Ren No País Do Natal
1 Ren no País do Natal
Notas iniciais
Era às véspera do Natal, a maioria das pessoas, já estavam arrumando suas casas para o Natal e o Ano Novo que vinha logo depois, junto com seus Parentes que já eram aguardados, e que já estavam chegando as cidades, e uns até saindo dela própria.
E não era diferente na casa dos Suzuki's. Ren, o filho mais velho de Liza e Kiyo, e irmão de Chloe, não gostava muito do Natal, muito diferente de sua família, na qual tinha uma tradição que cumpriam todos os Anos.
As aulas já haviam terminado, e diferente de muitas cidades, nevava na cidade onde moravam, os irmãos, adoravam assistir aos flocos brancos — totalmente puros — caindo do lado de fora da casa. Ficavam horas observando caírem do outro lado do vidro da janela da sala, ou do quarto, enquanto seus Pais, estavam fora trabalhando.
Os amigos de Ren, haviam marcado fazer uma festa de Natal para todos do colégio. Chloe, não era da mesma escola que Ren, e era 2 anos mais nova, mas mesmo assim, também tinha uma festa de Natal, no mesmo dia, que no caso, seria dia 24 de Dezembro. E por culpa de um incidente 1 ano atrás, Ren também foi convidado à festa, mesmo assim, ele já havia decidido que não iria.
Era dia 19 de Dezembro, quando Ren, foi pedir à seus pais permissão para ir na festa de seus amigos, e seus pais não foram contra, aceitaram, pois sabia que ele, estaria também vigiando a irmã, pois a festa de sua irmã era no mesmo condomínio da de seus Amigos.
No dia seguinte, a mãe de Ren, saiu para fazer compras, e junto dela, saiu ele e Chloe, foram ao Shopping e ao comercio. Ren não sabia o que comprar para a garota que havia tirado no amigo invisível — era uma garota, da mesma sala de Ren, ele não falava muito com ela, então não sabia o que iria dar de presentes a ela.
Quando já estavam quase saindo da loja de CDs e DVDs no Shopping, Ren viu um CD, de uma banda, não muito famosa, mas que já havia escutado a garota que ele havia tirado no Amigo Invisível, conversando com as amigas dela.
- Mãe, acho que já sei o que eu vou levar. — Falou Ren.
- O quê, Querido? — Perguntou a mãe Curiosa.
- Pode ir na frente procurando algo para comprar, e uma roupa nova a Chloe, encontro vocês depois.
- Nossa, Ok, querido. — falou a mãe se afastando, junto da filha indo para uma loja no fim do corredor.
Ele tinha o dinheiro necessário para comprar o CD, e já não tinha mais ideia do que comprar para a garota tirando isso, pegou-o e levou ao caixa, a fila não estava muito grande, então foi rápido.
Uma garota que estava atendendo no Caixa 4, que o atendeu. Ela tinha cabelos médios, nem tão longo nem tão curto, louros, mas claro que os cabelos de Ren, usava óculos, tinha olhos pequenos de cor azul, e se parecia muito com uma amiga de Chloe.
- Como posso ajudar-lhe? — perguntou a garota olhando para Ren, enquanto parava.
- Vou levar esse CD — falou colocando o cd no balcão.
- Ok, mais alguma coisa? — perguntou ela olhando nos olhos dele.
- Não, só isso.
- O total é R$25,00
- Aqui — falou ele tirando da carteira do bolso de trás, duas notas, uma de 20 e outra de 5, e deu a garota do outro lado do balcão.
- Obrigada — falou ela guardando as notas — É um presente?
- Sim, por favor.
- Ok — pegou um papel de embrulho, e começou a embrulhar o cd
-Acho que já nos conhecemos.
- Eu acho, você não é me familiar.
Ela continuou a embrulhar, e logo depois me entregou.
- Obrigada, volte sempre. — falou ela quando ele saiu da frente do Balcão.
Agora, ele teria que achar a mãe e a irmã, ele havia procurado o Shopping todo por elas, e não achou nenhuma das duas, já estava quase voltando para casa a pé, quando percebeu que o Shopping ficava muito longe da sua casa e para piorar, havia esquecido o celular, o único jeito era sentar-se em algum lugar e esperar pelas duas.
Ele sentou-se numa mesa e lá adormeceu.
Estava em algum lugar com o chão fofo, já não estava mais sentado na cadeira desconfortável, aonde se encontrava segundos antes.
Abriu os olhos e ao redor se encontravam pinheiros, para todos os lados, e em baixo de si, tinha neve. "Ótimo, alguém deve ter me colocado do lado de fora do Shopping, no meio da floresta, Por que essas coisas só acontecem comigo?" Pensava Ren "Agora tenho que voltar pro Shopping e procurar aquelas duas... Certo.. Mas qual é a direção do Shopping?".
Ele começou a andar para a Direita, não havia achado ninguém... Alguns minutos, talvez uns 20 minutos e nem sinal do final da floresta de Pinheiros.
"Ótimo, continuarei a caminhar, e esse frio é terrível" reclamava ele na sua própria mente.
Mais alguns minutos e conseguiu ver uma casa logo a frente. Estava toda enfeitada para o natal, com pisca-pisca, a árvore de Natal do lado de fora, e vários outros enfeites... Não parou, foi para a porta ver se achava uma campainha, mas sem sinal de nada, o único modo, era bater na porta. E ele fez isso.
Demorou para abrir, e do outro lado da porta estava uma garota baixa, com 1,60 talvez, cabelos louros, usava óculos e seus olhos tinham a cor azul, estava usando roupas Natalinas, incluindo um Gorro, rosa.
- Posso ajudar? — perguntou a garota examinando as vestimentas dele.
- Sim, na verdade estou perdido, você poderia, por favor, me falar aonde estou?
- Hum... Como você veio parar aqui? — perguntou ela curiosa — Aqui é o País do Natal.
- Esse é o problema, eu não sei como vim parar aqui... Eu estava dormindo no Shopping da minha cidade e quando acordei, estava no meio de uma floresta de Pinheiros, não sabia para onde ir e segui para Direita até que encontrei a sua casa.
- Bem, que modo estranho de se aparecer por aqui, no País do Natal. — falou ela — Entre, sente-se, vamos conversar
- Sim, Obrigado. Com licença — falou ele entrando na casa, pequena da garota.
Ela gesticulou para ele sentar-se na poltrona ao lado da de Yui, e ele se sentou.
- Me chamo Yui — apresentou-se, levantou a mão para um aperto — e moro nessa casa sozinha.
- Me chamo Ren Suzuki, Prazer. — apertou a mão de Yui.
- Você deve estar se perguntando o que é o País do Natal, certo?
- Mais é claro!! nem sei como vim parar aqui e nem o que é esse lugar, preciso que me conte tudo ! — falou ele dando ênfase no "tudo"
- Claro, mas não posso falar muito a respeito disso. — falou ela dando uma pausa — O fato é, o criador deste mundo é o Papai Noel, mas ele não é o governante, quem realmente governa é o Rei e a Rainha, eles são bastante cruéis com as pessoas da cidade, e durante o Natal, na Terra, o Papai Noel decide trazer algum humano de lá para tentar mudar o pensamento do Natal que se tem lá e vê se arruma o problema do nosso mundo, ou seja, por enquanto já vieram mais de 50 pessoas e nenhuma resolveu os dois.
- Acho que isso só pode ser brincadeira — Falou ele pensativo.
- E não é só isso, esse mundo é muito perigoso o que fez com que muitos moradores locais morressem e tem mais, se você morrer aqui permanecerá aqui para sempre, quero dizer que você não poderá voltar para a Terra nunca mais. E claro, você tem que ir logo ver o Papai Noel, ele lhe dará uma missão.
Quando Yui, terminou a frase, houve uma batida na porta.
- Já volto.- falou ela levantando-se.
Ela se dirigiu até a porta elegantemente e a abriu.
- Papai Noel? O que o senhor está fazendo aqui?- perguntou ela surpresa.
- Yui, quanto tempo não te vejo, como vais? — perguntou um homem que talvez tivesse uns 23 anos, com cabelos castanhos, e olhos vermelhos, usando uma camiseta vermelha, junto com uma calça preta colada nas pernas, ele não estava usando um agasalho. "Como ele aguenta nessa neve?" perguntava-se Ren, foi então que percebeu que não fazia frio algum.
- Bem, e o senhor, Papai Noel?- Ela estava se recuperando do susto
- Também vou bem...- falou ele, olhando para mim sentando- Yui, quem é aquele sentado naquela poltrona?
- Papai Noel, é o Ren Suzuki, quem você mandou trazer esse ano.
Yui mal terminou de responder e o suposto "Papai Noel" já estava ao meu lado.
- Ahh então você é o Ren? — perguntou ele olhando nos meus Olhos — Você já deve saber quem eu sou, e você vai vir comigo
Ele me carregou e me colocou em seus ombros, e eu não tive tempo de reagir, num segundo estava sentando na poltrona de Yui e no outro estava sendo carregado pelo Papai Noel.
- Me solte — protestava Ren.
- Obrigado, Yui, vou levar ele comigo, Até mais.
- Ah.. Ok, Papai Noel.
Ele saiu da casa com Ren nas costas, e foi andando no meio da neve.
- Me Solte agora!- gritava Ren nos ombros do homem, continuando a se debater contra ele.
- Pare de se debater.
- Não, me solte! -gritava Ren ao homem.
- Não.
O caminho todo até um prédio, com decorações exageradas de Natal, e uns duendes andando pelo caminho, olhando para Ren e o homem.
- Para onde você está me levando ? — perguntou Ren, por fim.
- Para um lugar ...
Eles demoraram mais 10 minutos para chegar ao prédio, onde entraram e sem falar com ninguém. O homem, foi direto para uma sala no final de um corredor, e somente lá soltou Ren.
- Yui já te contou não é? — perguntou ele sério.
- Mais ou Menos, ela me contou algumas coisas.
- Ela deve ter parado na parte em que esse mundo é perigoso, não é?
-Sim, isso mesmo.
- Pois é, parte do problema é meu, por dar armas de fogos, dinamites e etc... para crianças, adultos, pessoas de idades, pessoas que se transformam em animais e etc...
- Espere... Você da armas de fogo a crianças?
- Sim
- Que tipo de pessoa você é?
- Que é? Uma pessoa não pode dar armas a crianças? — falou ele sorrindo.
- Ahh Meu Deus esse mundo é de malucos só pode.
- Sim, nós podemos ser considerados Loucos, por vocês humanos, mas você e muitos podem estar achando que este mundo é um mundo dos sonhos. Você já sabe se morrer aqui, não poderá voltar ao seu mundo. — falou o Papai Noel ainda com o Sorriso no rosto.
- Sim, Yui me contou a respeito disso. — Respondi-lhe — De todo modo, seu nome é mesmo Papai Noel?
- Sim, é sim por que?
- Curiosidade, Aliás porque você não é um velhinho gordo, igual nos contos?
- Porque aquela aparência já é muito velha, já era hora mudar de aparência você não acha? Aliás um velhinho dando armas à crianças seria estranho — falou ele sorrindo, com um sorriso muito suspeito.
- Não sei de nada...- "Você só pensa que é estranho quando se ver como um velhinho? É muito estranho qualquer pessoa dar armas à crianças!" pensou ele — Aliás Yui, me disse que você ia me dar uma missão, me dê logo quero voltar para o meu mundo.
- Claro, você vai aceita-lá?
- Que escolha eu tenho? — perguntou Ren
- É boa escolha então — falou ele — Bem, eu quero que você descubra mais a respeito de uma garota misteriosa, que mora num pinheiro gigante aqui perto, e para conseguir isso, você precisa falar com o Rei.
- Espere, é só isso?
- Sim, depois, quem sabe de você aprender o verdadeiro valor do Natal eu te mando para o seu mundo de volta.
- Ótimo, já que não tenho escolhas ao final de tudo, irei fazer isso. — falou Ren, virando de costas e seguindo a porta.
- Você vai mesmo desarmado? — perguntou o Papai Noel tirando de uma das gavetas da sua mesa, um saquinho e uma pistola. -Tome, use só em caso de emergência e cuidado com essas dinamites.
- O quê....? — perguntou Ren um pouco confuso — E se eu matar alguém?
- Boa Sorte, Ren, espero que não matem você.
- Você é maluco, cara! Como assim "espero que não matem você"? e se eu matar alguém como fica? — Perguntou Ren chocado, enquanto o Papai Noel estava só rindo da reação dele.
Ren, saiu do prédio, abriu o saquinho que recebeu do Papai Noel e lá dentro tinha 5 dinamites, e um mapa, pegou o mapa e o analisou. Primeiro, ele teria que falar com o Rei, que ficava a uns 10 minutos de onde estava, e depois ir falar com a Garota Misteriosa.
Foi em direção ao castelo, do lado de fora, havia um garoto do tamanho de Ren, com cabelos brancos, usando um short vermelho, e uma camiseta branca.
- Você precisa de algo? — perguntou o garoto a Ren.
- Sim, aqui é o castelo do Rei?
- Sim. Por quê?
- O Papai Noel, me mandou vim falar com ele, para conseguir a permissão para falar com a "Garota Misteriosa".
- Então você é o humano que, veio para cá, para tentar resolver o problema dos dois mundos?
- Sim.
- Ótimo, venha comigo, o Rei está a sua espera.
O Garoto me deixou entrar no castelo. Por dentro, haviam vários quadros, de temas variados, não só de Natal, o que era estranho para um "País do Natal". Subiram, vários lances de escadas até chegar ao topo de uma das torres do castelo, onde havia uma porta, o Garoto de cabelos brancos deixou ele, na frente da Porta e o disse que podia entrar que lá dentro estava, o Rei.
- Com Licença — falou Ren ao bater de leve na porta.
- Entre — escutou-se uma voz sair de dentro do quarto.
Ren abriu a porta, do lado direito estava uma estante com livros e capa dura, e do lado esquerdo uma mesa, com 2 cadeiras, uma de cada lado da mesa, uma delas estava ocupada por um homem.
- Sente-se — falou o homem de costas a mesa
Ren se sentou na cadeira à frente do homem, que se virou, mostrando longos cabelos verdes, com uma trança, e olhos azuis cintilantes, usando roupas chiques, uma camisa de botões branca, com uma gravata, com um colete preto por cima.
- Eu me chamo, Ukyo, sou o Rei do País do Natal, e você deve ser o Ren — falou o homem olhando para Ren.
- Sim, eu sou Ren, e o Papai Noel me mandou vim aqui pedir permissão para começar a fazer a missão.
Ukyo, levantou-se, foi até o lado da cadeira onde Ren estava sentado, e ficou olhando, para ele, igual como o Papai Noel havia feito no primeira vez que tinha visto ele.
- O quê foi? — Perguntou Ren ao homem.
- Nada — ele mal terminou de falar a palavra quando colocou Ren no ombro e pulou da Janela, que ficava ao lado da mesa.
- O QUÊ? — Gritou Ren chocado — Você tá maluco, estamos no alto de uma torre.
Ele não falou nada, e Ren fechou os olhos esperando que morresse, mas nada aconteceu, Ukyo, aterrissou normalmente no chão, e saiu andando elegantemente como se ele não tivesse pulado do quarto no alto da torre.
- Para onde você está indo me levar?
- Para um Lugar...
- Vem cá, você é tão maluco quanto o Papai Noel?
- Mais ou menos, digamos.
- Ótimo mais um para a lista !
O Homem, não falou mais nada, continuou a andar elegantemente com Ren no Ombro, eles entraram na Floresta, e foram em direção à uma árvore enorme no centro da floresta, demoraram alguns minutos, e só então Ren percebeu que já estava de noite.
- Já é de Noite...
- Sim, eu sei.
- Para onde você vai me levar.
- Para a casa de uma amiga para você descansar para começarmos a missão amanhã cedo, e vermos se consegue conclui-la, sem morrer nem nada.
- Ok — falou Ren surpreso, não pelo o que ele falou, mas sim que ele queria que começasse logo a missão.
Eles chegarem a arvore onde Ren havia acordado quando chegou nesse mundo, e Ukyo pulou, e com esse pulo conseguiu alcançar um dos galhos da árvore, onde havia uma casa. Ele bateu na porta e esperou abrir, e Ren caiu num sono profundo.
A luz estava muito forte, estava entrando no comodo onde ele estava deitado. Tentou abrir os olhos, mas a claridade era muito forte, ficou piscando para se acostumar a enxergar. Ele estava deitando numa cama, o comodo era todo feito de madeira, e tinha uma janela do lado da cama onde ele estava deitado, do lado oposto tinha uma mesinha, onde estava um copo com água, e no quarto não tinha porta.
Uma garota de cabelos longos Loiros, olhos claros, que se parecia muito com a garota que ele havia tirado no amigo invisível da festa de Natal dos Seus amigos — que nem sabia mais se chegaria a Terra a tempo de ir -, usando uma regata beje e um short preto, calçando pantufas de coelho, estava na soleira da porta encarando ele.
- Ah você acordou? — perguntou a garota.
- Sim, onde estou? — perguntou Ren desnorteado, reparando que estava de pijamas — Espere como eu estou de pijamas?
- Você está na minha casa, e o Rei trocou sua roupa por esse pijama enquanto você dormia, ele levou para lavar e trouxe roupas novas a você — falou ela gesticulando para a cadeira onde tinha umas roupas penduradas.
- Pera aí, aquele louco trocou até a minha cueca ? Esse mundo só tem malucos.
- Calma... Quem é você? — perguntou a garota dando muitas risadas.
- Sou Ren.
- Ren, você é muito engraçado! Gostei de você.
Eu sentir meu rosto quente tenho certeza que estava corando, ela era linda, e seu sorriso era divino, mal sabia eu que nossos destinos estavam conectados.
Ele não sabia o que tinha que descobri dessa linda garota que estava se sentada na cama onde ele estava deitado.
- Bem, você precisa se arrumar, enquanto você se arruma vou ir preparar o café da manhã, queres algo em especial? — perguntou ela se levantando da cama e indo em direção a porta.
- Não, Pode ser qualquer coisa.
- Ok.
Ela tinha acabado de sair do quarto, e Ren foi até a cadeira onde estava algumas roupas, pegou a primeira que viu, uma bermuda e uma camisa preta, foi para o comodo ao lado, onde provavelmente seria o banheiro por ser o único comodo com porta.
Entrou, tirou o pijama e trocou pela roupa que tinha pego. "Fala sério, aquele maluco do Rei, é um sem noção, Ele foi muito doido de trocar minha roupa enquanto estava dormindo, quando eu ver ele de novo, eu vou soca-lo" pensava ele enquanto terminava de trocar de roupa.
Havia um espelho em cima da pia, ficou la se olhando, do outro lado havia um garoto de longos cabelos loiros cor de mel totalmente bagunçados, e com o rosto pálido. Jogou um pouco de água no rosto, arrumou o cabelo e saiu do banheiro pronto, foi direto para a sala.
Lá também tinha moveis feito de madeira, praticamente tudo nessa casa era feito de madeira, ela estava sentada do outro lado da mesa, comendado um prato de ovos frito com bacon, e na cadeira na frente dela estava um prato com panquecas.
- Sente-se — falou ela — Pode comer as panquecas, não sabia o que faria para você.
- Ah Obrigado.
Ele colocou a calda, como geralmente se faz, nas panquecas, cortou um pedaço e o levou à boca, "nossa está delicioso...Agora além de ser linda também sabe cozinhar" pensava ele.
- Está uma delicia. — falou ele à ela.
- Obrigada.
- Aliás você já sabe o meu nome, eu ainda não sei o seu... — falou ele — Qual o seu nome?
- Eu me chamo Natsume — respondeu ela sorrindo.
- Que nome bonito, Natsume.
- Obrigada.
Ela continuou a comer os ovos e o bacon do seu prato, quando terminou pegou 2 xícaras e as serviu de café, uma das xícaras deu ao garoto, a outra ela bebeu.
Eles terminaram de comer, e ele foi ajudar ela a lavar a louça do café.
Durante a tarde ele foi atrás do castelo do Rei, para tentar descobri o que que ele deveria descobrir sobre a garota, aconteceu a mesma coisa, e logo estava sentado na cadeira, do mesmo comodo no dia anterior.
- Com o que eu posso te ajudar, Ren?
- Como assim com o que? Não acha que esqueceu de me contar o que preciso descobri sobre ela? E aliás que história foi essa de trocar minha roupa, até mesmo minha cueca?
- Você precisa descobrir exatamente quem ela é e o que ela é. — falou ele — E quanto a isso, você precisava trocar de roupas, Aliás suas Roupas estão bem ali — falou ele apontando para um canto.
- Como assim o quê ela é? Mas não precisava tirar minha cueca também, seu doido.
- Você ainda não viu algumas pessoas que conseguem se transformar em animais, ou já viu?
- Não vi nenhuma, eles conseguem?
- Sim, existem mutos deles aqui no País do Natal... E precisamos de alguém para saber exatamente se ela, é uma.
-Sim, mas você disse ontem a noite que ela era sua amiga...
- Eu disse? Bom, não importa, você terá que ganhar a confiança dela e pergunta-la sobre isso.
- Só pode ser brincadeira...
- Vá logo, terminar esse seu trabalho.
- tá tá..
"Pelo menos olha o lado bom, não me carregaram nos ombros mais" pensava ele.
Ele saiu do prédio, levando suas roupas que havia usado no dia anterior e que o maluco do Ukyo havia trocado, e foi o caminho de volta a árvore onde estava ficando por um tempo indeterminado. Chegando lá, a casa estava vazia, "Talvez Natsume tenha saído para comprar algo para o jantar, não sei", pensava ele.
Já havia feito mais de 24 horas em que ele não tinha tomado um banho, aproveitou que estava sozinho para poder tomar uma chuveirada sem problemas de alguém abrir a porta durante o seu banho, e o visse sem roupa, e com esse alguém ele se referia a Natsume, ele não queria que ela o visse assim, e muito menos queria vê-la desse modo também.
Depois que saiu do banho, e se aprontou, queria saber que horas eram, mas na casa de Natsume não havia relógio, então sentou-se numa poltrona na frente da televisão, e ficou lá assistindo algum programa que estava passando.
O programa acabou, e começou outro, e assim por diante, até que depois de uns 4 programas acabarem, Natsume chegou na casa.
- Nossa você demorou. Onde estava? — perguntou ele preocupado.
- Estava resolvendo algumas coisas...
- Tudo bem, pode ir tomar um banho que eu ajudo com o jantar.
- Obrigada, Ren. — falou ela sorrindo, indo em direção ao quarto pegar uma muda de roupa e uma toalha.
Enquanto ela ia tomar um banho, ele foi fazer o Jantar, não tinha a minima ideia do que deveria fazer, então foi ver o que tinha na geladeira, havia, uma porção de bife para duas pessoas, talvez cortados e temperados. Ele pegou uma frigideira, pegou a manteiga e passou-o na frigideira, esperou que derretesse com o fogo do fogão, e por fim pôs os bifes fritando, enquanto fazia o Arroz e a salada.
Depois de fazer tudo, arrumou a mesa, colocou 2 pratos, 2 copos e pôs a vasilha da salada, do arroz e dos bifes em cima da mesa, e esperou ela sair do banho para poder comer.
Demorou um pouco e lá fora já estava bastante escuro, até ela chegar usando uma blusa de mangás rosa shock, junto com uma bermuda azul claro.
Os Dois comeram seus pratos e ficaram conversando durante o Jantar. Depois Natsume insistiu em lavar a louça, pois ele havia feito o jantar, ele como não tinha escolhas deixou, e foi ir dormir.
- Natsume, estou indo dormir, Boa Noite.
- Boa Noite, Ren — falou ela da cozinha.
Ele se deitou de baixo das cobertas e dormiu.
Nos próximos dias foi mais ou menos assim, ela saia para não sei aonde, e ele ficava andando pela floresta tentando ver se achava rastros de algo, mas não achava nada.
Até que um dia ele achou um lago, ele estava congelado, e ele setia vontade de ficar em cima da água congelada, mas algo lhe falava para não fazer isso. E não fez.
No mesmo dia, Natsume não havia voltado para casa, e havia deixado um aviso na geladeira, dizendo que não iria voltar até a noite do dia seguinte.
Ele estava sozinho na casa sem nada para fazer, não iria mexer nas coisas da garota, ele desceu e ficou la em baixo olhando para o lago congelado até ficar escuro, que foi quando decidiu subir para a casa.
Na casa não havia nenhum sinal de vida, ele simplesmente tomou um banho e se deitou, não estava muito afim de fazer comida só para ele, e muito menos de ficar dentro daquela casa grande sozinho. Sentia falta da irmã, de quando seus pais saiam para trabalhar eles ficavam juntos, e dos pais que perguntavam coisas e se preocupavam com ele, e dos seus próprios amigos... "O quê será que eles estão fazendo agora?"
Depois que Natsume, chegasse ele deixaria que ela descansasse e no dia seguinte perguntaria para ela, para ele poder voltar logo para a Terra e rever a todos.
Logo ele havia dormido.
O Dia seguinte foi a mesma coisa, tirando o fato de Natsume ter voltado, ele a deixou descansar e foi ficar olhando o algo congelado, já fazia parte dele olhar aquilo sem problemas.
Eles estavam conversando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Era hora do jantar quando ela perguntou a ele se ele queria ir com ela no dia seguinte visitar o Rei.
- Visita-lo? Por quê?
- Ué, você não tem intimidade com ele? Ele até trocou a sua roupa naquela vez, e claro com roupa, me refiro a sua cueca também — falou ela Rindo
- Nem me lembra — respondo a ela, corando — você vai mesmo ir lá com ele?
- Sim, vamos nos dois?
- Claro.
Depois disso os dois se arrumaram e dormiram, cada um em seu quarto...
Durante a Madrugada, Ren escutou alguns barulhos e se levantou. Decidiu ver o que era, levantou-se da cama e saiu do quarto, na sala a televisão estava acessa, e Natsume estava sentada no sofá, enrolada num coberto, com uma xícara de leite quente nas mãos, e um prato de biscoitos em cima da mesa.
- Ahh, desculpe, eu te acordei? — perguntou ela assustada ao me ver em pé na soleira do quarto.
- Não... — respondi — Não consegues dormir?
- Não. — respondeu ela. Fui andando até o sofá da sala, e sentei ao seu lado. — Quer um pouco? — perguntou ela me oferecendo um gole do leite quente, e um biscoito
- Não, Obrigado... — falei — Dizem, que quando você não consegue dormir, é porque estas assustada, ou ansiosa.
- É...
- Dizem, que em momentos como esse é melhor dormir com alguma outra pessoa.
- Hm...
Ela continuou a comer os biscoitos e a tomar o leite quente, continuamos a ficar conversando, até que ela dormiu no sofá da sala, ele também não aguentou muito. Os Dois acabaram dormindo no sofá da sala.
Os raios de sol, atravessavam a árvore e entraram na casa, a janela estava aberta, e um vento refrescante, acariciava a sua face.
Ele acordou, e foi quando percebeu que continuava na sala, ao seu lado, Natsume ainda estava dormindo, e o vento brincando com seus longos cabelos loiros. Ele estava adorando ver a moça deitada ao seu lado dormindo. A Moça, realmente era muito linda, ele achava que poderia assistir ela dormindo o dia todo.
"Preciso arrumar meus pensamentos, eu disse que daria um jeito de resolver hoje, a história, para poder voltar para o meu mundo !" pensou ele, e então decidiu tomar um banho.
Passou no quarto, pegou uma muda de roupa, e uma toalha, e foi em direção ao banheiro.
Durante o banho ficou pensando sobre o que faria...
Quando ele saiu do banho, a garota já havia levantado e estava esperando ele sair para poder tomar um banho também.
- Bom Dia ! — falou ele ao passar por ela no corredor
- Bom dia — respondeu ela alegre — Você estava certa, quanto a dormir com alguém.
Depois de terminar de falar, ela fechou a porta, sem dar chances de Ren falar algo, e ele ficou pensando sobre o que, que ela queria falar com isso. Então decidiu ir para a cozinha.
Começou a procurar, dois ovos, e duas fatias de bacon, acendeu o fogo, colocou um pouco de manteiga e fritou os Ovos, depois, foi a vez dos bacons, enquanto fazia o café, separou as xícaras, lavou o prato e a xícara que foi usada na madrugada, e arrumou a mesa. Só faltava ela...
Ele se sentou e esperou. Uns 10 minutos depois, ela apareceu, usando uma blusa cor de vinho, um short preto, uma bota preta, junto com um gorro, e um cachecol vermelho.
- Nossa, dizem que não se deve acreditar num homem que cozinha — falou ela brincando, quando viu os pratos em cima da mesa.
Eles estavam comendo, mas ao mesmo tempo conversando.
- Sobre o que você vai falar com o Rei? — perguntou ele.
- Ahh, sobre um assunto...
- Ahhh, Ok...
Terminaram de comer, arrumaram a louça e por fim saíram da casa, foram em direção ao castelo, era um pouco longe, mas nem parecia.
Quando chegaram a frente do castelo, o mesmo garoto estava lá.
- Como posso ajuda-los?- perguntou ele a nós.
- Precisamos falar com o Rei. — falou Natsume.
- Esperem um pouco na sala de espera, que ele está com uma pessoa la dentro.
- Ok.
Ele apontou onde era a sala de espera e nos sentamos num banco..
Uns 15 minutos depois, um homem desceu as escadas, ele tinha cabelo negros e olhos vermelhos, na saída ele nos cumprimentou com um aceno e saiu porta a fora. Logo depois dele sair, o garoto que estava la fora, entrou e nos chamou. Ele nos conduziu até a sala no topo da torre, e nos disse para entrar, depois de avisar que estávamos ali.
Do outro lado da porta, estava a mesma sala, com os mesmos livros, e com o mesmo homem atrás da cadeira sentado.
- Olá Ren, Olá Natsume — falou ele — O que desejam ?
- Olá, vossa majestade. — respondemos.
- Na verdade, vossa majestade, preciso falar a sós com o senhor — falou Natsume.
- Hum... ótimo, veio em boa hora, Ren, vá e fique lá fora.
- Ok... — respondeu ele, saindo da sala.
- Ótimo, o que deseja falar comigo, Natsume?
- Só quero, que o senhor mande Ren embora logo.
- Mas ele tem uma missão.
- Sim, e eu sei qual é a missão, o senhor poderia muito bem me perguntar, sobre o que deseja saber, e não mandar um humano atrás de mim para saber coisas sobre mim, e principalmente, fazer com que eu cuide dele, e ele cuide de mim.
- Sim, mas não teríamos uma missão mais para ele.
- Entendo... Então, eu irei lhe contar tudo o que precisa saber sobre mim.
- Mas assim, ele não irá embora daqui.
- Então vamos fazer um trato majestade, ou você manda ele embora, com eu lhe contando tudo, ou eu não conto nada e iremos fugir do País do Natal, por uma rota esquecida por todos.
- Natsume, querida, você não conseguirá fugir do País do Natal, nem tentando...
- Ahh, é? então vamos ver... — falou ela em tom ameaçador
- Ótimo, porque não aceito o seu trato, regras são regras, querida — falou ele sorrindo
- Ótimo, passar bem, majestade.
Ela virou-se, e saiu da sala, na sala de espera, lá estava Ren sentado.
- Terminou?
- Sim. Vamos.
Eles saíram do castelo, e Ren virou-se para dar uma ultima olhada talvez, e lá da janela, onde Ukyo saltou junto com Ren, na primeira vez dele no castelo. Ele acenou para eles, e Ren, retribuiu.
Na volta, Natsume foi para o lago congelado perto da casa dela, e se sentou numa pedra, perto dele.
- Vamos fugir do País do Natal ? — perguntou ela meio triste
- Hãn? Você pirou?
- Estou falando sério
- Por quê?
- Porque, eu sei o motivo de estar aqui, e tentei negociar com o Rei, para deixar você ir embora, se ele falasse tudo para ele, mas obviamente, ele não aceitou.
- E...?
- E eu disse que fugiria com você.
- Hm... Mas como? E aliás você pode sair daqui ?
- Tem uma rota na qual foi esquecida por todos, e ela fica aqui de baixo desse lago congelado, e sim, eu posso sair daqui, nada me impede, pelo menos assim penso.
- Hm... E como passaremos?
- Assim. — Ela pegou o braço dele, levantou-se da pedra e foi até o meio do lago congelado — Pule Junto comigo, no 3 — falou ela pegando a outra mão dele também. — 1... 2... 3... Agora !
Os dois pularam, e ao pousarem no gelo, ele começou a rachar, até que quebrou, e eles cairam num buraco escuro, grande e largo. Estavam caindo, de mãos dadas, ela estava rindo, e ele estava com medo, olhava para baixo, mas não conseguia ver o final do túnel.
- Esse buraco é fundo não?
- Pois é — disse ela entre risadas.
Eles continuaram a cair e não conseguiram ver o final do túnel
Depois de mais alguns minutos que passaram de forma muito devagar, e foi quando ele conseguiu ver um ponto branco de luz. Ela já havia parado de rir há algum tempo.
- Parece que já vamos chegar.
- Sim, parece... Estava tão legal.. — falou ela por fim.
A Luz começou a ficar maior e o vento frio da cidade de Ren, começou a entrar, e ele ficou feliz por ter escolhido uma calça, uma camisa de manga comprida, uma jaqueta e tênis. E ela, estava gemendo de Frio, ele tirou a jaqueta e deu para ela.
- Obrigada — falou ela tentando vestir.
Eles ainda estavam de mãos dadas, e de repente, foram coberto por uma nuvem branca. Haviam caído de cara na neve. Ele sabia onde se encontrava, na parte de trás do Shopping, e sabia que se não voltasse logo, a mãe e a irmã matariam ele, mas mesmo que ele tentasse dizer o que houve, o chamariam de louco, só pelo fato de ter ficado dias fora do mundo real.
- Aonde estamos? perguntou ela a ele
- Na parte de trás de Shopping. Vamos
Eles deram a volta no Shopping e foram para a entrada, decidiram entrar, e foram até onde ele havia se sentado antes de dormir e acordar no País do Natal, e na mesma cadeira, lá estava ele.
- Espere... como assim? Por que eu estou ali, se estou aqui?
- Eu já sabia que seria assim, note ao seu redor, todos estão parados, e como se o tempo tivesse parado e só voltará quando você tocar a si mesmo e acordar, ou seja, é um sonho.
- Espere... Então foi tudo um sonho? — perguntou ele chocado.
- Sim... No final de tudo, não passou de um sonho...
- Não, Não pode ser... — ele se negava a aceitar, no bolso de trás da calça estava o saquinho com as dinamites e no outro bolso estava a pistola, dada pelo Papai Noel...- E quanto a você?
- Eu? Eu ficarei bem...
- Deixe uma mensagem em cima da minha mesa, para não me esquecer de você.
- Não é melhor não...
- Não, aceito ter que voltar para o meu mundo e deixar você presa !
- Se acalme, volte, e eu darei meu jeito por aqui.
- Não, só se você vir comigo !
- Eu tentei, desculpe Ren.
Ele já estava começando a chorar, então pegou a pistola do bolso da calça e apontou para o ele que estava dormindo na mesa.
- Não, Ren, não ouse fazer isso.
- Ou eu faço isso, ou terei que deixa-la — falou ele entre soluços
- Então você vai dar a vida do mundo real por mim?
- Sim
- Não faça isso... tenho uma ideia, deve servir...
O plano era que, talvez ela conseguisse mudar a alma de uma pessoa pela própria alma, ou seja, trocar de corpo, e ela conseguiria viver normalmente no mundo real sem problemas. Eles não tinham pressa, então foram até o lugar onde a garota que ele havia tirado no amigo invisível da festados seus amigos, trabalhava, e lá estava ela, do outro lado de um balcão.
- Será ela?
- Sim, pode ser?
- Claro.
Ela fez algo, e logo Natsume sumiu.
Ele voltou ao Shopping, e voltou até a mesa, lá tocou em si próprio, houve um clarão de luz, e um minuto depois, ele abriu os olhos, e os fluxos de pessoas passando por aqui e por ali voltaram ao normal, ele se levantou, e contemplou um pouco o grande fluxo de pessoas no Shopping comprando presentes que deixaram para a última hora.
No fim de um dos corredores, apareceu sua mãe e sua irmã correndo ao seu encontro, com 3 sacolas de cada lado das duas.
- Ren, onde você se meteu? — perguntou a mãe preocupada quando abraçou o seu filho.
- Mãe, depois que paguei o CD, eu fui procurar por vocês, mas não encontrei, então me sentei aqui e esperei um pouco.
- Está tudo bem com você, meu filho?
- Sim, mãe.
- Ótimo, vamos indo, vamos passar numa lanchonete no caminho para comprar o lanche e depois vamos para casa, porque o seu pai está te esperando.
- Claro, mãe.
Nos passamos na lanchonete, onde a suposta Natsume trabalhava. Quando abri a porta, do outro lado estava ela, com a cabeça abaixada.
- O que deseja? — perguntou ela como se fosse um cliente qualquer.
— Quero 3 Hamburgues, 2 Porções de Fritas médias, e 3 Refrigerantes pequenos — respondeu ele, analisando. — para levar.
- Dá R$37,00 — falou ela sem olhar para ele
- Aqui — falou ele dando o dinheiro.
- Ren? — falou ela olhando para ele
- Natsume?
- Não acredito é você mesmo? — falou ela, sorrindo.
- Sim...
As pessoas ao lado, pareciam que haviam desaparecido, parecia, que só havia os dois dentro da lanchonete.
- Então, deu certo?
- Sim, agora serei Emilly.
- Ok, Emilly. Por que não larga esse trabalho e vem comigo? tenho que te apresentar para os meus pais...
- Que tal amanhã? não posso sair, estou trabalhando...
- Ótimo, então me entregue meu pedido, e nos vemos amanhã na festa, Srta. Emilly?
- Sim, Ren — falou ela sorrindo dando o meu pedido. — Volte sempre
- Claro, com você aqui, eu venho sempre — falou ele.
Ele voltou ao carro, e foi para a casa.
Cinco dias se passaram, e Emilly e Ren, estavam conversando pelo celular todos os dias, porque, em um dia, ele foi até o trabalho da moça, e deu a ela o seu celular, e a mandou ligar para ele, eles conversavam, e até os pais já achavam que ele tinha arranjado uma namorada.
Antes de avisar aos pais deu uma ultima olhada no bolso de sua calça usada no dia em que acabou indo ao País do Natal sem querer. Acabou achando a pistola, as dinamites dadas pelo Papai Noel junto com um bilhete. Estava escrito :
"Parabéns, você conseguiu. Espero vê-lo algum outro dia, Ren."
- Hoje, tenho alguém que quero apresenta-los. — falou Ren no dia da festa antes de sair para a festa.
Eles haviam marcado de ir juntos, então ele pediu para ela passar na casa dele, afinal, ele já conhecia a casa dela — pelo menos a do País do Natal -, e ela havia chegado cedo. Estava usando uma camiseta branca, com um casaco rosa, uma calça preta, e um all star.
- Mãe, Pai, Chloe, essa é a minha namorada, Emilly.
Os Pais, não ficaram tão chocados, pois já imaginavam, mas Chloe, ficou super feliz.
- Ren, parabéns, agora finalmente, as minhas colegas vão parar de me perturbar quanto a você. — falou ela rindo, abraçando o irmão — Prazer em conhecer você, Emilly.
- Prazer.
Os pais a cumprimentaram também, e por fim, eles saíram.
-Não sabia que era sua namorada... -falou ela no caminho
- Eu não te pedi em namoro? — perguntou ele surpreso
- Não.
- Então, você aceita namorar comigo? — falou ele sério.
- Claro, você me fez passar por tanta coisas, e eu realmente tenho sentimentos por você, desde que você acordou na cama do quarto de visitas da minha casa no País do Natal. E quando fui falar com o Rei, ontem, fiz isso para te proteger, pois seria melhor que você não vivesse por muito tempo ali, se é que me entende.
Os dois ficaram rindo.
- Aliás, você pode visitar o País do Natal quando quiser, é só você desejar visitar o País do Natal e dormir, você pode ficar por tempo indeterminado, afinal o tempo pode passar lá, mas aqui não. — falou ela.
- Então vamos visitar sua casinha lá, semana que vem.
- Claro — falou ela sorrindo.
E assim chegaram na festa, trocaram presentes, conversaram, e o mais importante, ficaram juntos. Passaram o Natal com a sua família, e com pessoas que gostavam deles.
Notas finais
Quem sabe eu faça uma outra, mas tava pensando em fazer da Pascoa da próxima vez ù-ú
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