Notas iniciais
Oi gente! Primeiramente, esta é a segunda fanfic que escrevo sobre game of thrones. Como eu gosto de criar histórias alternativas, nem sempre seguirá fielmente o rumo da série ou do livro, algumas mudanças serão feitas, para a história se desenrola. È claro que nem a série e nem os livros me pertencem,mas a oc Belinda, mais alguns oc's e o enredo desta fanfic,foram criados pela minha imaginação. Não plagie e sim tenha coragem de fazer suas próprias histórias! Tenham uma boa leitura!

O entardecer já havia chegado, quando o primeiro choro da criança foi ouvido. Para Cersei foi o som mais bonito que ouviu durante sua vida. A jovem rainha olhou para os braços da mulher que tinha sua filha no colo dentro de um pequeno embrulho em uma manta dourada com o simbolo real e de sua casa. Cersei era insegura quanto ao amor que podia sentir por aquela criança. Ela não era como Joffrey, que nasceu da relação secreta com seu irmão e sim filha de sangue do rei. Cersei temia não amar esta criança como a primeira,mas quando ela pegou sua filha pela primeira vez,viu que suas preocupações não tinham cabimento.

Seu coração fora invadido por uma ternura desmedida. Não importa quem fosse o pai Cersei amaria a menininha que segurava. Toda vez que olhava para criança, via os traços de Robert se sobressaírem. A menina com toda a certeza seria encantadora. A pequena princesa abriu seus olhos revelando seus olhos castanhos.

Nesse exato momento Robert abriu a porta dos aposentos de Cersei. O rei estava ansioso para conhecer a criança e quando notou que se tratava de uma jovem menina,ficou feliz ao extremo.

— Quer segura-lá ,meu rei? — Perguntou Cersei.

— Não seja tola, é claro que sim! — Robert diz sem se importa com a esposa.

Cersei entregou a criança para Robert e assim que o mesmo a segurou, sentiu algo muito mais forte que sentiu quando segurou seu primeiro filho. Seu coração se encheu de uma alegria sem tamanho. Cersei olhou a cena e não pode deixar de se comover. Robert ficará mais contente em ver a jovem princesa,sua filha de sangue do que seu falso filho. Cersei pode até enganar o rei,mas ela não pode enganar um coração de pai. Laços de sangue clamam mais alto que qualquer coisa e mesmo o rei não sabendo a verdade concreta, seu coração sabia.

Mal sabia a inocente princesa o que seu futuro lhe reservava. Todos os recém nascidos tem um longo caminho para trilhar. Uma caminho repleto de descobertas,alegrias,amores,amizades,decepções,dor e desespero. Escolhas irão formar sua vida e estas são as responsáveis pelo seu caráter. Sonhos vão ser realizados ou quebrados.Ela irá perder tanto quanto ganhar.

E nem Cersei e nem Robert poderiam saber no que a pequena se tornaria futuramente. No momento eles eram somente pais que estavam pensando em que nome dar a mais nova integrante da família Lannister e Baratheon. A nova integrante da família real.

— Ela é tão bonita e graciosa... – Comentou Cersei deslumbrada com a filha.

— Pense em um nome tão bonito quanto ela. – O rei sem tirar os olhos da sua filha.

— Belinda,pois esta nasceu bela e saudável! — Cercei decide e o rei concorda.

— Então serás Belinda Baratheon! — O Rei disse animando.

(...)

Quatorze anos depois...

A jovem princesa cresceu sadia. Agora ela tinha cabelos enormes castanhos claros que quando o sol batia lhe dava um dourado bonito. Seus olhos castanhos escuros eram repletos de um brilho único de alegria e graça. Ela tinha um belo corpo para uma garota da sua idade e também uma mente muito perspicaz.

Belinda corria pelos corredores do castelo animada. Ela tinha um pincel em uma das mãos já sujo por várias tintas. A jovem bastante ligada á arte, amava pintar telas e mais telas. Ela nem precisava de pinceis para isso, pois ás vezes usava suas próprias mãos para pintar. Essa era uma de suas válvulas de escape, principalmente da excesso de cuidados que recebe da mãe. Belinda nunca soube dizer o porque de ser tão protegida pela mesma, ás vezes até mais que seus irmãos mais novos.

Sua mãe cuidou dela e deu seu irmão mais velho,bem até demais, os mimando mais que tudo. A jovem ainda tinha que aguentar seus irmãos a invejarem pelo favoritismo evidente que o Rei Robert tinha por ela. Ela desconfiava que isso afetava mais a Joffrey do que os outros dois, mas nunca deixou se abalar por isso. Para ela aquilo era bobagem,pois pais amam seus filhos igualmente e mais que qualquer coisa, e ela acreditava cegamente nisso.

A jovem só parou quando estava no jardim. Lá ela voltou a pintar suas telas. Seu vestido já velhinho ela usava especialmente para quando pintava, pois assim podia se sujar a vontade. Belinda podia continuar ali para sempre, mas parou quando ele lhe chamou:

— Princesa Belinda! Sua mãe ordena que se apronte, já vai dar a hora de irmos para Winterfell — Seu tio Jaime a chama.

Belinda olha para o tio e sorri.

— Já estou indo. — Ela diz terminado os detalhes em sua pintura.

— Serva guarde com cuidado! — A princesa disse á uma das servas do jardim.

Belinda passa pelo seu tio James tentando disfarçar o sorriso bobo e envergonhado que permanecia em seu rosto. A jovem havia começado com essa paixão boba aos treze anos e até então tinha permanecido.

Belinda foi para o seu aposento onde uma tina de banho cheia lhe aguardava a princesa não perdeu tempo e foi se preparar para a viajem que faria. Apenas para não contrariar sua mãe,pois não estava ansiosa para conhecer seu futuro pretendente Belinda não queria casar com um estranho. Ela ainda não podia casar,pois não havia sangrado pela primeira vez,mas isso não impediu seu pai de querer levar Belinda para conhecer os Starks.

A jovem se pôs a pensar em algo que uma vez tinha feito escondida de sua mãe.

Memória ON:

Ainda com seus dez, Belinda corria com mais uma amiguinha em direção a casa de uma velha senhora que diziam poder prever seu futuro. A jovem princesa muito curiosa resolveu verificar de perto,aproveitando que estava de passagem em Dorne.

A sua frente a mulher de cabelos já grisalho e barriguda se sentou e começou a mexer em seus apetrechos, coisa que a jovem ali não sabia o que era direito.

— Preste atenção criança! — Disse mulher. — Um dia aqueles deveriam amar-te não poderão faze-lo. A corça estará sozinha na tormenta, até que um dia deverá se juntar a força do lobo e do dragão para o leão derrotar. — A mulher terminou de falar,deixando a princesa confusa.

Um tanto frustada a jovem pagou a senhora e voltou para perto dos guardas. Ela não havia entendido que previsão era aquela que a feiticeira lhe disse. Mal sabia ela que isto era uma profecias, profecias não podem ser quebradas e sempre se realizam.

Memória off –

Belinda já estava pronta e foi se encontrar com sua mãe. Fazia tempo que ela não pensava na tal previsão da feiticeira de Dorne. Sua mãe lhe garantiu que ela era uma mentirosa e que só queria seu dinheiro e a jovem passou a pensar assim.

Caminhando pelos corredores, acabou por encontrar com seu irmão Joffrey, que como sempre parecia estar disposto a importuna-lá.

— Olha só o que temos por aqui,se não a favorita do papai! — Seu irmão diz com inveja.

— Olá irmão! — Belinda tentou ser gentil. – Ansioso para ir para o norte? — A jovem perguntou ignorando a implicância de seu irmão mais velho.

— Por que estaria? — Ele pergunta com desdém. – Aquele lugar e frio e não conheço aquelas pessoas! — Ele reclamou.

— Sua prometida estará lá! — Belinda o provocou.

— O seu prometido também! — Ele devolveu a provocação.

— Vou pedir ao papai para não me casar agora! — Belinda diz presunçosa. – Sabe que ela vai me ouvir!

— Ouvir ele até pode, mas duvido que vá romper o seu arranjo. Nós dois fomos prometidos a esses idiotas desde antes de nós nascemos ! — Joffrey desdenhou da irmã. — Não há favoritismo certo, para impedir isso!

Belinda bateu o pé no chão,visivelmente contrariada. Ela deu as costas ao irmão e continuou indo ao encontro da mãe. Na cabeça da jovem,ela tinha certeza de que convenceria seu pai e ela faria isso assim que pissa-se em Winterfell.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado. Não se esqueçam de comentar e favoritar ♥ Muitos beijos de luz e até a próxima! ♥ ♥