Renascido nas trevas

21 Capítulo 21 - Subjugada


Notas iniciais
Boa noite a todos, não tenho muito o que falar aqui, apenas explicar que como esse capítulo ficou putaquepariumente grande, eu o dividi-lo em subcapítulos para facilitar para vocês, espero que gostem. PS: leiam as notas finais, nela irão conter algumas informações importantes.

No capítulo anterior...

Kanzaki já estava muito distante, mas ainda conseguiu ouvir claramente as explosões e o choque de poderes espirituais colidindo ferozmente um com o outro, em seguida uma delas desapareceu completamente, e após décadas, Kanzaki começou a chorar.

Eu sabia, ela pensou caindo de joelhos, parte dela sabia que Kaguya estava mentido, ela nunca conseguiria fugir sozinha, mas naquele breve momento seu medo de morrer superou sua convicção em ficar ao lado de sua amiga, ela havia quebrado sua promessa, não Kaguya.

Eu estou sozinha, foi o seu último pensamento antes de desmaiar e ir de encontro com a mais profunda escuridão que alguém pode ter.

Seu mundo interior.

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Capítulo 22 – Parte 1 – Meu lugar não é aqui

Kanzaki acordou em um lugar repleto de luz e calor, mas de certa forma, para ela esse local era ainda mais sinistro que o Hueco Mundo, olhou para cima, mas se arrependeu logo em seguida, lá no céu, havia uma bola de cor amarela que produzia um brilho tão intenso que ao encara-lo diretamente sentiu seus olhos lacrimejando.

Olhou ao redor e viu que estava no topo de uma falésia, e logo abaixo dela, uma interminável quantidade água se fazia presente, uma lufada de ar quente bateu contra o seu rosto e ao respirar sentiu seus pulmões arderem.

Que lugar é esse? Ela se perguntava.

Esse é o mundo real, uma voz familiar respondeu, a Adjucha arregalou os olhos ao reconhecê-la, e imediatamente respondeu.

— Kaguya?

De repente sua amiga se materializou diante dela.

— Você gosta desse lugar? – Ela não esperou uma resposta e continuou — Foi aqui que eu cresci quando ainda era humana.

— Kaguya é você mesmo? – Kanzaki acreditava que seus sentidos estavam lhe pregando uma peça.

— É claro que sou eu – Sua voz era gentil, mas ela adquiriu um tom gélido ao acrescentar – Eu disse que ficaríamos juntas, e diferente de você, eu sempre cumpro as minhas promessas.

Em toda a sua vida como Adjucha, Kanzaki já tinha passado por vários momentos dolorosos, ela já foi ferida mais vezes do que gostaria de se lembrar, foi perseguida inúmeras em inúmeras ocasiões e já ficou dias sem dormir com medo de ser pega, e consequentemente, morta.

Mas no momento em que Kaguya proferiu essas palavras, a dor que ela sentiu em cada centímetro de seu corpo foi como se todas essas coisas tivessem acontecido ao mesmo tempo.

Só que mil vezes pior.

— Me desculpe... – Kanzaki sentiu as lágrimas começarem a se formar – Me desculpe.

— Desculpe... – Kaguya repetiu – Acha que desculpas vão me trazer de volta?

— Mas eu não posso fazer nada além disso.

— É ai que você se engana, há uma coisa que você pode fazer por mim – Ela sorriu, um sorriso cruel e cheio de segundas intenções – Só resta saber se você está disposta a fazer.

— Eu faço qualquer coisa.

O sorriso de Kaguya se alargou ainda mais ao ouvir isso.

— Fico feliz em saber disso, mas eu só preciso de uma coisa – Ela se moveu tão rápido que Kanzaki só conseguiu vê-la novamente quando ela apareceu na sua frente — Eu preciso do seu corpo.

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— NÃÃOOO – Kanzaki abriu os olhos e viu que estava em um lugar completamente diferente, então tudo aquilo foi apenas um sonho? Ela concluiu, seu olhar percorreu boa parte do local, era uma caverna ampla e bem iluminada por algumas tochas, que eram poucas, mas estavam espalhadas estrategicamente de modo que conseguia uma boa iluminação, ela sentiu que estava sendo observada por alguém e olhou para trás, e ao fazer isso viu que uma Adjucha fêmea que tinha a aparência de uma cobra estava lhe encarando.

— Por favor, não grite – Ela pediu — Todo esse barulho fere meus ouvidos sensíveis.

— Você só pode estar brincando comigo Sun Sun – Falou outra Hollow que se aproximava, essa parecia ser uma espécie de leoa — Você nem sequer tem ouvidos.

Sun Sun pareceu ofendida com o comentário.

— Que grosseria dizer que eu não tenho ouvidos, se bem que eu não posso esperar educação alguma de uma bruta como você.

— O que você disse? Hein? Sua vadia – Ela abriu a boca exibindo enormes presas.

— Com licença... – Kanzaki ficou um pouco desconfortável quando toda a atenção foi voltada para ela, mas decidiu continuar — Onde é que eu estou?

— Então a novata já acordou? – Kanzaki arregalou os olhos quando uma terceira Hollow de nível Adjucha apareceu de repente – Já estava na hora, fazia quase duas semanas que Harribel-sama trouxe você para cá.

— Harribel-sama? – Ela repetiu.

— Apache, Sun Sun, Mila Rose – Outra voz feminina se fez presente – Se apresentem direito a nossa nova companheira – No mesmo instante, uma figura de aspecto humanoide pareceu se materializar na frente de Kanzaki que estremeceu levemente ao perceber que se tratava de uma Vasto Lorde.

— Não se preocupe – Sua voz era calma e desprovida de qualquer emoção – Ninguém aqui irá feri-la.

— Me desculpe – Kanzaki continuava na defensiva — Mas a minha primeira experiência com um Vasto Lorde não foi muito agradável.

Ao ouvirem isso, as três Adjuchas foram para cima da novata.

— Você já se encontrou com um Vasto Lorde? – Perguntou Apache incrédula.

— Como ele era? — Indagou Mila Rose.

— E como você conseguiu sair viva? – Questionou Sun Sun.

— Eu não quero falar sobre isso – Kanzaki não queria forçar sua mente a lembrar daqueles momentos terríveis que culminaram na morte de sua amiga.

Elas pareceram desapontadas, mas a Vasto Lorde pediu que não insistissem no assunto, depois ela se virou para Kanzaki.

— Desculpe por isso. Você tem um nome? Qual é?

...

— Kanzaki – Ela respondeu baixinho — Eu queria sair um pouco. Será que eu posso...?

— É claro que pode – Harribel assentiu — Você não é uma prisioneira.

Lentamente Kanzaki se dirigiu até um lance de escadas que levava até a saída, ainda estava se sentindo um pouco tonta, por isso usava a parede próximo a ela como suporte enquanto andava, e chegando ao topo, ficou observando a paisagem, mesmo que ela se resumisse a um deserto inóspito, com raras árvores de quartzo e formações rochosas, logo ela sentiu que alguém se aproximava, olhou por cima do ombro e viu que era a Adjucha com a aparência de cervo.

— Às vezes quando eu quero ficar sozinha, também venho para cá – Ela falou.

— Você é...?

— Emilou Apache – Ela se apresentou – Mas pode me chamar apenas de Apache, já que seremos companheiras de agora em diante.

— Eu não posso ficar aqui – Kanzaki anunciou repentinamente.

— Por quê?

— Eu não sei – Ela admitiu – Mas eu sinto que esse não é meu lugar.

— Você vai se adaptar – Garantiu Apache – Eu cheguei aqui há pouco tempo, no inicio, eu também me sentia um pouco deslocada, mas com o tempo você se acostuma.

— Talvez isso seja verdade – Em parte, Kanzaki concordava com o raciocínio de Apache – Mas agora eu preciso ir.

— Ir? Para onde?

— Eu ainda não sei, mas eu tenho certeza que esse lugar não é aqui.

— Parece que essa é a sua decisão final, é mesmo uma pena – Kanzaki levou um susto quando Harribel apareceu entre as duas.

— Muito obrigado por ter salvado minha vida Harribel-san, mas agora eu devo seguir o meu caminho.

Harribel deu um olhar compreensivo para a Adjucha.

— Eu realmente não sei o que você está procurando, mas sinceramente espero que encontre.

Kanzaki fez uma pequena reverência a Vasto Lorde e começou a andar pelo deserto do Hueco Mundo.

— Tem certeza que isso é o melhor a se fazer Harribel-sama? – Questionou Apache – Ela ainda está um pouco debilitada, não seria melhor para ela ficar aqui mais um pouco?

— Eu não tenho o direito de dizer o que é melhor para ela Apache – Harribel falou calmamente — Esse é o caminho que ela escolheu seguir, é um caminho difícil, mas ela terá que percorre-lo sozinha.

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Parte dois – O que está acontecendo comigo?

Kanzaki estava tão afastada que já nem conseguia mais ver o esconderijo de Harribel, pensou no que iria fazer de agora em diante. Sempre era Kaguya que tomava as decisões e ela apenas se limitava a segui-la.

Mas agora eu estou sozinha, ela se forçava a lembrar, tenho que tomar minhas próprias decisões de agora em diante.

Ela olhou em volta.

Acho que devo começar criando meu próprio esconderijo, um lugar discreto e que seja numa área habitada por Hollows com baixo poder espiritual.

Adjucha foi trazida de volta a realidade bruscamente, ela começou a sentir uma grande agitação abaixo dela, o chão começou a tremer, ela saltou para o lado no exato momento que a areia começou a ser expelida para o ar como se fosse um vulcão em erupção.

— Impressionante – Uma voz soou do local em que ela estava há segundos atrás – Você é a primeira Adjucha que conseguiu desviar do meu ataque.

Quando a areia parou de ser expelida, um Hollow apareceu diante dela, sua aparência não era nada intimidadora, tinha um pouco mais de um metro e meio de altura, possuía uma grande protuberância no meio de sua mascara, seus braços e pernas eram bem curtos, e seu poder espiritual era tão baixo que Kanzaki chegou a sentir pena dele.

— Chegou a sua hora – Anunciou, tentando parecer confiante, mas Kanzaki notou que ele parecia terrivelmente assustado pelo fato de ser ataque surpresa ter falhado.

O que eu devo fazer? Ela analisava suas opções, esse Hollow é bem fraco, talvez eu devesse...

Antes que ela concluísse seus pensamentos, Imediatamente seu braço esquerdo se levantou e disparou um Cero que atingiu impiedosamente a cabeça do Hollow, matando-o instantaneamente, Kanzaki ficou paralisada, sem entender o que havia acontecido.

O que foi isso? Meu braço se moveu contra a minha vontade, ela fez alguns movimentos com o braço esquerdo, mas dessa vez ele respondia perfeitamente.

As coisas ficaram ainda mais estranhas quando Kanzaki começou a sentir um frio inexplicável, ela normalmente gostava do frio, mas esse em participar parecia que estava vindo de dentro, chegava a ser sufocante, e para completar, uma Reiatsu de cor roxa estava começando a fluir de seu corpo.

Isso é ruim, ela pensou, liberar uma grande quantidade de Reiatsu em Hueco Mundo era o mesmo que colocar uma enorme placa em cima de sua cabeça dizendo ‘’aceito lutar com qualquer um’’, e parecia que estava funcionando, pois em poucos minutos ela estava completamente cercada por Hollows de diferentes tamanhos e formas.

— Olha só o que temos aqui – Um Hollow que mais parecia uma lagartixa superdesenvolvida falou – Uma Adjucha fêmea, é a primeira vez que eu encontro uma.

— E também será a última – Kanzaki falou, seu olhar era frio como o gelo e sua voz era como uma lâmina afiada, mas depois ela piscou algumas vezes, não acreditando no que havia falado.

O que está acontecendo comigo?

— Por algum motivo ela me parece familiar – Comentou outro Hollow que tinha uma forma aracnídea.

— Espere um pouco – Um Hollow que tinha a aparência de um gorila se aproximou, ele olhou para Kanzaki de cima a baixo de depois riu – Eu te conheço, você era amiga da estripadora de Hollows, não é mesmo? – Seu olhar ficou duro de repente — Ela massacrou todo o meu bando, apenas eu consegui fugir com vida... ouvi falar que ela tinha sido morta, parece que é verdade, não sei por que só você sobreviveu, mas não importa, você vai pegar pelo o que ela fez – O Adjucha avançou sobre Kanzaki, ela poderia desviar perfeitamente, tentou se mover, mas seu corpo não a obedecia, ela foi acertada com força no estômago e foi lançada por alguns metros até se chocar conta o chão.

Ela tentou se levantar, mas nos teve sucesso.

Não consigo me mover... Acho que é melhor assim, ela concluiu enquanto seus olhos se fechavam lentamente.

Desculpe-me por morrer desse jeito Kaguya, mas acho que eu já me cansei de lutar.

...

Você é patética, disse uma voz em sua mente, parece que o trabalho sujo vai ficar por minha conta.

...

Kanzaki se levantou, porém sua cabeça estava curvada para baixo, e seus cabelos brancos cobriam boa parte de seu rosto, o ar em volta dela estava completamente diferente, o Adjucha gorila, indiferente ao que estava acontecendo, novamente foi até ela.

— O que foi? – Provocou – Está com tanto medo que nem consegue se mexer? – Ele novamente projetou seu punho em direção e ela, mas dessa vez Kanzaki segurou o golpe sem problemas. O Adjucha mal pôde reagir quando seu pescoço foi agarrado com violência, ele devia pesar no mínimo uns duzentos quilos, mas ela o ergueu no ar com muita facilidade, ele se debatia desesperado ao sentir sua traqueia sendo esmagada, ela fechou ainda mais o aperto e o terrível som de seu pescoço se partindo preencheu o ar, ao sentir que a vida tinha abandonado o corpo do Hollow, ela o arremessou em um rochedo próximo que se despedaçou como se fosse feito de vidro.

Os Adjchas recuaram, estavam visivelmente assustados com o ocorrido.

— De onde ela tirou todo esse poder? – Os Hollows se entreolharam, como se esperassem que a qualquer momento um deles respondesse essa pergunta.

Numa explosão de coragem (ou burrice), outro Adjucha avançou sobre ela, mas um par de asas saiu do corpo de Kanzaki e cortou o Hollow na cintura e no pescoço, dividindo-o em três partes.

— A-Asas... V-Você não tinha asas antes – Gaguejou o Adjucha aracnídeo, ele só tinha visto uma vez um Hollow que possuía asas e as lembranças não eram nem um pouco agradáveis.

— Do que está falando? – Sua voz estava diferente de antes – Eu sempre tive asas.

Uma poderosa Reiatsu de cor roxa estava emanando de seu corpo, ela ainda estava de cabeça baixa quando falou.

— O que foi? – Sua voz era carregada de sarcasmo — Não está me reconhecendo?

— Você... – O Adjucha teve dificuldade para falar – Essa voz... Não é possível.

— Por que não? – Ela levantou a cabeça, revelando uma máscara de cor cinza.

— Otonashi... Você... Você deveria estar morta.

— Você também – Ela argumentou – Tecnicamente todos os que estão nesse mundo já morreram uma vez, então só por que eu morri duas vezes é tão surpreendente assim?

— SIM – Disseram os Hollows em uníssimo.

Kaguya revirou os olhos e depois começou a apalpar o ‘’seu corpo’’.

— Esse corpo é tão magrinho – Ela voltou sua atenção para os Hollows e os encarou como se estivesse diante de um banquete cinco estrelas – Parece que alguém está precisando urgentemente de proteínas.

— Por favor, não nos mate – Implorou um dos Hollows e muitos fizeram o mesmo.

Kaguya sorriu para eles.

— Podem fugir se quiserem... – Ela falou e por um momento os Adjuchas ficaram mais aliviados – Mas saibam que nesse caso eu irei persegui-los e mata-los na mesma hora.

Um Adjucha tentou confronta-la.

— Quem você pensa que...

Kaguya rugiu e uma poderosa energia espiritual começou a fluir de seu corpo, o ar ficou rarefeito quando ela lançou uma poderosa onda sonora com seu grito, isso foi o suficiente para arremessar para longe todos os Adjuchas. O que aconteceu em seguida foi um verdadeiro Pandemônio, os Hollow correram desesperados para salvarem suas vidas, porém muitos ainda estavam atordoados pelo ataque de Kaguya e acabavam tropeçando uns nos outros.

— É assim que eu gosto – Kaguya flexionou suas garras e precipitou-se sobre eles – Seu sorriso aumentava cada vez mais à medida que ela matava, mutilava e decepava suas vitimas.

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— Isso foi um bom aquecimento – Kaguya murmurou enquanto lambia o sangue que estava escorrendo entre as suas garras, seu olhar percorreu o local, tentou sentir algum sinal de vida próximo a ela, e sorriu ao constatar que tinha sobrado um.

— Por favor tenha piedade – Implorou o Adjucha restante.

— Piedade? – Kaguya repetiu como se o significado dessa palavra fosse desconhecido para ela – Aqui nesse mundo não existe essa palavra — Ela preparou um Cero com as duas mãos.

— PARE — Uma voz gritou em sua mente e ela acabou errando o alvo.

— Então ela já acordou? – Murmurou Kaguya parecendo decepcionada – Foi mais rápido do que eu pensei — Ela se virou para o Hollow.

— Hoje é o seu dia de sorte, lixo – Kaguya rosnou – Preciso ter uma DR séria agora. Saia daqui antes que eu mude de ideia. O Adjucha começou a correr o mais rápido que pôde e em menos de um minuto ele desapareceu completamente de sua vista.

— Acho que chegou a hora do grande reencontro – Ela concluiu enquanto fechava os olhos, ao fazer isso Kaguya perdeu todo o contado com a realidade, e ao abri-los novamente não ficou nem um pouco surpresa ao constatar que estava em um local completamente diferente.

O local em questão parecia ser uma espécie de pântano, a água era escura e estava na altura de suas panturrilhas, Kaguya chapinhava enquanto ia até o seu destino, a vegetação era tão densa que não era possível nem mesmo ver a cor do céu, mas ela não se importava com isso.

Kaguya usava suas garras para cortar a vegetação que insistia em ficar em seu caminho, mas após vários minutos ela finalmente chegou até o seu objetivo. Tratava-se de um campo aberto, de formato circular, sem nenhum tipo de vegetação, exceto uma enorme árvore que estava no centro, mas em contra partida, agora a água estava acima de seus joelhos. Kaguya sorriu internamente ao ver a figura que estava encostada sobre a árvore.

Kanzaki estava usando a árvore como apoio, ela estava se sentindo estranhamente fraca, como se algo naquele lugar estivesse lentamente sugando as suas forças, a Adjucha estava pensando que lugar era esse e em como poderia sair, mas quando uma figura apareceu por entre a vegetação ela ficou em choque, sua respiração falhou por um momento, sua boca se abriu, mas nenhum som foi emitido, e quando finalmente recuperou a fala, apenas uma palavra foi proferida.

— Kaguya?

— Sim – Ela cantarolou alegremente — Eu voltei.

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Parte três – Subjugada

Havia tantas coisas que Kanzaki queria falar, tantas desculpas que queria pedir, os terríveis sentimentos de culpa que a atormentavam constantemente a chacoalhavam por dentro, mas estranhamente, a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi dizer.

— Você está... Diferente.

— Eu sei – Kaguya fez que sim com a cabeça, concordando – Devo ter perdido alguns quilos pela falta de comida, mas não se preocupe, pretendo mudar isso muito em breve.

— Como você voltou? – Kanzaki estranhou o seu próprio tom de voz, cheio de dúvida e desconfiança, mas não sabia dizer o porquê, a Adjucha que estava diante dela sem dúvidas era a Kaguya, sua aparência, sua voz e seu poder espiritual eram inconfundíveis, mas algo parecia estar... Errado.

— Sua reação foi muito fraca – Kaguya observou — Eu esperava ao menos uma sessão de choro seguido por um abraço e quem sabe até mesmo injetar uma dose sexual como uma forma de aprofundar ainda mais a nossa amizade.

— Poderia repetir a última parte? – Kanzaki pediu — Acho que não entendi direito.

— Isso é irrelevante, o que importa é que eu voltei, e dessa vez é pra ficar.

— Mas... – Kanzaki começou a falar, mas Kaguya a interrompeu.

— Está bem, vou tentar explicar, mas não garanto nada – E após fazer uma pequena pausa, para organizar suas ideias, voltou a falar — Tudo começou quando eu fiz uma pergunta que todos os Hollows, numa determinada fase de sua vida, fazem a si mesmos.

— Qual é o nosso objetivo? – Arriscou Kanzaki – O que somos? Para onde vamos?

— É claro que não – Ela balançou a cabeça em negativa — Eu estava pensando... Será que o meu gosto é bom?

— Hã!?

— Bem, é só você pensar comigo, os Hollows mais saborosos são aqueles com um grande poder espiritual, então por lógica eu devo ter um ótimo sabor, você não concorda?

— Eu realmente não sei como responder a essa pergunta.

— Por favor – Kaguya revirou os olhos – Não me diga que você nunca pensou nisso?

— NÃO – Kanzaki negou categoricamente com a cabeça.

— Nenhuma vez?

— Não.

— Tem certeza?

— Absoluta.

Kaguya não parecia muito convencida disso, mas decidiu prosseguir.

— Continuando, mesmo estando curiosa sobre isso, eu não podia fazer nada a respeito, já que seria bem estranho se eu arrancasse uma parte do meu corpo para comer, você não concorda? – Ela percebeu que Kanzaki estava lhe dando um olhar estranho – O que foi?

— Não é nada, só estou um pouco surpresa em saber que exista algo que você considere estranho.

Kaguya semicerrou os olhos.

— Em nome da nossa amizade eu vou deixar essa passar – Ela continuou a história — Você se lembra do dia em que eu ‘’morri’’?

— Como eu poderia esquecer? .

— Então eu acho que você também se lembra que antes de nos despedirmos eu te dei um presentinho muito especial.

Kanzaki arregalou os olhos em entendimento.

— Espere um pouco... Você não está querendo dizer que...

— Isso mesmo, aquilo era um pedaço do meu corpo, ao que parece uma parte da minha alma estava naquele pedaço, levei cerca de duas semanas para me desenvolver e conseguir me comunicar com você, a forma mais pratica que eu encontrei foi trazê-la para cá.

— E quanto a esse lugar...

— Esse é o seu mundo interior.

— Então você planejou isso desde o começo?

— Na verdade não, só queria que você experimentasse um pedaço, eu sabia que iria morrer de qualquer forma então que diferença ia fazer ter um pedaço a menos do meu corpo? — Ela olhou para Kanzaki com expectativas – E então?

— Então o que?

— O pedaço que você comeu, era gostoso?

— Eu não sei, você enfiou aquele... Seja lá que parte do seu corpo era pela minha garganta, eu não tive tempo para sentir sabor algum.

— Entendo – Kaguya parecia um pouco decepcionada.

— Então – Kanzaki não queria mais falar desse assunto – Isso quer dizer que nos vamos compartilhar o mesmo corpo de agora em diante?

— Não exatamente – Ela estava procurando as melhores palavras para ficar – Tecnicamente, duas almas não poderiam conviver num mesmo corpo espiritual simultaneamente, mas existem algumas exceções, é um pouco complicado, mas eu vou explicar, funciona assim, existe a alma ‘’principal’’, que será aquele que comanda o corpo na maior parte do tempo, e a alma ‘’secundaria’’, que fica adormecida na maior parte do tempo, e presta algum auxilio se for necessário, como eu fiz agora há pouco.

— Então você vai ser o espirito secundário – Kanzaki deduziu – Entendi...

— Na verdade – Kaguya corrigiu – De agora em diante, o espirito secundário será você.

— Mas esse é o meu corpo – Ela argumentou.

— Não mais – Kanzaki arregalou os olhos ao perceber que pouco a pouco estava começando a afundar na água – Agora ele pertence a mim – Kaguya continuou – Existe uma regra que é absoluta, e ela vigora desde os tempos imemoriais, trata-se da lei do mais forte.

— O que é isso? – Kanzaki sentia que suas forças estavam sendo sugadas.

— Sou eu – Kaguya respondeu calmamente — Meu poder está pouco a pouco subjugando o seu – A Adjucha não estava enxergando nada além de um grande borrão negro a sua frente — E como resultado você permanecerá num estado de inconsciência parcial, é como se você estivesse dormindo, e só irá acordar se sofrer algum tipo de estimulo.

— Por que está fazendo isso comigo? – Apenas a cabeça de Kanzaki estava fora d’água.

— Isso é algo que você terá de descobrir sozinha – A Adjucha não sabia se estava tendo uma alucinação, mas a última coisa que ficou gravada em sua mente antes de perder a consciência foi em como a expressão de Kaguya parecia triste ao falar aquilo.

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Parte quatro – Estou orgulhosa de você

Quatro anos depois...

Kaguya estava no topo de uma montanha, mas não era uma montanha comum, para falar a verdade nem era mesmo uma montanha de verdade, e sim uma enorme pilha de Hollows que ela tinha matado horas atrás.

— Que tedio – Ela murmurou – Esses inúteis nem servem mais como passatempo.

— Você não acha que está exagerando um pouco? — Uma voz falou diretamente na sua cabeça.

— Pare de me perturbar por tudo – Kaguya reclamou — Eu tirei a mordaça de você por um tempo, não me faça ter que coloca-la de novo.

Nesses anos que se passaram a relação entre as Adjuchas tinha mudado drasticamente, Kaguya se tornou fria e distante, ela deixava Kanzaki ‘’dormindo’’ boa parte do tempo, mas infelizmente ela ainda recebia muitos estímulos de Kaguya, e na maioria das vezes, estava acordada quando sua amiga se ‘’divertia’’, Kanzaki observava as atrocidades dela sem poder fazer nada, ela sempre soube que sua amiga tinha propensão a ser violenta, mas isso era diferente, havia uma raiva incontrolável em suas ações, Kanzaki podia sentir.

— Por quê? — Ela precisava saber o motivo - Por que você ficou desse jeito? Eu não consigo entender.

— Você é muito ingênua – Repreendeu Kaguya – Não importa quantas décadas se passem parece que você ainda não entendeu em que tipo de lugar nos vivemos, aqui é matar ou morrer, devorar ou ser devorado, não há nenhum espaço para piedade ou misericórdia, você tem pena dos Hollows que eu mato, mas eu posso garantir que se eu os poupasse eles tentariam me matar assim que eu virasse de costas, essa é a realidade, e não se pode fugir dela, esse mundo é cruel Kanzaki, e a única forma de se viver nele é tornando-se cruel também – Ela fez uma pequena pausa e seu tom de voz ficou um pouco mais suave ao acrescentar – Você não precisa sofrer desse jeito Kanzaki, apenas aceite o que somos, e o que tem que fazer para continuar vivendo.

— N-Não... – Ela tentou se soltar das amarras que a prendiam — Eu não vou permitir que você continue com isso.

— E o que você pensa em fazer? – Kaguya deu um sorriso pequeno — Me impedir? Sabe que é mais fraca do que eu, acho que já falamos demais, durma um pouco, vai lhe fazer bem.

E então as vozes cessaram.

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Cinquenta anos depois...

Kanzaki não sabia quanto tempo havia se passado, ela só sabia que estava cansada, cansada de sentir o gosto metálico do sangue todos os dias, cansada de ouvir os gritos desesperados de Hollows pedindo clemência, cansada de sentir a carne deles sendo rasgada, e principalmente, estava cansada de resistir, ela parou de tentar impor sua vontade sobre Kaguya, ela finalmente tinha entendido que era fraca e inútil, e agora apenas esperava pela hora que ela podia finalmente morrer.

Mas então um dia, o inimaginável aconteceu.

Tudo começou em um dia considerado normal para Kaguya, o som de asas batendo chamou a atenção de vários Hollows, todos eles tentavam se esconder assim que ouviam esse som, a fama de Kaguya Otonashi, a estripadora de Hollows havia se espalhado rapidamente,

Kaguya estava sobrevoando uma área que nunca tinha explorado antes, havia uma quantidade absurda de Adjuchas reunidos, eram centenas, talvez até mais, e sentado em uma espécie de trono, havia um Hollow com aparência de um esqueleto, ele usava em manto negro e tinha uma coroa sobre a cabeça. Kaguya o observava com curiosidade.

Sua Reiatsu é ridiculamente poderosa, com certeza deve ser um Vasto Lorde.

O Hollow, ainda sentado no trono levantou seu olhar.

— Você tem um belo poder espiritual Adjucha, junte-se ao meu exercito – Seu tom deixava bem claro que isso não se tratava de um pedido.

— Uma oferta tentadora, mas acho que terei de recusar, não gosto muito de aglomerações.

— Que insolente – Barragan rosnou irritado – Eu sou o rei de Hueco Mundo, em primeiro lugar ajoelhe-se em minha presença.

— Quem morreu para nomear você o rei?

— Todos os que me desafiaram – Respondeu Barragan.

— Tenho que admitir que essa foi uma boa resposta, mas a minha resposta ainda é não.

— Entendo – Por um momento Kaguya pensou que Barragan seria compreensível, porém mudou de ideia rapidamente — Shawker, cuide dela.

Um Adjucha corpulento deu um passo à frente, sua pele era azul escura, ele tinha um bracelete no pulso esquerdo e a única coisa que cobria o seu corpo era uma minúscula tanga marrom.

— Fala sério – Kaguya zombou – Estou aqui para enfrentar o chefão e não brincar com os seus soldadinhos.

— Como você se atreve? – Rosnou Shawker – Como se um verme como você fosse digna de testemunhar o poder de Barragan-sama.

Kaguya revirou os olhos.

— Já vou avisando que não gosto de preliminares – Ela avançou, ignorando completamente o Adjucha e mergulhou sobre Barragan que pareceu muito surpreso para reagir a tempo, ela lançou um Cero em sua direção que o acertou em cheio, a força do golpe fez o trono do Vasto Lorde ficar em pedaços, o rastro do Cero seguiu por quilômetros, os Adjuchas estavam prestes a ataca-la, mas uma voz os manteve em suas posições.

— Não se movam – Ele ordenou usou seu enorme poder espiritual para afastar a poeira – Eu vou mata-la com minhas próprias mãos – Uma espécie de machado surgiu diante dele – Sinta-se honrada.

Kaguya observava o Vasto Lorde com um respeito recém-adquirido.

Eu não esperava derrota-lo com aquele golpe, mas não causei nem mesmo um único arranhão?

O Vasto Lorde riu ao ver a expressão de surpresa de Kaguya.

— Realmente pensou que o Cero de um Adjucha poderia me matar?

— Talvez – Ela falou.

— INSOLENTE – O Vasto Lorde lançou uma espécie de névoa negra foi em sua direção, Kaguya tentou subir para desviar, mas já era tarde demais, o estranho miasma tinha acertado um dedo de sua mão esquerda, ela arregalou os olhos em descrença ao perceber que toda a extensão de sua mão estava apodrecendo, toda a pele e a carne estavam sendo corroídas, e somente os ossos restavam.

— AHHHHHH – A dor que estava sentido em seu braço esquerdo era insuportável, e quando a corrosão estava prestes a subir até o seu antebraço ela rapidamente o arrancou fora, e comparada à dor que tinha sentido antes, a sensação de perder o braço era quase agradável.

— Esse bastardo vai me pagar – Ela rugiu enquanto mergulhava a toda velocidade, mas parou abruptamente – Mas não agora, ainda não sou forte o bastante para derrotar um Vasto Lorde.

Ela não perdeu tempo e começou a se afastar do local, e depois de ficar a uma distancia considerável, finalmente pousou.

— Droga, isso foi mais difícil do que eu pensei – Ela analisou seus ferimentos – Mesmo com a minha habilidade de regeneração deve demorar um pouco para recuperar o meu braço – Olhou em volta – Acho que é melhor eu...

De repente, Kaguya foi desconectada da realidade, tudo a sua frente ficou tão negro quanto o breu, e sentiu que seu corpo estava se movendo numa velocidade inacreditável, ela ficou com ânsia de vomito, a sensação era a mesma de andar de montanha russa de olhos vendados.

O que esta acontecendo?

Mesmo se perguntando isso, Kaguya sabia perfeitamente o que estava acontecendo, ela estava indo para o seu mundo interior, mas dessa vez foi diferente, ela não foi por que quis, e sim por que foi forçada a isso.

A queda não foi das mais confortáveis, ela caiu direto na água escura do pântano.

— Meu cabelo – Ela resmungou — Quer dizer, como eu vim parar aqui?

— Finalmente! – Exclamou Kanzaki há poucos metros dela – Finalmente eu consegui força-la a vir para esse mundo

— Isso não foi nada legal – Repreendeu Kaguya – Que tipo de amiga faria isso?

— Você tomou o meu corpo – Lembrou Kanzaki

— Então isso é vingança? – Kaguya parecia surpresa – Não sabia que você era do tipo vingativa.

— Vejo que você está bem fraca – Ela observou, ignorando o comentário de Kaguya.

— É verdade — Concordou — Mas isso não significa você está mais forte.

— Tem certeza?

Kaguya trincou os dentes em frustração ao perceber que inúmeros braços saíram da água e a prenderem.

— Estou pegando o meu corpo de volta – Kanzaki anunciou.

— Como você fez isso?

— Meu mundo, minhas regras – Ela explicou — Eu demorei um pouco, mas eu finalmente entendi, o único motivo de você ter conseguido me prender foi por que esse mundo não estava sob o meu controle, você me fez acreditar que esse mundo pertencia ao mais forte, mas estava mentindo, agora eu sei que esse mundo pertence a mim, e você não é mais bem vindo nele.

Enquanto dizia essas palavras Kanzaki sentia uma dor inexplicável tomar conta dela, pôs a mão sobre o peito, que estranhamente era o local que mais doía, e perguntou-se qual seria a sensação de ter um coração pulsando nesse local. Ela não queria encarar Kaguya, mas como essa seria a última vez que a veria, decidiu faze-lo, e teve uma grande surpresa.

Ela estava sorrindo, não era um sorriso amargo e frio, mas um sorriso sincero.

— Estou orgulhosa de você – Ela falou antes de ficar completamente submersa.

— Adeus minha amiga – Ela se despediu, pequenas bolhas de ar começaram a se formar de onde Kaguya foi levada e quando a ultima estourou, Kanzaki finalmente cedeu caiu de joelhos, mas dessa vez não chorou, porém se fez uma pergunta que nunca seria capaz de responder.

Quantas vezes Kaguya terá de morrer por minha causa? Ela se perguntou enquanto se levantava, deu uma última olhada em volta antes de concluir.

— É hora de voltar.

...

Ao abrir os olhos Kanzaki estava de volta em Hueco Mundo, respirou fundo, mesmo não querendo admitir, ela quase tinha sentido falta desse lugar.

— Estou tão cansada – Kanzaki começou a caminhar, para sua surpresa não demorou muito para encontrar uma caverna, levou horas para explora-la e concluiu que era completamente inabitada, ela decidiu voltar para a entrada, mas acabou pegando no sono e dormiu ali mesmo.

Um sono muito, muito profundo...

Quando Kanzaki abriu os olhos logo soube que alguma coisa muito errada tinha acontecido.

O poder espiritual da Kaguya... Ela analisou, Desapareceu completamente, e não é apenas isso, todo e qualquer vestígio da Reiatsu dela que estava impregnado em meu corpo também havia sumido.

Era uma sentimento estranho para Kanzaki, mesmo sabendo que não havia nada de errado, não podia tirar essa sensação que algo muito importante tinha sido arrancado dela.

— Acho que eu deveria sair um pouco.

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Parte cinco – O início da invasão

Atualmente

— E poucas horas depois disso eu encontrei o Ichigo, a partir dai... Ei – Ela reclamou ao perceber que Kaguya estava de olhos fechados – Você não prestou atenção em nada do que eu disse?

— Não – Admitiu – Eu acabei me lembrando de tudo logo no inicio.

— E por que não disse isso antes?

— Você não parava de falar, além disso, sei que é falta de educação interromper os outros.

Antes que ela pudesse ter a chance de responder, alguém bateu na porta.

— Kanzaki você está ai? – A Arrancar reconheceu a voz que chamou seu nome.

— Olá, Neliel-san, pode entrar.

Kaguya observou quando a maçaneta girou por completo e a porta se abriu.

— Humph – Resmungou – Então essa é a sua nova melhor amiga? Fala serio, o que ela tem de tão especial?

Kanzaki tentou ignora-la enquanto Neliel estava lá, somente ela conseguia enxergar Kaguya, e não queria que a Espada pensasse que ela era louca.

— Bem... – Continuou Kaguya – Admito que ela tenha seus atrativos – Ela olhou para o busto avantajado da Espada – Saca só esses peitões – Tentou segura-los, mas sua mão passou direto entre eles – Droga, eles devem ser tão macios – Ela deve ter notado o que estava fazendo e rapidamente recuperou a pose – Mas tirando isso ela não é nada demais.

— Neliel-san, por acaso você viu o Ichigo?

— Não, mas eu escutei algo muito interessante, parece que alguns dos Arrancars mais fortes estão se reunindo no laboratório de Szayel por ordens de Aizen-sama para uma missão especial.

— Sza... O que?

— Szayel – A Espada repetiu – Ele é o nosso cientista, não é muito forte, mas a sua incrível inteligência lhe concedeu vários privilégios, inclusive um enorme laboratório onde ele fez diversas experiências nada ortodoxas.

— Acho que entendi, então você acha que o Ichigo foi chamado?

— Provavelmente, e se os Arrancars chamados forem quem eu estou pensando, tenho certeza que essa ‘’missão especial’’ envolve destruição em grande escala.

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Laboratório de Szayel

— O trabalho de vocês será invadir a Soul Society e ajuda-lo a roubar o Hougyoku.

Os quatro Arrancars ficaram visivelmente surpresos com a noticia, Grimmjow abriu a boca para falar, mas Szayel o interrompeu.

— Mas antes eu quero antecipadamente dizer que sinto muito, eu recebi uma atualização das ordens de Aizen-sama e ele disse que apenas três de vocês poderão ir.

— Você fica Starrk – Mandou Ichigo – Tenho certeza que você prefere tirar uma soneca a lutar – O Arrancar apenas se limitou a acenar com a cabeça.

— Então vamos logo com isso – Disse Grimmjow impaciente.

— Agora vou lhes explicar os detalhes, para começar só poderão entrar um por vez, vocês serão mandados para os setores Norte, Sul e Leste respectivamente, o trabalho de vocês é bem simples, causar o máximo de destruição possível, o suficiente para que seja necessária a intervenção dos Capitães Shinigamis para neutraliza-los, é logico que vocês podem dar de cara com o Tousen e Ichimaru, que são subordinados de Aizen-sama, se isso acontecer... Façam um bom teatro – Ele abriu um portal – Então, quem vai ser o primeiro?

Ichigo deu um passo à frente.

— Eu vou.

— Isso é ótimo... hum, eu posso te chamar apenas de Ichigo?

— Não.

— Ichi, então? – Ele arriscou.

— Está querendo morrer? – Ichigo aumentou seu poder espiritual – Saiba que isso pode ser providenciado.

Szayel pigarreou.

— Muito bem, vamos logo com isso, o portal já está estabilizado.

— Starrk – Chamou Ichigo já de frente com o portal – Quando eu voltar quero ter uma palavrinha com você.

— Mal posso esperar – Ele respondeu saindo do laboratório.

Logo em seguida Ichigo atravessou o portal, a viajem foi bem rápida e logo chegou em seu destino.

Ele deu uma boa olhada em volta.

— Então essa é a Soul Society? – Ichigo pensou em voz alta — Isso ser promete ser bem interessante.

Continua...

Notas finais
Espero que tenha gostado, mas antes de tudo, tenho que dar uma noticia não muito boa: eu pretendo dar uma pequena pausa de duas semanas a um mês da minha fic, eu estou tendo alguns problemas que não vem ao caso dizer, e também quero usar esse tempo planejar alguns pequenos eventos que ainda estão indefinidos na minha cabeça, nas próximas semanas irei dar um aviso sobre o tempo exato dessa pausa. E por favor, peço aos leitores que ainda não comentaram ou deixaram seu favorito, que usem esse tempo para deixarem sua opinião, quero saber o que acharam da minha fic até agora, qual a parte que vocês mais gostaram? O que acham da personalidade do Ichigo dessa fic? Gostaram dos personagens originais? Ao menos uma vez gostaria que todos comentassem, saibam isso é muito importante para mim, e os que puderem divulgar a fic eu também agradeceria bastante. Enfim, conto com a compreensão de vocês, até mais.