Notas iniciais
E esse encontro vem, hein?

Capítulo 7

O transplante havia sido um sucesso. Veronica, a menininha de apenas cinco anos, parecia dormir um sono profundo e tranquilo na UTI enquanto Astoria fazia algumas anotações, num banquinho alto ao seu lado.

— Você foi muito corajosa, Vee. — Dizia a morena, baixinho, de forma carinhosa. — Você esperou bravamente por um rim, que agora é todinho seu! E, em alguns dias, você vai poder voltar para aquele quarto azul céu que tanto gosta, receber visitas da sua família e das amiguinhas da escola e do hospital. Ah… A enfermeira Josie, que levava alguns docinhos escondido para você, me falou que já está preparando uma caixa de chocolates deliciosa para quando você voltar para lá, hein? Não nos decepcione!

— Falando sozinha?

Astoria foi interrompida pela voz conhecida, que a surpreendeu. Atrás da morena, Theodore Nott estava parado, com as vestes brancas, o jaleco e o estetoscópio.

— Estou conversando com a Vee. — Respondeu ela, simplesmente.

O namorado apenas maneou a cabeça, não esboçando qualquer reação enquanto examinava a garotinha à sua frente.

Desde aquele dia em seu apartamento, quando o namorado havia proposto que morassem juntos, as coisas entre eles estavam um pouco estranhas. Tanto que nem mesmo o encontro com Draco, que a havia deixado extremamente feliz, ela conseguira contar ao rapaz, pois os diálogos entre eles se resumiam a assuntos do hospital e a perguntas como “tudo bem?”, “mais um dia de chuva”, “plantão hoje?”.

Dentro de si, Astoria se sentia dividida entre ceder ao pedido do namorado e dar uma oportunidade para que morassem juntos, fazendo assim com que as coisas ficassem bem entre eles, e seguir seu coração, que martelava dizendo que aquele não era o momento, que aquele sentimento não estava maduro o suficiente para um passo tão grande.

Saiu da UTI, deixando que Theo terminasse de examinar a paciente.

Olhando para o relógio, percebeu que já havia passado muito do seu horário de café e, como se um alarme tivesse soado em seu estômago, este começou a roncar, dando sinais de vida.

Deixou os prontuários que carregava junto à recepção e se dirigiu à cafeteria do hospital, pois sabia que não tinha tanto tempo assim para correr ao buffet delicioso do outro lado da rua. Pediu um capuccino grande, um muffin de framboesa e um cookie com gotas de chocolate, a formiga dentro de si já se aguçando.

Sentou-se numa mesa de canto, dando uma grande mordida no muffin enquanto tirava o celular do bolso. Algumas mensagens da mãe, que viajava com a irmã em um desfile famoso na Itália, algumas notificações de aplicativo e uma mensagem de um número desconhecido, que fez um grande sorriso se abrir em seu rosto.

Número desconhecido [22:30]

Hey, aqui é o Draco.

Como foi o transplante? Deu tudo certo? :)

Astoria salvou o número no mesmo instante, enquanto tomava um grande gole do seu capuccino sem se atentar muito, queimando sua língua.

— Parabéns, genius! — Sussurrou ela, para si mesma, enquanto se dividia entre rir de seu desastre e derramar algumas lágrimas de dor.

Astoria [10:28]

Oiii!! :)

Foi ótimo!! Você nem acredita, a Vee se saiu tão bem!!

Está na UTI até ficar mais forte e poder voltar para o quarto.

A resposta veio em alguns segundos.

Draco [10:28]

Uhulll

Ela deve ser bem forte, logo vai estar no quarto de novo. :)

De plantão?

Astoria [10:29]

Sim…

Até às 19h

Draco [10:29]

Quanto tempo dura um plantão?

Astoria [10:29]

Depende… Em geral, 12h.

Mas eu quis acompanhar o pós operatório da Vee, então 24h :D

Draco [10:30]

Não creio! rsrs

Amanhã está de folga?

Vamos marcar aquele café?

Astoria [10:31]

09h na cafeteria em frente ao hospital?

Eles têm um banquete GIGANTESCO de café da manhã

I-R-R-E-C-U-S-Á-V-E-L!

Draco [10:31]

Marcado! :)

Bom trabalho, enfermeira Greengrass!

Astoria [10:31]

Sou só a Astoria!! --’

Obrigada! :D

Terminou o café animada, já pensando que o encontraria amanhã e, de quebra, ainda comeria aquele café maravilhoso! Pensando nisso, voltou para o atendimento de seus pacientes mirins, não sem antes comprar algumas balinhas na saída da cafeteria e esconder no bolso do jaleco.

Encontrou Theo novamente quando já terminava o turno. Astoria pegava sua mochila e alguns prontuários no armário, que levaria para finalizar relatórios, quando o namorado a chamou, também se preparando para o fim do seu plantão.

— Com fome?

— … E morta de sono! — Completou ela.

— Pausa para um hamburgão no caminho pra casa?

— Tá valendo!

Theo parecia um pouco mais receptivo e, mesmo estando bastante cansada, sabia que seria uma boa terem um tempinho juntos. Até mesmo porque ela queria muito contar a ele sobre Draco e o café que marcaram na manhã seguinte.

Caminharam encolhidos, cada um em seu casaco grosso, até uma pequena hamburgueria pouco depois do parque. O céu começando a escurecer.

— Cheeseburguer? — Perguntou Theo, assim que se sentaram em uma pequena mesinha dentro do lugar.

— Com duplo cheddar!

— E uma coca?

— Com limão, por favor.

O rapaz revirou os olhos, rindo da namorada que sempre fazia questão do mesmo pedido, enquanto acenava para o garçom. Pediu o mesmo para si, e logo o garçom saiu.

— Longo dia? — Perguntou ele, vendo-a bocejar.

— Nem me fale! Não estava psicologicamente pronta para um plantão de 24 horas, mas não podia deixar Vee sozinha.

— Eu percebi. Aquela garotinha tirou uma sorte grande.

— E vai se recuperar muito bem, tenho certeza. Mandou bem na cirurgia, Dr. Nott.

— Eu tive apoio.

Ambos sorriram, olhando a paisagem lá fora, cada vez mais escura, quando Astoria começou:

— Você se lembra daquele paciente que te falei de Oxford, Draco? Cuidei dele em coma por dois anos antes de vir para cá. — Theo assentiu, não entendendo o por quê de reviver um assunto tão antigo. — Então, eu o encontrei por acaso ontem, acredita? Fiquei tão feliz por ele ter acordado!! Eu mal acreditei!!

— Por acaso?

— Sim, pouco antes de me ligarem sobre o transplante da Vee.

— Uhm… — O rosto dele não esboçava qualquer expressão. Uma reação bem diferente da qual ela esperava.

— Enfim … Conversamos um pouco e marquei um café amanhã com ele, já que estou de folga. Fiquei muito feliz em saber que ele finalmente acordou e também quero saber o que aconteceu com ele nesse período… Foi muito tempo de coma, não consigo nem imaginar como deve ser acordar depois de mais de três anos!

— Você marcou um café com ele? — Agora o cenho de Theo estava franzido em uma cara de poucos amigos. — Sério Astoria?

A morena ficou assustada com a reação.

— Sério. — Confirmou ela. — Não estou entendendo.

— Não está entendendo? — O rosto dele estava incrédulo. — Estou há dias esperando uma reação sua depois da conversa que tivemos no seu apartamento. Tentei te dar espaço para pensar… E você me diz que encontrou um homem que cuidou por dois anos e que terá um encontro com ele amanhã. E isso não é nada demais?

O tom de sua voz continuava baixo, porém soava duro e acusatório. As feições sérias, os lábios franzidos. Aquela era a primeira vez que Astoria se deparava com uma crise de ciúme, ou o que julgou ser uma, e internamente só queria não estar ali.

— Theodore, nunca te dei qualquer motivo para desconfiar de mim e, diga-se de passagem, não se trata de um encontro no sentido romântico da palavra, mas de um café entre dois adultos maduros. Quanto ao que me disse no meu apartamento, que também não tem nada a ver com isso, eu ainda não consigo te dar uma resposta e você já havia se comprometido a esperar. Então não entendo o motivo de tudo isso. — Utilizando o mesmo tom baixo, Astoria manteve os olhos firmes, buscando passar a ele a verdade das suas palavras.

— Não seja ingênua, Astoria. — Foi o que ele disse, desviando o olhar para a paisagem lá fora.

O lanche chegou, um sinal de alívio e liberdade para a morena, que pegou o hamburguer embrulhado e o refrigerante e se levantou, deixando uma nota e algumas moedas na mesa.

— Assim como você me deu um tempo para pensar no meu apartamento, também vou te dar esse tempo agora, ok? — Disse ela, olhando para o rapaz que ainda estava virado para a janela.

Saiu do restaurante com lágrimas nos olhos, sem entender o que havia acontecido em questão de minutos. A fome havia desaparecido como mágica, por isso, agradeceu internamente quando encontrou um morador de rua no meio do caminho, para quem deu o lanche e o refrigerante que carregava.

Chegou em casa e deixou as lágrimas rolarem, um sentimento misto entre a tempestade que estava acontecendo em seu relacionamento e a calmaria do loiro que há muito desejava reencontrar.

Jogou as roupas no cesto e tomou um banho rápido, colocando o celular para despertar às 08h da manhã seguinte e se jogando no conforto de sua cama, apagando quase no mesmo instante.

Acordou com o despertador. Havia tido uma noite de sono profundo e sem sonhos e se sentia renovada. Tomou um banho demorado, secou o cabelo e vestiu sua roupa mais confortável, um moletom quentinho para aquela manhã fria. Colocou um gorro macio, que protegeria suas orelhas de caírem assim que pisasse para fora de casa e se olhou no espelho. Sem maquiagem, sem roupas de grife ou meticulosamente planejadas, mas se sentia bem.

Antes de sair de casa, checou o celular. Duas chamadas perdidas de Theo, que ligou mais tarde na noite anterior, depois que ela já havia caído no sono e cinco mensagens não lidas dele.

Theodore [21:41]

Não vai mais me atender?

Theodore [21:47]

Não quero mais discutir com você.

Mas você não me ajuda.

Theodore [23:06]

Mensagem apagada

Theodore [23:20]

Faça como achar melhor. Depois conversamos.

Sentiu um misto de raiva e dó. Não suportava a ideia de Theodore a tratar como se fosse propriedade sua e exigir que desse um passo para o qual não estava preparada ou tentar culpá-la por tomar um café com um homem. Mas ao mesmo tempo, odiava ver aquela relação que costumava ser tão boa daquele jeito, na qual estavam se ferindo.

Respirou fundo e tentou deixar aqueles pensamentos numa caixinha guardada na sua mente e em seu coração para lidar mais tarde. Naquele momento, ela deveria estar feliz por estar indo tomar um café com aquela pessoa que, por tanto tempo, procurava por notícias e desejava reencontrar.

Como se para reforçar que era aquele sentimento o qual ela deveria estar vivendo no momento, o celular apitou, mostrando que uma nova mensagem havia acabado de chegar. Dessa vez, de Draco.

Draco [08:48]

Bom dia! :)

Em cinco minutos chego na cafeteria.

Astoria [08:48]

Bom dia!!

A caminho ;)

Sorrindo, enviou a resposta e guardou o celular na bolsa, calçando o tênis e saindo de casa.

Não foram nem dez minutos até o café, mas quando chegou, Draco já estava sentado em uma mesa mais ao fundo do lugar, entre o final do enorme buffet de café da manhã e uma janela, um pouco embaçada pelo contraste do frio lá fora e o aquecedor ali dentro. O loiro esboçava um sorriso torto, olhando-a se aproximar, enquanto bebericava uma xícara do que ela deduziu que fosse café bem quente.

— Desculpe, não consegui resistir. — Disse ele, indicando a xícara a sua frente.

— Não te julgo. Tudo aqui é maravilhoso… Eu faria o mesmo.

Ambos sorriram e Astoria indicou a mesa de café da manhã. Afinal, antes de qualquer coisa, ela estava faminta e aquele buffet era delicioso. Ao perceber que Draco usava uma muleta (algo que ela sequer notara há dois dias atrás), ofereceu-se para ajudá-lo, o que ele se recusou prontamente, fazendo questão de acompanhá-la ao redor de toda a mesa e tentar equilibrar o prato com as coisas que pegava, a muleta e os pegadores dos rechauds, quase derrubando tudo e fazendo ambos caírem na risada.

— Você é teimoso! — Acusou ela, rindo.

— Faz parte do meu charme. — Ele riu também.

Quando se sentaram na mesa novamente, Astoria carregava dois pratos, um com ovos mexidos, bacon e um delicioso pãozinho francês com manteiga e no outro, um muffin de mirtilos, um waffle de chocolate com calda de chocolate e um bolo delicioso de iogurte e calda de frutas vermelhas. Além de um capuccino cremoso tamanho família. Mas Draco não ficava atrás, mesmo todo atrapalhado pela muleta (e, talvez, pela presença da morena ao seu lado), havia pegado um croissant com queijo quente, um muffin de laranja, um cookie com chocolate colorido e um waffle com mel.

— Desse jeito nunca mais vão nos deixar entrar aqui. — Disse ele, olhando para a mesa cheia à sua frente.

— Isso porque eu nem comecei! — Respondeu a morena.

— Você tem razão… Isso aqui é delicioso! — Draco, com a boca cheia de muffin de laranja, exaltou / comemorou / agradeceu de joelhos à morena pela escolha do lugar. Qualquer sentimento de emoção com aquela comida parecia pouco.

— É viciante! Eu não sei o que faria se esse local não existisse mais. Provavelmente caçava esse padeiro e o colocava em regime fechado na minha cozinha!

— Eu divido a culpa com você se precisar, não se preocupe.

Aquele momento, de assuntos aleatórios, parecia não apenas natural, mas parecia certo. E Astoria sentia isso profundamente.

Já na metade do café da manhã, quando estavam minimamente alimentados para começar qualquer assunto real, a morena começou:

— Mas me conta, como foram as coisas? Como veio parar aqui em Londres?

— Bom… Pelo que eu sei, fiquei num sono profundo por três anos. Dois em Oxford e o último em Manchester, para onde os meus pais se mudaram para abrir o novo escritório…

Astoria estava atenta ao rapaz, como uma criança ouvindo uma história de contos de fada. Draco contou sobre tudo o que a mãe o havia dito, sobre não ter dado respostas nos primeiros tratamentos, sobre as flores que Astoria levava no quarto (escondidas da enfermeira chefe), sobre sua terrível habilidade em fazer barbas… E sobre quando ele acordou no hospital em Manchester, com a memória turva e uma série de premonições das comédias românticas dos últimos anos.

— Eu não acredito que você prestou atenção nos meus spoilers!! — Astoria gargalhava.

— Vai por mim, eu desejava não ter prestado.

— Não seja ridículo, comédias românticas são sensacionais…

— Pelo menos você não resolveu cantar, pense nisso!

— Está me zoando, rapaz? Você teria toda a cultura pop nessa sua cabecinha loira agora mesmo se eu tivesse cantado pra você por dois anos inteiros!!

Ambos gargalhavam.

— Então me conta… De Repende 30 é ou não é o melhor filme de todos os tempos?

Draco revirou os olhos, fazendo a morena rir novamente, enquanto comia seu terceiro waffle, dessa vez com doce de leite.

— Mas e você, é a sua vez de me atualizar dos últimos três anos, afinal, eu era a bela adormecida aqui! — Draco pediu.

Ainda rindo, Astoria contou a ele sobre o período em que esteve internado, sobre ela inventar um assunto novo todos os dias para não deixá-lo no silêncio total e sobre como ela se incomodava em vê-lo dormindo com uma cara tão séria. Por um momento, Astoria sentiu-se tímida em admitir tamanha intimidade, o que passou assim que ela olhou para os olhos atentos do rapaz à sua frente.

— Ah é… Eu também fiquei muito familiarizado com o cheiro de flores… -Disse ele, cortando-a.

Astoria sorriu, concordando com ele. Não suportava aquele quarto branco sem vida e, como não podia dar-lhe um cachorrinho ou coisa do tipo, começou a dividir com ele seu hobby por flores.

Além disso, contou sobre sua mudança para Londres e, meio envergonhada, admitiu que ligava sempre para saber se ele já havia decidido abrir os olhos. Porém, com a mudança da recepcionista para a nada amistosa Cho Chang (que ambos concordaram se tratar de uma mulher de poucos amigos), não conseguiu mais nenhuma informação, mesmo indo presencialmente ao hospital. Pelo cálculo de ambos, provavelmente isso aconteceu numa data próxima a de sua transferência para Manchester, onde ficou por quase um ano.

E, de repente, eram como melhores amigos. Não houve um momento sequer no qual se sentiram estranhos com a presença do outro, muito pelo contrário, sentiam-se em casa. Conversaram mais sobre suas ocupações, Astoria contou-lhe sobre sua promoção e, para comemorar, concordaram em pegar mais um muffin, dessa vez, com gotas de chocolate branco e um milk shake de chocolate, mesmo com o frio lá fora.

— Meu Deus, sinto que meu estômago vai explodir! — Disse Draco, já meio encostado, meio deitado na cadeira.

— Você não é o único!! — A morena concordou, numa posição semelhante.

— Temos que repetir isso mais vezes.

— Com certeza!! Nunca pensei que fosse encontrar alguém que comesse tanto café da manhã quanto eu!

Antes que o assunto continuasse, o celular de Astoria tocou.

Theo.

Pediu licença ao loiro, que apenas maneou a cabeça positivamente.

— Oi. — Atendeu ela.

“Ainda está no café com aquele cara?”— Perguntou ele, seco.

— Sim. — Ela disfarçou. Draco parecia olhá-la atentamente.

“Que café longo!”— Ele reclamou.

— Não entendo como isso te afeta.

“Você é minha namorada. Obviamente, isso me diz respeito!”

— Disse bem, namorada. Não um título de propriedade.

“Estou tentando te entender, Tori!”— Ele baixou o tom de voz, tentando parecer calmo. — “Mas veja pelo meu lado e entenderá o que estou dizendo.”

— Theo, esse não é o melhor momento para termos essa conversa, ok? Conversamos mais tarde. — Pediu ela, desligando o telefone logo em seguida para que ele não tivesse tempo de rebater.

Meio constrangida, olhou para o rapaz à sua frente que, naquela altura, estava sentado com a coluna totalmente ereta e a encarava num misto de seriedade e preocupação.

— Está tudo bem? — Perguntou ele.

— Vai ficar. — Respondeu ela, respirando fundo e lançando um sorriso. — Meu namorado e eu precisamos conversar, só isso.

Por um segundo, Draco sentiu suas feições mudando com a palavra namorado, porém tentou se recompor rapidamente, afinal, o que ela menos precisava era de alguém questionando-a naquele momento. Assim, continuou:

— Tem certeza?

— Sim, sim. Sobre o que a gente estava conversando mesmo?

Notas finais
Meus queridos ... O que acham? Quero muito saber a opinião de vocês... Eu acho que já falei no outro capítulo, mas pensem que ela cuidou dele por DOIS anos, então para ela, eles já são próximos! E vocês conhecem a Astoria, certo? Fala até com as paredes rsrs...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.