Notas iniciais
Annye: (*dormindo escorada no ombro do Lótus)
Lótus: (*acordando)Puta ressaca!!Annye acorda!!
Annye: Hein?
Lótus: ACORDA!
Anye: Porra!! Vai grita no ouvido da tua mãe!! Òó
Lótus: Te faço panquecas se levantar para postar a fic, aceita? (* falando mansinho com medo de apanhar)
Annye: (*pensando) Tá bom.... vou digitar esse mundo de coisa... mas quero panquecas com mel e dê um jeito de conseguir mel, porque o meu acabou...
Lótus: (*pensando: Como se isso fosse novidade, ela vive de café e vento, no máximo um chocolate vira e mexe)OK!!
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Horas depois:
Annye: Está postado!!Agora eu vou comer!!
Lótus: Espero que gostem...


Batman seguia o Coringa pelas ruas de Gotham, o palhaço andava pelas sombras, ou ao menos tentava, seus movimentos eram lentos, provavelmente efeito dos dois disparos de taser que recebera de policiais naquela noite, além desses mais um tiro de 9 mm no ombro esquerdo e despencara do telhado de um sobrado, por sorte, baixo.

Podia tê-lo pego, se esse fosse seu desejo, mas preferiu apenas observar, vendo-o seguir para um bairro afastado do centro pulsante da cidade, o Coringa estava desatento e vulnerável, sequer notou sua presença e entrou em uma grande casa, aparentemente abandonada, mas cheia de armadilhas, o morcego percebeu quando finalmente entrou.

Dentro do banheiro do segundo andar o Coringa deixava a água escorrer por seu corpo, lavando o sangue do ombro recém-costurado, apesar de ser de raspão o tiro fizera um corte profundo e as linhas tortas dos pontos que ele mesmo dera lhe diziam que a cicatriz não seria nada bonita. Nesse momento agradecia aos céus pelo fornecimento de água e gás não ter sido cortado, como aconteceu com a luz, quando a casa foi desocupada, a água quente relaxava os músculos feridos pela queda, diminuindo a dor, mas não ajudava em nada com a tontura, efeito das altas descargas elétricas.

Aos poucos sua visão foi ficando borrada e ele teria caído, mas alguém o prensou contra a parede, colando o corpo ao seu delicadamente, reconheceu instantaneamente o intruso e se permitiu recostar em seu peito, zonzo demais até para as costumeiras piadas.

- Devia ser mais cuidadoso! – sussurrou o morcego em seu ouvido – Podiam ter seguido você.

- Dor... — foi a única coisa que pode falar, com voz tremula, sem ao menos erguer a cabeça, que repousava no ombro do outro.

Ao ouvir o sussurro debilitado, Batman se assustou, a máscara do joker havia caído de forma brutal, não só pela ausência da maquiagem ou das piadas, nem mesmo da admissão da dor, mas pelo tom amedrontado que lhe feria a alma, o Coringa que conhecia jamais seria acertado tão facilmente, havia acontecido algo, mas ele não sabia precisar o que. Beijou com cuidado a área do ferimento, sustentando o peso dele, aproximando o máximo possível os corpos sob o jato do chuveiro, sem nenhuma intenção sexual, afinal por mais que se visse diariamente enlouquecido pelo desejo desde que transara com o Coringa há duas semanas, sabia que não era a hora, não ainda.

Ajudou o menor a terminar o banho e a sentar no balcão, onde limpou novamente o ferimento à bala, que apesar dos pontos irregulares parecia bem, e outros cortes menores conseguidos na fuga, enfaixou o ombro e lhe deu um analgésico, o efeito dos choques havia sido aumentado pela dor e perda de sangue, mas ele se recuperaria rápido, assim que dormisse um pouco. Olhando-o agora, com as costas apoiadas na parede e o rosto pálido mesmo sem maquiagem iluminado pela luz de duas pequenas velas, se perguntava quantas vezes ele tivera que curar as próprias feridas sozinho, Batman bem ou mal era apenas uma identidade alternativa, que despia quando chegava em casa, onde Alfred sempre o esperava pronto para ajudar, mas e o Coringa, quem cuidava dele quando estava ferido demais ou cansado demais, suspeitava que ninguém, nem mesmo os comparsas que ele arrastava de um lado para outro. Ajudou-o a descer e o levou para o quarto, onde havia algumas peças da antiga mobília da casa, entre elas uma cama, que pareciam ter sido deixadas para traz por donos desinteressados.

-Não é tão luxuoso quanto sua casa, morceguinho. – meio riu, jogando-se na cama e gemendo de dor pelo impacto – Mas o colchão é macio.

- Ainda dói?

Ele apenas assentiu e Batman deitou ao seu lado, novamente aninhando-o contra o peito, onde quase instantaneamente adormeceu.

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As imagens se sobrepunham e sua mente, partes do passado desconexas, coisas que ele já não sabia mais se eram reais ou não, misturadas com cenas novas, criando o estranho mosaico que era o pesadelo que vinha se repetindo todas as vezes que pegava no sono na ultima semana, a faca quase tocava seu rosto quando abriu os olhos e viu-se deitado entre os braços de alguém, alguém que o observava atentamente, provavelmente lendo o pavor em sua face.

Em uma sequencia absurdamente rápida tudo voltou a memoria, a perseguição, os ferimentos, chuveiro e Batman, remexeu-se bruscamente, tinha que sair para recuperar a antiga segurança, precisava da mascara de insanidade que o protegia, não queria expor essa vulnerabilidade toda diante dele, de qualquer um menos dele.

Para seu completo desespero ele notou sua tentativa e apertou um pouco mais os braços em torno do seu corpo, sem machucar, e o beijou, um toque leve de lábios que foi ternamente aprofundado, um calor aconchegante percorreu seu corpo e ele se deixou levar.

Batman havia acordado, uma ou duas horas depois de adormecer, com o Coringa se mexendo incomodado em seu colo, assim que abriu os olhos notou que o outro estava tendo um pesadelo e instantes depois ele acordou, assustado e assim que se situou tentou livrar-se do abraço, claramente querendo fugir, temendo o que poderia acontecer caso ele saísse e se deparasse com a policia em alguma rua qualquer, estando assim debilitado, Batman fez a única coisa que achou ser certa: trouxe-o mais para perto e o beijou, ternamente, querendo afastar as más lembranças que via em seu olhar e as substituir por boas.

E estava conseguindo, o beijo agora era voraz, mas ainda cuidadoso, por causa dos machucados, as mão de Batman corriam o corpo do Coringa querendo mapear cada parte, fazê-lo gemer, não de dor como mais cedo, mas de desejo, queria-o quente e submisso, queria que o deixasse cuidar dele, ao menos aquela noite.

Ele sentia as mãos em sua pele quando pararam por ar, o morcego havia ganhado a batalha, como sempre, já não tinha mais vontade de resistir, um gemido rouco deixou seus lábios involuntariamente quando a língua de Batman percorreu seu pescoço, subindo e descendo.

–Você tem um gosto bom... — ele mordiscou de leve sua orelha e deitou-o na cama – Relaxe, ok?

Só pode confirmar, deliciado com o toque firme e improvavelmente carinhoso de Batman, seus corpos já nus se tocando, ele acariciava seu membro duro enquanto descia provocando, olhando diretamente em seus olhos, até chegar à virilha, onde deu leves mordidinhas antes de chupar demoradamente seus testículos, depois lamber seu pênis como se fosse um doce e toma-lo todo em sua boca.

Vê-lo tremendo sob seu toque o excitava, chupou com mais vontade, sentindo o corpo sob o seu tencionar, atinava que o outro estava quase gozando, mesmo assim não parou, queria senti-lo derramar-se em sua boca, as mãos do Coringa puxavam delicadamente seu cabelo. Quando chegou ao ápice, gemendo alto, lhe puxou para um beijo, demorado e profundo.

Saber que o gosto agridoce nos lábios do outro era seu o deixou novamente excitado, deixou-se virar pelas mãos calmas do morcego, que o deitava de barriga sobre um travesseiro para deixá-lo cômodo, ronronou quando sentiu beijos serem distribuídos em suas costas pontuados com palavras doces, seguindo da linha da coluna, um beijo em cada vértebra, um arrepio a cada beijo, quando chegou a suas nádegas , afastou-lhe mais as pernas, ora beijando, ora correndo a língua pela pele, deixando-o totalmente exposto. Seu coração falhou uma batida, nervoso, escondeu o rosto no travesseiro quando sentiu a língua úmida e quente tocar seu ânus.

Batman lambia o Coringa como que aprecia o melhor doce, gemendo quase tanto quando ele, sentindo-o contorcer-se, entrelaçando os dedos de uma de suas mãos com os dele, determinado a fazê-lo gozar novamente, enfiando a língua na entrada apertada, arranhando de leve a pele sensível com dentes, apenas para assoprar e lamber o local irritado e então voltar a penetrá-lo com a língua.

– Ahhh... Eu vou... — o gemido abafado deixou seus lábios, sentia o corpo ser percorrido por choques de prazer enquanto gozava, incontrolavelmente. Mas Batman ainda não estava satisfeito, nem bem os músculos relaxaram novamente sentiu um dedo entrar em seu corpo, acariciando com movimentos circulares, entrando e saindo em um ritmo lento e sem dificuldade, logo adicionando outro digito.

– Não te machuco, não é?? – pediu enquanto fazia movimentos mais rápidos e profundos e via o Coringa negar com a cabeça, ainda extasiado pelo ultimo orgasmo, tirou os dedos de dentro dele, que resmungou irritado e lhe arrancou um sorriso – Vou substituí-los por algo bem melhor.

Quando Batman se ajoelhou na cama e o puxou para seu colo, automaticamente passou os braços ao redor de seu pescoço, procurando apoio, foi descendo sobre o membro duro, pulsante, sentindo o entrar centímetro por centímetro, tentou não encará-lo, mas isso também ele não permitiu, cravou os olhos nos seus, prendendo-o e ao mesmo tempo lhe dando segurança, suas mãos sustentavam seu peso, deixando-o ir no ritmo que quisesse, o desconforto foi embora, deixando só o prazer, mesmo assim não acelerou os movimentos, preferindo a deliciosa sensação de ser lentamente invadido.

O Coringa se movia de forma enlouquecedora, subindo e descendo, tomando-o inteiro, sem desgrudar os olhos dos seus, rebolava devagar, depois acelerava e então quase parava, apertava-o em seu interior, Batman estava no limite, levou a mão ao membro do outro, masturbando num ritmo frenético, movendo-se contra ele no mesmo ritmo, e ele gemia, pedia mais, agora de olhos fechados.

O morcego tomou seus lábios em um beijo violento, entrava e saia de seu corpo cada vez mais rápido, castigando um ponto em especial que o enlouquecia, sentiu as costas tocaram outra vez a cama, apertava as pernas em torno da cintura do outro, abriu os olhos e encarou os orbes negros, chegou ao limite.

A sensação do corpo do Coringa, tomado pelos tremores do orgasmo, seus olhos nos seus, foram demais, indo o mais profundamente que pode, gozou com um grito entrecortado. Deixou-se cair, apoiado sobre os cotovelos, saindo lentamente de dentro do outro, tomou seus lábios para si novamente, desta vez com carinho, sua mente estava a mil assim como a do joker, segundo o que denunciava sua expressão, era estranho ver através da mascara que ele usara durante tanto tempo, queria perguntar o que ouve, sempre quis saber, desde a primeira vez que lutaram, como aquelas marcas foram feitas, mas, ao invés de perguntar, beijou suavemente o local, não era como se saber o que as havia causado mudasse alguma coisa, esperaria até que ele mesmo decidisse contar.

Ele congelou, ninguém jamais havia tocado suas cicatrizes, ao menos não dessa forma, por regra elas despertavam aversão, antes que pudesse assimilar tudo, viu-se preso entre os braços do outro novamente, aquilo estava virando um habito.

– Não se preocupe, morceguinho! Não vou atacar você durante o sono... – debochou do temor que carregava – Se quisesse te matar já teria feito isso há muito tempo.

– Não acho que vá tentar me matar, só gosto de você aqui... — a voz rouca lhe chegou como musica aos ouvidos – Ainda dói?

– Um pouco, mas veja o lado bom... Agora eu sei como os alvos se sentem...

O senso de humor estranho do Coringa voltara e isso era um bom sinal, ou quase, já que havia uma coisa martelando na cabeça do homem-morcego, mexia calmamente nos cabelos do outro, que estava quase adormecido, criando coragem, seu coração acelerou um pouco quando pediu:

– E agora? Como ficamos?

– Do jeito que sempre foi, Bat. – riu de leve – Ou você espera que Gotham ache lindo, seu herói pululando para cá e para lá de braço dado com o inimigo público número 1?

– Ainda vamos acabar nos matando por causa disso... – resmungou, muito mais aliviado.

– Ora, morceguinho, deixe de ser medroso, se não nos matamos até agora, acho difícil que aconteça.

Murmurou algo mais, mas no fim percebeu que jamais machucariam seriamente um ao outro, afinal, se não fizeram isso em todas as vezes que podiam, porque fariam justo agora? Beijou o topo da cabeça do Coringa, que dormia tranqüilo, desta vez sem pesadelos sobre seu passado, nem medo do que seus olhos poderiam contar ao Cavaleiro Negro.


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Notas finais
Lótus: Esclarecendo um ponto, ou vários, como o Coringa diz 'se é para ter um passado, prefiro que seja um passado com múltiplas escolhas', bem nós escolhemos uma, a versão que ele conta para Gambol no filme The Dark Knight: o pai teria feito as marcas nele em um momento de raiva, era a que nos parecia mais convincente para o momento. Agora passo a palavra para a Annye, ela é que entende de armas.
Annye: Bem amores, sobre as armas citadas quero esclarecer um pouco, primeiro as taser, que são armas de choque, a descarga elétrica pode ser regulada e seus efeitos variam muito, por regra deveriam desmaiar o individuo na hora, mas tem pessoas que resistem dependendo da voltagem, nesse caso provocam tontura e desorientação intensas. Sobre as 9 mm, escolhemos esse calibre porque ao contrario do que muitos dizem, é o calibre de um 38 tradicional, esse tipo de arma tem um alto poder de perfuração, mas baixo poder de parada, diferente das de calibre maior, simplesmente faz um buraco ou corte se for de raspão, mas o cara vai continuar correndo se não for um órgão vital perfurado e se aguentar a dor...
Mais alguma duvida... peçam em reviews...
Lótus: ¬¬ ... CDF... bembem... espero que tenham gostado, deixem comentários, podem ser criticas, elogios, sugestões... o que vier é bem vindo!!
Annye: Obrigado por lerem!!Byebye!!