Notas iniciais
Olá pessoal! Então, essa a minha primeira fic Olicity e devo confessar que eu estou bem animada e ansiosa, e eu realmente espero que você gostem!!! Por favor, se curtirem, deixem um comentário, pra eu saber que tem alguém lendo para continuar a escrever e etc.Enfim, sejam bem-vindos!

"Ok Oliver, agora vire a direita. — Instruí — Ele está há uns 20 metros de você."

Conforme a tela do computador, ele fez exatamente o que eu mandei. O pontinho "ARROW" indicava-me isso. Depois de alguns segundos, escutei tiros e sons de flechas sendo lançadas no ar. Meu coração congelou, torcendo para que nada o machucasse ou que algo pior acontecesse. Sei que ele é forte e sabe exatamente o que faz, mas já teve suas exceções. Assim que informou-me que tudo estava bem e que estava a caminho do Verdant, soltei o ar que nem sabia que estava segurando e tirei o comunicador do ouvido.

Sinto-me um pouco idiota, por que faz um pouco mais de três semanas que Oliver me convidou para jantar, me beijou e dispensou; exatamente nessa ordem. Faço que não há nada de diferente entre nós e tento disfarçar meus sentimentos todas as vezes que estou perto dele, mas não é sempre que tenho sucesso. Dói vê-lo todos os dias, principalmente agora que eu tenho certeza que ele também sente algo por mim. Mas conheço Oliver, e sei que ele não vai arriscar a minha segurança por aquilo que ele provavelmente chama de "egoísmo". Conheço-o suficiente para saber que é isso que o impede. Não que eu seja uma Laurel Lance ou uma Isabel Rochev — duas de seus casos -, com suas belezas e pernas de modelos, mas depois do beijo e do que disse-me no hospital, não há dúvidas que meus sentimentos são correspondidos. O pior é que eu o entendo, principalmente depois do que aconteceu com Sara. Mas não consigo não ficar chateada e frustrada com suas ações, que só causaram dor e decepção. Tento colocar na cabeça desde que o conheço, que Oliver não passa de meu chefe, colega, parceiro, amigo...e quando finalmente consigo aceitar isso, ele vem com seus penetrantes olhos azuis e com todo o seu charme e me convida da forma mais doce e fofa possível para jantar (coisa que primeiramente achei ser uma brincadeira).

E depois veio Ray Palmer, com toda a sua espontaneidade convidar-me para trabalhar com ele. Primeiramente disse não, mas no final como uma forma de vingança, decidi aceitar sua generosa oferta. Em parte também por que não posso trabalhar em uma loja de eletrônicos sendo quem eu sou com computadores e sistemas. Isso, em modéstia parte, é pouco para as minhas especialidades. O ponto é que Ray é um ótimo chefe, melhor do que Oliver foi, sinceramente. Ray até me deu meu próprio escritório. Que aliás, era o antigo de Oliver, mas mesmo assim, continua sendo um escritório. Além de colocar a minha própria disposição um assistente pessoal, que na verdade, ainda não tenho nenhuma ideia para o que ele seria útil, mas isso realmente não é relevante agora.

"Felicity."

Eu estava tão imersa em pensamentos que nem percebi Oliver estalar os dedos bem na frente dos meus olhos. Balancei a cabeça e tentei me concentrar no que estava em minha frente. E devo confessar, era uma visão linda de dois olhos profundamente azuis.

"Oi, estou aqui, pode falar."

Arrumei-me na cadeira e desviei nossos olhares, checando no computador a localização de Dig e Roy.

"Está tudo bem? Você está meio distraída hoje." Senti quando ele parou bem atrás de mim, murmurando com sua voz doce e macia que fazia todos os pelos dos meus braços se arrepiarem. "Te chamei várias vezes pelo comunicador até concluir que você o tinha tirado."

"Não, nada de distração." Conforme os pontinhos, Roy estava patrulhando em algum lugar no Glades e Diggle estava em casa, provavelmente com Lyla e a pequena Sara. "Só estou um pouco nervosa. Tem um evento agora à pouco na Queen Consolidated. Mas você provavelmente sabe disso, claro, por que você ainda tem acesso as informações de lá. Ou não, agora não é mais o CEO, mas sim o Ray..."

Parei de falar. Por que eu não conseguia filtrar nada do que saia pela minha boca? Eu sabia que tinha sido um pouco responsável pela perda do Oliver pelo posto de CEO da QC, mas em minha defesa, nunca que eu ia suspeitar que tinha algo de estranho no charmoso cliente que havia entrado na loja de eletrônicos uns dias antes da decisão do concelho.

"Ray." Havia algo a mais no tom de voz de Oliver, mas decidi não tentar descobrir o que era. "Não seria Sr. Palmer?"

"Ray acha que não há necessidade para tal formalidade. Diz que soa muito sério para uma assistente pessoal." Ainda tinha consciência da presença de Oliver atrás de mim e ainda me sentia um pouco nervosa para virar e encará-lo.

"Hm." Um momento de silêncio. "E você vai...acompanhá-lo? Como o seu par?"

"Não que isso lhe interesse, mas não. Vou como assistente pessoal."

O modo que Oliver estava querendo insinuar alguma coisa me deixou irritada, por que ele era a última pessoa no mundo nesse momento que pode ou tem algum direito de me dar sermões sobre com quem eu posso sair ou não.

"Felicity..."

"Não." Virei-me com tudo e quase me bati contra ele. "Você não tem direito de fazer esses tipos de perguntas. Simplesmente não tem."

"Felicity."

Senti a dor com que ele pronunciava meu nome, mas eu já estava guardando toda essa dor por muito tempo. Talvez fosse melhor tirá-la de mim antes que piorasse.

"Oliver, eu não posso mais fazer isso. Preciso de um tempo." Seus olhos se arregalaram quando pronunciei essa última frase e seus lábios se abriram para protestar alguma coisa, mas levantei a mão para silenciá-lo na hora. "Não estou dizendo que vou abandonar meu posto aqui no Verdant, vou continuar ajudando da melhor forma possível. Mas isso está se tornando algo realmente muito sufocante para mim. Não consigo mais suportar. E depois do que aconteceu com o Cooper, sinto que preciso de umas férias para poder colocar tudo no lugar."

"Felicity, por favor, não faça isso."

"Mas eu preciso. Preciso fazer isso."

Tive que lutar com todas as minhas forças para resistir daqueles olhos tristes e vermelhos que agora me encaravam. Sei que despejei àquilo em cima dele muito em cima da hora, mas não deixava de ser verdade. As coisas estavam complicadas depois que ele me dispensou, junto com a descoberta da morte de Sara e o reaparecimento de um ex-namorado que eu tive na faculdade. A vida havia ficado complicada desde de uns tempos para cá.

"Por favor, deixe-me ir."

"Mas você disse que vai continuar ajudando. Nós precisamos de você aqui. " Ele suspirou. "Eu preciso de você aqui."

Fechei os olhos. Não podia mais fitar aqueles olhos. Eu não ia conseguir se os encarasse. Virei de costas novamente e me concentrei nas telas de computadores paradas à minhas frentes, com vários links abertos de pesquisas sobre nossa última missão e as exatas localizações de Diggle e Roy, onde apenas a Roy havia se movido.

"Não, você não precisa. Não é apenas eu que preciso de um tempo para ficar sozinha e...longe. Você também. Nós estávamos até agora fingindo que tudo estava bem e normal, mas não está e você sabe disso." Suspirei. "E eu não posso te esperar, Oliver. Não tenho como fazer isso. Eu não posso."

Só depois de dizer isso é que percebi que meu rosto estava cheio de lágrimas.

"Eu tenho aguentado, sendo forte e tentado colocar isso de lado. Mas estou fracassando constantemente." Dessa vez não tive escolha, virei-me para encará-lo. Eu simplesmente precisava ver sua reação. "Eu sinto algo por você há anos, desde que nos conhecemos. E eu sempre fui paciente, vendo você com outras mulheres e tentando não julgar. Mas eu não quero isso. Cansei de sofrer, e eu sinceramente acho que não mereço isso."

Oliver estava parado lá, como uma estátua, seu rosto rígido e transparente em relação aos seus sentimentos. Eu sabia que essa não era uma conversa fácil para nós dois, mas era algo que precisávamos fazer.

"Felicity," Sua voz estava embargada e rouca, como se sua garganta estivesse gravemente seca. "você sabe por que não podemos ficar juntos. Aquela bomba foi obra de apenas um inimigo meu. Você sabe o que fariam se algum deles descobrisse a minha verdadeira identidade? Ou que eu estou com uma pessoa? Você seria um target deles, algo para me atingir, a minha maior fraqueza. E se algo errado tivesse acontecido aquela noite? E se a bomba tivesse causado uma explosão maior e te machucado de forma mais grave? Você realmente acha que eu me perdoaria por isso? Eu não posso te expor de tal forma. Não posso pedir que se ponha em perigo por mim." Oliver parou de falar, suspirou, tomou um pequeno fôlego e continuou: "Isso me mataria."

Eu não sabia como argumentar contra isso. Não havia nada o quê dizer.

Fitei seus olhos por mais alguns segundos antes de ir embora.

Notas finais
E então??? O que acharam? Desenvolvi essa capítulo para ser mais sério, mas juro que os outros vão ser mais descontraídos. ♥