Notas iniciais
Muito obrigada por todos os comentários!! Fico feliz que você estejam gostando. Um beijo muito especial para as três pessoas lindas que favoritaram Remarkable, Helayne Remígio, Dane Forever e Anna Sophie. Muito obrigada meninas!

Dizer que Ray estava mais que empolgado nos dias que se seguiram seria pouco. Todos os dias nós tinhámos uma reunião com alguém do concelho sobre as ideias de doar energia para Starling City e de como fazer isso. Claro que havia alguém que sempre queria lucrar em cima de tais ações, alegando que era "um bem muito maior a ser feito" e que merecia uma forma de agradecimento. E na QC não foi diferente.

Um dos acionistas, que por acaso, foi um dos que votou afavor do afastamento de Oliver, foi retirado do concelho por levantar e "lutar" por essa ideia dentro dos estabelecimentos da empresa. Ray não queria que algo desse gênero começasse a se formar dentro das mentes das pessoas que já estavam envolvidas, primeiramente por que ia totalmente contra a ideia de fazer a Queen Consolidated recuperar sua boa reputação no mundo. Nessas reuniões, não havia como me esconder de Oliver, que depois de virar "o garoto propaganda" do projeto, ia em todas as reuniões e ficava do início até o fim me encarando e indo aonde eu ia.

Tentar seguir em frente estava se tornando algo bem mais difícil que eu imaginava. Ele podia não vir conversar comigo, mas eu sentia seu olhar queimar pelas minhas costas todas as vezes que ia contra a direção que ele estava. Devo confessar que estava começando a admirar sua insistência, tendo plena certeza que Oliver não estaria ali por boa e espontânea vontade. Não depois de ter perdido seu posto de CEO. Será que ele estava ali por mim?

'Não, Felicity. Para de pensar essas coisas!' Esse acabou se tornando meu xingamento diário sempre que eu o via. Era como um mantra.

Claro que, mesmo estando super ocupada ultimamente e tendo feito uma promessa para John, não consegui parar minhas investigações sobre a misteriosa droga encontrada no Glades. Ainda não tinha um terceiro caso para investigar e eu acabei perdendo a oportunidade de analisar e tentar descobrir alguma coisa pelo corpo de Cindy, mas estou monitorando constantemente as entradas das boates mais famosas do Glades, vendo se há alguma coisa suspeita pelos arredores ou se há alguma pista onde essa droga está sendo fabricada. É claro que não informei nada disso para Oliver, Diggle ou Roy, por que segundo eles, era para eu "ficar longe disso e não me meter mais". Coisa que eu não comentei nos meus últimos cafés da manhã com Dig.

"Felicity?"

Pulei da cadeira e dei um pequeno gritinho. Estava tão concentrada nos meus pensamentos e focada na imagem da câmera que mostrava agora uma tranquila rua do Glades, que nem percebi quando Diggle tinha entrado no meu escritório e parado bem na minha frente. Espero que as lentes dos meus óculos não tenham me denunciado.

"Dig, que susto!"

Tirei a mão direita que instintivamente foi parar do meu coração e desliguei a tela do computador rapidamente, rezando para não levantar suspeitas do o que eu estava fazendo.

Dig sorriu.

"Desculpe. Está pronta?"

Assenti e levantei-me da cadeira, alcançado minha bolsa com uma das mãos.

"Vamos onde hoje? 'Coffee Breakshop' ou na 'Cinnamon and coffee'? Você sabe que eu aceito qualquer lugar, contato que tenha café. Não, mentira, odeio aquele lugar perto do Verdant. É horrível e o café tem gosto de velho. Eca." Diggle riu e nós entramos no elevador.

Quando Diggle veio até eu dizendo que sentia a minha falta e que queria que tomássemos café todos os dias juntos, meu único pedido foi para que o nome de uma certa pessoa não fosse mencionado nos nossos tópicos de conversa. O dele foi para que eu não fizesse nenhuma pergunta sobre como estava indo a missão, coisa que eu realmente estava louca para fazer. Talvez eles soubessem de algo que minhas pesquisas não foram capazes de encontrar. Mas trato é trato, certo? E eu realmente sentia a falta de Diggle.

"Então, cadê o seu chefe?"

"Ray foi para Central City resolver umas coisas da QC. Tecnicamente, era para eu ter ido com ele. Porque você sabe, sou a assistente pessoal e ele com certeza ia precisar da minha ajuda lá, mas expliquei que não ia poder ir por que ia ter que resolver uns problemas pessoais nesse final de semana. Jerry ficou mais do que feliz em acompanhá-lo e Ray não teve objeções contra. Então, eu fiquei."

Agora Diggle e eu andávamos pelas ruas de Starling City, em direção de um dos nossos cafés favoritos. Era sábado, e eu tinha passado no escritório apenas para pegar algumas coisas e desligar a máquina de café que sem querer deixei ligada. Que bom que não fui a causadora de um incidêncio acidental essa noite, coisa que poderia muito bem ter acontecido.

"Quais assuntos pessoais?"

Eu realmente não queria que ele fizesse essa pergunta.

"Vou ter que ficar de babá do gato da vizinha. Você sabe como são os vizinhos, sempre pedindo favores e como dizer não a um gatinho?"

Diggle parou e olhou para mim.

"O mesmo gato que morreu há uns dias atrás?"

Merda.

"Não, esse é outro. Na verdade, estou me sentindo muito cansada e precisava de um final de semana de descanço. Dei uma desculpa para o Ray e como ele não fez todo esse interrogatório que você está fazendo, não tive problemas com isso."

"Então não vai ficar de babá de gatos?"

"Não, claro que não. Quer dizer, a Sr. Lopez insistiu para eu cuidar de Floquinho para ela hoje à tarde, e tal eu o faça, mas ainda não sei. Tenho um fraco por gatinhos."

Continuamos a caminhar e Diggle não tocou mais no assunto. Essa foi por pouco. É claro que eu tinha planos para hoje, mas nada relacionado a ficar de babá de gatos. O que eu ia fazer era algo que Diggle me trancaria em casa sem pensar duas vezes e ainda me algemaria na barra da cama. Então, melhor ficar quietinha.

Quando chegamos ao café, sentamos na nossa mesa de costume e logo uma garçonete conhecida veio nos atender. Ela até já sabia quais seriam nossos pedidos antes mesmo de falarmos, o que tornou todo o atendimento mais rápido. Meu café preto chegou, impregnando o ar a minha volta.

"Ah, nada melhor do que o cheio de café de manhã."

Diggle concordou, já cortando seus ovos com bacon e as panquecas com calda de chocolate.

"Como você consegue comer tudo isso de uma vez só?"

"Ei! Quando se tem o treinamento que eu tenho, nada parece que sustenta você direito." Diggle tomou um longo gole de café e foi rudemente atrapalhado pelo vibrar de seu celular.

Ele o pegou, olhou para a tela e depois desviou seus olhos para mim.

Isso já aconteceu tantas vezes que nem estava me incomodando mais.

"Vai em frente, pode atender. Tenho certeza que ele tem algo muito importante para te falar."

Diggle olhou para mim uma última vez antes de apertar para atender a ligação.

"Hey, Oliver." Silêncio. "Sim, estou aqui com a...Felicity." Percebi que ele pensou antes de dizer meu nome, por mais que fosse em poucos segundos. "Sim, tudo bem, não tem problema. Já estou a caminho."

O rosto de Diggle tinha ficado mais sério do que costume, e assim que ele desligou a chamada, levantou-se da cadeira.

"Desculpa Felicity, mas eu tenho que ir."

Levantei-me também.

"Aconteceu alguma coisa?"

Dig me lançou um sorriso fraco.

"Desculpa, mas não posso comentar sobre isso com você."

Depois de se despedir, ele saiu do café e sumiu pelas ruas de Starling City.

Se era algo que Diggle não podia comentar comigo, só indicava uma coisa: Era sobre a droga super poderosa descoberta no Glades.

Tomei meu café em goles grandes e dei duas garfadas no meu bolo de cenoura antes de sair correndo do café. Sorte minha que Diggle havia pago a conta.

Notas finais
E então? Quais serão os planos da Felicity? Daqui a pouco, no próximo capítulo! Bjs!