Renascença

2 Capítulo 2 - Acabo dormindo com um garoto


Notas iniciais
Então pessoal, esse é o segundo capítulo da minha fanfic, espero que gostem dela *-* por favor, não esqueça de comentar e dizer o que achou.

Me dei conta que já se passaram 2 dias deis de que achei esta estrada, e até agora nada de vila, estou exausto e faminto e completamente desidratado, ando mais alguns metros desorientado e não conseguindo andar em linha reta, acabo cambaleando até um campo de trigo, quando não me aguento mais em pé acabo desmaiando.

Uma voz me acorda, uma voz doce e suave, abro os olhos e vejo uma mulher, uma bela moça que aparenta ter de 30 à 35 anos, não estou me sentido da melhor forma, tudo em minha volta está girando e luto para manter os olhos abertos, ela me levanta e me carrega nos ombros, faço de tudo mas não consigo me manter acordado, meus olhos lentamente se fecham e novamente volto a desmaiar.

Acordo novamente, só que desta vez estou dentro de um quarto em uma cama, tudo está bem arrumado e ajeitado e bem cheiroso, consigo me levantar e vejo na porta a mulher, ela trouxe uma bandeja com biscoitos e um pouco de chá, ela me diz para comer para não desmaiar novamente, como tudo e agradeço pelo alimento, ela me pede para levantar e ir ao banheiro me lavar e colocar uma roupa mais limpa. O banheiro é simples, porém confortável e organizado, o sabonete tem cheiro de rosas do campo e a água é deliciosamente esquentada, tudo o que eu precisava depois de caminhar 2 dias pela estrada. Volto para o quarto e vejo que me foi preparado um pijama simples da cor azul claro, ele serve perfeitamente em mim, imagino que a mulher não more sozinha. Alguém bate na porta.

- Pode entrar, já terminei de me trocar. — Ela entra.

- Que bom que serviu, imaginei que ficaria perfeito já que você tem a mesma idade que o Tyler. — Tyler? Esse deve ser o nome do filho dela, penso.

- Ah, ele não vai se incomodar se eu usar isto?

- Imagine, Tyler é um bom garoto, e deve estar chegando, pedi para que fosse ao mercado antes de te encontrar desmaiado no campo de trigo. — Ao que parece Tyler não sabe que há um invasor em sua casa.

- Ér... prazer... meu nome é Eddie Kewg... — Contei a ela minha história e como havia parado desmaiado no campo de trigo.

- Muito prazer Eddie, sou a Liza Phoenix, espero ser uma boa anfitriã para você. — Aquilo confortara-me.

Ouço uma porta se abir.

- Deve ser ele! — Diz ela com uma expressão de empolgação para apresentar seu filho ao invasor.

- Mãe? Você está aí em cima? O vendedor disse que o alface que você pediu está em... — Ele entra no quarto — Uhm... Olá? Mãe, quem é? — Ele diz com uma expressão surpresa, mas quem ficou realmente surpreso fui eu, essa aparência... essa beleza inconfundível que vejo em minha frente, cabelo loiro com mechas e uma linda franja cobrindo sua têmpora, olhos caramelados cativantes... é ele... não posso negar... ele é o T!

- Ah, esse é o Eddie, ele estava desmaiado no campo de trigo aqui perto de casa, então eu acolhi ele aqui em casa, ele me contou que perdeu os pais e fugiu do país para não ser levado para o orfanato. — Quando ela diz isso parece um pouco drástico, mas foi o certo a fazer.

- Entendo... prazer em conhecê-lo Eddie. Meu nome é Tyler Phoenix — Ele se aproxima e ergue as mãos para me cumprimentar, o ato me deixa nervoso.

- Pra... prazer... Tyler. Er... sobre o pijama, se isso te incomoda eu posso...

- Não se importe com isso, não precisa ficar pelado aqui em casa. — As palavras dele me fazem corar.

Os dois saem do quarto para me deixar descansar, o que não é necessário já que desmaiei duas vezes e não preciso dormir de novo agora. Horas se passam enquanto fico pensando no Tyler, “prazer em conhecê-lo Eddie...” As palavras dele não saem da minha cabeça, não consigo parar de pensar nele... o que devo fazer? Meus pensamentos são interrompidos pelas batidas da porta, escuto a voz do Tyler perguntando se pode entrar, meu coração acelera.

- Ah... Tyler... sim, pode entrar. — Ele entra, está vestindo um pijama branco, ele havia acabado de sair do banho então seu cabelo ainda está úmido e bagunçado pela toalha usada para secá-lo, os olhos quase que fechados como se estivesse forçando a vista devido à água, da ao seu rosto uma aparência ainda mais sedutora.

- Já descansou? — Ele diz com o mais perfeito sotaque que já havia escutado. -

- Não muito, acho que dormi o suficiente naquele campo de trigo. — Ele ri.

- Imagino que passou por tempos difíceis por aqui, mas que bom que minha mãe o encontrou, fico feliz que está aqui. — Suas palavras me atingem diretamente e fico imóvel, sinto meu peito ardendo como se estivesse em chamas, e o máximo que consigo dizer é — Fico feliz de estar aqui.

- Bom, está de noite, acho que devemos dormir. — ele sai do quarto e volta carregando um colchão com um lençol, ele o coloca do lado da cama que estou, pega um travesseiro dentro do armário e deita de barriga para cima, a camisa um pouco levantada e sua mão na altura do umbigo, ele cai no sono e dorme tranquilamente, não consigo tirar os olhos dele, minha vontade agora é pular em cima dele e dormir em seus braços. Me perdi tanto em meus pensamentos que quando me dou conta Tyler está acordado me olhando, provavelmente achando muito estranho o fato de eu estar olhando tanto para ele.

- Também não consegue dormir? — ele pergunta com um sorriso tênue.

- Não, ando meio distraído ultimamente e não sinto sono.

- Da para imaginar, você parecia bem pensativo enquanto não tirava os olhos de mim. — As suas palavras me fazem corar intensamente.

- Uhm... er... é só que... eu estava distraído... é isso. — Ele ri de um jeito como se não tivesse acreditado na minha desculpa.

- Já que nenhum de nós conseguimos dormir, podemos conversar um pouco. — Ele senta-se no colchão, se encosta na minha cama e da alguns tapas do lado dele sinalizando para que eu me sente ao seu lado. Eu desço da cama e me sento no colchão.

- Me conte como é a América, seu país, o lugar de onde você veio.

- Como sabe que vim de lá?

- Seu sotaque deixa isso óbvio.

- Ah, tinha esquecido que sou eu que tenho sotaque por aqui... enfim, meu país não é tão diferente do que se fala pelo mundo, mas posso falar de minha casa... bom, eu morava no estado de New York, em uma cidade pequena e bem pouco comentada, lá há uma igreja, um pequeno mercado com somente o básico para vender, se não me engano 3 escolas, 2 delas públicas e a outra particular, bom, simplesmente o básico de uma cidade pequena. E você? Por que não me conta sobre sua vila? Não tive muito tempo de visitá-la.

- Minha... vila? Bom, não há muito a se dizer... só temos nosso campo de trigo, algumas casas simples, um ou dois quiosques e um lago.

- Um... lago? Você sabe pescar?

- Sim, deis de criança, eu costumava pescar com meu tio. — Uhm... um namorado pescador, pelo menos não faltará comida em casa... espera... no que eu acabei de pensar? Ah, esqueça disso!

- Isso é muito interessante, na minha cidade não temos esse costume...

- Eu poderia te ensinar qualquer dia... Mas mudando de assunto, está com fome?

- Talvez, por quê? Você vai pescar algo para nós dois? — Ele ri.

- Se você quiser eu poderia... vou preparar algo para nós, você vem?

Eu o sigo até a cozinha, me encosto na mesa e o observo fazer um simples lanche de queijo, mas ele o prepara de um jeito tão delicado que faz com que o lanche pareça ainda mais delicioso.

- Você come tomate? — A beleza dele me distrai tanto que não consigo prestar atenção no que ele diz.

- Desculpe, o que?

- Tomate... você gosta?

- Ah, gosto sim. — Para alguém que ficou 2 dias sem comer, o que eu não gostaria afinal?

Ele delicadamente corta as fatias do tomate com a maior facilidade como se fizesse isso todas as noites.

- Aqui. — Ele coloca o prato com o lanche na minha frente e se senta na cadeira.

- Obrigado

Nenhuma palavra é dita durante a refeição. Quando terminamos, subimos para o quarto e sentamos no lugar que estávamos antes, começamos a conversar sobre nossas vidas e algumas histórias nossas, ele até me conta um pouco sobre seu pai, Senhor Philip Phoenix, ele era piloto, mas desapareceu enquanto passava pelo Triângulo das Bermudas. A noite começa a ficar realmente fria, depois de um tempo sem conversar, Tyler encosta a cabeça em meu ombro e antes de cair no sono, passa seu braço sobre minhas costas e segura meu braço direito, ele então me puxa para deitarmos juntos no colchão e deita sobre meu peito, eu passo meu braço sobre ele e dormimos abraçados.

De manhã permanecemos na mesma posição, posso sentir o cheiro de seus lindos cabelos loiros, sinto também o calor de sua respiração em meu peito, poderia dormir desse jeito todas as noites. Antes que eu perceba Tyler já está acordado, ele olha para mim e sorri, o rosto dele está bem perto do meu agora.

- Me desculpe por ontem.

- Não precisa se desculpar, estava muito frio ontem a noite. — Por algum motivo ele da um leve riso e cora

- Bom, vamos levantar, minha mãe deve estar nos esperando na cozinha para o café. — Ele então levanta do colchão, pega uma roupa simples do guarda-roupa, e sem nenhuma vergonha se troca na minha presença, ele realmente fica semi-nú na minha frente, os traços de seu corpo são perfeitamente desenhados e bem estruturado, assim que ele se vira de frente pra mim, eu o olho da cabeça as pés, e a visão daquilo me faz corar e virar a cabeça, assim que ele termina de se trocar, eu faço o mesmo, apesar de estar totalmente com vergonha.

Descemos até a cozinha e nos sentamos a mesa, eu me sirvo de cereais com leite e depois um suco de laranja natural.

- E então, dormiram bem? — Ela pergunta em um tom como se soubesse o que havia acontecido.

- Sim. — Tyler responde seguido de um riso.

- E você Eddie?

- Ah, sim, claro.

Notas finais
Bom, o 1º e o 2º capítulo já estavam prontos aqui no meu computador, e o 3º está sendo escrito. Mas enfim, por favor não esqueçam de comentar o que acharam! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.