Renascemos
1 Capítulo 1
Por sobre os pilares das cinzas do tempo
Renascemos.
Sim, estávamos mortos dentro das tumbas agonizantes da história
Tudo era pó e cansaço
Renascemos
Ouvindo a voz de um trovão solitário
que como cavaleiro pálido
Vem sangrando
Está chamando pelos sinos das estátuas de sal
Acesas no bosque maldito
Nas avenidas desvairadas d'alma
Lá longe, onde o pecado se esconde
Parou o bode. Descemos.
Renascemos
Dos mortos, dos vivos, de coisa nenhuma
E de tudo ao mesmo tempo.
Fingimos a morte
Inventamos a verdade
Para falsear o engano do delírio.
Renascemos
Agora, depois do apocalípse,
Abrimos os olhos para correr da serpente
Renascemos
A vida veio e está lá fora
Conosco, mas também solta
Porque, no fim,
Renascemos.
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