SeungHyun\'s POV

Não havia mais motivos para permanecer lá, JiYong ainda tinha muito trabalho pela frente e não teria mais chances de escapar só para me ver. E está tudo bem, eu entendo, e como ele não vai precisar mais de mim só me resta voltar para casa.

Para evitar ficar pensando muito sobre o que aconteceu ou deixou de acontecer naquele dia, decidi dormir. Deite-me em minha confortável cama com lençóis recém lavados, suspirei e fechei os olhos, não demorando para cair no sono.

Acordei sentindo seus lábios molhados sobre minhas pálpebras, abri os olhos e foquei em sua figura sobre a minha, suas mãos entrelaçadas em meus cabelos, fazendo carinho. Você tinha um sorriso em seu rosto e um olhar terno. Recebi mais um beijo de leve na boca e você se afastou um pouco me deixando um espaço.

\"Humm, você acabou de voltar?\" Eu disse esfregando os olhos, minha voz rouca por ter acabado de acordar, você apenas balançou a cabeça em afirmação. \"Como foi o resto da filmagem?\" Perguntei me sentando na cama.

\"Foi... normal, mas e você o que ficou fazendo?\" JiYong perguntou engatinhando pela cama até sentar-se ao meu lado.

\"Dormindo, até você me acordar.\" Bocejei, me espreguiçando em seguida.

\"E você sonhou comigo?\" Você perguntou com um certo brilho nos olhos.

\"Para dizer a verdade, sonhei sim.\" Afirmei, o fazendo sorrir. Se ao menos soubesse como foi bom ter sonhado com você.

\"Ah, e o que eu estava fazendo nesse seu sonho?\" Você fez uma expressão brincalhona, colocando as mãos sobre o colo.

\"Estava nu.\" Eu disse simplesmente, sorrindo maliciosamente.

\"Oh.\" Você coloca sobre a mão boca, fingindo surpresa. \"E o que eu, em toda glória de minha nudez, estava fazendo com você ein?\" JiYong se aproxima, movendo minha franja para trás da orelha.

\"Humm, algo muito bom, muito bom mesmo, mas infelizmente tive que acordar.\" Fiz bico, mostrando o quanto queria ter continuado a sonhar.

\"Poxa, sinto muito, nesse caso como um pedido de desculpas por ter te acordado, por que não faço esse seu sonho virar realidade?\" Você sussurra, levando suas mãos ao seu peito, desabotoando sua camisa lentamente, o mais sensual possível.

Eu ajusto minha posição na cama, somente para assisti-lo se despir. A camisa desliza de seus ombros, revelando sua cremosa e pálida pele, eu engulo a seco, só imaginando minha língua correndo por seus ombros saboreando o delicioso gosto que somente você possui.

Suas mãos delicadas percorrem todas extensão de seu tórax e chegam até seus jeans de marca, o desabotoando e brincando com o zíper, como uma forma de me provocar, sabe que estou mais que ansioso para vê-lo sem roupas e mesmo assim toma seu tempo como se não estivesse.

Os joelhos estavam dobrados, as coxas apoiadas na cama, afastou suas as pernas sem pressa, abrindo o zíper da calça se inclinando levemente para trás. Seus lábios entreabertos mostravam-se como um convite para mim.

No fundo, por trás de toda excitação que sentia, me perguntava como conseguia ser tão sensual, usar todas aquelas formas de sedução e ao mesmo tempo manter o semblante inocente? Esse contraste de sentimentos me atingia em cheio, me deixava até atordoado.

Você apóia os joelhos na cama levantando a parte superior de seu corpo, então se aproxima de mim, estamos cara a cara, no mesmo nível, respiração já alterada, você olha profundamente em meus olhos.

\"Hyung, pode me ajudar?\" Você sussurra, novamente com aquele olhar inocente, aponta para baixo como se pedindo para que eu terminasse o trabalho de tirar suas roupas.

E esse é um pedido que não poderia recusar, eu posiciono uma de minhas mãos em seus ombros e a deslizo por suas costas nuas parando na altura de seus quadris onde encontro o cós de suas calças e empurro o tecido para baixo, o livrando de qualquer pedaço de roupa remanescente.

Com os braços apoiados em meus ombros, você levanta o corpo facilitando minha tarefa e então finalmente está completamente nu, uma obra prima somente para a minha apreciação.

\"E agora Hyun, estou igual ao seu sonho?\" Você pergunta, inclinando a cabeça para o lado, fechando os braços ao redor de meu pescoço, lentamente aproximando seus lábios dos meus.

\"Não, você está melhor, muito melhor, nenhum sonho chega aos seus pés, nehuma imagem sua em minha mente é melhor que a verdadeira, tão maravilhosamente perfeita.\" Digo enquanto acaricio seus cabelos macios, então o beijo, você fecha os olhos quando coloco seus lábios entre meus dentes e provo o gosto de sua boca com a minha língua.

Nada nem ninguém chega aos seus pés JiYong, nada nem ninguém me faz sentir tão vivo, nada nem ninguém tem tanta influência sobre meu corpo e coração como você.

Queria só deixar o medo que sobe como um arrepio em minha espinha toda vez que penso que posso te perder, é como uma intuição, um sentimento que não me larga, me ame, me faça esquecer, me prove o contrário.

O beijo fica mais selvagem, mais necessário, enrolo seus cabelos em meus dedos, devoro sua boca tão doce como sobremesa, e você responde com gemidos e pressionando seu corpo nu contra o meu ainda vestido.

\"Hyun...ah...tire...a...roupa...também.\" Você diz entre meus beijos, já puxando a minha camiseta e desfazendo o laço do cordão que prendia meu moletom.

\"Hey, calma, não era bem assim que acontecia no meu sonho.\" Eu começo a rir, deixando um leve beijo na ponta de seu nariz e segurando suas mãos.

\"Por que você gosta de me provocar tanto?\" Você pergunta, fazendo bico, puxando as mãos para cobrir uma parte de seu corpo, ter vergonha de uma coisa assim tão linda é quase sem cabimento.

Eu aproximo seu corpo do meu, colocando uma das mãos em sua nuca, nossos rostos separados por meros milímetros, sua respiração quente tocando minha pele, hálito de menta, perfume de baunilha. Seus olhos se fecham esperando por um movimento meu.

\"Por que você diz essas coisas que não fazem sentido? Não sou eu quem sou tão irresistível que mal consigo formar um pensamento coerente, não sou eu quem consegue me fazer beirar a loucura de desejo, só você faz isso, você quem me provoca.\" Digo entre os dentes, pressionando nossos corpos impossivelmente mais próximos.

\"E quem disse que não?\" Você sorri maliciosamente, mostrando sua língua e a colocando em uso, lambendo toda extensão de meu pescoço, me distraindo para que com sucesso conseguisse levantar minha camiseta.

Dessa vez eu cedi, deixando que tirasse minha camiseta, levantei os braços mas a gola ficou presa na ponta do meu nariz, me impossibilitando de ver qualquer coisa, ambos riram, você segurava meus braços para cima.

\"Ji, agora é minha vez de pedir ajuda.\" Eu falo entre as risadas.

\"Não tão cedo.\" Você diz e eu posso até sentir a malícia em seu tom de voz. Então você beija minha boca, a única parte do meu rosto que não está coberta, eu correspondo sem problemas, meus braços acima da cabeça, a falta de visão aguçando os outros sentidos.

Você deixa beijos molhados pelo meu queixo, maxilar e pescoço, sua boca se fechando em todos os lugares mais sensíveis, fazendo minha respiração se alterar e arrepios subirem pela espinha.

\"Ji, eu quero te ver.\" Digo em voz baixa, entrelaçando meus dedos com os seus, que ainda seguravam minhas mãos.

\"Eu também quero...\" Você sussurra, e usando uma de suas mãos consegue finalmente me livrar de todas minhas roupas. Sinto o ar frio do quarto contra minha pele e ainda o ar quente de sua respiração em meu pescoço se aproximando de meu rosto.

Não há nada mais em nosso caminho e é delicioso o sentimento de liberdade que preenche meu corpo, só de pensar que finalmente estamos sozinhos e podemos aproveitar esse momento me deixa tão feliz, queria que isso durasse para sempre, que se repetisse constantemente.

Você deita na cama e me puxa contigo, meu corpo por cima do seu, nossa pele quente em contato uma com a outra, não havia sensação melhor. Com os braços ainda em meu pescoço você aproxima seu rosto do meu e nos beijamos, lentamente, aproveitando cada curva que nossas línguas faziam, o roçar dos lábios, a palma de sua mão macia em minha nuca.

Depois do beijo, me apóio em meus cotovelos e observo seu lindo rosto próximo ao meu. Você sorri, um sorriso genuíno, aquele que somente eu consigo ver, fazendo meu coração bater mais rápido. Escosto minha cabeça em seu peito, quero ouvir seu coração também, se ele bate tão forte como o meu.

\"Você estava perfeito hoje, mas eu espero que a música não se refira a mim.\" Disse deixando um leve beijo sobre seu peito.

\"Hyun, você nunca partiria meu coração, é só uma canção popular, não experiência própria.\" Você diz, acariciando meus cabelos e sorrindo novamente. \"Agora, por que você não me faz esquecer de tudo? Quero pensar somente em você.\" Diz fechando os olhos e suspirando, esperando por mim, para que eu o fizesse sentir tão bem como me fazia sentir.

O beijo e o faço meu, ainda mais do que já era, marco seu corpo com esses beijos, com meu toque, com meu coração. Toda e qualquer reação sua me levando ao máximo prazer. Prazer que varre para longe qualquer dúvida ou medo que eu pudesse ter; eu simplesmente me entrego à você, como se não houvesse outra coisa a ser feita, como se existíssemos somente você e eu, o mundo inteiro estivesse confinado entre as quatro paredes deste quarto. Por que nada mais importa.

JiYong\'s POV

Após deixá-lo daquela maneira eu não pude me concentrar como deveria em meu trabalho. Não pude ver seus olhos, mas eu sabia que o tinha magoado. Sei que agi de maneira estranha, mas não consigo desejar que me perdoe, pois sou consciente de não merecer seu perdão.

Por que eu sabia muito bem o que tinha feito. E ao perceber, de maneira tão premente, o quanto eu estava afetado com a sensação de sua tristeza eu soube que o que fizera era realmente o correto. Pois como eu poderia concentrar em meu trabalho se meus pensamentos estavam sempre em você?

Ao formular esta pergunta, de maneira tão crua, eu me dou conta de quão egoísta eu posso realmente ser e me pergunto o quanto eu poderia te machucar sem saber, sem me dar conta ou, pior, sem me importar.

Não! Eu nunca te machucaria desta maneira, SeungHyun. Pelo menos eu queria acreditar nisto, apesar de sentir que guardava em mim, um pequeno verme, um pensamento ruim e egoísta, eu não poderia admiti-lo, não sem aceitar que talvez meus sentimentos por você não fossem tão fortes como eu pensava.

Não! Gritou meu inconsciente e eu varri este pensamento, uma vez mais, pra o fundo do poço. E me dediquei arduamente ao trabalho durante o resto do dia.

Você não voltou, e soube por isto que o havia machucado de alguma maneira. É realmente uma sorte que neste vídeo eu não tenha que passar uma imagem cute, já que estava arrasado.

No início da noite YongBae se despediu, disse que passaria em casa e em seguida se encontraria com Teddy-hyung, já que eles estavam discutindo sobre o novo trabalho de YongBae. Eu me senti realmente feliz por saber que teríamos o dormitório só para nós dois esta noite, ou parte dela, e me esforcei em terminar logo o trabalho deste primeiro dia de filmagens.

Por volta das 20h, o diretor deu por encerrado o dia. E tão logo agradeci a todos voei para meu camarim, queria tirar aquela maquiagem, aquela roupa, queria me libertar deste personagem e me preparar para você.

Tomei uma longa ducha, ainda no estúdio, esforçando-me para apagar a sensação ruim que me perseguia. Não sentia a água escorrendo pelo meu corpo, apenas esfregava de maneira vigorosa o rosto, tentando livrar-me de toda maquiagem, como se isto ajudasse, de alguma forma a limpar minha própria alma.

“Mas o que eu fiz de tão errado?” Me perguntava, tentando encontrar algo que me justificasse. “Não é correto me dedicar ao meu trabalho agora, à algo que eu sonhei e desejei por tanto tempo? Meus sentimentos não mudarão por isto”. Eu repetia mentalmente, como se quisesse convencer a mim mesmo. Nem mesmo percebi o trajeto de volta para os dormitórios, estava muito concentrado em acalmar meus sentimentos, em acalmar as sensações ruins que me tomaram durante o dia.

Entrei e encontrei a casa às escuras. Por um momento tive medo de que você não estivesse ali, então simplesmente deixei minhas coisas no corredor e me dirigi direto ao seu quarto. A janela estava entreaberta e filtrava a luz que vinha da rua caindo diretamente em sua cama, onde eu pude ver imediatamente, sua figura tranquilamente dormindo.

Meu coração disparado se enterneceu por um momento e me senti extremamente calmo por vê-lo, como se o que acontecera no estúdio fosse mais que um simples desentendimento, fosse uma separação, como se eu não fosse vê-lo outra vez e me desse conta da sorte de tê-lo diante de meus olhos.

Foi neste momento então, que eu me dei realmente conta de quanto o dia havia sido angustiante, de quanto eu havia temido e do quão feliz eu podia sentir apenas por saber que você não se fora; ainda que isto não fosse uma possibilidade plausível a simples idéia me deixava agoniado.

Aproximei-me lentamente, notando o suave vai e vem de sua respiração, percebendo que você estava profundamente adormecido. Sentei-me na beira da cama, seu corpo parcialmente iluminado pela luz que vinha da rua, seu rosto submerso na escuridão. Apertei os olhos, ansioso, esforçando-me para enxergar além das sombras.

Para meu alívio seu rosto parecia estar bastante tranqüilo, os lábios levemente entreabertos pelo sono, a franja caindo displicente pela testa; você estava entregue ao sono, como um menino; meu coração se apertou e eu me senti desarmado ao vê-lo fragilizado desta maneira, tão inocente em seu desconhecimento.

Senti as lágrimas subirem aos meus olhos, e me esforcei em contê-las, afinal, eu não queria chorar ali. Fiquei observando-o dormir por não sei quanto tempo, até vê-lo se mover de leve. Então decidi que já era hora de despertá-lo.

Suspendi minha mão direita até que meus dedos tocassem de leve seu perfil, tracei todo o contorno de seu rosto, desenhando o arco de sua sobrancelha, passando pela ponta de seu nariz, até me deter no ondulado de seus lábios.

Apenas sentir a maciez sob a ponta dos meus dedos já me levava à um outro estágio de sentimentos, menos puros, e decidi que seria melhor prolongar a sensação. Portanto, abandonei aquela fruta tentadora e enredei os dedos em seus cabelos. Desde que você os deixara crescer eu simplesmente adorava enrolá-los em minhas mãos, brincando com os fios, sentindo a suavidade, puxando-os de leve, te irritando. Fazia parte da minha listinha de pequenas maldades que eu gostava de fazer com você.

Você se moveu uma vez mais, começava a dar-se conta de minha presença e eu inclinei meu rosto até posicioná-lo bem acima do seu. Observando seus olhos tão de perto, fechados e tranqüilos no sono, tão ferozes quando despertos, saber que me pertenciam, pois você me pertencia, não é assim? Eu simplesmente quis beijar estes olhos, como se pudesse marcá-los como meus. Então seus cílios se mexeram e você despertou. Eu não podia deixar de sorrir com sua confusão ao despertar e me encontrar assim, praticamente sobre você. Era tão fácil me sentir feliz. Deixei um leve beijo em seus lábios e me sentei novamente.

\"Humm, você acabou de voltar?\". Com esta simples e inocente pergunta você conseguiu afastar completamente o clima de calma e ternura, pois o fato de dizer estas palavras com a voz rouca pelo sono me deixou num estado de ansiedade e excitação.

\"Como foi o resto da filmagem?\", vou me perguntou, sentando-se. Eu sabia que qualquer conversa seria apenas o prelúdio para o que viria a acontecer.

\"Foi... normal, mas e você o que ficou fazendo?\" Eu me aproximei um pouco mais, vendo-o espreguiçar-se.

\"Dormindo, até você me acordar”. Eu queria apenas conduzir a conversa para um terreno mais perigoso.

\"E você sonhou comigo?\", perguntei divertido. Eu não sabia se você tinha entendido minha intenção, mas ficou clara a nossa sintonia quando você respondeu: \"Para dizer a verdade, sonhei sim.\" Então perguntei com um sorriso \"Ah, e o que eu estava fazendo nesse seu sonho?\"

E quando você respondeu simplesmente, \"Estava nu.\", não pude evitar me sentir surpreso e feliz ao mesmo tempo, e devo ter levado a mãos aos lábios tentando disfarçar. Afinal, não era justo eu começar o jogo e cair em minha própria armadilha.

\"E o que eu, em toda glória de minha nudez, estava fazendo com você, hein?\" Perguntei um pouco mais calmo, e para mostrar que eu estava perfeitamente bem, me aproximei de leve e me arrisquei em tocar seu cabelo, ajeitando os fios que caiam. Mas você era realmente muito bom e não demorou a dizer \"Humm, algo muito bom, muito bom mesmo, mas infelizmente tive que acordar.\"

Ah, você era muito bom nestes jogos e eu só poderia vencê-lo se arriscasse ainda mais. \"Poxa, sinto muito, nesse caso como um pedido de desculpas por ter te acordado, por que não faço esse seu sonho virar realidade?\". Disse enquanto levava às mãos ao peito, desabotoando, vagarosamente, a camisa que levava. Sei que está dando certo, pois você se move, desconfortável, e crava seus olhos em mim, que não desperdiço o momento, desnudando-me o mais lentamente possível.

Quando a camiseta escorrega por meus ombros eu sinto um arrepio, mas o frio momentâneo é varrido para longe, quando percebo seu olhar vítreo sob mim. Sinto a boca seca e sei que este jogo também está me consumindo. Nós, aos poucos deixamos de ser os dois amigos, companheiros do mesmo grupo, para nos tornarmos duas pessoas que apenas se desejam, que se necessitam.

E eu simplesmente gosto de ver seu olhar sobre mim, me desejando, isto me dá mais forças e me torna ainda mais ousado. Deslizo as mãos por meu corpo até chegar ao zíper de minha calça, eu quero prolongar este momento ao máximo, afinal, há muito tempo não estamos juntos assim.

Brinco com o zíper antes de puxá-lo, sem conseguir sustentar seu olhar avassalador eu me inclino pra trás, sentindo o corpo formigar, desejando desesperadamente que você me toque, mas não querendo que isto aconteça ainda. Por que não sei se poderei me controlar e minha mente analítica sempre gosta de manter um pouco de controle e razão. Razão esta que é vencida pelo desejo que sinto. Então me aproximo ainda mais, seu corpo um imã me levando até você, erguendo-me até que meus olhos encontrem o seus. \"Hyung, pode me ajudar?\"

Sinto suas mãos tocarem suavemente a pele das minhas costas e não consigo deter um calafrio que desce por toda minha espinha. Você, experiente, me livra do resto de minhas roupas e a única coisa que eu consigo fazer é fechar os braços em volta de seu pescoço, aproximando meus lábios dos seus, cansado de todo aquele jogo que me turva os sentidos. \"E agora, Hyung, estou igual ao seu sonho?\".

\"Não, você está melhor, muito melhor, nenhum sonho chega aos seus pés, nenhuma imagem sua em minha mente é melhor que a verdadeira, tão maravilhosamente perfeita.\" Ao escutá-lo meu peito se fecha e sinto o ar me abandonar. Sinto sua carícia em meus cabelos e finalmente você me beija.

Eu ponho toda minha alma neste beijo, como se desta maneira eu pudesse varrer toda esta tristeza, que insiste em ser uma presença furtiva em nossas vidas, como se eu pudesse apagar os momentos dolorosos, como se eu pudesse provar, num beijo, o quanto eu o amo.

No entanto, este sentimento vai cedendo ao desejo, e os pensamentos se tornam mais e mais obtusos, dando lugar às sensações, que pinicam o corpo aqui e ali, deixando-me ainda mais sensível à você. Nós nos beijamos como se fosse a única coisa correta a ser feita e eu, instintivamente me aproximo ainda mais, sua roupa se tornando um fardo, do qual precisamos nos livrar.

\"Hyung... Ah... tire... a... roupa... também.\" Digo, buscando desfazer, com as mãos, os laços que atam seu moletom. \"Hey, calma, não era bem assim que acontecia no meu sonho.\" Você me detém, e eu me sinto levemente contrariado, tanto, que faço menção de cobrir meu próprio corpo.

\"Por que você gosta de me provocar tanto?\" Pergunto aborrecido. Será que é você quem está agora jogando comigo, me provocando, em vingança ao que eu fiz anteriormente? Pois se sua intenção era aguçar ainda mais o meu desejo de você, você estava sendo vitorioso em suas intenções. Então você se aproxima novamente, e eu fecho os olhos, aspirando inebriado o aroma de sua colônia, misturado ao cheiro de sua pele. Se os livros estivessem certos e fosse possível morrer por desejar alguém, neste momento eu já teria sucumbido.

\"Por que você diz essas coisas que não fazem sentido? Não sou eu quem sou tão irresistível que mal consigo formar um pensamento coerente, não sou eu quem consegue me fazer beirar a loucura de desejo, só você faz isso, você quem me provoca.\" Você diz entre dentes e eu o sinto pressionar seu corpo ainda mais. Você deve estar realmente louco por não saber que é justamente assim que eu me sinto em relação à você.

\"E quem disse que não?\", digo. Não me envergonho em atacar a pele nua de seu pescoço, que praticamente se oferece, e provo seu sabor, sentindo a suavidade de sua pele contra a aspereza de minha língua.

Eu sei bem, que este é seu ponto fraco, e o sinto ceder. Rapidamente minhas mãos seguram firme seu moletom e sua camiseta e eu os puxo para cima, tentando livrá-lo das peças inconvenientes. Você levanta os braços, no entanto, para minha alegria, as roupas se enrolam, ficando presas na ponta de seu nariz. Apesar da situação engraçada, eu não posso ficar triste, já que tenho uma visão privilegiada de seu torso. Devo dizer que seus esforços para conseguir um físico mais saudável para o drama têm dado muito certo.

\"Ji, agora é minha vez de pedir ajuda.\" Como se eu fosse perder a oportunidade única de tê-lo vulnerável assim nas minhas mãos. \"Não tão cedo.\" Eu me aproximo, sem tocá-lo completamente e me concentro na parte de baixo de seu rosto, já que a parte de cima está coberta pelas roupas. Eu tomo seus lábios com os meus, sentindo sua respiração tão alterada quanto a minha. Nossos dentes se chocam de leve, revelando a urgência de nosso desejo, logo abandono sua boca, para deixar beijos em toda a extensão de seu rosto que esta descoberta.

Então sinto suas mãos apertarem as minhas, que ainda sustentam seus braços sob sua cabeça. \"Ji, eu quero te ver.\" Você diz num sussurro, e eu não tenho forças para nenhum jogo. \"Eu também quero...\" Então nos concentramos em desfazermo-nos de suas roupas.

Finalmente, dois anjos caídos, sem nenhuma armadura que pudesse dissimular sua natureza. Estamos frente à frente, sem nenhuma proteção que pudéssemos usar para disfarçar o que sentimos, vulneráveis, e, no entanto, mais fortes do que nunca, entregues ao sentimento que mudou nossos corações há muito tempo, entregues às sensações que não nos permitem ver além de nós mesmos. Prontos para, mais uma vez, pertencermos um ao outro, sem medos e sem mentiras.

Apenas Jiyong e Seunghyun...

Eu me deito lentamente, trazendo-o comigo, sinto sua pele morna sobre a minha, o peso de seu corpo, mais que uma tormenta, uma doce tortura, me esmagando sob a realidade de seu desejo por mim. Com meus braços em seu pescoço eu o puxo e nos beijamos lentamente, com todo o desejo que reprimimos por tanto tempo, sinto minha boca devorando a sua, nossas línguas travando uma batalha deliciosa, onde não importa quem será o vencedor.

Nos separamos e eu não posso deixar de sorrir ao ver seu rosto tão adorado próximo ao meu, finalmente o dia fazia sentido, me sentia tão feliz! Sinto meu coração bater mais rápido, se era possível. Você se aproxima e encosta a cabeça em meu peito, seus cabelos fazendo cócegas. \"Você estava perfeito hoje, mas eu espero que a música não se refira a mim.\" Ouço sua voz ao mesmo tempo em que sinto um leve beijo sobre meu peito.

\"Hyun, você nunca partiria meu coração, é só uma canção popular, não experiência própria.\" Digo acariciando seus cabelos.. \"Agora, por que você não me faz esquecer de tudo? Quero pensar somente em você.\" Eu fecho os olhos em antecipação, arqueando o corpo em busca de seu contato.

Você me beija, como se com cada beijo pudesse me marcar como uma coisa sua e eu me sinto enlevado por este pensamento, pois eu realmente te pertenço. Esquecendo os pensamentos egoístas, que nos tomam, a idéia de pertencer à alguém é realmente estimulante. Minhas mãos se movem sob seu corpo, gotículas de suor começam a se formar. Seu corpo se move sobre o meu e antes de me entregar completamente eu só posso sussurrar uma e outra vez... “eu pertenço a você”.

SeungHyun’s POV

Esconder a relação não é nada fácil, mas conseguíamos mascará-la o suficiente para não sermos descobertos. Tudo se tornava sussurros em seus ouvidos, dizendo que te amava, pedindo que fugisse comigo para podermos fazer amor o dia todo, você ria e eu também, mas no fundo eu falava sério e sabia que você não.

Ficar de mãos dadas debaixo das almofadas no sofá, debaixo da mesa quando comíamos, por trás de alguém no carro. Escapadas ao banheiro para nos beijarmos. Fingir estar doente somente para poder ficar um pouco mais na cama e ter você para cuidar de mim.

Mas desculpas nem sempre enganam nem duram para sempre, as relações proibidas são sempre fadadas a terminarem? Esconder-se por trás de mentiras sempre acaba em um beco sem saída onde é tudo ou nada?

Eu sinto você se distanciando de mim, não tem mais tempo para inventar desculpas, para fingir fazer algo que não faz, fingir ser alguém que não é. Cada vez que sai por aquela porta leva um pedaço do meu coração com você, é estranho como a apenas uma semana atrás você sussurrava meu nome sempre acompanhado de palavras de amor, e agora mal olha nos meus olhos, meu nome soa estranho aos seus ouvidos.

Você tem consciência disso? Está deixando tudo que fomos escapar por seus dedos e chocar-se contra o chão quebrando-se em milhares de pedaços? Não sei se serei capaz de colocá-los de volta no lugar, e mesmo que conseguir, você será a cola que os une novamente?

JiYong\'s POV

Cinco horas da tarde. Estive na sala de treinos o dia todo ensaiando a coreografia de “Heartbreaker” exaustivamente, já que amanhã seria o primeiro dia de apresentação ao vivo. Eu não vi ninguém mais além dos dançarinos e do coreógrafo. A hora do almoço voou, estávamos todos ansiosos e ninguém conseguia comer muito bem.

Agora eu apenas tinha tempo de ir ao nosso dormitório tomar um banho e resolver algumas coisas antes de retornar ao prédio da YG, de volta aos ensaios. Os outros membros da banda estavam envolvidos com seus próprios projetos, à exceção de DaeSung, que continuava no hospital. Senti uma pontada de remorso ao pensar em Dae, já que havia quase uma semana que eu não o visitava. Mas não havia tempo para pensamentos como este. Fiz o que tinha que fazer rapidamente no dormitório e tomei a van que me levaria de volta à sala de treinos.

Engraçado como apesar dos dias cansativos, eu não me sentia realmente cansado. Na verdade me sentia ansioso, agitado, empolgado, como há muito tempo não me sentia. A van se aproximou do prédio e eu saltei rapidamente, sentindo a vibração do celular em minha mochila. Peguei o aparelho verificando que era o bipe de uma nova mensagem.

“G-Dragon, precisamos conversar esta noite. Estarei te esperando às 21h, onde tomamos soju pela primeira vez – SeungHyun”.

\"G-Dragon-shii! Finalmente chegou, estamos atrasados.\" Um dos dançarinos veio andando na minha direção.

\"Me desculpe, hyung. Eu vim o mais rápido que pude. Abaixei a cabeça em sinal de respeito. Os outros já estão aqui?\"

\"Sim, LeePark acabou de chegar, já estamos todos aqui. Hoje ensaiamos até de madrugada novamente? Afinal o Inkigayo é amanhã!\"

Jogando o celular de volta para dentro da mochila eu respondi: \"sim, ensaiaremos até tarde hoje\". Tomamos as escadas que nos levaria a sala de treinamento, ao fundo, uma música ecoava, tomando todo o prédio, ‘you my heart heart heart breaker...’.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.