Remembering

2 Getting Ready


*Elena*

Faltam três horas para o baile e eu estou aqui sentada com meu robe por mais de uma hora. Por quê, você iria perguntar? Em alguma vez o meu motivo para falta de funcionamento e oxigenação no cérebro não é Damon? E, além do fato de que eu estou acabando com meu tempo de me aprontar, eu não consigo parar de pensar em uma simples coisa.

Ele queria mesmo me levar ao baile?

O pensamento soa ridículo, eu sei. Quero dizer, estamos falando de Damon Salvatore. O "garanhão" temperamental com uma afinidade para matar e seduzir mulheres com um simples olhar. Damon não vai à bailes. Então por que eu não conseguia parar de considerar o contrário?

Ele pareceu completamente ofendido com o fato de eu não tê-lo convidado, como se por eu não tê-lo escolhido para isso, eu o tinha rejeitado. O que não era o caso, com certeza. Eu só pensava que ele não iria querer ir... Foi por isso que eu não o chamei, certo?

Outra coisa que eu não conseguia tirar da cabeça: sua última pergunta antes de sair pela porta. Desconsiderando o como sua vulnerabilidade ao falar fez com que meu coração sem vida dolorosamente apertasse, eu alguma vez considerei chamá-lo? Para ser bem honesta, eu considerava Damon para muitas coisas, muitas delas não involvendo muitas roupas, mas eu já havia, por um segundo, imaginado ele como meu acompanhante de baile?

Com certeza depois que ele mencionou. Caroline pareceu que queria me queimar viva quando eu escolhi um vestido que era da mesma cor que o meu primeiro no Miss Mystic Falls. Aparenetemente, todos iriam achar que eu estava repetindo roupas, e ela não poderia ser vista com uma "ofensora da moda". Mas o único jeito que meu cérebro conseguia processar a imagem de Damon usando um terno e posando para fotos com as mãos em minha cintura, era lembrando do evento de dois anos atrás. E isso fez com que eu tirasse meu cartão da bolsa e fosse para o caixa com um vestido de um profundo azul.

Resmunguei ao ouvir a vibração ofensiva do meu celular, indicando que a Barbie estava me ligando pela décima sétima vez em uma hora. Era para eu estar me arrumando com ela, mas eu estava muito concentrada em meus próprios pensamentos para me incomodar de ir à casa dela. Claramente, eu a tinha irritado ao falar que ia me aprontar em casa. Eu encarei minha maquiagem meticulosa e cabelos enrolados que eu havia prendido num coque despojado no espelho. Algumas mechas haviam caído, mas na verdade havia ficado melhor assim.

Eu estava quase tirando meu robe branco para colocar minha roupa quando a porta do quarto se abriu.

– Damon. — Murmurei. Eu estava mesmo focada em meus pensamentos. Até meu sentidos de vampira não haviam percebido sua presença.

– Você não devia deixar sua porta aberta quando vai fazer um strip. — Ele sorriu. — Nunca se sabe quem pode entrar.

– Jeremy está na casa do Tyler se aprontando. — Eu respondi simplesmente, mas não deixei de perceber um flash de dor passar por seus olhos. Sério? Agora ele está triste porque Tyler e meu irmão estão indo?

E as pessoas ainda me perguntam como uma decisão entre dois irmãos pode ser tão difícil.

– Eu tenho um presente pra você. — Ele fala, o sorriso de novo de volta ao seu rosto. Ele levanta uma pequena caixinha no ar, balançando-a levemente.

Minha sobrancelhas levantaram, meus braços se cruzando automaticamente.

– Por quê? — perguntei, suspeita.

Damon resmunga.

– Não, Elena, o prazer foi meu. De nada. — eu suspiro, um pequeno sorriso se formando em meus lábios.

– Me desculpe. Obrigada, Damon.

Ele se aproxima de mim, me lembrando de como é estranho que meu coração não bata mais a mil quilômetros por minuto quando ele fica próximo à mim. Eu também percebo como ele parece estar nervoso ao me dar o que quer que seja que ele quer me entregar.

– Eu tenho um sido um idiota ultimamente com toda essa coisa de "ser normal", então me desculpe. É compreensível, acredite em mim.

Eu mordo meu lábio inferior. Ele poderia se sentir normal se você tivesse o convidado para um baile, sua vadia sem coração, penso comigo mesma.

– Então, pensei que poderia contribuir com a experiência. Agora, obviamente, eu não vou comprar para aquele babaca uma chave de quarto... — Eu rio, fazendo Damon relaxar um pouco. — Então eu te trouxe isso.

Ele me entrega a caixinha, parecendo como se estivesse louco para tirá-la de suas mãos. Eu abro-a, revelando um lindo tradicional corsage de pulso de gardênia. É lindo em sua simplicidade, nem um pouco parecido com aqueles bregas que aquelas garotas falsamente bronzeadas estarão usando. É tão... Damon. E não, eu não tenho a mínima ideia de como uma flor pode me lembrar um vampiro de cento e sessenta e alguma coisa anos. Minha boca fica seca.

– Obrigada, Damon. É perfeito, mas... — ele me corta.

– Mas Matt vai te dar um. É, eu sei. Eu só pensei que você deveria saber como um corsage de verdade se parece.

Eu sorrio, incapaz de parar de encarar o objeto. A única coisa que me impede de levantar os olhos é o fato de Damon estar a apenas cinco centímetros de mim e sua mera presença dar uma sensação de paraíso e sexo combinados. Eu levanto meu olhar para o dele, sentindo a mesma adrenalina de puro e verdadeiro desejo que corre em minhas veias pelo menos uma vez em toda vez que eu o vejo. Mesmo quando ele estava sentado em meu sofá comigo uma semana atrás, eu havia passado meia hora em um único problema de cálculo. Meu cérebro não conseguia parar de focar em como eu queria estar sentada em seu colo onde minhas pernas estavam, para que eu pudesse sentir seu membro abaixo de mim. Droga de libido de vampiro.

– E essa seria Caroline. — Imediatamente pisquei e desviei meus olhos para os dele, dado que estávamos no meio de um dos nossos longos olhares para os lábios do outro segundos atrás. Obviamente, meu rosto mostrou-se confuso e ele esclareceu. — Você pode ouvir claramente ela subindo as escadas.

É, é oficial. Damon Salvatore pode completamente inutilizar meus sentidos de vampiro porque no segundo que eu tiro atenção de meus pensamentos de minha língua se movendo contra a dele, percebo a mudança do ar quando uma loira entra no quarto, parecendo pronta para matar.

– Elena Gilbert, eu estou muito próxima de te expulsar do Comitê do Baile. — Caroline fala.

– Oh, não. Por favor, não faça isso. — Eu respondo numa voz monótona. Eu ouço Damon rir perto de mim assim que ela começa a reunir todas as coisas que eu preciso para a dança.

– Você e o Damon tem que parar de andar juntos. Vocês parecem dois gêmeos sarcásticos esquisitos. Agora, se você não estiver no carro em cinco segundos, eu rasgo seu vestido ao meio. — Ok, isso agora na verdade me preocupou. Eu olho enquanto Caroline sai rapidamente da minha vista em menos de um segundo.

– Acho que eu devia colocar um short ou alguma coisa. — eu resmungo, percebendo o quando minhas pernas estavam descobertas naquele robe, com o resto da tensão sexual ainda pairando sobre o quarto.

– Hm, é. — Damon responde, andando de costas para a porta. — Se divirta e... an, não, boa sorte não. — Ele pisca, mas um sorriso triste passa pelo seu rosto. Ele sai do quarto mais rápido que Caroline. Eu reconheço aquele sorriso. Era o mesmo de quando eu escolhi Stefan.

Caralho, mas que merda. Eu sou a pior pessoa do mundo.

Eu coloco o primeiro par de sapatos de festa que encontro, já desesperada para me distrair com qualquer outro tornado de loucura que eram os bailes da escola para que eu pudesse deixar de lado a dolorosa culpa que estava me roubando minha respiração não necessária.

Uma vez que já estou no carro de Caroline, ela me joga uma bolsa de sangue e acelera descendo minha rua.

– Estou surpresa que você não me arrastou pelo braço, Car. — observo, sorrindo.

– Ah, por favor. Eu estava quase com o estômago revirando com o cheiro de sua excitação. Eu só estava te deixando terminar o que quer que fosse que você estava planejando em fazer lá em cima.

Todos meus sentidos ainda estavam em alerta. Eu fisicamente não conseguia pensar em nada coerente além de "Elena. Emergência. Escola."

Estacionamos o carro em uma vaga e fizemos uma rápida tentativa de percepção da festa ainda do lado de fora da escola. Tudo parecia pouco notável. Dava-se para ouvir a música insípida através das paredes de cimento e alguns adolescentes bêbados rindo de trás dos carros, mas nada fora do normal. Mas se eu aprendi algo, é que se tem que esperar o inesperado.

Notas finais
E a, o que acharam? :D
Deixem comentrios!!!