ela me disse isso eu parei de mentir, e quando minto eu disfarço.- você pode ter batido com a cabeça e inventado toda essa história de ser mais velho e essas coisas . . . -continua.- pode ser algo assim.

Não o contrariei, pelo que eu sei qualquer coisa é possível nesse mundo.

–Então . . . — o interrompi.- onde estamos ?- pergunto.

–Na nossa casa.- ele disse.

–Moramos juntos ? — digo.

–Não, pelo menos ainda, mas . . . mobiliei essa casa ao seu gosto para que no futuro nós dois morássemos juntos.- responde, ele parece meio mal pelo que acabou de descobrir.

–Hum . . .- falo, nem tenho tempo de bolar uma segunda pergunta, a porta se abre com violência.

–Watanabe Rin !!! Venha com a gente !!! — dois homens de vermelho entram na casa, Rin-old luta bravamente com os dois mas . . . acaba sendo pego por um terceiro que aparece do nada.

E querem saber a melhor parte ?

Fui levado junto !!!

Eles nos colocaram dentro de uma carruagem e lá fomos nós. Mas . . . por que eles nos pegaram ? Que estranho, aqui nessa dimensão eu sou o menor, não o Rin, eu sou puxado, não o Rin, eu sou agarrado, não o Rin e . . .

OH

MY

GOD

É ISSO !!!

Nessa dimensão, quem é o ladrão é o Rin !!!!! Eles devem estar nos levando pra masmorra ou até coisa pior. A carruagem para e os homens nos pegam pelos braços, nos jogam dentro de uma enorme sala e trancão a porta. Olho para trás, era um gigantesco quarto, sabe aqueles dos reis e rainhas ? Pois é !

–Se isso é uma masmorra eu quero ser preso sempre ! -exclamo, o Rin-old me olha sério e logo começa a rir.

–Isso aqui não é uma masmorra, é o meu quarto.- explica entre risadas.

–Então . . . você não é um ladrão ? — pergunto, logo escuto as risadas aumentarem.

–Não ! Eu sou o príncipe !- responde, logo me puxa pelo braço e se joga na cama comigo junto, em seguida fica em cima de mim.- e você é a minha princesa.- falou com uma voz rouca sedutora, logo seus lábios descem até o meu pescoço.

PERA . . .

EU ? PRINCESA ?

–HEI !Sou eu que digo essas coisas pra você !- quase grito.

–Na sua dimensão, talvez.- disse e logo beijou meus lábios, ai, ai, eu não sei o que eu faço ! Não sei se é traição eu corresponder, afinal é o próprio Rin, não é ?

–Oh . . . desculpe por te interromper, majestade.- ele para o beijo e olha para a porta, era uma empregada.- desculpe.- ela ia fechar a porta quando um homem que aparentava ter a mesma idade que o Rin-old entrou, ele era loiro de olhos verdes, seu cabelo era preso em um rabo de cavalo, ele me lembrava alguém . . .

–Taichi.- fala Rin-old sentando no meu lado.

–Você esta se engraçando com essa criança de novo ? Quantas vezes eu vou ter que lhe dizer, um camponês não é companhia para um príncipe.- assim que termina de falar me olha com raiva, então quer dizer que o Taichi dessa dimensão ainda gosta do Rin ? Hum . . .- até por que sua noiva esta quase chegando para lhe conhecer.

–Noiva ? — pergunto quase que de imediato.

–Vai me dizer que você não contou pro seu amantezinho que vai se casar ? -Taichi me olhou com uma cara de “eu sou superior”, só se for no seu cu né.

–Calma, eu te disse que ia casar, é que com a sua amnésia recente você não lembra.- o Rin-old se explicou.

–DUQUE TAICHIIIIIII !!!- olho para o Rin-old.

–Essa é a futura esposa do Taichi, ele vive fugindo dela.- ele me explica, quando volto a olhar para porta, Taichi-old não esta mais lá.

–Hum . . . você quer ser meu par na festa desta noite, caro John ? — Rin-old me pergunta.

–Que festa ? — falo.

–É uma festa para me despedir da vida de solteiro. — ele me se aproximou de meu ouvido. — ou como nós dois chamamos, a nossa última festa.

~~o0o~~

PUTA

QUE

PARIU

O

OSAMA

BIN LADEN

Sério ? Ele acha que eu vou de vestido ?

Depois de me explicar o porque essa seria nossa última festa o “querido” Rin-old me viu uma roupa para ser o seu par na festa, eu aceitei ir com ele é claro, mas não tinha a mínima ideia que teria que por um vestido.

Agora eu entendo porque o Rin ficou puto comigo.

Mas . . . espera, hum . . . deve ser interessante, já me vesti de muita coisa mas de mulher ainda não. Vamos ver em que merda isso vai dar.

Coloquei o vestido marrom com detalhes em branco, ele era volumoso e cheio de babados, também coloquei umas orelhinhas de cachorrinho na cabeça e refiz minha trança.

É, eu sou oficialmente um traveco.

Mas para a informação de vocês eu fiquei muito lindo, ok.

Rin-old voltou para o quarto com uma espécie de roupa de vampiro e seus caninos sobressalentes, isso me deu uma ideia . . . Neko se prepare !!!!

–Você ficou muito bonito, sabia ? — ele me pergunta.

–É, eu to vendo.- respondo e ele ri.

Me sento do seu lado na cama.

–Como nós nos conhecemos ? — pergunto, ele olha para mim e depois toca meu rosto.

–Bom, foi num dia bem . . . estranho.

~~~~~~~~~~~~~flashback~~~~~~~~~~

POV's do Rin-old

Fugi do castelo, de novo.

Porra, eu tenho vinte e três anos e eles ainda não me respeitam ? Eu tenho que seguir cada regra filha da puta que a rainha, ou melhor, minha mãe me impõem ?

Ahhhh, que droga.

PLOFT

Tropeço em caixotes de laranjas, as vejo rolarem rua a baixo, levanto meu rosto e vejo um pequeno garoto ruivo tentando catar o máximo de laranjas que consegue.

–Legal ! Você conseguiu acabar com meu estoque inteiro de lá. . . Príncipe Rin ? — ele começou a me xingar, mas assim que percebeu quem eu era parou e ficou estático.

Agora só falta ele me pedir desculpas e falar que a culpa foi dele, como todo fazem.

–Sim, sou eu mas não fale isso alto.- me levanto e tapo sua boca, ele morde minha mão.

–Então, alteza, me passe esses anéis ai.- me manda o garoto, ele segurava uma pequena faca, tirei cada anel do meu dedo e o entreguei.

–Você esta roubando o príncipe, você sabe né ? — especulo.

–Claro que sei ! Mas você acabou com o meu sustento a poucos instantes atrás, eu preciso de dinheiro de um jeito ou de outro.- ele falou logo se virando de costas, já ia embora quando lhe segurei pelo braço.

–Posso passar um tempo em sua casa ?- pergunto sem pensar duas vezes.

Eu sei, ele acabou de me roubar, mas eu deixei ele fazer isso. Convenhamos, se eu quisesse teria dado uma surra nele, eu sinto que ele não é mau só não tem opções, e também . . . não quero voltar pro castelo agora.

–Você quer morar com alguém que acabou de lhe roubar ? Interessante . . . — ele sorriu.- não.

–Mas porque não ? — pergunto.

–Por que, por mais que seja o príncipe, não sei se é uma boa pessoa, não sei nem se não vai tentar me agarrar assim que entrar em casa, não, não sou fã de estupro, obrigado.- se virou para ir embora quando me ouviu dizer.

–Ok, eu volto pro castelo e digo que você me roubou, seus pais vão ter que lhe tirar da cadeia.- ameaço, o vejo parar subitamente — espera . . . você não tem pais ?

–Não conte a ninguém.

No nosso reino, crianças órfãs iam para o orfanato, porém tinham que trabalhar lá dia e noite, nenhuma criança gostava de lá.

–Me deixe ficar na sua casa por um tempo.- proponho, o vejo pensar.

–Como sabe que não vou cortar sua garganta enquanto dorme ?

–Por que eu sou o príncipe, o que você menos quer é que me encontrem morto na sua casa e descubram que você não tem pais.- respondi.

–Ok, venha então.- me disse.

Passamos por varias casas e casebres, onde ele morava não era nada muito luxuoso mas também não era ruim, era agradável, simples.

–Fique o quanto quiser, majestade.- disse em um tom de ironia e entrou em seu quarto.

Estou achando esse garoto cada vez mais interessante.

~~~~~~~~flashback~~~~~~~~

POV's do John

Ahn ?

Bem, pelo menos o fato de eu ter roubado o Rin ainda é igual a minha dimensão mas . . .

–Como acabamos juntos ? -pergunto.

–Espere eu terminar de contar a história, meu ruivinho, então se passaram algumas semanas . . .

~~~~~~flashback~~~~~~

POV's do Rin-old

Mais uma noite de insônia, isso não é nada bom. Peguei uma xícara com leite e virei na boca.

–De novo sem sono ?- John aparece atrás de mim.

Nas últimas semanas eu tenho desenvolvido alguns sentimentos em relação a esse garoto, tão pequeno e fofo, sempre se importando comigo e (acreditem ou não) me protegendo das próprias ruas.

Já mandei cartas para minha mãe dizendo que estou bem e que viajei, ela deve estar uma fera comigo.

–Sim . . . — ele me olhou bem sério e disse.

–Você não quer dormir comigo ? — perguntou.

MAS O QUE ?

–Ahn !?!

–Calma, seu mente suja, é só dormir mesmo.- fiquei corado pelo fato de ter pensado coisas erradas. -o que foi ? Tá com medo que eu te agarre ? — ele me pergunta fazendo um sorriso safado.

Eu nem acredito que ele tem apenas treze anos.

–Não! — grito. — E-eu aceito.- disse.

Ele me levou para o seu quarto, me deitei em sua cama e ele logo depois.

–Boa noite, Rin . . . — disse, fiquei feliz, é a primeira vez que ele me chama apenas pelo nome.

Fechei meus olhos, mais os mesmos permaneceram assim por pouco tempo, logo sinto algo em meu peito, abro os olhos, o pequeno ruivo se aconchega em mim. Não resisti e comecei a mexer em seus cabelos, eram macios, ele ficavam tão calmo assim, um verdadeiro anjo. Não me contive, o beijei.

E por incrível que pareça, ele correspondeu.

Fui aprofundando mais o beijo, o vejo semicerrar os olhos, ficamos assim por mais um tempo.

–Não sabia que vossa majestade gostava de garotinhos.- disse logo após o beijo.

–É, nem eu . . . — o abracei.- você gosta de mim ?

–Você realmente acha que eu convidaria para minha cama alguém que eu não gosto ?- me pergunta e logo em seguida ri.

–Não tinha pensado nisso.- pensei alto.

–Você é meio lerdo, né ?- gargalhou.

Aquela foi a primeira noite em muitas que eu consegui dormir.

~~~~~~~~~~~flashback~~~~~~

POV's do John

–Você também tem insônia . . . -pensei alto.

–O outro Rin também tem ? Interessante.- disse, logo me rouba um selinho.-eu gosto muito de você, espero que recupere a memoria logo.

Houve uma pausa, o que eu responderia num momento desses ?

–Por que você parou de morar comigo ? -pergunto.

–Bem, minha mãe logo descobriu onde eu estava e foi me pegar.- ele começou a rir.- adorei ver a cara dela quando abriu a porta da sua casa e nos viu em momentos íntimos.- riu mais- bom, desde aquele dia ou eu fujo para lhe ver ou você entra no castelo.

–E ninguém nunca viu ? -falo.

–Claro que viram, o reino inteiro sabe sobre o que eu tenho com você, só minha mãe não quer admitir isso, acha que tenho que me casar com a princesa e blá, blá, blá.- se deita na cama.

O olho, me lembro do Rin, o meu neko, espero voltar para ve-lo de uma vez. Escutar essas histórias me fizeram lembrar das nossas.

–Vamos, a tarde já passou e está na hora da minha festa.- ele me puxou pela mão e nós fomos para o grande salão, lá estava lotado, tinham mulheres com roupas curtas (para aquela época, se fosse hoje em dia elas seriam freiras) e homens bêbados, é despedida de solteiro nunca muda.

–Rin ! Você esta ai !- ele abraço o Rin-old, logo me olha.- você só pega pirralhos por acaso ?

Ele não me reconheceu.

Sinto uma mão nas minhas costas, logo alguém sussurra algo no meu ouvido.

“-É bom você me explicar o porque esta de vestido, John, deve ser um fetiche do príncipe, só pode”- já escutei essa voz antes . . .

–Yamato ?- pergunto, olho para trás, e lá esta ele.

–Pra você, conde Yamato.- brinca.

–A meu Deus, Rin, porque os pirralhos lhe interessam tanto ?- pergunta de novo Taichi.

Yamato revira os olhos, chega perto do Duque Taichi e o pega pelo colarinho, o moreno é menor que o Duque então o puxa para baixo e sela seus lábios.

Taichi arregala os olhos assim como todos os outros, porém logo põem suas mãos na cintura de Yamato, o beijo cessa.

–Agora você descobriu o porque ?- pergunta o Yamato com um sorriso maroto.

–Cala a boca !- grita Taichi.

–Com prazer, Duque. — e o puxa para mais um beijo.

Meu Deus, até aqui o Yamato faz essas coisas.

Olho para o Rin-old e ele para mim.

“vamos por o plano em pratica”

Mexe seus lábios formando essa frase, fiz que sim com a cabeça.

Ele começou a me beijar em frente a todos, chamando bastante a atenção, suas mãos passeavam pelo meu corpo e as pessoas nos olhavam descaradamente, cessamos o beijo quando percebemos que todos já viram e Rin-old me puxa pela mão até a saída, todos nos viram sair.

Rin-old pede para o cocheiro nos levar para o motel mais próximo.

Não pensem merda, calma gente.

Ele começa a nos levar, logo, no meio do caminho, na curva de uma montanha, Rin-old pega uma arma, sim, uma arma, e atira na roda da carruagem, estávamos em uma montanha, a carruagem emborcou e nós viramos. Rin-old jogou o cocheiro para fora e nós caímos.

Um dia antes ele havia posto uma rede ali, então caímos na rede.

Enfim, para todos nós estávamos mortos.

Rin-old disse que combinou isso comigo há muito tempo, para que nós dois pudéssemos ter uma vida juntos sem as pessoas nos perseguirem e coisas do gênero.

Sorrimos uma para o outro.

–Conseguimos.- tiro meu vestido, eu estava com uma camisa preta e uma calça de mesma cor por baixo, antes que eu saísse da rede Rin-old me pega no colo.

–Ao início de uma vida nova !- ele pula da rede me dando um tremendo susto, estamos caindo no penhasco.

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Acordo ofegante.

Meu Deus, o que foi isso ?

Que sonho, em !

Olho para cama do Rin, ele ainda dorme.

Fiquei o imaginado como ativo, que nem no sonho.

Hum . . .

Vai ver que algum dia eu deixo.

Notas finais
NOTAS FINAIS : Paola-chan : Demorou mas valeu a pena !!! Cat-chan : É, eu adorei também >< Paola-chan : Hum . . . Rin sendo o ativo, hehehehe. Cat-chan : Perversões nível master. ATÉ O PRÓXIMO CAP !!!!