Remember me
18 Capitulo 18
Notas iniciais
Regina demorou poucos minutos para abrir a porta, lutando contra o nó do roupão, quase parou de respirar ao encarar o olhar da esposa. Aqueles verdes profundos revelavam tantas coisas não ditas, dentre eles estavam o desejo, a luxúria contida, mas, principalmente, revelavam amor. Um amor que ela sentia, que era visto desde os pequenos atos até os mais extremos, que estava ali, visível em seu olhar esmeralda.
― Eu também tenho algumas coisas para te dizer… ― a loira encarava sua mulher, tentando deixar a voz firme, mas falhando em alguns aspectos.
O roupão amarrado frouxamente permitia assim um belo decote, mostrando a curvatura de seus seios, as gotas de água escorregando pela sua pele até desaparecerem por dentro da vestimenta. Tudo aquilo estava deixando Emma ainda mais louca. Respirou fundo procurando obter um controle que em seu íntimo ela sabia que já havia perdido completamente. Era ela ali na sua frente, sua mulher, aquela pela qual ela sofreu durante dois anos, da qual sentia uma falta imensurável. Emma queria Regina, mas ela desejava pertencer a ela novamente, desejava se sentir parte dela como por tantas vezes foi, desejava olhar em seus olhos e ver seu reflexo, sabendo que ali era seu lugar, o lugar de onde nunca iria sair.
― Eu preciso que me diga como vai ser, Regina ― ela encarou sua mulher, lutando para manter o tom ― Você vai mesmo me deixar entrar? Não estou me referindo só ao quarto… eu quero entrar, meu amor. Quero entrar na sua vida, na sua rotina, na sua cama… Eu quero entrar no seu coração, querida. Eu preciso estar ai de novo. Eu te desejo mais do que pode imaginar, eu te quero com todo o meu ser e eu já não aguento mais… Essa distância está acabando comigo e eu sei que está acabando com você também. Hoje foi perfeito, incrivelmente perfeito ― ela sorriu fraco ― Há tempos eu não me sentia tão bem, tão entregue. Foi como se colorissem a minha vida novamente e eu não quero que isso acabe essa noite, meu amor. Eu quero que seja assim, todos os dias, mas para isso eu preciso que me deixe entrar. Você vai deixar?
O tom grave e baixo fez Regina sentir um arrepio subir pela sua espinha, aquele olhar cravado ao seu mostrava todo o desejo contido que gritava para enfim ser liberto. Engoliu em seco controlando o tremor de seu corpo, sentindo como uma quentura se alastrava. Seu coração saltava por dentro de seu peito e quando por fim abriu sua boca para lhe responder quase não pode distinguir sua própria voz de tão tremula, sussurrada e repleta de desejo escapava por seus lábios. No entanto, ela sabia o que queria, sabia o que desejava e, principalmente, sabia que não iria ser capaz de conter aquilo. Ela não queria conter.
― Entra.
O barulho da porta sendo fechada brutalmente pelo pé de Emma se fez presente no quarto e, antes que pudesse raciocinar, sentiu os lábios da esposa tomarem os seus, em um beijo desesperado, repleto de amor, carinho, desejo e saudade. O beijo era sedento, desejoso, mas foi se tornando mais calmo à medida que os lábios se reconheciam, que as línguas ganhavam espaço e o ritmo era domado. Pararam quando o ar se fez necessário, colando as testas. Regina mordeu seu lábio inferior, segurando os antebraços de Emma, que prendia seu rosto entre as mãos. A loira sorriu, um sorriso genuíno e apaixonante, que fez com que Regina suspirasse. Aquele sorriso era, sem dúvidas, a destruição de suas estruturas e controles, mas ela sabia… Sabia que nada disso era necessário. Emma estava ali e era tudo o que precisava, era tudo o que desejava e depois de tanto tempo, ela se libertou.
Segurou em sua nuca, prendendo os fios loiros entre seus dedos e a trouxe para um novo beijo, que era diferente, era mais ritmado e o desejo se fez mais explícito. Suas pernas tremeram e seu corpo se arrepiou ao sentir o lábio inferior ser mordiscado. Emma guiou a esposa até a cama, aquele caminho que por vezes já fora traçado, agora parecia diferente e realmente era, pois ambas eram novas pessoas, ambas se desejavam, porém aquilo seria como uma segunda primeira vez. Regina soltou um leve gemido quando seu corpo caiu sobre o colchão, mas sorriu ao ver Emma deitando sobre si e puxando-a para um novo beijo. Aquilo tudo era tão conhecido e ao mesmo tempo tão novo. Era como voltar para casa depois de um longo tempo fora, ainda que já estivesse há certo tempo em sua própria casa, agora ela se sentia parte daquilo, porque agora se via como parte de Emma, agora sabia que ali era o lugar certo para se estar, agora entendia o quanto reprimir tudo fora errado e agora ela estava pronta para se entregar.
Desceu suas mãos pelo corpo da esposa, tentando conter a timidez que a tomava, pois aquela era sua mulher e ela a desejava, ela a queria e sabia o quanto isso era recíproco. Emma, ao notar tal atitude, cessou o beijo e encarou os olhos castanhos, que refletiam o desejo contido nos seus. Beijou-lhe o queixo, mordiscando de leve e sorrindo ao reparar os pelos arrepiados.
― Você… ― sussurrou contra a pele da morena ― é… ― beijou-lhe o pescoço ― a mulher… ― mordiscou seu lóbulo ― mais maravilhosa… ― beijou-lhe o queixo ― do mundo… ― encarou novamente aquele olhar que a desestruturava ― e eu amo você, Regina Swan Mills. Eu sempre te amei e eu sempre vou te amar ― ela sorriu fraco, olhando diretamente para as írises cor de avelã.
E Regina… Regina se desmontou por dentro, só para se reconstruir. Ela sabia que Emma a amava, ela sentia isso e ela a amava também, ainda que não se lembrasse das coisas, ela a amava. Seu coração palpitava quando a loira estava perto, a voz dela a derretia toda e aquele olhar, aquele olhar que sempre seria sua moradia quando tudo estivesse desabando. Ela a amava.
Puxou a loira para um beijo que demonstrava tudo isso e dispensava qualquer resposta verbal. As respirações se tornaram ofegantes, as pupilas dilataram e o desejo se tornou palpável. Emma desceu seus beijos pelo pescoço de Regina, fazendo com que a morena suspirasse e segurasse nos cabelos loiros, incentivando-a a continuar. A boca percorreu todo o caminho já tão conhecido e do qual sentia uma imensa saudade. Quando seus lábios reconheceram o colo dos seios de Regina, que estava exposto pelo roupão, ela ergueu seu olhar, pedindo permissão para seguir em frente. A morena respirou fundo, deixando de lado toda a timidez, pois sabia que era infundada, e assentiu.
Emma tocou-lhe o rosto com a ponta dos dedos, descendo por seu pescoço e passando por entre os seios, chegando até o nó, que foi desatado rapidamente, revelando o corpo escultural de Regina, que só podia ter sido esculpido por algum Deus Grego, dado a perfeição. Os seios eram perfeitamente simétricos, o abdômen liso… Aquilo a deixou completamente sem ar.
― Você é perfeita… ― sua respiração estava ofegante, em consequência da excitação que a atingia de forma impiedosa.
Regina prendeu o próprio ar sentindo como seu corpo ardia por inteiro, fechou os olhos fortemente sentindo certo vazio tomar conta de seu peito. Entregar-se-ia aquela mulher sem nem ao menos se lembrar de quem era, de certa forma. Seu coração se apertou. Amava-a e não tinha nenhuma dúvida sobre isso, mas aquele buraco negro em sua memória estava deixando-a louca. Com os olhos úmidos, ela ergueu a cabeça outra vez e então congelou, encontrando novamente aqueles olhos verdes que a encaravam com certa curiosidade. Aqueles maravilhosos olhos que expulsavam todas as suas dúvidas, como se elas nunca estivessem, de fato, ali. Ela queria aquilo, como se ali fosse encontrar todas as suas respostas, ela queria Emma… Independente de se lembrar ou não. Ela criaria novas lembranças. Subiu suas mãos pelo abdômen da esposa, que estava sentada sobre seu ventre. Desabotoou a camisa social, hesitante. Emma juntou suas mãos a dela e ajudou a retirar a vestimenta junto com o sutiã, revelando seus seios desnudos e causando uma falta de ar na morena, que umedeceu os lábios com a ponta da língua. Apesar de aturdida, porém, não pôde conter a curiosidade e deixou o olhar percorrer o corpo feminino em um escrutínio acanhado como havia feito enquanto estava na ilha. Emma desatou os botões da própria calça, ficando inteiramente nua na frente de sua mulher.
Regina a observou, deleitando-se com aquela visão paradisíaca. A esposa possuía uma sensualidade e dominância que bastou pensar que logo estaria entregue a ela para que seu coração disparasse. Estendendo o braço instintivamente, puxou a ponta do lençol da cama ao seu lado para cobrir o próprio corpo. Todo o seu ser era dominado pela tensão. Desejava Emma... Mas também era capaz de perceber que tal desejo era uma armadilha destinada a golpear de maneira fatal seu autocontrole.
Swan engatinhou até a esposa, com cada músculo do corpo perfeitamente definido. Estava muito excitada. Com a boca seca, a pulsação acelerada, Regina limitava-se a observá-la. Pânico e excitação misturavam-se nela de forma confusa. Puxou o ar com força para seus pulmões.
― Temos todo o tempo do mundo, linda… ― Emma disse quase em um sussurro enquanto posicionava-se novamente sobre ela.
Os lábios da loira capturaram os dela em um beijo ávido, um beijo que provocou o mesmo efeito de um furacão, um beijo que calou qualquer palavra que poderia ser dita naquele momento. Podia até parecer estranho naquelas circunstâncias, mas Emma era mesmo capaz de fazê-la querer mais, muito mais.
Por um segundo, o restante do mundo deixou de existir, por um segundo aquele buraco em sua mente deixou de ser um empecilho para ela, nada mais importava para Regina, a não ser a antecipação do prazer que estava por vir.
Regina gemeu com os lábios da outra em seu pescoço, dando mordidinhas e alguns beijos, mordiscando seu ombro e deixando-a toda arrepiada. Ela passou as unhas na nuca da loira, em seguida puxou os cachos levemente ao encarar o olhar de Swan. Os corpos de ambas queimavam de desejo.
Emma segurou-lhe o rosto entre as mãos e voltou a beijá-la. Uma onda avassaladora a fez fechar os olhos. Sentiu a mão daquela mulher subindo pela lateral de seu corpo a acariciando e, quando abaixou a cabeça, finalmente abrindo os olhos, contemplou espantada a expressão magnética com que Emma olhava para seus seios.
― Você está ainda mais bonita do que a última vez.
Beijou-lhe novamente a boca, descendo de encontro ao seio direito da esposa, capturando o bico rígido entre os lábios, enquanto acariciava o outro.
― Emma... ― Regina ofegou, completamente entregue àquela sensação. Seus pensamentos se tornavam cada vez mais desconexos e ela não estava se importando nem um pouco com isso.
― Regina… ― Emma estava queimando por dentro ao ouvir aquilo… aquela voz rouca, embriagada pelo tesão que as consumia.
Começava a ficar difícil para Regina suportar o incêndio que consumia nas entranhas.
― Por favor... ― a morena implorou.
Emma sorriu em resposta, descendo seus beijos pelo abdômen de sua esposa, percorrendo sua virilha e causando arrepios imensuráveis pelo corpo da morena. Segurou suas coxas e distribuiu beijos por toda a extensão de ambas, levando à mulher a loucura com os espasmos que a tomavam a cada toque da loira. Por fim, deslizou sua língua pelo clitóris de Regina, fazendo com que a mesma prendesse suas mãos no lençol e mordesse o lábio. Emma entregou-se ao ato, reconhecendo todos os detalhes que já lhe eram tão familiares. Deslizava a língua por toda a extensão, indo até os pontos já conhecidos, que sabia serem os certos. Regina sentia aquilo com tamanha intensidade. Seus olhos estavam fechados, sua mão esquerda apertava o lençol entre os dedos, enquanto a direita prendia os cabelos loiros entre os dedos. Emma mordiscou seu clitóris e a penetrou dois dedos, com uma lentidão tortuosa.
Em um vai e vem que adquiria ritmo, ela ganhou o corpo de Regina, que se contorcia em espasmos a cada investida, entregando-se a sensação de ser preenchida por aquela que amava e que sabia pertencer. Ninguém poderia fazer aquilo se não fosse ela e durante todo esse tempo, mesmo sem entender, a morena sabia disso. Nunca se entregou a ninguém, nunca se permitiu ser de outra pessoa e nunca quis ser. Ela pertencia a Emma, em corpo e alma. Regina atingiu o orgasmo, experimentando uma plenitude atordoante com a qual sonhara por muito tempo. Suspirou, tombando seu corpo pelos lençóis brancos.
No entanto, uma pontada violenta de dor em sua cabeça obscureceu lhe os sentidos por um momento, fazendo-a fechar os olhos com força. Os tremores que antes eram de prazer se tornaram de dor. Emma se levantou, ficando sobre ela novamente e a encarando, tentando entender o que estava acontecendo com a esposa. Em um segundo, os olhos de Regina se abriram, encontrando os verdes que a convidavam a um mergulho. Aqueles olhos… aquele olhar já tão conhecido… ela mergulhou. Toda sua vida começou a passar em sua cabeça, como em um passe de mágica.
O dia em que conheceu Emma;
O “eu te amo”;
O pedido de casamento;
A cerimônia;
Sua primeira gravidez;
O nascimento de Henry;
A gravidez de Lucille;
O nervosismo de Emma durante o parto;
Os beijos… Os abraços… As promessas de uma vida juntas… Tudo! Lembrava-se de tudo!
Lembrava-se principalmente daquele olhar que agora a encarava com uma preocupação genuína e que lhe era tão familiar. Aquela mulher a sua frente, era quem ela amava, com toda a sua vida e seu coração. Aquela que a amou todos os dias, que sofreu por sua morte e a acolheu, mesmo quando ela não se lembrava de nada, aquela que viveu todos os dias, passou por todas as provas e a amou incondicionalmente. Aquela com quem ela dividia os filhos, uma vida e, principalmente, seu coração. Uma lágrima escorreu por seu rosto ao levar a mão até o rosto da amada e acariciar a pele clara.
― Oh, querida... ― suspirou ― eu senti tanto sua falta.
Por um momento, Emma entreabriu os lábios sem conseguir entender o sentido da frase, porém assim que a viu lhe sorrir ainda mais abertamente sua mente clareou e então foi a sua vez de ter os olhos encharcados por lagrimas e um tolo sorriso aparece em sua mente.
― Regina... ― sussurrou completamente emocionada.
― Ame-me, querida ― sorriu roçando seu rosto ao dela ― me faça sua mulher uma vez mais.
Sem demoras, Emma encaixou seu corpo ao da amada, roçando seus sexos e então ouviu o delicioso gemido de prazer saindo dos lábios mais doces do mundo e em seguida sorriu, voltando a beijá-la com paixão.
― Com toda certeza o paraíso deve ser assim... ― murmurou.
E Regina não podia argumentar o contrário. Estava tão perdida em um mundo de sensações inebriantes a ponto de não conseguir organizar os próprios pensamentos nem sequer pronunciar uma palavra. Movia-se de encontro ao corpo de Emma, usando as pernas para prendê-la pelo quadril e tornar ainda mais intima a sensação.
O ritmo dos movimentos dela era natural, complementando o ritmo da outra com perfeição, os dois corpos pulsando juntos em uma dança antiga como o próprio tempo. Abraçando-se ao tronco de Emma, Regina atingiu o clímax rapidamente, deixando um gemido escapar por entre os lábios. Em seguida seu corpo foi tomado por pequenas e deliciosas convulsões de êxtase. Agora que sabia quem era, que carregava consigo todas as lembranças que por tanto tempo foram perdidas, se tornava ainda mais prazeroso estar nos braços da mulher que amava. Como sentia falta de Emma… Ainda que ela estivesse ali o tempo todo, ela sentia falta de reconhecê-la e agora sabia, mais do que nunca, o quanto cada momento era precioso.
Emma virou os corpos na cama, de modo que Regina ficasse por cima, sentada sobre seu ventre. O sorriso da loira era de felicidade, sua respiração, curta e ofegante. Dois anos de abstinência sexual ameaçavam destruir seu controle, dois anos de abstinência de sua mulher estavam a matando e, no entanto, tudo fora sanado no mesmo dia.
Swan soltou a respiração que retivera e puxou a morena tomando os lábios em um terno beijo. E, por fim, nada mais se ouviu a não ser o roçar de um corpo contra o outro quando Regina apoiou os joelhos na cama, impulsionando os quadris para se deliciar ainda mais com o beijo. Enroscou seus braços no pescoço da loira e deitou ali, sentindo aquele cheiro que a embriagava, juntamente com o calor que emanava do corpo de ambas.
― Eu rezei para que você voltasse ― Emma falou minutos mais tarde quando seus corpos já haviam se acalmado ― Rezei para todos os deuses de quem me lembrei. Rezei a cada dia, a cada minuto. Sabia que era impossível você voltar, mas rezava mesmo assim ― sua mão acariciava o cabelo negro ― eu costumava vir aqui e passar dias trancada, porque o quarto ainda possuía seu cheiro e quando eu fechava os olhos era como… ― respirou fundo, tentando conter a emoção ― era como se você ainda estivesse aqui comigo ― Regina levantou a cabeça e a olhou com os olhos marejados.
― Eu estou aqui agora, meu amor e eu não pretendo mais sair do seu lado ― declarou, selando a promessa com um beijo.
Mais tarde, Regina ainda sorria assim como Emma, deitada sobre os seios de sua mulher. Podia sentir o coração dela, ainda acelerado, sob a pele branquinha, lustrosa, em consequência do suor. Enlaçou-a em um abraço ainda mais apertado, sabendo que a partir de agora tudo seria diferente... Muito diferente. Levemente, Emma moveu seu corpo rolando pela cama até ficar sobre ela.
― Feche os olhos ― disse, movendo a mão em uma carícia. Emma roçou a boca levemente sobre sua testa e seus olhos ― descanse. Você precisa recuperar suas forças, porque uma vez que recuperei você, eu não conseguirei deixá-la em paz. Eu vou querer amá-la cada hora, cada minuto do dia... ― a loira a aninhou mais perto de seu corpo ― não há nada na terra mais bonito para mim do que seu sorriso... Nenhum som mais doce que o seu gemido... Nenhum prazer maior do que segurá-la em meus braços. Eu jamais poderia suportar viver novamente sem você, minha rainha. Nessa vida e na próxima, você é minha única esperança de felicidade.
Seu coração não podia se sentir mais pleno e feliz do que estava agora, pensou Emma, quando encarou os olhos imensamente emocionados e apaixonados da mulher que como uma gata manhosa movia seu corpo o colocando totalmente sobre o seu e então tomou seus lábios em um terno beijo. Sim, um terno beijo, que não demorou muito a se tornar intenso e repleto de desejo. Emma suspirou sorrindo em meio ao beijo sabendo que, tanto ela quanto Regina, recuperariam suas forças apenas mais tarde, bem mais tarde. Ambas rolaram pela cama para então se amarem mais uma vez, outra vez…
Não havia limites existentes agora, nem mesmo preocupações que as fizessem parar. Elas estavam se redescobrindo, se reinventando, se reconstruindo e se amando a cada passo. Freud dizia que o amor é a cura, mas também é a loucura, e ele estava certo. Emma encontrara a cura de todas as suas dores em Regina e esta, por sua vez, permitiu-se ser curada pela mulher que amava, no entanto, era inegável que ambas estavam perdidamente enlouquecidas uma pela outra. Para sempre.
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