Remember

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Mais um capítulo! Quando eu comecei a escrever essa fic, eu pensei que ninguém iria ler, sérinho! Mas aí eu chego na minha conta para ver se alguém viu minha história e BUM! Eu tenho 4 comentários no capítulo 2! Obrigado à Cqc,Thuany,Rauraforever e Cacamila,vocês são FODA! Enjoy!

[Ally]

–Bom dia, senhorita Dawson! — O mesmo médico de ontem saudou, e eu apenas esbocei um sorriso. E então eu assimilei que o meu nome devia ser Ally Dawson.

Eu não entendia como ele conseguia estar feliz ou me desejar um bom dia sendo que eu não consigo lembrar-me de nada que aconteceu na minha vida!

–Pronta para ir para casa?

–Acho que sim. — Na verdade, eu nem sei onde é minha casa.

–Sua roupa está no banheiro. Pode ir lá vestir-se. Seu namorado está na recepção assinando alguns papéis.

Fui até o banheiro do quarto e vi um vestido daqueles que eram colados ao corpo vermelho com listras pretas, botas marrom e um casaquinho sem mangas de renda.

Então é assim que eu me visto. Pensei.

É claro que não passou despercebido por mim quando o médico disse Seu namorado, porque, para mim, ele era apenas um estranho. Mas ele parece gostar de mim, e eu me sinto mal por não conseguir retribuir esse sentimento.

Pus minha roupa e saí daquele quarto. Andei um pouco perdida pelo hospital até achar o garoto loiro de ontem. Eu parei ao seu lado e coloquei minhas mãos em cima do balcão da recepção. A recepcionista nos desejou um bom dia — como o médico fez- e eu continuei me questionando porque as pessoas desejam um bom dia para mim. Talvez elas só querem ser educadas. Minha consciência falou. E talvez eu também desejasse bom dia às pessoas antes de perder a memória, mas eu não me lembro, então não posso confirmar.

Nós andamos até a porta de entrada/saída do hospital. Ele segurou minha mão. Uma corrente elétrica percorreu por todo meu corpo. Então rapidamente eu afastei minha mão da dele. Ele olhou para minha mão que agora estava grudada a minha coxa e fez uma expressão triste. Continuando a andar, e eu fiz o mesmo, mas atrás dele.

Eu queria, queria mesmo, lembrar dele, porque ele parece tão decepcionado que faz com que eu me sinta culpada por ter perdido a memória.

Uma música que eu sequer conhecia — Na verdade eu acho difícil eu conhecer algo, porque eu não lembro de absolutamente nada- ecoou em minha mente e eu estava com uma vontade imensa de cantá-la, e acabei me rendendo:

–When you're on your own, drowning alone
And you need a rope that can pull you in
Someone will throw it — O garoto loiro me olhou assustado. Eu estava cantando tão mal assim?

–Onde você ouviu essa música?- Ele perguntou, seu olhar tinha um brilho esperançoso.

–Eu não sei, veio na minha cabeça. Você a conhece?

–And when you afraid that you're gonna break
And you need a way to feel strong again
Someone will know it- Ele cantou um pedaço.

–And even when it hurts the most
Try to have a little hope
That someone's gonna be there
When you don't
When you don't

–If you wanna cry I'll be your shoulder
If you wanna laugh I'll be your smile
If you wanna fly I will be your sky
Anything you need that's what I'll be
You can come to me- Cantamos o refrão juntos.

–Senhoras e senhores, Austin e Ally!- A cortina se abriu, tinha muita gente no restaurante aquela noite. Eu estava nervosa, pensei que iria vomitar. Então eu olhei para o Austin, ele me olhava como se quisesse dizer "Você consegue! Vai lá e arrasa!" e então a melodia começou a tocar, e quando eu cantei os primeiros versos, todo o meu medo de palco desapareceu. E então eu percebi que tudo ficava mais fácil com Austin ao meu lado.

Uma lembrança invadiu minha mente. A primeira lembrança que tive. E foi com o garoto loiro.

Decidi não dizer nada sobre minha lembrança, até porque ela não diz nada sobre minha história. Ou será que sim? Espere, na lembrança eu tinha medo de algo.

–Austin,- Chamei o loiro e ele deu uma rápida desviada de olhar no trânsito e olhou para mim- Do que eu tenho medo?

–Você costumava ter pavor de palco. Até fazermos um dueto no restaurante da sua mãe. Cantamos aquela música que estávamos cantando a pouco.- Ele mordeu o lábio inferior com sua expressão triste e arrancou vendo que o sinal havia aberto. Então havia sido a lembrança da noite em que eu perdi do medo de palco que eu tive?

Chegamos a um grande prédio e entramos no local, um senhor me abordou.

–Senhorit Dawson! Soube do acidente, a senhorita está bem?-Eu fiquei um pouco confusa e o Garoto Loiro interferiu.

–Depois eu explico o que aconteceu, Robert, mas agora ela precisa descansar. Nós precisamos- Corrigiu-se.

–Ah! Certo. Tenham um bom dia.- Não pude evitar revirar os olhos quando me afastei do senhor e do loiro, já era o terceiro bom dia que eu recebia naquela manhã!

Entramos em um apartamento pequeno, sala e cozinha não tinham divisórias, apenas uma bancada. Tinha uma blusa rosa no sofá,deve ser minha. Sorri com o pensamento. Sentei no móvel acolchoado, era aconchegante.

–Porque ontem você não estava hospitalizado como eu?- Perguntei vendo que o loiro se aproximava.

–Eu tive alta antes. Você ficou em coma por alguns dias.-Ele engoliu em seco e desviou o olhar dos meus olhos para o chão. Não pude evitar quando um bocejo involuntário escapou- Está cansada?- Assenti- Certo, você pode deitar na cama. Eu... Eu vou ver se tem algo para comermos.

–Ahn...-Comecei meio sem jeito, levantando do sofá- Onde fica o quarto?

–Segunda porta à direita.-Ele disse e o seu olhar parecia dizer "Ah! Eu esqueci que você não lembra onde fica nada." Mas acho que eu é quem não sei ler olhares.

Então eu abri a porta e um quarto extremamente limpo apareceu. Eu devo ter mania de limpeza. Ri. Deitei na cama e encostei a cabeça no travesseiro, fechei os olhos e torci mentalmente que eu pudesse me lembrar de algo em forma de sonhos.

Notas finais
COMENTEM AMORESS! Não sei quando vou postar o próximo, vai depender do meu tempo e criatividade. Se quiserem dar alguma sugestão para a história... Porque tô na seca de criatividade. BEIJOSSSSS