Repentino
24 Brigas e revelações!
Notas iniciais
Cat-chan : Desculpa gente ! ( Nossa, essas desculpas tão ficando muito frequentes )
Paola-chan : Galera nessa semana nos temos um bom motivo !!!
Pera . . . hum . . .
Qual era mesmo ?
Cat-chan : Você não tem jeito mesmo nee ?
Paola-chan : Pelo menos não fui eu que demorei mais de uma semana pra escrever um cap . . .
Cat-chan : Escrever uma fic é muito dificil !!! Tem que ter inspiração ! As ideias não crecem em árvores ! Nem caem do ceu ! E você sabe como é dificil achar tempo tendo que estudar pras recuperações e ainda tendo aula num cursinho ?
Paola-chan : Não, o dificil é corrigir os seus erros de português ! Que tipo de pessoa escreve aniversario com ç ? E caixa com ch ?
Cat-chan : A culpa não é minha se o ensino nesse pais é um lixo !
Paola-chan : Se você fosse menos preguiçosa e procurasse num dicionario talvez você não escrevesse tão errado . . .
Cat-chan : Ahhh, quer saber ? Dani-se, to cansada de digitar.
Paola-chan : Não disse ? Preguiçosa . . .
ATÉ LA EM BAIXO !!!!
BOA LEITURA !!!!
–Sinto nojo de você ! Por que você escondeu aquele garoto ? Por que não disse nada sobre ele ? Se que ficar com ele e nos abandonar, tudo bem ! Eu fico com a mamãe ! — as lagrimas começam a cair, e o meu pai faz algo que eu não esperava, ele me abraça.
Eu queria o afastar, joga-lo em qualquer canto, desde que fosse longe de mim, mas meu corpo não permitia, o choro fazia-me perder as forças, assim, como consequência,eu e meu pai cairmos sentados no chão, ainda nos abraçando.
-Eu nunca abandonaria você, nem sua mãe, eu os amo, não é por que tenho um outro filho que vou ir embora. — falou me apertando mais.
Como se essas palavras focem me reconfortar.
Espera um pouco . . .
Filho ?
Aquela única palavra foi como um balde de água fria me trazendo de volta a realidade, eu o empurrei com toda a força que eu tinha, ele ficou no chão, enquanto eu estava de pé, com os punhos fechados.
-FILHO !?! VOCÊ DISSE MESMO FILHO !?! — gritei, fazendo minhas lagrimas cessarem.
-Ué ? Você sabe que sim, não era por isso que estávamos brigando ? Não era por isso que você tava dando chilique ? — ele disse, ainda sentado no chão.
E . . . chilique é o teu cu.
-É CLARO QUE EU NÃO PENSEI QUE FOSSE SEU FILHO, NÉ SUA ANTA ! — okay, acho que exagerei no caps lock.
-Então você pensou que fosse o que ? — a cor vermelha invade o meu rosto, ele se levanta do chão, quem diria, meu pai pode fazer cosplay de fred cruguer. — O QUE VOCÊ PENSOU QUE EU TINHA COM O SHIRO ? — ah, então o nome do meu “irmão” é Shiro ?
-Você sabe . . . — falei me envergonhando.
-VOCÊ ACHOU QUE EU FOSSE UM BICHINHA ? MAIS UM BONBADINHO AFEMINADO ? — ele grita comigo.
Eu já to de saco cheio.
Paciência :
90 %
-SIM !!!! Era melhor você ser GAY, aprenda o nome correto, do que ter um filho bastardo !- grito de volta.
-E quem disse que ele é um filho bastardo ? — ele fez uma pausa – Eu não te ensinei direito não garoto ? É melhor ter um filho do que ser um viado.
Paciência:
95%
-JÁ DISSE QUE O NOME CERTO É GAY ! — o olho, vendo uma cara de confusão.- E sim, é melhor ser gay do que ter um filho BASTARDO !
-Não, é melhor ter um filho do que ser doente. — meu pai fala com uma calmaria estranha na voz.
Paciência:
~ sem dados, parece que a paciência resolveu ir pro espaço ~
-doente . . . — sussurro- DOENTE ! Se é assim, eu tenho que lhe informar que você tem um filho doente ! — uma palidez anormal toma o rosto do meu pai, como se ele estivesse assimilando tudo o que estava acontecendo.
Assim que percebo o que eu disse tapo minha boca com ambas as mãos.
Como eu pude contar algo tão importante de uma maneira tão errada ?
-Que gritaria é essa aqui ? — oh merda, porque a desgraçada da minha mãe tinha que sair do escritório justo agora.
-Gay . . . Nami, nosso filho é gay. — meu pai fala baixo, acho que nem ele entendeu o que disse.
-O que ? — minha mãe pergunta.
-GAY !!!! A GENTE TEM UM ANORMAL COMO FILHO !!! — meu pai grita, lagrimas começam a escorrer pelos meus olhos, começo a dar pequenos passos para trás.
-Para com essas brincadeiras estupidas ! Eu criei ele, não posso ter falhado ! — minha mãe grita em resposta., cada vez eu andava mais pra tras.
-Eu disse que ele devia ter ido pro quartel bem jovem, mas nãoooo, a senhora da razão ai falou que ele não teria tempo pra ler la, se ele estivesse la ia estar preocupado em limpar o chão, não em . . . em . . RUNG – deu um grunido e pôs as mãos na cabeça.
-Se ele tivesse la ia ser um IDIOTA como você ! A culpa é sua ! Se fosse mais presente ele teria um exemplo masculino ! Agora olha o que aconteceu ! Por sua causa !- minha mãe grita mais alto ainda.
-Minha ? MINHA CAUSA ? Se a você não tivesse mais preocupada em trabalhar do que criar o seu filho . . . — ele não termina a frase, minha mãe o interrompe.
-Agora é meu filho né ? Quando ele ganha premios você nem se importa, mas quando ele faz merda é meu ?
A discussão continua por mais algum tempo.
A magoa me invade, eu queria poder fazer algo, dizer algo.
Paro subtamente e olho para o chão.
Eles estão mesmo brigando por causa disso ? Aposto que gostariam que eu nunca tivece nascido . . .
Eu sou tão horrivel assim ? Eu não posso mais amar ? Não posso mais ser feliz ?
As lagrimas cessam.
Meus pais não deviam me amar em qualquer circunstancia ? Eles são meus pais, deviam me apoiar, não ?
Fecho os punhos e . . .
Porque eu to rindo ? Não, gargalhando.
Meus pais me olham, pasmos.
-Você são patéticos sabiam ? — rio mais um pouco. — você falam como se tivessem mesmo me criado, hahahaha. — a raiva toma meu corpo. — estupidos ! Acham mesmo que comida, livros, e brinquedos são o bastante pra criar uma criança ? — levanto a cabeça, os olho bem nos olhos.- vocês são mais burros do que pensei . . .
Me virei e fui em direção a porta, a abri, eu estava saindo por ela quando escuto minha mae tentando falar algo, mas eu a interrompo.
-E sobre aquela coisa de ir pro quartel . . . — viro meu rosto para olha-los por cima do meu ombro – se eu tivesse ido, já tinha comido o quartel inteiro. — dou um último sorriso e saio porta a fora.
Assim que vejo a rua começo a correr sem rumo, um turbilhão de sentimentos me ataca, lagrimas caem, eu continuo a correr.
Sempre achei que quando contasse pros meus pais que era gay eles viriam com aquele papo de que eu não devia coisa e tal, mais que no final me aceitariam, é algo normal de se esperar, não ?
Meus olhos se fecham, fazendo assim minha pele ficar mais sensível as lagrimas.
O que meu pai e minha mãe estão fazendo agora ?
Discutindo por minha causa ?
Ou ele já falou do meu “maninho” pra ela ?
Não, ele escondeu por tanto tempo, não é agora que vai falar . . .
Irmão . . . Eu sempre pedi um para os meus pais, ser filho único é muito ruim.
Se você reclama que briga muito com o seu irmão, eu lhe digo que daria tudo por essas brigas.
Sabe por que ? Por que seu irmão sempre vai estar do seu lado, mesmo que briguem, quando seus pais começam a lhe xingar, la esta seu irmão te defendendo, ou quando você é obrigado a ir numa reunião de família chata ? Seu irmão e você conversam, se fazem companhia.
Sem contar que o seu irmão vai sempre dividir as responsabilidades com você, e a pressão.
Mesmo que briguem no final, seram sempre irmãos.
Mas . . . eu não queria arranjar um assim .
Não desse jeito.
Não de maneira tão errada.
Corro por mais alguns quarteirões até tropeçar em algo, caio com tudo no chão, me obrigo a abrir meus olhos.
Onde diabos eu to ?
O quanto eu corri ?
Viro minha cabeça e . . . isso é um parquinho ?
Dou uma risada amargurada.
Eu sempre quis ir num parque assim com meus pais, mas sempre que pedia eles davam desculpas esfarrapadas, depois de um tempo perdi as esperanças, é irônico que quando estou mais distante deles, acabe parando aqui.
Me levanto do chão, as pessoas já estão me olhando feio, vou até o parquinho, ou melhor, até o balanço, não que ele fosse o brinquedo que eu mais gostasse, mas era o único que aquentava meu peso e que eu não entalava.
O que eu devo fazer agora ?
Voltar pra casa esta fora de questão, eu tenho que esperar que eles se acalmem um pouco, pelo menos.
Mas também não posso ficar na rua até muito tarde, é perigoso.
Senti meu celular vibrar, uma mensagem !!!! Minha salvação !!!
Pego o telefone eufórico, olho a tela e . . .
Operadora ? SÉRIO ? OPERADORA ?
Eu odeio com todas as minhas forças as operadoras telefônicas.
Arfo . . . olho pro telefone e . . .
Eu tive uma ideia.
Comecei a escrever uma SMS.
Taichi
Iore, me salva, contei pros meus pais sobre aquilo, eu preciso de ajuda !!!!
Esperei alguns minutos e nada, ela disse que estaria voltando de viajem hoje, provavelmente pela noite ela já deve estar aqui, e só vai ver a SMS quando chegar, mas ai vai ser muito tarde.
Só tem mais uma pessoa alem da Iore e do Rin ( obvio que não vou ligar pra ele, é suicídio ) quem sabe . . .
TAICHI
'Yamato ? Você tá ai ? Eu to precisando de ajuda . . . '
Quase que imediatamente meu celular vibra.
YAMATO
'Fala onde você tá que eu já to indo'
TAICHI
'Essa é a questão, eu não sei'
Pouco tempo depois meu celular toca.
“-Como você não sabe onde tá ?” — ele fala com um tom . . . preocupado ?
-Não sa-sabendo, o-oras ! — funguei um pouco- cala essa boca e me acha de uma vez.
Grosso ? Sim ou claro . . .
“-Primeiro, não fique todo estressadinho, segundo, comece a me contar o que aconteceu, quero saber porque você tá chorando” — não disse o porque estava chorando, só comecei a dizer a ele as coisas que eu estava vendo para que ele me achasse rápido, acho que passamos unas duas horas no telefone.
Comecei a rir do Yamato, ele ficava brigando consigo mesmo porque não me achava.
Esse Yamato . . . .
“-Calma Taichi eu vou te achar, fique calmo e paradinho, não se mexa e nem se desespera, o super Aladim vai te salvar, não se estresse, e . . . ahhhh, eu sou um inútil mesmo, virei de novo na rua errada ! Mas não se esqueça de ficar calmo em Taichi.” — não consegui segurar a risada.
-Acho que quem tá nervoso aqui é você. — ri mais um pouco.
“-HA-HA-HA, muito engraçado, bobo da corte”- disse dando uma risada irônica.
Passamos mais um tempo no telefone até eu avistar o carro dele, finalmente.
Ele abriu a porta e eu entrei.
-Você demorou em ? — disse pondo o cinto.
-A culpa é sua se não sabe dar dicas, aquele poste é AMARELO e não LARANJA. — ele disse dando a partida no carro.
-E a culpa é sua que você é daltônico, aquilo é LARANJA. — disse.
Passamos mais um tempo na discussão do amarelo ou laranja, chegamos a conclusão que era vermelho.
E meu mau humor ?
Acho que ele é alérgico ao Yamato.
Sério, quando eu to falando com ele parece que meus problemas desaparecem por completo.
O carro parou, descemos na garagem de uma casa, assim que o Yamato abriu a porta eu percebi que toda a decoração do lugar era em estilo japonês, simples e amplo, poucos moveis, mais sabe, eu prefiria assim.
Ele me levou até a sala, onde não tinha sofá, mais sim algumas almofadas no chão com uma mesinha no meio.
-Por mais que eu adore as casas ocidentais, nunca me acostumei direito. — ele diz, sentando no chão, com uma perna estirada no tatame e a outra dobrada, colocou as duas mãos atras do corpo como apoio.
-Comece a falar, porque você tá assim ? — me sentei sobre as minhas pernas.
As lágrimas começaram a sair e eu o contei tudo, tudo mesmo.
-Taichi . . . -ele ia falar algo, mais eu o interrompo.
-Não quero pensar nisso agora. — enxugo as minhas lagrimas. — eu tenho que me distrair.
O moreno pensa um pouco.
-Então envia uma mensagem pros teus pais falando que você vai dormir fora hoje . — Ele disse já se levantando.
-Mais o que ? — ahmmm ?
Só eu pensei merda ?
-Você disse que queria se distrair, então ? Eu tenho uma festa hoje e vou levar você. — Ahhhhh — e você tem que avisar seus pais que vai dormir fora, porque mesmo sendo uns trastes, eles são seus pais.
Ele sai do ressinto e eu o sigo, entra num quarto, provavelmente o seu e vai num banheiro/suite, eu me sento em sua cama e envio a SMS pra “mamãe”.
-Hoje nos vamos numa festa no . . . — o moreno começa a frase. . .
-Cassino Taj Mahal ? — . . . e eu termino.
-Como você sabe ? — ele fala, deve estar escovando os dentes.
-Minha mãe é uma escritora de sucesso, e como é mãe de família também, todos, eu, meu pai e ela, fomos convidados, só que nos não iamos, já que meus pais são robos que só pensão em trabalho e não se divertem. — disse emburrado.
-Bom, sendo assim, vai ser mais facil de entrar com você, se prepare.- ele saio do banheiro e . . .
-EU NÃO VOU A LUGAR NENHUM COM VOCÊ DE TERNO ROSA !!!- como alguém teve coragem de produzir essa animalidade ?
-E o que que tem ? — e ele ainda tem a coragem de perguntar ?
-Não saio com você desse jeito, tira já essa coisa.- já falei abrindo seu armário, quando a gente foi fazer compras juntos eu comprei um terno lindo pra ele, onde tá . . . deve tá por aqui . . . achei !!!! Era um terno italiano,perfeito !!!
Me virei e . . .
-Po-por qu-que v-v-v-você tá s-sem rou-roupa ? — olhei pra baixo imediatamente, abracei o seu terno.
Por um momento eu vi o corpo do Yamato, só com uma pequena cueca box branca tapando a sua parte íntima, não posso dizer que não gostei do que vi, peitoral bem definido, ombros largos, coxas roliças e sem me esquecer, um grande volume de baixo da sua única peça.
Sim, o Yamato é atraente.
-Você não disse que era pra mim tirar a roupa ? — ele pergunta andando até mim.
-Ma-mas não a-aqui ! Você t-tem b-banhe-heiro p-pra que ? — ele parou na minha frente e eu lhe entreguei o terno, não levantei meu rosto.
E porque ?
1- Não quero que ele veja o quanto eu to vermelho.
2-Acho que se eu ficar encarando por muito tempo vo acabar tendo uma hemorragia na . . .
Deixa pra lá.
Ele pegou a roupa e seu virou, eu levantei o rosto tendo completa visão de suas costas e bunda.
Nossa, tenho que admitir que daria tudo pra morder essa bunda.
Sim, isso foi muito gay, mas fazer o que ? Eu sou mesmo.
E não, não é porque eu acho ele bonito que eu to apaixonado, por acaso todo cara que bate punheta pensando numa modelo tá apaixonado por ela ?
Antes dele entrar no banheiro eu percebi uma coisa, ele tinha uma tatuagem no braço esquerdo, uma tribal, só que era diferente das demais ela era como se fossem asas abertas, estranho . . .
-Taichi pode pegar um terno meu que encolheu na maquina de lavar a um tempo atras, ele tá na parte do meio do guarda roupa ! — o Yamato grita do banheiro.
Ah não, eu vou ter que vestir algo que o Yamato escolheu.
Deve ser oncinha, não, vai ser algo mais brega, com certeza.
Abro o guarda roupa e pego o tal terno.
É eu tinha razão, essa coisa é muito braga.
Imagine um terno azul bebê, mais bem clarinho mesmo, agora coloque uma camisa branca.
Imaginou ?
Não ficou horrível ?
Se você disse que não, tudo bem, não é você que vai ter que vestir.
Coloquei o mais rápido possível, preferi não por a gravata, eu não ia sair com uma gravata de zebrinha na rua, deixei o paletó, assim como alguns botões da minha camisa, aberto.
Logo o Yamato sei do banheiro.
-Sabia que ia ficar bom em você ! — ele esta muito bem ! O terno preto e a gravata roxa combinaram bem com ele.
A gravata roxa foi escolha do Yamato, vamos deixar isso bem claro.
-Você também não ficou nada mau !!! — disse entrando no banheiro e me olhando no espelho, é eu tinha ficado bonitinho mesmo, comecei a ajeitar o meu cabelo, logo o Yamato chegou por tras de mim e começou a se pentear.
-Não esqueça, vamos sair daqui a dez minutos. — fala saindo do cômodo.
-Por queeeee !?! — isso não é tempo suficiente pra mim me arrumar.
Não, isso não é coisa de gay.
É coisa de homem que se cuida.
-Por que eu fiquei muito tempo te procurando e a festa começa daqui a pouco. — disse saindo de vez do quarto.
Soltei um suspiro.
To torcendo pra que o ditado, “a pressa é inimiga da perfeição” esteja errado.
DEPOIS DE UM TEMPO . . .
Agora estamos no salão de festa com a vadi. . . digo a acompanhante do Yamato, e como viemos parar aqui ?
Simples, depois d'eu ser arrancado de dentro do banheiro -literalmente- eu e o Yamato entramos no carro, no caminho ele parou pra pegar uma “amiga”, ele já tinha me explicado que nessas festas se costuma levar mulheres, mas o que me deixou mais fulo foi o fato d'eu não poder levar ninguém, porque ele não deixou, e ainda por cima, ele disse que eu era IRMÃO da prostituta, só pra dar uma justificativa de porque eu não levei ninguém, e o guarda ainda acreditou, só porque a vadia é loira também não quer dizer que nos sejamos irmãos !!!
E o pior é que essa mulher não larga do nosso pé !
-Hahahaha Minomoto você é muito engraçado ! — ela ri, já aproveita pra abraçar a barriga e fazer com que os peitos saltem pra fora.
Daqui a pouco o que vai saltar pra fora, vai ser a minha mão pra sua cara vadia !
-É, você é MUITO engraçado. — alguém me alcança um guardanapo ? A ironia tá escorrendo da minha boca.
Ele me olhou, já estávamos no bar a algum tempo, eu passei todo esse período com as mãos no bolço da calça e emburrado, o Yamato ficou me olhando por mais um tempo.
-Querida, você devia explorar mais este lugar, vai que você conhece alguém importante ? — disse o Yamato, acho que ele finalmente se tocou que ela é uma vadia escrota.
-Mas . . . — ela ia começar.
-Resumindo, eu quero passar um tempinho a sós com o seu “irmãozinho” — puta merda, ele sempre tem que fazer isso ?
-A sim, claro. — ela deu um último sorriso malicioso e saiu.
Eu me levantei e comecei a andar, o Yamato me seguiu.
-Eu não estou interessado nela. — ele disse, entramos num corredor, acho que da para os banheiros.
-E porque você tá me dizendo isso ? — pergunto me escorando na parede no fim do corredor, não é corredor dos banheiros, só tem uma porta, ele se escora do meu lado.
-Pra você ver que não precisa ficar com ciúme. — disse me olhando, viro minha cabeça pro chão, não quero encara-lo agora.
-E quem disse que eu estou com ciúme ? — disse, eu sei que estou, mas não vou pensar nisso, não quero pensar nisso.
Alguns segundos se passam de puro silencio, mas logo ele é quebrado e em pouco tempo sinto o moreno me prensar contra a parede, o olho surpreso.
-Quando você vai parar de mentir pra si mesmo ! — ele me olha com um misto de raiva e tristeza, porque esse olhar me faz tão mau ? — Quando você vai começar a admitir que sente algo por mim ? Você já sabe ! Só não quer admitir ! E porque isso ? Por causa de um amor platônico ? Por um amor inútil ? Um amor que nunca vai ser correspondido ? Você tem medo, Taichi, tem medo que alguém posso lhe amar, tem medo de amar de verdade, sempre gostou do Rin por isso né ? Por que ele nunca poderia lhe corresponder, sendo assim você nunca se machucaria, pelo menos na sua visão, sempre gostou dele porque era um amor impossível, inalcançável . Mas fique sabendo de uma coisa, você sempre vai se machucar, o amor é assim, só que pra você ele sempre sera só escuridão, porque a luz esta em ser correspondido e amado, só não entendo porque você é assim . . . porque você não me deixa te amar ? — logo as lagrimas saem de meus olhos, olho para o moreno a minha frente, tudo o que ele disse é verdade, e o pior é que eu sei disso, só que como todos os problemas a minha volta, eu ignorava.
O vejo se afastar com a mão na boca, filhetes de água escorrem pelos seus olhos.
-Desculpa Taichi, desculpa, eu não queria . . . — ele cai de joelhos na minha frente. — não pare de falar comigo por favor, eu juro nunca mais falar essas coisas.
-PARA !!!- grito com toda a minha força.
-Taichi . . .
-Pare já ! Pare de se conter, você acha que eu não percebo ? — rosno.
-Mas . . .
-Cala essa boca ! Você já teve o seu tempo pra fala, agora é minha vez ! — ele faz que sim com a cabeça e eu prossigo.- Você realmente acha que eu vou parar de falar com você por causa disso ? Acha que a nossa relação é assim tão fraca ?- paro por um momento, as lagrimas começam a vir com mais força.
-Taichi, não é isso . . .
-Então é o que !?!
-Eu só não quero que você me odeie ! — arregalo meus olhos. — eu já percebi que quando você mete uma coisa na cabeça, é difícil de tirar, o que eu faria se você me odiasse ? — ele se levanta, ficando na minha frente.
-É por isso que você se controla ? Como no beijo . . . — fico vermelho só de lembrar. — você queria aprofunda-lo, não é ? Só que não o fez, só porque pensou que eu te odiaria ? — ele me prensa na parede, de novo.
-Não faça parecer algo idiota !
-Mas é idiota ! Nem se eu quisesse eu ia conseguir te odiar ! Eu gosto muito de você pra conseguir não te amar ! — grito, mais logo percebo o que disse, eu realmente gosto tanto dele assim ?
-Então . . . — seu dedo indicador levanta o meu queixo – o que você faria se eu te beijasse agora ? — ele diz se aproximando cada vez mais do meu rosto.
Meu olhos, sem eu mandar, começam a se fechar.
O que eu to fazendo ?
Não amava o Rin ?
Mas é claro que eu amo ! Mas . . . é como se eu amasse o Yamato também.
Não, o que eu sinto pelo Yamato é diferente do que eu sinto pelo Rin, é mais quente . . .
Nossos lábios já estavam se roçando quando um grunido ecoa e ele vem de onde esta a porta do corredor, o Yamato para subtamente, abro meus olhos.
-Droga ! — ele sai de perto de mim e abre a porta com um chute.
-O Rin vai ficar viuvo mais cedo !!! — nossa, o Yamato tá possesso !
Olho dentro da sala, parece que tem um monte de sacolas la dentro e um John tá lutando com dois homens, o Yamato se interfere na luta e começa a pancadaria, nem sei como o foguinho consegui vencer, passei o tempo todo olhando o Yamato, ele parecia um animal ! Nunca vi alguém dar um soco tão forte.
Pera, aquilo foi uma rasteira ?
Ihhh, essa voadura doeu até em mim.
Enfim, o cara que o Yamato bateu ficou meio – muito- desfigurado.
-Nossa cara, quem devia estar com raiva aqui sou eu né ? — ele olha pro moreno e depois pra porta, onde eu estou.- uhnnn, entendi.
-É, pro seu bem, acho melhor ter entendido. — fico vermelho – então, o que você tá fazendo aqui dentro ?
-É coisa do Henri, aquele filho de uma égua, ele pegou o Rin. — agora a coisa ficou feia.
-Como assim ? — eu tinha que me pronunciar.
-Ele levou o Rin pro quarto dele e me deixou aqui, depois de um tempo esses caras vieram, aparentemente, me apagar, só que não deu muito certo. — o olho com raiva, não era ele que devia cuidar do Rin ? -antes que você brigue comigo, pense o seguinte, enquanto você briga o Rin tá com aquele idiota.- ele passa por mim, eu prefiro deixar quieto por hora, eu já ia o seguir quando sinto uma das mãos no Yamato no meu braço.
-Só não se esqueça que você ia se entregar a mim agora a pouco. — ele me disse, logo depois largou meu braço e começou a andar na minha frente em direção ao elevador.
-P-por qu-que você disse is-isso ? — disse já entrando no elevador com ele.
-Pra que você se lembre que o Rin não é o único que você ama. — entramos no elevador, já ia gritar algo quando percebi.
Em outras palavras, o que ele disse foi que não quer que eu esqueça que o amo.
A ida no elevador foi rápida e silenciosa, assim que chegamos corremos pro quarto do tal Henri.
Quando o John abriu a porta, eu não pude ficar sem me surpreender.
–Não, eu vou foder com você mesmo . . . — Escuto o homem que esta encima do Rin falar, e porque o Rin tá de vestido? — você não entendeu que o anel é só uma cortesia ? Eu vou te pegar de qualquer jeito.
–Ah, mais não vai não ! — Falo, esse homem deve morrer.
O John o tira de cima do Rin, eu vou correndo em sua direção desamarrar as suas mãos.
-Você esta bem ? — pergunto.
-S-sim . . . — fala meio surpreso, o Yamato logo chega, o Rin se levanta e eu sirvo de apoio para ele.
-É bom vocês esperarem fora do quarto. — ele diz me encarando.
-Por que ? — o Rin ia protestar mas eu acabo o forçando a sair, eu entendi o que o Yamato quis dizer.
As cenas a seguir não iam ser nada agradaveis.
-Oe neko.- o John chama antes de sairmos de vez do quarto – eu preciso desse anel. — o Rin tira do dedo e joga pra trás.
-Por que você o quer ? — puxei o Rin pra fora do quarto.
-Eu só quero devolver adequadamente pra ele. — escutamos antes da porta ser fechada atras de nós.
Pelo odio e raiva que estão controlando o John, o que vai acontecer ali dentro vai ser um massacre.
Decido levar o Rin para o fim do corredor, bem longe do quarto, assim nós não escutariamos o que estava acontecendo la dentro, assim que chegamos no fim do corredor sentamos no chão.
Um silencio desconfortável se instala, mas por mais que tivesse incomoda aquela situação eu não conseguia falar nada, nem o olhar eu conseguia, depois do que aconteceu com o Yamato, eu não tinha mais noção do que eu sentia pelo Rin.
Antes eu estava tão convicto dos meus sentimentos e agora . . .
Ele é um amigo ?
Como um irmão ?
Um amor ?
Eu não sei mais.
-Então . . . — Rin começa. — O que você tá fazendo aqui ?
-Minha mãe é uma escritora, lembra ? — ele me olhou com uma cara de “não foi isso que eu perguntei”.- Vim com o Yamato.
-Bom, isso explica essa roupa. . . . — olha quem fala !
-Pelo menos eu não to de vestido . . . — toma essa.
-HA-HA-HA, muito legal da sua parte observar isso. — de dez palavras, vinte são irônicas nessa frase. — mas . . . porque você não tá com uma roupa sua ?
-Por que eu meio que fugi de casa. — falei mais como um sussurro.
-Como é que é ? Por que ? — ele disse pasmo.
-Eu contei pros meus pais que eu sou gay. — nunca menti pro Rin, não tem necessidade de começar agora.
-E como eles reagiram ? — ele perguntou mais calmo dessa vez, como se estivesse preocupado.
Eu sabia que o Rin não me odiava, vivemos a vida inteira juntos e ele mesmo disse que já avia me perdoado, ele não costuma mentir, provavelmente ainda eramos amigos, mas eu entendia que a confiança dele em mim ia demorar pra voltar.
-Nada bem .- dei um sorriso amargo – hoje eu vou passar a noite na casa do Yamato e . . .
-Não vai não ! — ele me interrompeu . — Vamos fazer o seguinte, que tal uma trégua ?
-Pode ser, mas . . .
-Chama a Iore, hoje a noite vai ser longa !
Rin, eu não sei o que você tá planejando, mais algo bom não vai sair dai.
Notas finais
Paola-chan : Nossa, eu to louca pra saber o que o John vai fazer com o Henri, se bem que ele merece apanhar.
Cat-chan : ~ le eu de oclinhos e dicionario na mão ~Então difícil tem acento, hum, intereçante.
Paola-chan : É interessante, e você levou tão a sério o que eu disse ?
Cat-chan : Claro que não, que isso, é obvio que quando uma pessoa me chama de analfabeta eu vou ficar tri feliz, levei até como elogio ! ( eu já disse que amo a ironia ? )
Paola-chan : Desculpaaaaaaaaaaaaaa !!! ~ carinha de pidona ~ falei pro seu bem !
Cat-chan : . . . . você me da um choquito amanha ?
Paola-chan : Sabia que isso é suborno ?
Cat-chan : Vai ou não ?
Paola-chan : Se você não se importa de ser uma pessoa sem escrúpulos, sim.
Cat-chan : Choquito, bem pra mamãe !!!!
Paola-chan : Você não tem jeito mesmo, kkkk
ATÉ SEMANA QUE VEM !!!!
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