Por sobre os pilares das cinzas do tempo

Renascemos.

Sim, estávamos mortos dentro das tumbas agonizantes da história

Tudo era pó e cansaço

Renascemos

Ouvindo a voz de um trovão solitário

que como cavaleiro pálido

Vem sangrando

Está chamando pelos sinos das estátuas de sal

Acesas no bosque maldito

Nas avenidas desvairadas d'alma

Lá longe, onde o pecado se esconde

Parou o bode. Descemos.

Renascemos

Dos mortos, dos vivos, de coisa nenhuma

E de tudo ao mesmo tempo.

Fingimos a morte

Inventamos a verdade

Para falsear o engano do delírio.

Renascemos

Agora, depois do apocalípse,

Abrimos os olhos para correr da serpente

Renascemos

A vida veio e está lá fora

Conosco, mas também solta

Porque, no fim,

Renascemos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!