Remanescente
15 Capítulo 14 - Escolhas da Vida
Notas iniciais
Tudo estava escuro e tão frio que Belinda podia sentir muitos calafrios. Toda vez que abria a sua boca, sai uma fumaça branca. Seus ossos estavam tão gelados. Com certeza estava no norte. Aonde mais faria esse frio intenso?
Belinda se levantou do chão e olhou ao redor. Tudo parecia tão sem vida. Não havia pessoas com ela e isso a fez se sentir solitária. Ela caminhou entre as árvores da floresta obscura e fria.
Só parou sua caminhada sem rumo quando ouviu uma voz conhecida. Aquela voz aqueceu seu coração. Aqueceu seu corpo. Tudo pareceu ficar colorido e cheio de vida. Ela correu em direção a voz do único que podia a fazer sentir aquilo.
— Robb! — Ela exclamou. Vendo a silhueta do rapaz.
Ele não disse nada. Nem mesmo se virou em sua direção. Então, Belinda se aproximou ainda mais e quanto suas mãos o tocaram o corpo de Robb caiu no chão. Belinda extremamente preocupada se ajoelho ao seu lado e o amparou.
— Robb querido, por favor fale comigo! — A jovem implorava.
Os olhos de Robb se abriram e Belinda soltou um suspiro de alívio. Ela sentiu quando alguém pois a mãos em seu ombro. Ela não conseguia se virar para ver quem era e muito menos reconhecia a dona da voz.
— Não se preocupe Belinda, estou aqui por você. Sei que deve estar confusa, mas isso é um dos futuros possíveis para seu amado Robb. — A voz feminina lhe dizia calmamente. — Quer que ele viva certo? Isso só depende de você.
— Do que está falando? Quem é você? — Perguntou com medo.
— A única coisa que precisa saber sobre mim é que estou aqui apenas para te ajudar a digamos fazer as escolhas certas. — A voz respondeu, dando um risadinha. – Isso significa que irei ficar por aqui por uns tempos. Quanto o quero dizer, você meu bem saberá quando chegar a hora.
— Eu não sei o por que de você estar aqui? Eu sou uma garota comum. — Belinda argumenta alisando o rosto de Robb que permanecia de olhos abertos, encarando fixamente os céus.
— Oh minha querida! — A voz riu. – Você e muita mais do que isso, mantenha isso em mente. — Ela diz e Belinda sente a mão de sabe se lá o quem sair do meu ombro.
“Belinda, está na hora”
“ Acorde logo vamos!”
(...)
Belinda abriu lentamente os olhos, dando de cara com Edmund. Ele a sacudia e dizia para ela se levantar. Belinda o afastou e se ergueu da sua cama improvisada. Olhando em volta percebeu que estava em sua tenda de viagem.
— Aconteceu algo? Você parece meio desorientada? — Edmund questionou.
— Apenas um pesadelo , só isso. — A princesa respondeu .
Belinda ficou feliz por tudo ter sido apenas fruto de sua cabeça. Tudo aquilo não aconteceu. Ela está bem e Robb está bem. A voz não existe e nada do que ela disse aconteceria.
— Bem, estou aqui para avisar que temos que levantar o acampamento. — Ele diz parecendo ansioso. – Com sorte chegaremos no entardecer no acampamento de seu tio.
— Eu não vejo a hora de chegar logo. Estou ansiosa para mandar uma carta para Robb. – Belinda diz respirando fundo.
— Bem, por que não aproveita esse tempo de viagem para ir escrevendo algum rascunho. – Sugeriu Edmund.
— Boa ideia! — Ela elogiou. – Pelo menos algo para ocupar minha mente. Não consigo para de me sentir culpada.
— Sinto muito que tenha que passar por isso, mas era parte do plano. – Edmund diz com pesar.
— Eu sei Ed e me desculpe por ter explodido em cima de você estes dias. Você só estava seguindo ordens e se não fosse por você estaria em Porto Real dentro da cova dos leões . – Disse Belinda.
— Como é para você? Digo trair sua família? — Perguntou Edmund. – Não pense que é uma crítica! Eu apenas gostaria de saber como você se sente. – Se explicou apressadamente.
— Eu sinto muito pelos meus irmãos mais novos e pelo meu tio Tyrion, sabe. – Comentou um pouco triste. — Mas aquilo não pode ser considerada uma família. Eu apenas não consigo, não depois de tudo. — Belinda diz com sinceridade.
— Quando deixei minha família, eu fiquei triste por ter que abrir mão de ver minha irmãzinha crescer, mas depois com o tempo passou. — Edmund deu de ombros. — São consequências e temos que conviver com elas. Certas ou não só o tempo poderá nos dizer.
— Acha que fizemos a escolha errada? — Belinda perguntou para o amigo de longa data.
— Belle a vida é formada por escolhas. As escolhas geram consequências boas ou ruins. As consequências moldam os fatos que vão acontecer e as reações das demais pessoas. Não vou passar minha vida questionando minhas escolhas. Mesmo se eu estiver feito uma escolha ruim ao seguir seu tio e que eu pague por isso, não irei me arrepender. — Edmund diz sorrindo para o nada.
— Por quê? — Belinda perguntou.
— A vida foi feita para ser vivida. Independente das escolhas que fizemos e dos caminhos que trilhamos. Penso que não iria ter graça ficar me lamentando por fazer uma escolha que pode estar errada. Viver é arriscar e as vezes se ferrar faz parte. – Edmund diz dando de ombros. — Você ama Robb?
— Com todo o meu ser! — Respondeu convicta.
— E se arrepende de ter escolhido Robb? — Ele voltou a questionar.
— Nem um pouco! — Respondeu sem titubear.
— E acha que essa escolha é a certa? — Indagou Edmund.
Belinda pensou no sonho estranho que teve e temeu por uma fração de segundos, mas depois de lembrar de seus momentos com Robb, deu um sorriso.
— Eu não faço a mínima ideia! — Respondeu. – Quero dizer para mim parece certo, mas não sei o que o futuro nos reserva.
— E mesmo assim você arriscou! — Exclamou. – Esse é o ponto. Não deve viver a vida temendo a cada estante suas escolhas, as consequências delas e o seu futuro. Para se viver é necessário se arriscar, se não nunca saímos do nosso ponto de partida. – Ele piscou para Belinda.
— Isso tudo foi sábio! — Belinda comentou sorrindo. — Com quem aprendeu?
— Bem, sempre fui um garoto estudioso. Sempre li e busquei inúmeras coisas sabe. Sempre fui um rapaz que tive bons conselho para dar. — Disse dando de ombros. — Mas depois de seu tio ter decepado minha mão por sabe se lá que motivo naquele duelo, minha mente se abriu mais. Parece que agora tenho uma visão diferente das coisas. — Ele dá um suspiro triste.
— Eu realmente sinto muito. – Belinda diz e quase chora ao pensar que foi por sua culpa.
— Tudo bem , já aceitei o fato de que não vou ser um cavalheiro.- Ele dá de ombros. – A vida segue e não vou ficar lamentando isso para o resto da vida. — Edmund se levanta rapidamente. — Então vou te deixar em paz, agora e trate de escrever um bela carta para seu amado, afinal ele merece.
— Muito obrigada por tudo. — Belinda diz antes dele ir.
— Os amigos são para isso mesmo. – Ele diz dando de ombro e sorriu.
Belinda correu rapidamente para preparar algum esboço ,enquanto os demais aprontavam tudo para a viagem.
Fale com o autor