Remanescentes.
1 Prologo:
Notas iniciais
Esperem que vocês goste!!!
- acorde, acorde querida precisamos sair daqui!
- o que aconteceu? Anabelle acordou assustada, tanto com os gritos do marido, quanto pelo choro de sua filha Valentina.- eles nos descobriram, esse lugar não é mais seguro.Anabelle se levanta as pressas e pega as malas que nunca foram desfeitas uma coisa que seus pais sempre a ensinaram: enquanto os institutos não forem reabertos não é seguro levantar um lar e desfazer as malas. Enquanto seu marido Levi pegava o máximo possível de comida e pegava a bebê no colo, eles escutaram passos na escada e gritos de guerra.- querido acho que não temos mais tempo. Anabelle olha desesperada para o marido.- pela janela Anabelle agora.Ambos correram ao encontro das janelas na varanda. Na noite congelante de Nova Orleans eles se puseram para fora.- precisamos pular belle! Levi fala mais alto que o vento, enquanto apertava Valentina contra seu peito. - no 3 amor! Levi olha nos olhos da sua esposa e vê um medo que sempre esteve presente neles desde que eles se conheceram.- 1! Anabelle respira- 2! Valentina começa a chora mais alto- 3! E ambos pulam ao mesmo tempo em que a porta do quarto é arrombada pelas criaturas do submundo.Levi cai em cima dos próprios pés, enquanto Anabelle não tem tanta sorte e acaba machucando o tornozelo, Levi se levanta verificando se Valentina não tinha sofrido nenhum dano, quando percebe que sua esposa ainda esta sentada no chão com uma expressão de muita dor.- Levi! Meu tornozelo.- querida vamos! Não podemos ficar no meio da rua, venha eu te ajudo. Levi suspende a mulher, colocado todo o seu peso sobre ele, enquanto isso seu olhar vasculhava a rua há procura de alguma ameaça e percebeu que mesmo para uma noite fria em Nova Orleans estava muito calma, ao mesmo tempo em que eles começavam a se mover Valentina começa a chora alto, alto o bastante para acordar a cidade inteira. Enquanto eles correm belle tenta acalmar sua filha, mas nada adianta. Quando eles estavam virando a esquina, começaram a escutar os monstros correndo em busca deles, sem sabe o que fazer Levi teve que pensar rápido e acabou puxando a esposa para dentro de uma igreja. Tudo sobre a crença dos caçadores de sombra poderia ter sumido, mas as criaturas do submundo ainda não poderiam entrar em solo sagrado, ele sabia que não era uma solução, mas eles precisavam de tempo para pensar e decidir o que iam fazer.- Levi o que vamos fazer? Anabelle pergunta enquanto se ajeita no banco de madeira da igreja com Valentina nos braços.- não sei querida. Ele se senta angustiado ao lado da esposa.- precisamos de armas Levi.- a única coisa que eu tenho é uma lâmina serafim, que meu pai me deu quando me casei com você e não é o bastante, tem muitos deles lá fora e mesmo que tivéssemos armas, não temos o treinamento adequado para lutar com tanto deles.- não podemos ficar aqui por muito tempo e eles não irão embora até o amanhecer pelo menos e mesmo assim vamos está sendo observados. Eu so me preocupo com a Valentina ela é tão pequena nem pode se defender ainda.- era isso que eu estava pensando – Levi diz olhando para a filha no coloco da esposa – Por que nós já sabíamos que esse dia chegaria e nos aceitamos esse destino quando nos casamos, mas ela não escolheu isso, não escolheu viver nesse mundo, não escolheu passar a vida se escondendo do submundo. Tendo uma vida de abnegação. Ambos se olham compartilhando uma ideia que nenhum dos dois ousaria falar em voz alta.- nós devemos dormir um pouco. Eles se ajeitaram naquele banco mesmo deixando Valentina no meio de ambos. Horas depois Levi se levanta tentando ao máximo não fazer barulho e vai em direção as portas da igreja. Olhando por uma fresta na porta ele percebe que muitas das criaturas permanecem na frente da igreja esperando por deles e outros tentam arranja um jeito de invadir o santuário. Uma ideia passa pela sua mente, uma decisão que iria perturbar ele pelo resto de sua vida que pelo que ele estava vendo poderia acabar em poucas horas. Voltando em direção a sua família ainda dormindo no banco de madeira, foi a sua bolsa e pegou uma folha de papel e uma caneta e voltou a se sentar ao lado das duas mulheres da sua vida. Quando o dia estava amanhecendo ele caminha em direção à entrada da igreja e vê que a entrada estava vazia, o sol como sempre tinha salvado a vida deles. Voltando juntos para sua esposa ele pega delicadamente Valentina dos braços da mulher tentando ao máximo não acorda-la, enrola a filha com todo o seu amor numa manta e pega à carta que ele lhe escreveu. Enquanto sua esposa dormia Levi sai com Valentina pela porta dos fundos da igreja indo em direção a um orfanato, a cada passo que ele dava em direção aquela casa, a cada passo que ele dava em direção a sua decisão ele ficava mais pesado, nos últimos passos ele já estava preste a dar meia volta e desistir dessa loucura, porém ele sabia que ela ainda não estava preparada para viver nesse mundo, ela merecia uma vida melhor com opções, uma vida sem monstros, uma vida em que ela não precisaria sentir medo de morrer a cada dia. Ele se abaixa na escadaria para colocar Valentina confortável no chão seu rosto todo molhado por suas lagrimas e mil e um futuros passam em sua mente.
- como eu queria estar com você, quando você desse seu primeiro passo, quando você perdesse seu primeiro dente – Enquanto Levi se despede de sua pequena, ela abre os olhos e segura com suas mãozinhas gordinhas no dedo de seu pai – mas infelizmente eu e sua mãe não vamos poder ver nada disso, mas eu lhe peço uma coisa milha filha: viva por mim e por sua mãe, a gente vai está sempre pensando em você. Levi deixa a carta ao lado de Valentina. Ele se levanta aperta a campainha do orfanato e se afasta correndo, minutos depois ele observa a distancia uma senhora abrir a porta e pegar Valentina no colo e leva-la para dentro, ele não saberia se sua filha seria feliz, se ela encontraria uma família para cuidar dela, mas o que importava naquele momento era ela estar viva e segura e perto deles ela não teria isso. Ao voltar para igreja ele encontra Anabelle acordada andando de um lado para o outro.- onde você estava? – Anabelle corre em direção ao marido e o abraça – cadê a Valentina?- ela esta segura. – Levi responde sem conseguir encarar a mulher.- o que foi que você fez? – Anabelle pergunta já com lagrimas nos olhos.- Belle ela esta bem é isso que importa – Levi levanta seu olhar para esposa – ela vai ter a chance de uma vida, uma chance que ela não teria com a gente e você sabe disso meu amor. Ambos há essa hora estão chorando, chorando por uma vida que eles tinham imaginado viver, chorando por não conseguir viver essa vida ao lado da filha. Quando Anabelle se recupera ela olha nos olhos do marido e pergunta.- o que vamos fazer agora Levi?- nós vamos para casa.- mas Levi?- nossos pais estão vivos Belle e estão vivendo escondidos em Alicante, é para lá que nos vamos, vamos nos juntar a resistência e esperar que um dia num mundo diferente nós possamos reencontrar a nossa Valentina.
Notas finais
se gostaram deixem comentários se não deixem do mesmo não custa nada.
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