Remanescente
21 Capítulo 20 - O Acordo com os Frey
Notas iniciais

Quando Belinda acordou, ela sentiu uma nova força se apoderando de seu corpo. Uma força de alegria e disposição. A mesma não fazia ideia do que iria acontecer a seguir, mas ela estava esperançosa de que o futuro iria ser bom para a maioria daqueles ao seu redor. Assim que acordou, ela chamou pelas servas que foram instruídas a obedecerem todas as ordens da garota. A pequena comitiva de mulheres entrou em sua tenda, preparadas para todo o trabalho de cuidar e vestir a jovem princesa presente.
Prepararam uma tina de banho e separaram um vestido bonito para a mesma. Um vestido azul acinzentado de mangas compridas. O cabelo de Belinda foi deixado solto a pedido da mesma e sem nenhum enfeite como ela pediu. Ela queria aparentar simplicidade hoje. Depois de devidamente arrumada, ela foi alimentada no próprio quarto e depois as servas a deixaram finalmente.
A jovem princesa dos sete reinos, resolveu andar pelo acampamento. Especificamente para encontrar Edmund, Robb ou Catelyn. A medida que foi andando pelo acampamento algumas pessoas lhe davam olhares tortos e umas até olhares frios. Então, Belinda se lembrou que eles a viam como uma Lannister e só este pensamento encheu a jovem de nojo. Ela teria que provar a todos que era uma Baratheon e não uma Lannister. Ela só precisava descobrir como.
Belinda foi desperta de seus pensamentos por uma velha mulher que se aproximou da mesma. A senhora sorria com seus dentes faltando e segurou uma das mãos de Belinda.
— Jovem Corça, eu vejo sua força. – A senhora diz e para Belinda sua voz soava bastante familiar. — Minha criança, eu queria te dizer uma coisa a respeito de si mesma. Você minha jovem é uma criatura de luz, um instrumentos de mudanças. Você é uma segunda chance. — Quando a senhora terminou Belinda a encarou confusa.
— Do que a senhora está falando? — Questionou tentando se afastar da mulher.
— Você não tem que entender agora, criatura de luz. Você tem tantas coisas grandes para fazer e o por que disso você ainda não pode saber. Eu só estou aqui para relembrar sua importância e aconteça o que acontecer não baixe sua cabeça. Nós estamos aqui olhando por você. — Belinda conseguiu se soltar da mulher e a encarou a mesma com espanto, achando que a senhora estava louca.
— Belinda! — Ela ouviu Edmund gritar atrás dela e se virou para o mesmo.
— Eu acho que essa senhora precisa de ajuda. — Belinda disse quando o mesmo parou a sua frente.
— Qual senhora? — Edmund perguntou.
Belinda franziu o cenho. – Está atrás de mim. — Ela disse se virando e não encontrando ninguém. — Mas isso não faz sentindo, ela estava aqui ainda a pouco. — Belinda diz se sentindo tonta.
— Seja quem for não está mais ai. – Edmund disse achando o comportamento de Belinda estranho. — Você descansou bem? — Ele perguntou preocupado.
— Sim. — Belinda afirma. — Bem de qualquer forma o que queria falar comigo?
— Ah não sou eu que quero falar com você e sim Robb. Ele te espera na tenda dele. — Edmund informa.
— Então eu já vou indo. Hum... Edmund, poderia me fazer uma favor? — A princesa perguntou e Edmund concordou com a cabeça. — Verifique meu tio Jaime, veja o que ele está fazendo.
— Preso dentro de uma cela, não pode estar fazendo muitas coisas divertidas. – Edmund zombou. — Mas por que que razão está me pedindo isso?
— Ele precisa de mais vigilância do que já tem. Meu tio pode ser bem inteligente e traiçoeiro. Tenho medo que ele possa planeja alguma coisa. — Belinda compartilha suas preocupações com Edmund.
— Vendo por esse lado, é melhor eu vigiar o mesmo, discretamente. — Ele diz e sai deixando Belinda sozinha.
A mesma faz seu caminho até a tenda de Robb. Quando chega lá o encontra sozinho e com o semblante preocupado. Belinda se aproxima até ele o cumprimentando com um beijo seguido por um abraço amoroso.
— O que lhe aflige, meu rei? — Belinda pergunta, acariciando delicadamente o rosto do mesmo.
— A guerra. Sua mãe e seu irmão recusando meus acordos. Minhas irmãs longe e por último meu acordo com os Frey. — Robb confessa e Belinda o encara compreensiva.
— Eu tenho certeza que podemos e vamos vencer esta guerra. Minha mãe é uma mulher orgulhosa, gananciosa e teimosa, ela não vai ceder tão fácil, mas pode ser vencida. Já meu irmão é apenas um garoto tolo e cruel com uma coroa na cabeça. Vamos recuperar suas irmãs e enfim todos estarão juntos. — Belinda diz numa tentativa de fazer Robb se sentir melhor. — Quanto ao acordo com os Frey, eu não sei nada sobre, mas... — Antes que Belinda pudesse terminar de falar Robb a interrompe.
— Quanto a isso, eu irei te contar agora. — Robb diz ficando sério e Belinda engole em seco imaginando que tipo de acordo poderia ser. — O acordo era , eu me casar com uma garota Frey, mas você voltou e acordo teve que ser mudado. O Lorde Frey aceitou em casar uma de suas netas com o nosso futuro filho. — Quando ele termina de falar Belinda o encara triste.
— Nosso filho será obrigado a se casar com uma garota Frey. — Belinda diz se sentindo triste. Robb olha para o chão parecendo triste e envergonhado. – Eu entendo querido. Em guerras alianças devem ser feitas e um casamento é uma excelente forma de conseguir isso. – Belinda diz compreensiva.
— Ele poderá aprender a amá-la. Como aconteceu conosco. – Robb comentou.
— Sim e ele poderá ser tão feliz quanto nós dois. – Completou Belinda dando um beijo casto em Robb.
Os dois tem seu momento interrompido pela chegada de uma terceira pessoa. Uma jovem mulher que usava um vestido acinzentado. Ela pediu desculpas por interromper e se apresentou a Belinda, quando está a perguntou quem era. Ela disse se chamar Talisa e aparentemente tinha um assunto importante a tratar com Robb. Belinda não gostou nada da forma que Talisa olhava para Robb, mas mesmo assim deixou os dois sozinhos. Afinal ela confiava em Robb e sabia que ele jamais faria algo para magoá-la.
Assim que a mesma se afastou da tenda, ela sentiu uma grande vontade de ir a floresta. Ela foi caminhar então nos arredores do acampamento. Então ela se lembrou do pesadelo que teve na outra noite de Robb morrendo e aquela voz misteriosa dizendo que ela poderia mudar isso. Toda noite ela tinha o mesmo pesadelo e isso estava a enlouquecendo. Se lembrou ainda da senhora louca que encontrará mais cedo, nada do que ela dizia fazia sentido, assim como esses pesadelos.
Então por que algo a dizia que tinha alguma razão nas duas situações.
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