Remanescente

11 Capítulo 10 - Não se preocupe, criança


Notas iniciais
Oi gente! Estou meio triste hoje , por causa do Capítulo. Ele aborda um momento muito difícil para Belinda. O próximo vai ser bem triste pois vocês sabem o que vai rolar. Uma coisa que gostaria de pedir, era para deixarem os comentários de vocês que me estimulam a continua meu trabalho. Nem que seja só um "continua ou um amei". Outra coisa sobre a votação. Ela foi encerrada dia 17 e a opção que ganhou foi a 3. A Fanfic será atualizada toda terça, quinta e Domingo. Caso o capítulo não saia em algum desses dias é por que algum imprevisto aconteceu e assim eu postarei no dia seguinte. A música que inspirou nessa capítulo foi Don't You Worry Child. Tenham uma boa leitura!

“Havia um tempo em que

Eu costumava olhar nos olhos do meu pai

Em um lar feliz

Eu era um rei, eu tinha um trono dourado

Aqueles dias se foram

Agora as memórias estão na parede

Eu ouço os sons

Dos lugares onde eu nasci”

Trancada em seu quarto. Sentindo a escuridão e a podridão do mundo. Sentindo a corrupção das pessoas ao redor. Sentindo as carícias da maldade, como se tenta-se dizer a ela que a perversão não iria ir embora. Enquanto todos estavam ocupados com seu próprios narizes, ela estava lá. Apenas uma jovem princesa que não sabia nada sobre a vida. Ela julgou saber o suficiente de tudo, mas agora algo lhe dizia que era tão ingênua para um mundo onde a ingenuidade não tem vez.

Então, seu tio Renly veio. Coberto de sangue e com um olhar triste. Belinda olhou para ele e então ele pronunciou as palavras que Belinda julgou não ouvir tão cedo. Seu pai estava ferido e tudo indicava que ele não tinha muito tempo.

A jovem caminhou como se ela estivesse a beira da morte assim como seu pai. Seus pés se arrastavam e as lágrimas escorriam pelos seus olhos. Quando ela chegou em frente a porta deu um suspiro triste. Belinda abriu a porta e viu muitas pessoas lá dentro, mas nada e nem ninguém importava agora.

Seu pai olhou para ela e depois dispensou Joffrey.

— Não vai querer ver isso. – Ele disse para o príncipe.

Joffreuy saiu á contragosto. Belinda se ajoelhou ao lado do pai. Suas mãos delicadas que tremiam de medo , seguraram a mão calejada do rei. Robert sorriu para a mesma e Belinda tentou devolver o sorriso, mas estava machucada demais para isso.

— Saiam todos! Deixe-me sozinho com minha filha e Ned. — Ordenou.

Cersei tentou argumentar, mas Robert a cortou e Belinda lhe deu um olhar gélido. Todos saíram deixando para trás o Rei, a princesa e a mão do rei.

— Papai, por que deixou aquele javali te derrubar? — Belinda perguntou chorosa. — Por que vai me deixar sozinha com aquela mulher? — A jovem dizia.

— Não chore criança. – O pai pediu. — Eu queria ficar vivo para ver você se casando com Robb. Unindo duas casas amigas.

— Se você tentar, quem sabe um pouquinho o senhor possa sobreviver. – Belinda disse ainda com esperança.

— Meu tesouro sabemos que isso não vai acontecer. – Lamentou Robert. — Eu queria estar vivo para conhecer meus netos e poder ensinar a eles tudo que ensinei a você. Mas, isso não vai acontecer.

— Se o senhor morrer o que vai ser de mim? O que vai ser de uma filha sem seu amado pai? — O coração de Belinda estava tão apertado. Sua angústia é sufocante, tanto para ela , quanto para os outros dois presentes.

— Você continuará sendo Belinda. Belinda Baratheon a Rainha. – Robert respondeu e Belinda olhou para o mesmo confusa.

— Joffrey vai reinar. – Belinda disse confusa.

— O trono deve ser de um Baratheon e você de todos os meus filhos é a mais Baratheon! — O Rei respondeu.

— Eu não sou capaz de fazer nada disso. — Negou a princesa em prantos. — Eu não posso aguentar nada disso sem o senhor aqui. Você é meu pai. Meu melhor amigo! Como pode me deixar? — Belinda dizia desesperada.

Robert olhou no fundo dos olhos castanhos e disse algo que provavelmente foi a coisa mais sábia que ele disse em anos.

— Eu sei que ainda nem completou seus 15 e não estou pedindo que carregue todo o reino em suas costas, Ned irá te ajudar. – Robert explicou. — Belinda minha querida, não se preocupe! Eu sei que seja lá quem for que olha por nós, seja deuses novos ou antigos tem um plano maior para você. Eu senti isso quando você nasceu e continuo sentindo agora. — Robert alisou o rosto da filha. – Você é uma Baratheon e sua é a fúria. Sei que você vai ser a melhor rainha que os sete reinos já teve.

— Oh papai! — Belinda diz emocionada e abraça o mesmo com cuidado. Ela sente seu pai a abraçando de volta. – Eu amo o senhor e prometo que não vou te desapontar. — Belinda diz se soltando do mesmo.

— Eu também amo você. – Ele respondeu. — Agora, vá não quero que veja. — Robert ordena.

Belinda se levanta e olha uma última vez para o pai. Depois sai rapidamente do quarto. Seu tio Ned Stark ainda estava lá dentro. Ela não importou com os olhares de pena que foram lançados em sua direção. Apenas correu para seus aposentos se trancando em seguida.

Se trancando no quarto, ela gritou. Quebrou tudo que podia. Ela tentava aliviar a dor de qualquer forma. Ela quebrou quase o quarto inteiro, quando ouviu batidas na porta. Ela se encostou na mesma e gritou para que a pessoa fosse embora.

Depois se virou e viu uma faca de cortar pão. Ela olhou para seus pulsos e um pensamento lhe ocorreu. Ela pensou em se tudo isso acabar. A dor das mentiras da mãe. A dor de ser apaixonada por um verme como Jaime. A culpa por te deixado Jaime lhe beijar, enquanto estava prometida a Robb. A dor de ver seu pai morrendo e pondo todo o reino nas mãos de uma garota quebrada.

Era isso o que ela pensava sobre tudo isso e a faca na sua mão parecia gritar para ela acabar com isso. Era fácil. Bastava pegar a faca e cortar os dois pulsos. A porta estava trancada ninguém iria atrapalhar. Era só cortar e deixar todo o sangue sair e aguardar a morte. A morte era a solução?

Então veio as palavras de seu pai. Ele acreditava que ela era forte como todos os Baratheon. Ele acreditava que alguém lá em cima tinha um plano maior para ela e foi pensando nisso que ela largou a faca. Belinda correu até a porta e viu seu melhor amigo Edmund e lhe deu um abraço. Ele não era mais um cavalheiro devido a sua mão decepada, mas ainda sim era um importante filho de comerciantes ricos e melhor amigo de Belinda.

— Eu sinto muito! — O rapaz disse. — Belinda o seu pai acabou de morrer de vez. – O rapaz foi obrigado a revelar.

Edmund viu quando sua melhor amiga caiu em seus braços aos prantos. Ele sabia que uma parte de Belinda havia morrido junto com o pai. Ele pode ver isso em seus olhos.

“Lá na colina, do outro lado do lago azul

Foi lá que meu coração se partiu pela primeira vez

Eu ainda me lembro como tudo mudou

Meu pai disse”

(...)

Belinda estava quase tendo enfarte. Em questão de minutos tudo aconteceu. Joffrey foi corado rei. Ned Stark havia apresentado uma carta do rei declarando que Belinda era a única com direito ao trono. Ele foi acusado de traição e mandado para o calabouço. Arya não podia ser encontrada e todos que eram do norte perderam suas vidas.

A única Stark viva que estava na Fortaleza Vermelha era Sansa e a mesma estava nesse momento implorando pela vida de seu pai. Belinda se sentia morta por dentro. Ela queria estar firme para ajudar Sansa, pois sabe que não será nada fácil para ela. Mas, estava afundando em uma tristeza.

E isso só piorou quando sua mãe lhe chamou em seus aposentos. Belinda entrou no ambiente com um olhar morto no rosto. Ela vestia um vestido preto de mangas curtas. Seus cabelos estavam trançados ao estilo sulista. Em seu pulso brilhava as pulseiras de ouro com o símbolo de sua casa. Da casa de seu pai.

Quando encontrou sua mãe a mesma lhe deu um olhar triste. Cersei não estava triste pela morte do marido em si e sim na tristeza estampada no rosto de seus filhos. Principalmente Belinda que era mais ligada ao pai.

— Minha filha sente-se. – Pediu Cersei calma.

Belinda se sentou em silêncio e encarou a mãe.

— Minha filha é com muito pesar que te digo que não poderá se casar com Robb. — Cersei diz temendo a reação da filha.

— Como assim?! — Questionou furiosa.

— Ele está marchando para uma guerra contra nós. Ele é um rebelde. — A rainha tentava argumentar.

— Ele só fez isso por que estamos mantendo suas irmãs e seu pai aqui! — Belinda cuspiu. — Deixe os Stark voltarem para o norte e vamos seguir o que foi combinado pelo meu pai.

—Diz para simplesmente deixar tudo como era antes? — Cersei perguntou descrente. — Eddard é um... – Belinda interrompeu.

— É um homem justo e honrado que apenas tentou fazer o que era certo. — Belinda dá um sorriso falso. – Ou você esqueceu que sei sobre seu segredinho com o Jaime.

— Belinda...

— Belinda é inferno! Você não vai romper meu compromisso! — Ela vociferou.

— Posso casar você com um lorde do jardim de cima, ou então com um príncipe de Dorne. – Cersei tentou lhe convencer.

— A única pessoa que eu quero é Robb Stark! — Belinda diz irredutível. – Não me casarei com ninguém além dele. – Belinda se levanta saindo rapidamente dali.

Correu até seu quarto e se preparou para escrever outra carta a Robb só que dessa vez seria uma carta triste e também um pedido de socorro. Seu amor por Robb podia não ser tão forte como por Jaime, mas ele era a melhor chance de Belinda sair da cova dos leões.

“Não se preocupe, não se preocupe, criança

Veja, o céu tem um plano pra você

Não se preocupe, não se preocupe agora

Sim

Não se preocupe, não se preocupe, criança

Veja, o céu tem um plano pra você

Não se preocupe, não se preocupe agora

Sim”

Notas finais
Capítulo não revisado! O que acharam pessoal? Deixem sua opinião nos comentários. Espero que tenham gostado! Muitos beijos de luz ♥ ;)