Notas iniciais
Paola-chan: yoo minna! Aqui vai mais um capitulo. Dessa vez a desculpa da Harumy é q ela esta de castigo por ter rodado numa prova, fazer oq né! Ate lá em baixo!

Takami chegou pouco tempo depois com a toalha branca, que assim que tocou a cabeça de John se tingiu de vermelho, eu o ajudei a levantar e ir até o carro, só meu pai foi conosco, era melhor assim só nós três, sem muito gente.

Ao chegarmos no hospital John foi logo atendido, meu pai ficou na sala de espera enquanto eu acompanhava o John. Aquele médico maldito ficou enrolando meia hora até, graças a deus, dizer que estava tudo bem e que não foi nada muito grave, ele teve apenas que levar alguns pontos na cabeça.

–Ahh, e não se esqueçam, o John não pode fazer muito esforço por hoje, e é melhor ele não dormir pelas próximas cinco horas – disse o médico se despedindo de nós.

–Eu disse, eu não vou me machucar tão fácil. — diz o John tentando andar sozinho mas acaba tendo que se escorar em mim de novo.

–Se você acha.

Vai se fazer de machão pra outro, idiota.

Encontramos meu pai na recepção e falamos tudo que o médico tinha dito, ele ligou para a minha mãe pra contar tudo o que havia acontecido. Todos eles pareciam bem tranquilos, o que é estranho mas, bem ... o que não tem sido estranho ultimamente.

Entramos no carro e fomos para casa conversando sobre a cabeça do John ... papo estranho, admito. Ao chegar lá, minha mãe estava na cozinha terminando o almoço, assim que entramos em casa ela veio na nossa direção, meu irmão também vinha atrás dela.

–Então querido, você esta bem? Quer algo? Não está com febre né? Tá com fome? fiz ramen, você gosta?

–MÃE !!!! — minha mãe não era só super protetora mas também era super curiosa! – assim vai deixar ele com dor de cabeça.

Minha mãe olhou para mim séria e depois suspirou.

–Tá bom – minha mãe disse meio desanimada – John, você tem que tomar um banho, tá todo suado, se ficar assim muito tempo vai se gripar.

John acenou positivamente com a cabeça, era verdade que ele tava bem suado e também, diga-se de passagem, bem fedido. Quem manda passar dias sem banho?

Eu ajudei o John a subir as escadas, o que foi extremamente difícil devido ao tamanho da criança.

Ta achando que eu to fazendo fiasco? Tenta carregar alguém uns vinte centímetros mais alto e uns trinta quilos mais pesado pra ver se to brincando.

Abri a porta do quarto de hospedes e o sentei na cama, finalmente me livrei daquele peso !!!

–Vou pegar umas roupas do nii-chan pra você vestir, já volto.

Não gosto de deixar ele sozinho, mesmo que por alguns minutos. Ele ta com a cabeça cheia de pontos e ainda por cima é o John, o cara que adora fazer coisas imprudentes.

Corri em direção ao quarto do Takami, entrei sem bater mesmo e fui em direção a comoda, sei que ele tem um pijama bem grande e confortável, vai ficar ótimo no John, e tenho que pegar o resto também,quando fui abrir a gaveta das cuecas . . .

CARALHO SÓ TEM HENTAI NESSA MERDA.

Hehehe mamãe vai ficar sabendo, muahahahahaha.

Peguei uma cueca branca e um pijama e sai do quarto, quando eu já estava no corredor escuto um barulho vindo do quarto onde John estava, saí correndo feito um loco, o que o idiota tinha feito?

Esse cara tem tendencias suicidas, só pode.

–John você esta bem? — foi uma pergunta um tanto idiota depois que abri a porta do quarto e o vi no chão.

–Você pode me dar uma ajudinha? — ele pergunta, larguei as roupas no criado mudo e fui levantá-lo (que só pra avisar era pesado e com o dobro do meu tamanho,tava difícil), olhei pra ele com desaprovação.

–Eu só queria já ir indo pro banheiro – ele disse, logo sua expressão mudou e virou algo extremamente malicioso – mas se eu não consigo nem andar, como eu vou tomar banho?- ele me mandou um olhar pervo, não, só podia ser sacanagem, eu ia ter mesmo que . . .

– É, neko, você vai ter que me dar banho.

–NUNCA!!!

–Você quer que eu fique gripado? — ele fez uma carinha kawaii, esse monstro tá me pegando pelo meu ponto fraco.

Suspirei, eu não podia deixar ele daquela maneira, é, não tinha jeito. Mas, por Deus, espero que eu não fique da cor de um tomate!

O deixei na cama e fui até o banheiro que havia no quarto, comecei a encher a banheira e colocar muita espuma, acho que uma temperatura morna ta bom, não é?

Meu Deus, não tenho que me preocupar com issi, o John não é bebe.

Mesmo que as vezes pareça ...

Fui em direção ao ruivo, me ajoelhei na sua frente e comecei a desabotoar sua camisa, a cada botão aberto meu rosto ficava mais rubro, quando a camisa estava totalmente aberta, revelando seu tronco, eu já estava da cor dos cabelos do John, eu pensava que não dava pra ficar mais vermelho até o John dizer:

–Eu também não consigo tirar minha calça.

PUTA MERDA

Comecei a abrir o zíper e aí sim fique totalmente vermelho, droga, o John já devia ter percebido o quanto vermelho eu estava porque começou a dar pequenos risinhos.

Depois de ter o despido, claro que deixando a cueca box preta, o levei para o banheiro.O coloquei dentro da banheira, vi suas mãos descendo e alguns instantes depois a sua cueca voando por cima da minha cabeça.

Quer saber como eu fiquei? Vermelho, mas vermelho mesmo, mordi o lábio e desviei o olhar pra tentar controlar minha vermelhidão mas foi inútil.

–Você é muito fofo. — disse John bagunçando meu cabelo com uma das mãos.

E como se a situação já não fosse complicada, ele tinha que falar isso. Obrigado, seu idiota.

Peguei uma esponja e comecei a passar nas suas costas, depois no abdômen. Deus, como alguém pode ser tão perfeito?

Balancei minha cabeça de um lado para o outro, okay, okay, já entendi que acho ele bonito mas, mente, não é hora de pensar nessas coisas.

Sentei no beira da banheira pra poder passar a esponja no seu pescoço, estendi minha mão e passei de leve, nossa como a pele dele era macia. John começou a levantar suas mãos e as colocou no meu ombro, que diabos ele quer fazer?

–To tão sozinho aqui dentro, vem me fazer companhia – disse me puxando com tudo e me fazendo cair em cima dele, esparramando água pra tudo quanto é lado.

Num primeiro momento eu fiquei brabo, adivinha quem vai ter que limpar tudo aquilo? Mas depois veio uma extrema vergonha, eu estava encima dele, eu conseguia sentir TUDO.

E que tudo, hein.

Tá legal, isso foi muito gay.

Ele segurou o meu queixo e começou a se aproximar. Ah não, ele iria me beijar ali? Na minha casa?
Eu sabia que era perigoso e que não era hora mas ... eu não conseguia negar, era como se a opção 'não' não existisse. Nossos lábios já estavam se encostando ...

Quando a porta abre.

–Garotos vocês não podem demorar demais no banh . . . — minha mãe entra e se depara com a cena, fica levemente corada, começa a andar pra trás em direção a porta.

–O al-almoço já está pronto. — ao terminar essa frase ela sai do banheiro as pressas e eu me levanto de cima do John meio sem jeito.

Universo, por que você me odeia tanto?

Agora sim minha vida vai virar um inferno, Takami vai pegar no meu pé noite e dia a partir de hoje.

Vou até o quarto e pego as roupas do nii-chan, as coloco em cima da pia e começo a me direcionar pra fora do banheiro mas antes de sair escuto o John falar algo.

–Não vai me vestir?

–Acho que você já tem força pra fazer isso, né? — antes de sair me viro e digo – as toalhas estão bem ali. — dou um último sorriso e saio.

Me sento na cama todo molhado, se a minha mãe não tivesse interrompido será que eu e o John teríamos ido até o final? Não, não é possível eu fazer aquilo com um homem! Pelo menos eu acho que não ...

Balanço a cabeça de um lado para o outro, não queria pensar naquilo agora, eu estava molhado e precisava me trocar, abri a porta do guarda roupa, que mesmo estando no quarto de hospedes tinha algumas coisas minhas, peguei uma muda de roupa e comecei a me despir, já estava nu, coloquei a cueca quando do nada entra um clarão no quarto, olho pra onde a luz vem, John já estava vestido e me olhava da porta do banheiro.

Sabe o que a chapeuzinho sentiu quando o lobo olhou pra ela?

Então, acho que entendi agora.

–Você tá querendo me deixar louco né? — ele disse vindo em minha direção, segurou minha cintura com força me apertando contra si, coloquei meu rosto em seu pescoço, de novo ele estava me tirando do sério, eu estava morrendo de vergonha, ele me deitou na cama e ficou em cima de mim.

Eu não posso deixar ele me tirar do sério tão fácil mas ... aqueles toques eram tão bons ...

–Jo-John o almoço.- é só o que eu consigo dizer.

–Ele pode esperar.

O ruivo começou a beijar meu pescoço, ahhh como aquilo era bom, eu poderia continuar a tarde inteira ali.

–Irmãozinho a mãe tá esperando você e o Joh . . . SEUS PERVERTIDOS hahaha – meu nii-chan sempre chega nos piores momentos ou é impressão minha? Ele saiu do quarto logo em seguida, rindo da nossa cara. John se levantou e eu terminei de me vestir.

–Droga !!! — John disse descendo as escadas.

Por que ele tava brabinho, hein?

Chegamos na mesa do almoço, todos nós ficamos alguns minutos em silêncio, mas meu nii-chan sempre tem alguma coisa pra falar.

Na maioria das vezes não é nada proveitoso.

–Então, John o médico disse que você ia ficar meio abatido hoje, mas pelo que eu vi você tá ótimo!!! — só tenho uma palavra pra descrever esse animal que eu chamo de irmão:

DESGRAÇADO

–É que eu já sofri dores bem piores, então isso não é nada — ele responde sério olhando pro prato .

–Tipo quais? — todos na mesa, menos o John e o nii-chan, ficaram tipo face palm.

Que tipo de pessoa pergunta essas coisas?

Se bem que ... eu também não tinha sido muito discreto nas perguntas.

Okay, é que família.

–Tiros, facadas, ossos quebrados, queimaduras . . . — a cada coisa que o John falava todos ficavam com os olhos mais arregalados, como era possível alguém estar vivo depois de tudo isso e ainda por cima não ter nenhuma cicatriz? O John é um filho perdido do goku, só pode . — Então essa dorzinha de cabeça não é nada – filho de goku com a tsunade.

– Então porque você caiu no chão aquela hora? — perguntei.

–Era só seninha pra você me dar banho. — ele falou com um sorriso safado no rosto, eu fiquei um pouco corado, minha mãe também depois que se lembrou da cena, meu pai riu e meu irmão, como sempre, soltou uma de suas frases memoráveis.

–E pelo que a mãe disse, deu certo né – isso só deixou eu e minha mãe mais vermelhos – o John é dos meus – Será que ele nunca cala essa maldita boca?

~o~

Eu não estaria mentindo se dissesse que os últimos três dias foram os mais alegres da minha vida, todos rimos muito, nos divertimos, acho que o John deu um novo humor pra essa casa, hoje é o último almoço dele aqui, não vou mentir, eu certamente vou sentir saudades dele, mas um dia ele ia ter que ir embora né.

Fui até seu quarto pra acordar ele, eu queria conversar antes da sua partida, sentei na sua cama e comecei a fazer cafune na sua cabeça.

–O que? você quer que eu faça com mais força? Tá foi você quem pediu neko . . . — disse John ainda dormindo, demorei um pouco até processar aquilo tudo.

Não me diga que ...

MAS QUE PORRA

–O QUE !?! — dou um grito que faz o John acordar com os olhos arregalados.

–Que foi criatura? — diz ele começando a se sentar.

–Com o que você tava sonhando?

Pergunto já sabendo a resposta.

Só quero ver se o safado vai ter cara de pau de falar!

–Com você oras.

–E o que nós estávamos fazendo no sonho? — perguntei com medo da resposta.

–Você não vai gostar nada se souber. — disse John caminhando para fora do quarto ainda com pijama.

Apenas uma palavra:

PERVERTIDO

Bom, mas não ia me estressar com isso hoje, como depois do almoço ele ia embora, hoje eu ia ser a pessoa mais agradável do mundo.

Ou pelo menos tentar, meu recorde até hoje foi cinco minutos.

–Porque você tava no meu quarto? — ele pergunta quando estamos no meio da escada.

–Porque agora é a sua última manhã aqui e eu queria que você a passa-se acordado.

–Posso perguntar uma coisa? — disse John antes que a gente entrasse na cozinha.

–Claro

–Lembra de quando eu te contei a minha história? Quando a gente tava bêbado . . . — o ruivo falou receoso.

Uééé

–Na verdade ... eu não me lembro de nada, desculpa.

John soltou um “ufa” bem audível, parecia que uns cinquenta quilos tinham saído de suas costa, depois disso entrou na cozinha.

MAIS QUE MERDA FOI ESSA?

O que o John ta me escondendo? O que o preocupa tanto? Ahh, eu ia descobri.

Assim que o John terminou de tomar o café da manhã com a gente ele foi pra sala, sentou no chão e começou a assistir TV, ele estava sozinho era a hora perfeita pra eu por meu plano em prática, me deitei no seu lado pondo minha cabeça no seu colo, aquilo realmente o surpreendeu. Logo ele começou a fazer cafune na minha cabeça, de um jeito que só ele sabia.

Nos últimos dias eu havia descoberto que o John adorava quando eu deixava ele fazer qualquer carinho que fosse em mim.

–Vai sentir tanta falta minha assim? — perguntou com um sorriso no rosto, eu podia deixar quieto e ficar com aquele momento perfeito na minha memória, mas minha curiosidade falou mais alto.

–Porque você ficou feliz quando eu disse que não me lembrava da sua história? — o sorriso de John se desfez rapidinho.

Não basta ser azarento, tenho que ser idiota também.

–Por nada.

Eu podia ser idiota, azarento, infantil mas não era trouxa (pelo menos não ainda).

–Porque você não me fala a verdade?

–Porque eu não quero te contar.

Me levantei do colo do ruivo e fiquei sentado do seu lado, provavelmente ele não confiava em mim, mas porque não ? Então a ficha finalmente caiu, eu o conhecia a uma semana, por mais que eu confia-se nele, por mais que eu o considera-se um amigo, isso não mudava o fato de que eu o conheço a muito pouco tempo, e mesmo eu tendo todos estes sentimentos por ele, ele não me via do mesmo jeito.

Caralho, como doía saber que ele não me via como um amigo, que ele não confiava em mim, cara eu preferia apanhar das velhinhas de novo do que sentir aquilo.

Eu sei que isso é completamente compreensivo mas, por algum motivo, eu havia me apegado muito rápido a ele e queria que ele também tivesse se apegado a mim.

Acho que o John percebeu a minha cara.

–Rin, tem coisas no meu passado que eu não me orgulho e que seu tivesse escolha nunca tinha feito, não é que eu não confie em você.

–Você pode ficar longe da minha mente, por favor? — John fez uma cara de quem não entendeu bulhufas, então ele confia em mim né? — Se você realmente confia em mim, me diz um segredo.

–Eu não tenho pais. — ele disse meio triste – agora é a sua vez.

Isso me deixou um pouco em choque mas não posso deixar que ele perceba.

Melhor resposta nesses casos: Mudar de assunto.

–Sabe porque eu te derrubei da escada?

–Não porque?

–Porque eu vi uma aranha – só de falar o nome desse bicho nojento fico todo arrepiado – eu tenho fobia de ara . . . nem consigo dizer o nome direito.

Fiquei esperando as risadas, mas elas não vieram, o John simplesmente estendeu o dedo mindinho e disse.

–Se você não contar eu não conto. — apertei o seu dedo, nós nos olhamos por algum tempo, era disso que eu estava falando, essa irmandade entre amigos ... John se aproximou de mim e me deu um selinho, assim que o pequeno selar de lábios acabou, eu fiquei corado.

Irmandade, John, irmandade.

–Agora é oficial ^^ — ele disse com um sorriso no rosto.

Passamos o resto da manhã conversando sobre assuntos divertidos e leves como, animes, mangás, os hentais do meu nii-chan e outras coisas, era bom saber que o John confiava em mim, mas é triste ver que ele ainda me esconde coisas que eu, com toda a minha xeretisse, ia fazer de tudo pra descobrir.

–O almoço tá pronto. — grita minha mãe lá da cozinha.

–Nossa, já é meio-dia? Como essa manhã passou rápido-fala se levantando do sofá.- ... pra minha infelicidade.

Quando eu e John chegamos na cozinha a mesa já estava posta, nos sentamos e comemos o soba que minha mãe fez, estava delicioso.

O almoço passou muito rápido, John se levantou da mesa se trocou e se despediu de todos, foi até a porta, nós o seguimos e o abraçamos, todos nós tínhamos nos apegado a ele.

–John, vamos sentir a sua falta – disse meu pai.

–Você já é como um filho pra mim – minha mãe continuou.

–Eu vou sentir falta das suas piadas – nii-chan? É você? Ele falou mesmo uma frase decente? Preciso filmar isso — e você Rin, aposto que vai sentir falta de brincar de pega-pega com ele né? Hahaha — tava muito bom pra ser verdade.

Tava nem ai se o meu irmão ia tirar sarro de mim, o que meus pais iam achar ou se os vizinhos estavam olhando, pulei no pescoço do John e sussurrei no seu ouvido.

–Você não vai se livrar tão fácil de mim. — senti John me abraçando, ficamos daquele jeito até o táxi buzinar, me larguei de seus braços e peguei seu celular que estava no bolso da camisa, gravei meu número nele e o coloquei no lugar.

–Agora você não tem desculpa, vai ter que me ligar.

–Hai. — ele disse já indo em direção ao carro , olhei pro chão onde ele pisava e . . . aquilo eram pingos? Olhei pro céu, não estava chovendo.

Não me diga que ...

O John está chorando?

Corri em sua direção, ele estava entrando no carro, quando cheguei ele já estava dentro do veiculo, bati na janela umas quatro vezes até que a abri-se, o rosto dele tava coberto por lágrimas, abri a porta.

–Chega pra lá, eu vou com você.

Ele não disse nada, só acenou positivamente com a cabeça, me sentei do seu lado o abraçando.

–Obrigada por ficar comigo. — ele disse me deixando sem graça.

Não sei o que tinha dado na minha cabeça mas tinha sido uma decisão impensada, mas que eu não me arrependo de ter tomado.

Passamos o caminho inteiro sem dizer uma única palavra, e nem precisávamos, só os nossos sentimentos já deixavam tudo claro, sem que nenhuma palavra precisasse ser dita.Assim que o carro estacionou nós desembarcamos bem na frente do prédio do John.

Eu sei que nós estávamos num daqueles momentos super "ohh, que sentimento lindo" mas, porras, o que que é esse prédio?

–Você é podre de rico, cara. — eu tenho que parar com essa mania de pensar alto.

–Ah, você tá falando isso por causa desse apartamento? Eu o ganhei numa aposta.

Numa aposta? Pelo menos alguém tem sorte por aqui.

Assim que ele abriu a porta eu tive um enfarto, cara o apartamento era perfeito! Tinha uma TV enorme com wii, x-box, playstation, blu ray , . . . sem mencionar que a TV era 3D, o sofá ... eu vou definir em apenas uma palavra : ENORME, a cozinha, na esquerda, era gigante, e na direita tinha um pequeno corredor com cinco portas que estavam abertas, dois quartos, um escritório, um banheiro e uma sala só com computadores, mangas, livros, bonecos, DVD's de animes . . . Eu tava no paraíso.

Mas agora eu tinha que perguntar . . .

–Porque você estava chorando?

John me olhou, droga ... os olhos dele estavam marejando.

Ele se aproxima de mim.

–Sua família é preocupada de mais, maliciosa de mais, sempre chegam nas horas erradas, sempre fazem piadinha de tudo, mas sabe, ela foi a única família que me acolheu, a única que realmente me fez sentir parte de um lar desde ... desde a minha ... e agora eu vou ter que ficar aqui, sozinho novamente. — ele irrompeu em lagrimas, eu o abracei.

Não posso dizer que eu entendia o que ele tava passando, mas podia imaginar. Ele, ah muito tempo, não tinha uma família, então fazer parte de uma, por pouco tempo que fosse, fez com que ele relembrasse daquele sentimento de união.

Eu não podia deixar ele assim ...

De repente tenho uma ideia.

–Você sabia que eu vou pegar um trabalho de meio período? — falei ainda abraçado nele.

–Não, não sabia.- falou meio desinteressado enquanto limpava as lágrimas.

–E o meu trabalho fica na quadra da minha escola.

– . . .

–Não seria bom que eu mora-se perto do colégio?

–Seria, mais e dai?

–Dai que a sua casa fica só a uma quadra e meia de lá.

Notas finais
Paola-chan: próximo capitulo na sexta feira que vem sem falta!Esperamos q tenham gostado desse capitulo!https://www.facebook.com/Repentinonosamamos?notif_t=fbpage_admin