POV'S IORE

–Chibi-chan ? — ele fala surpreso.

–Espera . . . eu te conheço . . . pera, Kyo-chan ?-falei.

Eu não posso acreditar mesmo nisso ! Eu não me lembro de ninguém, mais desse cara que eu conheci em apenas um dia eu me lembre ?

Trollagem do capiroto ! Ninguém no quarto falou nada, nem podiam, imagina que loucura uma garota que não lembra nem dos pais lembrar de um carinha que mal falei durante uma tarde qualquer.

Acho que o Kyo-chan percebeu o clima no quarto e foi ler minha fixa médica, acho que ele entendeu por que todo mundo tava surpreso, porque assim que viu que eu tinha amnesia arregalou os olhos.

–Não pode ser . . . como você lembra de mim então ?

–É . . . eu também não sei.- disse.

–Ninguém sabe.- meu pai falou chateado.

Eu até entendo ele, deve ser chato ver que a própria filha lembra de um estranho e dele não. Queria lembrar de tudo que passei com meu pai para não ver aquele olhar triste no seu rosto.

–Hey ! Pai, talvez isso signifique que eu estou começando a me lembrar das coisas !-menti. Sabia que não estava me lembrando, era ridículo pensar que eu estava. Mas assim que vi um sorriso no rosto de meu pai não tive coragem de falar mais nada.

Eita porra, porque eu disse isso ? É só pra ele se decepcionar mais tarde ! Eu sou um desastre.

–É, talvez seja isso.- falou Koy-chan. Ele me olhou nos olhos (nãoooooo, olhou pro meu umbigo) e eu percebi que ele também estava mentindo. Ele chegou perto de mim e começou a me examinar, temperatura, pressão, batimentos cardíacos, tudo. Pelo jeito eu estava com o resto em ordem, menos o que eu mais queria.

–Esta tudo em ordem, voltarei mais tarde pra ver como você esta.- Koy-chan me disse, não pude deixar de notar que todo mundo no quarto ficava olhando pra mim, que vergonha !

– chibi-chan . . . eu gost- Antes que ele pudesse terminar de falar a porta do quarto abriu do nada, todos nós olhamos para a porta. Um garoto com os olhos verdes, um óculos com armação grossa preta e cabelos castanhos. Era até bonito.

–Shiro ! — o pai do Taichi levantou em um impulso.

–Oi pai.

–Então esse é o bastardo ?- perguntou a mãe do Taichi com raiva.

–Filho . . . a quanto tempo, como você cresceu.- minha mãe se meteu na conversa. Espera . . .

ELE É MEU IRMÃO ???

–Mano, o que você tá fazendo aqui ? — pera . . . quem disse isso foi mesmo o . . . o Kyo-chan ???

POV'S DO TAICHI

Espera . . . Já era confuso o suficiente quando o Shiro era só meu irmão, depois ficou pior quando descobri que era da Iore também, mas agora . . . E eu pensando que ser um adolescente gay namorando um cara nove anos mais velhos e com pais homofóbicos era difícil.

–PARA TUDO !- não este não fui eu. Foi a Iore.

Nossa, pra ela deve tá mega difícil, afinal, ela não deve estar entendendo nada.

–Iore, meu pai engravidou há muito tempo a sua mãe e ela teve o bebe, só não pode contar a ninguém então deu pra adoção e agora ele esta aqui.- falei rápido. Contei a historia em versão resumida. E mesmo ela sendo resumida, acho que ela entrou em pane. E como eu sei ? Talvez pela cara de “que merda é essa”, ou pela gri . . .

–MAIS QUE PORRA ! — . . . to.

–E o que você tem haver com isso Kyo-chan ? — ela perguntou.

–Bem, o Shiro é adotado então . . . — ele respondeu.

Todos ficaram se olhando por muito tempo, até que Shiro fala algo.

–Yamato ? John ? — Okay . . . O universo sempre arranja um jeito pra deixar as coisas mais estranhas ou é impreção minha ?

–Shiro ! A quanto tempo cara ! A gente não se ve desde a época do orfanato ! — John falou já abraçando o garoto. Minha mãe saiu do quarto, meu pai a seguiu. Os pais do Rin levaram os da Iore para dar uma volta. Acho que eles entenderam que a situação já estava louca de mais pra ter mais um barraco.

–Então . . . pelo que vejo o Yamato é meu cunhado, não é ?- ele disse com um sorriso no rosto.

–Sim.- Yamato respondeu com outro- ainda bem que você tá aceitando numa boa.

–Quem sou eu para não aceitar algo.- sorriu.

–Então esses são os seus irmãos ?- perguntou Kyo.

–Sim . . . é impressão minha ou você e a minha irmã . . . Olhei para Iore e Kyo e . . . Cara eu não consegui parar de rir !!! Eles ficaram vermelhos como tomates ! Mas o que mais me chamou a atenção foi que nenhum deles negou. Hehehehehe.

–Pelo menos meus dois irmãos tem bons namorados !

–Eu e ela não namoramos ainda . . . -Kyo disse.

–Ainda ? Isso quer dizer que você quer namorar ela.- John falou.

–. . . — Kyo ficou sem palavras. E assim nós passamos a tarde, conversando e pondo o papo em dia. Kyo teve que voltar ao trabalho depois de umas duas horas lá com a gente (deu um beijinho na testa da Iore antes de sair, hehehe).

Nem meus pais, nem os dos meus amigos voltaram pro quarto, somente o pai da Iore voltou pra ficar olhando a garota, afinal eu e o Rin tivemos alta hoje, isso significa que quando o horario de visitas terminar eu e ele teremos que ir embora. A hora de partir logo chegou e eu fiquei triste, meu irmão é muito legal !

Me despedi de todos e entrei no carro do Yamato.

–Agora me deixa em casa.- disse.

–Hum . . . porque você não dorme na minha casa hoje ?- me perguntou e . . . MAIS QUE INDECENCIA É ESSA ?

–NÃO !-respondi. Por favor, não fique vermelho. Não fique com as boxexas vermelhas. Não fique . . .

–Pelo rosto vermelho você já pensou em safadeza, não é ?- especula Yamato. Valeu por nada, bochechas !

–Com você do lado não tem como não pensar em coisas assim, idiota !

–Eu sei que eu sou sedutor mas não foi por causa disso que te convidei pra dormir na minha casa – ele fez uma pausa, o carro ainda não estava ligado então ele pode por uma das mãos no meu rosto e a outra se encarregou de me puxar para o seu colo.- eu quero passar um um tempo a sós com você . . . — ele aperta minha coxa.- .desde que você entrou no hospital eu não pude nem te beijar . . . eu quero matar a saudade, ficar um tempo com você . . .

Meu rosto ficou carmesim. Me permiti subir de leve minhas mãos até chegar em sua nuca. -Então fique, idiota.- respondi, e não tive tempo de mais nada, Yamato me beijou. Seus lábios encostaram nos meus com um doce toque, a mão que estava em minha nuca brincava com meus cabelos em quanto a outra vagava pelo meu corpo, como se quisesse decorar cada pedacinho meu.

Logo apenas um tocar doce de lábios já não era o suficiente, senti sua língua pedindo passagem e permiti sua entrada, lutávamos por espaço na boca um do outro, e assim como uma guerra as coisas começaram a ficar mais selvagens, as mãos do moreno entraram por debaixo da minha camiseta e tocaram de leve meus mamilos, deixando-os eriçados, suas mãos os apertavam enquanto seus lábios me beijavam com voracidade. Sua boca desceu de meus lábios e foi em direção a meu pescoço, agora com minha boca livre sons vergonhosos começavam a tentar sair, mas eu não os deixaria sair.

Sinto algo crescendo entre minhas pernas, mas a ereção não era somente minha, Yamato também estava exitado. O moreno sorriu e me tirou de seu colo, pondo-me no banco ao seu ládo.

–Vo-você vai me deixar nesse estado ? Eu não posso ir pra casa assim !- exclamei.

–Exato ! PERA . . . Então . . . Ele planejou isso ?

–VIADO !- gritei.

–Você também é.

Olhei para ele e o vi rir. Eu estava com saudades do jeito sacana dele, por incrível que pareça. Peguei meu celular e escrevi uma mensagem pros meus pais, nunca pensei que fosse escrever uma coisa dessas para eles : “Vou dormir na casa do Yamato”. Não consegui escrever mais nada. Eles vão pensar que eu sou um safado ! Bem . . . acho que não estarão completamente errados.

Yamato deu a partida no carro como eu nunca havia visto, dirigiu rápido pra caramba. Ele sorriu o percurso inteiro. Aposto que ele esta pensando em merda.

POV'S DO YAMATO

Ele deve tá pensando que eu to pensando merda. Mais não to ! Talvez um pouco . . . Eu sei que ele arressem saiu do hospital, mas . . . estamos falando da Rapunzel ! Essa criatura perfeita, que só pra deixar registrado aqui, tem a pele mais macia do mundo. Ele tá com uma carinha de comestível . . . hum . . . eu tenho que chegar rápido em casa.

Eu realmente não estava planejando fazer coisas eróticas ou nada do tipo, mais sabe como é né ? A gente muda de ideia de vez enquando. Cof cof sempre cof cof.

–Chegamos.- disse quando nós chegamos. Não me digaaaa ! Não, eu disse isso quando nós saímos.

Realmente, quando a Rapunzel tá por perto eu não penso direito. Ou melhor, eu não penso com a cabeça certa, se é que vocês me entendem.

Eu sei que me entendem, bando de safados !

Abri a porta do carro pro Taichi (que ? Sou cavaleiro com a minha princesa) e logo abri também a de casa, nos entramos e nos sentamos no chão. O clima ficou um pouco tenso, nós ficamos em silencio por um tempo muito grande ! Por que isso aconteceu ? Sera que era por que ele tava pensando que veio na minha casa pra fazer “certas coisas”? Não, deve ser imaginação minha. Eu e o vírus da ironia que peguei do Taichi. Se bem que não foi só isso que eu peguei daquela gracinha . . .

–Então . . . o que você fez enquanto eu estava em coma ?- ele perguntou.

–Fiquei do seu lado, só sai pra ir tomar banho e fazer as necessidades.-respondi. E nem quase pra isso, sério, teve uma semana que passei três dias sem tomar banho, só fui tomar porque o pessoal do quarto começou a reclamar. Bando de fresco.

–E como foi a sua coma ? — perguntei, só depois percebi o que eu disse.- responde só se quiser, é claro.

–Não, tá tranquilo.- ele fez uma pausa.- eu tive uns pesadelos no inicio . . . eu tinha que escolher entre você e meus pais . . . — ele abraçou suas próprias pernas.- eu vi vocês sendo torturados, era horrível . . . e-eu não conseguia escolher . . . e quanto mais eu demorava, mais vocês eram machucados . . . no final eu . . .

Não o deixei terminar o que ia falar, o puxei para um beijo. Um beijo doce que logo acabou.

–Eu não quero saber quem você escolheu, não importa, o importante é que você esta aqui , comigo.- falei. Vi umas poucas lágrimas caindo. -Não chore, já passou.- eu disse o abraçando.

–Mas eu não estou chorando de tristeza, estou chorando porque te amo.-meu mundo parou quando ele disse essas palavras.

FODA-SE QUE ELE ARRECEM SAIU DO HOSPITAL !

Quando a pessoa que você ama diz coisas assim você não consegue se segurar. Comecei a beijá-lo, deitei-o no chão calmamente. Meus lábios estavam sedentos por mais, empurrei minha língua contra seus lábios e logo tive permissão para entrar, percorri toda sua boca com minha língua, enquanto meus lábios trabalhavam arduamente minhas mãos percorriam todo seu corpo, cada detalhe de cada centímetro, eu queria ter aquela perfeição sempre presente em minha memória.

Nossas línguas se separaram, assim como nossas bocas, comecei a descer meus beijos, quando meus lábios se encontravam na altura do queixo já escutava sons contidos na boca de meu amado, logo estava no pescoço, onde resolvi deixar marcas para que todos que o vissem soubesse que ele era meu, comecei a sugar aquela região, minha língua lambia sua pele deixando um rastro de saliva, percebi que ele estava inquieto, desci uma de minhas mãos de seu peito em direção ao seu membro, que agora estava com uma ereção. Sorri. Queria arrancar-lhe a roupa e saciar meu desejo, mais ele não é uma putinha que eu encontrei em uma esquina qualquer, quero ter certeza que ele quer isso.

–Taichi . . .- disse ofegante.

–O-o que foi ?- perguntou. Parei para analisar sua face, ela estava vermelha e seus olhos entre abertos, sua boca melecada pela minha saliva, suas mãos agarravam-me como se me implorassem por mais.

–Posso continuar ?

–N-nem precisa perguntar, idiota ! E com um sorriso arranquei sua camisa, assim como a minha.

Comecei que onde havia parado anteriormente, desci meus beijos até chegar em um de seus mamilos, sem nem anunciar, comecei a chupá-lo, e com a mão livre acariciei o outro. Os gemidos, até agora contidos, começaram a sair de sua boca com mais força do que eu imaginava. Era sua primeira vez, é normal ele estar mais sensível. Fui tirando nossas calças discretamente, e logo tirei nossas cuecas. Finalmente tinha a visão de todo o seu corpo, cada pedacinho era perfeito, me afastei para lhe observar melhor.

–Pare com isso !- grita Taichi.

–Você quem manda.- falei e logo abocanhei seu membro. Mas é claro que comigo não seria sexo oral normal. Fiquei de quatro sobre Taichi, com meu falo perto de seu rosto. O loiro logo entendeu o recado e o abocanhou. Percebi que ele começou a imitar os mesmos movimentos que eu fazia. Chupava e lambia toda a extensão de seu membro, fazia movimentos rápidos e lentos, minhas mãos não ficaram paradas, apertei a bunda do meu amor, logo minhas mãos foram adentrando mais até chegar a cavidade, senti que ele se assustou um pouco quando adentrei mas continuou a chupar, o que me deixou mais exitado.

Como se eu já o tivesse tido muitas vezes, acertei com meus dedos de primeira sua próstata, o fazendo ejacular no mesmo momento que a apertei, seu gemido foi tão carregado de prazer que ejaculei quase que instantaneamente logo que o ouvi, meu esperma jorrou em todo rosto do meu pequeno loiro, enquanto o dele permaneceu entre meus lábios, logo o engoli com gosto.

Virei-me para velo, ele estava deitado no chão, com espasmos pelo orgasmo recente, assim que vi seu rosto todo melado com meu esperma não pude evitar de ficar exitado novamente. Assim que Taichi viu minha ereção, um sorriso cresceu em seu rosto. Vi lua língua saindo de sua boca e lambendo o esperma que estava em seu rosto, nunca o tinha visto tão safado.

–Yamato . . . -sussurou- posso te pedir uma coisa ? Disse saindo de baixo de mim.

–Qualquer coisa.

–Posso ser o ativo ? — ele me perguntou. Com o grau de excitação que eu estava não negaria de dar o cu nem pro mendigo da esquna. Quando vi aquela expressão safada no rosto dele, apenas fiquei de quatro diante de seu membro e disse :

– Você é quem manda, meu amor.

Vi que um pouco de nervosismo tomou conta de Taichi, e sem nem ao menos me preparar já enfiou seu membro no meu interior.

–Ai !

–De-desculpa.

Não disse nada, só o senti ficar parado por alguns instantes esperando que eu me acostumar com seu membro, se bem que não era tão grande. Logo o vi se mexer, seus movimentos eram de vai e vem, ele estava indo rápido. A cada estocada eu ficava mais duro, peguei as mãos do loiro que estavam em minha cintura e pus em meu falo, ele se exitou mas logo eu comecei a movimentar suas mãos, logo ele já me masturbava sem minha ajuda. Eu gemia tão alto quanto ele, seus movimentos começaram a aumentar de velocidade, e assim eu soube que logo ele chegaria ao auge, pouco depois sinto seu liquido jorrar dentro de mim, ele gemeu de prazer, ele saiu de dentro de mim, mas eu ainda estava duro.

–Rapunzel, faça o trabalho completo.- disse apontando para o meu membro, ele o olhou sem saber o que fazer.

– chupe.

Peguei seus cabelos e logo o sentir chupar-me com força, minhas mãos o guiavam.

–Abra os olhos- disse.- e olhe pra mim. Queria ver a luxuria esbanjar de sua face, e assim que ele abriu os olhos e me observou apenas uma coisa veio em minha mente. Como ele é sexy. E com esse pensamento meu sêmen jorrou na boca do menor, por um instante ele exitou mais logo engoliu tudo.

–Bom garoto.- falei e logo o beijei novamente. Com o beijo mudei as posições, senti seu membro rosar contra o meu. Nosso beijo foi selvagem, cheio de puxões nos cabelos e mordidas inesperadas. Logo ambos já estávamos exitados novamente. Eu estava encima do loiro, logo comecei a abrir-lhe as pernas devagar, enquanto o beijava introduzi um de meus dedos, sem demora o segundo e comecei os movimentos de tesoura.

–É assim que se prepara alguém, amor.- sussurrei em seu ouvido, o ouvindo gemer mais alto. Não aquentei mais e tirei meus dedos pondo meu membro em seu interior, devagar. Esperei que ele se acostumasse com o volume. Abri mais suas pernas e comecei a estocá-lo. Minhas mãos procuraram seu falo para masturbá-lo, mas quando cheguei lá encontrei as mãos de Taichi já fazendo este trabalho, então ele estava tão duro que nem pode esperar por mim ? O ajudei a se masturbar enquanto o beijava lentamente nos lábios. Subitamente parei de mover-me e olhei para a face assustada do menor.

–Mova-se e nos faça gozar, meu amor .- disse.

Ele me olhou por alguns instantes mas logo começou a se mover no meu colo. Nem preciso dizer o quanto exitante isso foi, não é ? Movia-se para cima e para baixo gemendo o mais alto que podia, minhas mãos moveram-se em seu membro o fazendo, assim, gozar ao mesmo tempo que eu. Nos beijamos novamente. Eu faria ele ter a noite mais alucinante de sua vida.

POV'S DO RIN.

Cheguei em casa, finalmente ! Fiz John me contar tudo que ele fez em cada segundo de cada dia durante a minha coma, queria saber como ele havia passado e o quanto havia sofrido. Por que sem mim na vida dele é obvio que ele sofreu. Nem me achei agora, né ? Bom, mas enfim, ele disse que ficou do meu lado, teve seus autos e baixos mas que no final ele sempre tinha esperanças de que eu ia acordar. Falou também sobre um sonho esquisito que ele teve, no sonho eu era o ativo. Isso deve ser um desejo reprimido dele u.u E o que nós estamos fazendo agora ? Estamos sentados abraçadinhos na sala vendo um filme que eu nem sei qual é, não consigo me concentrar ! Agora vai vir um monte de iludidos pensando “ah, que bonitinho ! Ele não consegue se concentrar quando esta no lado da pessoa que ama !”. Desculpe decepcionar vocês mas . . . não é isso. Eu fiquei muito sensível depois da coma e o John não para de fazer carinho no meu pescoço e isso esta me deixando louco ! Sério, muito louco ! -Neko . . .- John sussurra no meu ouvido Só pode tá de brincadeira comigo. -S-sim.- respondi. -Você tá se arrepiando cada vez que eu toco em você . . .- ele disse. A, sério ? Não me diga ! Eu só fiquei vermelho, ele começou a se aproximar de mim e foi lentamente me deitando no sofá, ele começou a me beijar e eu não pude deixar de gostar. As mãos dele começaram a descer até a minha bunda, as suas patinhas subiram na minha perna e . . . Pera . . . Humanos não tem patas Tem ? -AHHHHHH !-gritei. -Que foi ???-John perguntou assustado. Não era pra menos, imagina alguém gritar no seu ouvido? Não, não, bem pior que a sua mãe. Olhei para o chão (foi pra lá que as “patinhas” foram) e vi que na verdade se tratava de um gato, preto com olhos escuros. -Que gato é esse John ?-perguntei pasmo. Como assim eu fico fora por duas semanas e ele pega um gato ? Se fosse um ano ele abriria um Zoológico ! -É que eu fiquei tão solitário . . . então eu vi esse gato numa jaula e o peguei.- ele disse.- eu tinha que ter um gato em casa, não é ? Comecei a andar em direção ao bichano (ele era bem manso por sinal), o peguei no colo, que amor. -Ela não é linda ?- falou John.- pus o nome dela de Noir, que significa noite em francês e . . . Não o deixei terminar de falar. Comecei a rir. -HAHAHAHA DIS QUE VOCÊ TA BRINCANDO. -Ahn ? -Você realmente não viu que essa “gata” é na verdade um gato ?- disse meio que poker face. Como assim ele não viu ? Eu passei poucos segundos com o bicho e já percebi. -sério ? Me mostra. Ele chegou perto de mim e eu o mostrei. É bom estar em casa.

POV'S DA IORE

Minha mãe voltou depois de algumas horas e meu pai também. Eles estão cuidando mesmo de mim, eu estou feliz. Bem, agora eles estão dormindo mas quando estão acordados eles cuidam de mim. Já tiraram meus tubos e eu estou somente com aquela camisola escrota do hospital, estou cansada de ficar deitada nessa cama ! Sério, tá chato. Acho que minha bunda tá ficando quadrada ! Chega, me levantei e comecei a andar pelo hospital. Quem pensa que ia estar tudo calma, sinto em dizer mas você esta completamente errado ! Aquilo estava uma correria só ! Fiquei procurando alguma sala vazia e a única que encontrei foi a biblioteca. Eu também não sei porque tem uma biblioteca num hospital, mais tem. Entrei lá e comecei a procurar um livro que não fosse sobre doenças. Não achei. Mas peguei algo muito interessante também : Amnesia e seus efeitos. Fiquei lendo por horas e horas, naquele livro tinha muitas coisas escritas -ah va- mais nada que respondesse o por que eu me lembro de uma única pessoa dentre todas as outras. Escuto a porta abrir. -Chibi-chan ? O que você esta fazendo aqui ?- Kyo-chan fala. -. . . — fecho o livro rápidamente. Ele olha para a capa e . . . Oh, não, eu odeio isso. Ele me olha com pena. O vejo se sentar ao meu lado. -Tudo acontece por um motivo, chibi.- ele começa a tirar o livro de minhas mãos. Ele tem razão, tudo acontece por algum motivo. Mas . . . é errado tentar saber o por que de tudo isso ? Eu só lembro dele, deve haver um motivo . . . talvez eu gostasse dele e . . . Meus pensamentos são interrompidos. Kyo-chan esta me beijando.