Remanescente
19 Capítulo 18 - Reencontrando o amor
Notas iniciais

Chegar ao acampamento deixou Belinda mais do que feliz. Ela agora se sentia segura, agora estava no mesmo lugar que Robb. Ela entrou no acampamento ansiosa com Lady Stark, Brienne e Edmund atrás dela. Ela estava estupidamente feliz por finalmente iria encontrar seu grande amor. Por isso quando lhe falaram que Robb estava em batalha e longe dali, Belinda se entristeceu um pouco.
Os homens do exercito de seu amado não deixaram de ficar surpresos com a sua chegada. Muitas pessoas tinham muitas perguntas e Belinda estava cansada demais para explicar. Lady Stark foi gentil com ela e lhe deixou em uma tenda e mandou algumas criadas para ajuda-la. Depois de um banho que ajudou a mesma a se acalmar, ela se deitou na cama e fechou os olhos.
Ela tentou imaginar como seria estar nos braços de Robb novamente, quando alguém entrou em seus aposentos. Ela abriu os olhos e se levantou para ver quem era. Ela sorriu quando viu Edmund, mas pela expressão do mesmo havia algo que estava o incomodando.
— Algum problema? – Ela perguntou ao amigo.
— Seu tio Jaime está aqui. — Ele informou.
Todo o corpo de Belinda se arrepiou e ela arregalou os olhos. Ela não sabia muito sobre o que estava acontecendo nas batalhas e tampouco sabia que seu tio foi capturado. Agora o fato dos dois estarem no mesmo ambiente a fazia imaginar em que estado ele se encontra.
— Lady Stark disse que tudo bem se quiser vê-lo, desde que vá com os guardas. — Edmund disse e Belinda assentiu caminhando para a saída. Quando saiu da tenda, ela andou apressada atrás de Edmund.
Edmund a guiou até as celas.
(...)
Jaime estava deitado no chão, depois de sua tentativa se fuga, ele foi surrado e deixado na cela. Seus machucados ainda sangravam mesmo depois de um tempo. Ele estava deitado no chão tentando achar algum conforto, quando ele ouve passos. No começo ele não se importou, bem isso foi até um vestido azul entrar em seu campo de visão. Ele ergueu o olhar preguiçosamente e ficou surpreso com quem viu. Vestida em um belo vestido de inverno nas cores azul e cinza, estava ninguém mais e ninguém menos que a sua sobrinha.
Ele teve a certeza que estava ficando louco, que começou a imaginar coisas. Ela não podia estar ali na sua frente. Mas, para uma ilusão ela parecia tão viva. A porta da cela se abriu e então abriu e sua sobrinha entrou, mas ela estava acompanhada o que fez tudo aquilo de fato ser real. Edmund estava ao seu lado.
Sua sobrinha lhe olhava tão fria como o inverno. Ela não esboçou nada além de frieza. Jaime não podia acreditar no que ele estava vendo.
— Você está viva? Como? — Ele perguntou assustado.
— Eu nunca fui raptada e muito menos tentaram me matar. — Ela disse simplesmente. — Foi tudo apenas um plano do meu tio Renly.
— Como você pode fazer isso conosco, com a sua mãe? — Jaime questionou e Belinda pode ver sua indignação.
— Eu fiz e faria novamente. Não tenho consideração alguma com Você ou com minha mãe, não depois que eu descobri. — Belinda diz com raiva. – Lamento apenas ter feito meus irmãos, meu tio Tyrion e Robb sofrerem por isso. Nenhum deles merecia isso. — Ela ficou triste por alguns segundos. – Mas, agora tudo será esclarecido, apenas lamento que meu tio Renly tenha perdido a vida. — Ela voltou a sua expressão fria. — O trono é meu sabia? Eu sou a única filha legitima do Rei Robert. Mas, eu não me importo tanto com isso. – Ela se abaixou sem ligar se sujaria o vestido. – Se Robb ainda estiver disposto a se casar comigo, não precisarei do trono de ferro, pois terei um de gelo ao lado de Robb, bem aqui no Norte.
— E se seu amado Robb, descobrir o que aconteceu em Porto Real? Dos nossos beijos? — Jaime provocou e Edmund que estava ali acompanhando apenas ficou quieto. Se ele estava surpreso ou sentiu repulsa pelo que Jaime disse, ele não disse nada.
Belinda deu um sorriso para Jaime e se aproximou bem perto do rosto do mesmo, ignorando o mal cheiro e sussurrou no ouvido do tio.
— Você se importa comigo, Jaime e sei que mesmo com raiva não vai me por em maus lençóis e caso tente você sabe que eu vou dar um jeito de sair por cima. — Belinda sussurra e depois se afasta. Ela olha para o tio ainda perto e dá um sorriso presunçoso. — Agora tenho que ir, lamento não poder ficar, mas tenho que descansar e me preparar para a chegada de Robb. — Belinda se levanta com a ajuda de Edmund. – Bons sonhos. – Ela disse por fim se virando para sair.
— Belinda! — Jaime chamou. — Eu achei que tinha te perdido e isso me fez enxergar uma coisa. — Belinda interrompeu Jaime.
— Não tenho tempo para isso, bons so...- Foi a vez de Jaime interromper.
— È muito mais que um desejo passageiro, é uma paixão ardente, quase se assemelhando ao amor. — Jaime diz de uma vez.
— Sente isso por mim? — Indagou olhando para o homem.
— Eu penso que sim. — Jaime respondeu.
— Apenas lamento por você, mas não quero ficar com um homem como você. Mesmo que você não fosse meu tio, um homem que é regicida, mentiroso e fodedor de irmã, é um nojo para mim. — Belinda disse fria. — Eu tenho nojo e vergonha de já ter sido tocada por você e eu amo outra pessoa muito mais honrada que você. — Ela sai da cela e Edmund acena para o guarda que se aproxima novamente e tranca.
— Está cometendo um erro ficando contra sua própria família. — Jaime gritou. – Está cometendo um erro ao escolher ficar do lado deles!
— Pelo contrário titio, pela primeira vez na vida me sinto do lado certo! — Belinda diz dando um sorriso forçado para Jaime. – Espero que tenha uma noite miserável de sono!
Belinda se virou para ir embora ignorando os gritos de Jaime.
(...)
Belinda estava em sua tenda, quando ouviu uma aglomeração. Espiando pela entrada ela viu homens diferentes chegando com prisioneiros. Seu coração acelerou ao notar que eles estavam voltando de uma batalha e consequentemente Robb estava de volta. Era noite e Belinda estava em suas vestes de dormir, era inapropriado sair nesse estado em um acampamento cercado de homens. Ela sentou em sua cama ansiosa para a chegado do mesmo.
Parecia que tinha se passado uma eternidade, quando alguém entrou em sua tenda. Ela mal teve tempo de raciocinar porque um corpo bem maior que o seu estava esmagando o seu em um abraço apertado. Ao sentir aquele cheiro conhecido apesar do suor e sangue, ela reconheceu quem era.
Choramingando Belinda abraçou de volta e chorou. Eles ficaram abraçados pelo que parecia uma eternidade, quando Robb finalmente se afastou. Robb ficou encarando Belinda como se ainda não pudesse acreditar que ela realmente estava ali na sua frente. Belinda sorriu para o mesmo e alisou sua bochecha. Seu sorriso se alargou ao sentir as cócegas que sua barba fez.
— Minha mãe me explicou algumas coisas, mas agora isso não importa. Você está viva e comigo. — Ele diz e Belinda mal teve tempo para responder.
Robb a puxou para um beijo apaixonado. Foi um beijo que começou devagar até ficar rápido e intenso. Se não fosse pela falta de ar, eles jamais pararia. Quando eles pararam de se beijar, eles mantiveram suas testas coladas uma na outra, compartilhando assim o mesmo ar. Um olhando para o outro no fundo dos olhos.
— Eu não quero esperar nem mais um segundo para que seja minha esposa. – Robb sussurrou contra os lábios da mesma.
— Eu também não posso mais esperar Robb. – Ela disse sorrindo.
Robb a puxou para mais um beijo, ainda mais apaixonado que o anterior.
Fale com o autor