Remember me

7 Capitulo 7


Notas iniciais
Amorassss obrigada por seus reviews. Sintam-se abraçadas! ♥♥♥ Capitulo dedicado a Carolzinha, pois ela me atazana a vida no wpps e eu amo isso! Bem, vamos lá...

Pegaram o carro de Tinker e foram em direção ao hospital da pequena ilha. Enquanto faziam o percurso, Tinker esclarecia a Emma por alto como havia sido a vida de Regina nos últimos anos. Já estavam próximos do prédio quando o celular de Emma vibrou em seu bolso.

― Pronto. –atendeu-

― Mas será possível que vai passar toda a viagem sumindo? Onde está?

― No hospital, David. – disse inquieta — Escute...

― Que diabos está fazendo ai? –preocupado-

― Encontrei Regina. Antes que diga algo, não estou ficando louca e nem tendo alucinações. -disse rapidamente sentindo como seu coração saltava para fora-

― Como? -levantou-se rapidamente da poltrona em que estava sentado. Seus olhos incrédulos miraram a esposa já preocupada-

― Ela está viva, David! -sorriu emocionada- A minha mulher está viva!

― Deus -gemeu pasmado- Como isso é possível?

― Isso não é importante agora, o que interessa é que parece que perdeu a memória, não sei –passou as mãos pelos cabelos loiros- Estou indo falar com o médico que tratou dela, me encontre no hospital...-olhou interrogativa para Tinker que disse o nome- Saint Marie. Sabe onde fica?

― Não, mas vou me informar onde fica. Já estou a caminho.

O hospital era de porte pequeno, o suficiente para atender a população da ilha, no entanto era limpo e bem equipado como qualquer outro centro médico das capitais. Emma andava impaciente pelos corredores brancos e verdes de um lado para o outro. Tinker já havia falado com a recepcionista que pediu para que esperassem, pois o Dr. Jones estava com um paciente. Foi com alivio que viu o irmão e a cunhada virem em sua direção.

― Emma me explica que história maluca é essa.

― É verdade? –Mary Margareth sorriu emociona- Ela está mesmo viva, Emm?

― Está -a abraçou sentindo as lágrimas aflorarem em seus olhos- Eu disse, Mary! Eu disse que ela ia voltar -a olhou sorrindo- Ela tinha que voltar.

― Eu sei, minha querida, ela voltou para você.

― Como ela está? – o irmão perguntou-

― Não sei ao certo, como já disse ela perdeu a memória, se chama Eva agora e trabalha em uma loja de artesanato. -sorriu iluminada- Ela ainda pinta, e fez um quadro parecido com aquele que pintou meses antes do acidente, foi por isso que entrei na loja e então acabei vendo um quadro que ela também havia pintado, era um retrato dela e da amiga que fez aqui e depois eu...

― Irmã respire -riu abertamente vendo a afobação dela-

Emma também gargalhou baixo e respirou profundamente, apertava suas mãos uma na outra, nervosa, andava por aquela sala de espera, sentindo como seu coração batia descompassado.

Mordeu os lábios pedindo que aquilo não fosse mais um de seus sonhos, de longe viu aquela cabeleira loira vindo a sua direção. Ela se apressou em ir de encontro a sua pessoa, mirou-a ansiosa vendo a mesma abrir um tímido sorriso a seu irmão e a Mary Margareth.

― Então, ele já pode me receber? – Emma perguntou expectante-

― Sim, claro – Tinker sorriu ao ver como os olhos dela brilhavam-

― Ótimo, eu...oh, perdão -vez um leve movimento com a cabeça- Esses são David e Mary Margareth, meu irmão e sua esposa.

― Muito prazer – a loirinha acenou para eles que lhe sorriram e se aproximaram ainda mais- Me sigam, por favor, ele já está nos esperando.

O caminho pareceu eterno para Emma que mordia os lábios e apertava seus dedos, estava agitada e por todos os deuses parecia que logo teria um ataque do coração. Queria sua Regina agora em seus braços, queria beijá-la até saciar-se do gosto de seus lábios, queria sentir seu doce cheiro até que se embriagasse dele, queria amá-la até que seu corpo não sentisse mais força para mover-se de encontro ao dela.

Pararam em frente a uma porta branca onde estava escrito o nome do médico em relevo com letras em tom dourado. Tinker apenas empurrou a porta e então todos adentraram. Era uma sala não muito grande, porém bem organizada, a limpeza era impecável, tudo muito branco e bem arejado, a luz do sol adentrava por uma janela. O homem de boa aparência e cabelos negros se levantou indo de encontro a ele sorrindo simpático.

― Prazer. Sou Killian Jones -Emma lhe apertou a mão dando um leve sorriso, logo todos estavam sentados nas cadeiras em frente a sua mesa menos Emma que impaciente se encontrava agitada demais se movendo para cada lado. Tinker sorriu para o marido que lhe sorriu de volta, era visível a emoção e o desespero daquela mulher- Minha esposa me contou rapidamente, Senhora...

― Swan, Emma Swan Mills. Me chame apenas de Emma, e esse é meu irmão David e sua esposa Mary Margareth -ambos acenaram amavelmente para o médico que lhes sorriu- Me fale de Regina pelo amor de Deus.

― Emma, o que aconteceu com sua esposa de fato não sei ao certo, não sei como chegou aqui, apenas sei que minha mulher e eu a encontramos jogada na areia da praia, estava com início de hipotermia e muito desidratada já que a água que engoliu era salgada. Obviamente estava inconsciente e permaneceu assim por quase seis meses...

― Seis meses? -murmurou o encarando-

― Sim, me atrevo a dizer que ela acordar foi um grande milagre, todos já estavam desistindo de vê-la abrir os olhos. Mas parece que ela queria mesmo nos surpreender e despertou quando menos esperávamos. Como não sabíamos nada dela já que quando a achamos ela não tinha identidade, nem nada que pudesse nos dizer algo sobre de onde vinha, decidimos chama-la de Eva.

― Mas passou nos noticiários, estava estampado nos jornais sobre o acidente, sobre a suposta morte da minha mulher como ninguém daqui soube de nada?! -disse angustiada passando as mãos pelos cabelos-

― Swan se acalme, por favor – David pediu com paciência- Tanto os noticiários como os jornais eram locais, jamais iria chegar aqui.

― Seu irmão tem razão. Jamais tomamos conhecimento do que aconteceu para que ela viesse parar nessa praia.

― Ela sofreu um acidente aéreo, estava indo para Cornwall dar uma palestra sobre design de interiores e o helicóptero passou por uma tempestade – esclareceu Mary Margareth- Não sabemos também direito como, mas desgraçadamente ele acabou caindo no mar.

― Não faz sentido, eu estava lá, vi os destroços do helicóptero, procurei por ela...é distante daqui, não teria como ela ter chegado aqui – Emma negou com a cabeça, andando impaciente-

― Ouvimos algo sobre esse acidente, foi mesmo um pouco longe daqui e não sei como explicar ela ter chego. – disse Killian- Talvez tenha nadado um pouco até perder os sentidos.

― E a perda de memória? Por que isso? – questionou a morena-

― Ela tinha uma ferida na cabeça, deve ter batido em alguma rocha – Tinker negou com a cabeça, suspirando- Pouco sabemos também, desde que ela despertou não se lembra de nada sobre seu passado.

― Havia isso com ela.

O moreno abriu sua gaveta retirando um envelope pardo, entregou a Emma que rapidamente o abriu virando sobre a palma de sua mão, contemplou o conteúdo com seus olhos embargados por lagrimas, era a aliança e um cordão de Regina. Deslizou a pequena aliança em seu dedo e sorriu olhando a mesma agora ao lado da sua. Mordeu os lábios olhando para aquele fio de ouro que abrigava um belo relicário em formato de um cisne coroado, com as asas abertas por segurar um coração, abriu o mesmo, havia duas fotos, uma era dela e de Regina sorrindo abraçadas e a outra era de seus filhos juntos. Deixou uma solitária lagrima rolar pelo seu rosto, fechou o mesmo apertando-o em sua mão e respirou fundo para logo encarar os presentes na sala.

― Por que nunca entregaram isso a ela?

― Porque poderia lhe causar um choque, talvez isso a fizesse se lembrar de tudo talvez não, porém se caso a memória dela voltasse com toda força de uma vez só por causa disso, ela poderia entrar em choque e faria mal a sua saúde. – esclareceu o médico-

― Mas por que não entregaram depois quando ela se recuperou, droga? Ela poderia ter se lembrado de mim, de nossos filhos.

― Pelo mesmo motivo, Emma, tanto eu quanto a psicóloga do hospital achamos arriscado demais entregarmos isso a Regina.

― Psicóloga?

― Sim, ela acordou muito assustada em um hospital sem saber nada sobre si mesma, achei melhor que ela tivesse o acompanhamento de uma pessoa que pudesse ajudá-la a enfrentar isso. Se quiser falar com ela, é a Dra. Bauer e ficará encantada em saber a história de Eva. Nos apegamos muito a sua esposa, Emma.

― Seria bom falar com ela, minha irmã, ver o estado clinico mental de Regina, talvez nos ajude em algo.

― É, talvez -murmurou- E quando ela recebeu alta? Para onde foi?

― Chamei-a para morar conosco, depois que despertou do coma nem sequer roupas tinha além das camisolas que eu mesma trouxe para ela – Tinker suspirou- No começo foi complicado, ela não conversava muito, se martirizava por não se lembrar de nada.

― Com o tempo ela foi se acostumando conosco e refez a vida como pôde.

― Cristo – Emma gemeu passando as mãos pelos cabelos, inquieta- Ela deve ter sofrido tanto.

― Tanto quanto você, Emm – a cunhada a fitou- No entanto, não é hora de pensarmos nisso, você precisa saber da vida dela durante esses dois anos? Sim, precisa, mas não tem que perder seu tempo sofrendo por coisas passadas.

― Mary está certa, tem que se preocupar com o presente, em conquistá-la. Se aproximar aos poucos já que não se pode dizer toda a verdade a Regina. -pôs sua mão sobre o ombro da irmã-

― Sinto em dizer, mas devo alertá-la, Emma...pode até ser fácil se aproximar, talvez até mesmo conquistá-la, mas não creio que seja fácil fazê-la se lembrar. –informou o médico-

― Mas não tem um jeito ou tratamento, qualquer coisa que a ajude a lembrar?

― Infelizmente não. A perda de memória é imprevisível, e cada caso é diferente. Não há um consenso sobre o modo de tratar a doença.

Emma se deixou cair na cadeira sendo observada por todos na sala. Apoiou as mãos no rosto. Santo Deus o que iria fazer? Só havia uma resposta para isso, faria o possível e o impossível para reconquistá-la, se aproximaria e pediria um milagre para que ela recuperasse a memória, caso contrário a levaria ao melhor especialista. Sentiu uma onda de náuseas tomar conta. Se ela não a quisesse? Se essa nova Regina a rechaçasse? Não! Não era hora para isso, ela iria se lembrar dela, nada apagaria por definitivo um amor tão grande como o delas. Quando a visse seu subconsciente saberia que elas eram uma da outra. E era a isso que Emma se apegava e implorava para que fosse assim, pois ela e seus filhos precisavam disso.

Notas finais
Foi esclarecer, certo? Precisava disso para dar o próximo passo que será o reencontro ;) Sejam lindas e carinhosas deixando um review sobre esse capitulo, ok? Preciso saber o que acharam. Não surtem! Vou tentar att segunda ou terça. Bjusss