Remember me

10 Capitulo 10


Notas iniciais
Certo, devem estar se perguntando: Meu Deus a autora enlouqueceu?! haha Talvez.. A verdade é que me deu uma vontade muito grande de dar esse presente a vocês então...aproveitem;)

Nos dias que seguiram, Emma convidou Eva para sair diversas vezes. Não tinham um lugar especifico para ir. Na verdade, não importava o programa escolhido, apenas o fato de estarem juntas era suficiente. Algumas vezes a loira alugava um barco e com uma cesta de piquenique preparada por Eva passeavam pela orla da ilha, em outras ocasiões tomavam lições de mergulho e durante a noite ouviam música, contemplando a imensidão do céu e do mar deitadas em toalhas estendidas na areia da praia frente à casa de Eva.

Sentia-se maravilhosamente bem na companhia de Emma, Eva refletiu enquanto manejava a argila em seu ateliê. Talvez tenha sido por isso que não hesitou tanto em contar sobre sua amnésia. Lógico que havia ficado com receio, pensou que a loira pudesse rejeitá-la e se afastar ou algo do gênero. E foi com surpresa que a viu totalmente compreensiva e atenciosa, querendo saber mais sobre seu problema e se oferecendo para ajudá-la.

No entanto, tinha uma coisa que a deixava incomodada. Carregava consigo a sensação de já conhecê-la, mas quando forçava sua mente as fortes dores de cabeça atacavam, fazendo com que desistisse do assunto e se entregasse aos carinhos de Emma, abandonando aos poucos as tensões. Outros que lhe davam a mesma sensação eram Mary Margareth e David. Foi apresentada a eles em um almoço organizado pela cunhada de Emma a bordo de um iate. Eva havia adorado o casal, Mary Margareth tinha uma meiguice capaz de conquistar qualquer um e David um piadista maravilhoso. Para a surpresa dela, os Jones também haviam sido convidados, tornando o ambiente ainda mais agradável e familiar para Eva, uma vez que, por algum motivo se sentia um tanto insegura, mas no fim do dia todos já pareciam amigos de longa data.

Na última sexta-feira, Emma a levou a um belo restaurante, singelo, mas encantador, os pratos eram excelentes. Depois andaram abraçadas pelas ruas estreitas da ilha até a boate onde os turistas costumavam frequentar. Nunca iria se esquecer daquela noite. Sorriu ao se lembrar de como a loira a tomou nos braços, conduzindo-a ao centro da pista de dança. Emma havia rodeado seus braços entorno de sua cintura, colando seus corpos. Com um suspiro, Eva tinha apoiado na curva do pescoço de Emma ouvindo a melodia se combinar com os sussurros de Swan que cantarolava a música ao pé do ouvido. Ao final da canção ergueu o rosto para encontrar a mirada cálida da loira que lhe acariciou a face, assim se perderam no olhar da outra. O tempo parecia ter parado, não havia nada e nem ninguém, apenas elas, por isso nem ao menos notaram a música terminada.

...

O vento fresco denunciava o pôr-do-sol que logo se fazia presente. A bela morena usava um lindo vestido estampado de alças finas que ia até seus pés, a parte da cintura era justo, delineando perfeitamente suas curvas e realçando ainda mais seus seios. Emma no mesmo estilo leve da amada, trajava um tomara que caia, até a altura do joelho, em tons claros. Ambas de mãos dadas caminhavam beira mar, sentindo a areia molhada e fria abaixo de seus pés assim como as ondas que quebravam sobre os mesmos. O silencio entre elas era presente fazendo-as desfrutar do momento com toda sua beleza.

Emma sorriu virando seu olhar para Eva, ela estava perfeita com os escuros cabelos ao vento, os últimos raios de sol iluminavam o contorno de seu rosto até os mesmos tocarem o mar deixando assim o céu pintado nos tons vermelho-alaranjado. Swan iria enlouquecer se não tomasse aqueles lábios para si. Sem conseguir pensar em mais nada além de poder sentir seu doce sabor, Emma parou de caminhar e delicadamente passou a mão em volta da delgada cintura da amada e a trouxe junto a si ficando ambas os rostos próximos. Os olhares se prenderam e Eva soube de imediato que estava perdidamente louca por aquela mulher. Era maravilhoso estar assim, por um segundo seu passado não lhe importou em nada, somente seu presente, ali com Emma em seus braços. Swan respirou profundamente enquanto deslizou sua outra mão pela lateral daquele corpo tão curvilíneo e totalmente desejável até chegar em seu rosto e sorriu ao ver como a morena fechava os olhos soltando um baixo suspiro, apertou o enlace em sua cintura sentindo como ela se moldava perfeitamente ao seu corpo, com aquela proximidade seus lábios quase se encostaram fazendo uma onda de prazer percorrer pelo interior de ambas. Emma pôde sentir como com aquele mínimo contato seu coração parecia ter ganho vida de vez.

― Eu não posso –a morena sussurrou fechando os olhos, e Emma não perguntou, não necessitava de perguntar-lhe, ela já sabia o porquê, sabia que a morena julgava errado se envolver com ela sem saber de seu passado. Como era difícil se controlar nesse momento e não lhe gritar que ela era seu passado tanto quanto era seu presente e seria seu futuro. Umedeceu seus lábios com a língua se controlando, buscando em seu interior uma calma que nem sabia se existia.

― Eva -murmurou tentando achar algo para dizer-

― Não posso -repetiu a encarando com os olhos já borrados pelas lagrimas- Faz apenas duas semanas. -negou confusa- Não te conheço. Não me conheço.

― Faria alguma diferença... -respirou fundo a olhando tão profundamente que Eva sentiu que a loira era capaz de lhe ler a alma- Me diga, querida, faria alguma diferença se eu te dissesse que te amo como ninguém nesse mundo amou ou será capaz de amar alguém?

― Emma -gemeu se sentindo cair rendida aos seus pés, enquanto de seus olhos grossas lagrimas começavam a cair sem permissão- O que está fazendo comigo?

― Nada além do que você faz comigo -sorriu tremula controlando sua emoção- Por favor, querida...

― Não é certo! Por Deus, Emma.

― O que não é certo é o que está fazendo comigo. -encostou sua testa a dela mesclando assim suas respirações fazendo ambas fecharem os olhos- Será que não consegue entender? Não me importa seu passado, quem foi, o que fez ou a quem pertenceu.

Roçou seus lábios por todo seu rosto, secando suas lágrimas que teimavam em cair. Respirou fundo inalando aquele cheiro tão delicioso e natural dela que continuava o mesmo.

Por tudo o que era mais sagrado, queria gritar que era a ela quem a morena havia pertencido e sempre pertenceria.

― Me importa o agora, querida, esse preciso momento -a encarou firmemente segurando seu rosto entre as mãos- Me importa que você me pertence, assim como eu pertenço a você.

Eva não disse mais nada, apenas soltou um leve suspiro e fechou os olhos enquanto deslizava suas pequenas e delicadas mãos pela cintura da loira até ambas se encontrarem em suas costas assim a abraçando. Emma sorriu sentindo seus olhos se marejarem ao tocar aqueles lábios. Havia sonhado tanto com poder sentir novamente o calor e o sabor que apenas aquela boca tinha.

A morena sorriu relaxando em seus braços quando Swan a apertou ainda mais em seu abraço e lhe beijou ternamente apenas utilizando seus lábios e então inclinou sua cabeça para o lado dando livre passe para a loira explorar sua boca como bem tivesse vontade e foi o que ela fez, delicadamente passou sua língua pela pequena abertura de seus lábios até tocar a da amada que timidamente se encontrou com a sua, iniciando um delicioso e intenso beijo. Elas se apertavam naquele abraço, se exploravam naquele beijo. Emma lhe apertou a nunca pressionando ainda mais seus lábios contra o seu dando mais emoção ao beijo que estava deixando-as embriagadas de tantas sensações que percorriam no interior de ambas.

Quando o ar se fez escasso para o casal, Emma diminuiu o ritmo do apaixonante beijo com ternos e carinhosos beijinhos demorados e finalizou com uma leve mordida os lábios de Eva e sorriu abertamente ao vê-la de olhos fechados e com a boca entreaberta, respirando com dificuldade buscando pelo ar que lhe faltava assim como também faltava a loira.

― Eu não devia. -disse em tom baixo e ofegante- Você não devia.

Emma não teve tempo de dizer nada, pois a morena se separou do seu abraço e saiu praticamente correndo da praia em direção ao seu bangalô. Swan respirou fundo passando a mão pelo seu rosto e cabelos longos. Apesar de sentir ganas de correr atrás dela ficou ali parada sabendo que a morena precisava de um tempo, ela também precisava de um tempo.

Estava tão tremula que nem sentia suas pernas, seu coração batia tão rápido que parecia que saltaria por sua boca a qualquer instante. Minutos mais tarde, quando por fim conseguiu sentir firmeza em seus movimentos se permitiu mover as pernas em curtos e tímidos passos até seu hotel.

Notas finais
Fala sério, agora mereço muitos reviews, né? Capitulo duplo e bem amorzinho u.ú Vejo vocês provavelmente no sábado